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  • Cisto hemorrágico: o que é, como identificar e tratá-lo

    Na vida da mulher em idade fértil, o cisto hemorrágico pode ser mais comum do que se pensa. De forma geral, ele ocorre quando há o rompimento de um vaso do cisto no ovário, e pode passar despercebido.

    Porém, o tamanho desse tumor benigno vai determinar a intensidade da dor causada. Se for pequeno, não representa grandes riscos. Contudo, se maior, pode comprometer até a fertilidade feminina.

    Aproveite para ler também sobre 5 fatos sobre a fertilidade feminina!

    Pensando nisso, preparamos um texto que explica o que é cisto hemorrágico, quais são os seus sintomas, como identificá-lo e quais são as formas de tratamento.

    Desejamos uma boa leitura!

    O que é cisto hemorrágico  

    O cisto hemorrágico decorre do rompimento de um pequeno vaso do cisto no ovário, ocasionando sangramento em seu interior. 

    Nesse sentido, o cisto no ovário é uma espécie de “bolsa” com conteúdo líquido que pode surgir no ovário de algumas mulheres. É um tumor benigno, não representa riscos à saúde e não está relacionado a doenças.

    Aliás, o surgimento de um cisto é comum em mulheres com idades entre 15 e 35 anos e que não utilizam anticoncepcionais. Dessa forma, ele costuma aparecer e desaparecer de forma espontânea ao longo do ciclo menstrual, a partir do crescimento dos folículos. 

    Além disso, o cisto hemorrágico não costuma alterar a fertilidade. No entanto, dependendo do tipo de cisto que foi rompido, ele pode dificultar a gravidez. 

    Isso se deve pois alguns tipos de cistos produzem hormônios que alteram a ovulação – como é o caso da síndrome dos ovários policísticos.

    Porém, é importante não confundir cisto no ovário com a síndrome dos ovários policísticos, pois nem todo cisto indica a existência da SOP. Além disso, suas diferenças podem ser detectadas em exames laboratoriais e de imagem. 

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    O que causa o desenvolvimento de cistos hemorrágicos

    • Alterações hormonais: Oscilações nos níveis de estrogênio e progesterona são fatores importantes. Desequilíbrios hormonais podem interferir na maturação e liberação do óvulo, favorecendo a formação de cistos, inclusive hemorrágicos.
    • Histórico familiar: Mulheres com histórico familiar de cistos ovarianos ou de condições ginecológicas, como endometriose, têm maior predisposição ao desenvolvimento de cistos, inclusive hemorrágicos.
    • Uso de medicamentos para estimular a ovulação: Tratamentos com indutores hormonais, como citrato de clomifeno ou gonadotrofinas, utilizados em ciclos de indução da ovulação para reprodução assistida, aumentam o risco de formação de cistos ovarianos. O estímulo excessivo dos ovários pode levar ao surgimento de cistos hemorrágicos como resposta ao aumento da atividade folicular.

    Condições médicas preexistentes: A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma condição caracterizada por múltiplos pequenos cistos nos ovários e disfunções hormonais. Mulheres com SOP apresentam maior risco de desenvolver cistos, incluindo cistos hemorrágicos, devido à irregularidade na ovulação e resposta ovariana alterada.

    Tipos de cistos no ovário

    Entre os diferentes tipos de cistos no ovário – que podem gerar um cisto hemorrágico, estão:

    Cisto de corpo lúteo

    Este tipo de cisto funcional pode surgir após a liberação do óvulo por um folículo. Normalmente, ele não interfere na produção hormonal do ovário. Seu rompimento é possível durante o contato íntimo. Nesse sentido, o tratamento é indicado nos casos em que houver dor forte, queda de pressão e batimento cardíaco acelerado.

    Cisto folicular

    Outro tipo de cisto funcional, o cisto folicular se forma a partir de folículos que não ovularam, mas que continuaram crescendo. É o tipo de cisto mais comum de todos e geralmente não apresenta sintomas, desaparecendo naturalmente. Nesse sentido, se houver caso de dor, ocorre durante o ciclo menstrual. 

    Endometriona

    O endometrioma é um cisto proveniente da endometriose, e se desenvolve na superfície do ovário. Os endometriomas de até 3 cm não causam sintomas. Maiores que isso, podem causar dor pélvica, durante a relação sexual e durante a ovulação. 

    Impactos do Cisto Hemorrágico

    Embora muitos cistos hemorrágicos sejam assintomáticos e não necessite de intervenção, em alguns casos, eles podem causar dor pélvica aguda, desconforto abdominal, aumento do volume abdominal e, raramente, complicações como ruptura ou torção ovariana, que exigem atenção médica imediata.

    Em tratamentos de fertilização in vitro (FIV) ou indução da ovulação, a presença de um cisto hemorrágico pode impactar o planejamento do ciclo, sendo necessário monitoramento por ultrassonografia e, em alguns casos, a postergação do tratamento até a resolução do cisto.

    Possíveis complicações dos Cistos Hemorrágicos

    Embora muitos cistos hemorrágicos desapareçam espontaneamente sem grandes consequências, em alguns casos eles podem crescer, romper ou causar complicações sérias, exigindo avaliação médica cuidadosa, especialmente para mulheres que planejam engravidar.

    Torção Ovariana

    Uma das complicações mais graves é a torção ovariana, quando o ovário se torce em torno do ligamento que o sustenta, comprometendo o fluxo sanguíneo. Essa condição é uma emergência médica e pode causar dor abdominal intensa e súbita. Se não tratada rapidamente, pode resultar em danos permanentes ao ovário.

    Impacto na Fertilidade

    Cistos hemorrágicos que levam à torção ou danos ao tecido ovariano podem impactar negativamente a fertilidade feminina. Em casos mais graves, podem afetar também as trompas de Falópio, estruturas essenciais para a captura e transporte dos óvulos, aumentando o risco de infertilidade ou gravidez ectópica.

    Associação com Endometriose

    Embora cistos hemorrágicos funcionais sejam diferentes dos endometriomas (cistos associados à endometriose), a presença recorrente de cistos e sangramentos no ovário pode levantar suspeitas sobre a endometriose — uma condição que, além de dor crônica, também está fortemente associada à dificuldade de engravidar.

    5 Sintomas de alerta

    É importante estar atento a sintomas que podem indicar complicações associadas a um cisto hemorrágico:

    • Dor pélvica intensa e súbita;
    • Sensação de pressão ou desconforto abdominal;
    • Inchaço abdominal;
    • Náusea e vômitos (especialmente se associados à torção ovariana);
    • Sangramento vaginal anormal.

    Em qualquer um desses casos, é fundamental procurar assistência médica para diagnóstico e tratamento adequados, preservando a saúde reprodutiva e evitando complicações mais graves.

    Sintomas do cisto hemorrágico

    Normalmente, o rompimento de um cisto no ovário ocasiona dor pélvica no início do ciclo menstrual, decorrente do sangue contido no interior do cisto. Essa dor ocorre geralmente do lado onde se encontra este corpo. 

    Sendo assim, quando há o rompimento de um cisto grande, há um quadro de intenso sangramento deste cisto hemorrágico. Neste caso, o sangue se espalha para a cavidade abdominal, e gera sintomas intensos, tais como:

    • Fortes dores abdominais;
    • Cólica;
    • Dor durante relação sexual;
    • Enjoo e vômitos;
    • Atraso da menstruação;
    • Sensibilidade nas mamas;
    • Cansaço e fraqueza.

    Nesse sentido, em casos de sintomas provenientes por cistos hemorrágicos grandes, o ideal é buscar por orientação médica.

    Como identificar um cisto hemorrágico

    Um cisto hemorrágico é identificado por meio de exames de ultrassom transvaginal ou pélvico. Assim, o diagnóstico envolve a localização deste cisto, presença e quantidade de sangramento e tamanho. 

    Além do exame de imagem, um exame de sangue pode identificar quais são os hormônios produzidos pelo cisto e se eles interferem na saúde da mulher.

