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  • Menstruação atrasada: quais os possíveis significados?

    A menstruação atrasada é a situação na qual a menstruação do mês não ocorre no dia esperado. Nesse sentido, ela pode vir com alguns dias de retardo, ou eventualmente, nem acontecer. Vale esclarecer que ultrapassar a data da menstruação em poucos dias é comum, inclusive para as mulheres com menstruações regulares. Porém, a partir de 15 dias, já é considerado um atraso que necessita ser observado.

    Nesse sentido, a primeira suspeita para menstruação atrasada é uma possível gravidez. Entretanto, outras situações, como o estresse, alterações hormonais e estilo de vida também podem causar a demora da menstruação. Dessa forma, quando o atraso se repete por mais de três meses, deve ser investigado.

    É importante lembrar também que a menstruação é um processo natural na vida das mulheres, e marca a fase reprodutiva feminina. Ela começa na adolescência, com a menarca, e dura até a menopausa. Dessa forma, a menstruação faz parte do ciclo menstrual mensal que prepara o corpo da mulher fértil para uma possível gravidez.

    Nesse sentido, as alterações hormonais que ocorrem neste período fazem o endométrio (tecido que reveste o interior do útero) ficar mais espesso para acolher o embrião. Entretanto, quando não há a fecundação do óvulo, este tecido se desprende e é expelido do corpo, caracterizando a menstruação.

    Menstruação atrasada e ciclo menstrual: qual a relação? 

    Para entender melhor sobre menstruação atrasada, é importante conhecer como funciona o ciclo menstrual. Nesse sentido, ele acontece mensalmente e leva em média 28 dias, embora existam ciclos mais curtos, de 21 dias, e mais longos de até 35 dias, também considerados normais.

    Dessa forma, durante os ciclos, ocorrem mudanças hormonais que determinam o período fértil da mulher e preparam o corpo para uma gravidez.

    O ciclo menstrual passa por três etapas:

    Fase folicular

    A fase folicular é a primeira etapa do ciclo menstrual e acontece entre o primeiro dia da menstruação e a ovulação. Neste período, que dura entre 12 e 16 dias, os folículos ovarianos crescem e começam a preparar o corpo para uma possível gravidez.

    Sendo assim, há um aumento da produção do hormônio folículo estimulante (FSH), que faz com que os folículos que contêm os óvulos se desenvolvam. Além disso, com esse amadurecimento, o ovário também libera mais estrogênio, hormônio responsável por tornar o revestimento do útero pronto para uma eventual gestação.

    Fase Ovulatória

    A fase ovulatória é a segunda etapa do ciclo menstrual e consiste na ovulação. Nesse sentido, ocorre a liberação do óvulo maduro que segue para as trompas de Falópio onde poderá acontecer a fecundação. Como o óvulo sobrevive apenas 24 horas fora do ovário, é preciso que ele encontre o espermatozoide neste curto espaço de tempo para dar início a uma gravidez.

    Dessa forma, considerando que os espermatozoides duram até 5 dias dentro do corpo da mulher, é possível que a gestação ocorra se o casal tiver relações sexuais até 5 dias antes da ovulação. Ainda, é importante ressaltar que o dia da ovulação varia conforme a duração do ciclo. Em muitos casos, ocorre no 14º dia. Porém, há mulheres que ovulam em dias diferentes do ciclo.

    Fase lútea

    A fase lútea do ciclo menstrual é aquela que ocorre após a ovulação, quando os hormônios femininos começam a reduzir gradativamente sua concentração no organismo. 

    Nesse sentido, caso o óvulo tenha sido fecundado, ele viaja até o útero e se fixa no endométrio. Por outro lado, se não houve a fecundação, o óvulo se desintegra e o endométrio, que estava pronto para receber o embrião, passa a descamar. Essa descamação do endométrio constitui a menstruação que marca o início de um novo ciclo reprodutivo.

    Menstruação atrasada e o ciclo menstrual irregular 

    Como já vimos, o ciclo menstrual dura em média 28 dias. Porém, cada mulher tem um ritmo diferente. Nesse sentido, mesmo que os ciclos tenham 21 ou 35 dias, o importante é que sejam regulares, de acordo com o seu padrão.

    Além disso, a duração do período menstrual, o fluxo e a intensidade também acontecem de forma diferente entre as pessoas. Dessa forma, é considerada menstruação irregular aquela que foge do seu normal e pode dificultar a constatação da menstruação atrasada.

    A menstruação pode ser irregular se:

    • O tempo entre cada período começa a mudar, se tornando mais ou menos espaçado.
    • O fluxo menstrual se altera, e o volume de sangue fica mais ou menos intenso.
    • O número de dias da sua menstruação varia.

    Menstruação atrasada é sempre gravidez?

    Não, menstruação atrasada nem sempre é sinal de gravidez, mas com certeza é, na maioria das vezes, a primeira suspeita. Nesse sentido, existem diversas situações que podem causar atraso na menstruação. Porém, quando ocorre em mulheres sexualmente ativas, que tiveram relações sexuais desprotegidas, existe uma grande possibilidade de ser gravidez. 

    Além disso, alguns hábitos, doenças e estilos de vida também podem contribuir para menstruação atrasada. Desta forma, quando o atraso se repete por até 3 meses, e a gestação não é confirmada através de exame ou teste de gravidez, o indicado é consultar um médico para que a causa seja identificada e tratada.

    Menstruação atrasada: conheça suas causas

    Além da gravidez, outros fatores podem alterar a data da descida da menstruação. 

    Gravidez

    A gravidez é uma das principais causas dos atraso menstrual, e deve ser considerada mesmo pelas mulheres que usam métodos contraceptivos, como camisinha ou pílula anticoncepcional, que às vezes podem falhar. 

    Desta forma, as mulheres com ciclos regulares já podem desconfiar de gravidez com 5, 6 dias de atraso menstrual. Nesse sentido, o ideal é realizar um teste de gravidez para descartar ou confirmar esta possibilidade.

    Erros de cálculo

    As mulheres com ciclo menstrual irregular podem ter dificuldade para calcular o dia certo da próxima menstruação. Dessa forma, o que muitas vezes parece atraso é na verdade resultado de um ciclo maior, de mais dias.

    Estresse e ansiedade

    O estresse e a ansiedade causados pelos problemas da vida pessoal e profissional podem afetar diretamente o ciclo menstrual. Os fatores emocionais influenciam a regulação hormonal, realizada pelo hipotálamo, no cérebro, levando a alterações na menstruação. Dessa forma, é importante aprender a controlar o stress e encontrar formas de relaxar.

    Disfunção na tireoide

    A menstruação atrasada também pode ter como causa disfunções na tireoide. Nesse sentido, os hormônios dessa glândula influenciam na liberação dos hormônios sexuais pelos ovários. Assim, uma tireoide que funciona mal (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertireoidismo) pode alterar o ciclo menstrual, provocando irregularidades e atrasos.

    Interrupção da pílula anticoncepcional

    Os anticoncepcionais fornecem hormônios sintéticos ao corpo que deixam os ovários “adormecidos”, sem precisar cumprir suas funções. Desta forma, quando a mulher interrompe seu uso, é possível que os ovários demorem até 6 meses para entrar no ritmo novamente. Como resultado, o ciclo menstrual pode ficar desregulado, com atrasos menstruais e até amenorreia. 

    Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

    A Síndrome dos ovários policísticos é um distúrbio hormonal comum nas mulheres em idade reprodutiva, definida por um aumento de tamanho dos ovários, com múltiplos e pequenos cistos. Além disso, as mulheres com esta síndrome apresentam elevados níveis de hormônios masculinos, o que causa atrasos menstruais ou ausência completa de menstruação em alguns meses.

    Excesso de atividade física

    As mulheres atletas, maratonistas, nadadoras, ginastas, ou aquelas que praticam exercício físico em excesso geralmente têm menstruação atrasada. Isto acontece pois os treinos intensos e o gasto calórico elevado causam alterações no ciclo menstrual.

    Nesse sentido, vale ressaltar que o prejudicial é exercício em excesso. A prática de atividade física regular e moderada traz muitos benefícios para a saúde, inclusive para a reprodutiva.

    Infecções ou doenças

    A saúde também impacta no ciclo menstrual. Desta forma, viroses, gripes ou infecções simples, como cistite ou amigdalites, podem ser causas de menstruação atrasada. Da mesma forma, o uso de alguns medicamentos também interfere no ciclo hormonal, desregulando a menstruação. Entre os mais comuns podemos citar:

    Amamentação

    A amamentação também provoca mudanças hormonais que podem causar alterações na menstruação. Nesse sentido, os hormônios responsáveis pela produção de leite inibem o retorno da ovulação, provocando mais do que um simples atraso menstrual, e sim, uma amenorréia transitória. 

    Variação do peso corporal

    Uma variação brusca de peso pode impactar no ciclo menstrual. Nesse sentido, engordar muito ou emagrecer rapidamente acaba interferindo na produção de estrogênio, hormônio feminino responsável pela maturação dos óvulos, influenciando assim na menstruação. Portanto, é indicado que um médico avalie, oriente e acompanhe a variação de peso de mulheres que apresentam menstruação atrasada.

    Obesidade

    O excesso de peso também prejudica o ciclo menstrual pois provoca excessiva produção estrogênio. Este hormônio feminino é necessário para a ovulação, mas em excesso inibe a liberação do óvulo, provocando períodos anovulatórios, ou seja, sem menstruação.

    Magreza excessiva / distúrbios alimentares

    A falta de tecido gorduroso também influencia o ciclo ovulatório, pois reduz a capacidade do corpo de produzir estrogênio. Dessa forma, muitas mulheres que sofrem de anorexia, ou fazem dietas extremas, deixam de ovular apresentando não apenas atraso menstrual, mas também risco de amenorreia.

    Pílula do dia seguinte

    A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, usado para tentar evitar uma possível gestação. Nesse sentido, deve ser tomada o mais próximo da relação sexual desprotegida, em até 72 horas, já que sua eficácia diminui com o passar dos dias. Além disso, esse medicamento pode causar efeitos colaterais como alteração no ciclo menstrual e consequentemente, atraso na menstruação.

    Início recente do ciclo menstrual

    A menarca é a primeira menstruação que acontece na vida das meninas e marca o início da vida reprodutiva. Nesse sentido, é normal que o ciclo seja irregular nos primeiros anos pois o sistema reprodutor ainda está em fase de amadurecimento. Desta forma, os atrasos menstruais podem ocorrer até os dois primeiros anos de menstruação.

    Climatério / Menopausa

    O climatério é o período de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a fase não-reprodutiva. Nesse sentido, essa etapa da vida feminina é marcada por uma diminuição progressiva da quantidade de hormônios, causando alteração do ciclo menstrual.

    Essa etapa inicia geralmente entre os 40 e 45 anos e dura até à última menstruação, que corresponde ao início da menopausa. Além disso, é importante salientar que algumas mulheres podem passar por esse processo ainda jovens, ou seja, ter uma menopausa precoce.

    Alterações do hipotálamo e hipófise

    O hipotálamo e a hipófise são glândulas que ficam no cérebro, e são responsáveis pela regulação dos hormônios sexuais. Dessa forma, doenças que causam alterações nestas glândulas podem causar alterações no ciclo e, consequentemente, atrasos ou antecipação da menstruação.


    Agora que você já conhece um pouco mais sobre menstruação atrasada e suas possíveis causas, nós produzimos um infográfico para você entender mais sobre a gravidez. O material fala sobre 5 sintomas que a gravidez pode causar. Você pode fazer o download dele gratuitamente clicando na imagem abaixo:

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  • Tudo o que você precisa saber sobre Adenomiose!

    A Adenomiose é uma doença ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial (camada interna do útero) misturada ao miométrio (camada muscular do próprio útero). A mescla destas camadas uterinas levam à inflamação do local provocando dor, sangramento e cólicas fortes, especialmente durante o período menstrual.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada dez mulheres no mundo pode sofrer com a doença, que muitas vezes não manifesta sintomas. Entretanto, quando os sinais aparecem, podem causar um grande desconforto, diminuindo assim a qualidade de vida das pacientes.

    Entenda as camadas do útero

    Para entender melhor a adenomiose, é importante saber quais são as camadas do útero e suas funções:

    Endométrio: 

    É a parede interna do útero que possui uma grande quantidade de vasos sanguíneos e glândulas. É lá que o embrião se implanta e se desenvolve durante a gestação. 

    Nesse sentido, durante cada ciclo menstrual, o corpo prepara o endométrio para uma possível gravidez. Cerca de sete dias antes da ovulação ocorrer, o endométrio se transforma. Ele fica mais espesso, mais vascularizado e mais rico em glândulas para receber o embrião.

    Entretanto, se o óvulo liberado não for fecundado, os estímulos hormonais para a proliferação do endométrio cessam. Sendo assim, toda aquela parede espessa desaba, provocando a menstruação.

    Miométrio: 

    É a camada intermediária do útero onde só há músculo. Por isso é o responsável pela contração uterina durante o trabalho de parto, fazendo com que o feto seja expulso da cavidade uterina. Sendo assim, na menstruação, o miométrio também se contrai, ajudando a eliminar os restos de endométrio que descamou. Dessa forma, intensas contrações do miométrio são a causa das cólicas menstruais.

    Serosa: 

    Camada externa, que separa o útero de outros órgãos.

    Adenomiose: quais são os seus principais sintomas?

    É uma doença mais prevalente em mulheres em idade reprodutiva. Estima-se que um terço delas sejam assintomáticas. Porém, quando a doença se manifesta, pode causar muitos sintomas, incluindo dificuldade para engravidar.

    É importante ressaltar que, apesar da dor intensa e de sangramentos anormais, essa doença é benigna. Além disso, sua classificação pode ser superficial, intermediária e profunda, dependendo de quantas camadas de músculos são afetadas e dos tamanhos dos fragmentos endometriais.

    Nesse sentido, a freqüência e a gravidade do quadro clínico estão relacionadas com a sua extensão. Dessa maneira, a adenomiose é classificada em dois tipos:

    Focal ou Localizada: 

    Caracterizada pela presença das glândulas e tecido endometrial em determinada região do útero. Nesse sentido, quando se localiza a adenomiose, o tecido endometrial pode formar nódulos, tornando-se similar com um mioma.

    Difusa: 

    Caracterizada pela presença das glândulas e tecido por toda a extensão interna do útero. Dessa forma, o útero pode aumentar de tamanho, chegando a ter o volume semelhante ao de uma gravidez de 11 ou 12 semanas.

    Adenomiose: conheça suas causas

    As causas da adenomiose ainda não estão muito bem desvendadas. Algumas teorias sugerem que a doença tenha origem congênita, como se fosse uma má-formação do útero na fase embrionária.

