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  • Punção de óvulos: entenda como funciona

    A punção de óvulos, também chamada de punção folicular, é um procedimento realizado para melhorar as taxas de gravidez dos tratamentos de Fertilização In Vitro. 

    Como esta técnica promove a fecundação dos óvulos pelo espermatozoide em laboratório, ou seja, fora do corpo da mulher, é preciso que os gametas femininos sejam coletados dos ovários.

    Mas como isto acontece? Como é feita a punção de óvulos? Para quem é indicado? Há riscos? No texto a seguir vamos responder essas e outras dúvidas sobre o assunto.

    O que é punção de óvulos?

    A punção de óvulos é o procedimento que tem como objetivo extrair os óvulos do interior dos folículos para a realização de uma Fertilização In Vitro (FIV). Nesse sentido, é a coleta dos gametas femininos que são produzidos após estimulação ovariana para serem fecundados em laboratório, ou então, criopreservados. 

    Desta forma, a punção de óvulos é a segunda etapa da FIV sendo fundamental para o sucesso deste tratamento de reprodução assistida. Assim, quanto maior o número e a qualidade de óvulos coletados, maiores a chances de formar embriões saudáveis e viáveis para uma gravidez.

    Quando a punção de óvulos é indicada?

    Como vimos, a punção de óvulos é a segunda etapa da Fertilização In Vitro (FIV), tratamento de alta complexidade indicado para a maioria dos problemas de infertilidade. 

    Nesse sentido, sabe-se que cerca de 40% dos casos de dificuldade de engravidar são decorrentes de fatores femininos, sendo a idade um dos principais. Isto porque com o passar dos anos vai diminuindo o número e a qualidade dos óvulos, e consequentemente a mulher vai perdendo a capacidade de reprodução. 

    Entretanto, há outras causas de infertilidade feminina como endometriose, síndrome dos ovários policísticos e comprometimento das trompas.

    Por estas razões, muitas mulheres recorrem à Fertilização In Vitro (FIV) para engravidar, e a punção de óvulos após a estimulação ovariana é crucial para o tratamento. Dessa forma, o objetivo é produzir um número satisfatório de óvulos maduros para a FIV, aumentando assim a chance de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida.

    Além disso, a punção de óvulos é indicada também para mulheres que desejam preservar e prolongar sua fertilidade através do congelamento de óvulos. Nesse sentido, pessoas que querem postergar a maternidade ou que irão enfrentar tratamento de quimioterapia, podem criopreservar seus gametas. Desta maneira, os óvulos coletados ficam preservados até o momento de serem utilizados para gerar uma nova vida.

    Como é feita a punção de óvulos?

    Para entender como é feita a punção de óvulos é importante saber que dentro dos ovários existem folículos, pequenas vesículas (bolhas de líquido) que armazenam os gametas. 

    Neste sentido, durante a ovulação que acontece em cada ciclo menstrual, o folículo se desenvolve e libera apenas um óvulo. 

    Por isso, antes de uma punção folicular é realizada a estimulação ovariana para que um número maior de folículos se desenvolva garantindo uma maior quantidade de óvulos maduros no mesmo ciclo. 

    A estimulação ovariana ocorre através do uso de hormônios semelhantes aos produzidos no ciclo natural, porém em maiores doses. Nesse sentido, começa nos primeiros dias do período menstrual (fase folicular) e dura aproximadamente de 10 a 14 dias. 

    Desta maneira, todo o processo é acompanhado por ultrassonografia para se avaliar o crescimento dos folículos e ajustar a dosagem dos hormônios caso necessário. Além disso, através do exame é possível saber qual o melhor momento para se administrar o hCG que induz o amadurecimento dos óvulos. 

    Então, cerca de 36 horas após a aplicação deste hormônio é realizada a punção dos óvulos que leva em torno de 30 minutos. 

    Confira abaixo o passo a passo da punção de óvulos: 

    Sedação

    A punção de óvulos é realizada sob leve sedação para que a paciente adormeça, evitando que sinta qualquer dor ou incômodo. Desta forma, um anestesista garante o monitoramento correto e a segurança do procedimento.

    Lavagem

    Com o auxílio de um espéculo (instrumento utilizado no exame ginecológico), lava-se a vagina e o colo uterino com soro fisiológico.

    Punção dos óvulos

    Uma agulha fina acoplada ao aparelho de ultrassom é introduzida na vagina da paciente e chega até os ovários, penetrando nos folículos para a punção. Este aparato está ligado a uma espécie de bomba a vácuo que promove a sucção responsável por aspirar o líquido folicular. Nesse sentido, o procedimento é feito lentamente em cada folículo para não danificar os óvulos contidos dentro deles. Em seguida, líquido aspirado é depositado em tubinhos que contêm uma solução nutritiva semelhante à produzida pelas trompas. 

    Avaliação

    O material coletado é encaminhado ao laboratório, e com ajuda de um microscópio o embriologista verifica se há presença de óvulos e quantos estão aptos para serem fecundados. 

    Quando a punção é feita para uma Fertilização In Vitro, o sêmen do parceiro é coletado no mesmo dia e os espermatozoides são triados para serem usados na fecundação do óvulo. O mesmo acontece quando os gametas masculinos provêm de um banco de esperma 

    No entanto, se a punção é realizada para preservação da fertilidade, os óvulos coletados são então congelados.

    Recuperação pós-punção de óvulos

    Embora a punção de óvulos seja um procedimento simples, pode ocorrer certo desconforto abdominal e um leve sangramento vaginal. Por isso, alguns cuidados são indicados, especialmente nas primeiras 24 horas, para assegurar uma melhor recuperação.

    Abaixo, seguem alguns cuidados que devem ser tomados após a punção de óvulos:

    • A mulher deve permanecer em repouso até o fim do efeito sedativo do procedimento;
    • Algumas mulheres relatam sonolência em decorrência do efeito anestésico, podendo haver leve incômodo na região abdominal. Por isso, é recomendado também repouso em casa no dia da coleta;
    • Em geral, no dia seguinte ao procedimento, é possível retornar às atividades normais;
    • Se alguma dor, desconforto ou sangramento persistir é preciso procurar o médico.

    Quais os resultados esperados da punção de óvulos?

    De maneira geral, cada folículo contém um óvulo, no entanto, nem sempre é coletado o número de gametas correspondentes aos de folículos vistos no ultrassom. Isso acontece, pois o folículo pode não conter um óvulo. 

    Por outro lado, embora haja resposta ovariana e crescimento dos folículos, é possível que não haja nenhum óvulo, condição chamada de síndrome do folículo vazio.

    Além disso, existe ainda a taxa de óvulos que não resistem ao procedimento de punção e triagem. Por isso, somente após a análise do embriologista durante a preparação do óvulo para injeção do espermatozoide é que se pode precisar a quantidade real de óvulos obtidos que serão fertilizados.

    Em linhas gerais, os resultados podem variar bastante, mas estima-se que uma estimulação ovariana ideal resulte em 2 a 15 óvulos coletados.

    Quais os possíveis riscos da punção de óvulos

    A punção de óvulos é um procedimento que oferece baixíssimo risco de complicações. Nesse sentido, em menos de 1% dos casos pode ocorrer sangramento ovariano causado pela agulha de punção, e assim, o ovário continua sangrando após o procedimento. 

    Além disso, raramente pode acontecer a perfuração da bexiga, do intestino ou de um vaso sanguíneo, e nesses casos uma cirurgia ou laparoscopia pode ser necessária.

    Punção de óvulos e a taxa de gravidez: qual a relação? 

    Como vimos, a punção de óvulos é uma das etapas mais importantes da Fertilização In Vitro, e está diretamente ligada às taxas de sucesso do tratamento. Nesse sentido, quanto maior o número e a qualidade de óvulos coletados, maiores as possibilidades de se obter embriões saudáveis, o que melhora as chances de gravidez.

    Embora saibamos que o sucesso de uma gravidez depende de diversos fatores, como por exemplo, a receptividade endometrial, o número de gametas obtidos pela punção de óvulos é de crucial relevância para aumentar as taxas de sucesso no tratamento.

    Nesse sentido, ao realizar a estimulação ovariana, os ovários passam a produzir uma quantidade muito superior de folículos dominantes, que podem possuir ou não óvulos. De acordo com um estudo do periódico científico Human Reproduction, os especialistas em reprodução humana notaram maiores chances de sucesso num ciclo de Fertilização In Vitro com 15 óvulos coletados.

    Relação da idade da paciente, número de óvulos coletados e taxa de nascidos vivos

    O Departamento de Embriologia e Fertilização Humana do Reino Unido analisou mais de 400 mil ciclos de FIV.

     A partir destes dados, os pesquisadores fizeram um gráfico relacionando a idade da paciente, o número de óvulos obtidos e o índice de nascimento. A conclusão foi que:

    1. As mulheres com menos de 35 anos apresentam as maiores taxas de sucesso, independentemente da quantidade de óvulos obtidos;
    2. As pacientes com menos de 38 anos, que se submeteram à Fertilização In Vitro, possuem taxas de sucesso (nascidos vivos) regulares, mesmo com apenas 3 a 6 óvulos;
    3. Mulheres de 38 a 42 anos de idade possuem menores taxas de sucesso com um número baixo de óvulos. As taxas de sucesso são muito melhores quando números relativamente altos de óvulos são obtidos;
    4. Todos os grupos etários apresentaram taxas muito baixas de sucesso quando obtiveram menos de três óvulos.

    Por esta razão, os médicos orientam os casais a realizarem o procedimento de estimulação ovariana e de punção de óvulos com o objetivo de obter óvulos suficientes para aumentar as taxas de sucesso. 

    Nesse sentido, ao se ter mais óvulos puncionados, gerando mais embriões, e consequentemente, mais chances de se ter blastocistos. Os medicamentos utilizados e as doses devem ser individualizadas para que haja o número ideal de óvulos obtidos em um ciclo de Fertilização In Vitro.

    Punção de óvulos: quais as principais considerações e recomendações?

