Categoria: Procedimentos

  • Testosterona feminina: qual sua relação com a gravidez?

    Conteúdo atualizado em: 25/04/2024

    Você sabia que a testosterona, frequentemente associada aos homens, é também crucial para a saúde reprodutiva das mulheres? 

    Embora em menor quantidade nas mulheres do que nos homens, a testosterona feminina desempenha um papel vital na regulação das funções biológicas. Além disso, é essencial no processo de reprodução assistida, influenciando aspectos como a qualidade dos óvulos e a receptividade do útero.

    Um desequilíbrio nos níveis de testosterona, seja por excesso ou deficiência, pode impactar significativamente a saúde reprodutiva feminina. 

    Confira a seguir tudo sobre a testosterona feminina e qual a sua relação com as tentativas de gravidez. Entenda como a testosterona feminina influencia a fecundação humana e a eficácia dos tratamentos de reprodução assistida, destacando a importância de manter níveis hormonais equilibrados para a fertilidade.

    Efeitos da Testosterona no Corpo Feminino: Implicações para a Reprodução

    A testosterona é um hormônio esteroide. Embora seja mais abundante nos homens, contribuindo para características como maior massa muscular e desejo sexual elevado, ela é igualmente essencial para as mulheres, mas em doses 20 a 30 vezes menores do que nos homens. 

    No corpo feminino, com a idade, a redução gradual dos hormônios androgênicos (masculinos) que formam testosterona pode levar a uma deficiência que afeta a função sexual, a energia, a composição corporal e a saúde óssea. 

    Nesse sentido, o desequilíbrio da testosterona feminina pode ter consequências sérias, tanto físicas como mentais, prejudicando a saúde da mulher.

    Esta dinâmica hormonal é particularmente relevante no contexto da reprodução assistida, onde os níveis de testosterona podem influenciar a resposta aos tratamentos de fertilidade.

    Quais as funções da testosterona feminina?

    O organismo feminino produz androgênios a partir das glândulas suprarrenais,  ovários e também da conversão periférica de precursores androgênicos (tecido adiposo).  Assim, na fase reprodutiva as mulheres produzem testosterona da seguinte forma:

    No entanto, após a menopausa a produção de testosterona cai de forma significativa, mas continua sendo produzida em menor quantidade. Dessa forma, a testosterona feminina segue agindo para regularizar algumas funções biológicas do corpo como: 

    • Libido;
    • Massa muscular;
    • Disposição física;
    • Emagrecimento;
    • Densidade mineral óssea.

    Quais os efeitos da testosterona no corpo feminino?

    É importante lembrar que mesmo que a quantidade de testosterona da mulher seja pequena, ela é fundamental para executar as funções biológicas já citadas acima. 

    Assim, os médicos condenam utilizar o hormônio para melhorar a performance na academia ou ficar mais disposta para o dia a dia. 

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), recomenda-se o uso do hormônio somente em casos de mulheres na menopausa e na pós-menopausa com Síndrome da Excitação e Desejo Sexual Hipoativo. Desta forma, o diagnóstico será feito a partir de sintomas como redução significativa de interesse sexual, recusa da iniciativa do(a) parceiro(a) e redução de excitação durante o ato sexual.

    Avaliação da Testosterona Feminina: Exames Cruciais na Reprodução Assistida

    Além do diagnóstico clínico, o médico também pede exames de sangue para avaliar a presença do hormônio. Desta forma, normalmente são solicitados testes de dosagem da testosterona livre e da testosterona total. 

    A testosterona livre, que representa cerca de 2 a 3% do total, é particularmente importante, pois está disponível para exercer funções biológicas. Estes exames são fundamentais não apenas para avaliar a saúde geral, mas também para otimizar os protocolos de reprodução assistida, garantindo a melhor abordagem para cada paciente.

    Da mesma forma, outros exames podem ser recomendados para avaliação médica como:

    • Densitometria óssea;
    • Colesterol Total e frações;
    • Triglicérides;
    • Glicemia / Hb glicada / Teste de tolerância oral à glicose;
    • Perfil hormonal completo.

    Níveis Ideais de Testosterona para a Saúde Reprodutiva Feminina

    Os níveis normais de testosterona total no sangue feminino variam conforme a idade e podem diferir de acordo com cada laboratório. Entender esses valores é crucial, pois eles fornecem insights valiosos sobre a saúde reprodutiva e podem influenciar as estratégias de tratamento em reprodução assistida.

    Abaixo estão os níveis gerais de testosterona para mulheres em diferentes fases da vida e do ciclo menstrual:

    Desequilíbrio de Testosterona: Impacto na Fertilidade Feminina

    A manutenção de níveis adequados de testosterona é crucial para a saúde metabólica feminina. Desvios desses níveis, seja para mais ou para menos, exigem uma investigação detalhada, pois podem afetar diretamente a fertilidade e o sucesso dos tratamentos de reprodução assistida. 

    A análise cuidadosa dos níveis de testosterona é um passo essencial para garantir a eficácia desses procedimentos.

    A seguir, vamos explicar as causas e os sintomas do desequilíbrio deste hormônio.

    Gerenciamento da Testosterona Alta: Consequências para a Fertilidade Feminina

    Altos níveis de testosterona em mulheres podem ser indicados por alterações no ciclo menstrual e o surgimento de características masculinas, como o crescimento de pelos faciais ou mudanças na voz. 

    Esses sinais são importantes alertas, pois o excesso de testosterona pode impactar negativamente a fertilidade e complicar os procedimentos de reprodução assistida.

    Portanto, é importante procurar um ginecologista assim que notar estes sintomas para que o médico avalie os níveis de testosterona. Sendo assim, após diagnosticar a causa do aumento do hormônio, é possível iniciar o tratamento mais adequado. 

    Vale ainda esclarecer que estas alterações podem surgir em qualquer fase da vida da mulher.

    Veja as principais causas e sintomas da testosterona alta:

    Causas:

    Sintomas:

    • Aumento de pelos corporais, inclusive com crescimento de pelos no rosto e no peito;
    • Ausência de menstruação ou menstruação irregular;
    • Pele oleosa e aumento da acne;
    • Abortos espontâneos;
    • Queda de cabelo semelhante à calvície dos homens;
    • Mudança na voz, ficando mais grave;
    • Aumento do clitóris;
    • Alterações da ovulação, o que pode resultar em infertilidade;

    Tratamento para testosterona alta

    O tratamento para normalizar os níveis de testosterona alta pode incluir a diminuição ou interrupção da suplementação de testosterona, caso a mulher esteja utilizando o hormônio. 

    Além disso, em alguns casos, é feita uma suplementação de hormônios femininos como o estrogênio para equilibrar os níveis hormonais na mulher.

    De acordo com a recomendação médica, outra grande alternativa é o uso da pílula anticoncepcional, pois pode ajudar a diminuir os níveis de testosterona no sangue. 

    No entanto, o tratamento é contraindicado  para as mulheres com câncer de mama ou endométrio, sangramento uterino, tromboses e neoplasias androgênio-dependentes.

    Contudo, também é possível diminuir esse hormônio de forma natural mudando o estilo de vida. Nesse sentido, fazer exercícios regularmente e diminuir o estresse diário também são importantes para regular os hormônios femininos sem ter que recorrer a medicamentos. 

    Além disso, para mulheres obesas ou com sobrepeso, é extremamente indicada a redução do peso por meio de dieta.

    Abordagens para Casos de Baixos Níveis de Testosterona em Mulheres”

    Embora a testosterona seja encontrada em menores quantidades nas mulheres, sua redução pode ter efeitos adversos significativos em várias fases da vida, especialmente afetando a saúde reprodutiva e a resposta aos tratamentos de fertilidade. A compreensão das causas, sintomas e opções de tratamento para baixos níveis de testosterona é fundamental para otimizar os resultados em reprodução assistida.

    Veja abaixo as principais causas e sintomas da diminuição da testosterona em mulheres:  

    Sintomas:

    • Perda de massa muscular;
    • Acúmulo de gordura corpórea;
    • Diminuição do desejo sexual;
    • Dificuldade para atingir o orgasmo;
    • Desinteresse generalizado, que pode ser confundido com depressão em alguns casos;
    • Diminuição da autoestima e da autoconfiança;
    • Diminuição da massa óssea;
    • Fraqueza.

    Tratamento para testosterona baixa

    Existem várias formas de estimular a produção natural do hormônio tanto por meio da melhora na qualidade de vida, por meio de suplementos e medicamentos como o uso de comprimidos, adesivos, géis, injeções e implantes. Da mesma forma, em alguns casos, deverão ser suspensos o anticoncepcional hormonal tomado pela via oral.

    É importante esclarecer que mulheres devem apenas receber testosterona quando possuem alguma disfunção como a Síndrome da Excitação e Desejo Sexual Hipoativo (apenas nas perimenopausas). Ou, então, quando fazem reposição de hormônios ovarianos na menopausa com o estradiol e progesterona.

    Confira abaixo as diferentes possibilidades de tratamento da testosterona baixa:

    • Reposição hormonal com testosterona e outros hormônios em um período curto, e com supervisão médica;
    • Uso de géis vaginais para o favorecimento da resposta sexual;
    • Suspensão do anticoncepcional hormonal tomado pela via oral, se for esse o motivo;
    • Melhoria do estilo de vida;
    • Emagrecimento;
    • Fortalecimento muscular;
    • Prática de exercícios de alta intensidade.

    Vale alertar que ainda não há estudos sobre a segurança do uso do hormônio por períodos mais longos em mulheres. Nesse sentido, diversas hipóteses são levantadas como riscos cardiovasculares vinculados a eventos tromboembólicos, hepatopatias e possibilidade do surgimento de alguns tipos de câncer. 

    No entanto, os principais efeitos colaterais confirmados associados ao tratamento com testosterona são a piora da acne e o hirsutismo (crescimento excessivo de pelos).