    Porém, a teoria mais recorrente é que a adenomiose seja uma doença adquirida durante a vida. Ou seja, como resultado de traumas no útero que tenham rompido a barreira entre o endométrio e o miométrio.

    As principais situações que podem gerar a adenomiose são:

    Sabe-se também que a adenomiose tem influência dos hormônios femininos. Nesse sentido, os sintomas da doença costumam piorar com o passar dos anos, mas depois melhoram na menopausa.

    Dessa forma, a adenomiose é mais frequente em mulheres entre os 35 a 50 anos de idade e que já engravidaram. Porém, algumas pacientes mais jovens e sem filhos também podem ter a disfunção, sendo mais comum naquelas submetidas a cirurgias no útero, como a curetagem.

    Além das situações citadas acima, outros fatores parecem colaborar com o aparecimento da adenomiose, tais como a primeira menstruação (menarca) precoce e ciclos menstruais curtos.

    Adenomiose e endometriose são a mesma coisa?

    Apesar da adenomiose e a endometriose tratarem de doenças relacionadas ao tecido endometrial, elas são doenças diferentes.

    Como já vimos anteriormente, o endométrio é a parede interna do útero muito vascularizada e cheia de glândulas. Nesse sentido, quando não há fecundação, esta parede descama e gera o sangramento da menstruação.

    As duas doenças são causadas pelo deslocamento anômalo de alguns fragmentos do endométrio que e se depositam em diferentes regiões. Confira:

    Endometriose: 

    Por motivos ainda desconhecidos, pequenos pedaços de endométrio podem surgir fora da cavidade uterina. Exemplos destes aparecimentos estão nas trompas, ovários, vagina, peritônio, intestino, bexiga e região atrás do colo do útero.

    Quando isso ocorre, toda vez que a mulher fica menstruada, esse pequeno fragmento de endométrio também sangra, provocando grande irritação ao seu redor. Dessa forma, a presença atípica de tecido endometrial fora do útero recebe o nome de endometriose.

    Adenomiose: 

    A adenomiose é uma doença semelhante à endometriose. Porém, neste caso, a presença do endométrio não ocorre em outros órgãos, mas sim dentro do miométrio, que é a camada muscular do próprio útero.

    Sendo assim, toda vez que a mulher fica menstruada, também há um sangramento dentro da musculatura do útero, o que provoca grande irritação do mesmo. Nesse sentido, podemos dizer que a adenomiose é uma endometriose que ocorre no próprio útero.

    Como diagnosticar a adenomiose?

    O diagnóstico da adenomiose é feito pelo ginecologista, geralmente através da observação de sintomas, como dor, sangramentos intensos e queixa de dificuldade para engravidar. A partir daí, são realizados exames físicos e de imagens, como ressonância magnética ou ultrassonografia transvaginal.

    Dentre os métodos, a ressonância magnética é o de maior sensibilidade para o diagnóstico da doença.

    Entenda como é feito o tratamento da adenomiose

    O tratamento da adenomiose será definido pelo médico de acordo com a gravidade e a extensão da disfunção. Nesse sentido, as intervenções podem ser feitas com remédios ou através de cirurgia, dependendo de cada situação.

    A adenomiose pode afetar a gravidez?

    A adenomiose pode afetar a fertilidade gerando complicações como gravidez ectópica, abortos de repetição, dificuldade de fixação do embrião no útero, entre outros problemas. Algumas destas complicações podem surgir, pois a doença altera o funcionamento do organismo, como:

    1. O aumento da produção de outros hormônios, que podem elevar a contratilidade do útero, que acaba expulsando o embrião da cavidade do endométrio;
    2. O organismo entra em um constante processo de cicatrização, diminuindo a produção de progesterona, hormônio essencial para a fertilização e implantação do embrião;
    3. A resposta inflamatória do organismo aumenta a produção de radicais livres, podendo comprometer a qualidade de óvulos, espermatozoides e embriões. 

    Nesse sentido, é recomendado o acompanhamento regular de um médico especialista para que sejam administradas e/ou evitadas essas situações. Entretanto, vale lembrar que os sintomas de adenomiose surgem geralmente após a gravidez, devido ao estiramento do útero. Por isso, a maioria das mulheres consegue engravidar e ter filhos antes do aparecimento da doença.

    Tenho adenomiose e quero engravidar. E agora?

    Para aquelas mulheres que possuem adenomiose e ainda querem engravidar, deve-se pensar em opções cirúrgicas e medicamentosas para conseguir alcançar o sonho da maternidade.

    O tratamento de cirurgia, geralmente, é feito por videolaparoscopia, mas só é possível para lesões focais tipo adenomiomas. Neste sentido, alguns estudos mostram melhora da fertilidade e das taxas de gravidez após Fertilização in Vitro (FIV). Isso em pacientes que retiraram parte ou toda lesão de adenomiose.

    Já para as lesões difusas, que são a maioria, o tratamento clínico com anticoncepcionais por períodos de 3 a 6 meses é o mais indicado. O propósito desse tratamento é induzir uma remissão temporária da doença, para aumentar, na sequência, as chances de gestação. Dessa forma, há em muitos casos, uma melhora das condições para implantação do embrião após tratamento de reprodução assistida.

    Sendo assim, a Fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais indicada para estas situações. Por esta razão, se você tem adenomiose e não está conseguindo engravidar, baixe o nosso ebook com todas as informações sobre a FIV e veja como você pode aumentar as chances de gravidez nestes casos.

  • Gravidez ectópica: conheça os principais sintomas, causas e tratamentos!

    A gravidez ectópica, ou gravidez extrauterina, é aquela que acontece fora do útero, ou seja, ocorre quando o embrião (óvulo fecundado) é implantado de forma equivocada fora da cavidade uterina.

    Para entender melhor a gravidez ectópica, é importante lembrar que a fecundação do óvulo pelo espermatozoide acontece normalmente nas Trompas de Falópio, a partir de uma relação sexual. Desta forma, o encontro dos gametas feminino e masculino dá origem ao embrião que se desloca até o útero, onde ocorre a implantação. Esse processo, chamado de nidação, marca o início de uma gravidez normal (gravidez tópica).

    No entanto, se ocorrer estreitamento ou bloqueio da trompa, o embrião pode não conseguir chegar até o útero e, portanto, sua implantação ocorre em outros lugares. Nesse sentido, a gravidez ectópica geralmente ocorre em uma das Trompas de Falópio (na forma de gravidez tubária), mas pode se dar também em outros locais, como ovário, colo do útero e abdômen. 

    Dessa forma, o embrião que se fixa fora da cavidade uterina não encontra o ambiente necessário para seu desenvolvimento, e assim não sobrevive. Além, disso, a gravidez ectópica pode colocar a saúde da mãe em risco. Portanto, em quase todos os casos, ela ocorrer a sua interrupção.

    Tipos de gravidez ectópica

    A gravidez ectópica ou gestações fora do útero corresponde a cerca de 1% de todas as gravidezes, e o diagnóstico costuma acontecer ao redor da 8ª semana de gravidez.

    Na grande maioria dos casos, esse tipo de gestação ocorre em uma das trompas, mas também pode acontecer no ovário, cervix (colo do útero) e cavidade abdominal.

    Tubária 

    Ocorre quando o embrião implanta-se nas Trompas de Falópio. Responsável por cerca de 95% dos casos de gravidez ectópica, a gravidez tubária pode causar rompimento da tuba (gravidez ectópica rota) e hemorragia, colocando a vida da mãe em risco. 

    Gravidez ovariana

    Acontece quando a implantação do embrião ocorre no ovário e pode se confundir com um cisto.

    Gravidez cervical (colo do útero)

    É quando o embrião se implanta no colo do útero, podendo gerar hemorragia intensa.

    Gravidez ectópica abdominal

    Se caracteriza pela implantação do embrião dentro da cavidade peritoneal, entre os órgãos. Nesse sentido, o crescimento do bebê comprime órgãos, o que pode ocasionar o rompimento dos vasos sanguíneos, pondo a mãe em risco. No entanto, há relatos de mulheres que conseguiram que o bebê chegasse às 38 semanas de gestação, sendo realizada uma cesariana para o nascimento.

    Gravidez heterotópica

    É quando em uma gestação gemelar, um embrião se desenvolve no útero e outro trompa, mas geralmente só ocorre o diagnóstico depois do rompimento da tuba.

    Gravidez ectópica: quais os principais sintomas?

    A gravidez ectópica pode apresentar sintomas semelhantes à uma gravidez tópica, ou seja, à gravidez intrauterina. Nesse sentido, algumas mulheres sentem enjoos, notam o aumento dos seios e têm atraso da menstruação. 

    Além disso, a gestação que ocorre fora do útero frequentemente apresenta resultado positivo nos testes na gravidez. Dessa forma, a gravidez ectópica pode passar despercebida já que os sintomas iniciais confundem-se com os de uma gravidez normal.

    Porém, ao redor da 6ª a 8ª semanas de gestação, os sinais da gravidez ectópica ficam mais evidentes, principalmente a dor. Desta forma, as mulheres devem procurar um médico, com urgência, para que ele possa avaliar cada caso e determinar os riscos. 

    Nesse sentido, uma possível complicação é a gravidez ectópica rota, quando o embrião que está se desenvolvendo nas trompas já é grande o suficiente para romper a trompa da gestante. Nestes casos, o sangramento pode ser volumoso, e a paciente corre risco de entrar em choque circulatório. 

    E atenção: a melhor forma de confirmar se o embrião está se desenvolvendo fora do útero é através da ultrassonografia, que o médico deve solicitar.

    Causas da gravidez ectópica

    Como já vimos, gravidez ectópica pode ocorrer com qualquer mulher. Porém, alguns fatores influenciam o desenvolvimento de uma gravidez fora da cavidade uterina. 

    Nesse sentido, infecções ou cicatrizes nas trompas de falópio podem causar obstrução, que impede a passagem do embrião até o útero. Além disso, malformação das trompas também acaba prejudicando o deslocamento do óvulo fecundado ao local onde deveria ocorrer sua implantação.

    Qual é o tratamento para gravidez ectópica?

    O tratamento para gravidez ectópica pode ser feito de duas formas: através do uso de medicamentos, que induzem o aborto, ou por meio de cirurgia para retirada do embrião e reconstrução da trompa. Nesse sentido, o médico avalia o tempo de gestação, bem como o local onde o embrião está implantado para decidir qual o melhor tratamento.

    Quando indica-se remédios? 

    Quando a descoberta da gravidez ectópica é antes das 8 semanas de gestação e o embrião é muito pequeno, é possível que o médico indique o uso do Metotrexato 50 mg, remédio para interromper a gestação. Para isso, é necessário que não haja rompimento da trompa, que o saco gestacional tenha menos de 5 cm, e que exame Beta HCG seja inferior a 2.000 mUI/ml.

    Quando indica-se cirurgia?

    A indicação para a cirurgia para retirar o embrião ocorre quando ele tem mais de 4 cm de diâmetro, o exame Beta HCG tem mais de superior a 5000 mUI/ml ou quando há evidências de ruptura da trompa.

    Veja os tipos de cirurgia abaixo:

    • Cirurgia minimamente invasiva, como uma laparoscopia, para remoção do tecido remanescente da gravidez ectópica e reparação ou remoção da trompa de falópio afetada.
    • Cirurgia para remoção total ou parcial da trompa de falópio se a trompa estiver alargada ou tiver ocorrido o rompimento. 

    Durante o tratamento da gravidez ectópica, recomenda-se:

    • Não fazer o exame de toque vaginal porque pode causar ruptura dos tecidos;
    • Não ter contato íntimo;
    • Evitar a exposição ao sol porque o remédio pode manchar a pele;
    • Não tomar anti-inflamatórios devido o risco de anemia e problemas gastrointestinais relacionados ao remédio.

    É possível engravidar novamente após uma gravidez ectópica?

    Sim, é possível engravidar novamente após uma gravidez ectópica. Cerca de 65% das mulheres que tiveram gestação tubária e realizaram a cirurgia conseguem engravidar de novo depois de 12 a 18 meses. Nesse sentido, vale ressaltar que o sucesso de uma nova gestação vai depender dos danos que a gravidez tubária anterior provocou no aparelho reprodutor feminino. 

    Dessa forma, se as trompas de falópio não sofreram dano, a mulher tem chances de voltar a engravidar, mas se uma das trompas rompeu ou ficou lesionada, a probabilidade de engravidar de novo é menor. Além disso, se as duas trompas comprometeram-se, a solução para uma nova gravidez será recorrer à fertilização in vitro.

    Nesse sentido, é importante esclarecer que a mulher que passou por uma gestação ectópica continuará a ovular, ou seja, vai produzir óvulos capazes de gerar uma nova gravidez natural ou com ajuda da medicina reprodutiva.

    Como vimos, a gravidez ectópica pode causar dificuldades para a mulher engravidar novamente de forma natural. Porém, uma nova gestação pode ser viável com a ajuda da reprodução assistida. Acesse o link abaixo veja como realizar o sonho de ter um filho.

  • DNA: saiba as suas principais características e funções

    O DNA (Ácido Desoxirribonucleico) é uma molécula presente no núcleo das células dos seres vivos que carrega toda a informação genética de um organismo. Nesse sentido, é constituído por uma fita dupla em forma de espiral (dupla hélice), composta por nucleotídeos que estão relacionados diretamente com as características físicas e fisiológicas do nosso corpo. 

    Por esta razão, o DNA tem papel fundamental na hereditariedade, sendo considerado o portador da mensagem genética.

    No DNA, estão codificadas todas as características de um ser vivo, que são únicas em cada indivíduo. Desta forma, através deste ácido nucleico, é possível realizar testes que indicam a paternidade, detectar doenças antes mesmo de se manifestarem, descobrir a identidade de pessoas e até mesmo contribuir para solucionar crimes.

    Além disso, a ciência consegue também controlar a síntese do DNA de algumas substâncias usando técnicas de engenharia genética. Nesse sentido, hoje é possível colocar genes de uma célula em outra através da técnica do DNA recombinante e a partir daí produzir transgênicos, vacinas e medicamentos.

    Portanto, compreender o DNA, bem como sua estrutura, nos permite entender os processos que garantem a transferência de informação genética entre os indivíduos e demais seres vivos.

    DNA: como e por quem foi descoberto?

    O DNA foi descoberto em 1869, mas teve a sua estrutura descrita apenas em 1953 por James Watson e Francis Crick em seu trabalho “Molecular structure of the nucleic acids“ (Estrutura molecular dos ácidos nucleicos), publicado na revista Nature.

