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  • Mitos e Verdades sobre a fertilidade masculina

    Infelizmente, a fertilidade masculina ainda é encarada como um tabu. Embora a ciência já tenha demonstrado que a infertilidade afeta cerca de 20% da população mundial e que a porcentagem de infertilidade para o sexo masculino e sexo feminino são iguais (cerca de 40%), muitas pessoas ainda culpam, quase que exclusivamente, às mulheres pelas dificuldades de gerar um filho.

    Há muitas informações exatas acerca da infertilidade masculina, mas que nem sempre são abordadas de forma correta, em muitos casos, são até tendenciosas.

    Aliás, aqui no blog, já desvendamos alguns mitos e verdades sobre a fertilidade feminina e, no post de hoje, vamos desmistificar algumas informações sobre a fertilidade masculina.

    Boa leitura!

    A alimentação e hábitos de vida influenciam na fertilidade

    VERDADEIRO

    Maus hábitos de saúde, como não praticar exercícios físicos, e uma alimentação inadequada impactam negativamente na fertilidade masculina. O consumo de álcool, cigarros e drogas também reduzem a quantidade e a qualidade dos espermatozóides.

    Todavia, existem alguns alimentos e/ou nutrientes com alta atividade antioxidante que contribuem para melhorar a qualidade do esperma, como, por exemplo, as frutas vermelhas, vitaminas C e E, entre outros.

    A infertilidade masculina é um problema psicológico

    FALSO

    A infertilidade masculina é causada principalmente por problemas físicos. Ela pode ocorrer devido a uma deficiente função testicular, problemas anatômicos ou urológicos.

    De qualquer forma, em raros casos, podem existir problemas psicológicos que impedem ou dificultam as relações sexuais, que podem causa até problemas de ereção, por exemplo.

    A idade influencia a fertilidade

    VERDADEIRO

    Embora a idade do homem não seja tão determinante como no caso da mulher, com o aumento da idade, os homens produzem menos espermatozóides. Somado a isso, a idade afeta parâmetros funcionais ou genéticos também, podendo gerar um filho com problemas de saúde.

    A vasectomia causa infertilidade

    FALSO

    Vasectomia é o tratamento contraceptivo realizado por homens que não querem correr riscos de engravidar suas parceiras. Consiste em uma cirurgia que promove um corte na bolsa testicular interrompendo assim a passagem de espermatozóides pelos dois canais deferentes. O sêmen continua sendo expelido nas relações sexuais, mas sem gametas, evitando assim a formação de um embrião.

    Em muitos casos esse procedimento pode ser revertido através de uma  micro cirurgia para reconectar as duas partes dos canais deferentes que foram  separadas, recanalizando assim o sistema de ejaculação dos espermatozóides. Após o procedimento, é realizado um exame chamado espermograma, para confirmar se os espermatozóides voltaram a ser ejaculados.

    A infertilidade pode ser genética

    VERDADEIRO

    Em alguns casos, a origem da infertilidade masculina é genética, ocorrendo mutações ou  microdeleções que afetam os genes relacionados à produção de espermatozóides. Nestes casos, existe a possibilidade de transmissão dos problemas de fertilidade para os filhos.

    Esportes podem causar infertilidade

    FALSO

    Geralmente, a infertilidade só pode ser causada na prática de esportes ou qualquer outra atividade física quando provocam danos ou lesões nos testículos ou no aparelho reprodutor masculino.

    No entanto, alguns esportistas profissionais, como corredores de maratonas ou outros profissionais de alto desempenho, podem ter problemas de infertilidade.

    A abstinência sexual melhora a fertilidade

    VERDADEIRO

    A abstinência sexual influencia diretamente na quantidade e qualidade dos espermatozóides presentes na ejaculação. Se a abstinência for de menos de um dia, podem ser geradas ejaculações com um baixo número de espermatozóides e, no caso de abstinências mais prolongadas, elas podem provocar uma diminuição da mobilidade dos mesmos.

    Por este motivo, a OMS recomenda um período de abstinência de dois a sete dias antes de realizar um exame de sêmen.

    Alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade

    FALSO

    Esta é um dos mitos mais populares sobre a fertilidade masculina existente. No entanto, é importante levar em consideração que a libído é diferente de fertilidade. Os alimentos afrodisíacos aumentam o desejo e a libído, mas não têm qualquer influência sobre a fertilidade do homem.

    O aumento da temperatura dos testículos afeta a fertilidade

    VERDADEIRO

    Os testículos ficam fora da cavidade abdominal justamente para manter uma temperatura dois graus a menos do que a do resto do corpo.

    Sendo assim, o aumento da temperatura de maneira prolongada e constante nos testículos afeta a produção de espermatozóides.

    Infertilidade e impotência sexual são a mesma coisa

    FALSO

    A impotência sexual não afeta a qualidade do esperma e a sua qualidade de fertilização. Ela é uma disfunção que está associada à diminuição da libído, disfunção erétil e/ou falhas na ejaculação. Como dissemos acima, infertilidade não tem nada a ver com libído ou desejo sexual.

    A obesidade diminui a fertilidade

    VERDADEIRO

    Um estudo realizado pelo Dr. Gabriel de la Fuente da clínica IVI Madri, revelou que homens obesos ejaculam em média 8 milhões de espermatozóides por mililitro a menos que os homens que estão dentro do peso ideal.

    O estudo é intitulado “A influência da obesidade masculina nas taxas de gestação em ciclos de reprodução assistida com óvulos doados” e demonstra, também, que existe uma relação entre obesidade e a baixa qualidade do sêmen.

    Depois de parar de usar anabolizantes os efeitos colaterais desaparecem

    FALSO

    O uso de anabolizantes pode causar problemas na capacidade reprodutiva e impotência sexual masculina, e o seu impacto pode continuar mesmo após o abandono do seu uso.

    Ao consumir testosterona sintética, o corpo do homem diminui a produção de testosterona natural e reduz a qualidade da produção de espermatozóides

    Alguns medicamentos podem causar infertilidade

    VERDADEIRO

    Alguns medicamentos podem alterar parcial ou definitivamente a função testicular, como, por exemplo, aqueles usados no tratamento contra o câncer.

    No entanto, atualmente, existem métodos em que os pacientes com câncer congelam seus espermatozóides antes de começar a quimioterapia, de modo a preservar os saudáveis e não afetados.

    Homens que já tiveram filhos não terão problemas de fertilidade no futuro

    FALSO

    Existem algumas patologias que causam danos progressivos como, por exemplo, a varicocele, que surge na puberdade e os danos vão piorando com o passar do tempo.

    Assim sendo, em alguns casos, o homem pode ter um filho antes de apresentar problemas graves e algum tempo depois, pode aparecer problemas maiores que o impeçam de ter filhos novamente.