    A partir deste texto, conhecemos um pouquinho mais sobre o que é e como é feita a punção de óvulos. Confira abaixo as principais considerações e recomendações para quem vai realizar este procedimento: 

    • A punção normalmente é feita entre o 11º e o 14º dia da estimulação ovariana que, por sua vez, começa no primeiro ou no segundo dia do ciclo menstrual;
    • A punção de óvulos é um procedimento habitualmente agendado com dois ou três dias de antecedência;
    • É necessário que a paciente esteja em jejum de 8 horas para poder ser anestesiada;
    • É considerado um procedimento minimamente invasivo, com baixíssimos riscos;
    • Após a punção de óvulos, a paciente fica na clínica até acordar e depois vai para casa passar o dia de repouso;
    •  Ao final da punção de óvulos, é possível saber o número total de óvulos conseguidos pelo procedimento;
    • Em alguns casos, no mesmo dia que é realizada a punção, é feita também a coleta do sêmen para a Fertilização In Vitro;
    •  No dia seguinte à punção, a paciente pode retornar às atividades normais;
    • Normalmente a menstruação retorna em cerca de uma semana e os ciclos voltam ao normal;
    •  Depois de ser fertilizado em laboratório, o embrião é transferido ao útero da paciente até cinco dias após a punção de óvulos.

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  • Espermograma: entenda como esse exame funciona

    Espermograma é um exame laboratorial que analisa a qualidade do sêmen e é considerado a forma mais importante para averiguar a capacidade reprodutiva dos homens. O exame é realizado quando existe alguma condição física, imunológica ou genética que possa alterar as condições espermáticas e interferir na fertilidade masculina.

    O espermograma é feito a partir de uma amostra coletada por meio de masturbação e avalia desde o aspecto do ejaculado em si, até a quantidade e as condições dos espermatozoides. Esta análise é feita de acordo com critérios definidos pela Organização Mundial da Saúde. 

    Além de verificar a fertilidade masculina, o espermograma é usado também para detectar outros fatores da saúde do homem, como as condições da próstata e o funcionamento dos testículos após cirurgia de vasectomia.

    Espermograma e infertilidade masculina  

    Aproximadamente 15% dos casais apresentam dificuldades de engravidar após um ano de relações sexuais desprotegidas. Nos casais inférteis, o fator masculino é o único responsável em cerca de 20% dos casos e contribui em outros 30-40%. Por isso, é indicada uma investigação completa da fertilidade do homem, que inicia com a avaliação feita por um urologista ou especialista em reprodução masculina.

    Além disso, sabe-se que a infertilidade masculina pode ser causada por uma variedade de dificuldades. Nesse sentido, algumas condições são identificáveis e reversíveis, como obstrução ductal e hipogonadismo. Outras, no entanto, são irreversíveis, como atrofia testicular bilateral secundária a orquite viral.  

    Desta forma, uma investigação completa permite ao casal entender melhor a base de sua infertilidade e avaliar o melhor caminho a seguir.

    Conhecer o real potencial reprodutivo também é importante para homens solteiros ou casais homoafetivos que desejam um dia se tornar pais, pois é necessário estar bem preparado para quando o momento chegar. Vale ressaltar que um homem com histórico de fertilidade anterior pode ter adquirido algum novo fator de infertilidade masculina, e, portanto, deve ser avaliado.

    Espermograma: pré-requisitos e contra-indicações

    O Espermograma, também chamado de análise do sêmen, contagem espermática, citologia seminal ou estudo da morfologia espermática é realizado a partir de uma amostra de sêmen obtida através de masturbação.

    A recomendação, por sua vez, é que o homem fique de dois a cinco dias em abstinência sexual antes de realizar a coleta. Além disso, é importante que o paciente ejacule dentro do frasco e não faça uso de lubrificantes, pois essas condições interferem no resultado do exame. Não há necessidade de jejum alimentar ou nenhum outro tipo de cuidado pré ou pós-exame.

    É importante salientar que o espermograma pode ser feito por qualquer homem em idade reprodutiva, sem nenhuma contra-indicação. Nesse sentido, por se tratar de um exame de coleta e análise laboratorial, não invasivo e indolor, o espermograma não envolve complicações ou riscos à saúde .

    O que o espermograma analisa?

    A amostra de sêmen coletada pelo espermograma é enviada ao laboratório, onde passa por dois tipos de análise: 

    1. Análise macroscópica, feita a “olho nu”: são avaliadas as condições físicas do sêmen como o volume, viscosidade, liquefação, coloração e pH (acidez);
    2. Análise microscópica verificam-se a concentração de espermatozóides, a motilidade total e progressiva, a vitalidade dos gametas e sua estrutura. Também são medidas as quantidades de leucócitos no esperma (células de defesa do nosso corpo) e de compostos como ácido nítrico e frutose.

    Normalmente, são solicitadas duas coletas, com intervalo de 15 dias, para que se possa comparar os resultados. Caso os achados sejam muito diferentes, um terceiro exame deve ser realizado.

    Quais problemas e alterações podem ser identificados pelo espermograma?

    Os dados encontrados nos espermogramas podem ajudar a diagnosticar as possíveis causas da infertilidade masculina, bem como sugerir outros problemas de saúde do homem.

    Problemas na próstata

    A análise da viscosidade e acidez do sêmen pode indicar problemas com a próstata.  Exames complementares, como toque retal ou biópsia podem ser solicitados pelo médico para confirmar ou descartar possíveis diagnósticos.

    Azoospermia

    É a ausência de espermatozoides no sêmen, que pode ser causa de infertilidade. A ausência do gameta masculino geralmente é decorrente de infecções bacterianas, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), ou obstrução nos canais seminais.

    Oligospermia

    É uma baixa concentração de espermatozóide por ml, muitas vezes originada por infecções no sistema reprodutor, varicocele, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). A Oligospermia pode acontecer também como efeito colateral do uso de certos medicamentos, como cetoconazol e ou metotrexato.

    Atenozoospermia

    Ocorre quando os valores de motilidade (progressiva ou não progressiva) e vitalidade são menores do que o padrão (menos de 58%). Além disso, ela pode ser causada por stress, alcoolismo ou doenças auto-imunes, como HIV, entre outras.

    Teratozoospermia

    São espermatozoides de má formação com alterações morfológicas. As principais causas são varicocele, uso de drogas ou inflamação no sistema reprodutor.

    Hipospermia

    É o caso em que o volume de sêmen ejaculado é abaixo de 1,5 ml. Esta situação pode estar relacionada com problemas de próstata e alterações nas vesículas seminais.

    Necrospermia 

    Porcentagem de espermatozóides vivos abaixo de 58%. São casos bem raros, que têm como possíveis causas problemas hormonais, câncer prévio nos testículos, infecções nos testículos, uso de drogas e álcool, longos períodos sem ejaculação, idade avançada entre outros.

    Leucocitospermia 

    Caso de alta concentração de leucócitos na amostra seminal, causada por: 

    • Orquite
    • Prostatite
    • Cistite 
    • Uretrite
    • Vesiculite 
    • DSTs.

    Crisptozoospermia  

    Após centrifugação do volume ejaculado são encontrados raros espermatozoides.

    Espermograma e tratamentos complementares

    Vale lembrar que o espermograma é um dos primeiros exames solicitados na investigação da fertilidade e da saúde masculina. Outros exames complementares podem ser necessários para se chegar a um  diagnóstico preciso, tais como:

    • Fragmentação de DNA: identifica áreas fragmentadas no DNA que podem ser responsáveis por má qualidade dos embriões, pela dificuldade de gravidez ou abortos de repetição.
    • Espermograma sob magnificação (super ICSI): exame realizado por microscópio que aumenta em até mil vezes a visualização do espermatozóide. Identifica parâmetros como vacúolos ou buraco associados à piora da fertilização.
    • FISH: analisa alterações no número de cromossomos presentes nos espermatozoides, como as dissomias (quando existem alguns cromossomos a mais) ou as diplóides (duplicação de todos os cromossomos no espermatozoide).
    • Carga viral: é feito para pacientes com sorologias alteradas, como HIV, Hepatite, HTLV, para que no dia da fertilização seja utilizado um sêmen testado previamente e livre de quaisquer contaminações.

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  • Teste ERA: o que é e quem deve fazer?

    O teste ERA ou teste de receptividade endometrial é um exame molecular que avalia o estado do endométrio de cada paciente e identifica o melhor período para realizar a transferência do embrião ao útero da futura mãe. É indicado, por sua vez, para mulheres que já passaram por falhas de implantação, após transferência de três ou mais embriões nas Fertilizações in Vitro, ou tiveram vários abortos de repetição. 

    Além disso, aproximadamente 20% das mulheres de todo o mundo possuem dificuldade para engravidar por causa do endométrio. Nesse sentido, o teste ERA é um grande aliado para melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos destes casos. 

    O exame foi criado pelo laboratório espanhol Igenomix, líder mundial em genética na reprodução humana, e personaliza a janela de implantação de cada mulher. Com o resultado, é possível aumentar significativamente a chance de engravidar, diminuindo a possibilidade de perdas gestacionais. 

    Teste ERA e receptividade endometrial: qual a relação? 

    O teste ERA analisa a receptividade endometrial de cada paciente. Dessa forma, o endométrio é receptivo quando está pronto para que a implantação do embrião aconteça. Este período de receptividade, por sua vez, é chamado de janela de implantação, ou seja, é o período propício para o embrião se fixar no endométrio, se desenvolver e dar continuidade à gestação.  

    É importante ressaltar que cada mulher tem uma janela única, dependendo do seu ciclo menstrual. O embrião, em geral, se fixa no útero entre os dias 19 e 21 de cada ciclo, mas, em algumas mulheres, pode ser antes ou depois deste período. O teste ERA, portanto, analisa geneticamente as células do endométrio da mulher, indicando a janela de implantação de cada uma. Desta maneira, é possível transferir os embriões no momento certo.

    O que é Endométrio?

    O endométrio é o tecido que reveste a parede interna do útero e tem papel fundamental para que a gravidez aconteça. Ele recebe o embrião e ajuda sua fixação no útero. 

