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  • Translucência nucal: saiba tudo sobre o exame

    Você já ouviu falar em translucência nucal? Sabe do que se trata?

    Esse importante exame, que faz parte do pré-natal de todas as gestantes, alerta para eventuais riscos no desenvolvimento do bebê. Mas afinal, qual a sua utilidade? 

    Como acontece esse exame? Em que idade gestacional ele deve ser feito? O texto a seguir vai esclarecer essas e outras dúvidas sobre este tema. Confira.

    Leia também: o que é reprodução assistida?

    O que é translucência nucal?

    A translucência nucal (TN), popularmente conhecido como “Ultrassom da Nuquinha”, é um exame realizado durante o pré-natal, e registra a medida da nuca do feto. Nesse sentido, através de ultrassom, ele mede o tamanho e a quantidade de líquido na região atrás da nuca do bebê.

    O exame da translucência nucal começou a ter uso na década de 90 com objetivo de estimar o risco dos fetos apresentarem alguma malformação, e sua assertividade é de cerca de 80 a 90%. 

    Para que serve a translucência nucal?

    A translucência nucal serve para calcular o risco do feto apresentar algum tipo de malformação ou síndrome, como a síndrome de Down e as cardiopatias congênitas. Nesse sentido, fetos com doenças genéticas ou malformações têm uma tendência a acumular líquido na região da nuca. Medidas aumentadas significam um maior risco de haver algum problema no desenvolvimento do bebê.

    Porém, é importante ressaltar que a medida da translucência nucal não é um teste de diagnóstico, ou seja, ela não confirma que o feto tem alguma alteração. Desta forma, o exame apenas estima se há risco maior de complicações. Assim, quando o exame mostra medidas elevadas, é preciso a realização de outros exames complementares para realmente confirmar um possível diagnóstico.

    O que fazer se meu bebê tem translucência nucal aumentada?

    Como já vimos, quando o exame da medida da translucência nucal está alterado, recomenda-se a realização de novos exames que possam confirmar ou descartar o diagnóstico de alguma síndrome ou malformação.

    Veja alguns exames solicitados quando a translucência nucal tem resultados alterados:

    Biópsia de vilosidades coriônicas 

    As vilosidades coriônicas são tecidos placentários que têm a mesma composição genética do feto. Desta forma, a análise de uma pequena amostra desse tecido permite detectar anomalias genéticas ou cromossômicas do bebê. 

    Nesse sentido, a biópsia das vilosidades coriônicas é capaz de detectar mais de 200 doenças. Para isto, o exame ocorre a partir da coleta de um pequeno fragmento da placenta obtida através da punção, realizada a partir da 11ª semana de idade gestacional.

    Amniocentese

    A amniocentese é um exame intrauterino realizado no segundo trimestre de gestação para identificar possíveis complicações ou alterações genéticas no bebê. 

    Nesse sentido, a análise é feita a partir de uma pequena quantidade de líquido amniótico, este fluido que envolve e protege o bebê e contém células do feto e substâncias liberadas ao longo do desenvolvimento. 

    O exame é feito com uma amostra coletada através de uma agulha bem fina e comprida inserida no abdômen até o interior da cavidade uterina. Desta forma, para garantir maior segurança, todo o procedimento é acompanhado e monitorado através de ultrassonografia.

    Cordocentese

    A cordocentese, ou amostra de sangue fetal, é um exame de diagnóstico pré-natal, feito a partir das 18 semanas de gestação. 

    Ele consiste na retirada de uma amostra de sangue do feto a partir do cordão umbilical, para detectar alguma alteração cromossômica no bebê. A Síndrome de Down, ou doenças como toxoplasmose, rubéola, anemia fetal ou citomegalovírus, por exemplo, podem ser detectadas no exame.

    Ecocardiografia fetal

    A ecocardiografia fetal é um exame específico de ultrassom para avaliar o coração do feto. Neste exame, conferem-se as estruturas anatômicas do coração, como câmaras cardíacas, valvas, arteriais, e veias, além de verificar se há defeitos cardíacos. Este exame possibilita também identificar como está o ritmo cardíaco do feto.

    Com quantas semanas se faz o ultrassom translucência nucal?

    O ultrassom com translucência nucal é normalmente feito quando o feto tem entre 45 e 84 mm de comprimento, medidos da cabeça até as nádegas. Nesse sentido, corresponde entre 11 e 14 semanas de gestação, contadas a partir do primeiro dia da última menstruação. 

    Porém, recomenda-se que o exame aconteça no início da 13ª semana, quando o bebê já é um pouco maior. Isso possibilita melhores imagens e, consequentemente, maiores chances de identificar alguma malformação.

    Como é feita a translucência nucal?

    A translucência nucal é um exame simples e rápido, realizado através de uma ultrassonografia obstétrica. Para tanto, a grávida deita-se em uma maca e um gel é aplicado em seu abdômen para que o aparelho possa ser movimentado com facilidade. Através da imagem gerada pelo ultrassom, é possível medir e calcular a quantidade de líquido presente na região da nuca do feto. 

    Nesse sentido, em cerca de 95% dos casos o exame é feito pela via abdominal. Porém, dependendo da posição do bebê, às vezes é necessário que o procedimento seja complementado pela via transvaginal. De qualquer forma, vale esclarecer que o exame da translucência nucal não apresenta nenhuma contraindicação, assim como não requer preparo prévio.

    Translucência nucal e morfológico é a mesma coisa?

    A translucência nucal é um dos exames mais importantes do pré-natal, que pode ocorrer de forma isolada, através de uma ultrassonografia obstétrica, ou então, durante o ultrassom morfológico do primeiro trimestre. 

    Nesse sentido, o morfológico é um exame mais completo que além da translucência nucal, também avalia o fluxo de sangue através do coração fetal e do ducto venoso, e a presença de osso nasal do feto. Desta forma, a ausência do osso do nariz representa maior risco de alterações, já que esta situação é muito comum em síndromes.

    No casos da síndrome de Down, além da medição da translucência nucal e da observação do osso nasal, outros fatores de risco devem ser avaliados, como o histórico familiar de doenças genéticas, alterações cromossômicas e também a idade da mãe.

    Qual o valor normal da translucência nucal?

    Na verdade, os valores da translucência nucal variam de acordo com a idade gestacional. Entretanto, como parâmetro, são considerados valores normais, que representam baixo risco, os índices menores que 2,5 mm. Medidas superiores a 2,5 mm geralmente significam um risco maior do feto apresentar alguma malformação.

    Mas lembrando: a medida da translucência nucal elevada não quer dizer que o bebê tenha necessariamente algum problema. Nestes casos, outros testes precisam ser feitos para chegar a um possível diagnóstico. 

    Valores referências para Translucência Nucal:

    • Translucência Nucal normal: Abaixo de 2,5mm;
    • Translucência Nucal aumentada: Maior ou igual a 2,5mm.

    A translucência nucal aumentada pode diminuir?

    A resposta é sim. É comum que bebês que tiveram o teste da “nuquinha” alterado em um primeiro momento apresentem um segundo exame normalizado. 

    Entretanto, o fato da medida da translucência nucal diminuir não significa que o bebê tenha menos risco. Nesse sentido, para fins de determinação de risco, sempre se considera o exame onde o valor foi maior. 

  • Ultrassom transvaginal: tire todas as suas dúvidas sobre o exame

    O ultrassom transvaginal é um exame de imagem que consegue visualizar internamente órgãos e estruturas da área pélvica, especialmente o aparelho reprodutor feminino.

    Nesse sentido, o exame pode diagnosticar com mais nitidez alterações na vagina, colo do útero, útero, trompas e ovários. Além disso, o exame serve também para confirmar e acompanhar o início de uma gravidez.

    Dessa forma, no texto a seguir vamos saber mais sobre o exame: quando ele é indicado, como é feito, quem pode fazer, além de esclarecer outras dúvidas sobre o assunto.

    Leia também: o que é reprodução assistida?

     O que é ultrassom transvaginal?

    O ultrassom transvaginal, também chamado de endovaginal, é um exame muito utilizado por ginecologistas e obstetras. Nesse sentido, o exame consiste na inserção de um aparelho transdutor na vagina, que usa ondas de alta frequência (sem radiação).

    Dessa forma, o pequeno equipamento produz ondas de som que são transformadas pelo computador em imagens dos órgãos internos, como útero, trompas de falópio, ovários, colo do útero e vagina. Sendo assim, as imagens fornecidas pelo exame são de extrema qualidade, o que possibilita observar irregularidades presentes nesses órgãos.

    O exame é feito em qualquer clínica de diagnóstico por imagens e não gera risco algum para a saúde da paciente.

    Tipos de ultrassom transvaginal

    As clínicas de diagnóstico por imagem fazem vários tipos de ultrassom transvaginal que são responsáveis por identificar inúmeras situações nos órgãos do aparelho reprodutor da mulher. Confira os tipos de exames: 

    • Ultrassom Transvaginal para avaliar endometriose;
    • Ultrassom Transvaginal para controlar a ovulação;
    • Ultrassom Transvaginal tridimensional (3D), que avalia os órgãos de vários ângulos:
    • Ultrassom Transvaginal para não gestantes;
    • Ultrassom Transvaginal obstétrico (para gestantes);
    • Ultrassom Transvaginal obstétrica gemelar;
    • Ultrassom Transvaginal obstétrica trigemelar;
    • Ultrassom Transvaginal obstétrica morfológica;
    • Ultrassom Transvaginal com Translucência Nucal;
    • Doppler transvaginal (pesquisa a vascularização dos órgãos).

    Para que serve o ultrassom transvaginal?

    O ultrassom transvaginal é um exame de rotina, geralmente solicitado pelos ginecologistas, para avaliar a saúde dos órgãos e estruturas pélvicas da mulher. Nesse sentido, ele permite  avaliar:

    Além disso, também indica-se o exame para confirmar uma gravidez e a idade gestacional do feto com mais precisão. Isto é possível pois o exame faz medição do comprimento céfalo-caudal, considerada a forma mais confiável de estimar o tempo de gravidez e a data provável do parto. 

    Da mesma forma, o ultrassom transvaginal também serve para observar se o feto está alojado no útero corretamente e se a gravidez é única ou gemelar. No entanto, o exame transvaginal para avaliação do bebê está indicado para ser feito a partir da  6ª semana gestacional até a 12ª. Entre a 20ª e 24ª semanas, utiliza-se o exame para avaliar a medida do colo uterino, pois possibilita identificar pacientes com risco de parto prematuro.

    Afinal, quem pode fazer o ultrassom transvaginal?

    Como já vimos, o ultrassom transvaginal é um exame que consiste na inserção de um aparelho na vagina que possibilita observar internamente o útero, trompas e ovários.

    Nesse sentido, muitas pessoas têm dúvidas se podem ou não fazer o exame, já que é considerado um exame invasivo. Na sequência, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto.

    Pode-se fazer o ultrassom transvaginal menstruada?

    A resposta é sim! A menstruação não interfere na realização ou no resultado do exame.

    Desta forma, se a mulher está menstruada ou com sangramentos fora do período menstrual, é apenas recomendado remover o absorvente interno, caso esteja utilizando.

    Pode-se fazer o ultrassom transvaginal grávida?

    Sim, pode e deve ser feito o ultrassom transvaginal no início da gravidez, a partir da 6ª semana. O exame é recomendado para confirmar a gestação, conferir com precisão a idade gestacional e analisar se o embrião está implantado no local certo. Além disso, com o ultrassom, é possível medir o colo do útero e avaliar a saúde do bebê de forma geral, nos primeiros três meses de gestação. 

    Nesse sentido, é feito até a 13ª semana, o primeiro exame morfológico, que mede a Translucência Nucal. Este tipo de exame rastreia e identifica alterações genéticas no desenvolvimento do bebê, além de detectar malformações fetais. 

    Contudo, a partir do segundo semestre de gravidez, o exame transvaginal é substituído pelo ultrassom abdominal. No entanto, a verificação pelo canal vaginal ainda pode ser utilizada em algumas situações para:

    • Examinar o posicionamento da placenta quando está baixa;
    • Identificar causas de sangramento vaginal;
    • Medida do colo uterino.

    Quem é virgem pode fazer o ultrassom transvaginal?

    Para responder esta pergunta é necessário esclarecer que a perda da virgindade é culturalmente associada ao rompimento do hímen durante a primeira relação sexual com um homem ou com a penetração de algum objeto fálico.

    Desta forma, é importante explicar que para fazer o ultrassom transvaginal, o médico introduz o aparelho na vagina da paciente. Nesse sentido, caso ela ainda tenha o hímen intacto, pode causar ruptura dessa membrana. Por isso, não é recomendada a realização da ultrassonografia transvaginal em mulheres com hímen. Da mesma maneira, mulheres sexualmente ativas, mas que nunca tiveram penetração, seja através de relação sexual com seu parceiro ou com uso de vibradores, também não devem realizar o exame.

    Sendo assim, o examel só é indicado para as mulheres que já tiveram a membrana da vagina rompida. Já para as mulheres que têm a estrutura intacta, o médico pode substituir o exame pela ultrassonografia abdominal para analisar as estruturas da pelve. 

    Qual é o preparo para ultrassom transvaginal?