    Tratamento para cisto hemorrágico

    O tratamento não é necessário para cistos de tamanho e diâmetro pequeno, pois eles costumam desaparecer de forma natural. 

    Mesmo assim, se houver dor pélvica insistente, o especialista pode recomendar o uso de analgésicos, além de formas de alívio que estimulem a circulação sanguínea da região, como o uso de bolsas de água quente. 

    Por outro lado, os cistos hemorrágicos grandes podem causar dores intensas. Neste caso, o tratamento indicado pelo médico ginecologista pode incluir uso de anticoncepcionais hormonais, acompanhamento da evolução dos cistos por meio de exames de imagem, e, em casos extremos, cirurgia. 

    Considerações finais

    O cisto hemorrágico decorre a partir do rompimento de um cisto no ovário, que pode aparecer e desaparecer esporadicamente. 

    Nesse sentido, quando esse cisto é pequeno, ele não representa riscos à saúde da mulher. Porém, quando seu tamanho é maior, ele causa sintomas na região pélvica que podem afetar, inclusive, a fertilidade.

    Por isso, em qualquer caso de dor abdominal intensa, é fundamental o acompanhamento de um médico ginecologista, que irá pedir a realização de exames que possam comprovar, ou não, o rompimento de um cisto grande – e, desta forma, indicar o tratamento adequado.


  • Qual a relação entre as alterações hormonais e a infertilidade feminina?

    Os hormônios desempenham papel fundamental no nosso corpo. Afinal, eles são responsáveis pelo equilíbrio do nosso organismo, de forma que haja o pleno funcionamento de todos os órgãos.

    Porém, quando há uma mínima alteração hormonal, as variações levam a consequências muito perceptíveis, especialmente às mulheres. Essas alterações podem desencadear, entre outros problemas, a infertilidade.

    Para saber quais são os hormônios principais do corpo feminino, como eles funcionam, o que gera as alterações hormonais e a sua relação com a infertilidade feminina, preparamos este texto para esclarecer uma das principais questões que envolve o aparelho reprodutor da mulher. 

    Desejamos uma boa leitura!

    Os hormônios femininos

    Os hormônios são substâncias químicas produzidas pelas glândulas do sistema endócrino. Sua função é regular o funcionamento do nosso corpo por meio de efeitos de indução ou de inibição em nossos órgãos. 

    Entre os diversos hormônios do nosso corpo, os do aparelho reprodutor são responsáveis por regular o ciclo reprodutivo e por determinar as diferenças biológicas entre o homem e a mulher, cujo impacto interfere, também, na fertilidade.

    Os principais hormônios sexuais femininos são o estrógeno e a progesterona, produzidos, sobretudo, pelos ovários. Enquanto o estrógeno participa da ovulação, concepção e gestação, a progesterona prepara o organismo para essas duas últimas etapas, e ajuda a regular o ciclo menstrual. 

    Outros hormônios se fazem presentes no organismo feminino. Assim como no masculino também, mas vamos salientar suas funções apenas no corpo da mulher. 

    Hormônio Folículo Estimulante (FSH)

    Para as mulheres, este hormônio, que estimula a secreção de estrogênio, é responsável por desenvolver e a maturar os folículos do ovário na idade fértil. Desta forma, o FSH ajuda a controlar o ciclo menstrual. 

    Hormônio Luteinizante (LH)

    Este hormônio está relacionado à fertilidade, tanto a masculina quanto a feminina. Nas mulheres, o LH é responsável por produzir progesterona, pela ovulação e pelo amadurecimento dos folículos ovarianos.

    Estradiol

    O estradiol é o tipo principal de estrógeno, e é mais produzido nas mulheres do que nos homens. Seu estudo verifica o funcionamento dos ovários. As suas concentrações no corpo feminino variam de acordo com o ciclo menstrual, tendo um aumento muito grande de sua produção durante a gravidez.

    Antimülleriano (HAM)

    No corpo da mulher, o hormônio antimulleriano é produzido pelos folículos, unidades que contam com a presença de óvulos em seu interior. 

    Durante o ciclo menstrual, há o processo de ovulação: estes folículos se desenvolvem, crescem e rompem, liberando, assim, o óvulo que estava ali contido. 

    Assim, os folículos produzem o HAM para controlar quantos deles estão disponíveis a cada ovulação.

    A concentração deste hormônio é um indicador fundamental para os tratamentos de fertilidade. A realização do seu teste pretende indicar a quantidade de óvulos existentes no corpo da mulher. 

    Alterações hormonais

    Para os hormônios manterem sua função reguladora, é necessário que sua quantidade esteja equilibrada.Seu desequilíbrio acarreta em alterações hormonais, que prejudicam o funcionamento do organismo.

    Nas mulheres, a disfunção hormonal é ainda mais sentida. Seus hormônios sexuais são responsáveis pela regularidade dos ciclos menstruais. 

    Com as alterações dos níveis de estrógeno e progesterona, seu corpo pode ser afetado por fatores como inchaço, ganho de peso e dores abdominais, além de interferirem em aspectos como sonolência e irritabilidade. 

    Além disso, algumas doenças estão diretamente ligadas com os distúrbios hormonais. São as chamadas doenças endócrinas, tais como:

    Hipotireoidismo e hipertireoidismo

    São duas das doenças que ocorrem pela alteração dos hormônios produzidos na tireóide. Esses hormônios controlam o metabolismo e o crescimento do corpo. 

    Quando eles estão em falta, há o hipotireoidismo, em que há a redução do metabolismo. Esta redução acarreta em sintomas como cansaço, aumento de peso e ressecamento da pele. 

    Já quando esses hormônios estão presentes em excesso, ocorre o hipertireoidismo, deixando a pessoa mais acelerada, com suor excessivo e aceleração da frequência cardíaca.

    Síndrome dos ovários policísticos

    Esta síndrome é comum em mulheres com idade reprodutiva, e é causada por um desequilíbrio hormonal que interfere na ovulação, por meio da formação de polimicrocistos – uma grande quantidade de pequenos cistos presentes nos ovários.

    Alguns de seus sinais e sintomas são ganho de peso, crescimento exagerado de pelos, acne e dificuldade para engravidar. Além disso, os ciclos da menstruação podem se apresentar irregulares. 

    Amenorreia secundária 

    É a ausência de menstruação por pelo menos três ciclos menstruais consecutivos, ou por seis meses seguidos. 

    Chama-se “amenorreia secundária” pois ela ocorre em mulheres que já menstruavam com regularidade. Há um outro tipo de amenorreia, a primária, que pode ocorrer entre os 13 e 16 anos, sem a primeira menstruação.

    Dentre as causas possíveis para a amenorreia secundária, estão a ausência de ovulação associada à síndrome dos ovários policísticos, e às alterações hormonais.

    Relação entre alterações hormonais e infertilidade feminina

    Como possuem interferência direta na vida da mulher, as alterações hormonais são responsáveis por muitos casos de infertilidade. Dependendo da quantidade de hormônios sexuais presentes no corpo feminino, e havendo desequilíbrio, é possível identificar a infertilidade.

    Uma condição muito comum de disfunção hormonal que acarreta na fertilidade é a alteração da ovulação. Fatores como estresse, sedentarismo e atividades físicas de alto impacto podem levar a essas modificações.

    Atrelada às alterações da ovulação, entra o fator “idade”. A partir dos 35 anos, a quantidade de óvulos tende a diminuir. Um exame capaz de avaliar o potencial de reprodução da mulher, apesar dessa queda expressiva, é a reserva ovariana. 

    Este estudo é feito por meio de exames, como os de sangue que medem os níveis de FSH e de HAM, e uma ultrassonografia transvaginal. Os resultados indicados nos exames vão responder se a reserva de óvulos da mulher é alta – com chances maiores de gravidez – ou baixa – atrelada à infertilidade.

    Considerações finais

    Como os hormônios são responsáveis pela regulação do nosso organismo, qualquer desequilíbrio em suas taxas indica uma alteração hormonal, que pode desencadear problemas e doenças que afetam, entre outros fatores, a infertilidade feminina.