    Contudo, caso este tecido não esteja preparado, o embrião, mesmo de boa qualidade, não terá forças para dar continuidade ao seu desenvolvimento sozinho. Além disso, este tecido é altamente influenciado pela oscilação hormonal da mulher. Quando não ocorre a gravidez, ele é liberado em forma de menstruação. Ou seja, o sangue da menstruação é o endométrio que descama do útero.   

    O teste ERA e a Fertilização in Vitro

    O teste ERA é utilizado apenas nos tratamentos de Fertilização in Vitro, pois permite a avaliação da receptividade do endométrio antes de iniciar cada procedimento de FIV. Dessa forma, mesmo quando o exame identifica um endométrio não receptivo, o especialista em reprodução humana pode personalizar a janela de implantação e aumentar as chances de sucesso na Fertilização in Vitro (FIV). 

    Quando o teste ERA é realizado?

    O teste ERA é realizado antes da transferência embrionária. Neste momento, algumas condições devem estar favoráveis para o êxito do procedimento. Uma dessas condições é o preparo endometrial. Em outras palavras, o endométrio precisa estar receptivo para receber o embrião. 

    Ao longo do ciclo menstrual, o endométrio sofre a ação de hormônios e se torna progressivamente mais espesso. Por isso, caso haja algum distúrbio nesse processo, pode haver uma falha de implantação.

    Como o Teste ERA é realizado?

    O teste ERA avalia se o endométrio está receptivo ou não. Para isso, é feita uma biópsia do endométrio, que analisa a expressão de 238 genes do tecido endometrial, que estão ligados à janela de implantação de cada mulher. 

    Dessa forma, um sistema computadorizado analisa estes genes e os classifica como “Receptivo” ou “Não Receptivo”, com uma sensibilidade de 99,7% e especificidade de 88,5%. Além disso, cerca de 55 mil mulheres em mais de 1,5 mil clínicas de Fertilização in Vitro em todo o mundo já realizaram o teste ERA, que resultou em uma taxa de gestação de 73% em pacientes com repetidas falhas de implantação.

    Etapas do Teste ERA

    É possível fazer o teste ERA com ou sem uso de medicamentos hormonais para o preparo do endométrio.

    *Os resultados são disponibilizados algumas semanas depois. Por essa razão, a transferência do embrião só é feita no ciclo seguinte, após nova preparação do endométrio. O teste é válido por mais de seis meses.

    Teste ERA: quais são suas vantagens sobre outros exames?

    O teste ERA, desenvolvido pelo laboratório Igenomix, recebeu o prêmio Prize Paper  2016, pela Society for Reproductive Endocrinology and Infertility. O exame, por sua vez, demonstrou uma melhora significativa nas taxas de gravidez, atingindo 85% de sucesso após transferências de embriões geneticamente analisados em endométrios previamente testados e personalizados. 

    Enquanto o método utilizado nos outros exames são procedimentos clássicos baseados em fatores histológicos e sem precisão, o teste ERA demonstrou mais assertividade em seus resultados devido ao sistema computadorizado que analisa os 238 genes envolvidos na receptividade do endométrio.

    Dessa maneira, esta análise permite que, antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida, seja detectado se há ou não necessidade de personalizar a janela de implantação, permitindo, assim, melhores chances de gravidez.

    Se você já passou por abortos de repetição ou por procedimentos de Fertilização in Vitro que não deram certo, converse com o seu médico e veja se o seu caso tem indicação para a realização do teste ERA.

  • Tratamento de Reprodução Assistida: Não adie o seu sonho.

    Em meio a pandemia do Coronavírus, o isolamento social se mostrou a ferramenta mais eficaz para o combate a transmissão dessa doença. Mas sem a possibilidade de sair de casa por tempo indeterminado como ficam as pessoas que optaram por um tratamento de Reprodução Assistida?

    É importante entender que o processo de cada tratamento exige um tempo de preparação antes do início da estimulação ovariana, e que essa preparação pode ser feita mesmo no isolamento, com o acompanhamento de especialistas, para que quando esse período passar, você possa iniciar o seu tratamento conosco o mais rápido possível. Pensando nisso nossa equipe de especialistas desenvolveu um guia com dicas de como utilizar esse tempo na preparação para o seu tratamento de Reprodução Assistida.

  • Coronavírus: quais os cuidados necessários?

    O  Coronavírus ou Covid-19  (Corona Vírus Disease)  é uma nova doença respiratória que já atingiu todos os continentes do planeta, gerando uma pandemia mundial. A doença, que começou no final de dezembro de 2019 na China, está exigindo grande esforço da população, como isolamento social e cuidados de higiene.

     Por esta razão, é muito importante saber mais informações sobre o coronavírus: 

    • Como é feito o contágio? 
    • Quem são os mais atingidos? 
    • Quais os impactos para as gestantes e mulheres em tratamento de reprodução humana e quais os cuidados necessários para se proteger?

     Entenda o que é coronavírus

     O coronavírus é o nome de uma grande família de vírus que tem uma estrutura em formato de coroa, conhecida desde 1960.  Os coronavírus comuns causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, são doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum.

     Entretanto, o novo coronavírus, descoberto em dezembro de 2019, é uma nova cepa do vírus, que tem alto poder de contágio e causa a síndrome respiratória aguda grave, principalmente em pacientes idosos, pessoas com doenças respiratórias ou que diminuem a imunidade.

    Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, 81% dos infectados pelo novo coronavírus têm sintomas leves da doença, como tosse e coriza, 14% apresentam sintomas graves, e 5% evoluem para um quadro crítico, que pode levar à morte.

     O período de incubação do Covid-19 é de 1 a 14 dias, geralmente ficando em torno de 5 dias.

    Veja aqui os principais sintomas do coronavírus:

    (peguei este modelo de ilustração que achei bacana.. Podíamos fazer algo parecido com febre, tosse, dificuldade de respirar e  acrescentando ainda a coriza e dor de garganta.)

    Coronavírus: o que você precisa saber? 

    Diante de uma epidemia mundial como esta, as informações sobre o novo coronavírus mudam muito rapidamente. Nesse sentido, em apenas três meses, o número de casos aumentou significativamente em todo o mundo e, no final de março de 2020, já tinham mais de 505 mil casos de contágio em 175 países, com mais de 24 mil mortes. 

    Os primeiros países mais atingidos são China, Itália, Espanha, Irã, França e EUA. O primeiro caso no Brasil foi notificado no dia 26 de fevereiro de 2020 e, em apenas um mês, o país já contabilizou mais de 3 mil casos infectados com 80 mortes. A maior concentração está nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.    

    Como surgiu o coronavírus?

    Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China.

    Em 7 de janeiro, as autoridades chinesas confirmaram que a causa seria um novo tipo de vírus, de uma família denominada de coronavírus. No Brasil, já existem alguns vírus desta família capazes de causar um resfriado comum, mas também vírus como SARS e MERS, responsáveis por epidemias com grande número de mortes em 2004 e 2012.

    Além disso, acredita-se que o novo vírus, o Covid-19 tenha sido transmitido para os seres humanos através dos morcegos.

    É possível ser infectado mais de uma vez?

    Os cientistas ainda não sabem concretamente se uma pessoa pode ser infectada mais de uma vez pelo coronavírus. No entanto, há notícia de uma mulher no Japão que se contaminou novamente quase um mês após ter recebido alta do hospital. Outro caso ocorreu na Itália, onde o primeiro paciente de coronavírus da cidade de Turim voltou a ter diagnóstico positivo depois de ter sido liberado pelos médicos. Além disso, infecções reincidentes também foram relatadas na China, onde a doença começou.

     O coronavírus tem cura?

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não há cura ou vacina para o novo coronavírus. Entretanto, médicos infectologistas dizem que existe a chamada “cura espontânea”, que ocorre quando o corpo reage à infecção. Além disso, cientistas do mundo inteiro estão estudando remédios para amenizar os sintomas do vírus e tentando descobrir, o quanto antes, uma vacina para a Covid-19.

    Impactos do vírus em gestantes e nos tratamentos de gravidez

    A pandemia do coronavírus está gerando preocupação também entre as gestantes e as pacientes de reprodução assistida. As perguntas mais freqüentes, por sua vez, são: 

    • Quais as possíveis conseqüências que esta doença pode causar nas mulheres grávidas, nos tratamentos para engravidar e nos futuros bebês?

    Segundo o último comunicado da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), que traz ainda dados das sociedades europeia (ESHRE), americana (ASRM) e latinoamericana (REDLARA), não há evidências de complicações em gestantes ou em pacientes de reprodução assistida.

    De acordo com o relatório, as gestantes, apesar de precisarem se cuidar, não fazem parte do grupo de maior risco. Nesse sentido, os dados demonstram que o comportamento da Covid-19 é diferente da H1N1, quando gestantes e bebês foram muito atingidos. No caso do coronavírus, as grávidas saudáveis que eventualmente forem infectadas, provavelmente terão apenas sintomas de uma gripe simples.

    Em relação aos tratamentos de reprodução assistida, também não foram identificados vírus em óvulos, espermatozóides e líquido folicular. Desta maneira, as evidências até o momento sugerem seguir com os tratamentos, adiando apenas a fase da transferência, caso a paciente se sinta mais confortável. Para isso é possível recorrer ao congelamento de óvulos e embriões que posteriormente serão transferidos com maior segurança ao útero.

    Coronavírus: há risco de passar a doença para o feto?

    Estudos relatam casos de mães grávidas que pegaram o novo coronavírus em Wuhan, na China, e não passaram a doença para os bebês.

    De acordo com um dos artigos, da revista “Frontiers in Pediatrics”, nenhum dos bebês, filhos de mães que foram infectadas com o vírus, desenvolveu os sintomas da Covid-19.

    O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos afirma também que não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão, e que não há caso de bebês infectados com o novo coronavírus.

    Mulheres com suspeita de coronavírus podem amamentar?

    De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão. Nos casos analisados, o coronavírus não foi detectado no leite materno.