    O ultrassom transvaginal não exige nenhum preparo específico. Sendo assim, é apenas necessário que a paciente esteja de bexiga vazia e vestindo um avental clínico que será entregue minutos antes da avaliação. Caso haja resultados anteriores, eles devem ser mostrados na data do exame.

    Vale ainda lembrar que no caso da mulher estar menstruada ou ter sangramentos fora do período menstrual, é apenas recomendado remover o absorvente interno, caso esteja utilizando.

    Como é feito o ultrassom transvaginal?

    Para realizar o ultrassom transvaginal, a paciente deve ficar deitada, em posição ginecológica, com as pernas abertas e ligeiramente dobradas.

    Desta maneira, o médico insere, no canal vaginal, o aparelho de ultrassom que está protegido com uma camisinha e com um lubrificante para que facilite a passagem do equipamento.

    Assim, o instrumento utilizado emite ondas sonoras de alta frequência e possibilita a formação das imagens nas estruturas pélvicas. Estas são diretamente enviadas para um monitor para que seja possível serem avaliadas por um profissional.

    Contudo, para obter melhores imagens em diferentes planos, o médico pode fazer alguns movimentos com o transdutor. O exame, geralmente, dura de 20 a 30 minutos.

    O ultrassom transvaginal dói?

    Apesar do ultrassom transvaginal ser um exame seguro e indolor, é possível que a mulher sinta uma ligeira pressão na barriga ou no interior da vagina.

    Nesse sentido, em alguns casos, o especialista pode redobrar a aplicação do gel lubrificante sobre a camisinha usada no transdutor para aliviar o desconforto. Desta forma, o aparelho desliza com mais facilidade pelo canal vaginal.

    No entanto, caso a paciente sinta dor, ela deve avisar imediatamente ao médico radiologista para que interrompa o exame ou adeque a técnica utilizada.

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  • Diabetes gestacional: quais são os riscos para mãe e bebê?

    A diabetes gestacional caracteriza-se pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez. Nesse sentido, os riscos da doença são altos, podendo trazer complicações à saúde da mãe e do bebê.

    Contudo, com cuidados, a diabetes gestacional pode ser controlada. Confira a seguir tudo sobre o assunto: o que é, suas causas, quais são os sintomas, os riscos e como a doença pode ser evitada ou tratada.  

    O que é diabetes gestacional?

    Durante a gravidez, o açúcar que está no sangue da mãe aumenta para satisfazer as demandas nutricionais do bebê. Nesse sentido, a gestante sofre várias alterações hormonais e o corpo passa a produzir uma maior quantidade de insulina. Esse hormônio ajuda a transformar o açúcar em energias que o corpo precisa.

    Em algumas gestações a produção de insulina adicional não ocorre. Sendo assim, o açúcar não se transforma em energia e fica concentrado em grande quantidade no sangue da mãe. Esta condição recebe o nome de diabetes gestacional.

    Desta forma, a doença é caracterizada por hiperglicemia, ou seja, o aumento dos níveis de glicose no sangue. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o distúrbio tem prevalência entre 3% e 25% das gestações, dependendo do grupo étnico, da população e do critério diagnóstico utilizado.

    O que causa diabetes gestacional?

    Não se tem conhecimento preciso porque a diabetes gestacional se desenvolve. No entanto, sabe-se que durante a gravidez ocorrem adaptações na produção hormonal materna para permitir o desenvolvimento do bebê. Nesse sentido, a placenta é uma fonte importante destes hormônios, porém, quase todos eles prejudicam a ação da insulina nas células, aumentando o nível de açúcar no sangue.

    Desta forma, o pâncreas materno tende a aumentar a produção de insulina para compensar este quadro. Contudo, como já vimos anteriormente, em algumas mulheres este processo não ocorre, e por esta razão se desenvolve a diabetes gestacional.

    Sendo assim, qualquer gestante pode ter a doença, mas algumas têm maiores chances de desenvolvê-la. Veja abaixo os fatores de risco para a diabetes gestacional:

    Como evitar a diabetes gestacional?

    A diabetes gestacional nem sempre pode ser prevenida porque está relacionada às alterações hormonais típicas da gestação. No entanto, pode-se diminuir o risco de desenvolvimento da doença tomando algumas atitudes. 

    Confira abaixo quais são:

    • Estar no peso ideal antes de engravidar;
    • Fazer o pré-natal;
    • Aumentar de peso durante a gravidez de forma lenta e gradual;
    • Alimentar-se de forma saudável durante toda a gestação;
    • Praticar exercícios moderados.

    Quais são os sintomas de diabetes gestacional?

    A diabetes gestacional, na maioria das vezes, é assintomática. Nesse sentido, é de vital importância fazer exames periódicos durante toda a gravidez, principalmente na segunda metade da gestação. Isto porque é entre a 24ª e 28ª semana de desenvolvimento do bebê que, geralmente, a doença aparece.

    Entretanto, a futura mamãe sempre deve estar atenta, pois em alguns casos, a diabetes gestacional pode causar sintomas. Veja quais são os sinais de alerta:

    • Aumento da sede;
    • O aumento da vontade de urinar; 
    • O aumento da fome;
    • Visão turva;
    • Cansaço;
    • Infecções urinárias frequentes.

    Como é o diagnóstico de diabetes gestacional?

    Durante a gravidez, o médico deve estar sempre vigilante à paciente. Desta forma, ele levanta o histórico familiar e se informa sobre a rotina e o peso da mulher. Além disso, solicita testes no pré-natal que checam as taxas de colesterol, triglicérideos e glicose.

    Sendo assim, qualquer alteração nos resultados acende o sinal de alerta para a diabetes gestacional. Nesse sentido, exames de ultrassom também são importantes. Aqui, sinais como feto maior que o esperado e mudanças no volume do líquido amniótico são indicativos de problemas. 

    Entretanto, a diabetes gestacional é geralmente diagnosticada entre a 24ª e 28ª semanas de gravidez, quando a resistência à insulina geralmente começa. Se a mulher já teve diabetes gestacional antes ou apresenta alto risco para desenvolver o problema, pode fazer os exames antes da 13ª semana de gravidez.

    Confira abaixo os testes que podem diagnosticar a diabetes gestacional:

    Curva glicêmica

    O exame de curva glicêmica é o principal exame para verificar a diabetes gestacional.

    Nesse sentido, ele mede a velocidade com que o corpo absorve a glicose após a ingestão de 75g de uma solução açucarada. Assim, é feita a medida das quantidades da substância no sangue em três momentos: em jejum (antes de tomar a glicose), uma hora e duas horas após a ingestão. 

    Os valores de referência, ou seja, considerados normais deste exame são:

    • Em jejum: abaixo de 92 mg/dl;
    • Após 1h: abaixo de 180 mg/dl;
    • Após 2 horas: abaixo de 153 mg/dl;
    • Qualquer dosagem aleatória de glicemia maior que 200 mg/dl já é diagnóstico de diabetes.

    Glicemia de jejum

    A glicemia de jejum é um exame que mede o nível de açúcar no sangue da gestante, servindo para monitorar o aparecimento da diabetes. Veja quando o exame dá normal ou anormal:

    • Normal: valores de referência (normais) ficam entre 65 a 92 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL).
    • Anormal: valores entre 92 mg/dL e 100 mg/dL são considerados anormais, próximos ao limite e devem ser repetidos em uma outra ocasião.

    Valores acima de 100 mg/dL já são bastante suspeitos de diabetes, mas também devem ser repetidos. Vale esclarecer que a glicemia de jejum é um exame feito para confirmar os resultados da curva glicêmica e para acompanhar os níveis de glicose durante toda a gravidez.

    Quais são os riscos da diabetes gestacional?

    A maioria das mulheres que têm diabetes gestacional passará pela gravidez sem maiores problemas, desde que controle a doença e monitore seus níveis glicêmicos regularmente.

    No entanto, se a diabetes estiver descontrolada pode gerar riscos à gestante e ao bebê. Além disso, a probabilidade de precisar de uma cesárea será maior.

    Confira as complicações que podem ocorrer nas gestantes:

    • Aumento do risco de pré-eclâmpsia, que é a elevação súbita da pressão;
    • Rompimento da bolsa amniótica antes da data prevista, com parto prematuro;
    • Maior chance de aborto;
    • Feto que não vira de cabeça para baixo antes do parto;
    • Possibilidade de parto cesárea ou de laceração do períneo no parto normal; devido ao tamanho do bebê;
    • Diabetes no futuro. 

    O que a diabetes gestacional pode causar no bebê?

    Como já vimos, além de trazer riscos para a mãe, a diabetes gestacional também pode trazer riscos para o bebê. Isto acontece pois o feto passa a receber muita glicose por meio da placenta e o pâncreas do nenê acaba sobrecarregado, sem conseguir transformar o açúcar em energia para as suas células. Desta forma, as sobras de açúcar viram gordura, e a criança ganha peso de forma anormal.

    Sendo assim, se a mãe tem diabetes gestacional, o bebê pode ter um risco aumentado de:

    Porém, todos estes problemas podem ser diminuídos, ou até evitados, se a mulher seguir o tratamento corretamente, com um acompanhamento redobrado no pré-natal.

    Diabetes gestacional é fator de risco para Covid-19?

    Os diabéticos têm o mesmo risco de contrair a Covid-19 do que os não-diabéticos. Contudo, o risco de apresentar a forma grave é maior em quem tem a doença. Isso ocorre porque o sistema imunológico do diabético sofre alterações causadas pelo excesso de açúcar no sangue, levando a:

    • Um aumento exagerado da reatividade do sistema imunológico, elevando as chances de ocorrerem complicações pulmonares da covid-19;
    • Um estado de hipercoagulabilidade, crescendo as chances de tromboembolismos nos pacientes acometidos pela covid-19;
    • Ao desequilíbrio metabólico, reduzindo então a resposta imune ao SARS-CoV-2.

    Sendo assim, a Sociedade Brasileira de Diabetes divulgou nota técnica indicando a vacinação contra Covid-19 também entre as gestantes com diabetes. Desta forma, a diabetes gestacional é um fator de risco para casos graves da doença e está listada no grupo prioritário de vacinação. Assim, junta-se a diabéticos em geral, hipertensos, obesos, pessoas com problemas respiratórios crônicos, cardiovasculares, entre outros.

    Diabetes gestacional: o que comer?

    A alimentação na diabetes gestacional deve ser orientada por um especialista para que não haja deficiências nutricionais para a mãe ou para o bebê. Nesse sentido, é recomendado que a gestante evite o açúcar, e prefira alimentos pobres em carboidratos ou com carboidratos complexos (integrais). Com elevada quantidade de fibras, esses alimentos apresentam baixo índice glicêmico, o que é mais saudável especialmente para quem tem diabetes.

    Mesmo assim, é importante que a glicemia seja medida em jejum e após as refeições principais pois assim é possível que tanto a gestante quanto o médico consigam ter um controle dos níveis de glicose no sangue. Desta forma, de acordo com as medições , o plano alimentar pode ser ajustado.

    Veja abaixo os alimentos permitidos e os que devem ser evitados durante a diabetes gestacional:

    Indicados

    • Grãos integrais: arroz integral, pão integral, quinoa, aveia, lentilha, grão-de-bico, feijão, ervilha e milho;
    • Frutas: qualquer fruta, desde que seja consumida apenas uma unidade por dia;
    • Legumes: todos, exceto batata inglesa, batata doce, macaxeira, também conhecida como mandioca, pois contém elevada quantidade de carboidratos;
    • Carnes em geral, de preferência com pouca gordura;
    • Peixes frescos e enlatados em azeite, como a sardinha e o atum;
    • Oleaginosas: castanhas, amendoim, nozes, avelãs e amêndoas;
    • Leite e derivados: leite integral, iogurte natural integral, queijos;
    • Gorduras naturais: manteiga, azeite, óleo de coco, coco, abacate;
    • Sementes: chia, linhaça, gergelim, abóbora, girassol.

    Não Indicados

    • Alimentos que contenham açúcar e farinha branca na sua composição como bolos, sorvetes, doces, salgados, pizzas, tortas e pães brancos;
    • Alimentos que tenham amido de milho como maisena e aditivos como melaço, xarope de milho e xarope de glicose, que são produtos semelhantes ao açúcar;
    • Evitar carnes processadas como salsicha, linguiça, presunto e mortadela;
    • Evitar bebidas que tenham açúcar como cafés, refrigerantes, sucos industrializados e chás com adição de açúcar.

    Diabetes gestacional tem cura?

    A diabetes gestacional quase sempre passa após o parto. No entanto, é importante seguir corretamente o tratamento, já que existe um risco elevado de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 depois do nascimento do bebê.

    Nesse sentido, aproximadamente seis semanas após o parto, a mulher deve realizar um novo teste de tolerância à glicose, sem usar medicamentos antidiabéticos. Além disso, é indicada a amamentação, pois o aleitamento materno pode reduzir o risco de diabetes permanente. Contudo, é muito importante que a paciente continue mantendo uma alimentação balanceada e a realização de exercícios físicos regulares.

    Qual o tratamento para diabetes gestacional?

    O tratamento para a diabetes gestacional deve ser feito por meio de mudança dos hábitos alimentares e pela prática de atividade física moderada. Desta maneira, é possível que os níveis de glicose no sangue fiquem controlados.