    Se você achou que o nosso post te ajudou a conhecer melhor os mitos e verdades mais comuns sobre a infertilidade masculina, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • 11 aplicativos para mulheres que estão tentando engravidar

    Atualmente, com o avanço da tecnologia, as mulheres possuem à sua disposição ferramentas que podem ajudar na tentativa de engravidar.

    Os aplicativos oferecem a possibilidade de calcular o período mais fértil de cada mês, além de fornecerem uma série de dicas úteis para a mulher que já conseguiu engravidar atingir uma gestação mais saudável.

    Dessa forma, eles são uma ótima opção para ajudar você e seu parceiro a saberem o melhor dia para engravidar, através do controle da ovulação e da criação de notificações sobre o período fértil.

    Além disso, os aplicativos para tentantes oferecem diversas funcionalidades para inserir dados sobre o estado de saúde da mulher.

    Leia também: o que é reprodução assistida?

    Para quem ainda está tentando engravidar:

    Há diversos aplicativos para celular, disponíveis para download gratuito nas lojas virtuais da Google e da Apple, que podem ajudar a aumentar as chances de engravidar.

    Maia

    O Maia é um aplicativo que rastreia o período fértil da mulher, calcula a próxima menstruação e possui um calendário colorido para ajudar a identificar os períodos do ciclo menstrual de maneira mais interativa.

    Além disso, o aplicativo tem uma interface limpa, de fácil navegação, além de espaços para pôr anotações pessoais de humor, peso e estado. O Maia também permite que você compartilhe os seus dados para que o seu companheiro, por exemplo, possa acompanhar os seus ciclos.

    Woman Log

    O Woman Log serve para identificar os dias férteis, calculados a partir da data da última menstruação anotado no app. O aplicativo, por sua vez, possui um calendário que permite inserir informações como peso, humor, últimas relações sexuais e uso de medicamentos.

    Além disso, o aplicativo possui uma tabela que mapeia todos os sintomas de TPM, como, por exemplo, cólicas, dor de cabeça, micoses, dores no corpo, entre outros.  

    Nesse sentido, com o fim de expor informações mais assertivas acerca da intensidade de cada ciclo, um gráfico comparativo entre os meses anteriores é mostrado no app.

    Dessa forma, o Woman Log permite criar alertas e notificações sobre o período menstrual, dias férteis e regularidade do ciclo.

    Ovia Fertility

    O Ovia Fertility é um aplicativo um pouco mais complexo. Através dele, é possível ter uma visão panorâmica da saúde reprodutiva da mulher, com dados sobre ciclos de ovulação.

    Um dos principais diferenciais do aplicativo é a possibilidade de ser vinculado a aplicativos fitness e ao Apple Health, importando os dados dos mesmos e cruzando com as informações dos ciclos. Outra característica peculiar é que o aplicativo permite a interatividade entre os usuários.

    Natural Cycle

    O Natural Cycle tem como principal objetivo a precisão no rastreio da fertilidade. A principal diferença deste aplicativo, por sua vez, é a possibilidade de compartilhar os dados com o parceiro para planejar melhor as relações nas datas da ovulação.

    Clue

    O Clue é um dos aplicativos mais famosos da categoria. Ele é conhecido por fornecer mais detalhes sobre cuidados médicos e oferece diversas opções para monitorar o ciclo menstrual e outras informações como, por exemplo, cólicas, humor, entre outros.

    O aplicativo também permite registrar o fluxo menstrual, sintomas de TPM e ovulação. Além disso, ele oferece a possibilidade de receber previsões precisas e lembretes do calendário da sua próxima menstruação.

    My Fertile Food

    Um dos diferenciais do My Fertile Food é que ele apresenta dicas de como aumentar a fertilidade feminina. Nesse sentido, ele traz sugestões práticas e fáceis de serem aplicadas no dia a dia, como comidas mais indicadas e melhores dias para manter relações sexuais.

    O aplicativo, por sua vez, apresenta os dados de acordo com o que for introduzido, o cálculo do período fértil e da ovulação.

    Além de ser um aplicativo que ajuda no processo para engravidar, ele também orienta a ter uma vida mais saudável.

    Meu Calendário

    O Meu Calendário é um aplicativo que funciona como um diário. Nele, a mulher pode preencher com as suas informações médicas relacionadas ao ciclo menstrual ou gravidez.

    Além disso, como todos os outros aplicativos para engravidar, ele permite registrar o ciclo, calcular a ovulação e enviar notificações.

    Glow Ovulation and Fertility Tracker

    O Glow Ovulation and Fertility Tracker existe há alguns anos e se tornou conhecido como um aplicativo para o rastreamento da fertilidade. Dessa forma, ele fornece um calendário de ovulação indicando os dias mais férteis, através da análise de informações sobre a ovulação, ciclo menstrual, humor, temperatura do corpo, temperatura basal, entre outros.

    Menstrual Calendar

    O Menstrual Calendar se destaca como uma derivação da tabelinha. O aplicativo calcula a ovulação, os ciclos menstruais e ainda permite inserir informações pessoais de saúde, frequências das relações sexuais, uso de medicamentos e exames de gravidez.

    Para quem acabou de engravidar

    Há, também, diversos aplicativos para celular, disponíveis para download gratuito nas lojas virtuais da Google e da Apple, para auxiliar quem acabou de engravidar.

    Sprout Pregnancy

    Para quem acabou de descobrir a gravidez, este é considerado um dos aplicativos mais bem ilustrados, possuindo imagens impressionantes do desenvolvimento fetal, adaptadas ao gênero do bebê.

    O aplicativo, por sua vez, disponibiliza uma série de informações que ajudam a futura mãe a melhorar a sua qualidade de vida e do seu bebê.

    Além disso, o Sprout Pregnancy disponibiliza um calendário médico, linha do tempo da gravidez, contador de chutes e um cronômetro de contração.

    Estou Grávida

    O aplicativo Estou Grávida possui uma coleção de dicas para preparar a gestante para a sua nova vida de mamãe. Nesse sentido, ele disponibiliza informações de alimentação saudável e outras sobre saúde para a mulher e o bebê, com o objetivo de proporcionar uma gestação mais tranquila e saudável.

    Considerações finais

    A tecnologia é um facilitador e não um solucionador de problemas. Por isso, é importante lembrar que é imprescindível buscar acompanhamento médico especializado, independentemente do uso dos aplicativos. Nesse sentido, eles não dão diagnósticos e servem apenas para auxiliar.

    Dessa maneira, consulte sempre o seu médico para um diagnóstico preciso e para saber as melhores opções de tratamento para engravidar existentes.


    Está tentando engravidar? Confira as dicas que separamos para ajudar você a realizar esse sonho. Ao clicar na imagem abaixo, você poderá fazer o download do nosso infográfico 7 dicas para quem quer engravidar em 2022.

    infográfico 7 dicas para engravidar em 2022
  • Quais sinais indicam que a mulher pode ter problemas de fertilidade?

