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  • Doenças genéticas: saiba tudo sobre o assunto

    Você já ouviu falar em doenças genéticas? Pois saiba que muito além da cor dos olhos, da pele ou de outra característica física (fenotípica) de nossos familiares, também carregamos a herança genotípica de nossos pais e avós? Desta forma, através de alterações nos genes do DNA de nossos ancestrais, podemos ainda herdar doenças genéticas que transmitem de geração para geração.

    Nesse sentido, este texto vai tratar tudo sobre o assunto: o que são doenças genéticas, como acontece o seu diagnóstico, quais são os distúrbios raros e os mais comuns, e se existe alguma possibilidade de tratamento.

    O que são doenças genéticas?

    As doenças genéticas se definem como alterações na sequência de alguns genes que fazem parte do DNA. Desta forma, estas mutações alteram a estrutura de uma proteína e, consequentemente, causam anomalias anatômicas e fisiológicas no corpo humano. Sendo assim, qualquer erro ou dano em um gene pode desencadear uma doença genética.

    Portanto, como herdamos o material genético de nossos pais, as doenças genéticas, em geral, caracterizam-se pela transmissão de geração em geração. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas apresentem doenças raras. Todavia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência de uma doença genética no mundo é de menos de uma pessoa para cada dois mil nascidos vivos.

    Toda doença genética é herdada?

    Como já vimos, as doenças genéticas são aquelas que envolvem alterações no material genético e podem possuir o caráter hereditário, sendo repassadas de pais para filhos.

    Entretanto, nem toda doença genética é hereditária. Um exemplo é o câncer, que é causado por alterações no material genético, mas não possui transmissão dos descendentes. No entanto, sabe-se que o crescimento agressivo e desordenado das células causam a formação de tumores que podem se espalhar por diversas regiões do corpo. 

    Nesse sentido, não existe apenas uma explicação para estas alterações. Desta forma, a causa do câncer é multifatorial e pode estar relacionada a fatores individuais, ambientais, ao uso de medicação, ao estilo de vida e exposição ao sol. Outras possíveis razões podem estar ligadas à predisposição genética e a alterações hormonais. 

    Quais são os tipos de doenças genéticas?

    As anomalias ou doenças genéticas são defeitos causados no DNA, ou seja, na informação genética do indivíduo. Sendo assim, estas alterações podem causar disfunções metabólicas ou físicas. 

    Nesse sentido, existem três tipos de doenças genéticas: as monogênicas, as cromossômicas e as multifatoriais. Confira as características de cada uma delas:

    Monogenênicas/mendelianas

    Doenças monogênicas ou mendelianas acontecem quando a causa primária é atribuída a uma única variante genética. Ou seja, há alteração na sequência de DNA de um único gene.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem aproximadamente 10 mil distúrbios monogênicos conhecidos. Embora muitos sejam individualmente raros, a prevalência deles no nascimento é de aproximadamente 1%. Além disso, este tipo de doença genética representa quase 20% dos casos de mortalidade pediátrica em países mais desenvolvidos. 

    Entre exemplos de doenças deste grupo estão:

    Cromossômicas

    As doenças cromossômicas acontecem quando os cromossomos de um indivíduo sofrem modificações em sua estrutura e número. Nesse sentido, é importante informar que a espécie humana possui 23 pares de cromossomos.

    Portanto, cada par possui a informação genética do pai e da mãe (totalizando 46 cromossomos). Assim, caso haja a falta ou o excesso de um par, surge uma doença genética.

    Podemos destacar neste grupo doenças como:

    Multifatoriais/poligênicas

    As doenças multifatoriais ou poligênicas tem causa por uma combinação de fatores ambientais e mutações de vários genes.

    Sendo assim, hábitos de vida podem contribuir para o aparecimento destas doenças. Um exemplo é o aparecimento de doenças cardíacas em pacientes que, além dos fatores genéticos, possuem hábitos como o tabagismo e o sedentarismo. 

    Além disso, podemos também destacar neste grupo doenças como:

    Como as doenças genéticas são diagnosticadas?

    Devido à grande variedade de doenças genéticas conhecidas, o diagnóstico é amplamente diverso. Nesse sentido, é possível verificar algumas doenças ainda durante a gravidez, com exames gestacionais. Sendo assim, eles podem ser não invasivos, como o NIPT (que coleta uma amostra de sangue). Por sua vez, também podem ser considerados invasivos, como a Amniocentese, que coleta o líquido amniótico da placenta da gestante. 

    Além disso, muitos distúrbios genéticos tem diagnóstico no nascimento, através do Teste do Pezinho, ou durante a primeira infância, como a Síndrome de Patau, Progeria e Albinismo. No entanto, outras doenças como a de Huntington, podem ser detectadas até na idade adulta.

    Desta forma, as doenças genéticas podem ser descobertas em várias fases da vida através de técnicas moleculares que possibilitam a identificação do gene que apresenta alguma alteração. Nesse sentido, os exames permitem que se descubra a doença antes mesmo do início dos sintomas. Assim, é possível que se tomem medidas para evitar o agravamento do distúrbio. Dessa forma, possibilitando uma melhor qualidade de vida e até a interrupção da transmissão para os descendentes do portador.

    Testes para diagnosticar informações genéticas

    Veja alguns tipos de testes que possibilitam identificar as informações genéticas de um indivíduo e consequentemente diagnosticar doenças hereditárias: 

    • Testes pré-concepcionais: podem ser utilizados para identificar se algum membro de um casal saudável, que planeja ter um filho, é portador de uma cópia defeituosa de um gene. Desta forma, é possível prever a probabilidade dos filhos herdarem o gene defeituoso;
    • Testes pré-natais: pode ocorrer a partir do material genético coletado do embrião. Nesse sentido, utiliza-se para diagnosticar possíveis doenças físicas ou mentais;
    • Testes Preventivos: detectam a doença logo após o nascimento, podendo impedir o surgimento das complicações futuras. O famoso exame do pezinho, que é uma prática rotineira nos hospitais brasileiros, é um exemplo.
    • Rastreio de doenças de manifestação tardia: detectam doenças possíveis de acontecer em adultos com determinada característica genética. Podem ser preditivos ou diagnósticos.

    Quais são as doenças genéticas mais comuns?

    Existem algumas doenças genéticas que são mais comuns e têm maior incidência na população. Confira abaixo quais são e suas principais características:

    Síndrome de Down:

    A síndrome de Down ou trissomia do 21 é a alteração genética ocorrida pela presença de um cromossomo extra, de forma que o indivíduo portador apresenta 47 cromossomos, ao invés de 46. Desta forma, esse tipo de alteração genética acarreta diferenças no desenvolvimento físico e cognitivo de seu portador. Assim, são presentes características como fraqueza muscular, orelhas mais baixas que o normal, leve retardo mental e baixa estatura desde o nascimento;

    Anemia falciforme:

    A anemia falciforme é uma alteração genética hereditária, na qual as hemácias perdem o seu formato normal e adquirem a forma de foice. Essa condição dificulta a passagem das hemácias pelos vasos sanguíneos e compromete a oxigenação dos tecidos; 

    Diabetes:

    A diabetes é uma doença que compromete a produção do hormônio insulina, responsável por controlar o nível de glicose no sangue. No Brasil, aproximadamente 7% da população possui diabetes;

    Câncer:

    Alguns tipos de câncer tem causa por fatores genéticos, que podem estar associados a fatores ambientais. A doença abrange um grupo com mais de 100 tipos, cuja característica predominante é o crescimento celular desordenado e que pode se espalhar pelo corpo;

    Daltonismo:

    Trata-se de uma alteração visual que tem por característica principal a incapacidade de distinção e percepção das cores como o vermelho e o verde, e com menos frequência, o amarelo e o azul. O daltonismo é uma herança ligada ao sexo, especificamente ao cromossomo X, e por isso não há como prevenir o seu surgimento. Contudo, ele ocorre com mais frequência entre os homens;

    Hemofilia:

    É uma doença genética ligada ao cromossomo X e caracteriza-se pela falta de um dos fatores de coagulação presentes no sangue. Portanto, pode levar a sangramentos prolongados, mesmo quando causados por pequenos traumas.

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    Quais são as doenças genéticas mais raras?

    Além das doenças comuns, há outras doenças genéticas que são extremamente raras, ou seja, apresentam baixa incidência na população. Conheça algumas que fazem parte deste grupo: 

    Distrofia muscular de Duchenne:

    A distrofia muscular de Duchenne possui caráter recessivo e está ligada ao cromossomo X. Ela caracteriza-se pela ausência da proteína distrofina, o que leva ao enfraquecimento dos músculos.

    Fibrose cística:

    A fibrose cística ou mucoviscidose é uma doença genética que se manifesta em ambos os sexos. Embora nenhum dos dois apresente a doença, é o pai e a mãe que transmitem o gene defeituoso. Nesse sentido, a alteração compromete o funcionamento das glândulas exócrinas que produzem substâncias mais espessas e de difícil eliminação (muco, suor ou enzimas pancreáticas). Por esta razão, ela prejudica os sistemas digestivo, respiratório e as glândulas sudoríparas. Assim, ela se caracteriza pela produção de secreções que se acumulam nos pulmões e pâncreas. A doença pode ser diagnosticada ainda na infância, através do teste do pezinho.

    Síndrome de Patau:

    A síndrome de Patau ou trissomia do 13 é causada pela presença de um cromossomo a mais no par de número 13, ou seja, em vez de ter dois cromossomos, possui três. Nesse sentido, a doença pode causar uma série de alterações físicas e fisiológicas, como orelhas deformadas, fenda labial e palato fendido, plantas dos pés arqueadas, crises convulsivas, e microcefalia. Além disso, existem outros sintomas, como pescoço curto, olhos pequenos ou afastados, punhos cerrados e mãos com um sexto dedo ou dedos sobrepostos.

    Síndrome de Turner:

    A síndrome de Turner é uma doença genética caracterizada pela presença de apenas um cromossomo sexual X, o que dá origem ao cariótipo 45, X. Por isso, afeta apenas indivíduos de sexo feminino. A doença acomete um a cada 3.000 nascimentos de mulheres. Além disso, a taxa de aborto pode chegar até 97%. Os sintomas incluem baixa estatura, puberdade tardia, infertilidade, malformações cardíacas e dificuldades de aprendizagem.

    Albinismo:

    O albinismo é uma doença que compromete a produção da melanina, o pigmento responsável pela coloração da pele, olhos e pelos. Por isso, as pessoas afetadas apresentam a pele bastante branca, além de cabelos e olhos claros.

    Fenilcetonúria:

    A fenilcetonúria é uma doença que impede a metabolização do aminoácido fenilalanina. Nesse sentido, a substância acumula-se no sangue e pode comprometer algumas funções do organismo, principalmente no cérebro.

    Progeria:

    A progeria manifesta-se na infância e caracteriza-se por um envelhecimento acelerado, o qual pode ser de até sete vezes mais rápido do que o natural. Nesse sentido, é comum que pessoas com esta doença vivam até aos 15 anos de idade. Estima-se que atinja um a cada 8 milhões de nascidos.

    Hipertricose:

    A hipertricose é uma condição bastante rara, caracterizada pelo crescimento excessivo dos pelos, os quais cobrem praticamente todo o corpo. Estima-se que a hipertricose acometa um a cada 1 bilhão de nascidos.

     As doenças genéticas têm cura?

    Para responder esta pergunta é importante lembrar que existem doenças genéticas hereditárias (que passam de pais para filhos), e as que são adquiridas por fatores multifatoriais (que não são transmitidas aos descendentes).

    Nesse sentido, no caso das doenças multifatoriais, que ocorre uma mutação genética durante a vida por diversos fatores como ambientais, medicamentosos, hormonais e entre outros, existe chance de tratamento e de cura. Um dos exemplos é o câncer, em seus diferentes tipos. Sendo assim, quando são detectados logo no início da doença, existe a chance de erradicar o problema. 

