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  • Hormônio Antimulleriano: qual a relação com a menopausa

    A diminuição da fertilidade feminina com o avanço da idade é uma realidade, sobretudo, a partir dos 35 anos, e é a partir desse período que a liberação de óvulos pelo sistema reprodutor diminui e o envelhecimento gradual dos óvulos começa a ficar mais evidente.

    Além disso, sabemos que nos dias de hoje, as mulheres escolhem ter filhos cada vez mais tarde e, por esse motivo, preocupações em relação ao tempo que se tem para engravidar sem a necessidade de recorrer a tratamentos médicos, se tornam mais evidentes.

    E para responder a esses questionamentos, é necessário fazer uma avaliação da fertilidade. O teste de hormônio Antimulleriano (considerado o exame mais moderno para estimar a reserva ovariana), tem como principal objetivo indicar a quantidade de óvulos existentes, além de averiguar a proximidade da menopausa e estabelecer a quantidade de hormônios necessários (no caso de mulheres em processo de indução da ovulação).

    Neste post, você vai ficar sabendo o que acontece com a produção do Hormônio Antimulleriano (AMH) na menopausa e a sua relação com a fertilidade.

    Boa leitura!

    O que é o Hormônio Antimulleriano (AMH)?

    O hormônio antimulleriano é uma glicoproteína presente no organismo feminino, que serve como marcador da reserva ovariana.

    A mulher já nasce com todos os folículos que precisará durante a vida, que são as estruturas que contêm os óvulos em seu interior. Esses folículos se desenvolvem durante o ciclo menstrual e quando atingem o tamanho de aproximadamente 2 cm, rompem e liberam o óvulo que está em seu interior. Este processo é conhecido como ovulação.

    Para controlar o número de folículos disponíveis para crescimento a cada ciclo menstrual, os folículos produzem o Hormônio Antimulleriano.

    Sendo assim, podemos concluir que quanto mais folículos existir dentro dos ovários, mais elevado será o nível de HAM e vice-versa. Se a quantidade de folículos for baixa, o nível de HAM será baixo. Por este motivo, o HAM é um fator fundamental para o cálculo da reserva ovariana.

    Outro fator importante a levar em consideração é que com o passar do tempo, a quantidade de folículos diminui, e com isso, o nível de HAM também. Assim, o declínio dos níveis de HAM da mulher podem servir como predição da menopausa e do seu prognóstico reprodutivo.

    Portanto, a possibilidade de prever o futuro reprodutivo da mulher, através da dosagem do Hormônio Antimulleriano, é um fator fundamental para o aconselhamento conceptivo e contraceptivo.

    A reserva ovariana

    Como já vimos, a idade é um fator determinante para a fertilidade feminina, sendo que a partir dos 35 anos, a quantidade de óvulos presentes no ovário tende a diminuir rapidamente. Por isso, para avaliar o potencial reprodutivo da mulher, existem alguns exames capazes de detectar a reserva ovariana.

    O HAM é o exame de sangue mais moderno existente para estimar a reserva ovariana, que se dá através da mensuração do nível do hormônio produzido pelos folículos antrais.

    O exame pode ser realizado a qualquer momento do ciclo menstrual da mulher e, através da análise dos resultados, é possível estimar as chances de engravidar, pois quanto mais óvulos a mulher possuir, maiores serão as possibilidades.

    É importante ressaltar que apenas um médico especializado pode analisar com precisão o resultado do exame e que cada laboratório possui um padrão de referência. Ainda assim, veja a seguir alguns desses valores referenciais:

    • AMH < 0,16 ng/ml: MUITO BAIXA RESPOSTA;
    • AMH entre 0,16 e 1,0 ng/ml: BAIXA RESPOSTA;
    • AMH entre 1,0 e 2,0 ng/ml: MÉDIA RESPOSTA;
    • AMH entre 2,0 e 4,0 ng/ml: ALTA RESPOSTA;
    • AMH > 4,0 ng/ml: MUITO ALTA RESPOSTA.

    Sobre a menopausa

    Como já vimos no início deste post, a mulher já nasce com todos os folículos que precisará para o resto da vida. Essa reserva é utilizada desde o primeiro fluxo menstrual, também conhecida como Menarca, até a última, também conhecida como Menopausa.

    O corpo de nenhuma mulher é capaz de produzir novos folículos ao longo de sua vida, assim como não é capaz de repor os que foram despendidos. Quando morrem os últimos folículos, os ovários entram em falência e as concentrações do estrogênio e progesterona caem de maneira irreversível.