    Coronavírus: confira as 5 principais maneiras de se prevenir

    Como vimos aqui, ainda não há medicamentos e nem vacina para conter o novo coronavírus. Desta forma, governos do mundo inteiro, seguindo as orientações da  Organização Mundial da Saúde, estão orientando a população global com alguns cuidados para se proteger da Covid-19.

    Nesse sentido, uma das principais maneiras ainda é higienizar bem as mãos com água e sabão ou com álcool gel 70%. Sabe-se que o vírus possui uma cápsula de gordura protetora, e a limpeza com estes produtos retiram essa cápsula, matando o vírus.

    Em meio à pandemia do Coronavírus, o isolamento social se mostrou a ferramenta mais eficaz para o combate à transmissão dessa doença.

    Mas sem a possibilidade de sair de casa por tempo indeterminado como ficam as pessoas que optaram por um tratamento de Reprodução Assistida?

    É importante entender que o processo de cada tratamento exige um tempo de preparação antes do início da estimulação ovariana, e que essa preparação pode ser feita mesmo no isolamento, com o acompanhamento de especialistas, para que, quando esse período passar, você possa iniciar o seu tratamento conosco o mais rápido possível.

    Pensando nisso, nossa equipe de especialistas desenvolveu um guia com dicas de como utilizar esse tempo na preparação para o seu tratamento de Reprodução Assistida.

  • Para que serve o Exame PGT?

    O PGT exame (teste genético pré-implantacional) é utilizado para rastrear possíveis anomalias genéticas do embrião antes da sua transferência ao útero materno. Além disso, é realizado a partir de biópsia embrionária com o objetivo de evitar doenças e abortos de repetição e, assim, melhorar os resultados dos tratamentos de reprodução humana. 

     Qual é a importância do PGT exame?

    As doenças genéticas ainda não têm cura, mas, através do PGT exame, já é possível prevenir que as futuras gerações sejam afetadas por alguma doença hereditária ou cromossômica. Por esta razão, a medicina reprodutiva tem recorrido ao exame PGT nos tratamentos de Fertilização In Vitro (FIV), a fim de garantir maiores taxas de sucesso de gravidez com bebês saudáveis e livres de doenças.

    Etapas para realizar o exame PGT

    O que é cromossomo e gene?  

    Todas as células que formam o nosso corpo têm, no seu núcleo, 46 cromossomos (23 do pai e 23 da mãe). Sendo assim, o DNA é organizado em cromossomos, e os cromossomos são constituídos por uma substância chamada DNA que contém a nossa informação genética. Esta informação está dividida em milhares de pequenos fragmentos que recebem o nome de genes.  Existem, portanto, duas cópias de cada gene, uma herdada da mãe e outra do pai.

    Que anomalias cromossômicas e genéticas o PGT exame analisa?

    O PGT exame investiga as seguintes alterações:

    • Alteração numérica: é uma anomalia espontânea que afeta o número de cópias de um cromossomo, ou seja, quando um dos cromossomos, em vez de ter duas cópias, tem uma ou três. Além disso, o exemplo mais conhecido é a Síndrome de Down, que tem três cópias do cromossomo 21.
    • Alteração estrutural: é uma anomalia no conteúdo de um cromossomo, ou seja, um fragmento mudou de lugar, posição ou falta.
    • Doenças monogênicas: são anomalias genéticas causadas por uma falha ou mutação em um único gene. Assim, exemplos conhecidos desse tipo de doenças são a Fibrose Cística, a Hemofilia, a Síndrome de X Frágil, a Distrofia Miotônica e a Doença de Huntington, entre outras.

    O que é (PGT-M)?

    PGT-M ( Teste Genético Pré-Implantacional para Doenças Monogênicas) é um exame genético realizado no embrião antes dele ser transferido ao útero. 

    Além disso, o PGT-M avalia genes específicos para diferentes tipos de patologias, permitindo a identificação de embriões saudáveis, que não apresentam nenhum vestígio de doenças herdadas do material genético dos pais. Desta forma, o PGT-M:

    • Aumenta o percentual de êxito por transferência 
    • Diminui os riscos de aborto
    • Eleva muito a probabilidade de se gerar um bebê saudável

    Portanto, famílias portadoras de doenças hereditárias podem eliminar mutações genéticas, identificando os embriões com saúde antes da gestação. Além disso, com o exame PGT-M, é possível proteger os descendentes diretos e, como consequência, as próximas gerações, já que a mutação em questão deixa de existir na família. 

     O que são mutações genéticas identificadas pelo PGT-M exame?

    As mutações genéticas, na maioria das vezes, podem ser um pouco mais “previsíveis”, porque geralmente se apresentaram dentro de uma família alguma vez, nem que seja em um parente mais distante. 

    Porém, existe uma possibilidade menor da doença surgir sem gerar suspeitas, geralmente nos casos de doenças autonômicas recessivas, que se manifestam, muitas vezes, quando o pai e a mãe não possuem uma doença, mas são portadores de um gene com uma mutação genética. 

    O que é PGT-A

    O PGT-A é um exame que tem como objetivo prevenir os riscos de alterações cromossômicas, identificando embriões normais, reduzindo taxas de falhas de implantação, abortamentos e nascimento de bebês com doenças cromossômicas graves.

    O que são alterações cromossômicas?

    As alterações cromossômicas são erros que podem ocorrer durante a divisão das células ou nos gametas. Assim, dependendo do cromossomo afetado em sua quantidade (monossomia ou trissomia) ou alterações parciais de cromossomos, o resultado pode ser uma doença, como a Síndrome de Down, ou até mesmo a interrupção da gravidez com um abortamento espontâneo, que normalmente acontece no primeiro trimestre da gravidez.

    Nesse sentido, os erros de divisão celular ocorrem com mais frequência do que imaginamos. Dessa forma, nas gestações naturais, muitas vezes, nem percebemos estas falhas. Isto ocorre pois os embriões com algumas alterações cromossômicas são incompatíveis com a vida, e as mulheres nem chegam a perceber que estão grávidas.

    Gravidez tardia e exame PGT-A

    Atualmente, é cada vez mais comum mulheres que postergam a maternidade, em decorrência de mudanças de comportamento e estilo de vida. Dessa forma, falta de parceiro, investimento na vida profissional, segundos casamentos, entre outros fatores, fazem com que a maternidade seja adiada. 

    Entretanto, é importante salientar que a gravidez tardia aumenta as chances de possíveis problemas. Além disso, a partir dos 35 anos, inicia a diminuição da fertilidade e passa a ter maior probabilidade de embriões com alteração genética, e a mulher passa a ter 50% de embriões normais e 50% alterados. Assim, conforme a idade vai passando, a taxa de embriões normais vai diminuindo e, aos 40 anos, é possível que a mulher tenha apenas 20% deles. 

    PGT-SR: Um novo exame para pacientes com Rearranjos Estruturais  

    O PGT-SR é um exame que pode aumentar as chances de sucesso nas Fertilizações in Vitro, identificando os embriões cromossomicamente saudáveis em casos de alterações no cariótipo dos genitores.

    Portanto, o exame PGT-SR é realizado de maneira parecida ao PGT-A, analisando todos os cromossomos, mas o PGT-SR identifica, principalmente, rearranjos estruturais desbalanceados em embriões. Sendo assim, estas alterações são detectadas antes da transferência do embrião ao útero materno.

    Doenças que podem ser detectadas pelo PGT exame: 

    Centenas de doenças hereditárias e cromossômicas podem ser detectadas com o pgt exame. Veja aqui algumas delas:

    • Talassemia;
    • Anemia falciforme;
    • Retinoblastoma;
    • Câncer de mama hereditário;
    • Atrofia muscular espinhal;
    • Distrofia miotônica (Steinert);
    • Fibrose cística;
    • Hemofilia A e B;
    • Beta talassemia;
    • Doenças de Huntington;
    • Síndrome do X Frágil;
    • Síndrome de Down;
    • Distrofia muscular Duchenne (masculino);
    • Neoplasia endócrina múltipla do tipo 2ª;
    • Distrofia muscular de Becker;
    • Doença renal policística.

    Perguntas frequentes sobre o PGT exame

    Quando o especialista em reprodução humana indica a realização do PGT exame, é normal termos muitas dúvidas. Assim, abaixo, você pode esclarecer algumas questões sobre o exame. Confira: 

     Para quem o exame PGT (PGT-A, PGT-M e PGT-SR) é indicado?

    • Mulheres com idade avançada, principalmente acima dos 38 anos de idade;
    • Homens diagnosticados com sêmen de baixa qualidade; 
    • Casais que já apresentaram falhas recorrentes em tratamentos anteriores de Fertilização in Vitro;
    • Casais com histórico de aborto de repetição;
    • Casais que tenham filhos portadores de anomalias cromossômicas; 
    • Casais com histórico familiar de doenças genéticas; 
    • Casais com alguma alteração cromossômica conhecida.

    Quando é realizado um PGT exame?

    O PGT exame acontecia no 3º dia após a fecundação do óvulo. Porém, estudos mostraram que o PGT exame, ao ser realizado no 5º dia de desenvolvimento, quando o embrião passa a ser chamado de Blastocisto, aumenta significativamente a taxa de gravidez.

    As etapas da Fertilização In Vitro mudam quando se pede um PGT exame?

    As etapas da Fertilização In Vitro (FIV) não sofrem alterações por conta da realização de um PGT exame. Assim, o processo continua o mesmo, com a estimulação ovariana, coleta dos óvulos, fertilização, fecundação com os espermatozoides e cultivo/formação do embrião.

    Além disso, o PGT exame é realizado, geralmente, no 5º dia de desenvolvimento, e os resultados demoram em torno de 20 dias, quando, então, poderá ser feita a transferência dos embriões saudáveis.

    Resultados do exame PGT e sua relação com a Fertilização In Vitro

    Se você está planejando uma gravidez a partir de uma Fertilização In Vitro e quer ter certeza de que o bebê não terá doenças genéticas hereditárias ou cromossômicas, saiba que é possível recorrer ao PGT exame (Teste Genético Pré-implantacional).