    No entanto, até o momento, a medicina ainda não conseguiu interferir e realizar reparos no DNA humano. Desta forma, pode-se afirmar que uma doença genética hereditária não tem cura. Porém, com o diagnóstico precoce, é possível realizar o tratamento, seja ele farmacológico, fisioterápico, entre outros. Assim, se busca atenuar diversos sintomas que podem dificultar o desenvolvimento e proporcionar de maneira adequada e inclusiva o convívio em sociedade.

    Além disso, diversas doenças descobertas na fase adulta apresentam, também, tratamentos que melhoram a qualidade de vida, levando o paciente a ter uma vida praticamente normal.

    Vale ainda ressaltar que na técnica de Fertilização in Vitro (FIV), já é possível prevenir que futuras gerações sejam afetadas por alguma doença hereditária ou cromossômica. Nesse sentido, é feito o exame PGT, no qual é realizado o teste genético do embrião antes dele ser implantado no útero da mulher. Desta forma, se tiver alguma alteração genética, o embrião é descartado e selecionado outro. Assim, a doença genética não será mais transmitida para os descendentes desta família.


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  • Oligospermia: quem tem pode ter filhos?

    Você já ouviu falar em oligospermia? Conhece alguém que já teve esse problema?

    A oligospermia é uma condição que afeta a produção de espermatozoides, e impacta negativamente na fertilidade masculina. No texto a seguir vamos falar sobre esta situação, suas causas, sintomas e tratamentos.

    O que é oligospermia?

    A oligospermia se caracteriza pela diminuição do número de espermatozoides no sêmen ejaculado. Em outras palavras, é uma alteração na produção dos gametas masculinos que se manifesta pela pouca quantidade de esperma no sêmen.

    Nesse sentido, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado  diagnóstico de oligospermia quando há uma concentração de espermatozoides abaixo de 15 milhões por mL de sêmen, e um número menor que 39 milhões no total ejaculado. 

    Desta forma, também conhecida como oligozoospermia, a baixa contagem de espermatozoides impacta diretamente no potencial reprodutivo do homem, causando dificuldades para gerar um filho.

    Quais são as causas da oligospermia?

    A oligospermia, ou seja, a redução de espermatozoides no sêmen, tem origem em diferentes causas. Dependendo dos fatores envolvidos no problema, e do grau de comprometimento, a oligospermia poderá ser temporária ou permanente. 

    Veja algumas causas:

    Varicocele

    A varicocele é uma das causas mais comuns de oligospermia. Também chamada de varizes do saco escrotal, se constitui na dilatação anormal das veias dentro do escroto, que é a bolsa abaixo do pênis onde encontram-se os testículos. 

    Nesse sentido, a doença se caracteriza pelo aumento das veias testiculares do cordão espermático, que drenam o sangue dos testículos. A varicocele pode ter causa principalmente por alterações anatômicas (tamanho da veia que drena o testículo) e do mau funcionamento da veia testicular. Assim, gera fluxo inadequado de sangue e acúmulo de substâncias tóxicas no interior do testículo, podendo gerar oligospermia.

    Fatores hormonais

    A atuação dos hormônios regula o funcionamento do corpo humano em várias fases da vida. Assim, da mesma forma que fatores hormonais podem interferir no ciclo menstrual na mulher, eles são capazes de alterar a espermatogênese no homem. 

    Nesse sentido, para a saúde reprodutiva masculina, é importante  avaliar periodicamente os níveis da testosterona, do hormônio tireoestimulante (TSH), do hormônio folículo estimulante (FSH) e a dosagem de prolactina. 

    Alteração genética

    A questão genética também pode interferir na produção de gametas. Algumas síndromes causam alterações nos cromossomos sexuais responsáveis pela regulação da espermatogênese, como por exemplo a síndrome de Klinefelter.

    Idade  

    Vale ressaltar que, para os homens, a idade também impacta na produção dos espermatozoides. Nesse sentido, ao contrário das mulheres, em que a idade causa diminuição do número de óvulos, nos homens pode levar a alterações que comprometam a eficiência da espermatogênese.

    Estilo de Vida

    A  oligospermia também pode ter causa por hábitos de vida e algumas  doenças que interferem na produção dos gametas masculinos. Por isso, é importante manter atitudes para evitar a infertilidade masculina.

    Como é feito o diagnóstico de oligospermia?

    Como vimos, a oligospermia é a diminuição de espermatozoides no sêmen ejaculado, o que muitas vezes causa problemas de infertilidade. Nesse sentido, um dos principais sintomas da doença é a dificuldade do homem em gerar um filho, o que acaba levando o casal a procurar um especialista.

    Dessa maneira, quando o médico vai investigar a saúde reprodutiva do homem, um dos principais exames  que solicita é o espermograma, que analisa a qualidade do sêmen. Também chamado de análise seminal, esse exame laboratorial identifica a quantidade e a qualidade dos espermatozoides produzidos pelo homem.

    Nesse sentido, é importante explicar que diferentes locais do corpo produzem os gametas masculinos e o líquido seminal. Assim, a produção dos espermatozoides é no testículo, enquanto se produz o sêmen na próstata e nas vesículas seminais. Dessa forma, os dois se misturam na uretra prostática e assim compõem o ejaculado. 

    Por isso, no espermograma, a quantidade de líquido ejaculado pode ser normal, mas a quantidade de gametas pode estar alterada. Assim, a partir dos resultados, é possível definir o grau e a intensidade da doença. 

    O que o espermograma avalia?

    O espermograma ocorre a partir de uma amostra do sêmen do homem, obtida através de masturbação, onde se avalia desde o aspecto do ejaculado em si, até a quantidade e as condições dos espermatozoides. 

    Nesse sentido, para um melhor diagnóstico, recomenda-se que o homem fique de 48 a 72 horas em abstinência sexual antes do exame. Além disso, indica-se avaliar ao menos duas amostras de sêmen, de preferência com um intervalo superior a 15 dias entre as coletas.

    Sendo assim, a análise seminal acontece de acordo com critérios definidos pela Organização Mundial da Saúde.

    Contudo, como já vimos, a oligospermia, especialmente nos casos mais graves, pode ter origem cromossômica ou genética. Nesse sentido, devem ser feitos testes genéticos como cariótipo com banda G,  e a pesquisa de microdeleção em cromossomo Y. Estes testes são importantes para fechar o diagnóstico e buscar os tratamentos mais adequados.

    Oligospermia leve, moderada e severa: saiba mais

    A partir dos resultados dos exames, o médico consegue determinar a causa e o grau da intensidade da doença. Como vimos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a contagem média de espermatozoides é de 15 milhões ou mais de espermatozoides por mililitro (mL) de sêmen.

    Dessa forma, valores inferiores tem diagnóstico de oligospermia, lembrando que quanto menor o número de gametas no sêmen, mais grave é a oligospermia.

    Sendo assim, a doença pode se manifestar em graus diferentes:

    • Leve: contagem de 10 a 15 milhões de espermatozoides/mL.
    • Moderada: valores de 5 a 10 milhões de espermatozoides/mL.
    • Severa: quando a contagem de espermatozoides cai entre 0 e 5 milhões de espermatozoides/mL.
    • Azoospermia: Quando a contagem indica a ausência total de gametas

    Qual a diferença entre oligospermia e azoospermia?

    Muitas pessoas podem confundir oligospermia ou azoospermia, porém são duas situações diferentes.

    Enquanto a oligospermia define-se como a redução na concentração de espermatozoides no sêmen ejaculado, a azoospermia se caracteriza pela ausência total do gameta na amostra coletada. Dessa forma, embora sejam dois diagnósticos ligados à reprodução masculina, devem ser avaliados e tratados diferentemente por um especialista.

    Quais são os tratamentos de oligospermia?

    Os fatores que determinam a oligospermia variam bastante, e portanto, afetam o organismo masculino de maneiras diferentes. Sendo assim, a oligospermia pode ser temporária ou permanente, e o tratamento vai depender tanto da causa, quanto do grau de acometimento nos órgãos reprodutores. 

    Conheça as opções de tratamentos da oligospermia:

    Cirúrgico

    Em casos específicos, quando a oligospermia ocorre por Varicocele, por exemplo, o tratamento é cirúrgico. O objetivo é fechar as veias dilatadas para redirecionar o fluxo sanguíneo para outra veia.

    Medicamentoso

    Quando a oligospermia  tem causas em inflamações provocadas por bactérias, o uso de antibióticos específicos ajuda a aumentar a quantidade de espermatozoides.

    Mudanças no estilo de vida

    Algumas simples mudanças no estilo de vida podem impactar positivamente no tratamento da oligospermia. Dessa maneira, escolher uma alimentação saudável, perder peso, diminuir ingestão de álcool, não fumar ou usar drogas pode melhorar a produção de espermatozoides. 

    Tratamento hormonal

    Quando  a baixa de espermatozoides acontece por problemas hormonais, o tratamento inclui a reposição hormonal.

    Reprodução Assistida

    As baixas contagens de esperma diminuem as chances de uma gravidez natural, porém, as técnicas de Reprodução Assistida podem ajudar o casal a realizar este sonho. Isso pois muitos homens com oligospermia ainda são capazes de fertilizar o óvulo da parceira, apenas necessitam uma pequena ajuda das técnicas da medicina reprodutiva.

    Quem tem oligospermia pode ter filhos?

    Ainda que a oligospermia afete o potencial fértil masculino, homens com esta doença, especialmente na forma leve, têm chances, ainda que pequenas, de ter filhos naturalmente.  

    Isto acontece, pois, mesmo que o indivíduo produza gametas viáveis, a baixa quantidade de espermatozoides presentes no esperma pode não ser suficiente para que haja chances reais de fecundação do óvulo. Nesse caso, o casal pode recorrer às técnicas de reprodução assistida para realizar o sonho de ter um filho.

    Reprodução assistida e oligospermia: entenda a relação

    Como vimos, um homem com oligospermia tem alguma chance de  engravidar sua parceira através de relações sexuais. Porém, geralmente, este processo costuma ser mais difícil e demorado, além de correr o risco de não funcionar.

    Isto acontece, pois, a redução do número de espermatozoides, característica  da oligospermia,  prejudica muito as chances de fecundação do óvulo. Desta forma, em muitos casos, as técnicas de reprodução assistida podem ajudar e facilitar o encontro dos gametas para que se forme uma nova vida.

    Conheça as técnicas de reprodução assistida mais  comuns:

    Inseminação artificial (IA)

    Indica-se a técnica da Inseminação Artificial ou intrauterina especialmente quando os espermatozoides não conseguem chegar ao óvulo na tuba uterina. Nestes casos, o sêmen é preparado e inserido diretamente no interior do útero, facilitando a fertilização.

    Confira, abaixo, as etapas do tratamento de Inseminação Artificial:

    1. Indução da ovulação: A mulher passa por uma indução de ovulação através de hormônios, com objetivo de liberar um óvulo em uma data determinada;
    2. Coleta de Sêmen: Os espermatozoides são obtidos através de masturbação ou também podem ser pinçados diretamente dos testículos;
    3. Deposta-se o sêmen é diretamente no útero para facilitar a fecundação.

    Fertilização in Vitro (FIV)

    A Fertilização in Vitro (FIV) é considerada uma revolução na medicina. Nessa técnica, os gametas são unidos em laboratório, e assim, o óvulo é  fertilizado fora do corpo da mulher. Uma vez formado o embrião, ele é transferido diretamente ao útero onde vai ocorrer a gestação.