    No entanto, quando os níveis de açúcar não regularizam com estas medidas, é indicado medicamentos para este controle. Assim, o médico pode receitar o uso de hipoglicemiantes orais ou de insulina. Além disso, é importante que a mulher faça a medição da glicemia diariamente para que seja verificado se o tratamento está sendo eficaz.

    Vale destacar ainda que somente 20% das gestantes precisam fazer a aplicação da insulina para regular os níveis de glicose no sangue. E nestes casos, não há riscos nem para a mãe, nem para o bebê. Desta forma, quando a diabetes gestacional é tratada de maneira adequada, a chance da gestação ocorrer de forma normal é grande, e o bebê nascerá saudável.

    Diabetes gestacional no final da gravidez: cuidados específicos

    O controle da diabetes é essencialmente importante ao final da gestação, quando os níveis de glicose no sangue tendem a aumentar e uma alta dosagem de insulina é geralmente necessária.

    Nesse sentido, aconselha-se à mulher a ficar mais atenta e contar o número de vezes que  sente o feto se mover por dia. Se tudo estiver bem, a gestante deve sentir no mínimo dez movimentos (chutes, vibrações ou giros) no prazo de duas horas. Porém, se estes diminuírem repentinamente, a paciente deve avisar o médico o mais breve possível.

    Além disso, no final da gestação, o obstetra faz exames mais frequentes, como a avaliação da frequência cardíaca, cardiotocografias ou perfis biofísicos fetais, utilizando a ultrassonografia. Assim, o monitoramento muitas vezes  inicia-se na 32ª semana de gravidez ou antes, caso o feto não esteja crescendo adequadamente ou se a mulher apresentar hipertensão arterial.

    Nesse sentido, para reduzir o risco de haver problemas no final da gravidez, o médico geralmente:

    • Inclui a participação de uma equipe especializada em diabetes, com enfermeiros, nutricionista e um pediatra;
    • Diagnostica e trata eventuais problemas relacionados à gravidez, não importando quão triviais eles sejam;
    • Planeja o parto, no qual um pediatra experiente estará presente;
    • Garante que haverá cuidados intensivos à disposição do recém-nascido (se necessário).

    Diabetes gestacional e parto normal: é possível?

    Normalmente o parto normal é possível para quem tem diabetes gestacional. No entanto, os bebês nascidos de mães com a doença tendem a ser maiores. Nesse sentido, se a diabetes for mal controlada, os bebês podem ser particularmente grandes. Sendo assim, um feto maior é menos propenso a passar facilmente através da vagina e é possível que seja necessário um parto por cesariana.

    É importante ainda esclarecer que se o trabalho de parto não acontecer naturalmente até a 39ª semana, o médico pode iniciá-lo utilizando um medicamento para indução deste momento. No entanto, se a glicemia não estiver bem controlada, é possível que o trabalho seja induzido já na 37ª semana.

    Além disso, durante o trabalho de parto, muitas mulheres com diabetes precisam receber ainda uma infusão contínua de insulina por meio de um cateter inserido em uma veia. Porém, na maioria das vezes, a necessidade de repor a insulina cai drasticamente logo após o nascimento do bebê, normalizando para os níveis de antes da gravidez em poucas semanas.

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  • Eclâmpsia e pré-eclâmpsia na gravidez: entenda diferenças e sinais de alerta

    Você já ouviu falar em eclâmpsia ou pré-eclâmpsia? Sabe o que são?

    Essas doenças ligadas à hipertensão arterial são importantes complicações da gravidez. Sendo assim, por representarem perigo para a gestante e para bebê, precisam ser acompanhadas de perto pelo obstetra. 

    Mas afinal, o que é eclâmpsia? E a pré-eclâmpsia? Quais seus sintomas, riscos e tratamento? O texto a seguir vai esclarecer essas e outras dúvidas sobre estes temas, continue a leitura e entenda mais sobre:

    O que é eclâmpsia?

    A eclâmpsia é uma importante complicação da gravidez, rara, porém grave, que se caracteriza por episódios repetidos de convulsões. Dessa maneira, pode ser muito perigoso para a mãe e seu bebê, e até mesmo fatal.  Nesse sentido, é considerado o grau mais grave da hipertensão na gravidez, afetando cerca de uma em cada 2 mil ou 3 mil gestações. 

    Em outras palavras, a eclâmpsia é uma manifestação crítica da pré-eclâmpsia, que ocorre geralmente após a 20ª semana de gestação. Além do mais, o quadro pode acontecer também na hora do parto ou até mesmo após o nascimento. 

    Nesse sentido, as crises convulsivas duram em média 1 minuto. Elas são normalmente precedidas por dor de cabeça, alterações visuais ou dor abdominal intensa, podendo evoluir para coma.

    Contudo, ao contrário do que os nomes pré-eclâmpsia e eclâmpsia podem sugerir, uma doença não necessariamente evolui para a outra. Na verdade, embora estejam relacionadas, a grande maioria das gestantes com pré-eclâmpsia grave não irá apresentar eclâmpsia. Em todo caso, é importante ficar atento aos sintomas.

    Por isso, veja os principais sintomas da eclâmpsia:

    • Convulsões;
    • Dor de cabeça intensa;
    • Hipertensão arterial;
    • Aumento de peso rápido devido à retenção de líquido;
    • Inchaço das mãos e pés;
    • Inchaço da face;
    • Perda de proteínas pela urina (urina espumosa);
    • Zumbidos nos ouvidos;
    • Dor de barriga intensa;
    • Vômitos;
    • Alterações de visão.

    O que é pré-eclâmpsia?

    A pré-eclâmpsia é uma complicação da gestação que se caracteriza por um quadro de hipertensão arterial (pressão superior a 140 x 90 mmHg) associada à proteinúria (perdas de proteínas na urina). A doença se manifesta normalmente a partir da 20ª semana de gravidez, no parto (seja ele normal ou cesárea), ou nos primeiros dias após o nascimento do bebê. Dessa forma, se não for tratada precocemente pode provocar lesão de órgãos importantes, tais como fígado, rins, pulmões e cérebro. 

    Sendo assim, ela ocorre em 5% a 10% das gestações, sendo que 75% dos casos são leves e 25%  graves. Além disso, a doença parece ocorrer devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta, causando diminuição da circulação sanguínea e alterações na capacidade de coagulação do sangue. 

    Dessa forma, quando o distúrbio se instala, há liberação de proteínas na circulação materna que provocam uma resposta imunológica da gestante. Assim, as paredes dos vasos sanguíneos são danificadas, o que resulta em vasoconstrição,  e consequentemente, no aumento da pressão arterial.

    Esta condição, que afeta cerca de 8,5 milhões de mulheres em todo o mundo, é responsável por aproximadamente 15% dos partos prematuros. Por isso, é necessário prestar atenção aos possíveis sintomas que podem indicar  uma pré- eclâmpsia leve ou grave. Ou seja, se a grávida apresentar pelo menos um dos sintomas citados abaixo, deve procurar seu médico ou ir ao hospital para medir a pressão arterial e fazer exames de sangue e de urina.

    Conheça os tipos de pré-eclâmpsia e seus sintomas:

    Pré-eclâmpsia leve

    • Pressão arterial igual a 140 x 90 mmHg;
    • Presença de proteínas na urina;
    • Inchaço e ganho repentino de peso, como 2 a 3 kg em 1 ou 2 dias.

    Pré-eclâmpsia grave

    • Pressão arterial superior a 160 x 110 mmHg;
    • Dor de cabeça forte e constante;
    • Dor no lado direito do abdômen;
    • Diminuição da quantidade de urina e da vontade de urinar;
    • Alterações na visão, como vista embaçada ou escurecida;
    • Sensação de ardência no estômago.

    Quais são as causas da pré-eclâmpsia?

    Tanto a eclâmpsia quanto a pré-eclâmpsia estão associadas à hipertensão arterial, que pode ser crônica ou específica da gravidez. Nesse sentido, podem ocorrer devido a problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta, no início da gravidez, durante sua implantação no útero. 

    Desta forma, conforme a gravidez se desenvolve e a placenta cresce, a falta de uma vascularização perfeita leva a uma baixa circulação de sangue, podendo causar isquemia placentária. Assim, a placenta em sofrimento por falta de circulação adequada produz uma série de substâncias. Ao caírem, portanto, na circulação sanguínea materna, elas causam descontrole da pressão arterial.

    Além disso, outros fatores aumentam o risco de desenvolver pré-eclâmpsia:

    • Gravidez em mulheres com mais de 40 anos ou menos de 18;
    • História familiar de eclâmpsia;
    • História familiar de pré-eclâmpsia;
    • Eclâmpsia ou pré-eclâmpsia em uma gestação anterior;
    • Gravidez de gêmeos;
    • Mulheres com hipertensão;
    • Obesidade;
    • Diabetes;
    • Doença renal crônica;
    • Grávidas com doenças autoimunes, como lúpus;
    • Intervalo de tempo prolongado entre gestações;
    • Primeira gestação.

    Doenças hipertensivas e gravidez: conheça outros casos

    Como vimos, a pré-eclâmpsia é uma doença hipertensiva que pode ocorrer durante a gravidez. Contudo, outros quadros hipertensivos também  acometem as gestantes.

    Vejas as diferenças entre eles:

    Hipertensão crônica

    É a hipertensão arterial que existia antes da gravidez ou que ocorre antes da 20ª semana de gestação. Assim, como a pressão arterial elevada geralmente não tem sintomas, pode ser difícil determinar quando começou.

    Hipertensão gestacional

    As mulheres com hipertensão gestacional têm pressão arterial elevada, mas sem excesso de proteína na urina, ou outros sinais de danos em órgãos. Algumas mulheres com hipertensão gestacional podem, eventualmente, desenvolver pré-eclâmpsia.

    Pré-eclâmpsia 

    E o surgimento de pressão arterial alta após a 20ª semana de gravidez. Nesse sentido, está associado à perda de proteínas na urina, chamada de proteinúria.

    Hipertensão crônica com pré-eclâmpsia superposta

    Esta condição ocorre em mulheres que têm pressão arterial elevada crônica antes da gravidez. Portanto, desenvolvem o agravamento dessa pressão com presença de proteína na urina.

    Como ocorre o diagnóstico de eclâmpsia?

    O diagnóstico de eclâmpsia é estabelecido com base nos níveis elevados da pressão arterial, na história clínica, nos sintomas da paciente e nos resultados de exames laboratoriais de sangue e de urina.

    Dessa maneira, para confirmar ou descartar o diagnóstico, o médico irá solicitar exames específicos como:  

    • Medição da pressão arterial;
    • Exames de sangue para determinar contagem de plaquetas e o funcionamento do fígado e rins;
    • Exames de urina para identificar altos níveis de proteína;
    • Ultrassom fetal com Doppler, para saber como está o bebê;
    • Exames para verificar a frequência cardíaca do bebê.

    Quais são as possíveis complicações da eclâmpsia?

    A eclâmpsia é uma situação preocupante para as grávidas já que representa riscos tanto para a mãe quanto para o  bebê. Desta forma, quando a doença não é diagnosticada, tratada e acompanhada por um médico, pode apresentar complicações ainda mais perigosas. 

    Nesse sentido, a melhor prevenção é controlar de perto a pressão arterial durante toda a gravidez. Além disso, fazer os exames de pré-natal necessários para detectar, o mais cedo possível, qualquer alteração indicativa desta doença.

    Conheça algumas possíveis complicações da eclâmpsia:

    Síndrome HELLP

    Em inglês, a sigla HELLP significa Hemolisys (hemólise), Elevated Liver Enzymes (enzimas do fígado elevadas) Low Platelets (plaquetas baixas). Nesse sentido, a síndrome é uma grave complicação caracterizada por sintomas de eclâmpsia, além da destruição das células sanguíneas, com anemia,  hemoglobinas abaixo de 10,5%, queda das plaquetas abaixo de 100.000/mm³, além da elevação das enzimas hepáticas.

    Nesse sentido, a síndrome de HELLP está associada ao inchaço do fígado e diminuição da atividade de coagulação do sangue, com destruição de glóbulos vermelhos. Sendo assim, na sua forma mais agressiva, pode causar o óbito da mãe se não for controlada.

    Sangramentos

    Os sangramentos ocorrem devido à destruição e diminuição do número de plaquetas, bem como ao comprometimento da capacidade de coagulação;

    Prematuridade do bebê: 

    A eclâmpsia pode causar descolamento da placenta, baixo crescimento e desenvolvimento intra-uterino e parto prematuro. Dessa forma, pode deixar sequelas para o bebê.

    Edema agudo de pulmão: 

    Nesta situação há acúmulo de líquido nos pulmões;

    Insuficiência do fígado e rins: 

    Nesses quadros, fígado e rins deixam de realizar suas funções normalmente. Dessa forma isso pode, inclusive, se tornar irreversíveis.

    Morte materna: 

    A eclâmpsia, forma mais grave dos distúrbios hipertensivos, pode levar à complicações e morte materna. Nessa casos, os óbitos são decorrentes de hemorragia cerebral, edema agudo de pulmão, insuficiência renal aguda, insuficiência hepática com ou sem coagulação intravascular disseminada, entre outros.