    Por isso, é importante fazer avaliações periódicas para checar os níveis endócrinos, sobretudo os referentes à função reprodutora. Um bom funcionamento do organismo resulta, também, em chances maiores e saudáveis de engravidar. 

    Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem a engravidar com saúde, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • 5 Mitos sobre a Fertilização In Vitro

    Cada vez mais, a reprodução assistida tem se tornado o meio principal de realizar o sonho de diversas famílias que desejam planejar uma gravidez. Uma de suas técnicas mais populares é a Fertilização in Vitro.

    Apesar da FIV ser embasada cientificamente, contando com uma gama de resultados positivos, ainda há muitos mitos que cercam o assunto. Por isso, muitos casais com dificuldade de engravidar encontram receio de se submeter ao método.

    Pensando nisso, preparamos esse texto, com base na experiência da Nilo Frantz na técnica de FIV, para esclarecer e desmistificar alguns dos principais mitos que envolvem o procedimento deste método, comprovando a sua segurança.

    Vale ressaltar que cada caso é único e deve ser acompanhado por um médico especialista. Mas esperamos tirar algumas dúvidas relacionadas à FIV.

    Desejamos uma boa leitura!

    O que é Fertilização in Vitro?

    A Fertilização in Vitro é uma das técnicas de reprodução assistida mais conhecidas do mundo. Este método é recomendado para os mais diversos casos – entre eles, a infertilidade. 

    Ela surgiu na década de 1970, e evoluiu com a tecnologia com o passar do tempo. 

    O seu tratamento é indicado para casais com dificuldade de engravidar, e consiste em algumas etapas que envolvem a coleta de gametas para fecundação em laboratório, e posteriormente transferido para o útero.

    Entre as etapas, destacamos a estimulação ovariana para aumentar o número de óvulos produzidos na mulher; a técnica de punção, realizada no laboratório; e a transferência embrionária, na qual embriões selecionados são transferidos ao útero materno.  

    5 Mitos sobre a Fertilização in Vitro

    Apesar da FIV ser uma das opções mais conhecidas e recomendadas de reprodução assistida, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o seu procedimento. 

    Pensando nisso, vamos desmistificar 5 mitos sobre a fertilização in vitro para comprovar que esta é uma técnica segura e eficaz, que realiza a tão sonhada gestação. 

    1. Inseminação artificial e fertilização in vitro são os mesmos procedimentos 

    São procedimentos diferentes. A fertilização in vitro consiste na extração dos óvulos e na coleta dos espermatozoides, a fim de realizar o processo de fecundação em laboratório. Após a formação do embrião, ele é transferido para o útero materno.

    Já a inseminação artificial é a transferência direta de espermatozoides para o útero da mulher, após estímulo ovariano. Desta forma, a fecundação ocorre de forma natural no organismo da paciente. 

    2. O paciente escolhe quantos embriões quer transferir ao útero

    O Código de Ética do Conselho Federal de Medicina estabelece um número máximo de embriões a serem transferidos ao útero materno. A mulher pode receber até quatro embriões, sendo que este número pode diminuir de acordo com a idade da paciente.

    Mulheres de até 35 anos devem receber no máximo dois embriões; mulheres entre 36 e 39 anos, com limite de três embriões e mulheres com 40 anos ou mais, até quatro embriões. Este limite visa prevenir e evitar casos de gravidez múltipla.

    3. É possível escolher o sexo do bebê

    Um dos pontos mais polêmicos quando se trata de reprodução assistida é a permissão para escolher o sexo do bebê , que é proibida pelo Código de Ética do Conselho Federal de Medicina.

    Porém, segundo o CFM, a única exceção que permite a escolha prévia é em casos de doenças genéticas ligadas ao gênero do bebê. 

    4. O “bebê de proveta” possui uma saúde frágil

    “Bebê de proveta” é um nome popularmente dado para a criança proveniente de uma fecundação gerada em laboratório. 

    Há quem acredite que o seu desenvolvimento no útero materno seja afetado pela sua forma de concepção. Porém, não é verdade. Um bebê gerado por FIV se desenvolve da mesma maneira que um bebê concebido naturalmente. 

    5.  A técnica é completamente eficaz

    Embora a fertilização in vitro tenha uma alta taxa de sucesso – isto é, a porcentagem de gestações únicas bem-sucedidas -, e que proporcione chances maiores de engravidar do que por meio de vias naturais, este método não é um tratamento totalmente garantido, assim como qualquer outro procedimento médico.

    As condições vão variar conforme o caso. Alguns fatores podem interferir neste processo, como o tratamento do embrião e a qualidade dos óvulos ou dos espermatozoides utilizados. 

    Mais sobre fertilização in vitro

    Caso o casal opte pelo método de fertilização in vitro, uma consulta com o médico especialista é fundamental para garantir que todas as dúvidas sejam sanadas, a fim de garantir mais confiança e segurança.

    Saber o que perguntar na hora da consulta é essencial para proporcionar uma conversa mais aberta e transparente entre os dois lados. Por isso, preparamos um checklist com as 10 perguntas que você não pode deixar de fazer ao especialista em fertilidade.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    Sim, ainda existem muitos mitos acerca dos métodos de reprodução assistida, incluindo a fertilização in vitro. Porém, é necessário difundir esse assunto e esclarecer algumas questões que não são conhecidas por todos que desejem investir nesta técnica.

    Por isso, é importante saber, o quanto antes, o que não é correto em relação à fertilização in vitro. Reunir o máximo de informações sobre o assunto ajuda o casal a desenvolver uma confiança maior no método. 

    Assim, torna-se mais fácil realizar uma primeira consulta com um especialista, que é essencial para o casal na decisão de optar pela FIV. Na Nilo Fritz, nossa equipe especializada ouve as principais questões do casal e ajuda a saná-las, com carinho e cordialidade. 

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  • Menstruação ou Sangramento de Nidação: quando vale fazer um teste de gravidez?

    Se um dos seus sonhos é ser mãe, preste atenção no seu ciclo menstrual. Uma determinada alteração nele pode indicar que o desejo está próximo de se realizar. 

    Esta alteração é o sangramento de nidação. Ele não ocorre em todas as mulheres, mas quando ocorre, apresenta algumas características que o diferem da menstruação regular.

    Tanto o sangramento de nidação, quanto a menstruação possuem semelhanças. E são elas que causam confusão em muitas mulheres que querem (ou não) engravidar. 

    Pensando nisso, preparamos esse texto para te ajudar a esclarecer as semelhanças e diferenças entre menstruação e sangramento de nidação, e quando vale fazer um teste de gravidez para tirar a dúvida.

    Desejamos uma boa leitura!

    O sangramento de nidação para mulheres que querem engravidar

    O sangramento de nidação ocorre quando o embrião finalmente se fixa no endométrio. O endométrio é o tecido que reveste a parede interna do útero, e uma de suas funções é receber a implantação do embrião no estágio inicial da gravidez.

    Por essa razão, ele é muito aguardado pelas mulheres que estão tentando engravidar. Sua aparição indica que o processo de fixação provocou a ruptura de pequenos vasos, acarretando na descamação deste tecido. Essa descamação é o sangramento de nidação. 

    Este sangramento pode ser identificado como nidação por meio de algumas características específicas, tais como:

    • Coloração que pode variar do vermelho claro ao amarronzado;
    • Pouca quantidade;
    • Pouco volume;
    • Duração de dois a três dias, sem fluxo.

    Vale lembrar que o sangramento de nidação não é uma regra. Nem todas as mulheres conseguem constatar a gravidez pela ocorrência deste sangramento, já que ele pode se mostrar ausente no processo. Vai depender do organismo da mulher.

    Sangramento de nidação ou Menstruação?

    Uma das principais questões levantadas sobre o sangramento de nidação é quando ele é confundido com a menstruação – o que se torna frustrante para as mulheres que estão tentando engravidar.