    A menopausa precoce

    A idade média que as mulheres brasileiras atingem a menopausa é entre 49 e 51 anos. No entanto, em alguns casos, a menopausa pode ocorrer precocemente, antes dos 40 anos.

    As causas da menopausa precoce ainda são desconhecidas, apesar disso, algumas hipóteses consideram fatores genéticos, imunológicos e iatrogênicos como principais motivos para o seu aparecimento.

    Embora não seja possível identificar precocemente, como já dissemos, existem alguns testes de reserva ovariana que podem mostrar o declínio da função ovariana reprodutiva, sendo que, o mais moderno, é o Hormônio Antimulleriano.

    É importante salientar também que, apesar de não ser possível evitar o quadro de menopausa precoce, é viável alertar que mulheres que desejam engravidar e tenham casos de menopausa precoce conhecidos na família, precisam procurar o seu ginecologista para um diagnóstico mais preciso.

    O tratamento da menopausa precoce consiste na reposição hormonal com estrogênio e progesterona, objetivando diminuir os sintomas do climatério e prevenir a osteoporose. Para mulheres almejando engravidar, a única alternativa é a Fertilização In Vitro.

    A menopausa precoce é pouco frequente e atinge de 1 a 3% das mulheres adultas. No entanto, se você faz parte do grupo de risco (mulheres com histórico familiar de menopausa precoce), a recomendação é procurar um especialista para pode avaliar as melhores opções de tratamentos para o seu caso.

    Considerações finais

    Como vimos neste post, o Hormônio Antimulleriano é o principal marcador da reserva ovariana e, através de um exame de sangue específico, é possível predizer o futuro reprodutivo da mulher, ou seja, através do exame HAM é viável estimar quais serão as chances de engravidar de forma espontânea.

    É um exame fundamental para mulheres que desejam engravidar, principalmente, para aquelas com casos de menopausa precoce na família, ou com idade superior a 35 anos.

    Então, se você faz parte desse grupo de mulheres, procure um médico para obter um diagnóstico preciso e identificar as soluções possíveis para o seu caso.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer melhor sobre o Hormônio Antimulleriano e a sua relação com a menopausa, clique aqui, marque uma visita e tenha os melhores tratamentos da medicina reprodutiva do Brasil. O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.


    Leia também: o que é reprodução assistida?

  • Porque a Nilo Frantz tem altas taxas de sucesso nos tratamentos?

    Ter um filho é um momento único e o sonho de muitas pessoas. No entanto, nem sempre é fácil conceber de forma natural, e para tornar o sonho realidade, pode ser necessário uma ajuda especializada.

    Mas com tantas opções disponíveis no mercado, fica difícil escolher qual é a melhor clínica de Reprodução Humana que te acompanhe em todo o processo, desde avaliar as causas que possam estar dificultando a sua gravidez até iniciar e finalizar o tratamento mais adequado.

    Pensando nisso, elaborei este post para você conhecer o que faz da Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva referência em reprodução humana no país.

    Boa leitura!

    Estrutura

    Todo o espaço da clínica Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva foi pensado e construído para oferecer aos pacientes segurança, privacidade e conforto, desde a primeira consulta até a conclusão do tratamento, guiando, orientando, evoluindo e caminhando junto por toda trajetória.

    A clínica Nilo Frantz é uma das maiores do país e, além de contar com uma infraestrutura completa, investe constantemente em equipamentos de alta tecnologia, proporcionando acesso a tratamentos de ponta aos seus pacientes.

    Equipe

    Além de toda a infraestrutura, os pacientes da clínica Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva contam com o acompanhamento de uma equipe constituída por profissionais especializados, comprometidos e qualificados nas mais diversas áreas, tais como: Medicina, Psicologia, Nutrição e Enfermagem.

    Todos os profissionais da clínica estão preparados para atender os pacientes com carinho, zelo e sensibilidade.

    Diagnóstico

    Um dos fatores mais importantes para o tratamento da infertilidade é descobrir a sua causa exata. Por esse motivo, a clínica Nilo Frantz realiza os exames mais modernos para obter diagnósticos precisos, a fim de escolher o tratamento mais eficaz.

    Os principais exames realizados na clínica são:

    Investigação feminina

    • Anamnese
    • Dosagens sanguíneas (hormônios ou anticorpos);
    • Hormônio Anti-Mulleriano;
    • Histeroscopia;
    • Histerossonografia;
    • Investigação imunológica;
    • Ultrassonografia ou Ecografia Transvaginal.