    Qual o tratamento para eclâmpsia?

    A eclâmpsia, ao contrário da hipertensão arterial comum, não responde aos diuréticos nem a uma dieta pobre em sal. Dessa forma, o tratamento normalmente para grávidas com diagnóstico de eclâmpsia inclui:

    Medicamentos

    A administração de Sulfato de Magnésio na veia é o tratamento mais comum em casos de eclâmpsia, que age controlando as convulsões e a entrada em coma. 

    Repouso

    Durante a internação hospitalar, a grávida deve repousar o máximo possível, de preferência deitada para o lado esquerdo, o que melhora o fluxo de sangue para o bebê.

    Indução do parto

    O parto é a única forma de curar a eclâmpsia, portanto, o médico pode antecipar o nascimento, dependendo de quantas semanas da gestação já se passaram.  

    Dessa forma, a decisão de se induzir o parto, ou prolongar a gravidez deve levar em consideração a idade gestacional, a gravidade da eclâmpsia e as condições de saúde da mãe e do feto. Nesse sentido, se surgirem sintomas de risco de vida, o parto prematuro pode ocorrer entre 32 e 36 semanas de gravidez.

    Vale ressaltar que, apesar da eclâmpsia normalmente melhorar após o parto, podem surgir complicações nos dias seguintes, por isso a mulher deve ser monitorada rigorosamente.

    Como é feito o tratamento pré-eclâmpsia?

    O tratamento da pré-eclâmpsia busca garantir a segurança da mãe e do bebê, e tende a variar de acordo com a gravidade da doença e com o tempo de gestação. Nesse sentido, é importante a grávida controlar frequentemente a pressão arterial e fazer exames de urina rotineiramente, para evitar que a pré-eclâmpsia piore.

    Além disso, nos casos leves, o obstetra geralmente recomenda que a mulher fique em casa e siga uma dieta pobre em sal e com aumento da ingestão de água para cerca de 2 a 3 litros por dia. O repouso deve ser seguido à risca e de preferência para o lado esquerdo, de forma a aumentar a circulação sanguínea para os rins e o útero.

    Já nos casos de pré-eclâmpsia grave, o tratamento geralmente é feito no hospital. Dessa maneira, a grávida recebe remédios anti-hipertensivos pela veia e fica sob vigilância para avaliação constante da sua saúde e a do bebê. De acordo com a idade gestacional, o médico pode recomendar induzir o parto para tratar a pré-eclâmpsia.

    Saiba mais: eclâmpsia pós-parto

    Como já vimos, a eclâmpsia acontece geralmente a partir da 20ª semana de gravidez, mas  pode se manifestar também na hora do parto, ou após o nascimento do bebê. Nesse sentido, a eclâmpsia no pós parto é uma condição rara que ocorre logo nas primeiras 48 horas após o parto. 

    Sendo assim, é mais comum em mulheres que foram diagnosticadas com pré-eclâmpsia durante a gravidez, mas também pode acometer gestantes com características que favorecem essa doença, como obesidade, pressão alta, diabetes, idade superior a 40 ou menores de 18 anos. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais de possível eclâmpsia  no pós-parto como:

    • Desmaio;
    • Dor de cabeça;
    • Dor abdominal;
    • Visão embaçada;
    • Convulsões;
    • Pressão arterial alta;
    • Inchaço das mãos e dos pés;
    • Presença de proteínas na urina;
    • Zumbidos nos ouvidos;
    • Vômito.

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  • O exame de sexagem fetal pode dar errado? Descubra a taxa de confiança do teste

    O exame de sexagem fetal é uma boa alternativa para saber antecipadamente o sexo do bebê. Neste sentido, a gestante não precisa esperar até a realização do exame de ultrassom para descobrir se será uma menina ou um menino.

    A seguir vamos explicar o que é sexagem fetal, como o teste ocorre, quando pode acontecer, suas taxas de sucesso e dúvidas mais frequentes sobre o assunto.

    O que é sexagem fetal?

    Em 1997, o pesquisador chinês Dennis Yuk-ming Lo descobriu que o DNA do feto está presente no sangue materno durante a gestação. Para esta descoberta, ele usou como marcador o cromossomo sexual masculino (Y). Desta forma, ele criou o exame de sexagem fetal que consegue detectar, ainda nas primeiras semanas de gravidez, o sexo do bebê.

    Sendo assim, o exame consiste na análise laboratorial do sangue da mãe, e é considerado sem riscos e com altas chances de acerto. Desta maneira, com a sexagem fetal é possível acalmar a ansiedade dos pais que não querem esperar pelo exame de imagem para saber se terão uma menina ou um menino.

    Como o exame de sexagem fetal é feito?

    O exame de sexagem fetal é feito através de coleta de sangue comum, semelhante a um hemograma. Desta forma, é possível visualizar, por meio de biologia molecular, amostras de fragmentos do DNA do feto presentes no plasma da mãe. Assim, com esta análise genética identifica-se o sexo do bebê.

    Recomenda-se a realização da sexagem fetal a partir da 10ª semana de gestação, sendo a 11ª semana a ideal para obter resultados mais assertivos. Isto ocorre pois o número de células fetais no sangue da mãe aumenta à medida que o tempo de gestação avança.

    Para fazer o exame, não existem contraindicações e não é necessário nenhum preparo prévio. No entanto, recomenda-se que a gestante esteja bem alimentada e hidratada na hora da coleta de sangue. 

    Em quanto tempo o exame de sexagem fetal fica pronto?

    O tempo para sair o resultado do exame de sexagem fetal varia de laboratório para laboratório. Dessa forma, pode demorar de 3 a 10 dias, dependendo da urgência da solicitação e do local escolhido para a realização do teste. 

    Porém, já existe também no mercado brasileiro um teste de farmácia para sexagem fetal. Nesse sentido, o exame identifica o sexo do bebê por meio da urina e o resultado sai em alguns minutos.

    Quais são os resultados possíveis na sexagem fetal?

    Para explicar os possíveis resultados do exame de sexagem fetal é importante esclarecer que todas as células de um indivíduo contém 23 pares de cromossomos diferentes, que são herdados dos pais. Entretanto, apenas um desses pares carrega as informações que determinam o sexo. Nesse sentido, se o cromossomo sexual for “XX” será biologicamente uma mulher, caso seja formado por “XY”, será biologicamente um homem.

    Desta forma, o exame de sexagem fetal consiste na investigação do cromossomo Y no sangue materno. Assim, se o exame detectar este cromossomo significa que o bebê é um menino. Já a ausência do cromossomo Y significa que o bebê é XX, e a gestação é de uma menina.

    Em caso de gestação de gêmeos, ainda é possível realizar o exame de sexagem fetal. Contudo, se a gestação for gemelar bivitelina, o resultado pode ser parcial. Ou seja, nem sempre dá para saber o sexo de ambos os bebês. Nesse sentido, se o exame mostrar a presença do cromossomo Y, significa que pelo menos um dos bebês é do sexo masculino. Se não mostrar este cromossomo, significa que ambos os bebês são do sexo feminino.

    Porém, se a gestação é univitelina, o resultado significa que é o mesmo sexo para ambos os fetos.

    É importante esclarecer ainda que embora a sexagem fetal consiga identificar se o bebê é menino ou menina, o exame não determina se são gêmeos, trigêmeos e etc.

    O exame de sexagem fetal pode dar errado?

    O resultado da sexagem fetal pode sofrer interferências e, em alguns casos, indicar um falso masculino ou feminino. Nesse sentido, é importante verificar se em um determinado momento da vida a gestante recebeu sangue ou passou por um transplante de órgãos cujo doador era homem. Se isto ocorreu, o resultado da sexagem fetal pode ser falso.

    Outra condição que é passível de erro é se a mulher fez algum procedimento de Fertilização in Vitro com vários embriões. Dessa forma, se algum embrião não sobreviveu, algumas células ainda podem estar presentes no sangue da mãe e interferir no resultado.

    No entanto, se a mulher não tiver passado por nenhum dos fatores mencionados acima, as chances de acerto do exame chegam a 99%.

    Sexagem fetal ou ultrassom: qual escolher?

    O jeito mais comum de descobrir se a gestante espera um menino ou uma menina é através da tradicional ultrassonografia, que vai acompanhar o crescimento do bebê durante toda a gestação. Porém, é preciso ter paciência, já que o exame de imagem morfológico só consegue detectar o sexo do bebê por volta da 15ª semana de gravidez.

    Nesse sentido, é importante frisar que o ultrassom tem papel fundamental para verificar se a gestação está se desenvolvendo corretamente. Sendo assim, além do primeiro trimestre, este exame ainda é recomendado nos outros dois trimestres da gestação, entre a 18ª e a 22ª semana e entre a 33ª e a 34ª semana. 

    Já o exame de sexagem fetal é uma opção. Geralmente são requisitados pelos casais mais ansiosos que querem uma resposta antecipada sobre o sexo do bebê. Sendo assim, eles podem fazer o teste a partir da 10ª semana de gestação. 

    O teste de sexagem fetal de farmácia é confiável?

    O exame de sexagem fetal de farmácia, chamado de Intelligender, é semelhante a um teste de gravidez que analisa a urina da gestante por volta da 12ª semana. Nesse sentido, a coleta pode ser feita em casa e em poucos minutos sai o resultado. Se a luz que aparecer for laranja, significa que é menina. Se a luz for verde, o bebê é um menino.

    No entanto, o teste de sexagem fetal de farmácia não é indicado por médicos e especialistas. Afinal, sua porcentagem de acerto é bem inferior à do exame de laboratório, não passando de 82%.

    De qualquer forma, o teste é uma opção para as grávidas curiosas e ansiosas que não querem coletar sangue e nem esperar até o momento da ultrassonografia. Contudo, o exame de farmácia não deve ser feito em certas situações, pois há possibilidade de afetar ainda mais o resultado. Confira quando ele é contraindicado:

    • Se teve relações sexuais nas últimas 48 horas;
    • Depois da 32ª semana de gravidez;
    • Para quem fez recentemente tratamentos para a infertilidade, com remédios contendo progesterona.
    • Se fez tratamento de Inseminação Artificial;
    • Se estiver grávida de gêmeos.

    A sexagem fetal aponta doenças genéticas?

    A sexagem fetal não identifica doenças genéticas. Entretanto, a diferença entre o sexo encontrado na sexagem e o identificado em exames de imagem pode contribuir para a suspeita de algumas doenças. Entre elas estão a hiperplasia congênita da adrenal, a síndrome da feminização testicular e outras condições raras.

    Contudo, para obter o diagnóstico certo destas e de outras doenças genéticas, existem métodos mais assertivos e sensíveis, como o exame de NIPT, a Biópsia de Vilosidades Coriônicas e a Amniocentese. Confira os detalhes de cada exame:

    NIPT

    O NIPT, sigla em inglês para teste pré-natal não invasivo, é um exame de sangue simples que avalia o risco de doenças cromossômicas do feto, além de detectar o sexo do bebê. Nesse sentido, o exame é capaz de rastrear doenças como a Síndrome de Down, Síndrome de Edwards, Síndrome de Patau, Síndrome de Turner, Síndrome de Klinefelter entre outros.

    O NIPT tem uma taxa de confiabilidade de 99% e é indicado para mulheres grávidas nas seguintes situações:

    Biópsia de Vilosidades Coriônicas

    A biópsia de Vilosidades Coriônicas é recomendada apenas em casos de suspeita de anomalia genética, pois é um exame invasivo. Nesse sentido, ele utiliza o método de punção com agulha para a retirada de fragmentos da placenta. 

    O material recolhido permite obter o cariótipo fetal, que é a avaliação do número e forma dos cromossomos. Dessa forma, por meio da amostra, é possível saber o sexo do bebê, além de diagnosticar síndromes cromossômicas, doenças genéticas e metabólicas.

     O exame é indicado nas seguintes situações:

    • Quando a Translucência Nucal está aumentada;
    • Idade materna avançada; 
    • História de malformação ou doença genética em gestação anterior;
    • História familiar de síndromes genéticas ou doenças metabólicas;

    Amniocentese

    A amniocentese também é um exame invasivo e assim como a biópsia da placenta há riscos de aborto, de 1 a 2%. Ele é indicado a partir do segundo trimestre de gestação, e além de identificar o sexo do bebê, tem como principal objetivo analisar alterações genéticas e congênitas no feto.

    Para a realização do exame, o médico introduz uma agulha fina pela barriga da gestante que retira uma pequena quantidade de líquido amniótico. Este envolve e protege o feto durante a gravidez e que contém células, anticorpos e substâncias que permitem determinar a saúde do bebê. 

    As principais indicações para este exame são:

    • Gravidez acima dos 35 anos, com rastreamento ultrassonográfico positivo;
    • Mãe ou pai com problemas genéticos, ou histórico na família de alterações genéticas;
    • Gravidez prévia de filho com alguma doença genética.

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  • Ciclo menstrual: confira guia completo sobre o assunto

    O ciclo menstrual faz parte da vida de todas as mulheres saudáveis. Ele vai desde a puberdade, quando acontece a primeira menstruação, até à menopausa, período em que se encerra a fase reprodutiva feminina. 