    Etapas do tratamento de Fertilização in Vitro 

    1. Indução da ovulação: A mulher  passa por estimulação ovariana com uso de hormônios. Os óvulos são captados do ovário por punção transvaginal e o objetivo é coletar o maior número possível por ciclo;
    2. Coleta de sêmen: Os espermatozoides são obtidos através de masturbação ou também podem ser pinçados diretamente dos testículos;
    3. A fertilização ocorre pela injeção de um único espermatozoide no óvulo através de uma micro agulha (ICSI) com a consequente formação dos embriões;
    4. Transferência do embrião ao útero: após 3 a 5 dias de cultivos dos embriões em meio de cultura e mantidos em estufa, estes são transferidos para o útero através de um cateter.

    Agora que você já sabe um pouco mais sobre oligospermia, conheça também  como a diabetes pode impactar a fertilidade masculina! Saiba mais sobre o assunto baixando o nosso e-book gratuito! 

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  • Indutor de ovulação: saiba quais são os seus prós e contras

    O indutor de ovulação é uma grande alternativa para as mulheres que possuem problemas na ovulação e desejam ter um filho. Nesse sentido, ele estimula o processo ovulatório auxiliando a gravidez. Porém, se o medicamento não tiver indicação e acompanhamento médico, pode trazer problemas à saúde.

    No texto a seguir vamos esclarecer tudo sobre o assunto: como funciona o indutor de ovulação, para quais casos é indicado, que tipos existem, além de possíveis sintomas e riscos para as mulheres.

    O que é indutor de ovulação?

    O indutor de ovulação é um medicamento à base de citrato de clomifeno que auxilia mulheres que não ovulam ou possuem uma ovulação irregular. Dessa forma, o uso deste remédio pode ser uma solução para casais que querem engravidar, mas encontram na anovulação um empecilho para realizar esse sonho.

    Atualmente, os indutores de ovulação são considerados bastante eficientes: 70% das pacientes ovulam nos primeiros três meses de tratamento. Já as taxas de gravidez ficam entre 15 a 50%. Todavia, estes percentuais variam muito, pois a fecundação também depende de diversos fatores como a idade da mulher, seu peso, a velocidade e motilidade dos espermatozoides, entre outros.

    Sendo assim, o indutor de ovulação pode ser extremamente útil para as relações sexuais programadas, e até mesmo como parte de um ciclo de Fertilização in Vitro (FIV) ou Inseminação Artificial (IIU).

    Como o indutor de ovulação funciona?

    A indução da ovulação é feita quando o histórico médico de um casal comprova que a anovulação feminina é o principal empecilho para ter um bebê.

    Dessa forma, o indutor de ovulação procura aumentar a quantidade no sangue do Hormônio Folículo Estimulante (FSH), que, por sua vez, estimula o crescimento dos folículos ovarianos. Assim, quando o folículo cresce, há também o aumento do Hormônio Luteizante (LH), que leva ao amadurecimento e a liberação dos óvulos.

    Nesse sentido, para conseguir o aumento da concentração no sangue destes hormônios, os indutores de ovulação levam a uma maior liberação de FSH e LH pela hipófise (glândula na base do cérebro responsável por produzir esses hormônios). Dessa maneira, estas medicações estimulam o processo ovulatório.

    Tipos de indutor de ovulação

    Existem disponíveis no mercado dois tipos de indutor de ovulação: via oral e injetável. Confira as diferenças:

    Via oral

    Indica-se os indutores orais, à base de clomifeno, como o Indux, Clomid e Serophene para casos mais simples. Apesar de terem venda em farmácia, com receita médica, muitas mulheres têm conseguido o medicamento sem controle algum. Por esta razão, esta facilidade em obter os indutores passou a se tornar uma ameaça para quem quer engravidar, pois a automedicação pode também trazer riscos à saúde reprodutiva da mulher.

    Via injetável

    Os indutores injetáveis (parenterais) como o Bravele, Menopur, Gonal-f, Puregon e Elonva são mais caros. Portanto, seu uso ocorre principalmente em clínicas de reprodução assistida para os processos de fertilização in vitro ou inseminação artificial. Assim, quando administrados em conjunto com medicamentos à base de HCG (gonadotrofina), fazem com que a ovulação aconteça de fato, aumentando as taxas de sucesso dos tratamentos.

    Quando tomar indutor de ovulação?

    Como já vimos anteriormente, o indutor de ovulação, se bem usado, é uma ótima ajuda para a fertilidade. Porém, se tomado de forma errada pode atrapalhar e, em alguns casos, se tornar um pesadelo para quem quer ter um filho. Por esta razão, não se deve utilizar o indutor de ovulação sem avaliação médica adequada. Nesse sentido, antes da indicação de qualquer tratamento para engravidar, é importante que aconteça uma análise do quadro para estabelecer os possíveis diagnósticos.

    Sendo assim, a investigação deve ser simultânea para o casal. Assim, avaliam-se os fatores relacionados à ovulação, à produção e características dos espermatozoides, bem como possíveis alterações relacionadas ao útero e às trompas. Somente a partir do diagnóstico se define o tratamento, que pode envolver o uso dessas medicações.

    Dessa maneira, quando há o diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos(SOP), ou outras alterações que levam à ausência de ovulação em alguns ciclos, como distúrbios hormonais, o uso de indutores pode aumentar as chances de gravidez. Além disso, também se recomenda o indutor de ovulação para pacientes jovens com o diagnóstico de infertilidade sem causa aparente. 

    Vale lembrar ainda que o diagnóstico de infertilidade leva em consideração no tempo em que o casal tentante busca a gravidez: de um ano para mulheres com menos de 35 anos e seis meses a partir desta idade.  

    Quantos dias após o uso do indutor acontece a ovulação?

    O tratamento com indutor de ovulação acontece geralmente do 3º ao 7º dia do ciclo menstrual. Nesse sentido, a ultrassonografia deve ocorrer para acompanhar o desenvolvimento dos folículos e definir a melhor data da relação sexual ou da Inseminação Artificial. 

    Além disso, o especialista também mede a dosagem de progesterona para saber se a medicação foi efetiva. Sendo assim, geralmente a ovulação ocorre após sete dias do último comprimido.

    Quais são os efeitos do indutor de ovulação?

    Apesar de simples, a técnica da indução da ovulação causa alguns efeitos colaterais, assim como acontece com qualquer remédio ligado à fertilidade. Contudo, estes efeitos podem ser leves, moderados e até mesmo mais sérios, trazendo riscos à saúde. 

    Saiba mais: o que é síndrome do hiperestímulo ovariano?

    Como já mencionamos, o indutor de ovulação estimula a glândula hipófise a liberar mais o hormônio estimulante da ovulação (FSH). Este, por sua vez, vai impulsionar o desenvolvimento inicial dos folículos. Entretanto, algumas mulheres podem ter uma resposta exagerada a estes medicamentos, e como consequência, a chamada Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO). Sendo assim, o hiperestímulo ovariano é um excesso de produção dos óvulos nos ovários.

    Desta forma, essa disfunção pode trazer um grande sofrimento, causando aumento generalizado da permeabilidade vascular. Assim, a mulher pode ter um acúmulo de líquido no abdômen gerando aumento do tamanho dos ovários, muita dor, inchaço abdominal anormal, irritabilidade, dores na relação sexual, náuseas, vômitos, diarréia e febre.

    Além disso, vale lembrar que mulheres que têm a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) são mais propensas a ter a síndrome do hiperestímulo ovariano. Isto ocorre porque elas já possuem um grande número de folículos.

    Por esta razão, o uso do indutor de ovulação precisa de acompanhamento por um médico para evitar um problema maior, como por exemplo a necessidade de retirar o ovário afetado.

    Tratamento

    O tratamento da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana consiste em aliviar os sintomas com o uso de analgésicos. Para prevenir complicações futuras, deve haver também um monitoramento com exames de ultrassom para medir os ovários e o líquido no abdômen das pacientes.

    Além disso, recomenda-se a diminuição das atividades físicas e o aumento do consumo de líquidos ricos em eletrólitos (mais de 3,5 litros por dia). Em casos raros pode ser necessária a drenagem do fluido abdominal para aliviar os sintomas.

    Quais são os cuidados para usar indutor de ovulação?

    É sempre bom reforçar que qualquer indutor de ovulação deve ser prescrito por um médico, pois não são todos os casais que conseguem utilizar a medicação. Sendo assim, o uso de forma inadequada pode gerar efeitos colaterais graves, até mesmo prejudicando as chances de uma gravidez.

    Por esta razão, o cuidado mais importante é seguir as orientações médicas quanto à dose e ao uso correto do indutor de ovulação, bem como realizar controle adequado do tratamento. Nesse sentido, realizam-se exames de ultrassonografia e verificadas as dosagens hormonais para avaliar a resposta ovariana, como o número de folículos existentes e a data provável da ovulação.

    Além disso, indica-se uma dose inicial baixa, de 50mg diária, por um período de cinco dias. Contudo, se for necessário, pode-se aumentar gradativamente a medicação até 150mg. Caso não haja resultados satisfatórios, o tratamento com indutor injetável deve ter uma nova análise.

    Indução ovariana e reprodução assistida: saiba mais

    A estimulação ovariana acontece para aumentar as chances de gravidez nas técnicas de reprodução assistida como o Coito Programado (CP), a Inseminação Artificial ou Intrauterina (IIU) e a Fertilização in Vitro (FIV).

    Embora sejam utilizados protocolos diferentes para técnicas de baixa e de alta complexidade, o objetivo é sempre obter uma quantidade maior de folículos e de óvulos. Assim, o aumento da probabilidade de gravidez se deve a um número maior de óvulos disponíveis para fecundação.

    Veja abaixo a relação do indutor de ovulação em cada técnica de reprodução assistida:

    Coito Programado (CP) 

    Técnica considerada de baixa complexidade e indicada para casos leves de infertilidade, especialmente nas situações de anovulação. Nesse sentido, busca-se estimular o crescimento de até três folículos, para que não ocorra uma gestação gemelar.

    Depois da estimulação, caso o procedimento tenha tido sucesso, orienta-se o casal a manter relações sexuais durante o período fértil. Assim, a fecundação ocorre naturalmente na tuba uterina da mulher.

    Inseminação Artificial ou Intrauterina (IIU) 

    Também considerada técnica de baixa complexidade e com a estimulação de até três folículos. No entanto, o processo é um pouco diferente do coito programado.

    Nesse sentido, quando a mulher está em seu período fértil, o homem vai à clínica de reprodução assistida para a coleta do sêmen, do qual selecionam-se os melhores espermatozoides para a inseminação artificial. Desta forma, eles são colocados em um cateter e inseridos diretamente no útero para facilitar a fecundação.

    Fertilização in Vitro (FIV) 

    Esta é uma técnica de alta complexidade na qual a fecundação dos óvulos pelos espermatozoides é feita em laboratório. Por essa razão, a estimulação ovariana é diferente. Como os especialistas escolhem os embriões de melhor qualidade, para implantação posterior no útero da mulher, o protocolo utilizado provoca uma produção de óvulos muito maior que na baixa complexidade.

    Desta forma, a quantidade de óvulos que pode ser coletada depende da resposta da paciente à estimulação. Há casos de mulheres que liberaram mais de 30 óvulos em um único ciclo. Sendo assim, dependendo da idade da paciente (quanto maior a idade, menor a chance de gravidez), implantam-se de dois a três embriões na cavidade uterina. Contudo, mesmo com um maior controle, ainda há chance de uma gravidez gemelar. Tudo vai depender se o embrião vai se fixar ou não no endométrio. 


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    Técnicas de Reprodução Assistida: um bom diagnóstico é o primeiro passo

  • Sinéquia uterina: saiba tudo sobre a doença e sua relação com a gravidez

    Você já ouviu falar em sinéquia uterina? Sabe o que é? Para conhecer  mais a respeito deste assunto, especialmente sobre os sintomas, causas e tratamento, leia o texto abaixo.