    Investigação masculina

    • Dosagens hormonais;
    • Espermograma (ou espermocitograma);
    • Punção (ou biópsia) de testículo;
    • Teste de fragmentação do DNA espermático;
    • Ultrassonografia ou Ecografia Testicular.

    Tratamentos

    A clínica oferece os tratamentos mais modernos, através da utilização de equipamentos de alta tecnologia e com altas taxas de sucesso. Sendo que os principais tratamentos são:

    Coito Programado

    O objetivo do coito programado é restabelecer a taxa média de fecundidade do casal para 10 a 20% de chance de engravidar por ciclo.

    Criopreservação (Congelamento)

    A técnica de congelamento de espermatozóides, óvulos e embriões é um método bem estabelecido e realizado na maior parte dos países e apresenta uma alta taxa de sucesso.

    Fertilização In Vitro (FIV)

    A fertilização in vitro consiste na fecundação do óvulo nos laboratórios da clínica, ou seja, in vitro.

    Inseminação Intra-Uterina (IIU)

    A inseminação artificial consiste na deposição do sêmen diretamente no interior do útero da mulher. Este tratamento é indicado nos casos em que os espermatozóides não conseguem atingir as trompas.

    Maturação In Vitro de Óvulos (IVM)

    A técnica de maturação in vitro de oócitos consiste na captação de óvulos imaturos para que sejam amadurecidos em laboratório, ou seja, in vitro.

    Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD)

    O diagnóstico genético pré-implantacional é um procedimento através do qual é realizada uma pequena biópsia que permite identificar os embriões portadores de desordens genéticas, transferindo para o útero materno apenas os embriões saudáveis.

    Screening Genético Pré-Implantacional (PGS)

    O screening genético pré-implantacional permite identificar embriões cromossomicamente normais dentre todos aqueles obtidos por reprodução assistida.

    Serviços

    Outro aspecto importante que contribui para tornar a Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva, a clínica com altas taxas de sucesso em Reprodução Humana no Brasil, são os serviços adicionais oferecidos. Tais como:

    Psicologia

    Através do serviço de psicologia, a clínica Nilo Frantz proporciona aos pacientes um espaço onde podem tirar suas dúvidas, partilhar seus anseios e medos, e receber toda orientação que mais precisar deste profissional. A equipe de psicologia tem como principal objetivo ajudar a enfrentar este momento que pode ser difícil, percorrendo o caminho para o alcance do sonho de ser mãe junto a paciente.

    Nutrição

    Uma nutrição adequada é um dos fatores que ajudam bastante no tratamento da infertilidade. Por este motivo, na clínica Nilo Frantz, os casais que necessitam de tratamentos de reprodução assistida recebem orientação e acompanhamento nutricional, com o intuito de melhorar os hábitos alimentares e estilo de vida, buscando ampliar as chances de gravidez.

    Considerações finais

    A clínica Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva é especializada na realização de procedimentos avançados para o tratamento da infertilidade por meio de técnicas de fertilização assistida.

    Além de uma excelente infraestrutura, planejada para oferecer tranquilidade e segurança aos pacientes, a clínica também se destaca pela qualidade no atendimento oferecido por uma equipe especializada que usufrui de equipamentos de alta tecnologia para tornar ainda mais efetivo o tratamento.

    Para concluir, podemos destacar que a excelência no atendimento e a preocupação com o bem-estar e conforto dos pacientes é o que faz da Nilo Frantz, uma clínica com
    altas taxas de sucesso em Reprodução Humana no país.

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  • Conheça o Hormônio Anti-Mülleriano e sua relação com a fertilidade

    O hormônio anti-mulleriano (HAM ou AHM) é um dos exames que servem para analisar o estado da reserva ovariana da mulher. Ele é, por sua vez, um marcador da reserva ovariana, que tem a finalidade de predizer qual é a quantidade de óvulos que a mulher dispõe em seus ovários.

    Em outras palavras, o hormônio anti-mulleriano (HAM ou AMH) é uma substância produzida pelas células dos ovários e é responsável por controlar o desenvolvimento dos folículos.

    Além disso, é importante saber que, com o passar dos anos, o número de óvulos presentes na mulher vai diminuindo e, com isso, as chances de engravidar também. Nesse sentido, o hormônio anti-mulleriano tem como função alertar a proximidade da menopausa e a síndrome dos ovários policísticos.