    Indicações para Reposição de Testosterona em Tratamentos de Fertilidade

    A reposição da testosterona em mulheres  é um procedimento médico específico, frequentemente utilizado em contextos de tratamentos de fertilidade, comum em casos de pacientes com uma baixa reserva ovariana antes do ciclo de uma FIV A regulamentação do uso de hormônios, incluindo a testosterona, para fins estéticos e de performance foi proibido pelo Conselho Federal de Medicina. 

    Entender quando e como a reposição de testosterona é indicada pode ser crucial para melhorar as chances de sucesso em tratamentos de reprodução assistida. Por isso, a consulta com o especialista é indispensável.

    Como repor a testosterona feminina

    O principal objetivo da reposição de testosterona feminina é promover um alívio de sintomas e a melhora no tratamento da paciente. Nesse sentido, o tratamento consiste na reposição sintética do hormônio, que pode ser feita através de:

    • Comprimidos: remédios que devem ser ingeridos oralmente, diariamente;
    • Gel: o paciente precisa passar o produto no seu corpo para que a pele possa absorver;
    • Injeções: aplicadas periodicamente para suprir a deficiência identificada;
    • Adesivos: colocados na pele.

    Relação entre Testosterona e Sucesso na Fertilização In Vitro

    A testosterona desempenha um papel fundamental na libido e no desejo sexual, e seus níveis aumentam naturalmente antes da ovulação, potencializando as chances de gravidez, no período fértil. 

    Como já explicamos, as mulheres produzem testosterona feminina através dos ovários. No entanto, se os níveis de testosterona feminina sobem, podem alterar ou bloquear a ovulação e até gerar aborto de repetição. 

    O uso de testosterona como adjuvante em tratamentos de reprodução assistida é uma prática em evolução. Algumas pesquisas indicam que a suplementação de testosterona em pacientes com baixa reserva ovariana pode aprimorar a quantidade dos óvulos (oócitos) coletados para a fertilização in vitro, oferecendo uma abordagem promissora para melhorar as taxas de sucesso. 


    Como vimos anteriormente, o acompanhamento com o especialista é crucial para sucesso do tratamento. Entenda a importância do diagnóstico prévio ao início do tratamento e o quanto isso significa para o seu sucesso no nosso e-book “Técnicas de Reprodução Assistida: um bom diagnóstico é o primeiro passo“.

    Técnicas de Reprodução Assistida: um bom diagnóstico é o primeiro passo
  • Inseminação Artificial: saiba como se preparar para o procedimento

    A inseminação artificial (IA) é uma técnica de Reprodução Assistida muito usada em casos de infertilidade masculina e feminina. Nesse sentido, o tratamento consiste na introdução dos espermatozoides diretamente na cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo. Ou seja, este procedimento sincroniza o encontro dos gametas para que a gravidez aconteça.

    Também com o nome de inseminação intrauterina (IIU), a técnica de baixa complexidade potencializa o encontro do espermatozoide com o óvulo. Aqui, coloca-se no útero feminino uma amostra qualificada de sêmen, com preparo prévio em laboratório. Dessa forma a fertilização do óvulo acontece dentro do corpo da mulher

    Para quem se indica a inseminação artificial?

    A inseminação artificial é um método inicial de tratamento de infertilidade muito recomendado para aumentar as chances de gravidez. Nesse sentido, indica-se para situações quando há leve alteração nos espermatozoides, impossibilidade de coito, ou até mesmo na infertilidade sem causa aparente.

    Além disso, dependendo do caso, a inseminação artificial pode acontecer com sêmen do parceiro (inseminação homóloga). Ou, ainda, com espermatozoide doado (inseminação heteróloga), obtido através de bancos de sêmen. 

    Quais são as etapas da inseminação artificial?

    A inseminação artificial é uma técnica bastante usada e possui poucos efeitos colaterais. Porém, como pré-requisito, é necessário que a mulher tenha a cavidade uterina normal, e pelo menos uma das trompas de falópio (tuba) com bom funcionamento. 

    Como a fertilização ocorre seu interior, é necessário que ela permita o encontro do óvulo com os espermatozoides. Além disso, para que o tratamento tenha chances de sucesso é importante o máximo de cuidado em cada uma das etapas do processo.

    Confira o passo a passo da inseminação artificial abaixo:

    Estimulação ovariana

    A inseminação artificial ocorre durante o ciclo ovulatório natural da mulher. Porém, para aumentar o potencial do tratamento, acontece a estimulação ovariana. Este processo consiste no uso de hormônios (por exemplo, Clomifend e/ou FSH) que induzem o desenvolvimento folicular. Durante o período de estimulação, que dura cerca de 10 a 12 dias, realizam-se ultrassonografias para comprovar o crescimento e a evolução dos folículos.

    Maturação dos óvulos

    Após comprovação, por meio de ultrassom, de que os folículos alcançaram o tamanho adequado, administra-se a injeção de hCG, hormônio que provoca a maturação e liberação dos óvulos. A inseminação acontece de 24 a 36 horas depois de aplicada a medicação, quando a mulher estará ovulando. Dessa forma, será o momento ideal para introduzir os espermatozoides no útero.

    Preparação do sêmen

    A etapa de preparação seminal acontece cerca de duas horas horas antes da inseminação acontecer. Ela consiste na coleta do sêmen por meio de masturbação, e a seleção em laboratório dos espermatozoides com mobilidade e com maior potencial de fecundação. 

    Dessa forma, para se obter uma melhor qualidade espermática, é recomendado respeitar um período de 2 a 5 dias de abstinência sexual, evitar estresse e consumo exagerado de álcool, não fumar e proteger a região genital de calor.

    Nos casos em que o homem é infértil ou nas relações homossexuais femininas, pode se utilizar espermatozoide doado de um banco de sêmen.

    Inseminação

    É a fase final do processo, quando introduzem-se os espermatozoides qualificados no corpo da mulher. Nesse sentido, a inseminação intrauterina é um procedimento rápido e indolor, sem necessidade do uso de anestesia. 

    O processo funciona de forma semelhante ao Papanicolau: insere-se um bico de pato na vagina da mulher e depois um cateter bem fino, por onde passam os espermatozoides. O posicionamento do cateter é feito usando um aparelho de ultrassonografia.

    Cuidados após a inseminação

    O processo de inseminação artificial é simples e não requer hospitalização. Dessa forma, após um pequeno período de recuperação a mulher pode ir para casa. Além disso, nos dias seguintes já poderá manter o ritmo de vida normal, porém sem realizar muitos esforços. 

    Uma vez finalizado o tratamento, é só aguardar 14 dias e realizar o teste para confirmar ou não a gravidez. 

    Quais são as chances de sucesso da inseminação artificial?

    As taxas de sucesso da inseminação artificial, por ciclo, ficam em torno de 20%. Mas vale ressaltar que, em qualquer tratamento de reprodução assistida, quanto maior for a idade da mulher, menores são as chances de engravidar. Dessa forma, após os 35 anos, as chances de gravidez através de inseminação ficam cada vez mais reduzidas.

    Veja quando não se indica a inseminação artificial:

    • Idade materna superior a 35 anos, já que as chances de sucesso da inseminação são muito menores;
    • Risco de doenças genéticas que requerem estudo dos embriões, o que só é possível na Fertilização in Vitro;
    • Casos de laqueadura ou vasectomia;
    • Casos de endometriose, dependendo do estágio de avanço e regiões afetadas pelos focos da patologia.

    Quais são as possíveis complicações da inseminação artificial?

    A inseminação artificial é um procedimento de baixo risco e com poucas complicações. Porém, algumas mulheres relatam sangramento leve devido a inserção do cateter, o que se deve informar ao médico. Além disso, outras possíveis complicações, embora pouco frequentes, incluem gravidez ectópica, aborto espontâneo e gestação gemelar.

    Considera-se também risco da inseminação artificial a Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO). Isto acontece quando há uma produção maior do hormônio estradiol, sintetizado nos ovários. Porém esse risco é menos frequente, pois este tratamento utiliza doses baixas de hormônios na maior parte dos casos.

    Inseminação artificial e gêmeos: entenda a relação

    Na inseminação artificial, há uma chance de 15% de uma gravidez de gêmeos, uma decorrência da estimulação ovariana. Dessa forma, é também considerado como um risco, pois uma gestação com múltiplos bebês envolve um cuidado muito maior no pré-natal, podendo resultar, em muitos casos, de partos prematuros.

    E se a inseminação artificial não der certo?

    Quando o tratamento não dá certo, ele pode ser repetido em ciclos consecutivos, sem problemas. Porém, após algumas tentativas sem sucesso é indicado conversar com o especialista para avaliar outras opções, como a fertilização in vitro.

    Qual a diferença entre Inseminação Artificial e Fertilização in Vitro?

    Existe muita confusão entre inseminação artificial e Fertilização in Vitro (FIV), e embora elas tenham semelhanças como indução da ovulação e coleta de esperma, são técnicas de reprodução assistida distintas.

    O principal fato que diferencia os dois tratamentos é a etapa da fertilização do óvulo. Enquanto na inseminação artificial a fecundação do óvulo acontece dentro do corpo da mulher, na FIV o embrião é formado no laboratório de embriologia, cultivado em incubadoras e posteriormente, transferido ao útero materno.

    Mas, se por um lado a Inseminação Artificial é um procedimento mais simples e financeiramente mais acessível, por outro, a Fertilização in vitro é mais assertiva, com taxas de sucesso por volta do 45%. No entanto, uma avaliação completa de cada caso é o que vai determinar qual o melhor método para realizar o sonho de ter um filho. 

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  • Blastocisto: entenda a sua importância para a Fertilização In Vitro

    O blastocisto é a etapa do crescimento embrionário humano fundamental para gerar uma gravidez. Para entender a sua importância é preciso saber como funciona as fases do desenvolvimento embrionário.

    Por essa razão, é necessário explicar que quando o espermatozoide penetra no óvulo, ainda na tuba uterina, ocorre a fecundação. Nesse momento, os cromossomos maternos e paternos se unem para iniciar a divisão celular e a formação de um embrião.