    O que é sinéquia uterina?

    A sinéquia uterina consiste em aderências de tecido cicatricial que se formam no revestimento interno do útero (endométrio). Nesse sentido, essas aderências se desenvolvem como pontes que ligam as paredes opostas da cavidade uterina causando barreiras no útero.

    A sinéquia uterina é uma doença que acomete mulheres em idade reprodutiva, e se manifesta em três estágios diferentes:

    Leves

    A sinéquia uterina de aderência leve apresenta membranas compostas por tecido endometrial, podendo ser parciais ou totais.

    Moderadas

    No estágio moderado, as aderências contam com tecido fibromuscular revestido por endométrio, o que já pode obstruir a cavidade uterina de forma total ou parcial.

    Severas

    A doença no estágio mais grave apresenta um tecido conectivo denso que causam mais danos à cavidade uterina. 

    Sintomas da sinéquia uterina

    A sinéquia uterina é geralmente assintomática, porém, alguns pequenos sinais podem indicar que algo de errado está acontecendo no útero. 

    Alguns deles são:

    Causas da sinéquia uterina

    A sinéquia uterina pode ter diversas causas, mas a de maior incidência é a curetagem pós abortamento. Nestes casos, o problema surge em decorrência do procedimento de limpeza do útero e a retirada de fragmentos placentários e endometriais. Além disso, outros traumas uterinos estão relacionados às formações cicatriciais no endométrio, como cirurgias para remoção de miomas e pólipos, cesarianas e endometrite.

    Diagnóstico da sinéquia uterina

    O diagnóstico é feito por meio de histeroscopia, exame que permite analisar as características da cavidade uterina e dos tecidos internos do útero como o endocolo e endométrio. Além disso, exames complementares de ultrassom, como histerossonografia ou mesmo a histerossalpingografia, também podem ser usados para chegar ao diagnóstico.

    Quem tem sinéquia uterina pode engravidar?

    Sim, as mulheres que apresentam sinéquia uterina podem engravidar. Nesse sentido, é importante esclarecer que a sinéquia uterina não significa necessariamente que a pessoa é infértil, mas as aderências podem dificultar a gravidez. Além disso, a gestação de uma mãe com sinéquia uterina será considerada de risco.

    Dessa forma, as gestantes que apresentam sinéquia uterina têm mais chances de apresentar algumas complicações como: 

    Como tratar a sinéquia uterina?

    O tratamento da sinéquia uterina depende da gravidade em que a doença se encontra. De acordo com o estágio, o tratamento poderá ser simples, ou mais complexo.

    • Tratamento Simples: É feito quando as aderências no útero não apresentam um tecido muito grosso e pode ser tratado com hiteroscopias não cirúrgicas.
    • Tratamento Complexo: Quando as aderências se mostram mais resistentes ou com tecidos mais grossos. Nesses casos, uma intervenção cirúrgica pode ser necessária. 

    Sinéquia Uterina x Sinéquia Vaginal

    A sinéquia uterina não é o único tipo de sinéquia existente. Nesse sentido, há também a sinéquia vaginal, que acomete predominantemente meninas bem jovens, entre 0 e 6 anos. 

    Embora ambas se relacionem com problemas de aderências,  são duas doenças bem diferentes. Saiba agora também um pouco sobre a sinéquia vaginal:

    O que é sinéquia vaginal?

    A sinéquia vaginal consiste em uma pequena aderência nos pequenos lábios vulvares, podendo obstruir parcial ou completamente o canal vaginal. Também conhecida como vagina fechada, a sinéquia é uma situação bastante frequente, atingindo cerca de 2% a 5% das meninas antes da puberdade. Todavia, ela tem maior incidência entre os três meses e os seis anos de idade.

    Em outras palavras, a sinéquia labial é a fusão dos pequenos lábios entre si, em redor do orifício externo da vagina. Assim, forma-se uma estreita membrana translúcida. Porém, mesmo que ocorra um “fechamento” da vagina, sempre permanece um pequeno orifício que permite a passagem da urina. 

    Vale esclarecer que, embora pareça algo assustador, a sinéquia é facilmente tratável e não deixa implicações futuras.

    O que causa a sinéquia vaginal?

    As causas da sinéquia não são totalmente explicadas, mas estão relacionadas à inflamação dos pequenos lábios, combinada aos baixos níveis de estrogênio. Isso é comum algo em meninas que ainda não atingiram a puberdade (pré-púberes).

    Além do mais, a doença também pode ter origem em higiene precária, trauma, infecção vaginal ou contato com agentes irritantes provocados pelo uso de fralda, por exemplo.

    Possíveis causas da sinéquia uterina

    Quais são os sintomas da sinéquia vaginal?

    Como já vimos anteriormente, a sinéquia dos pequenos lábios provoca o fechamento parcial ou total da vagina, mas de qualquer forma, um pequeno furo é sempre preservado para passagem da urina. Porém, esta situação pode gerar alterações do jato da micção, irritação local e infecções urinárias, causando inclusive mau cheiro na região. Além disso, a obstrução da saída de urina e de secreções vaginais é fator desencadeante de vulvovaginite, que pode provocar dor, coceira e até sangramento.

    Portanto, quando a sinéquia não é diagnosticada nem tratada precocemente, pode gerar problemas para meninas que começam a menstruar. Nesse sentido, a menstruação pode ficar retida em consequência da obstrução vaginal, causando dor e desconforto.

    Cuidados para evitar a sinéquia uterina

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  • Sexo do bebê: saiba qual é o momento certo para a descoberta

    É natural que as gestantes desejem descobrir o sexo do bebê: a ansiedade nessas horas pode ser grande. Nesse sentido, várias dúvidas surgem sobre o assunto: o que define o sexo do bebê? Sendo assim, como saber esta informação através de métodos confiáveis?  Qual é o período certo para a realização destes exames? Quais as crenças populares em torno desta questão? 

    Portanto, no texto a seguir, vamos entrar neste momento mágico da vida dos casais e esclarecer tudo sobre esta emocionante descoberta. Boa leitura!

    O que determina o sexo do bebê?

    O que determina o sexo do bebê é o cromossomo que se herda do pai. Nesse sentido, é preciso entender que o óvulo da mãe sempre tem um cromossomo X (feminino). Enquanto isso, o espermatozoide (gameta do homem) pode ter tanto o cromossomo X quanto o cromossomo Y (masculino).

    Além disso, é importante explicar que durante a fecundação ocorre a união dos cromossomos do óvulo e do espermatozoide, determinando o sexo do bebê. Assim, se o cromossomo Y do pai se juntar com o X da mãe, é formado XY e concebido um menino. No entanto, se a junção for do cromossomo X do pai, com o X da mãe, forma-se o XX, e o resultado é a concepção de uma menina.

    Sendo assim, segundo a medicina genética, as estatísticas revelam que as chances de ter um menino ou uma menina são quase as mesmas. Portanto, não há evidência médica sugerindo que possa haver alguma influência sobre este resultado.

    Além disso, sabemos que até a 12a semana de gestação, o diagnóstico do sexo é impreciso. Sendo assim, apenas com 13 semanas é possível identificar a posição do tubérculo genital, estrutura que dará origem ao pênis nos meninos e ao clitóris nas meninas.

    Desta forma, a posição do tubérculo nas meninas é bem horizontal (paralelo com a coluna) enquanto nos meninos ela é vertical (perpendicular à coluna). Por isso, dependendo da posição fetal do bebê e da qualidade do aparelho de ultrassom, já é possível saber o sexo do bebê nesta data com quase 99% de acerto. 

    Como saber o sexo do bebê?

    Para saber o sexo do bebê com precisão os obstetras recomendam utilizar apenas os métodos comprovados pela ciência e apoiados pela comunidade médica. Por isso, veja no quadro a seguir quais são estes exames:

    Ultrassom obstétrico  

    Este método é o mais conhecido na hora de descobrir o sexo do bebê. Dessa forma, utiliza-se o exame de ultrassom para ver a imagem do feto e a sua anatomia, o que também permite verificar o seu sexo. 

    Assim, a partir da 12ª semana já é possível realizar o exame de Translucência Nucal (TN),  que vai averiguar se existe o risco do bebê apresentar alguma malformação ou síndrome, como a síndrome de Down. Por isso, neste momento, se as imagens estiverem nítidas e dependendo da posição do feto, já é possível saber se será menina ou menino. Além disso, a partir da 20ª semana de gravidez, através do ultrassom morfológico, o médico tem mais condições de distinguir os genitais do bebê.  

    Exame de sexagem fetal 

    Método muito utilizado para determinar o sexo do bebê antes da 12ª semana de gestação. Nesse sentido, este exame consiste em recolher uma amostra de sangue da futura mamãe, a fim de analisar os fragmentos de DNA que pertencem ao feto. 

    Dessa maneira, sabe-se que a partir da sétima semana de gravidez, a presença destes fragmentos no sangue da mãe são o suficiente para determinar se a criança é portadora do cromossomo Y (menino) ou X (menina). Por isso a sexagem fetal, através da análise do sangue, pode ser realizada a partir da 8ª semana de gestação. 

    Amniocentese 

    Trata-se de um exame invasivo que retira uma amostra do líquido amniótico com células fetais. Assim, indica-se o exame para detectar problemas congênitos no feto, como a síndrome de Down.

    Além disso, por ser feito uma análise genética dos cromossomos, também permite conhecer com precisão o sexo do bebê. Sendo assim, a amniocentese deve ser feita a partir da 16ª semana e apesar de ser baixo, o principal risco é o aborto.

    Biópsia das vilosidades coriônicas  

    Exame invasivo, semelhante à amniocentese, cujo principal objetivo é o diagnóstico de problemas genéticos. Dessa maneira, o exame de pré-natal acontece entre a 10ª e 12ª semana de gravidez e consiste em extrair e analisar uma amostra do tecido que rodeia o feto e a placenta. A amostra, por sua vez, tem a mesma composição genética das células do bebê e pode, por isso, revelar o seu sexo.

    NIPT ou NACE

    O Teste Pré-Natal Não Invasivo é o principal e mais recomendado exame a se fazer com 10 semanas. Dessa forma, é feito através da coleta do sangue da mãe, que além de determinar o sexo do bebê, também detecta os mesmos problemas genéticos que a Amniocentese e a Biópsia das Vilosidades. Todavia, não é considerado um exame invasivo, e consequentemente se tornando o mais recomendado.

    Como calcular as datas certas para realização de exames e saber mais informações do calendário gestacional?

    A maneira tecnicamente correta de calcular a idade gestacional é em semanas. Sendo assim, utilizar meses é uma forma  bastante imprecisa para contar o tempo de gravidez. Isto porque os meses não têm o mesmo número de dias e no final de nove meses pode resultar em uma grande diferença. Além disso, se dissermos que alguém está no 7º mês de gestação, por exemplo, não sabemos se está no início ou no fim do mês.

    Portanto, conta-se a idade gestacional por semanas. Além disso, é determinada através de informações como a data da última menstruação, exames de imagens e provável data do parto, indicada pelo médico.

    Sendo assim, a partir daí é possível montar um calendário para saber o que acontece semanalmente. Dessa forma, a agenda indica ainda o momento certo para fazer exames de rotina que detectam também o sexo do bebê.

    O que pode atrapalhar a descoberta do sexo do bebê?

    Infelizmente nem toda a gestante pode saber o sexo do bebê através de exames de imagem. Isto acontece porque esta informação depende de alguns fatores que podem impedir ou dificultar a visualização da genitália do bebê como:

    • Obesidade materna;
    • Cirurgias abdominais prévias;
    • Posição uterina;
    • Posição fetal;
    • Qualidade do aparelho de ultrassom utilizado.