    Quando existe algum problema em nosso organismo, o corpo envia sinais biológicos indicando que algo não está indo bem. Esses sinais podem estar indicando possíveis problemas de fertilidade feminina.

    Assim sendo, se você está com dificuldade para engravidar, é muito importante ficar atenta aos sinais biológicos enviados pelo seu corpo, para descobrir as possíveis causas desse impedimento para engravidar.

    Pensando nisso, elaboramos este post para que você conheça os sinais que indicam que a mulher pode ter problemas de infertilidade.

    Boa leitura!

    Idade

    As mulheres já nascem com uma grande quantidade de óvulos e, desde o momento do nascimento, começa a perdê-los. A partir do momento em que a mulher começa a menstruar e vai envelhecendo, a qualidade e quantidade dos óvulos diminui gradualmente.

    Aos 35 anos de idade, a mulher já perdeu cerca de 10% dos óvulos que tinha no dia do seu nascimento, e a medida que vai envelhecendo, essa quantidade despenca a tal ponto que aos 40 anos de idade, a mulher possui apenas 2,5% dos óvulos que tinha quando nasceu.

    Assim sendo, quanto mais tarde a mulher decidir ter filhos, mais difícil será a fecundação, além da possibilidade de apresentar problemas de fertilidade.

    Peso

    Tanto o excesso como a falta de peso, podem impactar negativamente a fertilidade da mulher. O baixo peso pode provocar irregularidades no ciclo menstrual, que podem ser indícios de ausência de ovulação.

    Já no caso do excesso de peso, ele produz substâncias chamadas adipocinas, que afetam o bom funcionamento das células do corpo e afetam a qualidade dos óvulos.

    Tabagismo e alcoolismo

    Maus hábitos e vícios não saudáveis, como o tabaco e o álcool, interferem diretamente na possibilidade da mulher engravidar.

    As toxinas presentes nessas substâncias diminuem significativamente a qualidade dos óvulos e a possibilidade de uma fecundação saudável. Além disso, essas toxinas podem ter um impacto negativo na saúde do bebê.

    Dor durante as relações sexuais

    Sentir dores durante as relações sexuais pode ser sinal de alguma anormalidade ou problema no útero, como, por exemplo, miomas que o deixam rígido, e se não for tratado, pode causar problemas de fertilidade.

    Procedimento médicos agressivos

    Tratamentos mais agressivos como, por exemplo, a quimioterapia ou radioterapia, podem comprometer ou até interromper a ovulação, o que pode gerar grandes dificuldades para engravidar.

    Esses tratamentos destroem as células tumorais mas, por outro lado, atingem as células germinativas, onde são armazenados os óvulos.

    Ciclo menstrual irregular

    O ciclo menstrual irregular pode ser um indício de anomalias como a síndrome dos ovários policísticos (SOP) que podem causar problemas de fertilidade.

    Normalmente, o ciclo menstrual tem uma duração entre 28 a 30 dias. No caso da mulher menstruar mais de uma vez por mês, não ter uma data certa para menstruar ou ficar mais de um mês sem menstruar, o recomendado é fazer uma avaliação médica.

    Síndrome dos Ovários Policísticos

    A síndrome dos ovários policísticos (SOP) ocorre com o aumento do volume dos ovários e o aumento da produção de hormônios androgênios. Essas alterações hormonais dificultam a ovulação e ocasionam problemas de fertilidade.

    Por outras palavras, a síndrome dos ovários policísticos ocorre quando existe uma irregularidade na produção hormonal, mais precisamente em relação à produção de testosterona e ao surgimento de pequenos cistos nos ovários. Essa patologia pode causar falhas no ciclo menstrual, acne, obesidade e aumento de pêlos no corpo.

    Cólicas menstruais intensas

    As cólicas menstruais são normais, no entanto, se a dor for muito forte, insuportável, isso pode indicar alguma anormalidade ou doença como, por exemplo, a endometriose, que é a principal causa da infertilidade feminina.

    Endometriose

    A endometriose ocorre quando o tecido que cobre a cavidade uterina (endométrio) se forma fora do útero. Isso pode comprometer diversos órgãos como, por exemplo, os ovários, a bexiga e a região retrocervical.

    É uma doença comum em mulheres em idade fértil (até os 35 anos de idade) e é uma das principais causas da infertilidade feminina. Os sintomas mais frequentes da endometriose são dores fortes ao evacuar, urinar e durante as relações sexuais. Além disso, ela pode provocar fadiga e diarreia.

    Dores pélvicas

    Inflamações na região das trompas causam dores incomuns e constantes na pélvis, e quando não tratadas corretamente, podem se agravar e causar problemas de fertilidade.

    As dores na pélvis podem indicar sinais de mioma, provenientes do crescimento do útero que vai pressionando a pélvis e o abdómen.

    Miomas

    Os miomas são nódulos benignos na parede do útero que podem causar dores e sangramentos vaginais. Eles são hereditários e podem atingir tamanhos semelhantes a uma gestação de 5 ou 6 meses.

    Os métodos de tratamento mais recomendados para os miomas são cirurgia e medicamentos.

    Alterações tubárias

    As alterações tubárias podem ser provenientes de infecção, gonorréia, apendicite, gestações fora do útero (ectópicas) que bloqueiam a tuba uterina, impossibilitando a gravidez.

    A tuba uterina é o local onde ocorre a fecundação, por esse motivo, é essencial que não haja qualquer obstrução para que a fertilização ocorra sem problemas.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a entender os possíveis sinais que indicam que a mulher pode ter problemas de fertilidade, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Não consigo engravidar. O que fazer?

    Quando o casal decide que é hora de ter um bebê e deixa de usar o método contraceptivo, a expectativa de um teste de gravidez positivo aumenta a cada mês. Em alguns casos, após inúmeras tentativas, a gravidez não acontece espontaneamente.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de apenas 15% dos casais apresentam algum tipo de problema de fertilidade. Por essa razão, é considerado infertilidade apenas quando o casal não consegue engravidar após um tempo de espera determinado de acordo com diversos fatores, como, por exemplo, a idade da mulher.

    Conforme o tempo passa, e após inúmeras tentativas sem sucesso, existem algumas medidas que podem ser tomadas para ajudar na concepção.

    Pensando nisso, elaboramos este e-book gratuito para ajudar você a entender os principais motivos que podem estar dificultando o processo da sua gravidez.

  • O que esperar da consulta com um especialista em fertilidade?

    Se você vai encontrar pela primeira vez um especialista em fertilidade, é normal ainda não ter certeza do que esperar dessa consulta.

    Nesse primeiro atendimento, você deve fornecer o máximo de informações possíveis acerca do histórico de saúde do casal e, deve também iniciar uma relação de confiança com o profissional, afinal ele vai te acompanhar durante todo o processo.