    A partir de então, o desenvolvimento embrionário se inicia e passa por diferentes fases e, geralmente após o 5º ou 6º dia de desenvolvimento, o embrião chega ao estágio de blastocisto. É nesta etapa que o embrião está pronto para se encaminhar da tuba à cavidade uterina, onde se fixará no tecido endometrial para começar a gestação.

    Na Fertilização in Vitro (FIV), o crescimento embrionário ocorre de forma semelhante, porém os embriões são formados e cultivados em laboratório. Normalmente, é quando o embrião chega ao estágio de blastocisto que o médico especialista em reprodução assistida, juntamente com o embriologista, o transferem para o útero materno.

    Como acontece o desenvolvimento embrionário?

    O desenvolvimento embrionário passa por diversas fases, que recebem nomes de acordo com características do embrião em crescimento.

    O primeiro estágio, já no primeiro dia de desenvolvimento, ocorre quando os dois gametas (óvulo e espermatozoide) se fundem para formar uma única estrutura, chamada de zigoto. A partir de então, iniciam-se as clivagens, ou seja, as divisões celulares que darão início a uma nova vida. 

    Após a fase de zigoto, o embrião passa por diferentes etapas. Durante os primeiros dias os embriões rapidamente se modificam. Veja abaixo as características durante essas fases iniciais de desenvolvimento:

    • D2 – Segundo dia após a fertilização: Nesta fase o embrião possui de 2 a 4 células; 
    • D3 – Terceiro dia a fertilização:  Nesta fase embrião deve possuir de 6 a 10 células;
    • D4 – Quarto dia após a fertilização: O embrião deve estar em estágio de mórula, com cerca de 32 a 64 células compactadas;
    • D5 – Quinto dia após a fertilização: O embrião chega ao estágio de blastocisto. Neste momento, ele já conta com 150 células e está em estágio ideal para se fixar ao útero. Todavia, alguns embriões podem apresentar um crescimento mais lento e chegar ao estágio de blastocisto no dia 6 (D6), ou ainda no sétimo dia de desenvolvimento (D7), também possuindo chances de gravidez.

    Qual a diferença entre embrião e blastocisto?

    Como já vimos, um embrião forma-se a partir da fusão entre os núcleos do óvulo e do espermatozoide. Já o blastocisto consiste em um embrião que evoluiu adequadamente até o quinto dia de desenvolvimento. Na fase de blastocisto o embrião está apto a se fixar no útero materno.

    Quais são as características do blastocisto?

    O embrião é composto por mais de 150 células na fase de blastocisto. Após várias divisões celulares, esse embrião se desenvolveu ao ponto de ter componentes celulares diferentes, como massa celular interna, trofoblasto (ou trofoectoderma) e uma cavidade de fluido, denominada de blastocele. As células do trofoblasto formarão a estrutura placentária e as células da massa celular interna darão origem aos tecidos e órgãos do bebê.

    Quando o embrião atinge o estágio de blastocisto, está muito próximo da formação completa do embrião, ideal para a implantação no útero. É importante ressaltar, também, que a possibilidade de levar o embrião ao estágio de blastocisto vai depender da qualidade dos óvulos e dos espermatozoides.

    exemplo de blastocisto

    Implantação do blastocisto na Fertilização In Vitro: saiba mais

    Recomenda-se a Fertilização In Vitro (FIV) para casos graves de infertilidade ou para casais que não conseguem engravidar naturalmente, porém sem causa definida.

    Por essa razão, nesta técnica de reprodução assistida, os estágios iniciais da formação e do desenvolvimento embrionário acontecem fora do corpo humano. Sendo assim, coletam-se os óvulos e os espermatozoides e a fecundação acontece em laboratório. Depois disso, os embriões ficam de três até, no máximo, sete dias em cultivo, esperando o momento adequado para ter transferência ao útero materno.

    O ideal é que a transferência aconteça quando o embrião está em estágio de blastocisto, devido às melhores taxas de gestação. Entretanto a transferência pode ocorrer em diferentes fases do desenvolvimento embrionário, com algumas vantagens e desvantagens.

    Além disso, durante a fase de blastocisto é possível realizar análises genéticas permitindo a seleção de embriões geneticamente saudáveis para a transferência, aumentando as taxas de sucesso. Os teste genéticos também podem acontecer em embriões no terceiro dia de desenvolvimento (D3). Mas as informações não são muito completas pois nesse dia a quantidade de células que podem ser obtidas para as análises é menor.

    Quantos embriões devem ser formados para originar um blastocisto?

    A quantidade de embriões (zigotos) formados para gerar um blastocisto depende de diversos fatores como, por exemplo, a idade da mulher, a reserva ovariana, o estímulo hormonal realizado para a fertilização in vitro, entre outros. Além disso, também varia de acordo com a quantidade e a qualidade dos espermatozoides, e do número de óvulos obtidos a partir da indução ovariana.

    No estímulo ovariano, diversos folículos crescem e têm monitoramento através da ultrassonografia. Quando pelo menos um desses folículos chegam, aproximadamente a 17mm de diâmetro, ocorre a aspiração folicular. Durante este procedimento os folículos são aspirados e os óvulos coletados. No entanto, nem todos os óvulos recuperados estão “maduros” para fertilização pelos espermatozoides. 

    Quando os óvulos estão maduros e acontece a fertilização, há também um processo natural de desenvolvimento dos embriões, cujas células devem seguir um padrão de progressão coordenada.

    Contudo, como já mencionado, o número de embriões que chegam ao estágio de blastocisto dependem muito da qualidade dos óvulos e dos espermatozoides. Estima- se que, em mulheres com idade abaixo de 37 anos, cujos maridos possuem poucas alterações no sêmen, cerca de 50% dos embriões iniciais chegam a blastocisto. E, os embriões que pararam seu desenvolvimento antes deste estágio, teriam baixíssimas chances de gestação.

    Já nas mulheres acima de 37 anos, ou nos casos de alterações mais importantes do sêmen, em média, somente 30% dos embriões iniciais chegam ao estágio de blastocisto. Essa seleção natural dos embriões ocorre em praticamente todos os casos de fertilização in vitro. Importante lembrar que muitos outros fatores também podem interferir nessas taxas de sucesso.

    O que é nidação e como ela acontece? 

    A nidação é o momento no qual o embrião, já em estágio de blastocisto, é finalmente fixado (implantado) no endométrio. Esse é o tecido que reveste o útero da mulher para dar início à gestação. 

    A nidação é um evento assintomático na maioria dos casos. Entretanto, algumas mulheres podem apresentar sintomas como cólicas abdominais e sensações no baixo ventre que se assemelham a pontadas. Além disso, as pacientes podem ter também um pequeno sangramento vaginal, porém estes sintomas não devem permanecer mais do que três dias.

    Leia também: Corrimento na gravidez: quando pode ser perigoso? 

    O processo de nidação é natural da gestação e recomenda-se aguardar pela realização do teste de gravidez para saber se a mulher realmente engravidou. Em casos de Fertilização in Vitro, o médico indicará o momento certo para que o teste aconteça, pois pode variar de acordo com a fase em que ocorreu a transferência do embrião.

    Como é feita a escolha de blastocistos?

    Durante o acompanhamento do desenvolvimento embrionário, os embriologistas clínicos classificam e separam apenas os embriões que têm condições de continuar o desenvolvimento e se implantar no útero da paciente. Isto ocorre,pois alguns embriões podem ter o desenvolvimento interrompido e não conseguem chegar ao estágio de blastocisto.

    O aconselhado, em medicina reprodutiva, é realizar a transferência de um dois embriões, em fase de blastocisto. Os demais embriões, neste estágio, que não forem transferidos, podem ser congelados para uma futura gestação por reprodução assistida.

    Dessa maneira, com esta seleção morfológica e algumas vezes também genética, é possível diminuir a quantidade de transferência de embriões. Isso reduz as chances de gestação gemelar e aumenta as taxas de sucesso do tratamento.

    Por outro lado, ter o maior número de blastocistos por ciclo vai depender da qualidade dos gametas do casal e também do laboratório de reprodução assistida. Para mulheres com menos de 37 anos indica-se cerca de quatro óvulos maduros para ter um blastocisto. Já nas mulheres acima de 37 anos, esse número aumenta para seis óvulos maduros.

    Importante ressaltar, também, que esta proporção é uma estimativa, pois há muitos casos em que o casal tem apenas um óvulo e este gera um embrião que consegue chegar ao estágio de blastocisto. Da mesma forma, muitas vezes a paciente possui um número maior de óvulos maduros sem que nenhum embrião consiga se desenvolver até o estágio de blastocisto.

    Sendo assim, o aconselhado pela medicina reprodutiva é realizar a transferência de um ou dois embriões, em blastocisto. Dessa fomra, pode-se congelar os demais embriões neste estágio que não tiveram transferência ao útero para uma futura gestação por reprodução assistida.

    Quando recomenda-se a transferência do embrião antes da fase de blastocisto?

    Recomenda-se a transferência do embrião antes da fase de blastocisto quando se consegue poucos embriões formados. Sendo assim, nestes casos, indica-se a transferência em D3 (terceiro dia de desenvolvimento). 

    Esta conduta ocorre porque os meios de cultivo laboratoriais não são mais adequados do que o ambiente uterino. Assim, a transferência em D3 pode ser uma estratégia para reduzir a exposição do embrião aos meios de cultivo artificiais, diminuindo o risco do embrião não se desenvolver até o D5. Fazendo a transferência em D3 aumentaria as chances de o embrião continuar se desenvolvendo, até chegar ao estágio de blastocisto, no próprio útero materno. 

    Portanto, como podemos perceber, nem sempre é fácil definir qual o melhor dia para os embriões serem transferidos para a cavidade uterina. Por isso, a decisão deve levar em consideração a escolha do casal em conjunto com a opinião do médico especialista e do embriologista.

    Além disso, é preciso também avaliar outros fatores, como a díade da mulher, a qualidade e quantidade dos embriões formados, o número de tentativas anteriores e questões emocionais, como a ansiedade e expectativa do casal.