    Mas afinal, qual a definição de ciclo menstrual? Como funciona? Qual sua importância para quem quer engravidar? No texto a seguir você vai saber mais detalhes sobre este assunto.

    O que é ciclo menstrual?

    O ciclo menstrual é o processo fisiológico que ocorre mensalmente nas mulheres férteis, quando o corpo se prepara para uma possível gravidez. Nesse sentido, o organismo feminino passa por diversas alterações hormonais. Elas estimulam a produção de óvulos e o desenvolvimento da parede interna do útero (endométrio) para receber um eventual embrião. 

    Desta forma, se durante o período fértil do ciclo ocorrer uma fecundação, o embrião será implantado na cavidade uterina dando início à gestação. Por outro lado, se a gravidez não acontecer, o endométrio irá descamar, sendo eliminado pelo corpo através da menstruação.

    Leia também: Menstruação ou Sangramento de Nidação: quando vale fazer um teste de gravidez?

    Este processo se repete todos os meses, desde o primeiro ciclo menstrual da mulher, chamado de menarca, que se dá na puberdade, até a chegada da menopausa, quando termina a fase fértil feminina, por volta dos 50 anos. 

    Para entender melhor o ciclo menstrual, é importante saber que ele se refere ao período entre o primeiro dia da menstruação do mês e o primeiro da menstruação seguinte. Assim, é dividido em três fases principais: folicular, ovulatória e lútea.

    Embora dure em média 28 dias, o ciclo menstrual varia de mulher para mulher. Por isso pode ser mais curto, com 21 dias, e mais longo, de até 35 dias, também considerados normais.

    Como funciona o ciclo menstrual?

    O ciclo menstrual é marcado por mudanças nos ovários e no útero causadas por ação de diferentes hormônios. Sua função é preparar o óvulo para ser liberado do ovário, e o útero para receber um possível embrião.

    Nesse sentido, o ciclo menstrual acontece em 3 fases: 

    Fase folicular

    A fase folicular é a primeira etapa do ciclo menstrual e acontece entre o primeiro dia da menstruação e a ovulação. Neste período, que dura entre 12 e 16 dias, os folículos ovarianos crescem e começam a preparar o corpo para uma possível gravidez.

    Sendo assim, há um aumento da produção do hormônio folículo estimulante (FSH), que faz com que os folículos que contêm os óvulos se desenvolvam. Além disso, com esse amadurecimento, o ovário também libera mais estrogênio, hormônio responsável por tornar o revestimento do útero pronto para uma eventual gestação.

    Fase ovulatória

    A fase ovulatória é a segunda etapa do ciclo menstrual e consiste na ovulação. Nesse sentido, ocorre a liberação do óvulo maduro que segue para as trompas de Falópio onde poderá acontecer a fecundação. Como o óvulo sobrevive apenas 24 horas fora do ovário, é preciso que ele encontre o espermatozoide neste curto espaço de tempo para dar início a uma gravidez.

    Dessa forma, considerando que os espermatozoides duram até 3 dias dentro do corpo da mulher, é possível que a gestação ocorra se o casal tiver relações sexuais até 3 dias antes da ovulação. Ainda, é importante ressaltar que o dia da ovulação varia conforme a duração do ciclo. Em muitos casos, ocorre no 14º dia. Porém, há mulheres que ovulam em dias diferentes do ciclo.

    Fase lútea

    A fase lútea do ciclo menstrual é aquela que ocorre após a ovulação, nesta fase o corpo lúteo (antiga casinha do óvulo) produz a progesterona, responsável pela produção glandular do endométrio. Ela dura em média 14 dias (a menos que ocorra fecundação) e termina pouco antes da próxima menstruação.

    Nesse sentido, caso o óvulo tenha sido fecundado, ele viaja até o útero e se fixa no endométrio. Por outro lado, se não houver fecundação, o óvulo se desintegra e o endométrio, que estava pronto para receber o embrião, passa a descamar. Essa descamação do endométrio constitui a menstruação que marca o início de um novo ciclo reprodutivo.

    Como contar o ciclo menstrual?

    Como vimos, o ciclo menstrual compreende o período entre o primeiro dia da menstruação do mês, até o início da menstruação do mês seguinte. Assim, para conhecer o seu ciclo menstrual é preciso primeiro saber qual seu tempo de duração, e se ele é regular ou irregular.

    Estas informações são especialmente importantes para as pessoas que estão tentando engravidar. Afinal, é a partir delas é possível determinar o período fértil feminino, quando há mais chances de se conseguir uma gravidez.

    Veja como entender seu ciclo menstrual:

    • Anote mensalmente, em um calendário, caderno ou aplicativo de celular o primeiro dia da menstruação. Nesse sentido, este dia é considerado o dia 1 do ciclo; 
    • Conte quantos dias leva até chegar a menstruação seguinte;
    • Marque a “metade” do ciclo, que geralmente corresponderá a ovulação e o seu período mais fértil.

    Ciclo menstrual regular

    O ciclo menstrual dura em média 28 dias, porém, cada mulher tem um ritmo diferente. Nesse sentido, mesmo que os ciclos tenham 21 ou 35 dias, o importante é que sejam regulares, de acordo com o seu padrão.

    Desta forma, o que marca a regularidade é justamente o tempo entre uma menstruação e outra. Portanto, o sangramento não precisa descer sempre no mesmo dia. 

    Ciclo menstrual irregular

    O ciclo menstrual irregular é considerado aquele que leva menos de 21 dias ou mais de 35 dias entre as menstruações. Ou seja, são ciclos muito curtos ou muito longos, podendo até mesmo intercalar esses dois tipos. Isso dificulta saber ao certo quando a menstruação irá vir. 

    Nesse sentido, nos primeiros dois anos após a menarca, é comum que a menina tenha ciclos irregulares, de 20 dias e depois de 60. Isto acontece, pois o eixo hormonal ainda é imaturo, o que leva um tempo até se regularizar. Da mesma forma, na pré-menopausa as mulheres também começam a ter ciclos irregulares devido à redução dos folículos ovarianos que são responsáveis pelos mecanismos hormonais do ciclo.

    Além disso, outros fatores podem alterar o ciclo menstrual:

    Qual a relação entre ciclo menstrual e período fértil?

    Como vimos, o ciclo menstrual é composto por diferentes etapas, e o período fértil feminino é a fase na qual a mulher tem mais chances de engravidar. Assim, podemos dizer que são os dias do ciclo nos quais há maior probabilidade de ocorrer a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, e assim iniciar uma possível gestação.

    Nesse sentido, a determinação do período fértil leva em conta principalmente o dia da ovulação. Ou seja, quando o óvulo maduro é liberado pelo ovário e vai para as Trompas de Falópio onde poderá ser fecundado.

    Este processo acontece normalmente uma vez ao mês, sempre 14 dias antes da próxima menstruação. Além disso, o cálculo também considera o tempo que o espermatozoide tem para fecundar o óvulo, já que ele sobrevive até 3 dias no organismo da mulher.

    Dessa forma, o período fértil, também chamado de semana fértil, é o intervalo de aproximadamente 6 dias até o dia da ovulação. Porém, para muitos médicos, esse período do mês, que tem maiores chances de ocorrer uma gravidez, dura até 2 dias após a ovulação.

    Vale ressaltar que conhecer o ciclo menstrual e identificar o período fértil é fundamental para quem quer engravidar, da mesma forma que é importante para as pessoas que desejam evitar uma gestação. 

    Como saber quando será período fértil no ciclo menstrual?

    Para quem tem ciclos regulares, o método do calendário, também chamado de “tabelinha”, pode ajudar. Nesse sentido, leva-se em conta que a ovulação acontece geralmente 14 dias antes da próxima menstruação. 

    Dessa forma, nas mulheres com ciclos de 28 dias, a ovulação deve ocorrer no 14º dia. Já para quem menstrua a cada 30 dias, a ovulação acontece no 16º do ciclo. Com esta informação, acrescentando-se 5 dias antes e 2 dias após a data prevista da ovulação, é possível ter uma previsão do período fértil.

    Já para as mulheres com ciclos irregulares, o uso da tabelinha é mais inseguro. Nestes casos, uma opção para descobrir o período fértil é através dos testes de ovulação que possibilitam determinar a ovulação de 24 h a 36 h antes da liberação do óvulo. Outra opção é o controle ecográfico. 

    Assim como os testes de gravidez, esta verificação também acontece através da urina e é muito fácil de usar. Basta mergulhar uma tirinha na urina e verificar a cor obtida. Nesse sentido, o teste é positivo quando detecta uma grande quantidade de hormônio luteinizante LH, indicando que a mulher deve ovular em breve. 

    Vale lembrar que cada mulher é diferente, e que nenhum método é 100% eficaz para determinar o dia exato da ovulação. Por isso, as mulheres podem ficar atentas também aos sinais do corpo de que a ovulação está próxima. 

    Veja alguns indícios de que a ovulação está próxima:

    Secreção vaginal transparente: 

    Como a clara de ovo, e sem odor forte, a secreção pode indicar que a ovulação e o período fértil estão chegando. Isto acontece pelo aumento do hormônio estradiol, que produz mais líquido que o habitual, facilitando a entrada dos espermatozoides no canal vaginal. 

    Espinhas:

    No período fértil, com as mudanças hormonais, a pele pode ficar mais oleosa, facilitando o surgimento de espinhas e cravos.

    Aumento da temperatura:

    O aumento da temperatura corporal basal (em repouso) ocorre como resposta à preparação do corpo para a fecundação. Nesse sentido, os folículos liberam os óvulos maduros, o que eleva a quantidade de progesterona, causando o aumento da temperatura corporal em 0,4 a 1,0ºC.

    Aumento da libido e do apetite:

    A elevação dos níveis hormonais que acontecem no período fértil também explicam o aumento da libido e do apetite. Nesta fase, ocorre também o aumento da produção de feromônios, hormônios exalados pelo corpo com a finalidade de atrair e excitar o sexo oposto. 

    Dor no baixo ventre:

    Sentir dor ou incômodo na parte de baixo da barriga, na altura dos ovários, é um dos sintomas frequentes do período fértil. Nesse sentido, pequenas pontadas na região pélvica ou cólicas, podem indicar que a mulher está ovulando. 

    Irritação e instabilidade emocional: 

    A variação do humor também é comum no período fértil e acontece principalmente devido às alterações hormonais comuns do período.

    A data da menarca influencia na idade em que a mulher entrará na menopausa?

    O primeiro ciclo menstrual, ou menarca, marca o início da idade reprodutiva da mulher, onde a cada ciclo, a mulher amadurece óvulos, e caso não gere nenhum bebê, esses óvulos são descartados pelo corpo.

    Levando em consideração que a mulher tem um número limitado de óvulos, muitas pessoas podem associar que mulheres que menstruam cedo entram na menopausa precocemente. Porém não existe nenhuma relação da menarca com o fim da idade reprodutiva da mulher.

    Qual a relação entre ciclo menstrual e a Reprodução Assistida?

    O ciclo menstrual irregular pode ser sinal de algum problema de infertilidade. Nesse sentido, doenças como Síndrome do Ovário Policístico (SOP) e Endometriose podem interferir na regularidade do ciclo, bem como impactar negativamente na fertilidade da mulher. Desta forma, é importante investigar as causas dos ciclos menstruais irregulares, para determinar se a origem do problema pode ser tratada.

    Porém, em alguns casos, o fator que causa a irregularidade do ciclo, e a infertilidade, não podem ser revertidos. Nessa situação, os tratamentos de Reprodução Assistida como a Fertilização in Vitro, por exemplo, representam um caminho para alcançar a gravidez desejada.

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  • 10 principais perguntas sobre útero retrovertido respondidas

    Você já ouviu falar em útero retrovertido ou invertido? Sabe o que de fato acontece quando uma mulher tem o órgão nesta posição?

    Pois no texto a seguir vamos responder as perguntas mais frequentes sobre o útero retrovertido: o que é, quais os sintomas, se é preciso tratamento, se dificulta a gravidez, entre outras dúvidas sobre o assunto.

    1 – O que é útero retrovertido?

    Como todos sabem, o útero é um dos órgãos mais importantes do corpo feminino ligado à reprodução, pois é nele que o bebê fica durante toda a gestação. Nesse sentido, ele está localizado na bacia, também chamada por especialistas de região pélvica. Desta forma, o órgão que tem a forma de uma pêra invertida está normalmente situado acima da bexiga e projetado para frente do abdômen.

    Entretanto, a posição do útero pode variar de mulher para mulher. Sendo assim, algumas pesquisas científicas apontam que cerca de 15% a 25% das mulheres têm o útero retrovertido, popularmente chamado de invertido.

    Nesses casos, é uma diferença anatômica em que o órgão está refletido para trás. Ou seja, virado na direção da coluna vertebral e do reto, mais perto da porção final do intestino grosso.

     2 – Quais são os sintomas do útero retrovertido?

    Sabe-se que o útero retrovertido é uma condição física, e desta forma, não é considerado uma doença. Por esta razão, muitas mulheres nem sabem que têm o órgão invertido até passarem por algum ultrassom de rotina que revele a posição.