    Testes caseiros para saber o sexo do bebê funcionam?

    Existem testes caseiros que prometem indicar o sexo do bebê. Nesse sentido, alguns deles incluem a avaliação do formato da barriga da grávida, a observação de sintomas específicos ou o aspecto da pele e dos cabelos. No entanto, estes testes não são confiáveis, pois são fundamentados apenas em crenças populares e que não estão confirmados pela ciência.

    Entretanto, apontamos abaixo alguns testes populares que podem ser feitos em casa como forma de diversão para tentar identificar o sexo do bebê:

    CaracterísticasEstá grávida de um MeninoEstá grávida de uma Menina
    1. Formato da barriga
    Barriga mais pontuda, parecida com um melão
    Barriga bem redonda, parecida com uma melancia
    2. Alimentação
    Mais vontade de comer salgados
    Mais vontade de comer doces
    3. Linha Alba
    Se a linha alba (a linha escura que surge na barriga) chegar até o estômago
    Se a linha alba (a linha escura que surge na barriga) chegar apenas até o umbigo
    4. Enjoos
    Poucos enjoos matinais
    Enjoos matinais frequentes
    5. Pele
    Pele mais bonita
    Pele mais oleosa e com tendência à espinhas
    6. Formato do rosto
    Rosto parecer mais magro do que antes de engravidar
    Rosto parecer mais gordinho durante a gravidez
    7. Outra criança
    Se uma outra menina simpatizar com você
    Se outro menino simpatizar com você
    8. Hábitos alimentares
    Comer o pão inteiro
    Evitar comer as pontas do pão
    9. Sonhos
    Sonhar que terá uma menina
    Sonhar que terá um menino
    10. Cabelo
    Mais macio e brilhoso
    Mais seco e opaco
    11. Nariz
    Não fica inchado
    Fica inchado 

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  • Bebê arco-íris: sinônimo de esperança para quem deseja ter filhos

    Bebê arco-íris: você já ouviu falar? Sabe porque recebem este nome? Utiliza-se este termo para mulheres que sofreram abortos espontâneos e passaram por traumas e perdas durante a gestação. Para conhecer mais sobre bebê arco-íris, leia o texto abaixo.

    O que é bebê arco-íris?

    O termo bebê arco-íris se refere àquelas crianças que nascem após tentativas de gestação sem sucesso. Nesse sentido, são os primeiros bebês nascidos de uma mãe que sofreu anteriormente um aborto espontâneo, ou que perdeu um filho prematuramente.

    Dessa forma, assim como um arco-íris, o nenê que chega depois de uma “tempestade”, de um período tão triste e desesperador, traz muita luz, alegria e colorido para a vida de toda a família. 

    Foi o que aconteceu com a médica Romana Novais, esposa do famoso DJ Alok. Em 10 de janeiro de 2020 o casal teve Ravi, um bebê arco-íris que nasceu após uma primeira gestação frustrada que não evoluiu e acabou gerando um aborto espontâneo.

    Passados alguns meses, mesmo em luto pelo bebê que não “vingou”, eles conseguiram engravidar novamente e realizaram o sonho de ter um filho. Além disso, ainda no mesmo ano, o casal aumentou a família com o nascimento de Raika, a irmãzinha do bebê arco-íris, que veio ao mundo no dia 02 de dezembro.

    Dessa maneira, os bebês arco-íris carregam a esperança de milhares de pessoas que enfrentam dificuldades para ter um filho. Por isso, simbolizam a grande vitória na realização do sonho da maternidade e da paternidade. 

    Além disso, os bebês que chegaram ao mundo após uma grande luta dos pais para conseguir engravidar também são chamados de arco-íris. Afinal, nesses casos, mesmo sem abortos ou perdas, a gestação também é um verdadeiro milagre.

    A chegada do bebê arco-íris: um período de fortes emoções

    Como já vimos, a chegada de um bebê arco-íris ilumina e colore a vida de pais que passaram por dificuldades e traumas em gestações anteriores. Desta forma, ele não vem para substituir um bebê que faleceu precocemente, ou para apagar a experiência de um aborto. Mas, sim, para recuperar a esperança e mostrar que a vida pode dar voltas. Assim, o bebê arco-íris não muda o passado, mas modifica o presente e transforma o futuro.

    Sabemos que tanto a gravidez quanto a chegada de um bebê são sempre experiências cheias de emoções, dúvidas, medo e curiosidade. E, quando envolve um bebê arco-íris, a pressão é sempre maior. Nesse sentido, é importante que os pais busquem apoio de familiares e profissionais qualificados para ajudar a ultrapassar esses momentos de angústia e ansiedade da melhor forma possível.

    Neste universo de sentimentos e acúmulo de emoções, a imensa alegria da chegada do bebê arco-íris se mistura com a tristeza e luto anterior. Assim, é importante entender que este processo de cura nem sempre é fácil ou rápido. Todavia, pode ser superado com ajuda de especialistas, dos amigos, da família, e do tempo.

    Tenha atenção com a superproteção

    A maternidade é uma experiência única, e cada mãe vai descobrindo aos poucos a sua forma de cuidar dos filhos. Porém, quando se trata de um bebê arco-íris, os traumas anteriores, os medos e angústias podem acarretar em uma superproteção do nenê. Embora esse excesso de cuidados tenha causas fáceis de entender, muitas vezes pode ser prejudicial para o desenvolvimento da criança.

    Nesse sentido, sabemos que o bebê arco-íris representa uma nova vida para o casal, mas é preciso estar atento para não sobrecarregá-lo de cuidados e expectativas. Afinal, a superproteção pode impactar negativamente no crescimento do filho, impedindo que ele aprenda a ser independente, capaz de lidar com os desafios e frustrações naturais da vida.

    Bebê arco-íris e medicina reprodutiva: qual a relação?

    Como vimos anteriormente, também utiliza-se o termo bebê arco-íris para os bebês que nascem após uma longa história de tentativas de gravidez. Nesse sentido, a medicina reprodutiva é um caminho de esperança para pessoas que lutam há anos com problemas de infertilidade. 

    Felizmente, a evolução das diversas técnicas de reprodução assistida têm ajudado milhares de pessoas a realizarem o sonho de ter um filho. A partir de uma análise completa de cada caso, que inclui avaliação clínica, física e psicológica, o especialista pode chegar a um diagnóstico. E, assim, determinar qual o melhor tratamento para gerar o bebê-arco-íris.

    Conheça alguns tratamentos da medicina reprodutiva:

    Inseminação Artificial

    A inseminação artificial consiste na introdução dos espermatozoides diretamente na cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo. Ou seja, este procedimento sincroniza o encontro dos gametas para que a gravidez aconteça. 

    Também conhecida como inseminação intrauterina (IIU), a técnica de baixa complexidade potencializa o encontro do espermatozoide com o óvulo, colocando no útero feminino uma amostra qualificada de sêmen. Desta forma, a fertilização acontece dentro do corpo da mulher.

    Ovodoação 

    A ovodoação é uma alternativa da medicina reprodutiva para ajudar mulheres que não conseguem engravidar com seus próprios óvulos. Chamada também de doação de óvulos, acontece quando uma mulher cede seus gametas para outra pessoa os utilize. 

    Nesses casos, realiza-se a fertilização do óvulo em laboratório, usando o espermatozoide do parceiro da receptora, ou de banco de esperma. Desta maneira, forma-se o embrião que será gestado no útero da paciente receptora.

    Além disso, a técnica também ocorre para que casais homoafetivos masculinos e pais solteiros possam formar suas famílias.

    Fertilização in vitro

    A Fertilização in Vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução assistida mais conhecidas do mundo. Ela surgiu na década de 1970 e evoluiu muito com o passar do tempo, ajudando milhares de pessoas a realizarem o sonho de ter um filho. 

    O tratamento se caracteriza por promover a fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório, fora do corpo da mulher. Por sua vez, transfere-se posteriormente o embrião resultante desta fertilização ao útero materno.

    Se você enfrenta obstáculos na hora de tentar ter um filho, saiba que muitas barreiras podem ser vencidas. Baixe o nosso e-book e veja como é possível realizar o sonho da maternidade!

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  • Cadeirante pode ter filhos, sim: saiba como o processo de gravidez é possível

    “Cadeirante pode ter filhos?”. Essa é uma pergunta comum, afinal a condição de um cadeirante pode provocar dúvidas sobre a sua vida sexual e também sobre a sua fertilidade. Nesse sentido, algumas pessoas ainda se espantam em ver casais (com pelo menos um dos dois cadeirantes) com um filho no colo.

    Entretanto, é importante esclarecer que a pessoa cadeirante pode ter filhos. Pois, apesar de estar em uma cadeira de rodas, a sexualidade e a fertilidade, tanto da mulher como do homem, muitas vezes se mantém preservada.

    Por esta razão, no texto a seguir vamos falar sobre as possibilidades dos cadeirantes conseguirem gerar um bebê. E, também, explicar sobre o processo de gravidez em cada situação. 

    O que são cadeirantes?

    Cadeirantes são pessoas que fazem uso constante de uma cadeira de rodas para se locomover. Segundo o último levantamento do IBGE, o Brasil tem pelo menos 45 milhões de cadeirantes que possuem algum tipo de deficiência física.

    Nesse sentido, o cadeirante tem quadros e gravidades variáveis, de acordo com a causa e com o tipo de lesão que ocorreu. Sendo assim, a paralisia física pode ter surgido desde o nascimento, assim como ao longo da vida por meio de doenças ou acidentes.

    O que são pessoas com deficiência (PCD)?

    A sigla PcD significa pessoa com deficiência, essa que pode ter origem de nascença ou adquirida durante a vida. Nesse sentido, é uma PcD quem tem limitação física, intelectual, visual ou auditiva. Além disso, se uma pessoa tiver mais de um tipo de deficiência, chamamos de deficiência múltipla.

    Desta forma, a sigla começou a ter uso em 2006, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) publicou a Convenção sobre dos Direitos da Pessoa com Deficiência das Nações Unidas. 

    Antes disso, usava-se a expressão “portador de deficiência”, que não é considerada adequada, pois destaca mais a deficiência do que a condição humana. Vale lembrar, também, que o termo “deficiente” vem caindo em desuso por ser considerado uma palavra pejorativa.

    Por último, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 24% da população brasileira é PcD.

    Sexualidade de cadeirantes: um assunto cheio de mitos

    Muitos mitos cercam o mundo das pessoas com deficiência física, e um deles é em relação ao sexo. Nesse sentido, é importante esclarecer que apesar de terem uma característica biológica peculiar que leva a algumas dificuldades, os cadeirantes têm desejo sexual e podem fazer sexo. Por consequência, a pessoa cadeirante pode ter filhos.

    Sendo assim, o preconceito está relacionado à crença de que o prazer está ligado exclusivamente ao corpo. No entanto, de acordo com os especialistas, o corpo é apenas um instrumento do prazer, pois o sexo começa na mente. Por esta razão, a vida sexual continua com algumas adaptações e diversas possibilidades, como a descoberta de novas zonas erógenas.

    Confira, abaixo, alguns mitos e verdades sobre o assunto:

    Pessoas com deficiência física são assexuais

    Mito. Existe a ideia de que pessoas com limitações físicas são assexuais e que não conseguem ter uma vida sexual ativa por serem consideradas dependentes e frágeis. Porém, é preciso desmistificar esse pensamento, já que a libido, o desejo e a sexualidade dos cadeirantes não são alterados. Por outro lado, é importante entender que o ato sexual para essas pessoas têm certas particularidades.

    Desta forma, a sensibilidade dos órgãos sexuais, por exemplo, pode estar modificada, tanto nos homens quanto nas mulheres. Além disso, a dificuldade de ereção, ejaculação ou baixa lubrificação vaginal são características que podem estar presentes na rotina dos usuários de cadeiras de rodas.