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  • Produção independente: saiba tudo para realizar a sua

    A procura por produção independente vem aumentando desde 2013, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) permitiu o uso das técnicas de Reprodução Assistida para pessoas solteiras e casais de relacionamentos homoafetivos. A partir de então, as estruturas familiares começaram a ser constituídas de diferentes maneiras.

    Nesse sentido, além de casais heterossexuais (formados por homem e mulher), também se reconhece no Brasil as famílias com apenas uma mãe, um pai, duas mães ou dois pais. No texto abaixo, trataremos tudo sobre a produção independente: como funciona, como é o passo a passo de cada caso, as técnicas utilizadas e as documentações necessárias para o registro de um filho nesta situação. 

    O que é produção independente?

    A produção independente é a maneira pela qual as mulheres conseguem engravidar sem a necessidade de um parceiro do sexo masculino. Ela é possível graças ao avanço das técnicas de Reprodução Assistida como Inseminação Artificial ou Fertilização in Vitro.

    Desta forma, com a ajuda da ciência, tanto mulheres que não possuem parceiros, quanto casais homossexuais podem realizar o sonho de ter filhos a partir de uma produção independente.

    Como funciona a produção independente

    Na produção independente, o acompanhamento da gravidez começa bem antes dela acontecer de fato. Sendo assim, ao iniciar o tratamento, mulheres solteiras ou casais do mesmo sexo enfrentam escolhas emocionalmente mais difíceis, uma vez que precisam de doação de sêmen, óvulos ou até mesmo útero de substituição.

    Confira abaixo as diferentes situações em que se procura a produção independente e como se dá cada processo.

    Mulheres sozinhas

    A produção independente entre as mulheres sozinhas é uma realidade cada vez mais comum e a decisão vem sempre acompanhada de uma boa dose de coragem. Mulheres que não contam com um companheiro ou companheira ao seu lado, e não querem ou não podem esperar pelo parceiro ideal pela idade avançada, recorrem à reprodução humana para realizarem o grande sonho de ser mãe

    Este é o caso de Karina Bacchi e Mariana Kupfer, personalidades famosas no Brasil que chamaram à atenção por seguirem este movimento. A modelo Karina Bacchi já tinha congelado seus próprios óvulos e aos 41 anos, sem um companheiro, decidiu ter seu bebê. 

    Já Mariana Kupfer teve a certeza de que era a hora de ser mãe aos 36 anos e, solteira, procurou uma clínica de Reprodução Assistida para realizar o seu sonho. Desta forma, ambas recorreram a bancos de sêmen no exterior, e hoje Bacchi é mãe de Enrico, de três anos e Kupfer, de Victoria, de seis.

    Como é o processo para mulheres sozinhas? 

    A mulher sozinha que decidir realizar uma produção independente vai precisar da ajuda de um banco de sêmen para fecundar o seu óvulo. Desta forma, os espermatozoides utilizados podem vir de bancos nacionais ou internacionais.

    Para realizar a coleta dos óvulos, a mulher passa pelo processo de indução da ovulação, que é feita através de medicamentos. Caso ela tenha problemas na produção dos óvulos, ainda é possível realizar a Fertilização in Vitro com a doação de ambos os gametas (óvulo e sêmen).

    Assim, depois de fecundado em laboratório, transfere-se o embrião é para o útero da futura mãe. A partir disso, a gravidez ocorre da mesma forma que as demais.

    Casais homossexuais de mulheres

    Para os casais formados por duas mulheres, o material genético masculino também vem da doação de sêmen. No entanto, é preciso escolher qual das duas futuras mães irá doar os óvulos e carregar o embrião.

    Caso nenhuma das parceiras possua problemas de infertilidade, permite-se a gestação compartilhada, ou seja, uma das mulheres irá doar os óvulos e a outra irá gestar. Contudo, como a idade é um dos principais fatores que interferem na qualidade dos óvulos, é aconselhável que se opte pelo material genético da parceira mais jovem.

    Sendo assim, o processo de indução da ovulação ocorre da mesma forma do que para as mulheres solteiras. A estimulação ovariana é feita através hormônios para a mulher ovular. Depois os óvulos são coletados por meio de agulhas especiais para que sejam fecundados com o espermatozoide, em laboratório. A diferença é que o embrião pode ser fecundado no útero da outra mãe.

    Como ocorre a doação de sêmen?

    A doação de sêmen, muito utilizada em produção independente, é um ato voluntário que busca beneficiar pessoas que não podem ter filhos. A seleção do doador é rígida, com investigação da história pessoal e familiar para afastar doenças genéticas graves. Além disso, realiza-se exames clínicos, laboratoriais (como sorologias para hepatites, HIV, HTLV e sífilis) e avaliação adequada da fertilidade.

    No Brasil, a doação é anônima, solidária e não pode ser remunerada. Sendo assim, a lei brasileira não permite que o laboratório revele a identidade do doador. Tampouco, que ele saiba para quem o seu material foi doado. Assim, garante-se que ele não fará parte da família. Por outro lado, a futura mãe consegue saber algumas características dos doadores, como altura, cor dos cabelos, dos olhos e da pele, tipo sanguíneo, profissão, origem étnica, religião e hobby.

    Entretanto, nos Estados Unidos, o banco de sêmen é um negócio remunerado e por esta razão há muito mais opções de doadores. Além disso, as regras são bem mais flexíveis e é possível saber 35 características sobre os doadores. Vale ressaltar, também, que o Brasil permite que mulheres brasileiras recorram a bancos de sêmen internacionais. 

    Como doar sêmen?

    A coleta para o banco de sêmen acontece em hospitais e clínicas especializadas, de acordo com as regras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do CFM (Conselho Federal de Medicina).

    Uma vez aprovada, as amostras são obtidas após a masturbação e armazenadas em nitrogênio líquido por tempo indeterminado. Pode-se utilizar tais gametas por mulheres que desejam a produção independente, casais homoafetivos femininos e casais nos quais o homem não produz espermatozoides.

    Casais homossexuais de homens

    Os casais homoassexuais masculinos que optam pela produção independente  precisam da doação de óvulos e de um útero de substituição. O útero, por sua vez, deve ser emprestado de forma solidária e temporária apenas para o procedimento de gravidez.

    Por outro lado, o Conselho Federal de Medicina determina que a ovodoação deve ser feita por mulheres que estão em tratamento de Reprodução Assistida. Assim, o casal que irá receber os óvulos pode ajudar nos custos da indução da ovulação. A partir daí, os gametas femininos serão fertilizados pelo sêmen de um deles. Então, após a fecundação, insere-se o embrião no útero de substituição.

    No Brasil, a cedente solidária de útero deve pertencer à família de um dos parceiros com parentesco consangüíneo de até 4º grau, como mãe, avó, irmã, tia ou prima. Ainda vale ressaltar que é proibido contratar uma “barriga de aluguel” no país. Porém, tal procedimento é legal e muito frequente no exterior, sobretudo nos Estados Unidos.

    E foi exatamente em solo americano que o ator Paulo Gustavo e seu marido decidiram contratar duas “barrigas de aluguel”. Os filhos Romeu e Gael nasceram (cada um de uma barriga) em agosto de 2019, na Califórnia, e posteriormente vieram para o Brasil.

    Como ocorre a doação de óvulos?

    A ovodoação é uma alternativa que ajuda mulheres e casais homoafetivos masculinos a realizarem o sonho de constituir uma família, através de óvulos de outra paciente. Nesse sentido, vale ressaltar que na ovodoação, é importante a idade do óvulo (doadora) e não a idade do útero (receptora).

    No Brasil, permite-se a doação voluntária dos óvulos, bem como a doação compartilhada. Em outras palavras, são os casos que doadora e receptora estão participando de tratamento de Reprodução Assistida.

    Para o processo ocorrer, ocorre uma triagem inicial, tanto com a paciente que compartilhará, quanto com a que receberá os óvulos. Assim, a partir das características de ambas realiza-se o cruzamento dos dados. Caso haja semelhanças, encaminha-se o perfil com as características da possível doadora à paciente receptora. Todo o processo acontece em clínicas especializadas de Reprodução Assistida, com total sigilo e anonimato das pessoas envolvidas.

    Já nos Estados Unidos, a venda de óvulos é legal, e vários sites estão disponíveis para o cadastramento de quem quer doar ou comprar óvulos. Nesse sentido, há um contrato comercial bem estabelecido, e as mulheres que doam recebem para isso. 

    Como doar óvulos?

    O CFM estabelece que a doação de óvulos deve acontecer sem caráter lucrativo, de modo solidário, para ajudar futuros pais e mães. Além disso, o Conselho também permite a doação compartilhada, quando a doadora cede parte de seus óvulos, e a receptora, em retribuição, paga um percentual do tratamento da fertilização da mulher que doou o óvulo.

    Conheça as técnicas de produção independente

    Como já vimos anteriormente, as técnicas de Reprodução Assistida tornam possível a concretização da gravidez para quem deseja uma produção independente. Isso porque, neste caso, sempre haverá a necessidade de recorrer a óvulos ou espermatozoides de terceiros para efetuar a fecundação.

    Nesse sentido, há duas técnicas que possibilitam a produção independente: a inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV). Sendo assim, cabe uma avaliação rigorosa de um especialista em Reprodução Assistida, que deve orientar qual técnica será mais eficaz para cada caso. Veja as diferenças de cada uma delas:

    Inseminação intra-uterina ou Inseminação artificial 

    A inseminação intra-uterina ou inseminação artificial é considerada uma técnica de baixa complexidade e consiste na colocação de espermatozoides móveis na cavidade do útero, no período da ovulação. Dessa forma, ocorre a estimulação dos óvulos da mulher com o uso de medicamentos. A partir daí é feito o monitoramento ecográfico para determinar o melhor momento de inserir o sêmen dentro do útero.