    Por esse motivo, é importante que você tenha em mente o que esperar da consulta. E pensando nisso, preparamos este artigo para que se sinta pronto(a) para dar esse grande passo.

    Boa leitura!

    Qual o melhor momento de buscar orientação médica para engravidar?

    Algumas vezes, o momento para engravidar não ocorre quando desejamos. Existem alguns casos em que os casais apresentam dificuldades para engravidar. Por isso, antes de buscar uma orientação médica, é preciso levar em consideração alguns fatores e realizar um tipo de “checklist da fertilidade”. E o que isso significa?

    O tempo de espera para um casal aparentemente saudável procurar um especialista em medicina reprodutiva é de um ano, ou melhor dizendo, 12 ciclos menstruais.

    Isto é, se a mulher não tiver mais do que 35 anos de idade, pois a partir dessa idade, a mulher começa a perder a fertilidade – não que seja  impossível de engravidar-, mas é um pouco mais difícil.

    O checklist da fertilidade acontece em três etapas:

    1. A primeira etapa é uma consulta com o casal, onde o médico vai fazer perguntas sobre o histórico de saúde de cada um, assim como a frequência que o casal mantém relações, e a quanto tempo estão tentando conceber um bebê;
    2. Na segunda etapa são feitos alguns exames físicos, em ambos, para detectar doenças sexualmente transmissíveis, varicocele ou outro tipo de problema;
    3. Na terceira e última etapa, podem ser solicitados exames individuais. A mulher fará exames como: ultrassom, transvaginal, histerossalpingografia e laparoscopia. Já o homem deverá realizar os seguintes exames: ultrassonografia dos testículos, espermograma e biópsia de testículo.

    Se quiser saber mais sobre qual o momento de buscar orientação médica para engravidar, aqui no blog temos um post mais completo falando sobre o assunto.

    Para resumir, podemos dizer que homens e mulheres devem procurar especialistas caso encontrem problemas para engravidar de forma espontânea, no tempo de espera considerado normal para uma gravidez natural ocorrer.

    O homem pode consultar um urologista e a mulher um ginecologista para fazer uma avaliação geral e terem o encaminhamento para profissionais especializados, caso necessitem de uma investigação mais aprofundada.

    Embora muitos casais sejam afetados pela infertilidade, atualmente existe um amplo conhecimento médico acerca da temática, incluindo tratamentos eficazes para que você possa realizar o sonho de ter um filho.

    Preparação para a consulta

    Como dissemos acima, a melhor maneira de aproveitar ao máximo a sua consulta com um especialista é saber o que esperar do atendimento. Para isso, é fundamental que você siga algumas dicas:

    Descrição do problema

    Anote as informações mais importantes, que incluem quando você começou a tentar engravidar, se monitorou a ovulação e com que frequência você e seu parceiro têm tido relações sexuais. Estes fatos podem fornecer importantes pistas sobre o que está causando sua dificuldade para ter um bebê.

    Informação médica

    Tenha em mãos a lista do histórico clínico, de exames médicos realizados, bem como os nomes e dosagens de medicamentos, suplementos e vitaminas que estão utilizando. Não se esqueça de incluir detalhes sobre avaliações de infertilidade ou tratamentos anteriores.

    Lista de perguntas

    Pode ser difícil lembrar de tudo que é preciso perguntar ao seu especialista em fertilidade, então uma lista de perguntas pré produzidas pode ajudar na sua primeira consulta.

    A primeira consulta

    A primeira consulta com o especialista em fertilidade serve para levantar informações e definir um planejamento.

    Geralmente, a sua primeira consulta será uma espécie de conversa significativa e sincera com o seu médico. É uma oportunidade para o médico conhecer o seu histórico de saúde e você se familiarizar com o especialista que vai acompanhar todo esse processo.

    Seu especialista em fertilidade também pode solicitar que você faça exames de sangue,  urina e um exame pélvico.

    Estes exames são importantes no processo para recolher informações, pois fornecem detalhes sobre sua saúde física e o seu potencial reprodutivo. A análise de sêmen também fornece dados essenciais, e este exame também deve ser pedido.

    Sugestões de perguntas para a primeira consulta

    Mencionamos aqui que é uma boa idéia levar uma lista de perguntas para a sua primeira consulta. Por isso, reunimos algumas perguntas para ajudar a montar a sua lista de perguntas com mais precisão:

    1. Quais são as possíveis opções de tratamento para o nosso caso?

    2. Que tratamento você recomenda?

    3. Qual a probabilidade de sucesso do tratamento sugerido?

    4. Como funciona o tratamento?

    5. Existem outras opções de tratamento?

    6. Quanto custará o tratamento e quais as formas de pagamento?

    Se você achou que o nosso post ajudou a saber o que esperar da consulta com um especialista em fertilidade, e se sente preparada para dar o próximo passo, clique aqui e conheça a nossa clínica.

    O nosso compromisso com a ciência e com ser humano será sempre gerar possibilidades para a vida.

  • O que é e como funciona a Inseminação Artificial?

    A Inseminação Artificial (IA) é um procedimento da medicina reprodutiva de baixa complexidade para casos de infertilidade conjugal. Desta forma, o sêmen é previamente selecionado e inserido na cavidade uterina da mulher durante o período fértil aumentando as chances de uma gravidez. 

    No texto abaixo, vamos tirar todas as dúvidas sobre a Inseminação Artificial, explicando o que é a técnica e como funciona.

    Boa leitura!

    Atualizado em: 04/10/2023

    O que é a Inseminação Artificial?

    A Inseminação Artificial é um tratamento de infertilidade que introduz espermatozoides selecionados na cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo. Dessa forma a fertilização acontece dentro do corpo feminino. 

     A técnica foi testada na década de 70 e durante muito tempo foi a única alternativa para casais com problemas de infertilidade. Atualmente, a Inseminação Artificial é usada apenas em casos leves de infertilidade masculina e feminina, e uma de suas vantagens é ter poucos efeitos colaterais.

    Etapas da inseminação artificial

    Para que a Inseminação Artificial aconteça é preciso que sejam realizadas algumas etapas. Além disso, é necessário que a mulher tenha pelo menos uma das trompas pélvicas e que o homem possua uma concentração mínima de espermatozoides móveis.

    Sendo assim, o médico acompanha o desenvolvimento do óvulo através de ultrassonografias, o sêmen é coletado e introduzido no colo uterino. 

    Confira as fases da Inseminação Artificial:

    Estimulação ovariana

    A Inseminação Artificial ocorre durante a ovulação da mulher. No entanto, para aumentar o potencial do tratamento, é realizada a estimulação ovariana. Este processo consiste no uso de medicações que induzem o desenvolvimento folicular

     Durante o período de estimulação, realizam-se ultrassonografias e podem ser verificados os níveis de estradiol no sangue para comprovar o crescimento dos folículos.