    Sendo assim, o modelo usado para descrever a estrutura do DNA foi chamado de dupla-hélice. Nesse sentido, o DNA pode ser comparado a uma escada em caracol, onde as bases nitrogenadas formam os degraus, e as cadeias de açúcar e fosfato são os corrimãos.

    É importante destacar que todas as espécies vivas têm um DNA formado apenas por quatro bases nitrogenadas e qualquer tecido de um indivíduo apresenta a mesma sequência de bases.

    Nesse sentido, esta pesquisa foi de grande importância para a comunidade científica, e Watson e Crick ganharam o Prêmio Nobel de Medicina por essa contribuição.

    DNA: qual é a sua composição?

    O DNA, apesar de apresentar todas as características de um indivíduo, não é uma estrutura muito complexa. Nesse sentido, é composto por apenas três partes que formam um nucleotídeo.

    Os dois filamentos que constituem o DNA enrolam-se um sobre o outro e unem-se através de pontes de hidrogênio, que se formam entre as 4 bases nitrogenadas dos nucleotídeos.

    • A – Adenina;
    • T – Timina;
    • C – Citosina;
    • G – Guanina.

    Essas pontes de hidrogênios são formadas por pares de bases: A-T (Adenina e Timina) e C-G(Citosina e Guanina). Dessa forma, o DNA está tão compactado no núcleo celular, que se fosse possível esticá-lo, ele teria 2 metros de comprimento.

    Além disso, o DNA é formado também por duas cadeias de polinucleotídeos (fitas), que são constituídas por vários nucleotídeos. Estes são unidos uns aos

    outros por ligações denominadas fosfodiéster (grupo fosfato ligando dois açúcares de dois nucleotídeos). Nessas ligações, um grupo fosfato conecta o carbono 3’ de um açúcar ao carbono 5’ do próximo açúcar.

    Dessa forma, essa junção estabelece um padrão típico de repetição de unidade de açúcar-fosfato, que forma a cadeia principal. A essa cadeia principal estão ligadas as bases nitrogenadas.

    Onde o DNA é encontrado?

    O DNA é encontrado principalmente nos cromossomos do interior do núcleo celular e nas mitocôndrias. Portanto, é identificado em todas as formas de vida do planeta, com exceção de alguns vírus.

    Assim, para conhecer melhor o DNA, é importante entender o que são genes, cromossomos e genomas:

    Genes: 

    Os genes são unidades de informação hereditária que formam os cromossomos. Nesse sentido, é possível dizer que o gene nada mais é do que uma sequência específica do DNA que contém as instruções necessárias para a síntese de uma proteína ou molécula de RNA. 

    Ou seja, o gene é a unidade fundamental da hereditariedade, pois eles são os responsáveis por determinar tanto as características próprias da espécie humana, quanto as características próprias de cada indivíduo.

    É importante salientar que todas as células de um corpo possuem os mesmos genes. Entretanto, em algumas células, um tipo de gene é ativado e outro é desativado, garantindo, assim, a diferenciação das células. Além disso, em alguns casos, o gene fica ativado a todo o momento, pois são fundamentais para a realização de atividades básicas da célula.

    Nesse sentido, os genes especificam as sequências de aminoácidos que atuam na estrutura e nas funções metabólicas das células e, consequentemente, no funcionamento de todo o organismo

    Cromossomos: 

    As diferentes sequências de DNA formam os cromossomos. O ser humano possui 46 cromossomos: 23 recebidos da mãe e 23 do pai. Nesse sentido, cada par de cromossomos é composto de inúmeros genes.

    Dos 23 pares de cromossomos, 22 são considerados autossômicos e dois cromossomos são sexuais, os quais estão relacionados com a determinação do sexo masculino e feminino. Desta forma, homens apresentam cromossomos sexuais XY, enquanto as mulheres, XX.

    Genoma: 

    O Genoma é toda a informação hereditária codificada no DNA de um organismo ou no RNA, no caso dos vírus. Nesse sentido, é o conjunto de todos os genes de uma determinada espécie.

    O sequenciamento de DNA ou genoma é a técnica usada para determinar em que ordem as bases nitrogenadas (Adenina, Timina, Citosina, Guanina) se encontram no DNA.

    Desta forma, sequenciar um genoma significa determinar a ordem em que as informações, ou seja, os genes, estão colocados e, nesse sentido, permite obter dados da linha evolutiva dos organismos. Portanto, o genoma pode trazer novos métodos para diagnosticar doenças ou formular medicamentos e vacinas.

    DNA: entenda sua função e como são produzidos

    O DNA tem extrema importância para o corpo humano, pois é o responsável pelo controle e comando das funções celulares. Cada indivíduo possui diversas moléculas, como proteínas, que regulam, desencadeiam, impedem ou medeiam reações para o bom funcionamento do organismo. Desta forma, o material genético é justamente a “receita” de como produzi-las.

    Nesse sentido, é possível caracterizar o DNA como uma estrutura que contém informações codificadas que regem os processos vitais das células, tais como:

    • Produção de macromoléculas 
    • Controle dos processos de divisão 
    • Diferenciação, entre outros.

    Além disso, já vimos anteriormente que o DNA é também o responsável pela transmissão de características herdáveis. Neste sentido, é importante mencionar que a hereditariedade é vital para a história evolutiva. Apenas por causa dessa característica, as vantagens genéticas podem ser passadas para a prole.

    Função de replicação e transcrição:

    Quando o assunto é função do DNA, dois processos merecem destaque: a replicação e a transcrição. 

    Replicação: Referimos ao processo de replicação quando cópias idênticas à cópia de uma molécula de DNA são formadas. Para que esse processo ocorra, o DNA desenrola-se parcialmente e inicia-se a síntese de uma nova fita a partir da fita do DNA que será copiada.

    Nesse sentido, o processo é considerado semiconservativo, pois o novo DNA formado apresentará uma fita nova do DNA original.

    Transcrição: Já o processo de transcrição é aquele no qual o DNA é usado para a formação de uma molécula de RNA. Nesse processo, o DNA abre-se em um ponto, e uma das fitas é usada como molde para a síntese de RNA. À medida que o RNA é transcrito, o DNA é fechado novamente.

    Um ponto interessante a ser destacado é que, durante o processo de transcrição, quem se emparelha com a adenina da fita molde é a uracila uma base nitrogenada encontrada no RNA e ausente no DNA.

    Resumindo:

    O DNA é uma molécula extremamente importante para os seres vivos e que possui as seguintes funções:

    • Armazenar e transmitir as informações genéticas.
    • Funcionar como molde para a síntese da molécula de RNA. O DNA, portanto, é fundamental para a síntese de proteínas, uma vez que contém as informações que comandam a síntese de RNA.

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    DNA e RNA: qual é a diferença?

    DNA e RNA são ácidos nucléicos que possuem diferentes estruturas, mas que apresentam funções indispensáveis para o metabolismo e a reprodução de um organismo.

    Enquanto o DNA é responsável por armazenar as informações genéticas dos seres vivos, o RNA atua na produção de proteínas.

    Além disso, essas macromoléculas são subdivididas em unidades menores que são chamadas de nucleotídeos, mas a unidade formadora de ambas é composta por três componentes: fosfato, pentose e base nitrogenada.

    A pentose presente no DNA é a desoxirribose, já no RNA trata-se da ribose e, por isso, a sigla DNA significa ácido desoxirribonucleico e RNA é o ácido ribonucleico.

    Além disso, as bases nitrogenadas presentes no DNA são citosina, guanina, adenina e timina. Já no RNA, são encontradas a citosina, guanina, adenina e uracila. Outra diferença é que o DNA apresenta duas fitas, e o RNA possui uma fita simples.

    Teste de DNA: para que serve?

    O teste de DNA é basicamente a leitura dos genes de uma pessoa. A partir deste exame, é possível saber qual é a estrutura do gene, em quais cromossomos estão localizados, se estão modificados ou danificados.

    Nesse sentido, através do teste de DNA, é possível conhecer a paternidade de alguém, identificar pessoas, encontrar culpados em investigações criminais e também verificar a probabilidade do desenvolvimento de algumas doenças e a chance de serem transmitidas para futuras gerações. 

    Entenda os detalhes sobre cada situação:

    Exame de DNA para teste de paternidade:

    O exame de DNA pode ser realizado para verificar o grau de parentesco entre pai e filho. Nesse sentido, é preciso que seja coletada uma amostra biológica da mãe, do filho e do suposto pai, que é enviada ao laboratório para que seja feita a análise.

    O teste de DNA pode ser feito a partir de qualquer amostra biológica, como sangue, fios de cabelo, esperma ou saliva. Desta forma, são realizadas análises moleculares para que possa ser identificada toda a estrutura do DNA humano e, assim, verificar a compatibilidade entre as amostras.

    Apesar deste exame ser mais solicitado após o nascimento, ele também pode ser feito ainda durante a gestação.

    Teste de DNA em Investigações Criminais: 

    Em investigações criminais, normalmente a análise de DNA é feita para identificar se um suspeito é culpado ou não. Isso ocorre em razão de que, muitas vezes, em cenas de crimes, é encontrado material biológico do culpado, como sangue e cabelos. Através desse material, é possível observar o DNA e compará-lo com o dos suspeitos. Como o DNA é único para cada indivíduo, fica fácil saber quem é o culpado.

    Teste de DNA para rastrear doenças: 

    Este exame pode identificar possíveis alterações no DNA da pessoa, podendo indicar a probabilidade do desenvolvimento de doenças hereditárias e o potencial de se transmitir para futuras gerações.

    Nesse sentido, qualquer pessoa pode fazer o teste, mas é principalmente indicado para os seguintes problemas:

    • Vários tipos de câncer;
    • Doenças cardíacas;
    • Síndromes neurológicas e esqueléticas;
    • Alzheimer;
    • Diabetes tipo 1 e tipo 2;
    • Síndrome das pernas inquietas;
    • Intolerância à lactose;
    • Mal de Parkinson;
    • Lúpus;
    • Abortos de repetição que podem ser causados por problemas genéticos. 
  • Exames pré-concepcionais: entenda quais são e quando devem ser realizados.

    Os exames pré-concepcionais ou pré-gestacionais são exames realizados para avaliar a condição física da mulher antes da gravidez. A gestação é um momento especial e é importante que o organismo da futura mamãe esteja preparado e saudável para passar por tantas transformações. 

    Neste sentido, os exames pré-concepcionais mostram se a mulher está em condições de enfrentar uma gravidez com tranqüilidade e segurança, ou se precisa antes realizar algum tratamento ou mudar hábitos de vida.

    Além disso, depois de engravidar, as mulheres passam pelo pré-natal e fazem exames gestacionais que são solicitados durante a gravidez para acompanhar o desenvolvimento e a saúde do bebê. Mas poucas pessoas sabem que, antes mesmo da concepção, a mulher deve dar início aos cuidados e fazer um check-up pré-gravidez, que envolve exames, vacinas e até perda de peso quando necessário.

    Nesse sentido, para as mulheres que estão pensando em engravidar, é indicado visitar o ginecologista pelo menos três meses antes do início das tentativas. O objetivo é avaliar a sua condição física e clínica, evitando, assim, possíveis problemas que possam vir a ocorrer na gestação.

    Vale ressaltar que este check up também é recomendado para o homem, já que a qualidade do seu esperma interfere diretamente na concepção e na saúde do bebê. 

    Quais são os exames pré-concepcionais e por que são tão importantes?

    Os exames pré-concepcionais são de extrema importância, pois permitem identificar possíveis disfunções que podem prejudicar o bebê e a mãe durante a gravidez. Nesse sentido, o histórico clínico e físico da paciente é analisado, e doenças como diabetes, hipertensão, depressão, entre outras, já podem ter o início do tratamento antes mesmo da concepção. O médico verifica também eventuais problemas genéticos na família da mulher e de seu parceiro, como Fibrose Cística e Síndrome de Down. 

    Além disso, na consulta, é solicitado o exame das mamas, o preventivo Papanicolau e exames laboratoriais para rastrear doenças que devem ser tratadas antes da gravidez, como as sexualmente transmissíveis (DST) e as endócrinas. Em algumas situações, também se pede um ultrassom transvaginal para avaliar as condições do útero, trompas e ovários.

    Nesse sentido, a paciente sai do médico com a recomendação de fazer uma série de exames pré-concepcionais e iniciar o uso de ácido fólico , pelo menos, três meses antes da gestação e se prolongar até a 12ª semana de gravidez, para prevenir doenças e má-formação do tubo neural do bebê.

    Principais exames pré-concepcionais para as mulheres: 

    Existem exames pré-concepcionais básicos que são solicitados pelos médicos para as mulheres que desejam engravidar. Eles serão essenciais para detectar doenças que podem ser tratadas antes da gestação: Confira a lista abaixo: 

    Hemograma completo: 

    A avaliação sanguínea da futura mamãe tem como objetivo identificar possíveis alterações no sangue a fim de diagnosticar enfermidades, como anemias, infecções, alterações na contagem das plaquetas, entre outras.

    Tipagem sanguínea (sistema ABO e fator RH):

    Saber qual o tipo sanguíneo e o fator RH dos futuros pais é extremamente importante para a saúde do bebê. 

    O RH é uma proteína que pode estar ou não presente no sangue. Nesse sentido, se a mulher possui RH negativo, e o homem, positivo, existe a possibilidade do filho nascer com o RH positivo. O problema, nesses casos, acontece na hora do parto: quando a mãe entra em contato com o sangue do bebê, seu corpo desenvolve anticorpos para o RH positivo. Assim, caso o próximo filho também seja RH positivo, a segunda gestação estará em risco.

    Nesse sentido, é necessária a vacina gamaglobulina anti-D para esta incompatibilidade sanguínea. Ela reduz as chances a um nível quase nulo da Eristroblastose Fetal. Caso a mãe seja RH positivo e o filho RH negativo, não há problema, pois a doença não se apresenta nesse caso.

    Glicemia de jejum:

    Esse exame pré-concepcional é essencial para qualquer mulher que esteja planejando uma gestação saudável, pois, mesmo que ela não apresente nenhum sintoma, a alteração dos níveis glicêmicos pode indicar a presença de Diabetes Melittus ou um risco aumentado para o desenvolvimento dessa doença durante a gestação.

    Nesse sentido, a temida diabetes gestacional é uma doença que pode gerar uma série de complicações durante a gravidez, tais como: 

    1. Aumento do risco de abortamento; 
    2. Malformações fetais (principalmente correlacionadas com alterações cardíacas); 
    3. macrossomia fetal; 
    4. Polidrâmnio (aumento do líquido amniótico);
    5. Parto prematuro.