    Os óvulos, por sua vez, ficam armazenados dentro de “pequenas bolsas” de tecido epitelial nos ovários, que são chamadas de folículos ovarianos e são as responsáveis pela produção do hormônio anti-mulleriano. Ou seja, quanto mais folículos houver, maiores tendem a ser as dosagens de HAM na mulher.

    Por esse motivo, o hormônio anti-mulleriano é muito utilizado em tratamentos de reprodução assistida, principalmente para mulheres com idade superior a 35 anos ou com baixa probabilidade de engravidar.

    Além disso, o hormônio anti-mulleriano é considerado como um dos melhores marcadores da reserva ovariana da atualidade.

    Como funciona o hormônio anti-mulleriano?

    O teste é realizado através de um exame de sangue, que deve ser feito durante o ciclo menstrual da mulher. Dessa forma, quanto maior a contagem de óvulos, maiores serão as chances de conseguir engravidar.

    Embora apenas um especialista possa analisar com precisão o exame, e cada laboratório possua um padrão de referências para os níveis de hormônio anti-mulleriano, existem alguns valores referenciais:

    a. HAM < 0,16 ng/ml: Muito baixa resposta;

    b. HAM entre 0,16 e 1,0 ng/ml: Baixa resposta;

    c. HAM entre 1,0 e 2,0 ng/ml: Média resposta;

    d. HAM entre 2,0 e 4,0 ng/ml: Alta resposta;

    e. HAM > 4,0 ng/ml: Muito alta resposta.

    Atualmente, o valor de 1,0 ng/ml seria considerado o limite entre a reserva ovariana normal e a alterada. Ou seja, quando a mulher tem o hormônio anti-mulleriano igual ou superior a 1,0 ng/ml, ela tem mais chances de engravidar naturalmente. Já nos casos em que o HAM é inferior a 1,0 ng/ml, as probabilidades de engravidar diminuem.

    No entanto, é importante salientar que, embora o exame anti-mulleriano avalie a reserva ovariana e traga informações valiosas sobre a quantidade de óvulos esperados, o exame não avalia a qualidade dos óvulos, que dependem de outros fatores, como, por exemplo, a idade da mulher.

    Assim sendo, é fundamental que a análise seja complementada com outros testes, capazes de fornecer outros tipos de informação para a continuidade do tratamento da FIV, e que todo o processo seja acompanhado por um médico especialista em Reprodução Humana.

    Além disso, outros aspectos importantes a salientar é que, mesmo se a reserva ovariana for baixa, o profissional deve levar em consideração o histórico da paciente, a idade, a individualidade de cada caso e os resultados dos demais exames, para fornecer um diagnóstico mais assertivo.

    Hormônio anti-mulleriano: quando fazer o exame?

    O hormônio anti-mulleriano deve ser realizado quando há necessidade de se avaliar a reserva ovariana da mulher. O exame é obrigatório para quem precisa realizar um tratamento de fertilização in vitro (FIV) ou outro tratamento de reprodução assistida.

    No entanto, ele pode ser realizado em outras situações, como, por exemplo:

    • Em mulheres que estão fazendo uma avaliação de infertilidade;
    • Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce;
    • Avaliação de dosagem de estimulação ovariana para tratamentos de reprodução assistida;
    • Mulheres que desejam congelar os óvulos;
    • Preservação da fertilidade, normalmente, antes de passar por exames que possam prejudicar a fertilidade, como, por exemplo, a quimioterapia.

    Além disso, o exame anti-mulleriano pode ser solicitado para um médico ginecologista. No entanto, é importante ressaltar que a fertilidade é um assunto muito delicado para as mulheres, e a pessoa mais capacitada para interpretar os resultados do exame é um médico especializado em reprodução humana.

    Hormônio anti-mulleriano e sua relação com a fertilidade

    Como já dissemos, o hormônio anti-mulleriano serve para indicar a quantidade de óvulos remanescentes, mas ele também permite estimar a resposta ovariana aos tratamentos de reprodução assistida.

    Com a avaliação do resultado do HAM, dos outros exames solicitados pelo seu médico e as particularidades de cada caso, é possível escolher a melhor opção de tratamento.

    Além do mais, o resultado do exame também permite estabelecer um parâmetro para as doses necessárias de gonadotrofinas, hormônio utilizado para realização da estimulação ovariana.