    A taxa de nascidos vivos, após inseminação com semên de doador, é de aproximadamente 19,8% para pacientes de 18 a 40 anos. Nesse sentido, vale ressaltar que a idade da mulher, a reserva ovariana adequada e a presença de tubas uterinas normais são fatores importantes na indicação desse tratamento.

    Fertilização in vitro (FIV)

    A fertilização in vitro é a técnica de Reprodução Assistida com as maiores taxas de sucesso, que variam de acordo com a idade da mulher. Criada na década de 70, a técnica surgiu para ajudar casais com problemas de infertilidade. Hoje, também se utiliza a FIV na produção independente, sendo buscada por mulheres sem uma pessoa parceira e por casais homoafetivos que desejam ter filhos.

    Nos casos de produção independente, a FIV ocorre a partir da doação de sêmen ou da ovodoação (a doação de óvulos). Dessa maneira, fecunda-se os materiais genéticos em laboratório e, posteriormente, transfere-se o embrião para o útero materno.

    Como aumentar as chances de gravidez em uma produção independente?

    Por ser um tratamento que envolve diferentes fatores como aspectos físicos, biológicos e emocionais de cada um, não existe uma receita de sucesso que se aplica a todos os casos. Entretanto, há algumas indicações que podem aumentar as chances de uma produção independente. Confira:

    • Idade da mulher: Independente da técnica utilizada, é muito importante o fator idade. Sendo assim, mulheres com menos de 35 anos têm maiores chances de engravidar;
    • Hábitos saudáveis: Comportamentos saudáveis ajudam a melhorar a qualidade de vida e o funcionamento de todo organismo, o que influencia na fertilidade. Por esta razão, evite álcool e cigarro, tenha uma alimentação equilibrada e pratique exercícios físicos;
    • Atenção ao tratamento: Siga à risca as orientações médicas e utilize corretamente os medicamentos. Além disso, procure o tratamento com bons profissionais. Este é um fator que faz toda a diferença;
    • Cuidado com a saúde emocional: É muito importante uma atenção especial aos aspectos emocionais do tratamento. Estresse ou ansiedade excessiva pode interferir e afetar todo o processo. Por esta razão, o apoio da família e o auxílio de uma psicóloga certamente irão ajudar na jornada que está por vir.

    Como registrar filho de uma produção independente?

    Depois do nascimento de um filho por meio de produção independente, pode haver dúvidas e receios de como registrar o bebê. Entretanto, não há motivos para preocupação, pois não é necessária a decisão judicial para o cartório incluir o pai ou a mãe socioafetiva. Da mesma forma ocorre caso a mãe não tenho um parceiro ou parceira. Nesta situação, na certidão de nascimento, constará apenas o nome da mãe e nenhuma referência ao pai.

    Assim, veda-se aos oficiais do cartório recusar o registro de nascimento e a emissão de certificados de filhos concebidos por meio de técnicas de Reprodução Assistida.

    Confira abaixo os documentos necessários para emitir a certidão de nascimento nestes casos:

    • Declaração de Nascido Vivo (DNV);
    • Declaração, com firma reconhecida, do diretor técnico da clínica, centro ou serviço de Reprodução Assistida indicando a técnica adotada. Além disso, é preciso formalizar que a criança gerada em laboratório, nasceu mediante uso de material genético doado;
    • Certidão de casamento, certidão de conversão de união estável em casamento, escritura pública de união estável ou sentença em que se reconhece a união estável do casal;
    • RG e CPF do casal ou da mãe sozinha;
    • No caso das gestações que utilizam útero de substituição ou barriga de aluguel, não constará no registro o nome da parturiente. Porém é necessária a apresentação do termo de compromisso firmado pela doadora temporária do útero.

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  • Reversão de vasectomia: o que é, como funciona e taxas de sucesso

    Conteúdo atualizado em 20/08/2026.

    Muitas pessoas têm dúvidas, mas a vasectomia é reversível. Também chamada de deferentectomia, é um procedimento cirúrgico de baixa complexidade que interrompe o fluxo de espermatozoides do saco escrotal até as vesículas seminais. Nesse sentido, é um método contraceptivo com cerca de 99% de eficácia, escolhido por muitos homens e casais que querem evitar uma gravidez indesejada. Sendo assim, de acordo com dados do SUS (Sistema Único de Saúde), o número de vasectomias realizadas no Brasil cresceu mais de 300% entre 2001 e 2017.

    Para entender a vasectomia, é importante explicar que os gametas masculinos são produzidos nos testículos e armazenados no epidídimo, onde amadurecem e ganham mais mobilidade. Portanto, quando há estímulo sexual, eles passam pelo ducto deferente até a uretra, onde se juntam ao sêmen formado por secreções das vesículas seminais e da próstata.

    No caso da vasectomia, os ductos deferentes, que ficam logo abaixo da pele, são cortados através uma pequena incisão de cada lado da bolsa escrotal, e bloqueados com sutura. Dessa forma, os espermatozoides não serão mais ejaculados no líquido seminal.

    Ou seja, a fabricação dos gametas continua após a vasectomia, porém ficam retidos no epidídimo, sendo absorvidos pelo organismo em cerca de 90 dias. Dessa maneira, o homem continua ejaculando, mas sem espermatozoides, o que inviabiliza a gravidez.

    Vasectomia é reversível?

    A vasectomia é reversível a partir do procedimento cirúrgico que visa recuperar a capacidade reprodutiva do homem vasectomizado que deseja gerar filhos. Por isso, como já vimos, na vasectomia são seccionados os canais deferentes, ductos fundamentais para a fertilidade masculina e que conduzem os espermatozoides dos testículos até as vesículas seminais.

    Dessa forma, na reversão da vasectomia, esses ductos são religados, permitindo novamente a passagem dos espermatozoides para que se misturem ao líquido seminal e sejam ejaculados. No entanto, vale ressaltar que este não é um procedimento com sucesso garantido. As chances de restabelecer uma boa contagem de espermatozoides no sêmen e efetivamente conseguir nova gravidez é inversamente proporcional ao tempo da cirurgia realizada.

    Como é feita a reversão da vasectomia?

    A reversão da vasectomia é feita a partir de uma cirurgia minuciosa e delicada. Sendo assim, o procedimento consiste na religação (anastomose) dos canais deferentes, que tem diâmetros muito pequenos, com décimos de milímetros. Dessa forma, é preciso o uso de microscópio cirúrgico, fios e instrumentais de microcirurgia.

    O médico inicia a reversão fazendo duas incisões verticais no escroto, uma de cada lado. Com a exposição do testículo e do cordão espermático, se faz uma secção no ducto deferente que possibilita analisar a secreção vinda do epidídimo. A partir dessa análise o especialista define qual a técnica cirúrgica para a reversão de vasectomia: a vaso-vasostomia ou a epidídimo-vasostomia.

    Vaso-vasostomia

    Geralmente utiliza-se a técnica de vaso-vasostomia quando a análise da secreção do epidídimo é clara, fluida, abundante e indica presença de espermatozoides. Dessa forma, os indicativos sugerem que não há uma obstrução a nível do epidídimo e, portanto, a religação dos ductos nesta região tem chances de sucesso.

    Epidídimo-vasostomia

    Indica-se a técnica de reversão epidídimo-vasostomia quando a análise da secreção se mostra cremosa ou pastosa e não sugere presença de espermatozoides. Dessa forma, há indicativos de uma possível obstrução mais para trás no epidídimo, ou que inviabiliza o uso da técnica vaso-vasostomia.

    Taxas de sucesso da reversão de vasectomia

    As taxas de sucesso variam principalmente em função do tempo decorrido desde a vasectomia. Quanto mais tempo se passou, mais chances de que anticorpos contra espermatozoides tenham se desenvolvido, ou que pressão no sistema tenha causado danos ao epidídimo, o que pode exigir a técnica de epididimo-vasostomia, mais complexa.

    Tempo desde a vasectomiaTaxa de retorno de espermatozoidesTaxa de gravidez natural
    Até 3 anos~97%~75%
    3 a 9 anos~88%~55%
    9 a 15 anos~79%~44%
    Mais de 15 anos~71%~30%

    Fonte: American Urological Association (AUA). Os resultados individuais dependem de outros fatores, como idade da parceira, técnica cirúrgica utilizada e experiência do cirurgião.

    Vale destacar: mais de 80% dos casos realizados em centros especializados são bem-sucedidos em restabelecer o fluxo de espermatozoides. Transformar esse retorno em gravidez depende também da fertilidade feminina e do intervalo desde a vasectomia.

    Reversão de vasectomia: como é a recuperação da cirurgia?

    Independente da técnica escolhida para tornar a vasectomia reversível, o paciente precisa passar por um período de recuperação. Dessa forma, na fase pós operatória o homem deve seguir algumas orientações:

    Quatro semanas após as primeiras ejaculações, realiza-se o primeiro espermograma para análise da amostra de sêmen. Sendo assim, é muito comum que nesta primeira avaliação os espermatozoides ainda não estejam aparentes, o que pode ocorrer passados alguns meses do procedimento.

    O que esperar em cada fase da recuperação

    Nas primeiras 48 horas após o procedimento é recomendado repouso . É comum sentir desconforto, inchaço e hematoma na região operada, porém, o uso de cueca de sustentação e a aplicação de gelo (com proteção) ajudam a reduzir o inchaço.

    A maioria dos pacientes retoma atividades leves em 3 a 5 dias depois da realização da reversão da vasectomia. Entretanto, atividades físicas intensas, relações sexuais e esforço físico devem ser evitados por pelo menos 2 a 3 semanas.

    Além disso, destaca-se a importância de estar atento a sinais como febre acima de 38°C, dor intensa ou crescente, inchaço excessivo ou secreção no local. Ao perceber qualquer um desses sintomas, é necessário buscar avaliação médica imediata. 

    Em relação à confirmação do sucesso do procedimento, é solicitado o primeiro espermograma cerca de 4 semanas após a cirurgia, e a presença de espermatozoides é o principal indicador observado.  É importante destacar que, em reversões mais complexas, os espermatozoides podem levar mais tempo para aparecer.

    Toda vasectomia é reversível?