    Urina tipo I e urucultura:

    O exame de urina tipo I é útil para apontar possíveis alterações na urina da paciente, mesmo que ela não apresente nenhum tipo de sintoma.

    Esse exame possibilita a análise do pH urinário, detecta a presença de hemoglobina na urina, avalia a presença de cristais de oxalato de cálcio (que podem indicar indiretamente a existência de cálculos renais) ou, até mesmo, detecta a presença de bactérias.

    Além do exame de urina tipo I, é essencial realizar a coleta da urocultura, que poderá avaliar especificamente qual tipo de bactéria está se proliferando dentro da urina, causando os quadros típicos ou atípicos de infecção urinária.

    Nesse sentido, é importante identificar a presença desses agentes na urina antes da gestação, pois infecções não tratadas podem proporcionar um maior risco de abortamento ou parto prematuro.

    Exame de fezes (proptoparasitológico de fezes):

    O exame parasitológico de fezes é um exame pré-concepcional fundamental para avaliar se a paciente é portadora de alguma parasitose intestinal.

    A maioria dos parasitas gera a perda de ferro no organismo, e esse é um mineral essencial para a saúde da mulher durante a gestação e para a formação e desenvolvimento do feto. 

    Exames Sorológicos:

    São as análises sanguíneas que identificam a presença de doenças infecciosas que podem gerar sérias complicações à gestação e à criança.

    Exames endócrinos: 

    São analisadas as funções da tireoide para verificar, por exemplo, o hipotireoidismo. Além disso, esta disfunção na gestação está ligada à infertilidade, abortos de repetição, parto prematuro e retardo no desenvolvimento do feto.

    Principais exames pré-concepcionais para o homem 

    Da mesma forma que a mulher, o homem também deve fazer exames pré-concepcionais que avaliam a qualidade de seu esperma e detectam doenças que podem ser transmitidas à parceira e consequentemente ao bebê. Confira os principais exames solicitados pelo médico:

    Espermograma:

    O espermograma é a principal fonte de informação sobre a fertilidade masculina. Nesse sentido, este exame pré-concepcional traz dados sobre a produção e características dos espematozoides, além de detectar a existência de processos infecciosos nos testículos e na próstata.

    Hemograma completo e Exames Sorológicos:

    Também é solicitado um hemograma completo do futuro papai e análises do sangue que identificam a tipagem sanguínea e o fator RH do homem. Além disso, é investigada a presença de doenças infecciosas que podem gerar sérias complicações para a mãe e, consequentemente, para o bebê. Nesse sentido, os homens também precisam fazer exames de HIV, Hepatites B e C, Sífilis e VDRL. 

    Quais vacinas devo tomar antes de engravidar?

    Certas vacinas devem estar em dia antes da gestação, pois não podem ser aplicadas quando a mulher já estiver grávida.

    Fiz os exames preliminares pré-concepcionais, mas não consigo engravidar. Que outros exames posso fazer?

    Depois de passar pelos exames pré-concepcionais preliminares, o médico pode solicitar ainda alguns exames mais complexos, que permitem identificar possíveis alterações na ovulação, na fase lútea e na nidação (implantação do óvulo). Nesse sentido, também é possível serem investigadas alterações na anatomia e na funcionalidade das trompas de falópio . Confira aqui alguns dos exames solicitados pelos especialistas: 

    Exame de histeroscopia: 

    O exame de Histeroscopia pode ser recomendado como um exame pré-gestacional quando o médico achar necessário. 

    Nesse sentido, ele investiga se a paciente tem algum problema interno no útero, diagnosticando doenças que acometem muitas mulheres, como pólipo endometrial, miomas uterinos e câncer de endométrio. Estes problemas são responsáveis por provocar hemorragias, dor na relação sexual, presença de corrimento amarelado, inchaço na vagina e dificuldade para engravidar.

    Hormônio Anti-Mülleriano: 

    O hormônio anti-mulleriano (HAM ou AHM) é um exame pré-concepcional que serve para analisar o estado da reserva ovariana da mulher. Nesse sentido, é um marcador da reserva ovariana que tem a finalidade de informar qual é a quantidade de óvulos que a mulher dispõe em seus ovários.

    Com o passar dos anos, o número de óvulos presentes na mulher vai diminuindo e, com isso, as chances de engravidar também. Desta forma, o hormônio anti-mulleriano tem como função alertar a proximidade da menopausa e a síndrome dos ovários policísticos. É um exame muito utilizado em tratamentos de reprodução assistida, principalmente para mulheres com idade superior a 35 anos ou com baixa probabilidade de engravidar.

    Teste Era: 

    Aproximadamente 20% das mulheres de todo o mundo possuem dificuldade para engravidar por causa do endométrio, e o teste Era é um grande aliado para melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos destes casos. Entretanto, é um exame utilizado apenas em pacientes que estão fazendo tratamento de Fertilização in Vitro . Nesse sentido, é um teste molecular que avalia o estado do endométrio de cada paciente e identifica o melhor período para realizar a transferência do embrião ao útero da futura mãe.

    Além disso, o exame Era é indicado para mulheres que já passaram por falhas de implantação, após transferência de três ou mais embriões nas Fertilizações in Vitro, ou tiveram vários abortos de repetição. 

    Saiba mais sobre o Teste Era!

    Exames pré-concepcionais e a importância de planejar a gestação

    Como já vimos anteriormente, os exames pré-concepcionais são exames destinados ao casal que planeja engravidar e quer estar preparado para uma gravidez saudável. Nesse sentido, é importante que tanto a mulher como o homem façam exames para avaliar a saúde em geral e passem por um check up da fertilidade, que vai verificar e acompanhar o potencial reprodutivo de cada um.

    Além dos exames pré-concepcionais, os médicos também indicam mudanças no estilo de vida do casal, pois hábitos inadequados do dia a dia podem prejudicar a gravidez. Nesse sentido, existem recomendações práticas que vão aumentar a fertilidade tanto do homem quanto da mulher.

    Dessa forma, se você está pensando em ter um bebê, não esqueça que é muito importante o planejamento deste momento tão especial. Assim, com os exames pré-concepcionais e algumas mudanças de hábitos diários, é possível engravidar mais rapidamente e, desta forma, ter uma gestação mais tranquila e segura.

    Confira aqui dicas de uma boa alimentação, um melhor estilo de vida e cuidados necessários para aumentar a fertilidade do casal: https://blog.nilofrantz.com.br/blog/como-aumentar-a-fertilidade/

  • Exames gestacionais: entenda quais são e quando devem ser realizados

    Os exames gestacionais são exames realizados ao longo de toda a gravidez com objetivo de acompanhar o desenvolvimento e a saúde do bebê, bem como da futura mãe. Dessa forma, as avaliações são feitas durante o pré-natal, para identificar se está tudo correndo como o esperado, se há alterações relacionadas ao bebê, ou riscos para a gestação.

    Neste sentido, durante os 9 meses de gravidez, o obstetra solicita diferentes exames físicos, laboratoriais e de imagem para verificar de perto toda evolução desta incrível jornada que é gerar um filho. Além disso, os cuidados do pré-natal visam garantir que mãe e bebê cheguem com saúde e segurança ao momento do parto.

    Vale esclarecer que os exames gestacionais, realizados pelas mulheres que já estão grávidas, muitas vezes são confundidos com os exames pré-gestacionais. Também chamados de exames pré-concepcionais, esses testes são solicitados pelo médico para as pessoas que estão se preparando para a gravidez. Desta forma, as mulheres que estão planejando engravidar devem procurar um especialista que vai orientar sobre os cuidados e exames indicados para uma gestação saudável e segura.

    Leia também: o que é reprodução assistida?

    Estou grávida, e agora? Que exames gestacionais devo fazer?

    Assim que a mulher desconfia ou já tem certeza de que está grávida, o indicado é que procure um médico, o quanto antes, para receber as primeiras orientações e começar logo o pré-natal. Neste sentido, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gestante deve realizar pelo menos oito consultas de pré-natal, para que haja acompanhamento adequado de cada fase da gestação.

    De qualquer forma, o número de consultas depende da conduta de cada médico, e também da realidade de cada gestação. Em geral, a paciente é orientada a visitar o obstetra mensalmente, até o sétimo mês de gravidez. No oitavo, o ideal é consultar o especialista a cada quinzena, e no nono e último mês, as consultas passam a ser semanais.

    Neste sentido, em cada consulta, o médico realiza exames clínicos e avalia o peso da gestante, a pressão arterial e a circunferência abdominal. Além disso, ele indica alguns exames gestacionais, como de sangue, de urina, ginecológicos e ultrassonografias para detectar se há problemas ou doenças que podem afetar a criança ou o seu desenvolvimento no útero .

    Em cada encontro, o médico faz uma avaliação geral da gestação:

    • Mede a pressão arterial;
    • Verifica o peso da gestante;
    • Afere a altura do útero e da circunferência abdominal;
    • Ausculta os batimentos cardíacos do feto;
    • Solicita exames médicos (laboratoriais, de imagem e outros, se necessário);

    Cada trimestre da gestação requer exames gestacionais específicos, mas, dependendo do caso de cada gestante, de acordo com a sua idade e saúde, o obstetra pode solicitar também outras avaliações complementares.

    Quais exames gestacionais são solicitados no 1º trimestre da gravidez?

    Os exames gestacionais do primeiro trimestre de gravidez devem ser feitos até a 13ª semana de gestação. Neste sentido, eles são importantes para avaliar a saúde da gestante, o risco da mãe passar algumas doenças para o bebê, e também servem para identificar malformações e possíveis riscos de aborto espontâneo.

    Além disso, é importante lembrar que, em cada consulta, são realizados exames físicos que medem o peso da mãe, a altura uterina (para acompanhar o crescimento do feto a pressão arterial (para avaliar o risco de eclâmpsia ), além de escutar o coração do bebê.

    Veja quais são os exames gestacionais do primeiro semestre:

    EXAMES DE SANGUE

    Os exames de sangue são exames realizados em laboratório e que ajudam a detectar possíveis sinais de inflamações, infecções e outras informações importantes para assegurar a saúde da mãe e do bebê. 

    • Hemograma completo: serve para verificar se há alguma infecção ou anemia.
    • Tipo sanguíneo e fator Rh: importante quando o fator Rh dos pais é diferente, quando um é positivo e outro é negativo. Se a mãe for Rh negativo, é indicado a realização do exame de Coombs indireto.
    • Glicemia de Jejum: solicitado para diagnosticar ou acompanhar o tratamento da diabetes gestacional. Se a mãe for diagnosticada com a doença, o exame é repetido no segundo trimestre de gestação. Além disso, entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, o médico pode indicar o exame TOTG.
    • Tireoide: usado para avaliar o funcionamento da tireoide. É solicitado os níveis de TSH, T3 e T4, pois o hipertireoidismo pode levar ao aborto espontâneo.
    • Sorologias Infecciosas: algumas infecções por vírus, parasitas ou bactérias podem ser transmitidas ao bebê durante o parto, ou através da placenta. O exame de sorologia testa para:
    • VDRL: verifica se há sífilis, uma doença sexualmente transmissível, que se não for tratada, pode levar a malformação do bebê ou aborto espontâneo.
    • HIV: identifica se há presença do vírus HIV, que provoca a AIDS. Se a mãe for devidamente tratada, as chances do bebê se contaminar são baixas.
    • Hepatite B (HbsAg) e C: serve para diagnosticar as hepatites B e C. Se a mãe receber tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.
    • Toxoplasmose IgM e IgG: verifica se a mãe já teve contato com o protozoário Toxoplasma gondi, que pode causar malformação no bebê. Caso não seja imune, ela deverá receber orientações para evitar a contaminação.
    • Rubéola: usado para diagnosticar se a mãe possui rubéola, pois esta doença pode provocar malformação nos olhos, coração ou cérebro do bebê, além de aumentar o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro.
    • Citomegalovírus ou CMV: diagnostica a infecção pelo citomegalovírus, que, quando não é devidamente tratada, pode causar restrição de crescimento, microcefalia, icterícia ou surdez congênita no bebê.

    EXAMES DE URINA

    O exame de urina é um teste laboratorial que analisa, de forma microscópica, as células, bactérias e cristais eventualmente presentes na urina . É um procedimento indolor e de fácil coleta que fornece informações sobre doenças como infecções urinárias, problemas nos rins, entre outros.

    • Urocultura + urina tipo I: os exames de urina e urocultura verificam se há infecção urinária, que é muito comum durante a gestação, e pode levar ao parto prematuro. 

    EXAMES DE FEZES

    O exame de fezes é um exames de rotina muito comum . A partir de uma pequena amostra coletada pelo paciente, o laboratório pode identificar possíveis microrganismos e outras anomalias causadora de doenças.

    • Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica): investiga a presença de parasitas no intestino que podem provocar, entre outros problemas, a anemia. 

    EXAMES DE ULTRASSOM

    O ultrassom é um exame de imagem muito importante para o acompanhamento da gestante e do bebê. Com este aparelho é possível identificar malformações, anomalias no feto, doenças congênitas, entre várias outras condições.

    • Ultrassonografia obstétrica transvaginal: o primeiro ultrassom é geralmente realizado entre a 8ª e a 10 ª semana de gestação. Ele confirma a existência e a quantidade de embriões, calcula o tempo de gestação e define se o bebê está situado dentro do útero.
    • Ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre : ocorre entre a 11ª semana e 3 dias a 13ª semana e 6 dias. O exame mede a translucência nucal e avalia o risco de algumas síndromes cromossômicas, como por exemplo a Síndrome de Down.

    EXAMES GINECOLÓGICOS

    Os exames ginecológicos fazem parte da rotina de todas as mulheres e tem como objetivo a prevenção ou detecção precoce de doenças pré existente nas mães, ou que podem surgir durante a gravidez .

    • Citopatológico de colo de útero (Papanicolau ): verificar a presença de alterações no colo do útero que possam ser indicativos de câncer, por exemplo.
    • Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica): os exames ginecológicos servem para avaliar inflamações vaginais e infecções, como a Candidíase, que podem prejudicar o bebê se não forem tratadas. Além disso, também ajuda a identificar doenças sexualmente transmissíveis, como Gonorreia e Clamídia.

    Quais exames gestacionais são solicitados no 2º trimestre da gravidez?

    Os exames gestacionais do segundo trimestre da gravidez, ou seja, aqueles que são realizados entre a 13ª 24ª semanas, dão continuidade aos cuidados do pré-natal. Assim, mesmo que essa fase seja considerada mais tranquila, quando os enjoos e mal-estar já diminuíram, bem como o risco de aborto espontâneo, ainda é preciso acompanhar o desenvolvimento e a saúde do bebê e da gestante. 