    Maturação dos óvulos/Indução da ovulação

    Depois que os folículos alcançaram o tamanho adequado, administra-se a injeção de hCG, hormônio que provoca a maturação e liberação dos óvulos. Deste modo, a inseminação acontece de 24 a 36 horas depois de aplicada a medicação, quando a mulher estará ovulando.

    Portanto, este será o momento ideal para introduzir os espermatozoides no útero.

    Preparação do sêmen

    A preparação dos espermatozoides acontece duas horas antes da inseminação programada. Ela consiste na coleta dos gametas masculinos por meio de masturbação e na sequência, a seleção em laboratório dos espermatozoides com maior potencial de fecundação.

    Contudo, para obter uma melhor qualidade espermática, é recomendado respeitar um período de 2 a 5 dias de abstinência sexual. Além disso, deve-se evitar estresse, consumo exagerado de álcool e não fumar.

    Inseminação

    A etapa final do processo é a inseminação, na qual são introduzidos os espermatozoides selecionados no corpo da mulher. O procedimento é rápido e não tem a necessidade do uso de anestesia, sendo semelhante ao exame de papanicolau.

    Nesse sentido, insere-se um bico de pato na vagina da e depois um cateter bem fino, por onde passam os gametas.

    Após esse procedimento, o tratamento está concluído. Então, inicia a beta espera, que é o tempo de espera para a confirmação da gravidez.

    Diferença entre Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro 

    Muita gente acredita que Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro (FIV) são a mesma coisa, mas não são. Apesar das técnicas terem semelhanças como a indução da ovulação e a coleta de esperma, são procedimentos da reprodução assistida diferentes. Confira os dois tratamentos:

    Inseminação Artificial

    Como já vimos, a Inseminação Artificial (IA) é uma técnica de baixa complexidade e muito usada em casos leves de infertilidade do casal. Nesse sentido, o tratamento consiste na introdução dos espermatozoides qualificados diretamente na cavidade uterina da mulher. Desta forma, o procedimento facilita o encontro dos gametas para que a gravidez aconteça dentro do corpo feminino.

    Fertilização In Vitro

     A Fertilização In Vitro (FIV) é uma técnica mais complexa, de várias etapas, que consiste na fecundação em laboratório, ou seja, fora do corpo da mulher. Nesse sentido, o procedimento pode durar cerca de 20 dias, em casos de transferências de embriões a fresco. 

    Desta forma, no tratamento é preciso fazer a estimulação ovariana com o auxílio de altas doses de medicamentos hormonais para que cresçam vários folículos dominantes. Depois, há a punção dos óvulos e a coleta de espermatozoides. A fecundação e o cultivo embrionário são realizados em laboratório, e na sequência, acontece a transferência do embrião ao útero da mulher.

    Desta forma, o principal fato que diferencia os dois tratamentos é a etapa da fertilização do óvulo. Enquanto na Inseminação Artificial a fecundação acontece dentro do corpo da mulher, na FIV o embrião é formado no laboratório e posteriormente transferido ao útero materno.

    Vale ressaltar ainda que se por um lado a Inseminação Artificial é um procedimento mais simples por outro, a FIV é mais assertiva, com taxas de sucesso por volta do 45%. 

    No entanto, uma avaliação completa de cada caso é o que vai determinar qual o melhor método para realizar o sonho de ter um filho. 

    Influência da idade no sucesso da inseminação artificial  

    De forma geral, as taxas de sucesso do tratamento de Inseminação Artificial, por ciclo, ficam em torno de 20%. No entanto, quanto maior for a idade da mulher, menores são as chances de engravidar. Logo, depois dos 35 anos, a probabilidade de engravidar é menor do que 15%, e acima de 40 anos, a porcentagem cai para 1% a 5%.

    Veja quando não se indica a Inseminação Artificial:

    • Risco de doenças genéticas que requerem estudo dos embriões, o que só é possível na Fertilização in Vitro;
    • Casos de laqueadura ou vasectomia;
    • Casos de endometriose, dependendo do estágio das regiões afetadas pela patologia;
    • Casos de obstrução tubária bilateral.

    Cuidados e preparativos antes da inseminação

    Toda a preparação antes da Inseminação Artificial é acompanhada por um especialista. No caso das mulheres, cerca de 10 dias antes do procedimento é preciso fazer a estimulação ovariana com medicamentos hormonais. Assim, os espermatozoides serão introduzidos no dia da ovulação tendo um maior potencial de fecundação.

    Já nos homens, o sêmen é coletado através da masturbação no dia da inseminação. Nesse sentido, aconselha-se abstinência sexual de 2 dias para que haja maior contagem espermática, e aumente, assim, as chances de sucesso de gravidez. 

    Após, o material é enviado ao laboratório que avalia e seleciona os melhores espermatozoides para a aplicação no colo uterino. Contudo, em alguns casos, como em casais homoafetivos ou mulheres sem parceiro, o esperma utilizado pode ser do banco de sêmen.   

    Depois de realizado o procedimento, a mulher continua tomando suplementos hormonais de acordo com indicação médica. Assim, passados 14 dias, é indicado fazer um teste de gravidez para verificar se o tratamento teve sucesso. 

    Perguntas frequentes sobre Inseminação Artificial  

    Como vimos, a Inseminação Artificial é uma das técnicas da medicina reprodutiva para casos leves de infertilidade conjugal. No entanto, mesmo sendo um procedimento de baixa complexidade, ainda existem algumas dúvidas sobre o tratamento. A seguir vamos tentar responder as perguntas mais frequentes sobre o assunto.

    Para quem é indicado a Inseminação Artificial?

    A Inseminação Artificial é indicada, principalmente, para mulheres e homens que apresentem casos leves de infertilidade. Da mesma forma, casais homoafetivos femininos e mulheres solteiras que desejem ter filhos biológicos também podem recorrer ao método. 

    Qual a duração do tratamento?

    O tratamento, entre o início das medicações e a confirmação ou não da gravidez dura em torno de um mês. Deste modo, a mulher começa o procedimento no princípio do ciclo menstrual por cerca de 15 dias, e a inseminação é realizada próxima à ovulação, que normalmente coincide com o período fértil da mulher.

    Após 14 dias é feito o teste de gravidez para verificar o sucesso da Inseminação Artificial.. Caso não tenha havido fecundação, é possível tentar novamente no próximo ciclo.

    Posso escolher o sexo do bebê?

    Não! Uma vez que o sexo do bebê é determinado pelo espermatozoide (que pode conter o cromossomo X ou Y), a colocação de milhões de espermatozoides no útero torna possível a fertilização do óvulo tanto por espermatozoides X como Y. Além disso, tratamentos para escolha do sexo só são permitidos em situações específicas como algumas doenças hereditárias. No entanto, a técnica que permite esta avaliação é a Fertilização in Vitro com biópsia dos embriões.

    Posso ter gêmeos com uma Inseminação Artificial?