    No entanto, em algumas situações, a condição pode apresentar alguns sintomas. Confira quais são:   

    É importante ressaltar que existe uma associação de útero retrovertido com uma maior incidência de endometriose – quando pedaços do endométrio se espalham para além do útero, inflamando e causando dor. Porém, se a mulher tiver o útero retroverso e não apresentar endometriose ela não precisa se preocupar, pois terá uma vida normal.

    Contudo, vale a pena frisar que se a paciente perceber qualquer desconforto na região pélvica é fundamental consultar com um ginecologista de confiança.

    3 – Útero retrovertido causa infertilidade?

    O útero retrovertido, ao contrário do que muitos pensam, não é responsável pela infertilidade feminina. Sendo assim, essa posição do órgão é uma variante anatômica normal e não costuma ter consequências graves para a saúde da mulher ou do feto.

    Nesse sentido, ele não impede que a mulher tenha uma vida saudável e que possa engravidar no futuro. Entretanto, como já foi citado anteriormente, mulheres nesta condição têm maior probabilidade de desenvolver endometriose, que é uma causa importante de infertilidade.

    Desta forma, o útero retrovertido associado à doença aumenta a chance das mulheres terem mais dificuldade para engravidar. Porém, isto ocorre pela endometriose e não pela condição do útero.

    4 – Qual é a posição para engravidar com útero retrovertido?

    Muitas pessoas acreditam que por ter o útero retrovertido, a mulher precisa ter uma posição específica nas relações sexuais para conseguir engravidar. Entretanto isto é mito!

    Neste sentido, os especialistas afirmam que não há uma posição indicada durante o ato sexual para quem tem a condição. Segundo a medicina, a chance de gravidez é a mesma, independente da posição do órgão.

    5 – Útero retrovertido causa dor na relação sexual?

    Geralmente, as mulheres são assintomáticas e nem sabem que possuem o útero retrovertido. Por esta razão, a maioria não apresenta sintomas durante a relação sexual.

    Porém, em alguns casos, ele pode estar fixo. Nesse sentido, é possível causar dores durante o ato sexual.

    6 – Como fica a barriga de grávida com útero retrovertido?

    Como já vimos, na maioria das vezes o útero é anteverso fletido. Ou seja, virado para frente, por sobre a bexiga. Porém, ele pode aparecer também virado para trás, em direção à coluna (retrovertido).

    Contudo, quando a mulher engravida, o útero vai crescendo e perdendo qualquer uma das flexões. Desta forma, independente da posição pré-gestacional, o órgão vai se retificando, ou seja,  ficando de forma reta. Sendo assim, a barriga de grávida com o útero retrovertido é igual a qualquer outra gestação.  

    7 – Como é a gravidez de quem tem útero retrovertido?

    A retroversão uterina, geralmente, não causa grandes problemas à mulher e nem à fertilidade feminina. Da mesma forma, o útero retrovertido na gravidez não interfere no curso da gestação. Afinal, por volta das 12 semanas o órgão sai da cavidade pélvica, perde a flexão e fica reto. 

    Nesse sentido, os especialistas explicam que a gravidez é igual para todas.  Ou seja, independente da posição pré-gestacional do órgão, a gestante pode ter os mesmos sintomas de quem tem o útero virado para frente.

    Sendo assim, problemas como incontinência urinária, dificuldade para evacuar ou dores nas costas podem acontecer em qualquer situação de gravidez.  

    8 – Como é a gravidez de gêmeos de quem tem útero retrovertido?

    Como o útero retrovertido fica reto por volta das 12 semanas, a gravidez de gêmeos transcorre da mesma maneira que qualquer outra gestação gemelar. Nesse sentido,  normalmente, a barriga fica maior e os cuidados devem ser redobrados.

    Vale lembrar que  grávidas de gêmeos, de uma maneira geral, podem sentir mais sintomas, como incontinência urinária, dores nas costas, incômodo para urinar ou evacuar.

    9 – Quem tem útero retrovertido pode ter parto normal?

    O parto em caso de útero retrovertido pode ser normal, não sendo necessária uma cesárea só por esse motivo. Isto porque no decorrer da gestação, o órgão vai crescendo e se posicionando de forma reta. Sendo assim, há possibilidade de ocorrer o parto vaginal.

    No entanto, é importante que a paciente verifique com o obstetra que tipo de parto é possível quando chegar a hora do bebê nascer.

    10 – Há tratamento para útero revertido?

    Na grande maioria dos casos, quem tem útero retrovertido não precisa de tratamento, pois as mulheres sequer sabem desta condição anatômica do órgão. Porém, como ele está voltado para a parte de trás do corpo, algumas mulheres podem relatar dor durante a menstruação, ao urinar, evacuar e após o contato íntimo.

    Desta forma, nestas situações, pode ser indicado medicamentos à base de hormônios para a regulação do ciclo menstrual. Além disso, em casos específicos é possível realizar um procedimento cirúrgico para que o útero seja virado para frente, reduzindo assim os sintomas e o desconforto.


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  • Genética: entenda o significado e sua influência nos bebês

    Você certamente já ouviu falar em genética, e com certeza deve ter muitas dúvidas. Mas afinal, o que é genética? Qual sua atuação? Como ela influencia nossas vidas desde o momento que somos gerados?

    Esse texto vai abordar os diversos aspectos da genética, seu conceito, seu papel na hereditariedade, bem como, sua relação com os tratamentos da reprodução assistida. Boa leitura!

    O que significa genética?

    A genética é a área da ciência que estuda a hereditariedade, ou seja, o processo de transmissão de características físicas e biológicas de um indivíduo para outro. De origem grega, a palavra genética significa “fazer nascer”, e através dela se aprende muito sobre as leis e mecanismos de transmissão das características entre as diferentes gerações. 

    Nesse sentido, a genética estuda precisamente os genes, que são porções do DNA (Ácido Desoxirribonucleico), molécula presente no núcleo das células dos seres vivos que carrega toda a informação genética de um organismo. Assim, os genes determinam tanto as características próprias da espécie humana, quanto os atributos específicos de cada indivíduo como cor do olho, do cabelo, altura, entre outros. 

    Desta forma, essas características são passadas aos descendentes no momento da reprodução. Isso acontece pois os gametas sexuais masculinos e femininos, ou seja, o espermatozoide e o óvulo, carregam os genes. Sendo assim, quando acontece a fecundação, as informações genéticas do pai e da mãe se unem para formar o novo ser.

    Conheça as diferentes áreas de estudo da Genética:

    A evolução da genética trouxe benefícios em diversas áreas. Assim, conhecer suas áreas de estudo e abrangência nos ajuda a entender suas potencialidades e aplicações.

    Clássica: 

    Anterior ao advento da Biologia Molecular, utiliza técnicas tradicionais, como mapeamento de cromossomos.

    Molecular: 

    Pesquisa funções e estruturas dos genes a nível molecular.

    Ecológica: 

    Estuda a genética em populações naturais, nas interações entre organismos com o meio ambiente.

    Genômica: 

    Analisa o genoma, ou seja, o conjunto de genes das espécies.

    Populacional: 

    Pesquisa as mudanças e distribuição na frequência de alelos decorrente de mutação, seleção natural, fluxo gênico e deriva genética.

    Genética e hereditariedade são a mesma coisa?

    Não exatamente. Como vimos, a genética é a área científica que estuda os fenômenos biológicos com relação à hereditariedade. Ou seja, com a maneira como os filhos herdam características de seus pais e as transmitem para seus filhos. 

    Desta forma, a herança genética é um dos conceitos mais básicos da genética, e explica os fatores físicos passados para as futuras gerações, assim como eventual tendência a desenvolver certas doenças. 

    Veja alguns princípios básicos da genética relacionados com a hereditariedade:

    • Os filhos herdam dos pais as informações genéticas contidas nos genes que irão determinar as características do indivíduo;
    • Cada ser vivo contém pares de genes que são transmitidos após a fecundação, quando se forma o zigoto;
    • Os espermatozoides e os óvulos passam os genes de uma geração a outra;
    • Os gametas contêm metade da informação genética da espécie a qual pertencem.

    Quais são os principais termos da genética?

    Hoje, já está bem claro como acontece a transmissão de características de pais para filhos; no entanto, no passado, essa era uma dúvida de muitos pesquisadores. Desta forma, realizaram-se vários estudos para explicar, cientificamente, os mecanismos na perpetuação de características nos seres vivos.

    Nesse sentido, a descoberta de Gregor Mendel, em 1865, foi o ponto inicial e de maior contribuição para o desenvolvimento da genética. Naquela época, mesmo sem conhecimentos sobre cromossomos e eventos como meiose e mitose, o monge e biólogo conseguiu perceber, em seus trabalhos com ervilhas, que existiam fatores responsáveis pela hereditariedade. 

    Desde então, os estudos da genética evoluíram muito, e várias descobertas impactaram significativamente a humanidade. Nesse sentido, a partir do entendimento de como as características passam entre as gerações, hoje já é possível entender o desenvolvimento de alguns tipos de tumores, realizar testes de DNA, criar clones, fazer produtos transgênicos, entre várias outras importantes descobertas.

    Conheça alguns conceitos básicos para o estudo da genética:

    DNA

    O DNA (Ácido Desoxirribonucleico) é uma molécula presente no núcleo das células dos seres vivos que carrega toda a informação genética de um organismo. Nesse sentido, é constituído por uma fita dupla em forma de espiral (dupla hélice), composta por nucleotídeos que estão relacionados diretamente com as características físicas e fisiológicas do nosso corpo. 

    Por esta razão, o DNA tem papel fundamental na hereditariedade, sendo considerado o portador da mensagem genética.

    Cromossomos

    Os cromossomos são longas sequências de DNA. Nesse sentido, o ser humano possui 46 cromossomos: 23 recebidos da mãe e 23 do pai, que pareiam entre si. Cada par de cromossomo é composto de inúmeros genes.

    Desses 23 pares de cromossomos, 22 são considerados autossômicos e dois cromossomos são sexuais. Ou seja, relacionam-se à determinação do sexo masculino e feminino. Desta forma, homens apresentam cromossomos sexuais XY, enquanto as mulheres, XX.

    Genes 

    Os genes são unidades de informação hereditária que se localizam nos cromossomos. Nesse sentido, é possível dizer que o gene nada mais é do que uma sequência específica do DNA que contém as instruções necessárias para a síntese de uma molécula de RNA, que posteriormente dará origem a uma proteína. 

    Ou seja, o gene é a unidade fundamental da hereditariedade, pois eles são os responsáveis por determinar tanto as características próprias da espécie humana, quanto as características de cada indivíduo.

    Genoma

    O Genoma é toda a informação hereditária codificada no DNA de um organismo ou no RNA, no caso de alguns vírus. Nesse sentido, é o conjunto de todos os genes de uma determinada espécie.

    Genótipo

    O genótipo define-se como a composição genética de um indivíduo, ou seja, o conjunto de todos os genes daquele organismo. 

    Fenótipo

    O fenótipo é a expressão observável da constituição genética de um indivíduo, ou seja, é o conjunto das características físicas e fisiológicas de um ser. Nesse sentido, apesar das características serem determinadas pelo genótipo, o fenótipo é variável ao longo da vida e depende também das interações com o meio.

    Qual a influência da genética no bebê?

    Como vimos, ambos os pais determinam a genética do bebê, já que o filho herda 23 cromossomos da mãe e 23 do pai. Esses 46 cromossomos, unidos na fecundação, são compostos por genes que contêm toda informação que o corpo precisa em termos de desempenho, função e forma. Desta maneira, são os genes que definem as características de cada indivíduo.

    Mas como isso acontece? Por que alguns filhos parecem mais com o pai e outros com a mãe? Para responder a essa questão, é preciso esclarecer que os pares de genes alelos, que ocupam o mesmo lócus nos cromossomos homólogos, embora envolvidos na determinação de um mesmo caráter, não são necessariamente idênticos.

    Desta forma, os genes podem ser dominantes, representados por letras maiúsculas (AA ou Aa), ou recessivos, representados por letras minúsculas (aa). Nesse exemplo, a mensagem hereditária não se dá através da mistura dos dois genes, mas sim, com a informação de um prevalecendo sobre o outro. 

    Por exemplo, se considerarmos a cor de olhos: os dois genes podem manifestar a cor marrom (dominante), ou um deles determinar a cor azul (recessiva). Neste caso, embora o gene para o azul faça parte da herança genética do bebê, ele terá a cor de olhos dominante, no caso, marrom.

    Para entender melhor a relação entre dominantes e recessivos, é preciso compreender também o que são Genes Homozigotos e Heterozigotos:

    Genes Alelos Homozigotos: 

    Quando os alelos para uma determinada característica são iguais. Exemplo: AA, aa. (marrom, marrom), (azul,azul). 

    Genes Alelos Heterozigotos: 

    Quando os alelos para uma determinada característica são diferentes. Exemplo: Aa. (marrom, azul). 

    Genes Alelos Dominantes:

    A presença de um único alelo dominante é suficiente para a manifestação de determinada característica, que pode ocorrer em homozigotos ou heterozigotos. Exemplo: AA ou Aa.

    Genes Alelos Recessivos:

    A manifestação de uma determinada característica só ocorre em homozigotos.

    O que é aconselhamento genético?