    Neste sentido, diferente do que acontece no início da gestação, quando o acompanhamento médico é mais focado na saúde da futura mãe, os exames realizados no segundo trimestre são mais direcionados para acompanhar o crescimento do bebê. São eles:

    EXAMES CLÍNICOS:

    Os exames clínicos são exames realizados pelo obstetra em todas as consultas do pré natal para avaliar as condições físicas da mulher grávida e acompanhar o desenvolvimento do feto. 

    • Pressão Arterial: a medição da pressão arterial na gravidez é muito importante para avaliar o risco de pré-eclâmpsia, que acontece quando a pressão está alta. Esta situação aumenta as chances de parto prematuro. Além disso, a pressão alta pode ser causada por alimentação desequilibrada ou malformação da placenta, o que pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê.
    • Altura do útero: a medida da altura do útero é feita periodicamente para acompanhar se o crescimento do bebê está compatível com o tempo de gestação. 

    EXAMES DE SANGUE: 

    No segundo trimestre, são repetidas algumas sorologias já realizadas no início da gestação, como:

    • Hemograma completo: o hemograma, no segundo trimestre da gravidez, permite avaliar a quantidade de hemácias, hemoglobinas, leucócitos e plaquetas da mulher e, assim, verificar se há anemia, que é bem comum nesta etapa da gravidez.
    • Sorologia para HIV: realizado para descartar a presença do vírus causador da Aids.
      Sorologia para VDRL: feito para verificar se a mãe é portadora da bactéria responsável pela sífilis, o Treponema pallidum.
    • Reação para Toxoplasmose: solicitado para constatar se a mãe possui ou não imunidade contra a toxoplasmose, causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que pode ser transmitido ao bebê.
    • Rubéola: serve para confirmar se a gestante tem a doença que pode causar malformação nos olhos, coração ou cérebro do bebê, e também aumenta o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro.
    • Hepatite B e C: o exame é repetido para verificar se a mãe tem o vírus da hepatites B e C. Com o devido tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.
    • Citomegalovírus: confirma se há infecção pelo citomegalovírus. Sem tratamento adequado, pode causar problemas no crescimento, microcefalia, icterícia ou surdez congênita no bebê.
    • Glicemia (tolerância oral a glicose 75 mg): esse exame é indicado para as pacientes com diagnóstico normal de glicemia de jejum verificada no primeiro trimestre. É recomendado que seja realizado entre 24 e 28 semanas para descartar diabetes gestacional. Conhecido como PTGO ou TOTG, o exame é feito através da coleta de uma amostra de sangue, antes e depois da mulher tomar o Dextrosol, que é um líquido açucarado. Além disso, novas coletas de sangue são feitas em 30, 60, 90 e 120 minutos após tomar o Dextrosol, completando 2 horas da ingestão do líquido.
    • Outros exames: o médico poderá solicitar também outros exames, como ureia, creatinina e ácido úrico, enzimas hepáticas.

    EXAMES DE URINA E FEZES:

    Esses exames também são repetidos para descartar possíveis infecções, inclusive Dsts.

    EXAMES DE ULTRASSOM:

    Exame inofensivo para mães e bebês, a ultrassonografia também está presente no segundo trimestre da gravidez . Neste sentido, o exame é fundamental para acompanhar a formação do bebê, seu ritmo de crescimento, e outros pontos importantes para chegar com saúde até o parto.

    • Ultrassonografia transvaginal de segundo trimestre: mede o comprimento do colo útero para avaliar os riscos e prevenir um parto prematuro.
    • Ultrassonografia morfológica de segundo trimestre: avalia toda a morfologia do feto, a posição da placenta, a quantidade de líquido amniótico e a medida do colo uterino. Além disso, o exame também pode identificar malformações fetais estruturais, como fenda labial e anomalias congênitas cardíacas. Geralmente, é realizado entre a 20ª e 24ª semana, quando, muitas vezes, se descobre o sexo do bebê.
    • Ultrassom (3D ou 4D): esse exame é um complemento do ultrassom tradicional. Permite ver o rosto do bebê e avaliar com mais precisão alguma malformação, já que as imagens são mais detalhadas. 

    EXAMES GINECOLÓGICOS:

    Os exames ginecológicos também fazem parte dos exames realizados no segundo trimestre de gestação. Neste sentido é possível acompanhar o surgimento de alguma doenças que possa afetar a saúde da mãe, do bebê ou colocar a gravidez em risco.

    • Teste de Fibronectina Fetal: feito entre a 22ª e a 36ª semana de gestação, através da coleta de de secreção vaginal e do colo do útero, verifica se há risco de parto prematuro. É recomendado que a mulher não apresente sangramento genital e nem tenha tido relações sexuais 24 horas antes do exame.
    • Avaliação do corrimento vaginal e do colo do útero: serve para descartar a presença de eventuais doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia e a clamídia. 

    Quais exames gestacionais são solicitados no 3º trimestre da gravidez?

    Os exames gestacionais do terceiro trimestre, que compreende da 27ª semana de gestação até o nascimento, tem como objetivo avaliar o desenvolvimento do bebê para se certificar de que não haverá problemas durante o parto. 

    Nesta última etapa da gravidez, é quando o bebê cresce e engorda mais. Neste sentido, as consultas com o obstetra são mais focadas na preparação para o parto e no acompanhamento do bebê, já que as estruturas mais importantes já estão todas formadas.

    Veja os exames gestacionais que devem ser realizados na última fase da gestação, bem como alguns que já foram feitos nos trimestres anteriores e que podem ser repetidos. 

    EXAMES CLÍNICOS:

    No segundo trimestre, os exames clínicos continuam sendo muito importantes para acompanhamento das gestantes e dos bebês. O médico verifica as condições físicas da grávida e avalia o desenvolvimento do nenê. 

    • Pressão Arterial: assim como no primeiro e segundo trimestre, medir a pressão arterial da gestante é extremamente importante. No terceiro trimestre de gestação, a preocupação maior é com o parto prematuro, a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia.
    • Altura do útero, Peso e Circunferência da barriga: a medição da altura do útero, da circunferência da barriga e a pesagem da gestante são feitas em cada consulta de pré-natal. No último trimestre, o bebê ganha peso efetivamente, passando de uma média de 1kg na 28ª semana, para até mais de 3kg após as 40 semanas.
    • Toque: a partir da 35ª semana, o obstetra já pode realizar o exame de toque, para avaliar a posição do bebê e se há início de dilatação no colo do útero.

    EXAMES DE SANGUE: 

    No terceiro trimestre, são repetidos alguns exames já realizados.

    • Hemograma completo: o hemograma, no terceiro trimestre da gravidez, é repetido para confirmar se a mãe está bem para enfrentar o parto.
    • Sorologia para HIV: para descartar presença do vírus causador da Aids.
    • Sorologia para VDRL (sífilis): confirma se a mãe não é portadora da bactéria da Treponema pallidum, responsável pela sífilis.
    • Reação para Toxoplasmose: para verificar se a mãe possui ou não imunidade contra a toxoplasmose, causada pelo parasita Toxoplasma gondii e que pode ser transmitida ao bebê.
    • Hepatite B e C: o exame é repetido para averiguar se a mãe tem o vírus da hepatites B e C. Com o devido tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.

    EXAMES DE ULTRASSOM:

    Também chamado de ultrassonografia ou ecografia, o exame de ultrassom usa ondas de som de alta frequência e produz imagens muito nítidas do bebê, da placenta, do próprio útero e de outros órgãos. No terceiro trimestre da gravidez, permite ao obstetra acompanhar bem de perto a evolução e a saúde do bebê.

    • Ultrassonografia obstétrica para avaliação do crescimento fetal: realizada (entre 34 e 37 semanas).
    • Perfil biofísico do bebê: realizado após a 28ª semana, este teste avalia os movimentos do bebê, assim como a quantidade de líquido amniótico. Dessa forma, se algum destes valores estiver errado, pode significar que o bebê está passando por algum problema e pode precisar fazer um parto precoce.
    • Monitoramento do batimento cardíaco fetal: este exame avalia o ritmo cardíaco do bebê dentro do útero e ajuda a identificar se existe algum problema com o seu desenvolvimento. Este tipo de monitoramento também é feito durante o parto para garantir que tudo está correndo bem, e também pode ser feito várias vezes após a 20ª semana de gestação.

    EXAMES GINECOLÓGICOS:

    Os exames ginecológicos também fazem parte do último trimestre da gravidez. De carácter preventivo, avalia possíveis infecções que podem prejudicar o bebê. 

    • Pesquisa do estreptococo do grupo B: realizado entre a 35ª e 37ª semanas, o exame é feito através de coleta do material do canal vaginal. A bactéria streptococcus B é bastante comum no trato reprodutivo e, geralmente, não provoca qualquer tipo de problema ou sintoma na mulher. Porém, quando esta bactéria entra em contato com o bebê durante o parto, pode causar infecções graves como meningite, pneumonia ou até uma infecção de todo o corpo.

    CARDIOGRAFIA:

    Realizada após as 32 semanas de gravidez, a cardiotocografia é feita para avaliar os batimentos cardíacos e os movimentos do bebê. Nesse sentido, cintos elásticos com sensores são colocados na barriga, monitorando os batimentos cardíacos do bebê e a intensidade e frequência das contrações do útero. Esse exame é muito utilizado durante o trabalho de parto, para avaliar o bem-estar do bebê enquanto o nascimento não aconte. 

    Quais exames gestacionais são solicitados para gravidez de risco?

    Já sabemos a importância do pré-natal e quais exames gestacionais são solicitados em cada um dos trimestres de uma gravidez normal. Porém, cada gestação é única e alguns fatores relacionados à mãe ou ao bebê podem torná-la uma gravidez de risco. 

    Neste sentido, algumas grávidas podem necessitar de cuidados extras e exames gestacionais adicionais para garantir sua saúde e a do seu filho.

    Para os médicos, a gravidez de risco pode ocorrer quando existem doenças maternas prévias à gestação, antecedentes de intercorrência em gestação anterior, ou condições obstétricas de risco para a gestação atual. Além disso, engloba qualquer aspecto que fuja do curso normal de uma gravidez típica, em uma mulher que não apresente nenhum problema prévio de saúde e que ponha em risco a saúde da mãe ou do bebê. 

    Fatores que elevam o risco de uma gravidez:

    Nenhuma mulher escolhe ter uma gravidez de risco, e muitas vezes esse risco é consequência de fatores alheios à vontade ou controle da mãe. Porém, dependendo do caso, alguns fatores podem ser evitados ou tratados, deixando a gravidez o mais saudável possível.

    Quadro demonstrativo de fatores a serem evitados ou tratados para deixar a gravidez mais saudável

    Quando a gravidez é considerada de risco, ou de alto risco alto, o acompanhamento é feito de forma mais frequente com a realização de exames gestacionais mais específicos, como:

    • Perfil bioquímico fetal: o exame ajuda no diagnóstico de doenças genéticas no bebê;
    • Biópsia do vilo corial e/ou cariótipo fetal: realizado para diagnosticar doenças genéticas;
    • Ecocardiograma fetal e eletrocardiograma: avalia o funcionamento do coração do bebê. Normalmente, é indicado quando alguma alteração cardíaca no bebê já tenha sido detectada em exames anteriores;
    • MAPA: indicado para mulheres hipertensas, para verificar o risco de pré-eclampsia;
    • Amniocentese: detecta doenças genéticas, como a síndrome de Down e infecções. Deve ser realizado entre a 15ª e 18ª semana de gestação;
    • Cordocentese: também conhecido como amostra de sangue fetal, serve para detectar alguma deficiência cromossômica no bebê ou suspeita de contaminação por rubéola e toxoplasmose tardia na gravidez.

    RESUMINDO: EXAMES GESTACIONAIS DO PRÉ-NATAL

    Resumo dos exames gestacionais do pré natal

    Exames gestacionais X Exames pré- gestacionais: entenda a diferença 

    Como já vimos, os exames gestacionais são todos aqueles realizados ao longo dos 9 meses de gravidez, ou seja, fazem parte do pré-natal das gestantes. Por outro lado, os exames pré-gestacionais, também chamados de pré-concepcionais, são exames destinados às mulheres que planejam engravidar e querem estar preparadas para uma gravidez saudável.

    Para as futuras mamães, o primeiro passo é buscar um especialista e realizar a consulta pré-concepcional. Desta forma, o médico faz uma avaliação completa para conhecer o histórico clínico, ginecológico e obstétrico da paciente. Além disso, ele já realiza exames físicos e solicita os exames laboratoriais.

    Conheça os exames realizados antes da gravidez:

    Histórico Clínico:

    Serve para identificar e tratar possíveis doenças prévias, como diabetes e hipertensão arterial, que afetam o desenvolvimento do futuro bebê, bem como a saúde da mãe. Importante também para orientação sobre hábitos de vida, como tabagismo e alcoolismo, que prejudicam uma gravidez.

    Histórico Ginecológico e Obstétrico:

    Para verificar a ocorrência de gestações anteriores, intervalo entre elas, partos e possíveis intercorrências, como abortamento e pré-eclâmpsia.

    Exame Físico:

    Avalia a pressão arterial, o peso e a altura da paciente. Além disso, serve de base para uma orientação nutricional adequada e informações sobre hábitos saudáveis que devem ser cultivados, como manter uma atividade física regular.

    Exames Laboratoriais: 

    Como ponto de partida o médico solicita:

    1. Hemograma
    2. Glicemia 
    3. Função da Tireóide 
    4. Sorologias infecciosas 
    5. HIV 
    6. Hepatites B e C: com sorologia negativa para B, indica-se tomar a vacina antes da gravidez
    7. Rubéola: se sorologia for negativa, há indicação vacinação prévia à gravidez
    8. Sífilis

    Com testes negativos de HIV, hepatites B e C e sífilis, a paciente é orientada sobre os cuidados preventivos. Se os resultados forem positivos, ela deve ser esclarecida acerca dos tratamentos disponíveis para reduzir o risco de transmissão vertical (para o recém-nascido), além de ser aconselhada sobre a importância do diagnóstico e tratamento do parceiro.

    Se você já está planejando ter um filho, e quer se preparar para este grande momento, veja algumas dicas da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva para quem quer engravidar:

  • Trompas de Falópio: seu papel no corpo feminino e problemas que impedem a gravidez

    As trompas de Falópio ou tubas uterinas são dois canais finos responsáveis pelo transporte do óvulo, desde o ovário até a cavidade uterina. É neste importante órgão do aparelho reprodutor feminino que ocorre o encontro do óvulo com o espermatozoide. Nesse sentido é possível dizer que é dentro das trompas que acontece a fecundação natural. A partir daí, o embrião recém formado é impulsionado através dos cílios das trompas até o útero, local onde o bebê será gestado.