    Sim. Na grande maioria dos casos a reversão da vasectomia é possível. Inclusive, cerca de 5% dos pacientes vasectomizados mudam de ideia e procuram pela reversão. Nesse sentido, vale ressaltar que embora a cirurgia de vasectomia seja um procedimento reversível, a restauração da fertilidade depende de vários fatores:

    • Tempo decorrido entre a vasectomia e a sua reversão: quanto menor for esse intervalo de tempo, maiores as chances de recuperação da fertilidade;

    • Técnica empregada na vasectomia: as técnicas que preservam melhor os canais deferentes apresentam melhores taxas de sucesso de suas reversões;

    • Qualidade da cicatrização do paciente;

    • Produção testicular de espermatozoides, habitualmente mantida após a vasectomia;

    • Presença de espermatozoides no líquido do canal deferente no intraoperatório da reversão, e de seu aspecto macroscópico;

    • Experiência e habilidade do urologista.

    A vasectomia é reversível, mas pode dar errado?

    Como vimos, a vasectomia é reversível, porém, como qualquer procedimento cirúrgico, pode ocorrer complicações ou até mesmo dar errado. Desta maneira, é preciso estar atento a possíveis falhas:

    Falhas precoces

    É a ausência de espermatozoides nos espermogramas realizados no pós-operatório. Isto pode ocorrer devido a problemas técnicos cirúrgicos, seja na técnica em si, ou por haver uma obstrução no epidídimo não identificada durante a cirurgia.

    Falhas tardias

    A falha tardia na reversão da vasectomia é configurada pelo aparecimento inicial de espermatozoides nos exames, porém ocorre a diminuição da contagem ou da qualidade dos espermatozoides em resultados posteriores. Este problema pode ter causa por re-obstrução, por falha técnica ou devido à inflamação ou cicatrização exagerada.

    Gravidez após a reversão de vasectomia

    Normalmente, a principal motivação do homem que procura a reversão da vasectomia é recuperar sua capacidade reprodutiva, e desta forma, conseguir engravidar sua parceira por meio da relação sexual. Nesse sentido, quando o procedimento dá certo, o homem volta a ter espermatozoides no líquido seminal e passa a ter chances gerar uma gravidez (fecundação) através de relação sexual.

    Porém, caso o resultado da reversão da vasectomia não tenha sido o esperado, o casal não precisa desistir do sonho de ter um filho. Existem outras alternativas, através de técnicas de Reprodução Assistida, que possibilitam ao homem ter um filho biológico. Nesse sentido, a opção é fazer a coleta de espermatozoides diretamente do testículo ou do epidídimo. Dois protocolos distintos ajudam nesse processo, sendo eles:

    • TESA (testicular sperm aspiration): a aspiração de espermatozoides no testículo é um método simples que consiste na obtenção de espermatozoides através de aspiração percutânea (punção) do testículo. Indica-se para pacientes com azoospermia obstrutiva e não obstrutiva, ou anejaculação;

    • PESA (percutaneous epididymal sperm aspiration): a punção percutânea do epidídimo é um método simples de obtenção de espermatozoides através de aspiração percutânea do epidídimo. Recomenda-se para homens vasectomizados e com azoospermia obstrutiva.

    Dessa forma, os gametas masculinos coletados são avaliados e podem ser usados para gerar uma gravidez através de técnicas de reprodução assistida como a Fertilização in Vitro (FIV). Para isso, a mulher também terá os óvulos coletados, após tratamento de indução através de hormônios, e a fecundação dos gametas, que ocorre em laboratório de embriologia. Quando o embrião estiver pronto, ocorre sua transferência ao útero e a gravidez deve ocorrer normalmente.

    Quando a reversão de vasectomia é indicada?

    A reversão é indicada principalmente para homens que desejam recuperar a fertilidade após uma vasectomia anterior — seja por mudança de projeto de vida, novo relacionamento ou perda de um filho. É também considerada em casos de dor crônica pós-vasectomia (síndrome pós-vasectomia), em que a reversão pode aliviar o desconforto ao descomprimir o sistema.

    A avaliação antes da decisão envolve: análise do histórico da vasectomia (técnica e tempo), espermograma quando possível, avaliação da fertilidade da parceira, e discussão das alternativas — como a FIV com PESA ou TESA, que pode ser indicada dependendo do contexto clínico.

    Está considerando a reversão de vasectomia? O primeiro passo é uma avaliação com especialista em reprodução humana. Na Nilo Frantz, analisamos seu histórico, o tempo desde a vasectomia e as melhores alternativas para o seu caso,  incluindo a reversão cirúrgica e outras opções reprodutivas.

    Perguntas frequentes sobre reversão de vasectomia

    P: Quanto tempo a vasectomia é reversível?

    R: Tecnicamente, a reversão pode ser tentada mesmo décadas após a cirurgia original. As taxas de sucesso diminuem com o tempo: até 3 anos, ~97% de retorno de espermatozoides; após 15 anos, ~71%. O sucesso também depende da técnica cirúrgica e da experiência do cirurgião.

    P: Quanto custa uma reversão de vasectomia?

    R: O custo varia de acordo com a clínica, o tipo de técnica necessária (vaso-vasostomia ou epididimo-vasostomia) e a complexidade do caso. Por ser uma microcirurgia de alta complexidade, os valores tendem a ser mais altos que procedimentos urológicos convencionais. Em geral, planos de saúde não cobrem a reversão quando realizada por desejo de nova gestação. Para um valor preciso, consulte um especialista.

    P: Quais são os riscos da reversão de vasectomia?

    R: A reversão é um procedimento seguro quando realizado por cirurgião experiente. Os riscos incluem: infecção no local da cirurgia (raro), hematoma ou sangramento, falha na reconexão dos canais, e, em casos raros, dano às estruturas adjacentes. A taxa de complicações graves é baixa em centros especializados.

    P: Quais são os sinais de que a vasectomia reverteu com sucesso?

    R: O principal sinal é a presença de espermatozoides no espermograma, solicitado entre 6 e 8 semanas após a cirurgia. Clinicamente, não há sintomas físicos que indiquem o sucesso — apenas o exame laboratorial confirma. Em reversões mais complexas, os espermatozoides podem levar mais tempo para aparecer.

    P: A reversão de vasectomia é coberta pelo plano de saúde?

    R: Em geral, não — quando o motivo é o desejo de nova gestação. Alguns planos cobrem a reversão em casos de dor crônica pós-vasectomia com indicação médica documentada. Consulte seu plano e verifique as condições antes de iniciar o processo.

  • Punção de óvulos: entenda como funciona

    A punção de óvulos, também chamada de punção folicular, é um procedimento realizado para melhorar as taxas de gravidez dos tratamentos de Fertilização In Vitro. 

    Como esta técnica promove a fecundação dos óvulos pelo espermatozoide em laboratório, ou seja, fora do corpo da mulher, é preciso que os gametas femininos sejam coletados dos ovários.

    Mas como isto acontece? Como é feita a punção de óvulos? Para quem é indicado? Há riscos? No texto a seguir vamos responder essas e outras dúvidas sobre o assunto.

    O que é punção de óvulos?

    A punção de óvulos é o procedimento que tem como objetivo extrair os óvulos do interior dos folículos para a realização de uma Fertilização In Vitro (FIV). Nesse sentido, é a coleta dos gametas femininos que são produzidos após estimulação ovariana para serem fecundados em laboratório, ou então, criopreservados. 

    Desta forma, a punção de óvulos é a segunda etapa da FIV sendo fundamental para o sucesso deste tratamento de reprodução assistida. Assim, quanto maior o número e a qualidade de óvulos coletados, maiores a chances de formar embriões saudáveis e viáveis para uma gravidez.

    Quando a punção de óvulos é indicada?

    Como vimos, a punção de óvulos é a segunda etapa da Fertilização In Vitro (FIV), tratamento de alta complexidade indicado para a maioria dos problemas de infertilidade. 

    Nesse sentido, sabe-se que cerca de 40% dos casos de dificuldade de engravidar são decorrentes de fatores femininos, sendo a idade um dos principais. Isto porque com o passar dos anos vai diminuindo o número e a qualidade dos óvulos, e consequentemente a mulher vai perdendo a capacidade de reprodução. 

    Entretanto, há outras causas de infertilidade feminina como endometriose, síndrome dos ovários policísticos e comprometimento das trompas.

    Por estas razões, muitas mulheres recorrem à Fertilização In Vitro (FIV) para engravidar, e a punção de óvulos após a estimulação ovariana é crucial para o tratamento. Dessa forma, o objetivo é produzir um número satisfatório de óvulos maduros para a FIV, aumentando assim a chance de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida.

    Além disso, a punção de óvulos é indicada também para mulheres que desejam preservar e prolongar sua fertilidade através do congelamento de óvulos. Nesse sentido, pessoas que querem postergar a maternidade ou que irão enfrentar tratamento de quimioterapia, podem criopreservar seus gametas. Desta maneira, os óvulos coletados ficam preservados até o momento de serem utilizados para gerar uma nova vida.

    Como é feita a punção de óvulos?

    Para entender como é feita a punção de óvulos é importante saber que dentro dos ovários existem folículos, pequenas vesículas (bolhas de líquido) que armazenam os gametas. 

    Neste sentido, durante a ovulação que acontece em cada ciclo menstrual, o folículo se desenvolve e libera apenas um óvulo. 

    Por isso, antes de uma punção folicular é realizada a estimulação ovariana para que um número maior de folículos se desenvolva garantindo uma maior quantidade de óvulos maduros no mesmo ciclo. 

    A estimulação ovariana ocorre através do uso de hormônios semelhantes aos produzidos no ciclo natural, porém em maiores doses. Nesse sentido, começa nos primeiros dias do período menstrual (fase folicular) e dura aproximadamente de 10 a 14 dias. 

    Desta maneira, todo o processo é acompanhado por ultrassonografia para se avaliar o crescimento dos folículos e ajustar a dosagem dos hormônios caso necessário. Além disso, através do exame é possível saber qual o melhor momento para se administrar o hCG que induz o amadurecimento dos óvulos. 