    Considerações finais

    Por mais precisos que sejam os exames e os resultados, a fertilização é um processo complexo que envolve diversos fatores físicos e também psicológicos. Por esse motivo, ainda não existe unanimidade entre os médicos sobre a possibilidade de engravidar com uma reserva ovariana baixa.

    Atualmente, a medicina oferece diversas opções de tratamentos para infertilidade, e o exame anti-mulleriano serve para fornecer mais dados para que o médico especialista em reprodução humana possa indicar o melhor tratamento para cada caso.

    Por esse motivo e muitos outros, é fundamental consultar sempre o seu médico.


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  • O que é endometriose? Sintomas e tratamentos

    Endometriose é uma doença ginecológica crônica muito comum entre as mulheres, que pode dificultar ou até mesmo impossibilitar a gravidez. Se você apresenta dificuldades para engravidar, é provável que já tenha ouvido falar sobre endometriose.

    Apesar de nem sempre apresentar sintomas, e as suas causas ainda não terem sido totalmente esclarecidas pela medicina, atualmente, é possível obter um diagnóstico preciso caso se tenha a doença. Dessa forma, o médico é capaz de escolher a melhor alternativa de tratamento para a endometriose.

    Pensando nisso, este post foi elaborado para que você conheça o que é a endometriose, os seus sintomas e principais opções de tratamentos.

    Boa leitura!

    O que é o Endométrio?

    Antes de explicar o que é a endometriose, é necessário entender o que é o endométrio. O endométrio é a camada interna do útero que sofre alterações de acordo com estímulos hormonais, podendo aumentar ou diminuir a sua espessura durante o ciclo menstrual.

    No início do ciclo menstrual, o endométrio se descama, dando origem à menstruação. Quando o sangramento menstrual termina, o endométrio inicia novamente o seu processo de espessamento, até alcançar o pico máximo e novamente descamar, encerrando assim o ciclo menstrual.

    É no endométrio que ocorre a fixação do óvulo, ou seja, a fecundação e o posterior desenvolvimento da placenta e do embrião. Por outras palavras, podemos dizer que é no endométrio que os bebês se implantam, caso a mulher engravide e, caso contrário, também é o lugar por onde é eliminado no sangue menstrual.

    A endometriose

    A endometriose é uma doença ginecológica crônica em que ocorre a implantação e o crescimento benigno de tecido do endométrio fora do útero, causando reações inflamatórias. Na maioria das vezes, as zonas afetadas por essa anomalia são estruturas reprodutivas, como, por exemplo, os ovários.

    No entanto, a endometriose também pode ocorrer nas trompas de Falópio, na vagina, no peritônio ou no trato gastrointestinal e urinário, mas com menos frequência.

    As reações inflamatórias causadas pela doença podem permanecer estáveis, progredir ou até mesmo retroceder. Por esse motivo, é importante consultar um médico especialista para obter um diagnóstico preciso e escolher a tratamento mais adequado para cada caso.

    O diagnóstico da endometriose

    Quando surge a suspeita de endometriose, o primeiro passo é realizar um exame ginecológico clínico. A presença da patologia pode ser confirmada através da realização de alguns exames laboratoriais e de imagem, tais como:

    Laparoscopia

    A laparoscopia ginecológica é um procedimento cirúrgico moderno, utilizado no diagnóstico e tratamento de doenças do trato genital feminino. Além disso, é um procedimento seguro e rápido que permite ao médico visualizar os órgãos internos através da inserção de uma óptica conectada a uma câmera que processa as imagens de todo o abdômen.

    Ressonância magnética

    A ressonância magnética é um método de diagnóstico que utiliza o eletromagnetismo para fazer imagens precisas de diversas partes do corpo. Ela é utilizada para diagnosticar vários problemas de saúde, como aneurismas, tumores, alterações nas articulações ou outras lesões nos órgãos internos.

    Ultrassom endovaginal

    Trata-se de um exame diagnóstico não invasivo, realizado por via endovaginal, que emite ondas sonoras para gerar imagens em movimento das estruturas pélvicas. Este tipo de exame, por sua vez, é utilizado para a avaliação dos órgãos reprodutivos femininos, como por exemplo, o útero, os ovários e o colo uterino.

    Marcador tumoral CA-125

    O exame de CA-125 mede a quantidade deste marcador tumoral no sangue, que pode estar presente em alguns tipos de câncer ou outras enfermidades, como, por exemplo, cirrose, endometriose, hepatite, pancreatite e cistos no ovário.