    Desta forma, no processo reprodutivo, as trompas de falópio desempenham quatro funções importantes para a fecundação:

    1. Capturam o óvulo liberado pelo ovário durante a ovulação;
    2. Transportam os espermatozoides até o óvulo;
    3. Contribuem para o encontro e a fusão do óvulo com o espermatozoide (fertilização);
    4. Transportam o embrião formado até o útero, onde ele se fixará (nidação ou implantação).

    Trompas de Falópio: problemas e anomalias na pelve

    Como sabemos muito da reprodução feminina depende do adequado funcionamento das trompas de falópio. Deste modo, lesões e obstruções nas trompas podem impedir a passagem tanto do óvulo quanto do espermatozóide, impossibilitando assim o encontro dos dois gametas.

    Atualmente, problemas e anomalias na pelve representam 30% das causas de infertilidade feminina. Nesse sentido, as dificuldades são variadas como por exemplo: diminuição da velocidade de transporte do óvulo, trompas fixas e distantes dos ovários e até mesmo obstrução nos canais. Dessa maneira, as alterações podem ser leves e responsáveis por uma demora maior para engravidar, como severas impedindo a ocorrência de uma gestação natural.

    Vale lembrar que mesmo com o diagnóstico de trompas obstruídas é possível engravidar. Nestes casos é necessária a avaliação médica para definir a origem do problema e então determinar o melhor procedimento a ser tomado.

    Nesse sentido, as possibilidades vão desde o uso de antibióticos, cirurgias para desobstrução das trompas até tratamentos de reprodução assistida, através da Fertilização in vitro (FIV).

    Os problemas nas trompas podem ter diferentes causas:

    • Origem infecciosa: As doenças sexualmente transmissíveis (DST) podem causar danos permanentes nas trompas de forma silenciosa, pois muitas vezes não produzem sintomas. As mais frequentes são a Clamídia e a Gonorreia;
    • Origem inflamatória ou cirúrgica: cirurgias pélvicas ou enfermidades inflamatórias como a endometriose também podem afetar as trompas. 

    Problemas nas trompas: quais são os sintomas?

    Os sintomas de inflamação nas trompas de falópio são geralmente causados por infecções bacterianas ou doenças sexualmente transmissíveis, e tendem a surgir após a menstruação em mulheres com vida sexual ativa. Além disso, também podem aparecer antes da menstruação, após o parto, em casos de aborto, depois da colocação do DIU ou como complicação de uma cirurgia ginecológica, por exemplo.

    Inflamação nas trompas tem cura?

    A inflamação nas trompas, muitas vezes, tem cura e o seu tratamento deve ser feito com o uso de antibióticos de acordo com a orientação do ginecologista. Nesse sentido, a mulher com sintomas de inflamação nas trompas deve consultar imediatamente o médico para evitar complicações como infertilidade, hidrossalpingite, infecção generalizada, gravidez ectópica ou abscessos nos ovários e trompas. 

    Dessa forma, apenas nos casos mais graves, pode ser necessário fazer cirurgia para retirar a trompa ou órgãos que possam ser afetados pela infecção como ovários e útero.

    Posso engravidar com apenas uma trompa?

    É possível engravidar com apenas uma trompa, mas é necessário conhecer melhor as particularidades dessa condição para que se verifique quais são as chances reais de uma concepção.

    Como o ciclo fértil da mulher faz com que a cada mês seja liberado o óvulo de um dos ovários, nos meses em que o óvulo corresponder ao lado da trompa retirada, não haverá chances de concepção. Entretanto, no ciclo seguinte, a mulher tem chances normais de engravidar.

    Nesse sentido, alguns exames podem ser realizados visando verificar a situação da trompa existente. No entanto, se o casal sentir maior dificuldade de concepção, o indicado é procurar um especialista em reprodução humana.

    Exame das trompas

    Existem duas formas de analisar a permeabilidade das Trompas de Falópio. 

    A primeira é a Histerossalpingografia (HSG), uma radiografia que avalia o estado do colo do útero e das Trompas. A outra opção é a laparoscopia, considerada um método complementar à HSG.

    Veja aqui os detalhes de cada exame:

    Histerossalpingografia: Este exame é indicado em caso de aderência, dilatações ou obstruções nas trompas e através dele analisa-se o canal cervical, a cavidade e a permeabilidade do útero.

     A HSG é um exame radiológico realizado em hospitais e clínicas de diagnóstico por imagem. No procedimento é introduzido um líquido de contraste radiopaco que permite a visualização e a documentação da passagem, simulando o trajeto percorrido pelo sêmen. Nesse sentido, o resultado também consegue avaliar, embora com menor sensibilidade, a presença de malformações uterinas, de miomas ou pólipos intracavitários.

     Videolaparoscopia: Caso seja detectada a alteração tubária, um dos tratamentos indicados é a videolaparoscopia para tentar desobstruir o canal das trompas. Neste sentido, este exame é realizado em ambiente hospitalar e com anestesia geral.

    A laparoscopia é mais precisa para avaliar a integridade das trompas e diagnosticar uma série de anormalidades, como é o caso da endometriose. O resultado costuma ser bem sucedido quando as aderências que fixaram a trompa são sequelas provenientes de cirurgias pélvicas anteriores como cesariana ou miomectomia. 

     Entretanto, se o diagnóstico for alterações tubárias ocasionadas por sequelas de endometriose, hidrossalpinges seguida de cirurgia para a retirada da trompa ou seqüelas de doenças infecciosas como clamídia, a indicação é a Fertilização In Vitro.

    Gravidez nas trompas: causas e sintomas

    Além de reduzir as chances de gravidez, a obstrução tubária também pode causar gestação ectópica (fora do útero), o que representa risco para a mulher. Se o bebê for gerado nas trompas e esta situação não for tratada, há chances de hemorragias que podem levar ao rompimento das tubas e risco de morte para a mãe.

    Sendo assim, uma gravidez ectópica ou tubária não pode prosseguir normalmente. O embrião não sobrevive e seu crescimento pode destruir várias estruturas maternas. Nesse sentido o tratamento precoce de uma gravidez nas trompas pode ajudar a preservar a fertilidade.

    Causas e fatores de risco

    Danos nas trompas de Falópio é uma causa comum de gravidez ectópica. Um óvulo fertilizado pode ficar estacionado em uma área danificada e crescer naquela localização. As causas mais comuns que podem levar a uma gravidez nas trompas são:

    • Tabagismo;
    • Doença inflamatória pélvica, que pode surgir a partir de infecção por clamídia ou gonorréia;
    • Inflamações e cicatrizes das trompas de falópio, decorrentes de uma condição médica ou cirurgia anterior;
    • Gravidez ectópica anterior em uma trompa de Falópio;
    • Fatores hormonais;
    • Anormalidades genéticas;
    • Defeitos congênitos;
    • Condições médicas que afetam a forma e condição das trompas de falópio e órgãos reprodutivos;
    • Problemas de fertilidade;
    • Idade materna avançada de 35 anos ou mais;
    • Aborto de repetição; 
    • História de endometriose;
    • Uso inadequado do DIU. Se utilizado corretamente, o DIU deve impedir a gravidez. No entanto, se por algum motivo ela ocorrer, provavelmente será ectópica;
    • Gravidez após cirurgia de laqueadura. Embora a gravidez após a ligadura tubária seja rara, se isso acontecer, é mais provável que seja ectópica. 

    Sintomas:

    No início, a gravidez ectópica é sentida como uma gravidez normal, mas outros sinais vão surgindo ao decorrer da evolução da gestação. Veja os sintomas:

    • Atraso na menstruação;
    • Seios sensíveis e inchados;
    • Cansaço;
    • Enjôo;
    • Aumento da micção;
    • Hemorragia vaginal, que pode ser leve;
    • Dor abdominal ou dor pélvica, geralmente seis a oito semanas após a ausência de menstruação;
    • Sangramento vaginal moderado ou intenso;
    • Dor no coito ou durante um exame pélvico;
    • Tonturas, vertigens ou desmaio causado por hemorragia interna;
    • Sinais de choque hipovolêmico. 

    *A maioria das gestações ectópicas pode ser detectada através de um exame pélvico de ultrassonografia e exames de sangue.

    O que é laqueadura nas trompas?

    A Laqueadura nas trompas consiste no bloqueio das tubas uterinas como método de anticoncepção definitivo. Nesse sentido, a obstrução voluntária impossibilita o encontro do óvulo com os espermatozoides, evitando assim a gravidez. Desta forma, a esterilização feminina é realizada em pacientes que não querem mais engravidar ou, por algum motivo de saúde, não podem mais gestar.

    De acordo com os dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a eficácia da laqueadura é de cerca de 99%. Nesse sentido, no caso de mulheres casadas, é necessário também o consentimento do marido. Aliás, o mesmo vale para a vasectomia, que é a cirurgia de esterilização masculina. 

    Sendo assim, antes de decidir passar por uma cirurgia de laqueaduras de trompas, é necessário debater o assunto com um médico, para ter a certeza sobre o procedimento, já que a sua reversão pode ser complexa.

    Tipos de Laquedura:

    Existem diversas técnicas de laqueadura tubária, podendo ser realizadas através de incisão abdominal, vaginal ou histeroscopia. Confira cada uma:

    Minilaparotomia

    Esse método consiste na realização de pequenas incisões no abdômen. Após isso, as trompas são trazidas para cima, e o cirurgião remove uma pequena parte ou toda a extensão de cada uma delas.

    Outra alternativa, é a utilização de clipes para bloquear as tubas uterinas, mas essa técnica não é usada tão frequentemente.

    Laparoscopia

    A laparoscopia consiste no uso de um laparoscópio, um catéter com uma câmera acoplada, para que o médico possa visualizar os órgãos abdominais e, então, bloquear as trompas.

    A introdução do aparelho, dessa forma, é feita através do umbigo ou por meio de um ou dois cortes em determinados pontos do abdômen. Quando o médico consegue visualizar as trompas, elas são removidas com técnicas eletrocirúrgicas, ou por meio de clipes.

    Histeroscopia

    A histeroscopia é realizada sem qualquer incisão na pele e pode ser feita em consultório médico com anestesia local. Nesse tipo de cirurgia, por sua vez, é colocado um pequeno implante através da vagina, até a abertura das trompas, bloqueando a passagem de espermatozoides e óvulos. Atualmente, é a técnica de Laqueadura mais usada e onde é colocado um um “stent tubário”, parecido com uma mola. 

    Quem fez laqueadura pode engravidar novamente?

    A reversão da laqueadura só pode ser realizada quando a porção final da tuba uterina não foi retirada ou nos casos em que não se encontre muito deformada. Nesse sentido, a reversão não tem uma taxa de sucesso alta.

    Por esse motivo, a recomendação é que a reversão da laqueadura tubária seja considerada como uma opção adequada para mulheres mais jovens, com idade inferior a 35 anos, sem que apresente qualquer outro fator de infertilidade. 

    Sendo assim, as pacientes que não conseguem reverter a laqueadura ou têm problemas nas trompas de falópio e querem ainda engravidar, não desanimem. Graças ao avanço da medicina reprodutiva, existem tratamentos que podem realizar o sonho da maternidade.

  • Varicocele: o que é e como impacta a fertilidade do homem?

    A varicocele é a dilatação anormal das veias dentro do escroto, que é a bolsa abaixo do pênis onde encontram-se os testículos. Também conhecida como varizes do saco escrotal, a varicocele é a principal causa da infertilidade masculina, respondendo cerca de 40% dos casos nos casais que desejam engravidar.

    A doença se caracteriza pelo aumento das veias testiculares do cordão espermático, que drenam o sangue dos testículos. Neste sentido, a varicocele se forma quando as válvulas de dentro das veias impedem que o sangue flua adequadamente, fazendo com que ele retroceda. O resultado deste mau funcionamento é o inchaço e o alargamento das veias. 

    Na maioria das vezes, a varicocele é uma patologia congênita capaz de ser identificada já na puberdade, a partir dos 10, 12 anos. Além disso, normalmente ocorre no testículo esquerdo (75 a 95%), provavelmente pela posição da veia testicular. 

    No entanto, a doença pode surgir em qualquer um dos lados e até mesmo atingir os dois testículos (varicocele bilateral). Porém, mesmo que unilateral, a varicocele pode afetar a produção de espermatozoides em ambos os testículos. 

    Varicocele: quais os principais sintomas da doença?

    A varicocele atinge cerca de 15% dos homens em todo mundo, e na maioria das vezes se apresenta de forma assintomática. No entanto, o sinal mais comum é a presença de veias dilatadas e tortuosas na bolsa escrotal. Desta forma, a presença de um emaranhado de vasinhos parecido com um novelo de lã, que pode ser palpado atrás do testículo ou mesmo visualizado, indica que as veias começaram a dilatar.

    Além disso, alguns pacientes também relatam sintomas como:

    • Dor nos testículos, que pode variar entre o desconforto a dor intensa; 
    • Dor que piora ao longo do dia;
    • Dor que melhora ao deitar de barriga para cima;
    • Dor que aumenta com a prática de exercícios físicos;
    • Inchaço ou presença de caroço nos testículos;
    • Sensação de peso nos testículos;
    • Diminuição de volume do testículo;
    • Sinais de Infertilidade.

    Como é feito o diagnóstico da varicocele?

    O diagnóstico da varicocele é feito principalmente através do exame físico da região escrotal realizado por um médico, especialmente por um urologista.

    Através da palpação dos testículos, feita com o paciente de pé e também deitado, o especialista procura sinais de veias dilatadas. Neste sentido, pode ser feita a manobra de Valsalva, quando se pede ao paciente que tampe a boca e o nariz com os dedos e faça força para soltar o ar, o que facilita a visualização e palpação das varizes. 

    Além disso, o exame físico pode também detectar um testículo amolecido e com volume diminuído, o que sugere perda de células produtoras decorrente de varicocele.

    Se o exame físico for inconclusivo ou houver dúvidas em relação ao diagnóstico, o médico geralmente pede alguns exames complementares. Nesse sentido, o paciente deverá realizar uma ultrassonografia da bolsa testicular com doppler colorido, que permite avaliar o calibre dos vasos e o fluxo de sangue que comportam. Desta forma, o teste é usado para confirmar o diagnóstico de varicocele, bem como, eliminar possíveis outras causas para os sintomas. 

    Sendo assim, no caso de confirmação da varicocele é indicado também a realização de espermograma para avaliação da saúde reprodutiva do paciente.