    Antes de diferenciar o sangramento de nidação da menstruação, vamos explicar o que é e quais são as principais características da menstruação. 

    A menstruação ocorre quando não há a nidação do embrião no útero da mulher. Assim, o tecido que reveste a parede interna do útero – o endométrio – sofre alterações hormonais e descama.

    A descamação do endométrio, é a “expulsão” de sangue e de tecido interior uterino por alguns dias – o que caracteriza o início do fluxo menstrual. 

    Tanto a nidação quanto a menstruação ocorrem pela descamação do endométrio, mas por razões diferentes. Enquanto a nidação ocorre pela ruptura de vasos devido à aderência do embrião no endométrio, a menstruação flui justamente pela ausência de embrião.

    Muitas mulheres confundem a nidação com a menstruação quando há a consumação de relação sexual durante o período fértil – no 14º dia do ciclo menstrual. É o período em que ocorre a ovulação, aumentando as chances de gravidez com a possibilidade de fecundação. 

    Se este for o caso e havendo fecundação de fato, esse sangramento de nidação pode acontecer no início do que seria o seu ciclo menstrual habitual – ou seja, no 28º dia do ciclo menstrual, no caso de uma menstruação regular. 

    Por outro lado, outras hipóteses devem ser consideradas para a existência desse sangramento. Em alguns casos, a menstruação pode começar rala, até ganhar forma e se tornar mais espessa posteriormente, não havendo fecundação. 

    Portanto, a nidação e a menstruação se confundem constantemente, gerando expectativa e ansiedade na mulher.

    Como diferenciar o sangramento de nidação da menstruação?

    A diferença entre o sangramento de nidação e a menstruação se dá pelas características do sangue e de seu fluxo.

    Enquanto o de nidação não apresenta fluxo, exibe pouca quantidade e dura entre dois e três dias, o sangramento oriundo da menstruação é contínuo, tende a ter um volume e quantidade maior, e pode durar entre quatro a sete dias. 

    Essas características centrais diferem a nidação da menstruação. Porém, cada corpo reage de uma forma diferente. A melhor forma de averiguar qual pode ser o seu caso é em uma consulta com o ginecologista, que vai recomendar um teste de gravidez.

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    Escape por privação de medicamento

    O sangramento de nidação também pode se confundir com outra circunstância: o escape por falta de medicamento recorrente.

    São casos de sangramentos que ocorrem quando a mulher se esqueceu de tomar algum medicamento que visa a prevenção da gravidez, como a pílula anticoncepcional. O mesmo pode acontecer quando a mulher ingere a pílula do dia seguinte. 

    Neste caso, o escape é considerado um sangramento irregular, fora do tempo em que se é esperado no ciclo menstrual. 

    O sangue de escape possui características bem parecidas com o sangramento de nidação. Ele também não é contínuo, tem pouco volume e possui tom amarronzado.

    Por isso ele é muito confundido e pode acabar gerando pânico em mulheres que não desejam engravidar. 

    Porém, o sangramento de escape por privação de medicamento é uma das reações já esperadas por conta da ausência de regularidade de um remédio contraceptivo.

    Se for o seu caso, espere chegar o dia do início do fluxo menstrual. Em sua ausência, procure um médico especialista para realizar os devidos exames que vão constatar ou não gravidez.

    Considerações finais

    Embora o sangramento de nidação possua características próprias, ele pode ser confundido com a menstruação. Ambos se assemelham em alguns aspectos, que podem causar ansiedade em mulheres que desejam engravidar.

    É recomendado aguardar a chegada do ciclo menstrual para certificar. Em sua ausência, entrar em contato com o médico especialista é a melhor solução. O pedido de um teste de gravidez vai confirmar o quadro e tirar as suas dúvidas.

    Se ainda houver questões acerca desse assunto, não deixe de entrar em contato com uma equipe especializada e que possa te ajudar a sanar quaisquer dúvidas sobre ciclos e gravidez. 

  • 30% dos casos de Infertilidade ou abortos de repetição são endometrite crônica. Veja diagnóstico e prevenção.

    Infertilidade, constantes tentativas de engravidar e abortos de repetição podem estar associadas a diversos fatores, sendo uma dessas causas uma inflamação do endométrio chamada endometrite crônica. Já ouviu falar?

    Silenciosa, esta condição nem sempre é percebida pela mulher, já que não possui sinais e sintomas aparentes. Aliás, muitas não sabem que a causa de sua infertilidade é por conta da endometrite crônica, que atinge aproximadamente 30% das pacientes inférteis.

    Segundo estudos, a doença afeta aproximadamente 30% das mulheres com diagnóstico de infertilidade, enquanto a prevalência em pacientes com Repetidas Falhas de Implantação (RIF) e Perda Gestacional Recorrente (RPL) pode chegar a 66%. 

    Em muitos casos em que não se encontra a causa da infertilidade, a endometrite crônica pode ser a única causa. Logo após o tratamento adequado, a gravidez pode ocorrer, de forma espontânea ou após tratamentos de fertilização in vitro.

    A endometrite crônica é detectada por meio de um diagnóstico específico. Se confirmada, existe um tratamento adequado que busca reverter o quadro e favorecer as chances de fertilização. Quer saber qual?

    Continue lendo, preparamos esse texto para te ajudar a entender um pouco mais sobre a endometrite crônica, de que forma é feito o seu diagnóstico e como é realizado o seu tratamento. 

    Desejamos uma boa leitura!

    O que é endometrite crônica 

    A endometrite crônica é uma inflamação do endométrio causada pelo desequilíbrio na flora bacteriana do útero. 

    Não há uma causa específica para sua manifestação. Ela pode vir de fatores como doenças sexualmente transmissíveis (sífilis ou clamídia), e doença inflamatória pélvica.

    Outra característica da endometrite crônica é a ausência de sinais e sintomas específicos, o que prejudica a sua identificação sem ser por meio de um diagnóstico preciso e eficaz.

    Entre as consequências desta condição, estão: a infertilidade, os abortos de repetição – quando há a ocorrência de três ou mais abortos consecutivos – e o impedimento da implantação do embrião após a fecundação.

    Por isso, recomendamos que a mulher que possui dificuldade em engravidar realize exames que comprovem o diagnóstico. Explicaremos sobre eles mais adiante. 

    Relação da endometrite crônica com a infertilidade feminina

    Um endométrio saudável possui um equilíbrio de bactérias saudáveis, chamado de flora endometrial. Sua presença favorece a implantação do embrião e evita o crescimento de bactérias patogênicas. 

    Porém, há outros microorganismos  que, se presentes em grande quantidade na cavidade uterina, comprometem a região com inflamações – é o caso da endometrite 

    Outro motivo que também impacta a fertilidade feminina é a quantidade de certas bactérias presentes no endométrio. A baixa presença de lactobacilos, por exemplo, é um dos fatores que podem implicar na infertilidade.

    Logo, tomar ciência das condições de sua cavidade uterina pode melhorar os resultados dos métodos de reprodução assistida.

    Diagnóstico da endometrite crônica

    A endometrite crônica não mostra sinais e sintomas aparentes. Por isso, o seu diagnóstico é um pouco mais específico e, se não for feito adequadamente, pode passar despercebido. 

    A presença da endometrite crônica no organismo pode ser detectada por meio de uma biópsia do endométrio ou por uma histeroscopia. Resultados de exames de sangue, de urina e de imagem que identifiquem alterações no organismo complementam o diagnóstico.

    Além disso, há a aplicação de dois testes que verificam quais são as bactérias presentes no endométrio e a quantidade, que podem sugerir o equilíbrio ou desequilíbrio da flora bacteriana, que são: ALICE e EMMA. 

    O exame ALICE (Análise de Endometrite Crônica Infecciosa) faz o diagnóstico das bactérias presentes no microbioma endometrial que causam a endometrite crônica, bem como orienta no tratamento adequado. 