    Além disso, este exame é realizado a partir da biópsia de células do embrião e consegue detectar anomalias genéticas (PGT-M), cromossômicas (PGT-A) e de rearranjos estruturais (PGT-SR). Desta forma, é possível selecionar o embrião saudável e livre de doenças para a transferência ao útero materno. 

    No entanto, é importante, também, conversar com médicos especialistas de clínicas de reprodução assistida para tirar suas dúvidas e escolher o melhor tratamento para realizar o sonho de ter um filho.

    Portanto, agora que você já tirou as suas dúvidas sobre o exame PGT, clique na imagem abaixo e saiba mais sobre os tratamentos de Medicina Reprodutiva que estão disponíveis para você!

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  • Barriga de aluguel ou útero de substituição? Entenda as diferenças

    Barriga de aluguel é um termo polêmico, que se tornou popular nos anos 1990 com a novela Barriga de Aluguel. Consiste no processo em que uma mulher gera um bebê em seu útero para outra pessoa, em troca de retorno financeiro. Em outras palavras, é um “aluguel de útero”.

    Além disso, confunde-se erroneamente barriga de aluguel com útero de substituição. Este último é o termo correto para se referir à geração de um bebê com material genético (óvulo) de uma mulher, gestado no útero de outra pessoa.

    O útero de substituição é a forma cada vez mais utilizada pela medicina reprodutiva para viabilizar o sonho de muitas famílias de terem um filho. Nesse sentido, mulheres com ausência de útero, defeitos congênitos, doenças com alto risco de morte durante a gestação, casais homossexuais, homens solteiros, entre outros, recorrem muitas vezes a este caminho.

    Se você quer engravidar, tem avaliações clínicas de que isso não será possível de forma espontânea, e a expressão que vem à cabeça é “barriga de aluguel”, é importante saber que existem diversas possibilidades de gerar um filho. No Brasil, barriga de aluguel não é um deles, pois não é uma prática permitida. 

    Embora barriga de aluguel e útero de substituição sejam usados como sinônimos, na verdade, são processos diferentes. A seguir, explicamos mais sobre este conceito equivocado e as possibilidades de engravidar.

    Barriga de aluguel é crime no Brasil?

    No Brasil, é proibido “contratar” barriga de aluguel. Isso porque não é possível cobrar para emprestar o útero ou querer pagar uma mulher por uma gestação; portanto, esta expressão vem sendo utilizada de forma errada. 

    O que é aceito no país é o útero de substituição, também chamado de barriga solidária, quando não há uma relação financeira envolvida. 

    Situação da barriga de aluguel pelo mundo

    Embora não seja aceita no Brasil, a barriga de aluguel ocorre muito no exterior, em países como Estados Unidos, Colômbia, Albânia, Ucrânia e Rússia. Outros locais, como Tailândia, Índia e México, anteriormente procurados para barriga de aluguel, criaram limitações para os estrangeiros.

    Atualmente, o maior mercado para barriga de aluguel é os Estados Unidos. Nele se registram pelo menos metade dos casos do mundo e se aceita qualquer tipo de casal ou homens e mulheres solteiros. 

    Na Ucrânia e na Rússia, há restrições para solteiros e casais homossexuais. Vale ressaltar que comprar serviços de barriga de aluguel no exterior custa caro. Nos Estados Unidos, por exemplo, gasta-se cerca de US$ 110 mil para ter um filho dessa forma. Na Ucrânia, o valor gira em torno de US$ 65 mil. 

    Já os procedimentos de útero de substituição no Brasil, em clínicas especializadas e super qualificadas, corresponde a um investimento entre R$ 50 mil e R$ 100 mil por cada tentativa. Por isso, optar por gerar um filho em solo brasileiro traz, ainda, benefícios, como legislação amplamente conhecida, evitando burocracias, e acompanhamento de médicos com a mesma cultura dos pacientes. 

    Importante: Útero de substituição não é barriga de aluguel 
    Útero de substituição acontece quando um bebê é gerado em um útero “emprestado”, sem envolvimento comercial ou fins lucrativos. Sendo assim, a pessoa que cede temporariamente seu útero não pode cobrar ou receber nenhuma quantia em troca. No Brasil, não existe uma legislação específica sobre o assunto. São seguidas as resoluções elaboradas pelo Conselho Federal de Medicina Resolução CFM 2168/2017, acompanhadas pelo Conselho Nacional de Justiça.

    Quem recorre à barriga solidária?

    • Pais biológicos: o casal fornece o material genético que é fertilizado in vitro (FIV) e depois implantado no útero da pessoa que emprestará, de forma solidária, a sua barriga para a gestação.
    • Casais homossexuais ou pessoa solteira: como não há a possibilidade do fornecimento de ambos os materiais genéticos, é necessário recorrer a um banco de óvulos ou sêmen, conforme for a necessidade, antes de realizar a fertilização in vitro.

    Todos os envolvidos no processo da barriga solidária devem passar por uma avaliação médica em clínicas de Reprodução Humana especializadas. Lá, serão solicitados exames clínicos, laboratoriais e uma avaliação psicológica. 

    Claudia Rachewsky, psicóloga da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, ressalta que é muito importante acompanhar os pacientes durante toda esta jornada. 

    “Ser útero de substituição é uma demonstração de empatia, afeto, solidariedade e muito amor. Mesmo sendo uma escolha individual, é preciso que a pessoa que vai ceder o útero temporariamente para poder realizar o sonho de alguém, esteja física e emocionalmente preparada para enfrentar esta experiência”, comenta a psicóloga.

    Quais são os riscos da barriga solidária?

    Os riscos de uma gravidez com ajuda de barriga solidária são os mesmos de uma gravidez comum, entre eles:

    Além disso, é importante que a mulher grávida tenha um acompanhamento cuidadoso do seu médico durante toda a gestação. 

    Útero de substituição e barriga solidária: o que determina o Conselho Federal de Medicina?

    As clínicas, centros ou serviços de reprodução humana podem usar técnicas de reprodução assistida para criarem a situação identificada como gestação de substituição, desde que exista um problema médico que impeça ou contraindique a gestação na doadora genética, em união homossexual ou pessoa solteira.

    Útero de substituição ou barriga solidária: documentos necessários no Brasil

    Para realizar o procedimento, é necessário o termo de consentimento da pessoa que servirá de barriga solidária, assim como do seu cônjuge, quando a mesma for casada ou esteja em uma união estável. 

    Além disso, também deve ser feito um laudo médico que aprove o perfil psicológico de todos os envolvidos como adequado. Dessa forma, deverão ser dadas garantias de todo o acompanhamento médico para a mulher que doará o seu útero temporariamente durante a gestação, no parto e até a recuperação pós-parto, bem como para o registro civil do bebê.

    A declaração de nascido vivo do bebê sai com o nome da pessoa que emprestou a barriga. Dessa forma, quando o casal for solicitar a certidão de nascimento no cartório, deverá levar a documentação e pedir o registro como pais biológicos.

    Comunidade LGBTQIA+ e útero de substituição

    As diversas técnicas de Reprodução Assistida têm possibilitado o nascimento de muitos bebês, e o útero de substituição amplia ainda mais as chances de sucesso dos tratamentos. Além disso, este caminho é um dos mais procurados pela comunidade LGBTQIA+ na busca para realizar o sonho de ter um filho.

    Nesse sentido, na Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, percebe-se um aumento significativo de casais homossexuais que recorrem a esta prática. 

    “Cada vez mais, recebemos, em nossa clínica, casais do mesmo sexo que usam a barriga solidária para ter um filho, e a solidariedade em cada uma destas histórias nos emocionam”, comenta Dr. Nilo Frantz, especialista em Reprodução Humana e diretor da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva.

    Reprodução assistida: tratamentos para engravidar

    Barriga de aluguel (no exterior) e útero de substituição (no Brasil) são caminhos que têm ajudado muitas pessoas a construírem suas famílias. A reprodução humana disponibiliza, cada vez mais, diversos tratamentos capazes de realizar o sonho da maternidade e do “milagre” da vida. Sendo assim, o melhor caminho sempre é consultar o médico especializado em reprodução humana e se informar em clínicas com bom histórico de sucesso de pacientes.

    Tire suas dúvidas e saiba tudo sobre Reprodução Assistida. Para acessar o material, clique na imagem abaixo:


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  • Nilo Frantz: referência internacional em Medicina Reprodutiva

    Você que vem acompanhando os conteúdos da Nilo Frantz, deve ter percebido o quanto nos preocupamos em dividir com vocês nosso conhecimento e expertise. 

    Há mais de 15 anos, a clínica Nilo Frantz Medicina Reprodutiva se comprometeu em promover a reprodução humana como uma solução possível, segura e confiável, para aqueles que, por ventura, estejam enfrentando dificuldades na geração de um filho.

    Por isso, achamos primordial criar um material que pudesse reunir nosso diferencial e esforço em prol do cuidado e dos resultados acima da média que temos na busca pela maternidade.

    Queremos disseminar nossa aposta em tecnologia, controle de resultados, muita pesquisa e excelência em atendimento para que possamos passar a confiança necessária para ajudar muito mais mulheres pelo nosso país.

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  • Tratamento de infertilidade: o que esperar, taxas de sucesso e dúvidas

    Atualizado em: 09/07/2026.

    Para casais que enfrentam dificuldades para engravidar, a Fertilização In Vitro (FIV) oferece uma esperança real. Como uma das técnicas mais consolidadas de reprodução assistida, a FIV é indicada para uma ampla variedade de situações que impedem a concepção natural.

    O processo envolve algumas etapas importantes, como a coleta de óvulos e espermatozoides para fertilização em laboratório, seguida pela transferência dos embriões para o útero, oferecendo novas chances de sucesso.

    Neste artigo, você vai entender como funciona o tratamento de infertilidade com FIV, quais fatores influenciam os resultados e quais técnicas podem aumentar as chances de sucesso.