    De acordo com o grau de desenvolvimento, as varicoceles são classificadas em:

    • Grau I (pequenas ) – Aquelas que são palpáveis apenas com a manobra de Valsalva.
    • Grau II (moderadas) – Palpáveis facilmente sem esta manobra.
    • Grau III (grandes) – Detectadas visualmente e palpadas com ​facilidade.

    *Os graus II e III são os que podem comprometer a fertilidade.

    Varicocele e infertilidade masculina: qual a relação?

    A varicocele é a principal causa tratável de infertilidade masculina, atingindo cerca de 40% dos homens com infertilidade primária, que nunca tiveram filhos, e até 80% com infertilidade secundária, pessoas que já tiveram filhos, mas não conseguem mais engravidar. 

    Nesse sentido, a infertilidade acontece pois a doença causa o represamento de sangue ao redor dos testículos elevando a temperatura testicular, o que impacta negativamente na produção de espermatozóides. 

    Além disso, o aquecimento contínuo do testículo gera uma grande produção de radicais livres que “atacam” as células produtoras de espermatozoides. Desta forma, a varicocele influência na diminuição, na movimentação e no funcionamento dos gametas sexuais masculinos, causando infertilidade. 

    Infelizmente não há formas de prevenir a varicocele pois é uma patologia hereditária associada à predisposição pessoal para desenvolver varizes. No entanto é possível se evitar os efeitos negativos que a doença pode trazer para a produção de espermatozoides. 

    Neste sentido, estudos mostram que a varicocele é uma doença tempo-dependente, ou seja, quanto mais tempo agir, mais afetado ficará o testículo. Desta forma, sabendo que o aparecimento da varicocele acontece na puberdade, é importante que o adolescente seja acompanhado desde cedo por um urologista, que pode detectar a doença precocemente. Se houver sinais de que a varicocele está afetando a função testicular, a cirurgia para a correção da varicocele pode ser indicada.

    Varicocele: saiba como é feito o seu tratamento

    Varicocele é a dilatação das veias do cordão espermático que elevam a temperatura testicular podendo provocar infertilidade. A boa notícia é que felizmente existe tratamento para esta doença. Nesse sentido, vale ressaltar que nem toda varicocele necessita ser tratada. A indicação é feita pelo médico a partir do histórico do paciente, do exame físico, dos resultados do espermograma e da ultrassonografia de escroto.

    Os casos leves de varicocele (grau I),  mas que provocam dor testicular e desconforto, o tratamento pode ser feito com medicamentos orais ou com uso de suspensório escrotal. 

    Por outro lado, as varicoceles mais graves (gua II e III) que apresentam atrofia testicular, infertilidade e deterioração da função testicular o tratamento é cirúrgico. Chamada de varicocelectomia, a cirurgia tem como objetivo lacrar as veias afetadas para redirecionar o fluxo de sangue para as veias normais e pode ser feitas de três formas diferentes:

    1.  Cirurgia aberta: é o tipo mais clássico de cirurgia na qual o médico faz um corte na região da virilha para observar o varicocele e dar um “nó” na veia afetada, permitindo que o sangue circule apenas pelas veias normais;

    2.  Laparoscopia: é semelhante à cirurgia aberta, mas neste caso o médico faz pequenos cortes no abdômen e insere tubos finos através dos quais faz a reparação da varicocele;

    3.  Embolização percutânea: esta é uma técnica menos comum no qual o médico insere um tubo através de uma veia na virilha até ao local da varicocele, e depois libera um líquido que fecha a veia dilatada. 

    Neste sentido, a técnica preconizada é a microcirurgia subinguinal, que apresenta menos de 1% de chance da doença reaparecer. Além disso, espermograma costuma melhorar em mais de 60% das vezes, devolvendo ao homem um bom potencial de gravidez natural ou, caso não seja possível alcançá-la, melhorar a qualidade seminal para tratamentos com técnicas de reprodução assistida.

    A cirurgia de varicoceles apresenta poucos riscos, entre eles :

    • Acúmulo de líquido em torno dos testículos (hidrocele)
    • Recorrência da varicocele
    • Danos a uma artéria.

    Como vimos, a varicocele é uma das causas de infertilidade masculina, mas que tratada corretamente pode devolver o potencial reprodutivo ao homem. Se você quer saber mais sobre outros problemas que prejudicam a fertilidade do homem, bem como entender também sobre a infertilidade feminina acesse:

  • Produção de espermatozoides: você sabe como ocorre?

    A produção de espermatozoides consiste no processo de formação do gameta sexual masculino, ou seja, na criação da célula reprodutora do homem. Neste sentido, o espermatozoide, que carrega o material genético paterno, tem como função a reprodução humana através da fecundação do óvulo. Isto acontece a partir do encontro dos gametas masculino e feminino formando o zigoto, que posteriormente vai gerar um bebê.

    Sendo assim, o processo de produção de espermatozoides, chamado de espermatogênese, inicia na puberdade, por volta dos 12, 13 anos, e segue por toda a vida, diminuindo na velhice. Desta forma, a partir momento que o homem produz espermatozoides ele se torna fértil.

    Produção de espermatozoides e o sistema reprodutor masculino

    O sistema reprodutor masculino é um conjunto de órgãos que desempenham papel importante na reprodução humana. Neste sentido, ele é responsável pela produção dos espermatozoides capazes de fecundar o óvulo e gerar uma nova vida. Além disso, este sistema complexo também produz a testosterona, hormônio masculino ligado ao crescimento da barba, engrossamento da voz, aumento da massa muscular além de atuar na fertilidade masculina.

    Também chamado de sistema genital, o sistema reprodutor masculino é composto por órgãos internos e externos como escroto, testículos, vesícula ou glândula seminal, próstata, ductos genitais (canais deferentes, epidídimo e uretra) e pênis.

    Bolsa Escrotal:

    O escroto é uma bolsa de pele frouxa, que tem como função suportar os testículos. Por se localizar fora da cavidade abdominal, o escroto é capaz de manter a temperatura dos testículos abaixo da temperatura corporal, o que é fundamental para a produção dos espermatozoides. Em algumas condições, como exposição ao frio, o músculo cremaster, que se insere no escroto, eleva os testículos impedindo o seu esfriamento, o que também ocorre durante a excitação sexual.
     

    Testículos:

    Os testículos são glândulas sexuais masculinas, localizadas no interior da bolsa escrotal. São formados por milhares de tubos finos e enovelados, chamados túbulos seminíferos, onde acontece a produção de espermatozoides, processo conhecido como espermatogênese. Além disso, também é nos testículos que se encontram as células intersticiais ou células de Leydig, que produzem o hormônio testosterona.

    Vesícula ou glândula seminal:

    As glândulas seminais são duas glândulas em forma de bolsa que atuam na produção do sêmen. Além disso, elas produzem um líquido denso que nutre os espermatozoides e aumenta a sua mobilidade.

    Próstata:

    A próstata é uma glândula que complementa a produção do sêmen. Nesse sentido, ela produz um líquido de aspecto leitoso que neutraliza a acidez no canal da uretra, e na relação sexual, reduz a acidez natural da vagina, protegendo assim os espermatozoides até que entrem em contato com o óvulo.

    Epidídimo:

    Os epidídimos são dois órgãos formados por tubos enovelados, localizados junto aos testículos. Eles armazenam os espermatozoides até estarem completamente desenvolvidos.

    Canais deferentes:

    São canais responsáveis por guiar os espermatozoides do epidídimo até a uretra.

    Uretra:

    Esse tubo é o responsável por levar os espermatozoides ao meio externo, para fora do corpo. É o mesmo tubo que atua na eliminação da urina, porém tais funções não são realizadas simultaneamente. Além disso, o tubo sai da bexiga, se encontra com os canais deferentes e percorre todo o pênis.

    Pênis:

    Estrutura de forma cilíndrica, composta por corpos cavernosos e corpos esponjosos, que se situam em torno da uretra. Na extremidade do órgão encontra-se a glande que e é recoberta pelo prepúcio (pele). Além de facilitar a saída da urina, o pênis também tem a função de facilitar o processo da reprodução, sendo introduzido no interior da vagina. Quando estimulado, o órgão libera o esperma, dando a esse processo o nome de ejaculação.

    Produção de espermatozoide: quais são as etapas desse processo?

    A produção dos espermatozoides ou espermatogênese é a formação dos gametas sexuais masculinos que ocorre nos tubos seminíferos dos testículos. Esses órgãos ficam fora da cavidade abdominal, na bolsa escrotal, e possuem temperatura de até 1°C a menos do que a temperatura corporal, o ideal para a formação dos espermatozoides. Neste sentido, a espermatogênese ocorre em quatro etapas principais e pode durar de 64 a 74 dias. 

    Multiplicação:

    Nessa fase que inicia na puberdade, as células primordiais dos testículos, que darão origem aos espermatozoides, se multiplicam por mitose na parede dos túbulos seminíferos e formam as espermatogônia.

    Crescimento:

    As espermatogônias aumentam de tamanho e passam a ser chamadas de espermatócitos primários ou espermatócitos.

    Maturação:

    Nesta fase ocorre o processo de meiose. Os espermatócitos primários passam pela primeira divisão meiótica e dão origem a dois espermatócitos secundários ou espermatócitos II. Inicia-se, então, a segunda divisão meiótica, que origina duas espermátides.
     

    Espermiogênese:

    É o processo que converte as células espermáticas em espermatozoides. Neste sentido, a espermátide se alonga, seu núcleo migra para a região mais extrema da célula e formam-se o acrossomo e a cauda.

    Após a formação dos espermatozoides nos túbulos seminíferos, eles são encaminhados ao epidídimo através de ductos deferentes. No epidídimo eles ganham mobilidade e ficam armazenados até serem eliminados na ejaculação.

    Desta forma, quando o homem é estimulado sexualmente, os espermatozoides fazem uma “viagem” até a uretra por onde serão expelidos para fora do corpo. Neste sentido, eles saem do epidídimo e passam pelas glândulas seminais e pela próstata. Essas duas glândulas anexas produzem substâncias que nutrem os espermatozoides. Depois disso, ao passar pela uretra, os espermatozoides recebem também um líquido lubrificante produzido pelas glândulas bulbouretrais. 

    O conjunto formado pelos espermatozoides e os líquidos produzidos pelas glândulas seminais, pela próstata e pelas glândulas bulbouretrais é chamado de esperma ou sêmen.

    É possível aumentar a produção de espermatozoides?

    Poucos sabem, mas é possível aumentar a produção de espermatozoides em homens melhorando seu potencial reprodutivo. Neste sentido, estudos mostram que uma ejaculação fértil carrega cerca de 15 milhões de espermatozoides por ml de sêmen, sendo que a média do volume é de 1,5 a 5 ml por mostra. 

    Sendo assim, vale ressaltar que a quantidade de espermatozoides varia de homem para homem o que é impactado pela saúde testicular, e pelos hábitos de vida de cada um. Desta forma, cuidados com a alimentação, vestimentas e estilo de vida podem potencializar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides.

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    Alimentação:

    Alimentos adequados contribuem para um esperma mais saudável e volumoso:

    Evite comer gorduras.

    A ingestão de gorduras, frituras e comidas processadas podem reduzir em até 30% a quantidade normal de esperma. Nesse sentido, prefira produtos ricos em proteínas, legumes e grãos integrais. 

    Beba bastante líquido.

    Estar bem hidratado é bom, tanto para a saúde geral quanto para a produção de esperma.

    Diminua consumo de açúcar.

    Estudos mostram que o açúcar também pode prejudicar a saúde do esperma.
     

    Consuma alimentos que são fontes de vitamina C e E, zinco, selênio, betacaroteno e ômega 3.

    Esses nutrientes ajudam a diminuir problemas no sêmen e aumentaram sua motilidade. São encontrados em peixes, brócolis, cenoura, linhaça, tomate, berinjela, frutas cítricas e cereais integrais, ostras, feijão e nozes.

    Consuma aminoácidos.

    Carnes, frutas e legumes possuem esse composto, que aumenta a contagem do esperma e evita que ele se aglomere.

    Consuma ácido fólico.

    O uso contínuo do ácido fólico contribui para que o homem tenha maior qualidade do sêmen, assim como ajuda na boa maturação do espermatozoide e também dos óvulos.

    Estilo de vida:

    O modo de viver o dia a dia impacta diretamente na fertilidade masculina. Sendo assim, é possível aumentar a produção de espermatozoides com alguns cuidados:

    Álcool e o tabagismo.

    A produção de espermatozoides é afetada fortemente pelo consumo de álcool. Da mesma forma, o tabagismo e o uso de drogas ilícitas trazem prejuízos para a qualidade do esperma, e portanto devem ser evitados.

    Cuidado com o peso.

    Pesquisas mostram que sobrepeso e o excesso de gordura, especialmente na região da barriga, diminuem a produção de esperma e podem causar problemas de ereção. Homens magros demais também podem correr risco de sofrer desequilíbrio hormonal o que impacta negativamente na contagem de esperma.
     

    Repouso.

    É durante o sono que o corpo realiza a maior parte dos “reparos”, incluindo a produção de esperma. Para melhorar a contagem do sêmen, é recomendado dormir oito horas.

    Temperatura dos testículos.

    Evite ficar muito tempo exposto ao calor, como em saunas ou banheiras. Os testículos não funcionam adequadamente se não estiverem alguns graus abaixo do que o resto do corpo.

    Produtos químicos, tóxicos e radiação.

    A exposição à esses produtos podem causar danos permanentes no esperma. Homens que trabalham com o manuseio de produtos químicos e tóxicos devem usar proteção (máscaras, luvas e outros). É importante também evitar locais com radiação intensa, e realizar exames médicos com radiação apenas se realmente necessário.

    Telefone Celular.

    Alguns estudos sugerem que a radiação emitida pelo aparelho pode prejudicar a vida dos espermatozoides, desta forma, evite carregar o celular no bolso da frente da calça.
     

    Roupas apertadas.

    As pressões que as roupas fazem nas partes íntimas também podem acarretar numa baixa de esperma. Por isso, o indicado é não usar calças e cuecas justas que podem deixar o canal deferente mais estreito e também aquecer a região genital. Além disso, a elevação da temperatura faz com que o esperma seja produzido lentamente e não com a qualidade esperada. 

    Relação Sexual.

    A produção de espermatozoides demora cerca de 70 dias, sendo que a fase final, da multiplicação, pode levar até 72 horas. Porém, às vezes esse processo se tornar mais lento e a produção de esperma fica insuficiente para gerar uma gravidez.

    Nesse sentido, os médicos recomendam que o casal que quer engravidar mantenha relação sexual em dias alternados, para dar tempo que o estoque de espermatozoide seja reposto naturalmente.