    Pode! O estímulo ovariano que precede a Inseminação Artificial pode fazer com que ocorra o desenvolvimento simultâneo de mais de um óvulo. Desta forma, há a possibilidade de ocorrer a implantação de mais de um embrião, transformando-se em uma gestação gemelar.

    Quais as possíveis complicações?

    Apesar de serem raros, algumas mulheres relatam sangramentos após a inseminação, o que deve ser comunicado ao médico ou à gestação de gêmeos. Embora estes problemas não sejam muito frequentes, a mulher deve ser acompanhada pela clínica de reprodução assistida e pelo médico obstetra para tratar a sua ocorrência.

    Se você achou que o nosso post te ajudou a conhecer um pouco mais sobre a inseminação artificial, clique aqui e conheça as melhores técnicas da Medicina Reprodutiva no Brasil.

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  • O que é Cisto de ovário? Saiba como identificar os sintomas

    O cisto no ovário é uma bolsa cheia de líquidos que se forma dentro ou ao redor do ovário, e que pode resultar em dor, atraso na menstruação ou dificuldade para engravidar.

    Geralmente, o aparecimento de cistos nos ovários não provoca sintomas e não precisa de tratamento específico, normalmente, a tendência é que eles desapareçam naturalmente. No entanto, quando o cisto cresce muito, se rompe ou quando ele fica torcido no ovário, podem surgir sintomas como dor no abdômen e menstruação irregular, que podem piorar durante a ovulação, contato íntimo ou devido aos movimentos intestinais.

    Tipos de Cisto de ovário

    Existem vários tipos de cisto de ovário, eles são:

    Cisto folicular:

    Forma-se quando não há ovulação ou quando o óvulo não sai do ovário durante o período fértil. Geralmente, não apresenta sintomas e não necessita de tratamento. Seu tamanho pode variar de  2,5 cm à 10 cm e normalmente diminui de tamanho entre 4 a 8 semanas, e não é considerado câncer.

    Cisto de corpo lúteo:

    Pode surgir após a liberação do óvulo. Seu tamanho varia entre 3 e 4 cm e pode se romper durante o contato íntimo, mas não é necessário tratamento específico.Se houver dor intensa, queda da pressão e batimento cardíaco acelerado, pode ser necessário retirar através de cirurgia por laparoscopia.

    Cisto de Teca-luteína:

    Acontece raramente, sendo mais comum nas mulheres que tomam remédios para engravidar.

    Cisto hemorrágico:

    Acontece quando há sangramento na parede do cisto para o seu interior, podendo causar dor pélvica.

    Cisto dermoide:

    também chamado de teratoma cístico maduro, que pode ser encontrado contendo cabelo, dente ou fragmento ósseo, sendo preciso laparoscopia.

    Fibroma ovariano:

    É uma neoplasia mais comum na menopausa, o tamanho pode variar, desde microcistos, até pesarem 23 kg, e devem ser retirados por cirurgia.

    Endometrioma ovariano:

    Surge em casos de endometriose nos ovários (presença do endométrio fora do útero), necessitando ser tratado com remédios ou cirurgia.

    Cisto adenoma:

    Cisto ovariano benigno, que deve ser retirado através de laparoscopia.

    Além disso, o diagnóstico do cisto no ovário pode ser feito através de exames como palpação da região pélvica, ultrassonografia transvaginal, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

    O ginecologista também pode pedir o teste de gravidez  (Beta HCG) para excluir a possibilidade de gravidez ectópica, que apresenta os mesmos sintomas, e ainda ajuda a identificar o tipo de cisto que a mulher possui.

    Após a identificação do cisto no ovário, o médico ginecologista também pode solicitar exames de sangue para verificar se o cisto é maligno ou benigno.

    Causas para o cisto de ovário

    É mais comum encontrar cistos em mulheres entre 20 e 35 anos de idade, durante o período fértil, mas também podem ser detectados também em mulheres que já estão na menopausa.

    Entre as principais causas para a formação do cistos no ovário estão o histórico familiar e o uso de alguns medicamentos, como por exemplo, remédios para estimular a ovulação.

    Nesse sentido, o tipo de cisto mais comum é o cisto funcional e ele surge quando há crescimento do folículo no entanto não ocorre a sua rotura (anovulação). Deste modo, o folículo continua crescendo e pode atingir um tamanho bem maior que o habitual.

    Sintomas do cisto de ovário

    É raro um cisto de ovário apresentar sintomas, no entanto, quando este evidenciar um tamanho muito grande, podem surgir sintomas como:

    a. Dor no ovário, do lado onde está o cisto;

    b. Dor durante a ovulação;

    c. Dor durante o contato íntimo;

    d. Atraso da menstruação;

    e. Aumento da sensibilidade nas mamas;

    f. Sangramento vaginal fora do período menstrual;

    g. Aumento de peso;

    h. Dificuldade para engravidar.

    Como o cisto de ovário pode dificultar a gravidez?

    Os cistos de ovário podem ser encontrados em uma a cada quatro mulheres. Eles não causam infertilidade, no entanto podem causar dificuldades para engravidar.

    Isso acontece porque os cistos de ovário podem provocar alterações hormonais, disfunções no processo ovulatório e irregularidade ou ausência de menstruação. Sendo assim, quando os cistos permanecem muito tempo nos ovários, eles podem dificultar novas ovulações.

    Tratamento para cisto de ovário

    O tratamento mais comum para o cisto de ovário é esperar que ele diminua de tamanho sozinho, sem necessidade de tratamento.

    No entanto, o cisto ovariano também pode ser tratado com a ingestão regular da pílula anticoncepcional (que deve ser indicada pelo seu médico), e quando provoca sintomas ou dificulta o funcionamento do ovário, pode-se recomendar a cirurgia para retirada do cisto, sem retirar o órgão.

    Nos casos mais graves, em que o cisto é muito grande e apresenta indícios de câncer, ou em caso de torção do ovário, pode ser necessário retirar completamente o ovário.

    Além disso, a principal dica é que, se você tiver dores abdominais e pélvicas muito fortes, acompanhadas de febre e vômito, deve procurar um especialista. Faça uma avaliação médica para obter o diagnóstico correto e procurar o tratamento adequado para o seu caso.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a saber um pouco mais sobre o cisto de ovário, clique aqui e conheça as melhores técnicas da Medicina Reprodutiva no Brasil.

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  • 5 fatos sobre a fertilidade feminina

    Atualmente, a medicina conta com técnicas e equipamentos modernos, capazes de analisar a fertilidade feminina e solucionar os casos de infertilidade. No entanto, os tratamentos existentes e os resultados esperados ainda são baseados em probabilidades.

    Já vimos aqui que, a fertilidade feminina é influenciada por vários fatores e a melhor forma de evitar um desgaste físico e emocional é estar informada sobre cada etapa da gravidez.

    Deste modo, preparamos este artigo com 5 fatos sobre a fertilidade feminina que você precisa conhecer.