    Já o EMMA (Análise Metagenômica do Microbioma Endometrial) avalia a porcentagem das bactérias mais abundantes no microbioma endometrial da mulher. Dependendo da porcentagem, há a indicação ou não de endometrite crônica.

    Tratamento da endometrite crônica

    Após o diagnóstico de endometrite crônica, seu tratamento será indicado à paciente pelo médico especialista, de forma que vise o restabelecimento da flora microbiana da mulher e o apaziguamento do processo inflamatório. 

    De forma geral, o tratamento é realizado com antibióticos, via oral ou injetáveis. Se houver a formação de abscessos ou de aderências causadas pela endometrite, é necessária intervenção por meio de videolaparoscopia ou histeroscopia cirúrgica.

    Nos casos em que a endometrite for causada por doenças sexualmemente transmissíveis, é recomendado que o parceiro também realize o tratamento com antibióticos.

    Prevenção

    A forma mais eficaz de prevenção contra a endometrite crônica é pelo uso de preservativos em relações sexuais, já que a possível causa mais aparente são as doenças sexualmente transmissíveis. 

    Mais sobre infertilidade feminina

    A infertilidade feminina conta com variadas causas. Um diagnóstico eficaz consegue identificar o histórico da mulher e entender os fatores genéticos ou rotineiros que levaram a esta condição.

    Para saber como é feito o diagnóstico de infertilidade, os exames que o compõe e quais mitos existem acerca do assunto, indicamos a leitura do material “Entenda os parâmetros analisados no diagnóstico de infertilidade feminina”.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    Por não ter causas intrínsecas, nem sintomas precisos, a endometrite crônica só é diagnosticada por exames mais específicos, realizados por meio de histeroscopia ou biópsia do endométrio, assim como dos testes: ALICE e EMMA.

    Esta condição afeta 30% das mulheres inférteis – portanto, as pacientes que possuem este quadro devem realizar os exames para saber se a causa de sua infertilidade se dá por conta da endometrite crônica. 

    Se ainda houver dúvidas acerca desse assunto, não deixe de entrar em contato com uma equipe especializada e que possa te ajudar a sanar essas questões. 

    Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem a engravidar com saúde, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • Como é realizada a Biópsia do Endométrio?

    A fertilidade feminina pode ser comprometida por diferentes doenças. E uma das formas de diagnosticar a qualquer indício de infertilidade, é por meio da realização de um exame que chamamos de biópsia do endométrio. 

    Este procedimento visa diagnosticar alterações ocorridas no interior do útero. Além de alterações atípicas no órgão, a biópsia também pode checar o surgimento, inclusive, de câncer.

    Para você saber mais sobre a biópsia do endométrio, preparamos esse texto que explica a importância da realização deste exame.

    Desejamos uma boa leitura!

    O que é o endométrio?

    Primeiramente, vamos esclarecer o que é o endométrio e qual é a sua função dentro do corpo de uma mulher.

    O endométrio é um tecido vascularizado que reveste a parede interna do útero. Ele sofre alterações de acordo com estímulos hormonais, o que afeta o tamanho de sua espessura durante o ciclo menstrual.

    Quando esse tecido é descamado, ocorre o início da menstruação. Ao fim do sangramento menstrual, o endométrio inicia novamente o processo de espessamento, até alcançar o pico e, por fim, descamar. Desta forma, há o início e o término dos ciclos menstruais. 

    Uma das funções do endométrio é receber a implantação do embrião no estágio inicial da gravidez. Posteriormente, durante a gestação, é o local onde ocorre o desenvolvimento da placenta. 

    O que é uma biópsia?

    Antes de detalharmos o que é e como se dá a biópsia do endométrio, responsável por checar casos de doenças que comprometem a fertilidade feminina, vamos explicar o que é uma biópsia.

    A biópsia é um exame de procedimento invasivo, que analisa as alterações que podem comprometer a integridade dos tecidos do corpo por meio da retirada de um fragmento considerado suspeito.

    É um procedimento que, por observar quaisquer mudanças no corpo, pode identificar e diagnosticar a presença e intensidade de doenças, como, por exemplo, o câncer.

    A duração da coleta em uma biópsia costuma ser rápida, já que não é necessária a internação do paciente.

    Geralmente, para se realizar a biópsia, é necessária a aplicação de uma anestesia local ou sedação, dependendo da região que será examinada. A biópsia pode ser realizada em regiões como pele, mama, rim, tireóide e colo do útero.

    A partir disso, o médico consegue recolher, com uma agulha, pinça ou bisturi, parte do material que será examinado no laboratório.

    Como a região é anestesiada, o procedimento é indolor. Porém, pacientes mais sensíveis podem notar uma leve pressão ou desconforto na área examinada.

    Biópsia do endométrio

    Como dito, a biópsia do endométrio é um exame ginecológico que identifica mudanças intra uterinas, ou seja, ocorridas no interior do útero. 

    Entre essas alterações, o exame pode notar a presença de sangramentos e/ou presença de células anormais, diagnosticando casos que podem comprometer a fertilidade feminina.

    Com a coleta da amostra do endométrio da paciente, os resultados conseguem analisar e comprovar resultados referentes às suas características.

    Como é realizada a Biópsia do Endométrio?

    Após a anestesia local ou sedação da paciente, um instrumento específico é introduzido dentro da vagina e em direção ao útero.

    Há a realização de uma sucção, que aspira fragmentos do endométrio, que serão coletados e analisados em laboratório. 

    O procedimento é rápido e demora poucos minutos para ser totalmente realizado.

    Algumas pacientes sentem uma cólica similar à menstrual ou até um pouco mais forte, que dependerá de sua sensibilidade ser maior o menor. 

    Em quanto tempo sai o resultado da biópsia?

    De forma geral, os resultados de biópsias podem estar prontos em um ou dois dias após o recebimento da amostra no laboratório.

    Porém, alguns aspectos podem atrasar a entrega, o que acaba gerando ansiedade e apreensão nos pacientes. Tudo vai depender do tipo de tecido que está sendo analisado.

    Entre as barreiras que podem ser enfrentadas pelo patologista, estão: a necessidade de mais tecido; o tempo de penetração da solução de formol usada para preservar o tecido e até mesmo a segunda opinião de um especialista. 

    Com o resultado em mãos, a paciente deve levar as questões e considerações ao médico especialista, que vai checar se a biópsia apontou, por exemplo, para um caso que compromete a fertilidade feminina.

    Mais sobre fertilidade feminina

    Neste texto, explicamos brevemente sobre como uma biópsia do endométrio pode checar a presença de doenças que comprometem a fertilidade feminina.

    A infertilidade pode ocorrer por meio de hábitos nocivos à saúde, como o tabagismo. E, embora muitas pessoas não façam essa associação, fumar pode afetar as tentativas de engravidar. 

    Para darmos continuidade ao assunto, indicamos a leitura do material “A influência do Tabagismo na fertilidade feminina”.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    A biópsia do endométrio é realizada por meio de uma coleta da amostra do endométrio. Se for diagnosticada alguma mudança nesta região do corpo, essa alteração pode comprometer a fertilidade feminina.

    Este exame vai determinar se o seu corpo está ou não preparado para receber um bebê. Caso não esteja, o médico responsável indicará possíveis formas de tratamento.

    Se ainda houver dúvidas acerca da biópsia do endométrio ou da fertilidade feminina, não deixe de entrar em contato com uma equipe especializada e que possa te ajudar a sanar essas questões. 

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  • Congelamento de sêmen: por quanto tempo pode ficar armazenado?

    A técnica de congelamento de sêmen é um método bastante seguro de preservar a fertilidade do homem. Assim como o congelamento de óvulos e embriões, essa prática é realizada na maior parte dos países por meio de instituições dedicadas à reprodução humana.

    Mas é necessário o esclarecimento de algumas dúvidas em relação à técnica. Uma delas é por quanto tempo o sêmen pode ficar armazenado.

    Para falarmos sobre esse assunto e explicarmos os desdobramentos do congelamento de sêmen, preparamos esse texto esclarecedor para tirar suas dúvidas sobre o tema. 