    O aconselhamento genético ou mapeamento genético é um processo para identificar a probabilidade de determinadas doenças passarem aos descendentes. Desta forma, é feito um estudo dos genótipos de cada pessoa e seus familiares, o que possibilita estimar a chance dos descendentes desenvolverem alguma doença já manifestada em membros da família. 

    Nesse sentido, indica-se o aconselhamento genético para pessoas que querem ter filhos e apresentam grandes riscos de transmitir alguma patologia ou malformação. Desta forma, acontecer quando se planeja uma gravidez, ou já durante o pré-natal.

    Veja algumas situações onde se indica o aconselhamento genético:

    • Pessoas com históricos de doenças degenerativas, até mesmo em parentes próximos;
    • Casais com idade avançada;
    • Pessoas portadoras de alguma doença genética; 
    • Pessoas com filhos que possuem malformações e/ou anomalias;
    • Casais que apresentam laços familiares (relação consanguínea);
    • Casos de aborto de repetição e infertilidade.

    O processo de aconselhamento genético acontece em 3 fases:

    Anamnese 

    No início do processo, a pessoa responde um questionário bem detalhado. Há perguntas relacionadas às doenças hereditárias na família, ao parentesco do casal, aos problemas ocorridos em gestações (inclusive de parentes), à descendência étnica, histórico de atraso mental, de aborto, entre outros. A pesquisa é minuciosa e feita pelo geneticista clínico.

    Exames físicos e laboratoriais

    Na segunda etapa, o médico verifica se há alguma alteração física que possa estar relacionada com a genética. Nesse sentido, pode-se analisar fotos de infância e de familiares para observar características genéticas que representem algum risco.

    Além disso, realizam-se exames laboratoriais, como, por exemplo, o exame de citogenética humana. Quando necessário, a investigação genética pode incluir outros testes, como o sequenciamento Exoma e Genoma, que identificam importantes alterações genéticas.

    Diagnóstico

    Após esse amplo estudo, já será possível dizer, com uma grande margem de acerto, se existem alterações cromossômicas ou doenças genéticas. A partir disso, o especialista poderá orientar o casal sobre os riscos de transmitirem doenças genéticas, indicando o melhor tratamento ou forma de prevenção.

    Qual a importância da genética para tratamentos de fertilidade?

    Como já vimos, a genética está intimamente ligada à reprodução humana, determinando não apenas as características físicas do indivíduo, mas impactando diretamente também na saúde em geral e na fertilidade. Desta forma, para avaliação completa da saúde reprodutiva de homens e mulheres, podem ser feitos exames genéticos que ajudam a diagnosticar possíveis causas de infertilidade.

    Além disso, em casos de gestações que acontecem através de técnicas de Reprodução Assistida, como a Fertilização In Vitro (FIV), já é possível também analisar geneticamente o embrião antes da sua transferência ao útero materno. Desse modo, a possibilidade de selecionar um embrião saudável previne que futuras gerações sejam afetadas por alguma doença hereditária ou cromossômica.

    Saiba mais sobre o exame PGT

    Um dos principais testes genéticos do embrião é o exame PGT (teste genético pré-implantacional). Realizado a partir de biópsia embrionária, o teste rastreia possíveis anomalias genéticas do embrião, antes da sua transferência ao útero materno. Desta forma, se existir alguma alteração, o embrião é descartado e um outro é selecionado. Assim, possíveis síndromes cromossômicas e doenças genéticas não serão mais transmitidas para os descendentes desta família. 

    O PGT exame investiga as seguintes alterações:

    • Alteração numérica: é uma anomalia espontânea que afeta o número de cópias de um cromossomo, ou seja, quando um dos cromossomos, em vez de ter duas cópias, tem uma ou três. Nesse sentido, o exemplo mais conhecido é a Síndrome de Down, que tem três cópias do cromossomo 21.
    • Alteração estrutural: é uma anomalia no conteúdo de um cromossomo, ou seja, um fragmento mudou de lugar, posição ou falta.
    • Doenças monogênicas: são anomalias genéticas com causa por uma falha ou mutação em um único gene. Assim, exemplos conhecidos desse tipo de doenças são a Fibrose Cística, a Hemofilia, a Síndrome de X Frágil, a Distrofia Miotônica e a Doença de Huntington, entre outras.

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  • O exame histerossalpingografia ajuda a engravidar? Saiba tudo sobre procedimento

    O exame histerossalpingografia, também conhecido pela sigla HSG, é um exame ginecológico de imagem que analisa mais detalhadamente a anatomia do aparelho reprodutor feminino.

    Nesse sentido, o exame histerossalpingografia utiliza raio-x com contraste para ter uma visão mais clara da condição do útero e das trompas de falópio. Sendo assim, é muito indicado para mulheres com problemas ginecológicos e principalmente para diagnosticar causas de infertilidade feminina.

    No texto a seguir vamos saber todos os detalhes deste procedimento que ocorre no Brasil desde 1960, e que tem ajudado muitas mulheres a engravidar. Confira!

    O que é o exame histerossalpingografia?

    O exame histerossalpingografia é um procedimento que avalia o útero e as tubas uterinas e, assim, identifica qualquer tipo de alteração nestes órgãos.

    Desta forma, a partir do raio-x com contraste, o exame percorre todo o trajeto feito pelo espermatozoide até a trompa de falópio, local onde ocorre a fecundação do óvulo. Sendo assim, é possível que o médico conheça em detalhes a estrutura da cavidade uterina e a permeabilidade tubária.

    Nesse sentido, é um exame mais preciso que revela informações úteis na medida em que a ecografia simples não visualiza as trompas. 

    Para que serve o exame histerossalpingografia?

    Como já vimos, o exame histerossalpingografia serve para verificar a cavidade uterina e a permeabilidade das trompas de Falópio. Sendo assim, qualquer anomalia no aparelho reprodutor feminino pode ser identificada pelo exame. Desta forma, com o diagnóstico correto, o médico pode sinalizar o melhor tratamento para solucionar o problema.

    Veja abaixo em quais situações indica-se o exame:

    • Mulheres com doença ginecológica não identificada por outros exames;
    • Mulheres que estão com dificuldade de engravidar;
    • Pacientes que possuem endometriose na pelve;
    • Casos de abortos de repetição.

    Portanto, com o exame histerossalpingografia, o médico pode saber se existe qualquer malformação ou cicatriz uterina que possa atrapalhar a aderência do óvulo fecundado. Da mesma maneira, o procedimento permite verificar se as trompas estão bloqueadas, dificultando o caminho do óvulo. Além disso, ele serve também para diagnosticar outros problemas ginecológicos como, por exemplo, pólipos ou miomas.

    O exame histerossalpingografia ajuda a engravidar?

    Um dos principais objetivos do exame histerossalpingografia é saber o que está acontecendo no útero e nas trompas, para que seja possível iniciar um tratamento e auxiliar a paciente no processo de gravidez. 

    Sabemos que as trompas obstruídas podem ser um dos maiores empecilhos para uma mulher engravidar. Nesse sentido, há muitas complicações que podem causar isso, como por exemplo, a endometriose e as IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

    Desta forma, além de diagnosticar estes problemas para indicar possíveis tratamentos, a realização do próprio exame já pode ajudar a desobstruir as tubas, facilitando, assim, a gravidez.

    Isto acontece pois se introduz um líquido contraste pela vagina que segue para as trompas. No momento que o líquido passa pelas tubas, muitas vezes ele já consegue remover micro aderências ou rolhas de muco que eventualmente atrapalham a passagem do espermatozoide.

    Qual é o preparo para o exame histerossalpingografia?

    É importante esclarecer que o exame histerossalpingografia deve ser feito entre os dias seis e doze do ciclo menstrual. Ou seja, no período entre o final da menstruação e pouco antes da ovulação, para garantir que a mulher não esteja grávida. 

    Desta forma, o procedimento não deve ser feito na gravidez, pois o contraste injetado no útero e o raio-x podem provocar malformações no feto. Além disso, o exame também não deve acontecer se a paciente tiver sangramento menstrual abundante, qualquer infecção ou inflamação ginecológica como clamídia ou gonorreia.

    No entanto, quem for realizar a histerossalpingografia é importante tomar as seguintes precauções:

    • Ingerir um laxante prescrito pelo médico, na noite anterior ao exame, para evitar que as fezes ou os gases impeçam a visualização das estruturas ginecológicas;
    • Tomar o analgésico receitado pelo ginecologista cerca de 40 minutos antes do exame, já que o procedimento pode ser um pouco desconfortável;
    • Informar ao médico se possui alergia ao contraste iodado;
    • Evitar relações sexuais alguns dias antes do exame;
    • Esvaziar a bexiga antes do procedimento.

    Como é feito o exame histerossalpingografia?

    O exame Histerossalpingografia é um procedimento simples e que dura entre 20 a 30 minutos. Ele é feito ambulatorialmente por um médico radiologista, sem a necessidade de internação ou sedação. Sendo assim, para realizar a investigação a paciente fica em posição ginecológica, semelhante à do exame de Papanicolau.

    A partir daí, o especialista faz uma rápida análise da pelve e, em seguida, insere o espéculo vaginal para dilatar o canal da vagina. Posteriormente, é introduzido um fino cateter que libera o contraste com iodo no interior do colo do útero. Desta forma, o líquido espalha-se pelos diferentes órgãos do sistema reprodutivo da mulher e permite que eles possam ser visualizados por radiografia.

    Contudo, em alguns casos, o médico pode solicitar que a paciente se mova para que o líquido atinja pontos específicos. Assim é verificado se há inconformidades ou anomalias nestes lugares.

    Desta maneira, as imagens obtidas pelo raio-x permitem que seja observada, de forma detalhada, a morfologia dos órgãos reprodutores femininos. Com isso é possível identificar algumas causas de infertilidade ou qualquer outro tipo de alteração na mulher.

    Exame histerossalpingografia dói?

    O exame histerossalpingografia usualmente gera apenas um pequeno desconforto semelhante às cólicas do período menstrual. Nesse sentido, ele varia de intensidade de acordo com a sensibilidade de cada mulher.

    Embora a grande maioria das pacientes não sinta muita dor, em raros casos as cólicas podem ser intensas, porém são de curta duração. Sendo assim, normalmente o médico indica o uso de algum analgésico ou anti-inflamatório antes e depois do exame.

    Quais os sintomas após o exame histerossalpingografia?

    Após o exame histerossalpingografia a paciente pode sentir ainda algum desconforto abdominal e ter um pouco de perda de sangue pela vagina. Desta forma, é recomendado tomar um analgésico, se for necessário. Contudo, se ela não tiver sintomas, é possível retomar as atividades normais do dia.

    Entretanto, se a mulher sentir dores fortes, hemorragia e febre, ela deve procurar o médico imediatamente, pois estas situações não são normais.

    Quais são os possíveis resultados do exame histerossalpingografia?

    Os resultados da histerossalpingografia são especialmente utilizados para ajudar o ginecologista a identificar a causa da infertilidade, além de diagnosticar outros problemas ginecológicos. Como o exame analisa detalhadamente o aparelho reprodutor feminino, podem ser verificadas alterações tanto no útero quanto nas trompas de falópio.

    Veja abaixo quais os possíveis problemas que podem ser identificados:

     Útero

    • Má-formação uterina;
    • Pólipos nas paredes do útero;
    • Miomas, considerados tumores benignos;
    • Adenomiose, que consiste no crescimento do tecido endometrial no músculo do útero;
    • Útero bicorno;
    • Útero didelfo;
    • Sinéquias uterinas, que são como cicatrizes na parede do útero.

    Trompas de Falópio

    • Hidrossalpinge, que consiste no acúmulo de líquido no interior das tubas uterinas;
    • Bloqueio das trompas causado por infecção ou cicatrização;
    • Alterações ginecológicas nas trompas causadas por procedimentos de esterilização;
    • Espasmos tubários.

    A partir do momento que o exame histerossalpingografia consegue identificar essas ocorrências, o médico tem um diagnóstico correto da condição ginecológica da paciente. Desta forma, poderá ser orientado o procedimento mais adequado para o tratamento, como cirurgia, medicamentos ou outros.

    Todavia, em casos de pacientes que estão com dificuldades para engravidar, o especialista em reprodução humana terá uma visão clara do que está dificultando a gravidez. Assim, poderá indicar a melhor técnica de reprodução assistida para cada caso.

    Quanto tempo depois do exame histerossalpingografia pode ter relação?

    Como já vimos anteriormente, a paciente pode sentir leves cólicas durante e após a realização do exame histerossalpingografia. Desta forma, alguns médicos aconselham o uso de analgésicos e indicam a suspensão da atividade sexual por alguns dias.

    No entanto, se a paciente estiver bem, sem escapes de sangue e sem dor, ela pode retornar a fazer sexo quando quiser.

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  • Teste de Ovulação: como funciona, quando fazer e qual escolher

    Conteúdo atualizado em 09/10/2025.

    Você sabe o que é o teste de ovulação? São exames que ajudam os casais que estão tentando engravidar de forma natural a saberem qual é o seu período fértil.

    Nesse sentido, eles identificam, através da urina, a presença do hormônio luteinizante (LH). Assim, sinalizam a proximidade da ovulação e, com ela, o período com maiores chances de engravidar.