    Sendo assim, o sexo e o prazer são perfeitamente possíveis. O que muda mesmo é a maneira de alcançar e sentir o orgasmo.

    Pessoas com deficiência física só podem se relacionar com outras que também tenham limitações

    Mito. É comum acreditar que pessoas com deficiências físicas só podem se relacionar com quem também tenha alguma limitação, pois só assim haverá entendimento. Isso não é verdade! 

    Entretanto, é preciso que o parceiro ou parceira tenha um conhecimento básico sobre as limitações da outra pessoa para saber como lidar com elas. A troca de informações e uma boa comunicação são muito importantes. Pois, além de evitarem constrangimentos e receios, garantem boas experiências para ambos.

    Sendo assim, a sexualidade de um cadeirante exige cuidados redobrados, carinhos e preliminares.

    Homens com deficiência física não conseguem ter ereção

    Mito. Muitos homens com lesões medulares podem ter ereção, ejaculação e orgasmos. No entanto, o desafio que muitos deles enfrentam é o tempo e a qualidade da ereção.

    Existem alguns fatores determinantes para que isso ocorra ou não. Entre eles estão o ponto da medula que sofreu a lesão (cervical, lombar, torácica, cauda equina ou cone medular), o tipo de deficiência motora. Também, se a lesão é completa ou incompleta.

    Porém, o erro que a grande maioria das pessoas comete é achar que a ereção é o grande foco de uma relação sexual. Nesse sentido é importante explicar que o corpo é repleto de memórias, que envolvem todos os sentidos. Assim, durante as relações, os cadeirantes podem explorar outros meios, como imagens, cheiros, sabores e sons.

    A pessoa com deficiência pode ter uma vida sexual saudável

    Verdade. Como explicamos nos tópicos anteriores, o sexo não está resumido ao ato da penetração. Desta forma, a sexualidade pode ser descoberta e explorada de diversas formas, garantindo uma vida sexual ativa e saudável.

    No entanto, caso haja penetração, pode-se tomar alguns cuidados durante a relação sexual, como o uso de lubrificantes para as mulheres se necessário. Além disso, também é preciso esvaziar a bexiga antes do ato e buscar posições mais confortáveis e prazerosas.

    Vale reforçar que a sexualidade de um cadeirante não acaba após uma lesão ou doença, pois o processo mental ainda é o mesmo. Assim, o desejo sexual permanece. O que acontece é que, em muitos casos, esse desejo é desestimulado e colocado em segundo plano. 

    Muitos acreditam que o foco deve ser a reabilitação física e não o lado sexual, o que acaba incentivando o preconceito que gira em torno desse tema. Dessa forma, tanto a pessoa com deficiência quanto o parceiro ou parceira precisam se adaptar à situação e descobrir novas formas de intimidade.

    Mulher cadeirante pode ter filhos?

    Em geral, a mulher cadeirante pode ter filhos. No entanto o acompanhamento médico deve ser redobrado. Isto porque ela enfrenta os desafios e riscos que qualquer mulher experimenta, acrescidos das especificidades que sua condição impõe.

    Nesse sentido, cada caso apresentará suas particularidades, demandas e riscos. Desta forma, uma pessoa com paraparesia, por exemplo, apresenta restrições e necessidades diferentes das enfrentadas por uma cadeirante com esclerose múltipla. Porém, pode-se abordar as situações e minimizar os riscos com a ajuda de profissionais de saúde competentes e cuidadosos.

    Vale ressaltar que, se a mulher não tiver nenhum impedimento com relação à fertilidade, ela segue tendo ciclos ovulatórios e menstruando. Por esta razão, se mantiver relações sexuais normais, pode engravidar. No entanto, essa condição muda de organismo para organismo. 

    Além disso, mesmo paralisada da cintura para baixo, a mãe pode sentir algum movimento do bebê. Apesar dela não ter a sensibilidade de outras gestantes, ela vai perceber uma movimentação diferente do que está acostumada a sentir. 

    Cuidados especiais durante a gestação da mulher cadeirante

    Uma grávida cadeirante terá que ter cuidados especiais durante a gestação. Porém, os problemas se concentram na mãe, porque o bebê se desenvolve normalmente e sem maiores riscos.

    Confira abaixo os problemas que uma cadeirante pode ter durante a gravidez:

    • Infecção urinária: Essa é uma constante possibilidade para qualquer gestante, mas em especial para uma cadeirante. Por esta razão, a grávida em uma cadeira de rodas deve ser muito vigiada pelo médico, pois a infecção urinária poderá causar complicações;
    • Problemas Circulatórios e Trombose: Indica-se que a grávida cadeirante fique atenta à sua circulação, pois existe um maior risco de aparecer problemas como a trombose. Nesses casos, se necessário, o médico receitará anticoagulantes para ajudar nessa fase;
    • Peso: O peso deve ser uma preocupação para todas as grávidas, e deve ter atenção especial pelas cadeirantes. Isto porque a obesidade pode possibilitar o aparecimento da diabetes gestacional e o aumento da pressão arterial durante a gravidez;
    • O motivo que levou a mãe ficar cadeirante: Este é um aspecto que o médico levará em consideração. Se o motivo for externo, de ordem física, não será problema. Porém se houver alguma doença que levou a mãe à condição de cadeirante, o médico solicitará exames para verificar a saúde do bebê.

    Como funciona o parto de uma mulher cadeirante?

    O parto de uma grávida cadeirante não precisa ser necessariamente uma cesariana. É perfeitamente possível que ela tenha parto normal, pois dependendo do grau da lesão da medula ela poderá sentir as contrações.

    No entanto, para ter o bebê de forma natural, é necessário que a gestante consiga fazer força e empurrar os músculos da parte baixa da barriga. Caso ela não tenha essa sensibilidade, os médicos optam por uma cirurgia de cesariana.

    Homem cadeirante pode ter filhos?

    Como já vimos anteriormente, o homem cadeirante também pode ter filhos. Entretanto, esta é uma questão que depende de alguns fatores como a extensão e o grau da lesão medular. Nesse sentido, quanto mais alta for a lesão na medula, maior será a área de impacto. Isso pois os membros deixam de receber qualquer tipo de estímulo vindo do cérebro.

    Sendo assim, pode-se dizer que a maioria dos homens continua com desejo sexual mesmo após perder os movimentos da cintura para baixo. Além disso, em muitos casos, eles conseguem ter ereção, penetração, ejaculação e orgasmo. No entanto, o que muda nestas situações é que a ereção não dura muito tempo.

    Desta maneira, é muito importante explicar que homens cadeirantes, em geral, não são inférteis e continuam produzindo espermatozóides. Porém, existem algumas exceções onde há algum trauma mais severo na região, que levou à infertilidade, como a oligospermia e a azoospermia.

    Sendo assim, homens com deficiência física podem ou não ter problemas de ereção, mas continuam podendo ter filhos. Caso haja problema na função erétil e na ejaculação, existem medicamentos e tratamentos que podem ajudar neste momento. 

    Por outro lado, se mesmo assim os procedimentos não funcionarem, é possível que os homens cadeirantes tenham filhos através de uma extração de sêmen de forma cirúrgica. Desta maneira, eles podem recorrer ao tratamento de reprodução assistida.

    Tratamentos para conseguir a ejaculação do homem cadeirante

    Existem algumas opções para viabilizar a gravidez entre os casais em que o marido seja portador de lesão medular e que não consegue ejacular espontaneamente. Desta maneira, os métodos para ajudar os espermatozoides a saírem do organismo podem ocorrer por e Eletroejaculação (EEJ).

    Sendo assim, é importante ressaltar que esse material espermático, na grande maioria das vezes, precisará ser levado ao útero. Ou, mais frequentemente, ao interior do óvulo. Isso quer dizer que, nestes casos, é preciso utilizar as técnicas de reprodução assistida, para obter uma gravidez.

    Confira como acontece o tratamento a seguir:

    Eletroejaculação (EEJ) 

    Essa técnica envolve a necessidade de anestesia geral em centro cirúrgico hospitalar, para uso de correntes elétricas intestinais a fim de se obter contrações da musculatura envolvida na propulsão do sêmen.

    Por sua complexidade, é uma técnica menos difundida, com menor praticidade em comparação à VE. No entanto, ela apresenta taxas de sucesso muito altas.

    Todavia, como é mais invasiva, é comum a sua substituição por técnicas que envolvem captura cirúrgica. Isso por conta da maior facilidade de manejo laboratorial, além de serem mais rápidas e com o menor custo financeiro.

    Cadeirante pode ter filhos com reprodução assistida?

    Como já vimos anteriormente, a pessoa cadeirante pode ter filhos de forma natural se não possuem problemas de fertilidade e se a lesão medular não comprometer a ereção e a ejaculação, no caso dos homens.

    No entanto, se há dificuldades, tanto homens e mulheres podem recorrer à reprodução assistida para realizar o sonho de se tornarem pais e mães. Nesse sentido, os casos devem ter avaliação de forma individual por um especialista. Assim, decide-se a técnica mais indicada para cada paciente.

    Veja, na sequência, as técnicas de Reprodução Humana que podem ser utilizadas:

     Em mulheres cadeirantes:

    • Indução da ovulação e orientação do coito: Esta técnica de baixa complexidade consiste na estimulação ovariana feita por medicamentos. Sendo assim, através de exames de ultrassonografia é realizado o acompanhamento dos folículos e óvulos. Assim, quando eles atingem o tamanho ideal, é o período que os casais devem manter relações sexuais com freqüência, pois as chances de gravidez são maiores.
    • Inseminação Artificial ou Intrauterina: Neste procedimento também realiza-se o acompanhamento do ciclo menstrual da mulher. Porém, quando ela entra em seu período ovulatório, o sêmen do parceiro é coletado em laboratório e introduzido, no momento certo pelos especialistas, na cavidade uterina da mulher. Desta forma, a fertilização natural é facilitada através do encontro programado dos gametas. 
    • Fertilização in Vitro (FIV): Esta técnica de alta complexidade é uma das mais utilizadas pelos especialistas por ter maiores chances de sucesso. Nesse sentido, os óvulos e espermatozóides são coletados e fertilizados em laboratório. A partir daí são escolhidos os embriões de maior qualidade para serem transferidos de volta ao útero da mulher.

    Em homens cadeirantes:

    • Fertilização in Vitro (FIV): No caso de homens que tenham sofrido alguma lesão medular, a FIV pode ser a melhor solução. Nesses casos, é necessário realizar a coleta de espermatozóides por meio de algumas técnicas como a Eletroejaculação (EEJ) ou punção direta do epidídimo ou do testículo. Desta forma, após a coleta, o material é levado para o laboratório para ser utilizado na fertilização dos óvulos da parceira. 

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  • HPV na gravidez: há riscos para a gestante ou para o bebê?

    O HPV na gravidez pode gerar preocupações e inúmeras dúvidas entre as futuras mamães. Isto ocorre porque o Papilomavírus Humano é uma infecção sexualmente transmissível (IST) e responsável por 70% dos casos de câncer no colo do útero. Assim, considera-se a terceira principal causa de morte entre as mulheres no Brasil.

    Por esta razão, neste texto, vamos esclarecer sobre os riscos da doença, tanto para a gestante quanto para o bebê. Além do mais, informar sobre as opções de tratamento e como é possível prevenir o HPV na gravidez.

    O que é HPV?

    O HPV é um vírus altamente contagioso, transmitido, em geral, pelo contato com a pele ou mucosa através do ato sexual. Nesse sentido, existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, sendo que 12 são de alto risco. Dessa forma, a infecção é uma das doenças mais comuns entre adultos sexualmente ativos. Ela pode causar tanto verrugas benignas (condilomas), como lesões sérias precursoras de câncer de colo de útero, garganta ou ânus.