    Desejamos uma excelente leitura!

    Congelamento de sêmen

    Para explicar por quanto tempo o material pode ficar armazenado, é necessário esclarecer primeiro como se dá a técnica do congelamento ou criopreservação de sêmen. 

    É uma prática técnica bastante simples descrita e utilizada há mais de 50 anos. A amostra é coletada por masturbação preferencialmente com 2 a 3 dias de abstinência sexual e o material avaliado quanto à quantidade e qualidade dos espermatozoides através de um exame chamado espermograma.

    Após a contagem dos espermatozoides e medição do volume do ejaculado, adiciona-se à amostra uma quantidade variável de uma substância diluente chamada de crioprotetor, que vai proteger a amostra dos possíveis danos das baixas temperaturas.

    A amostra é estabilizada por aproximadamente 10 minutos com o crioprotetor e depois fica no vapor de nitrogênio líquido por mais aproximadamente 15 minutos até a total imersão no nitrogênio líquido à temperatura de -196º C.

    O material coletado é então armazenado em nitrogênio líquido a 196°C negativos, onde permanece por tempo indeterminado até o momento da utilização.

    Em 2009, nasceu um bebê concebido por fertilização in vitro em que foi utilizado sêmen congelado do paciente 21 anos antes. Acredita-se que este seja o relato de mais tempo decorrido entre o congelamento do sêmen e a sua utilização.

    O óvulo, por exemplo, é uma célula muito sensível e que contêm grande quantidade de líquido. O congelamento neste e caso específico pode provocar a formação de cristais de gelo que podem danificar a sua estrutura interna e comprometer o resultado do tratamento.

    A partir do ano 2000 surgiram trabalhos e bons resultados a partir da técnica de “vitrificação” que é um tipo de congelamento ultrarrápido e até o momento atual é a mais indicada para criopreservar  embriões e óvulos.

    O congelamento de sêmen é indicado em casos de:

    • Desejo de postergar a paternidade ou previamente à vasectomia
    • Previamente à tratamentos oncológicos que necessitem de quimio ou radioterapia
    • Previamente à cirurgias de testículo
    • Quando o marido não pode estar presente na data da fertilização in vitro.

    Por quanto tempo o sêmen pode ficar armazenado?

    As amostras de sêmen criopreservadas não possuem prazo de validade. Elas podem ficar  armazenadas por tempo indeterminado. 

    Portanto, o sêmen congelado pode manter-se viável e ficar armazenado por muito tempo de acordo com o interesse do paciente. O paciente tem autonomia para uso de seu gameta, assina um contrato de manutenção e mediante assinatura em cartório pode inclusive transferir a amostra para outra clínica.

    Outras dúvidas sobre congelamento de sêmen

    Além do tempo de preservação e de armazenamento do material, é passível de que existam outras dúvidas relacionadas ao congelamento de sêmen. 

    Explicamos algumas perguntas frequentes logo abaixo:

    O sêmen pode ser doado?

    Não. Apenas se for congelado por um Banco de Sêmen cadastrado que tem finalidade e regras próprias. A doação de gametas aqui no Brasil é anônima e altruísta.

    Existe algum risco para a criança concebida por criopreservação de sêmen?

    Não. O sêmen criopreservado não oferece riscos à gestação ou ao parto, e a criança concebida por este meio apresenta um desenvolvimento normal.

    O sêmen congelado pode ser descartado?

    Sim. O paciente que opte por não manter mais o seu material armazenado, deve fazer uma carta com firma reconhecida solicitando a sua inutilização. 

    Mais sobre congelamento de sêmen

    A criopreservação é a técnica que utiliza o congelamento para preservar materiais genéticos. Atualmente, é cada vez mais procurada por homens e mulheres que optam por não ter filhos a curto prazo. 

    Além do congelamento de sêmen, é possível fazer a criopreservação do óvulo e de embriões. A aplicação dessas técnicas é muito comum e ocorre em clínicas de medicina reprodutiva.

    Para dar continuidade ao assunto, indicamos a leitura do material “Quando a Criopreservação é recomendada?”, que detalha o procedimento desta técnica e os motivos pelos quais é tão procurada ultimamente.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    O congelamento de sêmen é um meio de conservar os gametas masculinos, a fim de utilizá-los posteriormente. Algumas das indicações seriam: Postergar a paternidade, o início de tratamento oncológico, prévio à vasectomia ou prévio a cirurgias de testículo.

    Após o congelamento o material pode ficar armazenado indeterminadamente e o uso posterior ou destino devem ser determinados através de consentimento informado. 

    Se ainda houver dúvidas acerca desse assunto, não deixe de entrar em contato com uma equipe especializada e que possa te ajudar a sanar essas questões. 

    Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem com procedimentos para gerir uma gravidez, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • É possível engravidar na menopausa precoce?

    A menopausa precoce acomete uma pequena parte das mulheres que desejam engravidar. Por não ser comum, muitas vezes, acaba aparecendo de surpresa na vida das mulheres que ainda estariam em idade biológica e fértil para conseguir gerar um filho.

    Porém, será que a menopausa precoce impossibilita que a mãe consiga realizar o seu sonho em ser mãe?

    Desta forma, resolvemos preparar um texto para abordar como a menopausa precoce, que acomete grande parte das mulheres em idade biológica normal, afeta os planos de ter filhos e se há soluções para o caso. Continue acompanhando e entenda mais. 

    Desejamos uma excelente leitura!

    O que é menopausa precoce?

    A menopausa precoce é um quadro clínico em que a mulher apresenta menopausa, isto é, período onde deixa de menstruar e ovular. Geralmente, ocorre antes dos 32 anos e por isso é chamada de precoce, já que o período natural seria em torno dos 40 anos de idade.

    A menopausa precoce não acontece por conta de distúrbio hormonal, mas sim por conta de falência ovariana na mulher ainda em idade fértil. 

    Essa falência ovariana prematura, também conhecida como FOP, se dá pela perda temporária ou até definitiva da função do organismo em produzir hormônios após a menarca (primeira menstruação). 

    Ocorrendo antes dos 40 anos, se caracteriza por um número menor de folículos ovulatórios, resultando na alteração hormonal.

    Entretanto, não há uma causa que determine como o problema surge. A menopausa precoce pode se originar de vários fatores, como da própria genética, por exemplo. 

    Desta forma, é importante que a mulher saiba identificar no histórico da mãe e das avós quando elas entraram na menopausa, pois há uma tendência que o cenário se repita.

    Alguns médicos também apontam que outros fatores externos ajudam a antecipar a menopausa, sendo eles: tratamentos contra câncer ou após a remoção dos ovários.

    Tratamentos como quimioterapia e radioterapia visam impedir o crescimento celular de células malignas. O que acontece também é que nesses tratamentos não apenas as células malignas são atingidas, como as benignas. 

    Dessa maneira, os efeitos colaterais desses procedimentos contra o câncer podem resultar na falência prematura dos ovários, ocasionando a menopausa precoce.

    Doenças autoimunes, como lúpus também podem fazer com que o quadro de menopausa precoce se instale ao alterar e acelerar a mudança hormonal no organismo.

    Sintomas da menopausa precoce

    Alguns sintomas, como: calor em excesso, suores noturnos, desconforto corporal, ondas de calor (que podem durar até meia hora), irregularidade menstrual, que diminui progressivamente ou desaparece em alguns meses, podem apontar a menopausa precoce.

    Ressecamento vaginal, aumento de peso, perda de memória, irritabilidade, perda de massa óssea, ansiedade, depressão e alterações no humor também não sintomas da menopausa precoce.

    Esses sintomas são também muito parecidos com o da menopausa natural e a idade precisa ser levada em conta, além do histórico familiar, para saber de onde pode ter iniciado. 

    Por isso, ao notar sinais de boa parte deles, é importante consultar um médico especialista na área de ginecologia para ajudar a entender melhor seu caso.