    Produção de espermatozoides e a relação com a fertilidade

    A fertilidade masculina está diretamente ligada à produção de espermatozoide que afeta o potencial reprodutivo do homem. Sabe-se que nos casais com dificuldades para engravidar naturalmente, 40% dos casos tem causa masculina, 40% feminina e 20% em ambos os lados. 

    Neste sentido, é indicado uma avaliação da fertilidade conjugal, sendo que a investigação masculina inicia com espermograma. Além disso, é comum incluir também pesquisa de infecções e de capacitação espermática. Sendo assim, as causas do fator masculino podem ser divididas em quatro categorias: pré-testicular, testicular, pós-testicular e desconhecida:

    1 – Pré-testicular

    São alterações hormonais que mexem no funcionamento do testículo, como hipotireoidismo, diabetes, tumores produtores de androgênios, tumores da hipófise (adenomas e prolactinomas), doenças sistêmicas do fígado e rins e problemas congênitos. Além disso, algumas drogas e medicamentos como os esteroides anabolizantes, também podem interferir na produção dos espermatozoides por inibir a produção central de gonadotrofinas.

    2 – Testicular

    Resultado de doenças dos testículos propriamente ditas. Inclui a varicocele, substâncias tóxicas, criptorquidismo, problemas genéticos, quimioterapia, radioterapia e infecções, incluindo DSTs.

    3 – Pós-testicular

    Problemas que impedem a saída de espermatozoides na ejaculação. São as obstruções ou a ausência do canal deferente, dificuldades de ejaculação, disfunção sexual e ejaculação retrógrada.

    4 – Causas desconhecidas

    Representam 25% das causas de infertilidade masculina. Além disso, para entender as causas da infertilidade masculina e seu impacto na produção de espermatozoides, é importante também conhecer o histórico do paciente.

    Nesse sentido, doenças da infância como caxumba, diabetes, criptorquidia, traumas, torção de testículos e infecções também podem influenciar a produção dos gametas masculino. Além disso, vale lembrar que o uso de drogas, medicamentos e a proximidade com toxinas do meio ambiente podem impactar na produção dos espermatozoides.

    Produção de espermatozoides e sêmen: qual é a diferença?

    Como já vimos, a produção de espermatozoides é o processo de formação dos gametas masculinos que acontece nos testículos. Um homem saudável produz diariamente entre 100 e 200 milhões de espermatozoides que ficam armazenados no epidídimo. Nesse sentido, essas células reprodutivas são constituídas por uma cabeça, que abriga o núcleo com o DNA paterno, e uma cauda, que facilita a locomoção do gameta sexual masculino até o óvulo.

    Quando ocorre uma ejaculação, os espermatozoides são transportados para as vesículas seminais e próstata onde recebem um líquido esbranquiçado, formando o sêmen. Além disso, sua função é nutrir e proteger os espermatozoides durante sua jornada até o trato reprodutivo feminino. Desta forma, o sêmen é o resultado de uma mistura de secreções (plasma seminal) e dos gametas masculinos, sendo que cada centímetro cúbico de sêmen contém milhões de espermas. 

    Três curiosidades sobre o sêmen

    • Os espermatozoides de outras espécies podem apresentar diferentes formas e tamanhos em relação aos do ser humano. Alguns deles são mais arredondados, mais compridos, e ainda têm aqueles que não possuem flagelo, por exemplo, os dos nematelmintos.
    • Antes da descoberta da fecundação, os cientistas acreditavam que os espermatozoides carregavam seres humanos minúsculos, os quais seriam desenvolvidos no interior do corpo feminino.
    • Todo o processo de produção e amadurecimento dos espermatozoides pode durar mais de 60 dias.

    Como a produção de espermatozoides afeta as chances do casal engravidar?


    O objetivo da produção de espermatozoides é gerar células reprodutivas masculinas com potencial de fecundação. Nesse sentido, para que o espermatozoide fertilize um óvulo é necessário que ele tenha formato adequado (oval), movimentos direcionados para reconhecer e aderir ao óvulo, e condições de penetrar no seu interior. Desta forma, o potencial de fertilização do espermatozoide e a sua competência para a fecundação dependem da integração de todas essas propriedades.

    Neste sentido, a fecundação humana consiste no encontro do espermatozoide com o óvulo, originando o zigoto, que após sucessivas divisões celulares resultará no embrião. Porém, existem muitas barreiras até o gameta masculino atingir o óvulo, pois o interior do corpo feminino impõe dificuldades para a sobrevivência dos espermatozoides. Desta forma, a produção dos espermatozoides e qualidade do sêmen interferem diretamente nas chances do casal engravidar.

    Por isso, é importante que os homens fiquem atentos, desde bem cedo, aos fatores que podem prejudicar a sua fertilidade tais como obesidade, consumo de álcool, medicamentos, drogas e tabagismo. Assim, seguir um estilo de vida saudável, com alimentação correta, exercícios físicos e dormir em média 7 horas por noite pode aumentar as chances de uma gravidez. 


    A infertilidade pode ter diversas causas, e nem sempre ela é fácil de diagnosticar, dificultando a realização do sonho e da maternidade para diversos casais. Baixe o nosso infográfico Infertilidade Feminina X Masculina: onde está o X da questão? e entenda mais sobre as causas e quando encontrar um especialista.

  • Como a trombofilia pode impactar a gravidez? Entenda:

    Última atualização: 26/07/2023.

    A trombofilia é uma condição hereditária ou adquirida que pode levar à trombose, doença que se caracteriza pela formação de coágulos no sangue. Nesse sentido, um dos fatores desencadeantes da situação é a gravidez que fisiologicamente passa por um aumento de coagulação sanguíneo, colocando em risco a saúde da mãe e do bebê.

    No texto a seguir vamos explicar o que é trombofilia, os principais sintomas, suas causas, quais são os tratamentos e o impacto que a doença causa na gestação.

    O que é trombofilia?

    A trombofilia é uma predisposição para desenvolver trombose, doença caracterizada pela formação de trombos ou coágulos de sangue. O problema é causado por deficiência na ação das enzimas responsáveis pela coagulação sanguínea.

    Nesse sentido, os eventos trombóticos podem se apresentar desde manifestações moderadas até quadros mais graves como a obstrução de veias e artérias que provocam acidente vascular cerebral (AVC) e embolia pulmonar.

    Além disso, para as mulheres que querem engravidar, o quadro merece atenção redobrada. Assim, a tentante que tiver trombofilia deve acompanhar suas condições de saúde, sobretudo durante a gravidez. Isso porque essa é uma das doenças associadas a dificuldades obstétricas como infertilidade, aborto de repetição, prejuízos no desenvolvimento fetal, pré-eclâmpsia e prematuridade.

    Desta forma, diante dos primeiros sinais da doença, é necessário procurar um médico hematologista que pedirá exames e, assim, indicar o melhor tratamento.

    Quais os principais sintomas da trombofilia?

    Como já vimos, a trombofilia aumenta as chances de formação de trombose no sangue e em caso de complicações, podem surgir coágulos em alguma parte do corpo. Confira como eles podem se apresentar:

    Trombose venosa profunda: 

    É a principal apresentação da trombofilia e ocorre principalmente nos membros inferiores, como na panturrilha da perna. 

    Embolia pulmonar: 

    Quando uma ou mais artérias pulmonares ficam bloqueadas por um coágulo sanguíneo.

     AVC(Acidente Vascular Cerebral): 

    Quando há danos no cérebro devido à interrupção do fornecimento de sangue.

    Trombose na placenta ou cordão umbilical: 

    É quando um coágulo se forma nas veias e artérias da placenta ou do cordão umbilical prejudicando a quantidade de sangue que passa para o feto.

    Quais as principais causas da trombofilia?

    A trombofilia pode ter várias causas. Confira as principais:

    Trombofilia: quais os tipos que existem?

    A trombofilia pode se desenvolver de duas maneiras: por hereditariedade ou surgir como condição adquirida. Em ambos os casos, aparece em qualquer período da vida.

    Trombofilia hereditária: 

    A trombofilia hereditária ocorre quando há histórico familiar de trombose e predisposição à diminuição do fluxo sanguíneo. Contudo, não quer dizer que se algum familiar tiver o distúrbio na coagulação no sangue, você também terá. Mas, se houver interação com outro componente (hereditário ou adquirido), pode desencadear o episódio trombótico. 

    Além disso, o risco deste tipo de trombofilia aumenta quando a genética é associada a situações como gestação, idade avançada e outros fatores de risco.

    Trombofilia Adquirida: 

    A trombofilia adquirida pode surgir ao longo da vida e ocorre em decorrência de outra condição clínica, como neoplasia e síndrome antifosfolípide. Outros fatores desencadeantes podem ser imobilização de algum membro, terapia de reposição hormonal, uso de anticoncepcionais orais, entre outros.

    Nesse sentido, vale salientar que nos últimos anos cresceram os casos de mulheres que descobriram tardiamente que eram portadoras de trombofilia hereditária. Isso ocorreu por conta do uso de pílula anticoncepcional. Desta forma, estas mulheres tiveram mais chance de ter trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou AVC.

    Trombofilia: como é feito o seu diagnóstico?

    A trombofilia é diagnosticada por meio de exame de sangue, que procura as mutações genéticas relacionadas à coagulação sanguínea. Além disso, outras alterações autoimunes fazem o organismo produzir enzimas que atuam na coagulação e também aparecem no resultado. 

    Da mesma forma, estudos de imagem, como ultrassonografia, são importantes para localizar coágulos. Assim, uma vez diagnosticado, o médico hematologista ou outro especialista pode indicar o uso de remédios anticoagulantes, após a avaliação de cada caso.

    É importante salientar que é possível também prevenir o desenvolvimento de trombose com algumas ações simples como o cuidado com a alimentação e o exercício contínuo. Além disso, para quem tem predisposição, é recomendado usar meias elásticas especiais em viagens longas de avião ou ônibus, e levantar-se a cada hora para se movimentar.

    Exames de sangue para trombofilia

    • Fator V Leiden; 
    • Proteína C; 
    • Proteína S; 
    • Anticoagulante lúpico; 
    • VDRL;  
    • Anticorpos anticardiolipina. 

    Trombofilia: qual é o melhor tratamento? 

    O tratamento da trombofilia é feito com medicamentos anticoagulantes que “afinam o sangue” para evitar a coagulação sanguínea.

    Nesse sentido, os medicamentos mais utilizados são a heparina (via intravenosa), heparina de baixo peso molecular (injeções abaixo da pele) e warfarina (via oral).

    É importante ressaltar que, durante o tratamento, são realizados exames de sangue seriados para avaliar se os anticoagulantes estão atingindo o efeito desejado.

    Dessa forma, para as gestantes com predisposição à trombofilia, é preciso a aplicação diária de injeções de enoxaparina, medicamento que previne a coagulação. A dose do remédio pode ser aumentada em caso de uma viagem de avião ou de outras situações em que o risco de coágulos possa aumentar.

    Quem tem trombofilia pode doar sangue?

    Não! Quem tem trombofilia com mais de um episódio de trombose ou quem toma anticoagulantes não pode doar sangue.

    Trombofilia e gestação: qual a relação? 

    Como já vimos antes, a mulher com trombofilia deve acompanhar suas condições de saúde, principalmente durante a gravidez, pois é uma das doenças associadas à infertilidade feminina. 

    Isso ocorre porque na gestação o corpo passa por um processo fisiológico de hipercoagulabilidade, ou seja, um aumento da coagulação sanguínea para prevenir hemorragias no momento do parto. Este mecanismo, embora natural e esperado, pode contribuir para o desenvolvimento e formação de trombos durante a gestação.

    Porém, para mulheres que já apresentavam trombofilia antes de engravidar, a ocorrência de trombos durante a gravidez tende a ser ainda maior. Assim, a condição pode levar a complicações como abortos de repetição. Além disso, também há maior possibilidade de ocorrer obstruções vasculares causando hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia, colocando em risco a saúde da mãe e do bebê.

    Já para as mulheres que estão passando por tratamentos de reprodução assistida, a trombofilia pode dificultar a implantação do embrião no endométrio, levando a falhas no tratamento de Fertilização in Vitro.

    No entanto, é importante ressaltar que nem todas as mulheres com trombofilia apresentam trombose durante a gravidez. Ainda assim, elas devem ser acompanhadas com muito cuidado para prevenir problemas.

    Sintomas de trombofilia na gravidez

    • Aborto de repetição;
    • Óbito fetal;
    • Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
    • Restrição de crescimento fetal;
    • Prematuridade;
    • Descolamento da placenta;
    • Embolia pulmonar da mãe, podendo levar à morte.

    Cuidados na gravidez

    Como já sabemos, os cuidados na gravidez devem ser redobrados para quem tem trombofilia. Assim para evitar quadros de trombose as principais recomendações são:

    • Controle doenças como obesidade, pressão alta e diabetes;
    • Evite ficar muito tempo parada, especialmente em viagens ou durante uma internação;
    • Durante a gestação e o puerpério, utilize o medicamento anticoagulante de forma contínua, conforme prescrição e acompanhamento do especialista;
    • Controle o peso corporal;
    • Tenha uma alimentação equilibrada;
    • Pratique regularmente atividades físicas;
    • Não fume.

    Qual exame detecta trombofilia na gravidez

    Na gravidez, o médico deve realizar uma investigação clínica minuciosa, juntamente com uma bateria de exames laboratoriais, para descobrir se a paciente tem o risco aumentado de desenvolver trombose.

    Mas afinal, quem tem trombofilia pode engravidar?

    Sim, quem tem trombofilia pode engravidar mas terá que ter atenção redobrada antes, durante e após o parto para evitar a formação de trombos ou coágulos no sangue.

    Trombofilia e a Fertilização In Vitro (FIV)

    Casos mais graves de trombofilia podem afetar o resultado de tratamentos como a Fertilização in Vitro. Nessas situações, pode ser necessária uma intervenção pontual.

    Como a FIV segue etapas definidas até chegar ao momento da transferência embrionária para o útero, é possível administrar os medicamentos e controlar a coagulação sanguínea da paciente. Assim, anticoagulantes são aplicados normalmente durante o preparo do endométrio, transferência embrionária, favorecendo a implantação do embrião.

    Como vimos anteriormente, a trombofilia pode afetar o resultado de tratamentos de Reprodução Assistida, quando pode ser necessário uma intervenção. Você pode entender mais sobre a Fertilização in Vitro, que é um dos tratamentos da reprodução assistida, clicando na imagem abaixo, onde você terá acesso a um e-book que explica todas as etapas da FIV.

    E-book Nilo Frantz Fertilização in vitro