    Conheça 5 sintomas de Cisto no Ovário

    No entanto, para um diagnóstico mais preciso, será necessário a realização de uma biópsia.

    Sintomas da endometriose

    Na maioria das vezes, a endometriose é assintomática. No entanto, quando existem sintomas, eles variam de acordo com a área acometida. Vejamos alguns exemplos:

    • Endometriose no pulmão: tosse com sangue;
    • Endometriose na bexiga: dor ao urinar;
    • Endometriose no intestino: dor ao evacuar e diarreia;
    • Endometriose no ciático: dores na lombar e no músculo posterior das coxas;
    • Endometriose no diafragma: dores no ombro direito e pescoço.

    Além disso, existem outros sinais que podem ajudar a diagnosticar a doença, tais como:

    • Fortes dores abdominais no período pré-menstrual;
    • Cólicas menstruais intensas;
    • Cansaço extremo;
    • Presença de nódulos ou cistos;
    • Sangramento intenso durante a menstruação;
    • Dor durante a evacuação e/ou micção;
    • Constipação e dor intestinal;
    • Náuseas e vômitos.

    Caso identifique algum desses sintomas, é importante marcar uma consulta o quanto antes com um especialista no assunto para obter um diagnóstico preciso.

    Tratamento da endometriose

    O tratamento para endometriose pode ser feito com o uso de analgésicos, hormônios ou cirurgia, dependendo da gravidade da doença e se a mulher pretende engravidar ou não.

    A principal vantagem do tratamento cirúrgico é que as chances de eliminar totalmente a doença são altas, e é muito difícil que ela apareça novamente.

    Os tratamentos hormonais ou clínicos, por outro lado, não resolvem o problema a curto prazo, mas são menos invasivos. Normalmente, nesses tipos de tratamento, são utilizados alguns medicamentos com o intuito de diminuir o sangramento menstrual.

    Outra alternativa, por sua vez, de curto prazo e bem menos agressiva, é a laparoscopia. Ela consiste em pequenos cortes feitos pelo médico para poder analisar melhor a estrutura da região afetada e cauterizar os pontos necessários.

    É importante salientar que todos os tratamentos devem ser acompanhados periodicamente pelo seu médico.

    A endometriose e a infertilidade feminina

    Embora haja relatos de mulheres que conseguiram engravidar naturalmente mesmo tendo endometriose, a doença pode dificultar a gravidez. Isso porque, em algumas situações, o endométrio pode impedir a passagem do óvulo para o útero, provocar alterações nos hormônios responsáveis pelo processo de ovulação e na implantação do embrião.

    Além disso, a endometriose também pode alterar a anatomia do aparelho reprodutor feminino, causando uma mudança de posição do útero, de modo que o espermatozoide não consiga chegar aonde precisa para que possa fecundar.

    A endometriose, por sua vez, também pode causar alterações no desenvolvimento da gestação e aumentar as chances de aborto espontâneo.

    Endometriose: cuidados necessários

    A endometriose é uma das principais preocupações entre as mulheres que desejam engravidar, pois é uma das causas da infertilidade feminina mais comuns.

    No entanto, com a tecnologia, com os meios de diagnósticos e com os tratamentos existentes atualmente, é possível oferecer alternativas para eliminar a doença, com grandes chances de reverter o quadro de infertilidade.

    Por fim, a principal dica é procurar um especialista, caso identifique algum desses sintomas. Isso porque o médico é a pessoas mais indicada para elaborar um diagnóstico preciso e propor os tratamentos mais adequados para resolver o problema.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer melhor o que é a endometriose, os principais sintomas e tratamentos, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Nilo Frantz: Referência brasileira em Reprodução Humana

    Já fazem 16 anos que a Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva, vem construindo uma trajetória de credibilidade e sucesso, auxiliando as pessoas a realizarem o sonho de ter um filho.

    Fazer a diferença na vida das pessoas sempre foi um dos propósitos pessoais do fundador da clínica, Dr. Nilo Frantz, que mantém sua postura de inovação e responsabilidade com a Medicina Reprodutiva por meio da disseminação do conhecimento e promovendo acessibilidade aos tratamentos.

    Neste post, você vai entender o que faz da Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva, referência brasileira em Reprodução Humana.

    Boa leitura!

    História da clínica

    A clínica Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva, foi inaugurada no ano de 2003 pelo Dr. Nilo Frantz. Ele é pioneiro no exercício da Medicina Fetal e responsável pelo nascimento do primeiro bebê com o auxílio da técnica de Maturação In Vitro no Brasil.