    Resumo rápido sobre o tratamento de infertilidade com FIV

    • A FIV é indicada para infertilidade feminina, masculina ou sem causa aparente
    • Envolve estimulação ovariana, fertilização em laboratório e transferência embrionária
    • A idade da mulher é um dos principais fatores de sucesso
    • Técnicas como ICSI, testes genéticos pré-implantacionais e avaliação da janela de implantação aumentam as chances
    • O tratamento deve ser individualizado após diagnóstico completo

    Este conteúdo é especialmente útil para:

    • Mulheres com dificuldade para engravidar
    • Casais tentando há mais de 12 meses
    • Mulheres com baixa reserva ovariana
    • Casais homoafetivos planejando gravidez
    • Quem já tentou outros tratamentos sem sucesso

    Boa leitura! 

    O que é a Fertilização In Vitro (FIV)?

    A Fertilização in Vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida muito utilizada para ajudar casais com dificuldades de concepção. Nesse processo, a fertilização ocorre fora do corpo da mulher, em um ambiente controlado no laboratório, indicado em casos de infertilidade masculina, feminina ou de origem desconhecida. 

    A FIV é um processo cuidadosamente monitorado, onde cada etapa – desde a coleta de óvulos até a transferência dos embriões – é realizada com o máximo de cuidado e precisão. Para muitos, esse tratamento representa uma nova chance de realizar o sonho de formar uma família.

    Entre as etapas da FIV, destacamos:

    • Coleta de óvulos: a estimulação ovariana, para aumentar o número de óvulos produzidos na mulher;
    • Fertilização em laboratório: a técnica de punção, realizada no laboratório;
    • Transferência embrionária:  transferência embrionária, na qual embriões selecionados são introduzidos no útero materno.  

    A FIV é uma solução eficaz para uma ampla variedade de problemas de fertilidade, abrangendo tanto fatores femininos quanto masculinos. Para mulheres, a FIV é indicada em casos de obstrução das trompas de falópio, endometriose, distúrbios ovulatórios ou quando há uma baixa reserva ovariana. 

    Também é uma opção para mulheres que passaram por cirurgias pélvicas ou que tenham sofrido falhas em tratamentos anteriores de reprodução assistida. Em situações de infertilidade sem causa aparente, a FIV pode ser uma alternativa promissora, já que oferece um controle mais rigoroso de todas as etapas da concepção.

    Nos homens, a FIV é amplamente utilizada em casos de fatores de infertilidade masculina, como baixa contagem de espermatozoides, motilidade reduzida ou qualidade inadequada dos espermatozoides. Em situações mais graves, onde há dificuldade de encontrar espermatozoides viáveis no sêmen, a técnica de ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide) pode ser associada à FIV, garantindo a fertilização dos óvulos com espermatozoides previamente selecionados.

    Taxas de Sucesso da FIV

    As taxas de sucesso da FIV são influenciadas por diversas variáveis, sendo a idade da paciente um dos fatores mais determinantes. Mulheres com menos de 35 anos tendem a apresentar melhores resultados, pois possuem óvulos de melhor qualidade e maior reserva ovariana. 

    Conforme a idade avança, a quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem, reduzindo a probabilidade de fertilização e implantação dos embriões. Isso também aumenta o risco de anomalias cromossômicas, tornando a FIV menos eficaz em mulheres acima de 40 anos. No entanto, com a doação de óvulos, mulheres acima de 40 anos podem ter uma chance significativa de sucesso.

    A qualidade dos embriões gerados também desempenha um papel crucial.  Técnicas laboratoriais avançadas, como o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), podem ser usadas para selecionar embriões saudáveis e aumentar as chances de implantação. Além disso, a experiência da clínica e a precisão nos procedimentos de cultivo e transferência de embriões são fatores importantes para garantir boas taxas de sucesso.

    Classificação dos embriões: como eles são selecionados?

    A classificação dos embriões durante o processo de FIV é fundamental para aumentar as chances de sucesso do tratamento. No laboratório, os embriões são observados ao longo dos primeiros dias de desenvolvimento e avaliados com base em características como o número de células, a simetria e a ausência de fragmentação. 

    Embriões que demonstram um desenvolvimento adequado e saudável são classificados como de alta qualidade, o que significa que possuem uma maior probabilidade de implantação no útero e de resultar em uma gravidez bem-sucedida.

    Embriões de alta qualidade têm uma maior taxa de implantação, pois são mais robustos e apresentam menor risco de anomalias genéticas. A seleção de embriões saudáveis aumenta significativamente as chances de sucesso da FIV, ao mesmo tempo que reduz a necessidade de múltiplas transferências ou de ciclos repetidos. 

    Em alguns casos, a biópsia embrionária pode ser feita para realizar testes genéticos (como o diagnóstico genético pré-implantacional), assegurando que embriões livres de doenças hereditárias ou alterações cromossômicas sejam escolhidos para a transferência. Esse nível de precisão minimiza os riscos de falha de implantação ou abortos espontâneos.

    A capacidade de classificar e selecionar embriões de qualidade diferencia a FIV de outros tratamentos de reprodução assistida, permitindo um tratamento mais personalizado e eficaz. 

    Essa precisão na escolha dos embriões aumenta a eficiência do ciclo de FIV, economizando tempo e recursos para os pacientes, além de melhorar as chances de uma gravidez saudável desde o início. Portanto, a classificação embrionária é um dos pilares que assegura o sucesso do tratamento, contribuindo diretamente para resultados positivos.

    Janela de Implantação: o momento ideal para a transferência de embriões

    A janela de implantação é o período exato em que o endométrio (revestimento interno do útero) está mais receptivo para receber e permitir a implantação do embrião, sendo um fator crucial para o sucesso da Fertilização in Vitro (FIV). 

    Esse período dura apenas alguns dias e, em geral, ocorre entre o 19º e o 23º dia do ciclo menstrual em mulheres com ciclos regulares. Durante a janela de implantação, o endométrio atinge o estágio ideal de espessura e apresenta as condições hormonais necessárias para facilitar a fixação do embrião. Se a transferência do embrião for realizada fora dessa janela, as chances de sucesso diminuem significativamente, mesmo que o embrião seja de boa qualidade.

    Apesar de sua importância, o momento correto da transferência embrionária é muitas vezes negligenciado, sendo tratada como uma etapa padronizada. No entanto, a receptividade do endométrio varia de mulher para mulher e pode ser influenciada por fatores hormonais, idade e características individuais do ciclo. 

    Ferramentas como o teste de receptividade endometrial (ERA – Endometrial Receptivity Analysis) podem ser utilizadas para identificar com precisão o momento exato da janela de implantação, permitindo que a transferência embrionária seja ajustada conforme o perfil único de cada paciente. Essa abordagem personalizada pode aumentar significativamente as chances de implantação e gravidez.

    A sincronia entre o estágio de desenvolvimento do embrião e a janela de implantação do endométrio é um dos fatores mais determinantes para o sucesso da FIV. Realizar a transferência embrionária no momento exato em que o útero está receptivo aumenta as chances de o embrião se fixar corretamente e de a gestação progredir de forma saudável. 

    Esse ajuste fino na técnica pode fazer toda a diferença, especialmente em casos de repetidas falhas de implantação, demonstrando a importância de um acompanhamento mais detalhado e individualizado no tratamento de reprodução assistida.

    O papel da ICSI na FIV

    A Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI) é uma técnica avançada de fertilização que complementa o processo de Fertilização in Vitro (FIV), sendo especialmente indicada para casos de infertilidade masculina grave. 

    No procedimento de ICSI, um único espermatozoide é injetado diretamente no citoplasma do óvulo, garantindo a fertilização, mesmo quando o sêmen apresenta baixa contagem, motilidade reduzida ou má qualidade espermática. Essa técnica é uma solução eficaz para homens com azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen), que necessitam de coleta direta dos espermatozoides por métodos cirúrgicos, como a aspiração ou a biópsia testicular.

    Ao permitir a seleção cuidadosa do espermatozoide mais saudável e inseri-lo diretamente no óvulo, a ICSI aumenta as chances de uma fertilização bem-sucedida, independentemente da qualidade geral do sêmen. Além disso, a técnica minimiza os efeitos de fatores masculinos severos, como espermatozoides com morfologia anormal ou incapazes de penetrar a membrana do óvulo por conta própria.

    Atualmente, a ICSI é considerada uma parte integrante da FIV em muitos casos, especialmente quando há fatores masculinos envolvidos ou em situações de infertilidade inexplicada.

     Sua utilização ampliou significativamente as possibilidades de sucesso para casais que enfrentam dificuldades graves de fertilidade masculina, permitindo que a FIV seja uma solução viável até mesmo para aqueles com chances muito reduzidas de concepção. A ICSI desempenha um papel essencial no tratamento de reprodução assistida, oferecendo uma abordagem mais direcionada e personalizada.

    Mini-FIV: uma alternativa com menos medicamentos

    A Mini-FIV, ou Mini Fertilização in Vitro, é uma alternativa menos invasiva à FIV convencional, que utiliza doses menores de medicamentos para estimular os ovários. 

    Enquanto na FIV tradicional a paciente recebe altas doses de hormônios para produzir um grande número de óvulos, na Mini-FIV a estimulação é leve e visa a produção de uma quantidade menor de óvulos, mas de qualidade comparável. 

    O objetivo é reduzir a carga hormonal e os efeitos colaterais, tornando o processo mais suave e menos desgastante para a paciente, ao mesmo tempo que diminui os custos do tratamento.

    Essa técnica é especialmente indicada para mulheres que possuem baixa reserva ovariana ou que respondem mal à estimulação intensa. Mulheres mais jovens ou aquelas que desejam evitar os riscos associados a altas doses de hormônios também podem se beneficiar da Mini-FIV. 

    Embora o número de óvulos obtidos seja menor em comparação com a FIV convencional, a qualidade dos óvulos costuma ser preservada, e, com isso, as chances de uma gravidez bem-sucedida podem ser favoráveis, dependendo do perfil da paciente. Além disso, como a produção de embriões é mais controlada, o risco de gestação múltipla também é reduzido.

    Para alguns perfis de pacientes, a Mini-FIV pode ser uma abordagem eficaz e menos agressiva, especialmente quando o foco é a qualidade dos óvulos e não necessariamente a quantidade. Pacientes que desejam um tratamento menos invasivo, com menos injeções e consultas, podem preferir essa técnica. 