    Sendo assim, é importante alertar que após o contágio, pelo menos 5% das mulheres desenvolvem câncer de útero em um prazo de dois a 10 anos. Contudo, vários tipos são de baixo risco e desaparecem sem tratamento. Dessa maneira, muitas pessoas, por não terem lesões, nem percebem que são portadoras deste vírus.

    Por esta razão, a Organização Mundial da Saúde prevê que mais de 80% das mulheres sexualmente ativas terão infecção pelo HPV em algum momento de suas vidas. E essa porcentagem pode ser ainda maior nos homens. Nesse sentido, estima-se que, atualmente, entre 25% a 50% da população feminina e 50% da masculina esteja contaminada pelo HPV em todo o mundo. No Brasil, o dado também é alarmante: mais da metade dos jovens que mantêm relações sexuais possuem o vírus.

    Qual o risco do HPV na gravidez?

    As alterações hormonais e a baixa resistência imunológica das mulheres, nos primeiros meses de gestação, predispõe ao desenvolvimento do HPV, caso elas já tenham o vírus no corpo. Por esta razão, a grande preocupação das mães quando descobrem o HPV na gravidez é de estar transmitindo a doença ao seu bebê.

    Porém, há comprovação científica que o HPV não ameaça a evolução da gestação e, tampouco, oferece riscos ao desenvolvimento fetal. No entanto, a doença pode ter transmissão durante o parto e, por isso, deve ter tratamento até a 34º semana gestacional.

    Como tratar o HPV na gravidez?

    O tratamento do HPV na gravidez deve ser feito de acordo com a orientação do obstetra, que avalia o tamanho das lesões e onde elas estão localizadas. Nesse sentido, se a lesão estiver na parte externa da genitália, pode ter retirada com a ajuda de ácidos. 

    Caso sejam maiores e mais graves, será necessária a realização de uma cirurgia. Sendo assim, estes procedimentos estão liberados em qualquer fase da gestação. Porém, o ideal é que sejam feitos até a 34a semana, para garantir uma boa cicatrização antes do parto.

    Por outro lado, existem outros métodos utilizados para o tratamento e retirada das verrugas. Entretanto, eles não são indicados quando se tem HPV na gravidez. Desta forma, as técnicas contraindicadas nesta fase são a eletrocauterização, que estimula a contração uterina e os imunomoduladores, que podem oferecer riscos à gravidez.

    Vale ressaltar ainda que caso o HPV afete as células do colo uterino, o médico pode esperar para tratá-las após o parto. Assim, depois que o bebê nascer, as lesões devem ser rapidamente removidas.

    Pode ocorrer transmissão de HPV durante o parto?

    Se as lesões do HPV não tiverem tratamento durante a gravidez, existe um risco de transmissão do vírus para o bebê através do canal de parto. Isso pois o recém-nascido entra diretamente em contato com as células infectadas da vagina. Porém não é comum a criança se contaminar.

    Por esta razão, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o parto normal não é contraindicado, e só se recomenda a cirurgia por cesariana se a mãe tiver lesões muito grandes.

    O que o HPV pode causar no bebê?

    Como já explicamos, a contaminação do recém-nascido pelo HPV não costuma ser uma ameaça à vida do pequeno. Isto ocorre, pois apesar do contato, o bebê na maioria das vezes consegue eliminar o vírus rapidamente do organismo. Entretanto, em alguns casos raros, o papilomavírus pode aparecer.

    Nesse sentido, a manifestação mais temida é a Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR), um tumor benigno epitelial que atinge principalmente a laringe. Nesse sentido, a maioria das crianças apresenta a primeira manifestação da doença entre 2 e 4 anos de vida, sendo o sintoma mais comum a disfonia.

    Sendo assim, o crescimento progressivo das lesões pode resultar em dispneia e estridor, e em casos raríssimos, a doença é fatal devido à obstrução severa das vias aéreas ou por degeneração maligna. Como ainda não há um tratamento que erradique completamente o HPV, os médicos indicam cirurgias para a remoção das lesões e, em alguns casos mais recorrentes, ainda o uso de antivirais e a aplicação da vacina.

    Além das cordas vocais da criança, as verrugas também podem surgir na região gential, ocular e mucosa da boca e do nariz. 

    Quem tem o vírus do HPV pode amamentar?

    Após o nascimento do bebê, é aconselhado que a mulher seja novamente examinada para verificar a existência ou não do HPV. Caso ela ainda esteja com o vírus ativo, é preciso que ela continue o tratamento.

    Nesse sentido, se a mãe não tem verrugas em seus seios, não existe a menor chance de transmissão do vírus para o recém-nascido, pois o contágio ocorre por contato com a pele. Dessa forma, é importante ressaltar que o tratamento para o HPV no pós-parto não impede a amamentação, pois o papilomavírus não passa para o leite materno.

    Como se prevenir do HPV?

    O uso de preservativo sempre é um importante aliado na proteção contra o HPV. Porém, a vacina ainda é a melhor maneira de se proteger deste vírus, que pode causar câncer de colo de útero, de pênis, orofaringe e ânus.

    Por esta razão, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente a vacina quadrivalente contra o HPV, que se aplica em três doses, com intervalo de seis meses. Nesse sentido, as meninas devem ter imunização entre 9 a 14 anos, e os meninos com a idade entre 11 a 14. Além disso, também se recomenda a vacina para mulheres de até 26 anos. Porém, para este grupo, ela só está disponível em clínicas particulares.

    Vale ainda lembrar, que a partir do início da vida sexual, todas as mulheres precisam fazer o exame de Papanicolau regularmente. Desta maneira, o exame preventivo pode detectar a presença, ainda imperceptível, do vírus no colo do útero. Para as grávidas, por sua vez, se recomenda apenas até o quarto mês de gestação, não causando mal à cavidade uterina ou ao bebê.

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  • Inseminação Artificial: saiba como se preparar para o procedimento

    A inseminação artificial (IA) é uma técnica de Reprodução Assistida muito usada em casos de infertilidade masculina e feminina. Nesse sentido, o tratamento consiste na introdução dos espermatozoides diretamente na cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo. Ou seja, este procedimento sincroniza o encontro dos gametas para que a gravidez aconteça.

    Também com o nome de inseminação intrauterina (IIU), a técnica de baixa complexidade potencializa o encontro do espermatozoide com o óvulo. Aqui, coloca-se no útero feminino uma amostra qualificada de sêmen, com preparo prévio em laboratório. Dessa forma a fertilização do óvulo acontece dentro do corpo da mulher

    Para quem se indica a inseminação artificial?

    A inseminação artificial é um método inicial de tratamento de infertilidade muito recomendado para aumentar as chances de gravidez. Nesse sentido, indica-se para situações quando há leve alteração nos espermatozoides, impossibilidade de coito, ou até mesmo na infertilidade sem causa aparente.

    Além disso, dependendo do caso, a inseminação artificial pode acontecer com sêmen do parceiro (inseminação homóloga). Ou, ainda, com espermatozoide doado (inseminação heteróloga), obtido através de bancos de sêmen. 

    Quais são as etapas da inseminação artificial?

    A inseminação artificial é uma técnica bastante usada e possui poucos efeitos colaterais. Porém, como pré-requisito, é necessário que a mulher tenha a cavidade uterina normal, e pelo menos uma das trompas de falópio (tuba) com bom funcionamento. 

    Como a fertilização ocorre seu interior, é necessário que ela permita o encontro do óvulo com os espermatozoides. Além disso, para que o tratamento tenha chances de sucesso é importante o máximo de cuidado em cada uma das etapas do processo.

    Confira o passo a passo da inseminação artificial abaixo:

    Estimulação ovariana

    A inseminação artificial ocorre durante o ciclo ovulatório natural da mulher. Porém, para aumentar o potencial do tratamento, acontece a estimulação ovariana. Este processo consiste no uso de hormônios (por exemplo, Clomifend e/ou FSH) que induzem o desenvolvimento folicular. Durante o período de estimulação, que dura cerca de 10 a 12 dias, realizam-se ultrassonografias para comprovar o crescimento e a evolução dos folículos.

    Maturação dos óvulos

    Após comprovação, por meio de ultrassom, de que os folículos alcançaram o tamanho adequado, administra-se a injeção de hCG, hormônio que provoca a maturação e liberação dos óvulos. A inseminação acontece de 24 a 36 horas depois de aplicada a medicação, quando a mulher estará ovulando. Dessa forma, será o momento ideal para introduzir os espermatozoides no útero.

    Preparação do sêmen

    A etapa de preparação seminal acontece cerca de duas horas horas antes da inseminação acontecer. Ela consiste na coleta do sêmen por meio de masturbação, e a seleção em laboratório dos espermatozoides com mobilidade e com maior potencial de fecundação. 

    Dessa forma, para se obter uma melhor qualidade espermática, é recomendado respeitar um período de 2 a 5 dias de abstinência sexual, evitar estresse e consumo exagerado de álcool, não fumar e proteger a região genital de calor.

    Nos casos em que o homem é infértil ou nas relações homossexuais femininas, pode se utilizar espermatozoide doado de um banco de sêmen.

    Inseminação

    É a fase final do processo, quando introduzem-se os espermatozoides qualificados no corpo da mulher. Nesse sentido, a inseminação intrauterina é um procedimento rápido e indolor, sem necessidade do uso de anestesia. 

    O processo funciona de forma semelhante ao Papanicolau: insere-se um bico de pato na vagina da mulher e depois um cateter bem fino, por onde passam os espermatozoides. O posicionamento do cateter é feito usando um aparelho de ultrassonografia.

    Cuidados após a inseminação

    O processo de inseminação artificial é simples e não requer hospitalização. Dessa forma, após um pequeno período de recuperação a mulher pode ir para casa. Além disso, nos dias seguintes já poderá manter o ritmo de vida normal, porém sem realizar muitos esforços. 

    Uma vez finalizado o tratamento, é só aguardar 14 dias e realizar o teste para confirmar ou não a gravidez. 

    Quais são as chances de sucesso da inseminação artificial?

    As taxas de sucesso da inseminação artificial, por ciclo, ficam em torno de 20%. Mas vale ressaltar que, em qualquer tratamento de reprodução assistida, quanto maior for a idade da mulher, menores são as chances de engravidar. Dessa forma, após os 35 anos, as chances de gravidez através de inseminação ficam cada vez mais reduzidas.

    Veja quando não se indica a inseminação artificial:

    • Idade materna superior a 35 anos, já que as chances de sucesso da inseminação são muito menores;
    • Risco de doenças genéticas que requerem estudo dos embriões, o que só é possível na Fertilização in Vitro;
    • Casos de laqueadura ou vasectomia;
    • Casos de endometriose, dependendo do estágio de avanço e regiões afetadas pelos focos da patologia.

    Quais são as possíveis complicações da inseminação artificial?

    A inseminação artificial é um procedimento de baixo risco e com poucas complicações. Porém, algumas mulheres relatam sangramento leve devido a inserção do cateter, o que se deve informar ao médico. Além disso, outras possíveis complicações, embora pouco frequentes, incluem gravidez ectópica, aborto espontâneo e gestação gemelar.

    Considera-se também risco da inseminação artificial a Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO). Isto acontece quando há uma produção maior do hormônio estradiol, sintetizado nos ovários. Porém esse risco é menos frequente, pois este tratamento utiliza doses baixas de hormônios na maior parte dos casos.

    Inseminação artificial e gêmeos: entenda a relação

    Na inseminação artificial, há uma chance de 15% de uma gravidez de gêmeos, uma decorrência da estimulação ovariana. Dessa forma, é também considerado como um risco, pois uma gestação com múltiplos bebês envolve um cuidado muito maior no pré-natal, podendo resultar, em muitos casos, de partos prematuros.