    O Dr. Nilo Frantz criou o serviço de Reprodução Humana no Hospital Moinhos de Vento e trabalhou na primeira instituição do Rio grande do Sul voltada para a área da fertilização. Também foi professor na UFRGS – faculdade onde se formou.

    O trabalho do Doutor Nilo tem se destacado por meio da disseminação do conhecimento, através da organização de simpósios sobre reprodução humana e da promoção à acessibilidade aos tratamentos, inaugurando cada vez mais unidades pelo país e com o Instituto da Fertilidade, possibilitando famílias de baixa renda a realizarem os tratamentos.

    Missão

    A clínica NIlo Frantz – Medicina reprodutiva, é conhecida pela sua alta-performance, sendo capaz de conciliar tecnologia de ponta com atendimento personalizado.

    A principal missão da empresa é prestar serviços diferenciados em reprodução assistida e contribuir com a promoção da saúde e bem-estar dos pacientes, com responsabilidade, seriedade e ética.

    Valores

    Para a equipe da Clínica Nilo Frantz- Medicina Reprodutiva, a família constitui um dos principais pilares da felicidade. Nesse sentido, todos os seus esforços são direcionados para proporcionar que os seus pacientes sejam capazes de realizar o sonho de ter filhos.

    Todo o trabalho dos profissionais da clínica é baseado em valores de humanização, respeito e transparência nas relações com os pacientes e colegas da área de saúde.

    Visão

    A clínica tem como objetivo ser referência internacional na área da tecnologia em reprodução assistida, controle de qualidade, pesquisa e excelência no atendimento de todos os serviços oferecidos.

    Humanização

    A clínica Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva, possui 5 unidades de atendimento, sendo 2 clínicas em Porto Alegre, 2 unidades no interior do Rio Grande do Sul e uma unidade na cidade de São Paulo.

    Além disso, o Instituto de Fertilidade (IFE) também faz parte do grupo e tem como principal missão possibilitar o acesso aos tratamentos para famílias com um menor poder aquisitivo. Por exemplo, o IFE MAIS é um programa de inclusão que disponibiliza um desconto especial para os casais que cumprem alguns pré-requisitos que comprovem a necessidade do benefício.

    A clínica possui um corpo clínico capacitado, uma equipe de enfermagem qualificada e serviços multiprofissionais, como psicólogos e nutricionistas para oferecer assistência e bem-estar de maneira completa.

    Propagando conhecimento

    A clínica Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva, promove a disseminação do conhecimento e a acessibilidade aos tratamentos, baseada em três principais pilares: Clínica, Embriologia e Ensino.

    A clínica possui hoje 5 unidades de atendimento, 2 laboratórios de embriologia e mais de 20 médicos parceiros formados pelo núcleo de ensino. Mas ao longo dos 15 anos de história, o que mais orgulha os profissionais da clínica é ver a felicidade das famílias que conseguem realizar o sonho de ter um filho. A criação de novas possibilidades para a vida está na essência e no futuro da clínica.

    Ampliando possibilidades

    A investigação diagnóstica é essencial para o entendimento das causas da infertilidade. Por esse motivo, a clínica Nilo Frantz conta com a excelência do RDO Diagnósticos Médicos, de São Paulo, o mais reconhecido centro de diagnósticos do país, especializado em exames de alta complexidade.

    Além disso, a Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva, oferece diversos métodos tecnológicos que auxiliam homens e mulheres a solucionar os problemas de infertilidade.

    Os laboratório de fertilização in vitro da clínica fazem parte do sucesso dos tratamentos de reprodução assistida. A clínica tem a preocupação de investir sempre em evolução, estrutura e educação continuada para os embriologistas. Os seus laboratórios possuem alto controle de qualidade, estabelecido por meio de protocolos e rotinas diárias.

    A Nilo Frantz Embriologia tem em em seu histórico o nascimento do primeiro bebê com o auxílio de maturação in vitro (IVM), indicado para mulheres que sofrem da síndrome de ovários policísticos. Ademais, ela apresenta taxas de sucesso e indicadores comparáveis aos reportados pela ESHRE (European Society of Human Reproduction and Embryology) e ASRM (American Society for Reproductive Medicine), organizações de grande prestígio na área.

    Alta-performance e atendimento personalizado

    A Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva, é certificada com o alvará de saúde da agência nacional de vigilância sanitária (ANVISA) e acreditada pela Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA).