    Então, cerca de 36 horas após a aplicação deste hormônio é realizada a punção dos óvulos que leva em torno de 30 minutos. 

    Confira abaixo o passo a passo da punção de óvulos: 

    Sedação

    A punção de óvulos é realizada sob leve sedação para que a paciente adormeça, evitando que sinta qualquer dor ou incômodo. Desta forma, um anestesista garante o monitoramento correto e a segurança do procedimento.

    Lavagem

    Com o auxílio de um espéculo (instrumento utilizado no exame ginecológico), lava-se a vagina e o colo uterino com soro fisiológico.

    Punção dos óvulos

    Uma agulha fina acoplada ao aparelho de ultrassom é introduzida na vagina da paciente e chega até os ovários, penetrando nos folículos para a punção. Este aparato está ligado a uma espécie de bomba a vácuo que promove a sucção responsável por aspirar o líquido folicular. Nesse sentido, o procedimento é feito lentamente em cada folículo para não danificar os óvulos contidos dentro deles. Em seguida, líquido aspirado é depositado em tubinhos que contêm uma solução nutritiva semelhante à produzida pelas trompas. 

    Avaliação

    O material coletado é encaminhado ao laboratório, e com ajuda de um microscópio o embriologista verifica se há presença de óvulos e quantos estão aptos para serem fecundados. 

    Quando a punção é feita para uma Fertilização In Vitro, o sêmen do parceiro é coletado no mesmo dia e os espermatozoides são triados para serem usados na fecundação do óvulo. O mesmo acontece quando os gametas masculinos provêm de um banco de esperma 

    No entanto, se a punção é realizada para preservação da fertilidade, os óvulos coletados são então congelados.

    Recuperação pós-punção de óvulos

    Embora a punção de óvulos seja um procedimento simples, pode ocorrer certo desconforto abdominal e um leve sangramento vaginal. Por isso, alguns cuidados são indicados, especialmente nas primeiras 24 horas, para assegurar uma melhor recuperação.

    Abaixo, seguem alguns cuidados que devem ser tomados após a punção de óvulos:

    • A mulher deve permanecer em repouso até o fim do efeito sedativo do procedimento;
    • Algumas mulheres relatam sonolência em decorrência do efeito anestésico, podendo haver leve incômodo na região abdominal. Por isso, é recomendado também repouso em casa no dia da coleta;
    • Em geral, no dia seguinte ao procedimento, é possível retornar às atividades normais;
    • Se alguma dor, desconforto ou sangramento persistir é preciso procurar o médico.

    Quais os resultados esperados da punção de óvulos?

    De maneira geral, cada folículo contém um óvulo, no entanto, nem sempre é coletado o número de gametas correspondentes aos de folículos vistos no ultrassom. Isso acontece, pois o folículo pode não conter um óvulo. 

    Por outro lado, embora haja resposta ovariana e crescimento dos folículos, é possível que não haja nenhum óvulo, condição chamada de síndrome do folículo vazio.

    Além disso, existe ainda a taxa de óvulos que não resistem ao procedimento de punção e triagem. Por isso, somente após a análise do embriologista durante a preparação do óvulo para injeção do espermatozoide é que se pode precisar a quantidade real de óvulos obtidos que serão fertilizados.

    Em linhas gerais, os resultados podem variar bastante, mas estima-se que uma estimulação ovariana ideal resulte em 2 a 15 óvulos coletados.

    Quais os possíveis riscos da punção de óvulos

    A punção de óvulos é um procedimento que oferece baixíssimo risco de complicações. Nesse sentido, em menos de 1% dos casos pode ocorrer sangramento ovariano causado pela agulha de punção, e assim, o ovário continua sangrando após o procedimento. 

    Além disso, raramente pode acontecer a perfuração da bexiga, do intestino ou de um vaso sanguíneo, e nesses casos uma cirurgia ou laparoscopia pode ser necessária.

    Punção de óvulos e a taxa de gravidez: qual a relação? 

    Como vimos, a punção de óvulos é uma das etapas mais importantes da Fertilização In Vitro, e está diretamente ligada às taxas de sucesso do tratamento. Nesse sentido, quanto maior o número e a qualidade de óvulos coletados, maiores as possibilidades de se obter embriões saudáveis, o que melhora as chances de gravidez.

    Embora saibamos que o sucesso de uma gravidez depende de diversos fatores, como por exemplo, a receptividade endometrial, o número de gametas obtidos pela punção de óvulos é de crucial relevância para aumentar as taxas de sucesso no tratamento.

    Nesse sentido, ao realizar a estimulação ovariana, os ovários passam a produzir uma quantidade muito superior de folículos dominantes, que podem possuir ou não óvulos. De acordo com um estudo do periódico científico Human Reproduction, os especialistas em reprodução humana notaram maiores chances de sucesso num ciclo de Fertilização In Vitro com 15 óvulos coletados.

    Relação da idade da paciente, número de óvulos coletados e taxa de nascidos vivos

    O Departamento de Embriologia e Fertilização Humana do Reino Unido analisou mais de 400 mil ciclos de FIV.

     A partir destes dados, os pesquisadores fizeram um gráfico relacionando a idade da paciente, o número de óvulos obtidos e o índice de nascimento. A conclusão foi que:

    1. As mulheres com menos de 35 anos apresentam as maiores taxas de sucesso, independentemente da quantidade de óvulos obtidos;
    2. As pacientes com menos de 38 anos, que se submeteram à Fertilização In Vitro, possuem taxas de sucesso (nascidos vivos) regulares, mesmo com apenas 3 a 6 óvulos;
    3. Mulheres de 38 a 42 anos de idade possuem menores taxas de sucesso com um número baixo de óvulos. As taxas de sucesso são muito melhores quando números relativamente altos de óvulos são obtidos;
    4. Todos os grupos etários apresentaram taxas muito baixas de sucesso quando obtiveram menos de três óvulos.

    Por esta razão, os médicos orientam os casais a realizarem o procedimento de estimulação ovariana e de punção de óvulos com o objetivo de obter óvulos suficientes para aumentar as taxas de sucesso. 

    Nesse sentido, ao se ter mais óvulos puncionados, gerando mais embriões, e consequentemente, mais chances de se ter blastocistos. Os medicamentos utilizados e as doses devem ser individualizadas para que haja o número ideal de óvulos obtidos em um ciclo de Fertilização In Vitro.

    Punção de óvulos: quais as principais considerações e recomendações?

    A partir deste texto, conhecemos um pouquinho mais sobre o que é e como é feita a punção de óvulos. Confira abaixo as principais considerações e recomendações para quem vai realizar este procedimento: 

    • A punção normalmente é feita entre o 11º e o 14º dia da estimulação ovariana que, por sua vez, começa no primeiro ou no segundo dia do ciclo menstrual;
    • A punção de óvulos é um procedimento habitualmente agendado com dois ou três dias de antecedência;
    • É necessário que a paciente esteja em jejum de 8 horas para poder ser anestesiada;
    • É considerado um procedimento minimamente invasivo, com baixíssimos riscos;
    • Após a punção de óvulos, a paciente fica na clínica até acordar e depois vai para casa passar o dia de repouso;
    •  Ao final da punção de óvulos, é possível saber o número total de óvulos conseguidos pelo procedimento;
    • Em alguns casos, no mesmo dia que é realizada a punção, é feita também a coleta do sêmen para a Fertilização In Vitro;
    •  No dia seguinte à punção, a paciente pode retornar às atividades normais;
    • Normalmente a menstruação retorna em cerca de uma semana e os ciclos voltam ao normal;
    •  Depois de ser fertilizado em laboratório, o embrião é transferido ao útero da paciente até cinco dias após a punção de óvulos.

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  • Doação de óvulos: o porquê da alta procura

    Por meio de procedimentos simples, mas rigorosos em qualidade, a doação se tornou segura tanto para a mulher que doa seus óvulos, quanto para aquela que os recebe.

    Mas ainda falta disseminar o conhecimento sobre o tema e uma série de dúvidas precisam ser respondidas para que a doação de óvulos seja cada vez mais comum, pois é um ato nobre e que realiza o sonho de muitas mulheres em serem mães. 

    Para reunir tudo o que você já estava querendo saber sobre o tema, produzimos este material inédito e gratuito com as melhores informações dos nossos especialistas em reprodução humana assistida.

    Queremos que cada vez mais pessoas entendam que o procedimento é viável e seguro. 


  • Como me preparar para a Fertilização in vitro?

    O tratamento de fertilização in vitro tem ajuda milhares de casais ao redor do mundo a realizar o sonho de ter filhos.

    A fertilização in vitro é uma das técnicas de reprodução assistida com as maiores taxas de sucessos e é recomendada para os mais diversos problemas de infertilidade.

    O tratamento consiste em algumas etapas que, por vezes, podem ser desgastantes para o casal. No entanto, existem algumas formas para se preparar para a realização do tratamento.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça como se preparar para a fertilização in vitro.

    Boa leitura!

    O que é e como funciona a Fertilização In Vitro?

    A fertilização in vitro consiste na fecundação do óvulo com o espermatozóide em ambiente laboratorial. 

    O processo in vitro requer o cultivo em laboratório para que os médicos acompanhem o desenvolvimento dos embriões e posterior transferência para o útero materno.

    O tratamento consiste nas seguintes etapas:

    1. Consulta

    Antes de qualquer coisa, é preciso saber os motivos que estão causando a dificuldade de engravidar. Para tal, é necessário realizar uma consulta com médicos especializados em reprodução humana.

    2. Estimulação ovariana

    A estimulação ovariana é um processo que tem como principal objetivo aumentar o número de óvulos produzidos. A técnica é realizada através da injeção de medicamentos que estimulam os ovários a produzir mais óvulos, para obter um número maior de embriões.