    E se a inseminação artificial não der certo?

    Quando o tratamento não dá certo, ele pode ser repetido em ciclos consecutivos, sem problemas. Porém, após algumas tentativas sem sucesso é indicado conversar com o especialista para avaliar outras opções, como a fertilização in vitro.

    Qual a diferença entre Inseminação Artificial e Fertilização in Vitro?

    Existe muita confusão entre inseminação artificial e Fertilização in Vitro (FIV), e embora elas tenham semelhanças como indução da ovulação e coleta de esperma, são técnicas de reprodução assistida distintas.

    O principal fato que diferencia os dois tratamentos é a etapa da fertilização do óvulo. Enquanto na inseminação artificial a fecundação do óvulo acontece dentro do corpo da mulher, na FIV o embrião é formado no laboratório de embriologia, cultivado em incubadoras e posteriormente, transferido ao útero materno.

    Mas, se por um lado a Inseminação Artificial é um procedimento mais simples e financeiramente mais acessível, por outro, a Fertilização in vitro é mais assertiva, com taxas de sucesso por volta do 45%. No entanto, uma avaliação completa de cada caso é o que vai determinar qual o melhor método para realizar o sonho de ter um filho. 

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  • Blastocisto: entenda a sua importância para a Fertilização In Vitro

    O blastocisto é a etapa do crescimento embrionário humano fundamental para gerar uma gravidez. Para entender a sua importância é preciso saber como funciona as fases do desenvolvimento embrionário.

    Por essa razão, é necessário explicar que quando o espermatozoide penetra no óvulo, ainda na tuba uterina, ocorre a fecundação. Nesse momento, os cromossomos maternos e paternos se unem para iniciar a divisão celular e a formação de um embrião.

    A partir de então, o desenvolvimento embrionário se inicia e passa por diferentes fases e, geralmente após o 5º ou 6º dia de desenvolvimento, o embrião chega ao estágio de blastocisto. É nesta etapa que o embrião está pronto para se encaminhar da tuba à cavidade uterina, onde se fixará no tecido endometrial para começar a gestação.

    Na Fertilização in Vitro (FIV), o crescimento embrionário ocorre de forma semelhante, porém os embriões são formados e cultivados em laboratório. Normalmente, é quando o embrião chega ao estágio de blastocisto que o médico especialista em reprodução assistida, juntamente com o embriologista, o transferem para o útero materno.

    Como acontece o desenvolvimento embrionário?

    O desenvolvimento embrionário passa por diversas fases, que recebem nomes de acordo com características do embrião em crescimento.

    O primeiro estágio, já no primeiro dia de desenvolvimento, ocorre quando os dois gametas (óvulo e espermatozoide) se fundem para formar uma única estrutura, chamada de zigoto. A partir de então, iniciam-se as clivagens, ou seja, as divisões celulares que darão início a uma nova vida. 

    Após a fase de zigoto, o embrião passa por diferentes etapas. Durante os primeiros dias os embriões rapidamente se modificam. Veja abaixo as características durante essas fases iniciais de desenvolvimento:

    • D2 – Segundo dia após a fertilização: Nesta fase o embrião possui de 2 a 4 células; 
    • D3 – Terceiro dia a fertilização:  Nesta fase embrião deve possuir de 6 a 10 células;
    • D4 – Quarto dia após a fertilização: O embrião deve estar em estágio de mórula, com cerca de 32 a 64 células compactadas;
    • D5 – Quinto dia após a fertilização: O embrião chega ao estágio de blastocisto. Neste momento, ele já conta com 150 células e está em estágio ideal para se fixar ao útero. Todavia, alguns embriões podem apresentar um crescimento mais lento e chegar ao estágio de blastocisto no dia 6 (D6), ou ainda no sétimo dia de desenvolvimento (D7), também possuindo chances de gravidez.

    Qual a diferença entre embrião e blastocisto?

    Como já vimos, um embrião forma-se a partir da fusão entre os núcleos do óvulo e do espermatozoide. Já o blastocisto consiste em um embrião que evoluiu adequadamente até o quinto dia de desenvolvimento. Na fase de blastocisto o embrião está apto a se fixar no útero materno.

    Quais são as características do blastocisto?

    O embrião é composto por mais de 150 células na fase de blastocisto. Após várias divisões celulares, esse embrião se desenvolveu ao ponto de ter componentes celulares diferentes, como massa celular interna, trofoblasto (ou trofoectoderma) e uma cavidade de fluido, denominada de blastocele. As células do trofoblasto formarão a estrutura placentária e as células da massa celular interna darão origem aos tecidos e órgãos do bebê.

    Quando o embrião atinge o estágio de blastocisto, está muito próximo da formação completa do embrião, ideal para a implantação no útero. É importante ressaltar, também, que a possibilidade de levar o embrião ao estágio de blastocisto vai depender da qualidade dos óvulos e dos espermatozoides.

    exemplo de blastocisto

    Implantação do blastocisto na Fertilização In Vitro: saiba mais

    Recomenda-se a Fertilização In Vitro (FIV) para casos graves de infertilidade ou para casais que não conseguem engravidar naturalmente, porém sem causa definida.

    Por essa razão, nesta técnica de reprodução assistida, os estágios iniciais da formação e do desenvolvimento embrionário acontecem fora do corpo humano. Sendo assim, coletam-se os óvulos e os espermatozoides e a fecundação acontece em laboratório. Depois disso, os embriões ficam de três até, no máximo, sete dias em cultivo, esperando o momento adequado para ter transferência ao útero materno.

    O ideal é que a transferência aconteça quando o embrião está em estágio de blastocisto, devido às melhores taxas de gestação. Entretanto a transferência pode ocorrer em diferentes fases do desenvolvimento embrionário, com algumas vantagens e desvantagens.

    Além disso, durante a fase de blastocisto é possível realizar análises genéticas permitindo a seleção de embriões geneticamente saudáveis para a transferência, aumentando as taxas de sucesso. Os teste genéticos também podem acontecer em embriões no terceiro dia de desenvolvimento (D3). Mas as informações não são muito completas pois nesse dia a quantidade de células que podem ser obtidas para as análises é menor.

    Quantos embriões devem ser formados para originar um blastocisto?

    A quantidade de embriões (zigotos) formados para gerar um blastocisto depende de diversos fatores como, por exemplo, a idade da mulher, a reserva ovariana, o estímulo hormonal realizado para a fertilização in vitro, entre outros. Além disso, também varia de acordo com a quantidade e a qualidade dos espermatozoides, e do número de óvulos obtidos a partir da indução ovariana.

    No estímulo ovariano, diversos folículos crescem e têm monitoramento através da ultrassonografia. Quando pelo menos um desses folículos chegam, aproximadamente a 17mm de diâmetro, ocorre a aspiração folicular. Durante este procedimento os folículos são aspirados e os óvulos coletados. No entanto, nem todos os óvulos recuperados estão “maduros” para fertilização pelos espermatozoides. 

    Quando os óvulos estão maduros e acontece a fertilização, há também um processo natural de desenvolvimento dos embriões, cujas células devem seguir um padrão de progressão coordenada.

    Contudo, como já mencionado, o número de embriões que chegam ao estágio de blastocisto dependem muito da qualidade dos óvulos e dos espermatozoides. Estima- se que, em mulheres com idade abaixo de 37 anos, cujos maridos possuem poucas alterações no sêmen, cerca de 50% dos embriões iniciais chegam a blastocisto. E, os embriões que pararam seu desenvolvimento antes deste estágio, teriam baixíssimas chances de gestação.

    Já nas mulheres acima de 37 anos, ou nos casos de alterações mais importantes do sêmen, em média, somente 30% dos embriões iniciais chegam ao estágio de blastocisto. Essa seleção natural dos embriões ocorre em praticamente todos os casos de fertilização in vitro. Importante lembrar que muitos outros fatores também podem interferir nessas taxas de sucesso.

    O que é nidação e como ela acontece? 

    A nidação é o momento no qual o embrião, já em estágio de blastocisto, é finalmente fixado (implantado) no endométrio. Esse é o tecido que reveste o útero da mulher para dar início à gestação. 

    A nidação é um evento assintomático na maioria dos casos. Entretanto, algumas mulheres podem apresentar sintomas como cólicas abdominais e sensações no baixo ventre que se assemelham a pontadas. Além disso, as pacientes podem ter também um pequeno sangramento vaginal, porém estes sintomas não devem permanecer mais do que três dias.

    Leia também: Corrimento na gravidez: quando pode ser perigoso? 

    O processo de nidação é natural da gestação e recomenda-se aguardar pela realização do teste de gravidez para saber se a mulher realmente engravidou. Em casos de Fertilização in Vitro, o médico indicará o momento certo para que o teste aconteça, pois pode variar de acordo com a fase em que ocorreu a transferência do embrião.

    Como é feita a escolha de blastocistos?

    Durante o acompanhamento do desenvolvimento embrionário, os embriologistas clínicos classificam e separam apenas os embriões que têm condições de continuar o desenvolvimento e se implantar no útero da paciente. Isto ocorre,pois alguns embriões podem ter o desenvolvimento interrompido e não conseguem chegar ao estágio de blastocisto.

    O aconselhado, em medicina reprodutiva, é realizar a transferência de um dois embriões, em fase de blastocisto. Os demais embriões, neste estágio, que não forem transferidos, podem ser congelados para uma futura gestação por reprodução assistida.

    Dessa maneira, com esta seleção morfológica e algumas vezes também genética, é possível diminuir a quantidade de transferência de embriões. Isso reduz as chances de gestação gemelar e aumenta as taxas de sucesso do tratamento.

    Por outro lado, ter o maior número de blastocistos por ciclo vai depender da qualidade dos gametas do casal e também do laboratório de reprodução assistida. Para mulheres com menos de 37 anos indica-se cerca de quatro óvulos maduros para ter um blastocisto. Já nas mulheres acima de 37 anos, esse número aumenta para seis óvulos maduros.

    Importante ressaltar, também, que esta proporção é uma estimativa, pois há muitos casos em que o casal tem apenas um óvulo e este gera um embrião que consegue chegar ao estágio de blastocisto. Da mesma forma, muitas vezes a paciente possui um número maior de óvulos maduros sem que nenhum embrião consiga se desenvolver até o estágio de blastocisto.

    Sendo assim, o aconselhado pela medicina reprodutiva é realizar a transferência de um ou dois embriões, em blastocisto. Dessa fomra, pode-se congelar os demais embriões neste estágio que não tiveram transferência ao útero para uma futura gestação por reprodução assistida.

    Quando recomenda-se a transferência do embrião antes da fase de blastocisto?

    Recomenda-se a transferência do embrião antes da fase de blastocisto quando se consegue poucos embriões formados. Sendo assim, nestes casos, indica-se a transferência em D3 (terceiro dia de desenvolvimento). 

    Esta conduta ocorre porque os meios de cultivo laboratoriais não são mais adequados do que o ambiente uterino. Assim, a transferência em D3 pode ser uma estratégia para reduzir a exposição do embrião aos meios de cultivo artificiais, diminuindo o risco do embrião não se desenvolver até o D5. Fazendo a transferência em D3 aumentaria as chances de o embrião continuar se desenvolvendo, até chegar ao estágio de blastocisto, no próprio útero materno. 

    Portanto, como podemos perceber, nem sempre é fácil definir qual o melhor dia para os embriões serem transferidos para a cavidade uterina. Por isso, a decisão deve levar em consideração a escolha do casal em conjunto com a opinião do médico especialista e do embriologista.

    Além disso, é preciso também avaliar outros fatores, como a díade da mulher, a qualidade e quantidade dos embriões formados, o número de tentativas anteriores e questões emocionais, como a ansiedade e expectativa do casal.


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