    Boa leitura!

    Ciclos menstruais regulares são sinal de ovulação normal

    A maior parte das mulheres tem ciclos menstruais regulares e previsíveis, com uma duração que pode variar entre 28 e 30 dias.

    No entanto, existem algumas doenças, como a síndrome do ovário policístico (SOP), que caracteriza-se pela existência de ciclos anovulatórios, ou seja, ciclos menstruais em que não ocorrem a libertação de um óvulo a partir dos ovários.

    A fertilidade feminina é determinada por fatores genéticos e pela quantidade de óvulos com que a mulher nasce

    As mulheres nascem com uma média de 2 milhões de óvulos em seus ovários. Nesse sentido, por cada ovulação ocorrida durante a sua vida reprodutiva, cerca de 1.000 desses óvulos passam por um processo de morte celular programada.

    É importante destacar que alguns hábitos pouco saudáveis, como o consumo de drogas ou tratamentos como a quimioterapia, podem acelerar o processo de morte celular e provocar uma menopausa precoce.

    Dessa maneira, o número de óvulos com que as mulheres nascem determina também o tempo durante o qual ela se mantém fértil. Nesse sentido, através da contagem do número de óvulos no nascimento da mulher, é possível saber até que idade ela será fértil.

    O controle da temperatura basal não é a forma ideal de identificar o momento da ovulação

    O controle da temperatura basal é um dos métodos mais antigos para identificar o momento da ovulação. Ele envolve, por sua vez, a medição, via retal, da temperatura do corpo na parte da manhã, antes de fazer qualquer esforço.

    Em teoria, um pico na temperatura basal é sinal de que o corpo está produzindo progesterona, que pode indicar uma ovulação recente. No entanto, como a temperatura basal só aumenta após a ocorrência da ovulação, fica difícil programar as relações sexuais para o momento ideal.

    O método mais rigoroso para identificar a ocorrência da ovulação é a utilização de kits de diagnóstico que detectam a presença, na urina, do hormônio que desencadeia ovulação, o chamado hormônio luteinizante (LH).

    A maioria das mulheres que sofram de obstrução das trompas desconhece que ela pode ter tido origem numa infecção pélvica

    A principal causa da obstrução das trompas é uma doença sexualmente transmissível chamada Chlamydia Trachomatis. Normalmente, as infecções por essa bactéria são silenciosas e causam uma quantidade mínima de sintomas, podendo passar despercebidos.

    Geralmente, quando ocorrem casos de obstrução das trompas, a principal causa são as relações sexuais sem proteção.

    Por esse motivo, nas consultas médicas, é frequentemente solicitado um exame chamado histerossalpingografia, que consiste na administração de um produto de contraste, que é aplicado no útero para tirar uma radiografia que permita verificar a funcionalidade das trompas.

    O fato de já ter engravidado não é garantia de uma próxima gravidez

    São muitos os casos de infertilidade secundária, em que casais que não tiveram qualquer dificuldade na primeira gravidez não consigam ter um segundo filho.

    Esses problemas podem acontecer devido à diversos fatores, como por exemplo, o avanço da idade da mulher ou a diminuição da qualidade do esperma do homem (causada por exposição a agentes tóxicos, consumo de medicamentos, álcool, cigarros, drogas, entre outros).

    Infertilidade Feminina X masculina: onde está o X da questão?

  • Mitos e Verdades sobre a Fertilidade feminina

    Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde, de 60 a 80 milhões de casais no mundo são inférteis, o que significa dizer que um em cada dez casais apresenta dificuldades para gerar filhos.

    Uma mulher que não tenha nenhum histórico de fatores ligados à infertilidade deve procurar um especialista, e o tempo ideal é de um ano após tentativas que não tenham sido positivas – como já mencionamos aqui no blog. No caso de já existir um fator de infertilidade conhecido, como por exemplo, ciclos menstruais irregulares ou quando a mulher estiver acima dos 35 anos, o casal deve procurar um aconselhamento especializado o quanto antes.

    A fertilidade feminina é um assunto delicado e deve ser tratado de forma séria, pois envolve a divulgação de muitas informações que são verdadeiras, no entanto, existem muitas outras informações circulando que são mitos e que afastam ainda mais as mulheres da tranquilidade de engravidar sem grandes preocupações.

    Neste post você vai descobrir alguns mitos e verdades sobre a fertilidade feminina.

    Boa leitura!

    Mulheres com ovários policísticos nunca engravidam

    MITO

    Por estar relacionado a problemas hormonais que interferem na ovulação, os ovários policísticos podem prejudicar a fertilidade. No entanto, ter um ultrassom com imagens sugerindo ovários policísticos (SOP), não significa que a mulher tem essa síndrome, que pode ser uma causa ovulatória de infertilidade.

    De qualquer forma, mulheres que tenham sido diagnosticadas com SOP e desejam engravidar, podem receber diversos tratamentos, como por exemplo: indução da ovulação, relação sexual programada, inseminação artificial e fertilização in-vitro. Outro ponto importante a ser destacado é a importância de bons hábitos de vida, como alimentação saudável e atividade física, para manter um peso adequado e evitar a resistência à insulina.

    Abortos frequentes podem mostrar algum problema no útero

    VERDADE

    A mulher que já sofreu abortos espontâneos com certa frequência, pode ter alguma malformação uterina, como septos, ou ainda, alterações inflamatórias/infecciosas como endometrite crônica, além de pólipos endometriais, miomas submucosos, disfunções imunológicas e trombofilias.

    Para ter um diagnóstico assertivo é necessário fazer uma avaliação médica com exames adequados como: histeroscopia diagnóstica, ressonância magnética, ultrassonografia 3D, histerossonografia e exames de sangue.

    Ter endometriose impede a gravidez

    MITO

    Durante algum tempo, a endometriose foi um impedimento para as mulheres que tentavam engravidar, pois não existia um tratamento eficaz para a patologia. No entanto, atualmente, já existem tratamentos específicos, hormonais e cirúrgicos, para fazer com que as mulheres diagnosticadas com endometriose engravidem com eficiência e segurança.

    A idade é o principal fator de impedimento na fertilidade

    VERDADE

    Quanto mais jovem for a mulher, mais fácil será para engravidar. Isso acontece devido ao fato de que a mulher perde, continuamente, os óvulos ao longo o tempo. Além disso, eles envelhecem e perdem eficiência.

    A maioria dos tratamentos para engravidar aumentam a possibilidade de gêmeos

    VERDADE

    A inseminação artificial apresenta uma possibilidade de gestação gemelar em torno de 10%, no caso da fertilização in-vitro, a probabilidade aumenta para 20%. Isso acontece porque, na inseminação artificial, se a mulher tiver dois ou três folículos crescendo, ela pode ovular em um deles, aumentando o número de óvulos expostos à possibilidade de fecundação pelos espermatozóides.