    Embora as taxas de sucesso possam ser ligeiramente inferiores à FIV tradicional em alguns casos, a Mini-FIV oferece uma alternativa viável, com menos estresse físico e emocional, sendo uma opção a ser considerada no planejamento do tratamento de fertilidade.

    • Descubra como funciona a Mini-FIV e para quem é indicada em: Mini Fiv

    Progesterona e suporte hormonal após a FIV

    O suporte hormonal, especialmente com o uso de progesterona, desempenha um papel fundamental após a transferência de embriões no processo de Fertilização in Vitro (FIV). 

    A progesterona é um hormônio essencial para preparar o endométrio para a implantação do embrião. Logo após a ovulação, os níveis naturais de progesterona aumentam no corpo da mulher, tornando o útero receptivo para a fixação do embrião. No contexto da FIV, onde o ciclo é mais controlado, é necessário suplementar esse hormônio para garantir que o útero esteja nas condições ideais no momento da transferência.

    A suplementação de progesterona é importante porque, sem níveis adequados desse hormônio, mesmo um embrião de alta qualidade pode ter dificuldades para se implantar no útero. A progesterona promove o espessamento e a nutrição do endométrio, criando um ambiente favorável para o embrião se fixar e iniciar seu desenvolvimento. Além disso, ela reduz as contrações uterinas que poderiam expelir o embrião, garantindo que ele permaneça no local adequado para a implantação.

    Além de facilitar a implantação, a progesterona também sustenta a gravidez nas fases iniciais, até que a placenta assuma a produção hormonal por volta da 10ª a 12ª semana de gestação. Esse suporte contínuo é crucial para manter o revestimento endometrial e prevenir o risco de aborto espontâneo nos primeiros estágios da gravidez. 

    Sem o suporte adequado de progesterona, as chances de uma falha de implantação ou interrupção precoce da gravidez aumentam consideravelmente, tornando o monitoramento e administração desse hormônio uma etapa essencial no sucesso do tratamento de FIV.

    Baixa reserva ovariana: impacto no sucesso da FIV

    A baixa reserva ovariana é um dos principais fatores que pode dificultar o sucesso da Fertilização in Vitro (FIV), pois significa que a mulher tem um número reduzido de óvulos disponíveis para fertilização. 

    Isso ocorre geralmente devido ao avanço da idade ou condições genéticas, o que impacta tanto a quantidade quanto a qualidade dos óvulos. Como a FIV depende da coleta de múltiplos óvulos para aumentar as chances de fertilização e desenvolvimento embrionário, pacientes com baixa reserva podem produzir menos óvulos, o que reduz a probabilidade de gerar embriões viáveis e, consequentemente, diminuir as taxas de sucesso do tratamento.

    Para pacientes com baixa reserva ovariana, existem algumas opções de tratamento que podem melhorar as chances de sucesso. Uma delas é a utilização de protocolos de estimulação ovariana personalizados, com o uso de medicamentos ajustados para maximizar a resposta do ovário, ainda que com poucos óvulos. 

    Outra alternativa é a Mini-FIV, que, com doses menores de hormônios, pode focar na obtenção de óvulos de melhor qualidade. Em casos mais desafiadores, a doação de óvulos é uma opção viável, oferecendo embriões saudáveis e aumentando significativamente as chances de gravidez. 

    Essas abordagens visam contornar as complicações associadas à baixa reserva ovariana, proporcionando aos pacientes melhores perspectivas de sucesso.

    Dúvidas sobre gestação após tratamento de infertilidade  

    A confirmação da gestação concebida por meio de uma técnica de reprodução assistida é o primeiro passo de uma longa jornada. Após a boa notícia, é comum que existam muitas questões relacionadas ao desenvolvimento da gravidez e, consequentemente, do feto.

    Dessa maneira, uma dessas questões envolve as complicações dessa gestação. Apesar da FIV contar com uma grande taxa de sucesso, muitos casais ainda têm dúvidas sobre os desdobramentos deste método.

    Pensando nisso, preparamos esse texto, agrupando algumas perguntas que são muito comuns sobre o desenvolvimento da gestação após o tratamento de infertilidade, com o objetivo de elucidar todas essas dúvidas.

    Diagnósticos Pré-FIV: o que é necessário?

    A realização de exames diagnósticos antes de iniciar a FIV é essencial para determinar a melhor abordagem personalizada para cada paciente, garantindo que o tratamento seja o mais eficaz possível. 

    Esses exames oferecem uma visão detalhada da saúde reprodutiva do casal, permitindo que os médicos identifiquem potenciais problemas que possam influenciar as chances de sucesso do tratamento. Um diagnóstico preciso ajuda a ajustar o processo de estimulação ovariana, a escolher a técnica de fertilização mais apropriada e a aumentar as chances de uma gravidez bem-sucedida.

    Entre os exames mais importantes está a avaliação hormonal, que mede os níveis de hormônios como o FSH (hormônio folículo-estimulante), LH (hormônio luteinizante), estradiol e a antimülleriana (AMH). Esses hormônios são indicadores cruciais da função ovariana e da capacidade de resposta aos medicamentos de estimulação.

    A avaliação da reserva ovariana, por meio do exame de AMH e ultrassonografia para contagem de folículos antrais, fornece informações sobre a quantidade e qualidade dos óvulos disponíveis, ajudando a definir o melhor protocolo de estimulação e até mesmo prever o sucesso da FIV.

    Para o parceiro masculino, o espermograma é fundamental na avaliação da qualidade e quantidade dos espermatozoides, verificando aspectos como motilidade, morfologia e concentração. Com base nesses resultados, os médicos podem decidir se a fertilização convencional ou a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) será necessária.

    FIV para casais homoafetivos

    A Fertilização in Vitro (FIV) também é uma solução viável e inclusiva para casais homoafetivos que desejam ter filhos, oferecendo a possibilidade de realizar o sonho da paternidade ou maternidade biológica. Para casais de mulheres, a FIV permite o uso de óvulos de uma das parceiras e a fertilização com sêmen de um doador, por exemplo. 

    O embrião resultante pode ser transferido para o útero de uma das pacientes, permitindo que carregue a gestação. Esse processo pode ser adaptado conforme o desejo do casal, possibilitando que uma parceira forneça o óvulo e a outra seja a gestante, criando um forte vínculo emocional com a gravidez.

    No caso de casais de homens, a FIV é combinada com a gestação de substituição. Nesse caso, o sêmen de um dos parceiros é utilizado para fertilizar o óvulo de uma doadora anônima, e o embrião resultante é transferido para uma mulher que irá gestar o bebê. 

    Tanto a escolha da doadora de óvulos quanto da gestante de substituição são etapas delicadas que requerem acompanhamento médico e psicológico especializado, garantindo segurança e bem-estar para todas as partes envolvidas. Esse processo permite que um dos parceiros tenha uma ligação genética com a criança.

    A gravidez originada pela fertilização in vitro é mais complicada?

    Depende do número de embriões transferidos para o útero. Dessa forma, quanto mais embriões transferidos, mais chances de ter uma gravidez múltipla – ou seja, com mais de um bebê. Por isso, as chances de ocorrer uma gravidez múltipla é mais comum com a FIV. 

    Este tipo de gravidez requer alguns cuidados especiais, pois pode apresentar riscos significativos à saúde da mãe e dos fetos. Entre esses riscos, estão:

    • Parto prematuro;
    • Parto cesariana;
    • Pressão arterial elevada relacionada à gravidez, que pode gerar doenças como a pré-eclâmpsia;
    • Diabetes.

    Vale lembrar que o Conselho Federal de Medicina determina um número máximo de embriões transferidos ao útero materno. Nesse sentido, a mulher pode receber até quatro embriões, sendo que este número pode diminuir de acordo com a idade da paciente.

    O tratamento de infertilidade FIV causa defeito congênito?

    Defeitos congênitos são deformações no desenvolvimento do feto que surgem durante a gestação.  

    Assim, o risco de defeitos congênitos ocasionados por um tratamento de infertilidade, como a FIV, ainda é motivo de debate e não há conclusões definitivas sobre o assunto.

    De acordo com um estudo realizado pela Academia Americana de Pediatria em 2012, 9% dos bebês que apresentaram defeitos congênitos foram concebidos por meio da FIV, contra 6.6% de crianças concebidas naturalmente. 

    Ainda segundo a pesquisa, os principais problemas apresentados pelos bebês de proveta foram consequências nos olhos, coração, órgãos reprodutivos e sistema urinário. 

    Além disso, uma aposta dos especialistas é que o desdobramento pode estar associado à falta de cuidados e recursos específicos usados para realizar o método de FIV.

    Porém, não se soube explicar a relação exata entre a técnica de reprodução assistida e a formação de doenças congênitas. 

    FIV causa aborto espontâneo e gravidez ectópica?

    Em relação ao aborto espontâneo, sua taxa após a fertilização in vitro é semelhante à taxa da concepção natural. O que pode aumentar o risco de aborto espontâneo, em ambas as situações, é a idade da mãe. Dessa forma, quanto maior a idade, maiores os riscos. 

    Quanto à gravidez ectópica, alguns estudos, como o liderado pelo médico ginecologista francês Jean Bernard Dubuisson, presumem que os fatores de risco não são causados pelo método em si, mas pela presença de doenças e disfunções tubárias na paciente. 

    Nesse sentido, a gravidez ectópica ocorre quando o feto se desenvolve fora do útero devido à inflamação ou danificação da tuba uterina. Sinais como dor aguda, desmaio e pressão arterial baixa podem se manifestar. 

    E quem engravidou de óvulos doados? 

    Mulheres que engravidaram por meio da FIV com óvulos doados possuem três vezes mais chances de desenvolverem doenças causadas pela pressão arterial elevada, como hipertensão e pré-eclâmpsia.