    3. Punção em laboratório

    Esta etapa é dividida em três fases:

    Punção folicular

    Quando os folículos alcançam o tamanho adequado e uma quantidade de óvulos aceitável, é administrada uma injeção de hCG para induzir o amadurecimento do óvulo. A punção folicular pode, então, ser agendada para 36 horas após a aplicação de hCG. 

    Fecundação de óvulos

    Após a punção folicular e a coleta dos espermatozóides, começa o processo de fecundação dos óvulos em laboratório. Este processo é realizado através da técnica de fertilização in vitro tradicional ou da injeção de um espermatozóide no óvulo (ICSI).

    Cultivo embrionário

    Quando há fecundação dos óvulos, eles são observados no laboratório e classificados de acordo com a sua morfologia e capacidade de divisão. Nem todos os embriões vão se desenvolver normalmente e alguns podem ser considerados inviáveis. Os embriões saudáveis são separados para a etapa de transferência embrionária. 

    4. Transferência embrionária

    Nesta etapa do tratamento, são selecionados os melhores embriões e introduzidos dentro do útero materno.

    5. Teste de gravidez

    11 dias depois da transferência embrionária, é realizado um teste de gravidez, para avaliar o resultado do tratamento.

    6. Ultrassonografia

    Se confirmada a gestação, é chegada a hora do primeiro ultrassom de gravidez. Duas semanas após o teste de gravidez positivo.

    Dicas para se preparar para a Fertilização In Vitro

    Como mencionamos no tópico anterior, o tratamento de fertilização in vitro passa por diversas etapas, que podem ser um pouco desgastantes para o casal a nível emocional e físico. 

    A seguir listamos algumas dicas para ajudar você a se preparar melhor para a FIV. 

    Alivie o estresse

    Busque realizar atividades que lhe dê prazer, às vezes coisas simples do dia a dia, como uma massagem, assistir um filme,  jantar com amigos ou viajar podem ser ótimas formas para relaxar.

    Participe de grupos de apoio

    O tratamento de fertilização in vitro envolve aspectos da sua intimidade que podem ser difícei de compartilhar com familiares e amigos, especialmente com pessoas que não estão familiarizadas com a infertilidade.

    Por esse motivo, é fundamental escolher uma clínica que ofereça acompanhamento psicológico com especialistas e além disso, existem vários grupos de discussão e apoio on-line, formados por pessoas que estão passando pela mesma situação.

    Mantenha uma dieta saudável

    Além de grupos de apoio e acompanhamento psicológico, algumas clínicas também oferecem o acompanhamento de um nutricionista para orientá-la sobre como manter uma dieta equilibrada. Manter uma alimentação saudável é fundamental para o sucesso do tratamento.

    Informe-se e tire todas as suas dúvidas

    Outro aspecto importante para a preparação da fertilização in vitro, é obter o máximo de informação possível sobre o assunto. 

    Visite o site da clínica, consulte o material disponível e tire todas as suas dúvidas com os especialistas. 

    Terapias de relaxamento

    Uma dica importante, que pode fazer toda a diferença para que você possa relaxar durante o período de tratamento são terapias complementares de relaxamento, como por exemplo, acupuntura, massagem terapêutica.

    Pare com os excessos

    Durante o tratamento é importante tentar manter o foco, principalmente nas etapas mais cansativas do tratamento, por esse motivo é necessário fazer um esforço para evitar excessos na sua vida: excesso de trabalho, de peso, de coisas para fazer, de exercício físico, entre outros.

    Em resumo, livre-se dos excessos

    Realize exercícios físicos

    Realizar atividades físicas é sempre bom para a sua saúde. Vale ressaltar que mesmo uma pequena perda de peso pode ser um grande passo rumo ao sucesso no tratamento de infertilidade, por esse motivo, realizar exercícios físicos, consulte um preparador físico e claro, cuidado com a alimentação.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo deste artigo, o tratamento de fertilização in vitro exige alguns cuidados para aumentar as chances de sucesso.

    Durante a realização do tratamento, é fundamental adotar algumas medidas e precauções para enfrentar todas as etapas do tratamento.

    Tratamentos de infertilidade podem ser desgastantes tanto a nível emocional como a nível físico, por esse motivo, é fundamental encontrar uma clínica de medicina reprodutiva com uma equipe de profissionais multidisciplinar, que possa orientá-la sobre as melhores práticas para se preparar para a Fertilização In Vitro.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais acerca da preparação para a fertilização in vitro, clique aqui e fique por dentro das melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • Fertilização in vitro: como o método aumentou as taxas de sucesso na Reprodução Assistida

    Fertilização In Vitro: como o método garantiu o aumento das taxas de sucesso na Reprodução Assistida? 

    A fertilização in vitro é um dos tratamentos de infertilidade com a maior taxa de sucesso. Isso porque, atualmente, com as tecnologias existentes, é possível predizer quais são as chances de ter um filho saudável.

    Aliás, as chances de engravidar são maiores num casal que tenha realizado o tratamento do que as chances de engravidar por vias naturais.

    Pensando nisso, preparamos este material para que você conheça mais sobre a fertilização in vitro e como o método garantiu o aumento das taxas de sucesso.

    O procedimento consiste em várias etapas e deve ser realizado numa clínica de confiança, por um especialista qualificado e experiente para aumentar ainda mais a taxa de sucesso.


  • Inseminação artificial: quais são os cuidados após o procedimento

    Entre os tratamentos de fertilidade mais conhecidos estão a inseminação artificial e a fertilização in vitro. Embora o objetivo dos dois tratamentos seja a gravidez, as duas técnicas possuem indicações diferentes. 

    Pensando nisso, preparamos este post para que você saiba o que é a inseminação artificial e quais os cuidados a ter após o procedimento.

    Boa leitura!

    O que é Inseminação Artificial?

    A Inseminação Artificial é um método que consiste na colocação de espermatozóides dentro do canal  genital da mulher, sendo indicado tanto para casos de infertilidade masculina como para casos de infertilidade feminina. 

    A inseminação é um procedimento relativamente simples, com poucos efeitos colaterais e os resultados dependem de alguns fatores, como qualidade do esperma, condições das trompas de Falópio, da saúde do útero e idade da mulher. 

    Geralmente, essa não é a primeira opção de tratamento escolhido pelo casal que apresenta dificuldades para engravidar de forma espontânea e após o tempo de espera considerado normal, que é de 1 ano de tentativas. Isso porque existem outros métodos, como por exemplo a fertilização in vitro, a FIV é infinitamente mais cara e complexa que a inseminação. e com uma taxa de sucesso superior.

    O método consiste em colocar artificialmente o esperma masculino diretamente no útero da mulher, na região cervical, nas tubas, peritônio ou intrafolicular, sem relação sexual envolvida. 

    Existem 2 tipos de inseminação: 

    Inseminação Artificial Homóloga: quando o sêmen pertence ao parceiro;

    Inseminação Artificial Heteróloga: quando é usado o sêmen de um doador. 

    Sem preços

    Para quem é indicada a inseminação artificial?

    A inseminação artificial é indicada para casos de:

    • Infertilidade, sem causa aparente;
    • Impotência sexual masculina;
    • Hipospadia;
    • Ejaculação retrógrada;
    • Vaginismo;
    • Endometriose mínima ou leve;
    • Disfunção ovulatória;
    • Volume de esperma reduzido, sendo recomendado ter no mínimo 3 milhões de espermatozóides/mL;
    • Alterações nos espermatozóides.

    Existem ainda alguns critérios que devem ser respeitados, sendo o principal deles, a idade da mulher. 

    Muitos centros de reprodução humana não realizam o procedimento em mulheres com mais de 40 anos de idade, porque existe um maior risco de aborto espontâneo, resposta baixa ao processo de estimulação ovariana e diminuição da qualidade dos oócitos coletados, que são cruciais para a gravidez. 

    Como é feita a inseminação artificial?

    A inseminação artificial começa com a coleta do sêmen através de masturbação, após 3 a 5 dias de abstinência sexual, e colocação da amostra num recipiente esterilizado para avaliação da qualidade e quantidade dos espermatozoides. 

    Só podem ser utilizados os sêmens com as seguintes características: volume acima de 2 mL, pH de 7,2 a 7,8, concentração acima de 20 milhões de espermatozóides/mL, mais de 50% de espermatozóides que se movimentam livremente e mais de 30% dos espermatozóides com formas naturais.

    Cerca de 3-7 dias antes do dia da inseminação acontecer, a mulher deve tomar um indutor da ovulação, 

    A inseminação artificial acontece da seguinte maneira: o médico introduz um espéculo vaginal (semelhante ao usado no papanicolau) e retira o excesso de muco cervical presente no útero da mulher, a seguir é depositado o esperma.

    Depois disso, a paciente deve ficar 30 minutos em repouso e podem ser feitas até 2 inseminações para aumentar as chances de gravidez.

    Cuidados após a inseminação artificial 

    Após a inseminação, a mulher pode voltar a sua rotina, no entanto, dependendo de alguns fatores, como idade e condições das trompas e do útero, podem ser recomendados pelo médico alguns cuidados extra após a inseminação.  

    Evitar ficar muito tempo sentada ou em pé, evitar relações sexuais por 2 semanas após o procedimento e manter uma dieta equilibrada, podem ser algumas das recomendações.

    Possíveis complicações

    Algumas mulheres relatam sangramentos após a inseminação, o que deve ser comunicado ao médico. 

    Outras possíveis complicações da fertilização artificial incluem gravidez ectópica, aborto espontâneo e gestação de gêmeos, e embora estas complicações não sejam muito frequentes, a mulher deve ser acompanhada pela clínica de inseminação e pelo médico obstetra para prevenir esse tipo de situação.

    Considerações finais

    Como podemos ver ao longo do artigo, a inseminação artificial é um tratamento para ajudar casais com problemas de infertilidade a realizarem o sonho de ter um filho. 

    Por fim, vale ressaltar que o ideal é que todo o processo seja acompanhado por uma clínica especializada, para que todas as possibilidades de tratamento sejam verificadas.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre as diferenças entre a Vasectomia e a Ligadura de trompas, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.