    No caso da fertilização in-vitro, é possível controlar o número de embriões que são transferidos ao útero, sendo possível reduzir as possibilidades de gêmeos a menos de 1% quando um embrião é transferido para o útero.

    A culpa da infertilidade é da mulher

    MITO

    Acreditar que a dificuldade de engravidar é culpa, exclusivamente, da mulher é um grande erro. Os homens também têm problemas de infertilidade. As taxas de infertilidade por causas femininas e masculinas são bastante semelhantes, cada uma com cerca de 40%. O restante dos casos correspondem a casos em que ambos têm algum fator que dificulta a gravidez.

    Usar pílula anticoncepcional por muito tempo provoca infertilidade

    MITO

    A pílula anticoncepcional não têm impacto nas chances futuras de engravidar. Independentemente do tempo de tratamento, ao parar com o uso do medicamento, a mulher já se encontra apta para a concepção novamente. No entanto, é importante salientar que a pílula não causa infertilidade, mas pode mascarar sintomas de outros problemas previamente existentes, como uma baixa reserva ovariana ou endometriose.

    Útero retrovertido dificulta a gravidez

    MITO

    Também conhecido como útero invertido, é uma condição natural e não caracteriza uma anormalidade. A verdade é que a posição do útero não implica infertilidade, já que os espermatozóides chegam normalmente às tubas para fertilizar os óvulos. É importante salientar que essa condição também não atrapalha os tratamentos de reprodução humana.

    Quem malha demais tem dificuldade de engravidar

    VERDADE

    Corridas de longa distância, exercícios extenuantes e uma dieta pobre em gordura, somados à alta carga de estresse físico e emocional, podem provocar amenorréia (total ausência da menstruação). Além disso, esses fatores também reduzem a produção de estrogênio, dificultando assim a gravidez.

    É possível engravidar somente com um ovário e uma trompa

    VERDADE

    A retirada de um dos ovários ou problemas nas trompas podem prejudicar a fertilidade da mulher, mas não, obrigatoriamente, impedem a gravidez espontânea. O mínimo necessário para a gravidez é ter um ovário e uma trompa em condições saudáveis.

    Alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade

    MITO

    Ter libido alta não é sinônimo de fertilidade.. Alguns alimentos podem aumentar o desejo pela relação sexual, no entanto, não vão conseguir deixar o corpo da mulher mais fértil ou apto à fecundação.

    Mesmo com tratamentos, você pode não engravidar

    VERDADE

    Existem alguns casos em que nem todos os diagnósticos em relação à infertilidade feminina podem ser definidos. Os tratamentos servem para ajudar, no entanto, dependendo das condições específicas de cada paciente, eles podem não apresentar os resultados desejados e demandar algumas tentativas a mais para conseguir engravidar.

    Se você achou que o nosso post te ajudou a conhecer melhor os mitos e verdades mais comuns sobre a infertilidade feminina, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Qual o momento de buscar orientação médica para engravidar?

    A ansiedade é uma característica comum e normal entre os casais que estão em busca de engravidar. No entanto, o tempo normal para que um mulher saudável possa engravidar sem nenhum tipo de ajuda médica é de 12 ciclos. Tudo depende de quantos dias dura o seu ciclo.

    Se o ciclo menstrual for regular, entre 28 a 30 dias, então o máximo de tempo de espera para engravidar é de 1 ano. Agora, se o ciclo for maior que 35 dias, o tempo é contado de forma diferente. Por esse motivo, o correto é contar 12 ciclos menstruais até tomar novas decisões.

    Alguns casais podem apresentar demora para que aconteça a gravidez mesmo se não houver nenhum problema aparente. Essa dificuldade se chama infertilidade não aparente, é quando não se encontra nenhum motivo para a demora da gravidez.

    Pensando nisso, elaboramos este post para que você fique sabendo qual é o momento certo de buscar orientação médica para engravidar.

    Boa leitura!

    O tempo de espera

    O tempo de espera refere-se ao período que a mulher tenta engravidar de forma espontânea. Durante esse período não é possível antecipar um diagnóstico de infertilidade, visto que existe uma certa demora natural para a concepção. Se após esse período o casal não conseguir engravidar, o ideal é procurar um ginecologista para uma avaliação médica.

    Aliás, aqui no blog temos um post falando sobre os principais motivos que podem dificultar o processo de gravidez.

    Para mulheres de até 35 anos de idade, é aconselhável procurar orientação médica, a partir de, pelo menos, um ano, mantendo relações sexuais frequentes e, principalmente, na janela fértil da mulher. Esse período de ovulação, conhecido como período fértil, ocorre entre o décimo segundo e décimo quinto dia do ciclo menstrual para a maioria das mulheres.

    A partir dos 35 anos de idade, as chance de gravidez vão diminuindo, gradativamente. Deste modo, o tempo de espera para engravidar, para mulheres de 35 a 39 anos de idade, passa a ser de seis meses. Para mulheres com 40 anos ou mais a procura por orientação médica deve ser feita logo no início.

    De acordo com os dados acima, e se, após um ano de tentativas para conceber um bebê, de forma natural, ou seja, sem nenhuma ajuda médica, e que não obtenha sucesso, o casal deve buscar orientação médica para dar início aos exames de checklist de fertilidade.

    Checklist da fertilidade

    O Checklist da fertilidade acontece em três etapas: em um primeiro momento, o médico fará uma análise da história clínica do casal. Ele vai procurar saber informações sobre quanto tempo estão tentando engravidar, se já tiveram filhos, perdas gestacionais, cirurgias realizadas, frequência de relação sexual, histórico de infecções urinárias e nos órgãos genitais, doenças tidas na infância como, por exemplo, caxumba, trauma ou torção dos testículos.

    O segundo passo do checklist é o exame físico, que visa detectar varicocele ou sinais de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Já na terceira etapa, serão feitos exames de sangue que buscam investigar as alterações hormonais.

    Após estas etapas de exames serem concluídas, serão feitos exames de maior complexidade, para o homem e para a mulher. Os homens poderão fazer exames de: ultrassonografia dos testículos, espermograma e biópsia de testículo.

    No caso das mulheres os exames poderão ser: ultrassom, transvaginal, histerossalpingografia e laparoscopia.

    É importante lembrar que mulheres que não menstruam e que apresentam os sintomas de endometriose, excesso de peso ou algum dos sintomas que apresentamos no post anterior, devem procurar um especialista para obter uma orientação, o quanto antes. Quanto mais cedo for detectado os possíveis  problemas, maiores serão as possibilidades e tratamentos efetivos.

    Se você achou que o nosso post ajudou a entender qual o momento certo para buscar orientação médica, e se sente preparada para dar o próximo passo, clique aqui e conheça a nossa clínica.

    O nosso compromisso com a ciência e com as pessoas será sempre a motivação para gerar possibilidades para a vida.

    Leia também: o que é reprodução assitida?