    Diagnóstico da menopausa precoce

    Com a presença dos sintomas acima, fica mais fácil determinar se a menopausa prematura existe no organismo da mulher. O diagnóstico é muito importante, principalmente para as mulheres que desejam ter filhos. 

    Por meio de exame físico feito pelo médico, exames de dosagem hormonal e o ultrassom ovariano, é possível identificar com precisão se os sintomas apresentados se tratam de menopausa precoce. 

    Exames de sangue também devem ser realizados para investigar se há presença de doenças autoimunes, como lúpus, por exemplo.

    Com o diagnóstico correto, o tratamento de Terapia de Reposição Hormonal, a TRH, pode ser uma das alternativas para que a mulher retome o seu ciclo fértil.

    Esse tratamento se faz ainda mais importante, pois mulheres que apresentam menopausa precoce tendem a possuir um risco 4x maior para desenvolvimento de doenças cardíacas e 7x maior para desenvolvimento de osteoporose, por conta da fragilidade do organismo sem o ciclo fértil em dia.

    Menopausa precoce e as chances de engravidar

    A mulher que apresenta o quadro de menopausa possui uma chance menor que 10% para conseguir engravidar naturalmente.

    A partir de procedimentos de implantação de óvulos, por meio de ovodoação e Fertilização In Vitro, as chances para que uma mulher com menopausa precoce engravide aumenta para até 50%. 

    Se você ainda não conhece o procedimento de fertilização in vitro, te convidamos a ler nosso ebook gratuito “Fertilização in vitro: como o método garantiu o aumento das taxas de sucesso na Reprodução Assistida”.

    A menopausa precoce diminui e muito as chances de uma gravidez natural, entretanto, com o tratamento adequado e indicado por um especialista, as chances tendem a aumentar consideravelmente. 

    Mais sobre menopausa

    A menopausa é uma das preocupações para as mulheres que desejam engravidar depois da idade fértil ter passado. 

    Por isso, para dar continuidade ao assunto, indicamos a leitura do material “Menopausa: como combater os sintomas” para que você entenda ainda mais sobre os efeitos da menopausa no organismo e em sua fertilidade.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    A menopausa pode ser um dos grandes desafios que as mulheres enfrentam quando ainda desejam engravidar. 

    Porém, quando ela acontece antes do previsto, esse desafio pode ficar ainda maior para a realização do sonho da maternidade. 

    Por isso, buscar ajuda ao notar os primeiros sintomas pode ajudar a reverter essa situação com o tratamento adequado para cada tipo de caso. 

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    Leia também: o que é reprodução assistida?

  • Gravidez química: teste deu positivo e depois, negativo. O que fazer?

    Conteúdo atualizado em: 15/02/2024.

    A gravidez química é um termo pouco conhecido, mas que está diretamente relacionado aos  desafios e incertezas do processo engravidar. Nesta realidade, enquanto muitas mulheres sonham em se tornar mães, a ansiedade e a espera pelo resultado positivo no teste de gravidez tendem a ser intensas.

    Desta forma, em algumas situações, o teste pode mostrar um resultado inicialmente positivo, seguido de um negativo, gerando confusão e dúvidas. Este cenário, muitas vezes, está associado à gravidez química.

    Neste artigo, vamos esclarecer o que é gravidez química e por que ela ocorre. 

    Gravidez química: o que é?

    A gravidez química se dá durante o processo de implantação do embrião ao útero, quando se inicia a produção e liberação do HCG na corrente sanguínea. Por isso, muitas mulheres nem chegam a saber que estavam grávidas, já que os sintomas se parecem com os de uma menstruação tardia ou irregular.

    Para entender, vamos lembrar que a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozoide o corpo inicia a produção da gonadotrofina coriônica humana (HCG), hormônio da gravidez pelo trofoblasto, células que posteriormente darão origem à placenta. Desta forma, alguns exames de farmácia já detectam bem cedo a presença deste hormônio na urina, dando resultado positivo.

    Entretanto, muitas vezes o embrião recém formado não se desenvolve, resultando em uma gravidez química ou bioquímica.

    Diferença entre gravidez química e gravidez normal ou clínica

    A principal diferença entre a gravidez química e a gravidez normal é que a primeira acaba em perda precoce, enquanto a outra se desenvolve até o nascimento do bebê.  

    Ou seja, a gravidez química refere-se a situação em que há uma breve implantação do embrião no útero levando à produção do hormônio hCG, porém o quadro não evolui. Inclusive, muitas vezes, a mulher nem percebe que estava grávida, já que menstruou logo em seguida, com poucos dias de atraso. 

    Já a gravidez normal ocorre quando o embrião se implanta com sucesso no útero e continua a se desenvolver até chegar ao momento do parto.

    Sintomas da gravidez química

    Os sintomas da gravidez química são muito parecidos com os da gravidez normal. Entretanto, alguns fatores como cólicas e sangramento também podem ser confundidos com os de uma menstruação comum.

    Veja os principais sintomas:

    • Atraso da menstruação por um curto período;
    • Presença de hormônio hCG;
    • Teste de gravidez com resultado positivo;
    • Cólicas abdominais;
    • Pequeno sangramento vaginal;
    • Náuseas e sensibilidade nos seios.

    Causas da gravidez química

    As causas da gravidez química ainda são incertas para a medicina. Nesse sentido, os especialistas acreditam que há vários fatores que podem contribuir para esse quadro.

    Conheça algumas das possíveis causas da gravidez química:

    Fatores genéticos 

    Os fatores genéticos desempenham papel crucial em muitos aspectos da reprodução, incluindo a possibilidade de uma gravidez química. Desta forma, anormalidades cromossômicas ou mutações genéticas no embrião podem impedir sua correta implantação no útero, o que inviabiliza a gravidez. 

    É importante entender que essas questões genéticas são naturais e podem ocorrer em qualquer mulher, independentemente de sua saúde ou histórico médico.

    Idade Materna

    A idade da mulher impacta diretamente na sua fertilidade já que a partir dos 35 anos ocorre a queda gradativa da reserva ovariana com diminuição do número e da qualidade dos óvulos.

    Desta forma, gametas mais velhos apresentam maior risco de anomalias cromossômicas, o que pode levar a gravidez química. 

    Distúrbios Hormonais

    Os hormônios sexuais femininos como estrógeno e progesterona têm papel fundamental no controle da menstruação e da implantação do embrião. Desta forma, se os hormônios estiverem descontrolados podem causar uma gravidez química.

    Problemas no Útero 

    Para que uma gravidez aconteça é importante que o útero esteja apto a receber e abrigar o embrião até a hora do parto. Nesse sentido, problemas como miomas, sinéquias, entre outros, podem levar a uma gravidez química.

    Estilo de Vida

    Sabemos que o estilo de vida das pessoas impacta diretamente na sua capacidade reprodutiva. Desta forma, hábitos como tabagismo e consumo de álcool em excesso tendem a aumentar o risco de uma gravidez química.

    Prevenção e cuidados

    Na verdade, não existe uma forma de prevenir a gravidez química, já que não é algo controlável ou evitável. Entretanto, o que se pode fazer para tentar evitar ao máximo problemas relacionados à gravidez é manter a saúde geral e reprodutiva em dia. 

    Isto significa que é importante fazer check ups periódicos, visitar o ginecologista e urologista anualmente e manter hábitos de vida saudáveis. Desta forma, é recomendado manter uma alimentação balanceada, fazer atividade física regularmente, evitar o tabagismo e o consumo de álcool em excesso.

    Diagnóstico 

    O diagnóstico da gravidez química acontece através do teste de farmácia ou exame de sangue com resultado positivo, seguido de outro negativo. Quando esta situação se dá antes da quinta semana de gestação, o quadro pode ser diagnosticado como gravidez química.

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    Tratamentos para gravidez química

    Não existe um tratamento específico para a gravidez química, entretanto, uma investigação  pode ser feita para buscar as causas que levaram à perda precoce. 