    É o que diz uma pesquisa realizada pela médica endocrinologista Helene Letur, do Institut Mutualiste Montsouris, em Paris. Segundo o estudo, uma em cada cinco gestantes com óvulos doados desenvolveram hipertensão, e 11% deste grupo sofreram de pré-eclâmpsia. 

    No entanto, este número foi menor em pacientes que utilizaram os próprios óvulos na FIV: uma em cada 20 mulheres teve hipertensão, e menos de 3% sofreu pré-eclâmpsia.

    Segundo a pesquisa, uma explicação para o desenvolvimento dessas doenças em gestantes com óvulos doados é a resposta do organismo para esse corpo estranho, causando uma reação imunológica. 

    Portanto, a paciente que optar por este tratamento de infertilidade deve manter cuidados constantes, que possam rastrear as chances do desenvolvimento dessas doenças, e estar em contato frequente com o médico. 

    Tratamento de infertilidade: considerações finais

    É comum a existência de dúvidas em relação à qualidade da gravidez após o tratamento de infertilidade. 

    Como mostramos neste texto, a técnica de fertilização in vitro é um dos mais famosos do mundo, com alta taxa de sucesso, e os desdobramentos negativos deste método são raros. 

    Caso esteja em dúvida se você se enquadra nesse caso e quando seria o momento certo para procurar um especialista em reprodução assistida para falar sobre essas questões, alguns fatores são importantes considerar. São eles:

    • Tentativa de gravidez por mais de 12 meses com idade abaixo de 35 anos ou tentativas por mais de 6 meses com idade superior a 35 anos 
    • Diagnóstico de baixa reserva ovariana
    • Endometriose ou trompas obstruídas
    • Alterações no espermograma
    • Abortos espontâneos ou falhas de implantação
    • Alterações imunológicas

    Se você chegou até aqui e se encaixa em algum dos fatores acima, ou tem suspeitas disso e quer comprovar, provavelmente já está buscando respostas mais concretas sobre sua fertilidade. Uma avaliação individualizada é o primeiro passo para definir se a FIV é a melhor opção no seu caso. Entre em contato conosco e agende sua consulta de avaliação em reprodução assistida.

    Perguntas frequentes sobre tratamento de infertilidade com FIV

    Perguntas frequentes sobre tratamento de infertilidade com FIV

    Quando a FIV é a melhor opção para tratar a infertilidade?
    A FIV costuma ser indicada quando outros tratamentos têm baixa chance de sucesso ou quando existem fatores como obstrução das trompas, infertilidade masculina importante, baixa reserva ovariana ou infertilidade sem causa aparente.

    Quem precisa fazer FIV?
    Casais com infertilidade feminina, masculina, mista ou sem causa definida.

    A FIV funciona para infertilidade feminina?
    Sim. É indicada em casos como endometriose, trompas obstruídas, baixa reserva ovariana e idade avançada.

    A FIV sempre precisa de ICSI?
    Não. A ICSI é indicada principalmente em casos de infertilidade masculina grave, falha prévia de fertilização, baixo número de óvulos, uso de óvulos vitrificados ou necessidade de teste genético pré-implantacional.

    A FIV garante gravidez?
    Não. A FIV aumenta as chances de gravidez quando há indicação adequada e tratamento individualizado, mas o resultado depende de diversos fatores clínicos e biológicos.

  • DSTs e fertilidade: qual a relação?

    A relação entre DSTs e fertilidade é uma das possíveis manifestações em termos de problemas de saúde para quem as têm.

    Além da infertilidade, essas doenças, se não identificadas e tratadas a tempo, têm consequências que agravam a saúde do paciente de diferentes formas, podendo levar à morte. 

    Porém, quanto mais cedo ela for diagnosticada, maiores as chances de sucesso no tratamento. Por isso, destacamos a importância da realização de exames de rotina, além, claro, das formas de prevenção. 

    Para saber quais são os principais tipos de DSTs, seus desdobramentos e como elas interferem na fertilidade, preparamos um texto para tirar as suas dúvidas referente a este assunto de extrema importância. 

    Desejamos uma boa leitura!

    O que são DSTs?

    As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são doenças causadas principalmente por meio de uma relação sexual desprotegida com uma pessoa que esteja infectada. 

    Também é importante considerar outras formas de contágio de DST, que podem ser por meio de transfusão de sangue contaminado e no compartilhamento de objetos injetáveis, como seringas e agulhas. 

    Algumas DST, como a AIDS e a sífilis, podem ser transmitidas também de mãe para filho. Caso a mulher esteja contaminada, a transmissão se dá de três diferentes formas:

    • Ao longo da gestação, podendo causar sua interrupção e danos ao feto; 
    • Durante o parto, comprometendo a saúde da criança; 
    • Por meio da amamentação.

    Além disso, entre os sinais das DST, estão feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas na região pélvica. Porém, nem todas as DST apresentam sintomas, o que torna seu diagnóstico difícil e tardio, podendo gerar graves complicações. 

    Por isso, pessoas que por algum momento se tornem suscetíveis a se contaminarem com algum tipo de DST devem procurar o serviço de saúde urgentemente e realizar os exames indicados. 

    Tipos mais comuns de DST

    Entre os diferentes tipos de DST, as patologias mais conhecidas são:

    AIDS

    A AIDS é causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Essa infecção sexualmente transmissível ataca o sistema imunológico, que defende o organismo de ameaças.  

    Além disso, os sintomas da AIDS variam de grau, dependendo do tempo em que o vírus permanece no organismo. Com o passar do tempo, esse ataque compromete todo o sistema imunológico e diminui drasticamente a imunidade.

    Nesse sentido, o tratamento da AIDS é realizado por meio de medicamentos antirretrovirais, que, se usados regularmente, ajudam a impedir a multiplicação do HIV e a evitar o comprometimento do sistema imunológico. 

    Dessa forma, sem tratamento adequado, a doença pode acarretar em complicações grave de saúde, como tuberculose, toxoplasmose, hepatites e até alguns tipos de câncer. 

    HPV

    O HPV é um vírus que infecta a pele ou mucosas. Ele provoca verrugas na região genital e anal, e pode acometer áreas como vulva, vagina, ânus e pênis. Dependendo do tipo de vírus, pode haver também a manifestação de câncer.

    Além disso, esse vírus é particularmente perigoso para as mulheres. O HPV é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero.

    Além do uso de preservativo, uma importante forma de prevenção contra a HPV é a vacina, indicada para pessoas que não contraíram a doença.

    Sífilis 

    A sífilis é uma DST curável, mas que pode ser apresentada em diferentes estágios. Quanto maior o estágio, mais danos ela pode levar à saúde.

    Nesse sentido, seus primeiros sintomas se constituem de uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria – geralmente, na região genital, anal ou oral. Caroços na virilha podem acompanhar essa ferida. 

    Se não tratada a tempo, por meio da aplicação de penicilina benzatina em um posto de saúde, pode evoluir para lesões na pele, nos ossos e no sistema cardiovascular. 

    Gonorreia

    Esta infecção sexualmente transmissível é causada por uma bactéria que atinge órgãos genitais, garganta e olhos. 

    Nesse sentido, é comum que essas infecções não apresentem sintomas, dificultando seu diagnóstico. Nesse sentido, quando há a manifestação de sinais, dá-se por meio do corrimento vaginal com dor no baixo ventre, para a mulher; e corrimento e dor ao urinar, para o homem. 

    A forma comum de tratamento da gonorreia deve ser realizada em um posto de saúde, por meio de uma injeção de ceftriaxona e azitromicina.

    Relação entre DSTs e fertilidade feminina 

    As DSTs podem atrapalhar a fertilidade feminina de diferentes formas. Sua manifestação pode prejudicar o desenvolvimento da gravidez e causar a infertilidade.

    Dessa maneira, quando uma DST não é diagnosticada e tratada em um curto espaço de tempo, esses sintomas podem comprometer a tuba uterina da mulher. A tuba uterina é por onde os espermatozoides passam para encontrarem o óvulo.

    A inflamação ou danificação da tuba uterina, que gera a dificuldade de transporte do embrião, pode acarretar em uma gestação fora do útero – a chamada gravidez ectópica, a qual o feto se desenvolve no lugar errado e não sobrevive.

    Além disso, outro caso em que a DST afeta a fertilidade feminina é por meio da manifestação de pequenos tumores na tuba uterina e no ovário. O tratamento resulta em suas respectivas retiradas, que comprometem uma possível gestação.

    Dependendo do caso, a mulher infértil e portadora de uma DST pode recorrer a métodos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. Portadores do vírus HIV devem passar por exames para detectar o grau de infecção.

    Relação entre DSTs e fertilidade masculina

    No homem, a manifestação de uma DST no organismo também pode comprometer sua fertilidade, por meio de consequências como a infecção dos canais da urina, próstata e epidídimo, comprometendo a qualidade do sêmen e o amadurecimento dos espermatozóides. 

    Formas de prevenção 

    A recomendação mais eficaz de evitar o contágio de uma DST é o uso do preservativo nas relações sexuais, assim como evitar o compartilhamento de seringas e agulhas. 

    Além disso, em caso de suspeita de contaminação de alguma DST, é extremamente importante procurar um serviço de saúde para garantir o diagnóstico e o tratamento adequado.

    Em todo caso, é imprescindível a realização de exames de rotina, porque, por meio de uma identificação precoce de alguma DST, o tratamento se torna mais eficaz. Inclusive, é possível não evoluir para um quadro de infertilidade. 

    DSTs e fertilidade: considerações importantes

    As DSTs se caracterizam em diferentes patologias, mas todas elas acarretam em graves desdobramentos ao organismo da mulher e do homem. Dessa forma, casos avançados da doença resultam em consequências como infertilidade e câncer.

    Por isso, a melhor forma de evitar o contágio de uma DST é por meio de uma relação sexual protegida com o uso de preservativo e realizar exames de rotina periodicamente.

    Além disso, a relação entre DSTs e fertilidade, para mulheres e homens portadores de DSTs, também diz respeito à atenção ao tratamento adequado. Algumas doenças são de rápida resolução; já outras, persistem no organismo. O tratamento regular resulta em melhor qualidade de vida do paciente.

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