    Leia a seguir tudo sobre os testes de ovulação: como funcionam, quais os tipos que existem e como interpretar cada exame.

    O que é ovulação?

    A ovulação é o nome que se dá ao momento do ciclo menstrual em que o óvulo é liberado pelo ovário e está pronto para ser fecundado pelo espermatozoide. Nesse sentido, em mulheres saudáveis, acontece normalmente no meio do ciclo menstrual, através do acionamento de alguns hormônios femininos.

    No entanto, muitas mulheres pensam que ovulam exatamente no 14º dia do ciclo, mas isso é apenas uma média, levando-se em consideração ciclos de 28 dias. Sendo assim, da mesma forma que a duração do ciclo menstrual varia de mulher para mulher, e de ciclo para ciclo (geralmente de 23 a 35 dias), a ovulação também pode variar de pessoa para pessoa. A ovulação acontece 14 dias antes da próxima menstruação. 

    Confira abaixo como as alterações dos hormônios acionam a ovulação:

    • Conforme a ovulação se aproxima, seu corpo aumenta a produção de um hormônio chamado estrogênio. Ele causa o espessamento do revestimento do útero e ajuda a criar um ambiente apropriado para o espermatozoide;
    • Os altos níveis de estrogênio acionam um súbito aumento em outro hormônio, chamado de hormônio luteinizante (LH). Essa elevação de “LH” causa a liberação do óvulo maduro do ovário, isso é a ovulação;
    • A ovulação normalmente ocorre de 24 a 36 horas após o aumento de LH. Por isso, o crescimento do hormônio é um indicativo para prever o pico de fertilidade. Sendo assim, é neste momento que se deve realizar o teste de ovulação.
    • O óvulo pode ser fertilizado até 24 horas após a ovulação. Se isto não ocorrer, o revestimento do útero será descartado e a menstruação iniciará 14 dias após a ovulação. Desta forma, marcará o início do próximo ciclo menstrual.

    Entender a ovulação é essencial para quem deseja conhecer melhor o próprio corpo, especialmente em contextos de planejamento familiar ou tratamentos de fertilidade. Mais do que uma data fixa no calendário, ela é um processo dinâmico, guiado por variações hormonais que sinalizam os dias de maior chance de engravidar.

    Ao reconhecer os sinais do próprio ciclo e contar com métodos de apoio, como o teste de ovulação, é possível se conectar com o próprio ritmo biológico e tomar decisões mais informadas, conscientes e respeitosas com o seu momento.

    Quais são os sintomas de que estou ovulando?

    Como já vimos, a ovulação é o processo que ocorre normalmente uma vez em cada ciclo menstrual, quando as alterações hormonais acionam o ovário para liberar um óvulo. Sendo assim, o período pode gerar alguns sintomas característicos nas mulheres. Veja abaixo quais são:

    • Alta libido: no período ovulatório, é comum a mulher se sentir mais estimulada sexualmente. Isto ocorre pelo aumento do estradiol e dos andrógenos que sobem nos dias prévios à ovulação, favorecendo as chances de gravidez;
    • Alteração da secreção: durante o ciclo menstrual de uma mulher, o tipo e a quantidade de muco cervical, uma secreção produzida pelas glândulas do colo do útero, se alteram. Ele pode ser pegajoso ou elástico, esbranquiçado ou turvo. Portanto, nos dias que antecedem a ovulação, ele torna-se mais transparente e elástico, e frequentemente compara-se à clara do ovo. Esse muco é favorável ao espermatozoide e o ajuda a chegar ao óvulo;
    • Aumento da temperatura: o organismo normalmente mede entre 36 e 37 graus. Durante o período ovulatório, ocorre um aumento de 0,3º a 0,5º na temperatura basal, quando o corpo está em repouso durante o sono. Dessa forma, sua medição deve ocorrer assim que acordar;
    • Dor: algumas mulheres sentem dor pélvica ou alguma sensibilidade na região durante a ovulação. Isso acontece porque, quando o óvulo libera-se do ovário, ele rompe a estrutura que o envolve.

    Reconhecer esses sinais do corpo pode ser um recurso valioso para quem deseja engravidar  ou simplesmente entender melhor seu próprio ciclo. Cada sintoma, por mais sutil que pareça, é uma forma de comunicação do organismo sobre seu estado fértil.

    Observar mudanças como a secreção vaginal, o aumento da libido ou da temperatura basal ajuda a identificar o período ovulatório com mais precisão. No entanto, como esses indícios podem variar de mulher para mulher, combiná-los com ferramentas de apoio, como o teste de ovulação, torna essa jornada mais segura, informada e alinhada ao seu objetivo.

    O que é o teste de ovulação?

    O teste de ovulação ou de fertilidade são verificações que ajudam a mulher a descobrir o seu período fértil. Ou seja, o período do ciclo menstrual em que o ovário está prestes a liberar o óvulo.

    Os testes de ovulação são vendidos em farmácias e detectam, através do exame de urina, a presença do hormônio LH. Isto ocorre pois o Hormônio Luteinizante tem um pico de elevação cerca de 24 horas antes de o óvulo ser liberado por um dos ovários.

    Sendo assim, se o teste indicar que ocorreu este pico, a mulher que quer engravidar deve manter relações sexuais sem prevenção. Afinal, logo estará liberando seu óvulo para ser fecundado pelo espermatozoide.

    Leia também: Indutor de ovulação: saiba quais são os seus prós e contras

    No entanto, é importante esclarecer que a realização do teste de ovulação não vai garantir que a fecundação do óvulo ocorra dentro daquele ciclo menstrual. Sendo assim, vale lembrar que são necessárias várias situações para que aconteça a concepção do bebê. É preciso que o óvulo seja saudável, que o espermatozoide consiga fecundar o óvulo, que o útero da mulher esteja receptivo para a implantação do embrião, entre outros fatores.

    Por esta razão, é sempre importante consultar um ginecologista que acompanhará essa fase de tentante. Se for preciso, indicará outros exames que podem ser feitos para verificar a fertilidade feminina.

    Como funciona o teste de ovulação?

    O teste de ovulação de farmácia detecta o pico de LH na urina da mulher. Nesse sentido, ele é feito da mesma forma que o teste de gravidez. Ou seja, a mulher colhe a urina em um potinho e introduz o teste até a marca máxima. A partir daí, é possível fazer a leitura do resultado em 5 minutos.

    Do ponto de vista técnico, esses testes funcionam por meio de anticorpos específicos que reagem à presença do hormônio luteinizante (LH) na urina. Quando a concentração de LH atinge um determinado limiar, conhecido como “pico de LH”, o teste indica que a ovulação está prestes a acontecer. Isso é possível graças a uma faixa reagente presente na tira do teste, que muda de cor ou exibe um símbolo (no caso dos modelos digitais) ao detectar esse aumento hormonal.

    Essa sensibilidade permite identificar com antecedência a janela fértil, oferecendo uma oportunidade mais precisa para quem está tentando engravidar.

    Como já vimos, o hormônio LH aparece na urina após a maturação do folículo e antes da liberação do óvulo. Sendo assim, quando o teste de ovulação positiva, leva-se de 24 a 36 horas para a ovulação ocorrer.

    Como fazer o teste de ovulação?

    Para realizar o teste de ovulação a mulher deve registrar a duração do seu ciclo menstrual pelo menos por alguns meses. Desta forma, ela tem o conhecimento pleno de seu corpo, conseguindo saber a regularidade do ciclo e, consequentemente, a aproximação da ovulação. Assim, é possível se preparar para a realização do teste.

    Contudo, antes de fazer a verificação, é preciso ter atenção à bula de cada produto. Isto porque existem várias marcas de testes de ovulação no mercado e todas são diferentes entre si. No entanto, independente do fabricante, é necessário seguir um passo a passo para o resultado ser mais confiável.

    Porém, se a mulher está muito desregulada e não consegue entender o seu ciclo menstrual, o melhor é fazer o acompanhamento com um especialista que poderá avaliar de forma mais criteriosa cada caso.

    Erros comuns ao fazer o teste de ovulação e como evitá-los

    Mesmo sendo um exame simples, o teste de ovulação pode apresentar resultados imprecisos quando não é feito da maneira correta. Um dos equívocos mais comuns é realizar o teste com a primeira urina do dia, o que pode diluir a presença do LH e gerar falsos negativos — o ideal é fazê-lo entre 10h e 20h, quando a concentração hormonal está mais estável.

    Outro erro recorrente é não acompanhar o ciclo menstrual por tempo suficiente antes de iniciar os testes, dificultando a previsão da janela fértil. Além disso, usar o teste fora do período indicado na bula, interpretar incorretamente as linhas (nos testes de tiras) ou não considerar variações no padrão de cor pode comprometer a leitura.

    Para obter resultados mais confiáveis, é fundamental seguir rigorosamente as instruções do fabricante e, em caso de dúvidas, buscar orientação médica especializada. Afinal, cada detalhe pode fazer diferença no planejamento da gravidez.

    Análise dos testes de ovulação

    Como já vimos, os testes de ovulação são todos diferentes entre si. Por isso, o tempo de espera, assim como as cores ou a forma de apresentação do resultado, pode variar entre as marcas. Sendo assim, existem testes feitos com tiras (linhas) e de forma digital.

    Para usar ambos os testes, basta molhar a pipeta ou a tira em um pouquinho de urina e aguardar cerca de 3 a 5 minutos. 

    Teste de tiras

    No teste de tiras, é apenas necessário observar as alterações de cores e comparar com a tira de controle.

    Normalmente, se for de intensidade igual ou mais forte, significa que o teste deu positivo e que a mulher está no período fértil. No entanto, é importante ler o folheto informativo de cada marca para confirmar qual a cor que corresponde a um resultado positivo.

    Teste digital

    Já nos testes digitais, quando se detecta a presença do LH, o visor mostra uma carinha sorridente. Quando nada surgir, significa que a ovulação não está para ocorrer.

    Geralmente, as caixas possuem de 5 a 10 testes, que devem ser utilizados a cada dia até o resultado dar positivo.

    Qual o melhor teste de ovulação?

    A escolha do teste de ovulação ideal depende do perfil de cada pessoa e do nível de praticidade ou precisão desejado. Os testes em tiras são os mais acessíveis financeiramente e funcionam com a leitura visual de linhas: uma linha de teste tão escura ou mais intensa que a de controle indica o pico de LH. Embora eficazes, exigem atenção redobrada à interpretação e podem gerar dúvidas em casos de coloração ambígua.

    Já os testes digitais, embora com custo mais elevado, são mais intuitivos: exibem símbolos claros, como uma carinha sorridente quando o pico de LH é detectado, reduzindo a chance de erro de leitura. Além disso, algumas versões contam com indicadores de dias de alta fertilidade, baseando-se também no estrogênio urinário. Para quem deseja mais praticidade ou está em tratamentos como coito programado, os modelos digitais podem ser uma boa escolha. Por outro lado, quem acompanha o ciclo com regularidade e já conhece bem os próprios padrões pode se beneficiar das tiras com excelente custo-benefício.

    O teste de ovulação caseiro funciona? 

    Existem várias maneiras de testar a ovulação de forma caseira. Já vimos que muitas mulheres possuem alguns sintomas quando ovulam, como a alta da libido, a alteração da secreção, o aumento da temperatura corporal e até dor abdominal.

    Da mesma forma, a mulher também pode testar empiricamente a ovulação através do calendário. Ou seja, fazendo o cálculo de quando será a próxima menstruação. Além disso, muitas utilizam também aplicativos de smartphones que, depois de preencher alguns dados pessoais, mandam notificações sobre o ciclo menstrual de cada uma.

    No entanto, é importante saber que os testes caseiros não são tão precisos. Nesse sentido eles podem dar uma ideia do período fértil, mas não informam exatamente os dias em que há o pico do hormônio LH. Desta forma, os testes de ovulação de farmácias e os exames ecográficos são mais confiáveis para saber o período da ovulação.

    Teste de ovulação e Reprodução Assistida: qual a relação?

    De forma geral, recomenda-se os testes de ovulação de farmácias às pacientes que estão tentando engravidar de forma natural e que não possuem problemas de fertilidade.

    Entretanto, quando a paciente está fazendo algum tratamento de Reprodução Assistida, seja coito programado, Inseminação Artificial ou Fertilização In Vitro (FIV), os testes de ovulação de farmácias não são usados.

    Desta forma, o controle da ovulação nestas situações é feito via ecografia, que é a principal forma de acompanhar o amadurecimento do óvulo e o momento da ovulação. Nestes casos, inclusive, adicionam-se dosagens hormonais na reta final do crescimento dos folículos, ajudando, assim, a liberação do óvulo de forma mais controlada. 

    Quando entender seu ciclo não é suficiente: conte com apoio especializado

    Observar os sinais do corpo e utilizar testes de ovulação são passos importantes para quem está tentando engravidar. Mas quando a gravidez não acontece como o esperado, é fundamental lembrar que fertilidade é um tema multifatorial — e que buscar ajuda especializada não é sinal de fracasso, mas de cuidado consigo mesma.

    Na Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, oferecemos muito mais do que tecnologia e precisão científica: nosso compromisso é acompanhar cada pessoa com empatia, escuta ativa e planos individualizados, respeitando sua história, seus sonhos e seus limites.

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