    Nesse sentido, são indicados exames para avaliar as  taxas hormonais e eventuais anormalidades uterinas, entre outros, para detectar problemas que tenham levado à gravidez química. 

    Desta forma, é muito importante procurar um especialista que vai fazer uma análise completa e profunda de cada caso e indicar a melhor conduta.

    Exames recomendados

    Além dos exames já citados, veja alguns outros que podem ser solicitados para uma avaliação mais completa. Veja: 

    A importância do acompanhamento médico 

    Em situação de gravidez química é indicado que a mulher tenha o acompanhamento de um médico especializado, especialmente se esse quadro se repetir. 

    Nesse sentido, talvez seja preciso realizar uma avaliação mais profunda para se saber se há problemas que possam estar contribuindo para as perdas precoces. Assim, no caso de algum diagnóstico específico, o médico já vai passar o melhor tratamento.

    De maneira geral, a gravidez química em si não compromete a fertilidade da mulher, assim, o especialista também pode orientar o casal sobre as próximas tentativas para buscar a gravidez bem sucedida.  

    Pode ocorrer gestação química na FIV?

    Sim, assim como numa concepção natural, a gestação química pode ocorrer na FIV. Nesse cenário, pode ocorrer do embrião iniciar o processo de implantação no endométrio (camada interna do útero), porém cessar precocemente e a gonadotrofina coriônica humana (HCG) para de ser produzida e liberada no organismo. 

    Em tratamentos como a FIV, os níveis de HCG são acompanhados desde muito cedo no tratamento e com alta frequência, visando prever ou evitar que esse cenário ocorra.

    Tentativas para engravidar

    É importante salientar que uma gravidez química pode acontecer a qualquer mulher, e que geralmente não é um sinal de problemas de fertilidade. 

    Desta forma, pessoas que passam por uma gravidez química podem engravidar novamente e ter uma gestação saudável. No entanto, se você tiver várias gravidezes químicas, é importante procurar um especialista em fertilidade para investigar possíveis causas.

    Dicas para evitar a gravidez química

    Como vimos, não há maneiras de evitar a gravidez química, entretanto, o casal que está planejando ter filhos pode tomar algumas medidas na busca por uma gravidez saudável:

    • Avaliação da saúde: é importante que homens e mulheres façam avaliação médica periódica com especialistas para manter a saúde geral e reprodutiva em dia;
    • Exames pré concepcionais: sob orientação médica, esses exames podem identificar possíveis quadros que dificultam a gravidez ou prejudicam o desenvolvimento do bebê. 
    • Estilo de vida saudável: evitar o estresse, fazer atividade física, manter alimentação balanceada, não fumar e não consumir álcool em excesso.

    Considerações finais

    A gravidez química pode ser o motivo de frustração de mulheres que estão esperando ansiosamente engravidar.  Porém, esse tipo de gravidez não deve ser motivo de desânimo, pois ela não impede que a próxima gestação seja uma normal!

    Se você já passou por essa experiência ou deseja evitar ao máximo que ocorra, recomendamos que tire suas dúvidas e receios com especialistas em reprodução assistida. Agende uma consulta com a doutora Daiane Pagliarin, ginecologista e obstetra especialista em reprodução assistida, e tire todas as suas dúvidas para realizar o seu sonho da paternidade.

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  • Como se preparar para o processo de reprodução assistida?

    Os procedimentos de reprodução assistida são os que mais despertam a curiosidade nas mulheres que almejam realizar o sonho de se tornarem mães.

    Além disso, esse tipo de procedimento pode exigir uma preparação específica da mulher que iniciar o tratamento já a partir da primeira consulta.

    Pensando nisso, preparamos um texto bastante especial para falarmos sobre como funciona o início do processo de reprodução assistida e tirar todas as dúvidas sobre o procedimento.

    Desejamos uma excelente leitura!

    O que é reprodução assistida?

    Métodos de reprodução assistida são tratamentos e procedimentos que ajudam casais que estão tentando ter êxito em conceber uma gravidez, e que não tiveram sucesso quando tentaram de forma natural. 

    Dessa forma, a reprodução assistida trouxe novas alternativas para casais diagnosticados com infertilidade ou dificuldade em engravidar terem a chance de formar suas famílias. 

    Os procedimentos para reprodução assistida podem ser desde a inseminação artificial, onde espermatozoides são injetados diretamente no útero da mulher, até a fertilização in vitro, em que a fertilização do óvulo ocorre fora do útero materno, sendo implantado após a fecundação. 

    Ambos os procedimentos envolvem contato direto com o médico para que a gravidez ocorra de forma saudável para a paciente.

    Por conta dos avanços da medicina reprodutiva, boa parte dos casais que optam por uma clínica especializada em reprodução assistida obtém sucesso em conseguir engravidar. 

    As taxas de sucesso podem variar de 20% a 40%, dependendo do procedimento escolhido. Vale ressaltar que esses dados podem variar de acordo com a faixa etária das pacientes e do histórico de saúde.

    A primeira consulta sobre reprodução assistida

    Durante a primeira consulta, é comum o casal sentir medo de não conseguir encontrar alternativas viáveis para trazer a gravidez ao seio familiar. 

    Entretanto, com uma conversa com um médico especialista, ele analisará o histórico familiar e clínico do casal, além de outras tentativas que tenham ocorrido para que possa entender ainda mais sobre o que vem impossibilitando a gravidez natural.

    O casal terá sua avaliação individualizada para que seja possível descobrir os motivos que podem estar levando à infertilidade.

    Na primeira consulta, entretanto, nem sempre será possível saber qual tratamento sobre reprodução assistida que poderá ser indicado para o casal. 

    Os exames vão apontar com maiores detalhes para o médico que tipo de procedimento e as alternativas possíveis que a família tem para ter um filho. 

    Mesmo para mulheres que decidiram ser mães solteiras ou pessoas em união homoafetiva, a conversa se faz necessária com o médico especialista, a fim de que se possa apontar o que fazer para que o método de reprodução assistida seja o mais eficaz possível. 

    Como se preparar para a primeira consulta?

    Antes de qualquer procedimento, o primeiro aspecto que precisa ser trabalhado para a primeira consulta é o emocional. 

    A mulher que deseja iniciar o procedimento pode procurar amigos, familiares e o parceiro para conversar sobre o tema, suas dúvidas, receios e expectativas em relação ao assunto. 

    Também é recomendado que a mãe faça uma pesquisa prévia sobre o tema e busque anotar suas perguntas para serem levadas ao médico mais indicado.

    Além disso, para a primeira consulta, alguns documentos podem ser necessários, sendo eles: um documento de identificação com foto para reconhecimento da paciente, carteirinha do convênio hospitalar, caso tenha, exames que tenham sido feitos previamente sobre infertilidade, histórico menstrual de no mínimo 6 meses anteriores e relatórios sobre tratamentos e cirurgias que possam ter sido feitas. 

    É importante salientar que cada clínica poderá informar a futura mãe sobre quais documentos serão necessários para a primeira consulta, por isso não hesite e consulte o local de atendimento. 

    Mais sobre reprodução assistida

    Para qualquer procedimento de reprodução assistida, contar com uma equipe de profissionais no assunto é essencial para que o processo ocorra com o máximo de conforto e segurança.

    Por isso, para dar continuidade ao assunto, indicamos a leitura do material “Como procurar a melhor clínica de reprodução assistida?” para que você saiba ainda mais sobre como realizar o seu procedimento com a melhor equipe da área.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    O procedimento para reprodução assistida envolve processos anteriores à escolha da alternativa mais adequada para o quadro da mulher que deseja ser mãe, mas que não tenha conseguido de maneira natural. 

    Um desses processos é a primeira consulta, primordial para apresentar ao médico suas maiores dúvidas sobre o que envolve a reprodução assistida. 

    Por isso, não hesite em entrar em contato com a melhor equipe de profissionais da área, a fim de sanar todas as suas perguntas e trazer a melhor solução para o seu caso. 

    Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem acerca do tema de reprodução assistida, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.