    Além disso, a clínica oferece uma estrutura que garante a privacidade, conforto e segurança dos seus pacientes, através de:

    • Monitoramento 24h  – segurança e proteção para os pacientes.
    • Sala de procedimentos –  evita o deslocamento para hospitais.
    • Sala de recuperação –  local apropriado para repouso.
    • Sala para coleta de sêmen – discrição e ambiente adequado.
    • Vestiário de barreira –  vestiários para médicos e pacientes.

    Investindo na educação

    A formação e atualização de profissionais na área da reprodução humana é um dos principais propósitos da clínica Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva. Por isso, é responsável por promover eventos para profissionais que desejam obter conhecimentos específicos. Alguns exemplos desses eventos são:

    Simpósio Internacional

    É um evento científico bienal sobre infertilidade que acontece desde 2013 e é conhecido pela qualidade técnica e participação de convidados renomados de nível nacional e internacional.

    Encontros com a ciência

    É um evento que percorre as principais cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, abordando temas atuais relacionados à Reprodução Humana.

    Educação continuada

    São cursos internos que são promovidos com o objetivo de aperfeiçoar o conhecimento da equipe e dos médicos parceiros.

    Considerações finais

    Como pudemos constatar, a clínica Nilo Frantz- Medicina reprodutiva, conta com uma experiência de mais de 15 anos realizando o sonho de casais que anteriormente não conseguiam engravidar.

    A clínica tem crescido cada vez mais e, atualmente, é uma referência em Reprodução Humana no país. Devido à sua visão, missão e valores, a clínica Nilo Frantz se orgulha dos seus resultados e principalmente dos sorrisos das famílias que conseguem realizar o sonho de conceber um filho. Afinal, gerar possibilidade para a vida está na essência da clínica.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

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  • Endometriose e a Gravidez: como realizar o sonho da maternidade

    Você já ouviu falar em endometriose? É uma doença comum e uma das principais causadoras da infertilidade, que afeta cerca de 14% das mulheres em idade fértil.

    Apesar disso, atualmente existem diagnóstico e tratamentos eficazes para resolver o problema e reverter a infertilidade.

    Pensando nisso, elaboramos este e-book gratuito, para falar sobre o assunto que aflige milhares de mulheres no mundo todo. O que é, possíveis causas, sintomas e opções de tratamentos existentes, principalmente para as mulheres que almejam engravidar.

    Para baixar é só clicar na imagem abaixo:

    Endometriose e a Gravidez: como realizar o sonho da maternidade

  • Como saber se a inseminação artificial é indicada para mim?

    A inseminação artificial é um tratamento aplicado em casos de infertilidade masculina e feminina.

    O tratamento, por sua vez, consiste na introdução dos espermatozoides no útero, com o objetivo de realizar a fecundação do óvulo. A técnica é bastante usada, já que possui pouquíssimos efeitos colaterais.

    • Inseminação artificial intrauterina (IIU): o esperma é colocado dentro do útero, mas, antes, passa por uma qualificação no laboratório, em que apenas os espermatozoides aptos para fertilizar serão introduzidos.

    Inseminação artificial: quais são suas etapas?

    O processo de inseminação artificial consiste em cinco etapas:

    Estimulação ovariana

    Durante esta etapa, são realizadas ultrassonografias, e são verificados os níveis de estradiol no sangue, para comprovar o crescimento e evolução dos folículos.

    Maturação dos óvulos

    Após comprovação de que os folículos alcançaram o tamanho adequado, a inseminação artificial é programada para, aproximadamente, 36 horas depois da administração de uma injeção de hCG, que induz à maturação do óvulo.

    Preparação do sêmen

    Geralmente, esta etapa é realizada algumas horas antes da inseminação programada. Nesse sentido, ela consiste na coleta do sêmen por meio de masturbação e posterior preparação em laboratório, para melhorar e aumentar seu potencial de fecundação ao serem introduzidos no útero.

    Inseminação

    Por fim, os espermatozoides qualificados são introduzidos no interior da cavidade uterina, através de um cateter.

    No entanto, para realizar o tratamento de inseminação artificial, é necessário fazer uma preparação, como veremos no tópico seguinte:

    Como se preparar para a inseminação artificial

    A introdução dos espermatozoides no útero da mulher ocorre no dia da ovulação. No entanto, antes disso, o casal passa por uma preparação, acompanhados por um especialista, em que realizam a estimulação ovariana.

    Além disso, no mesmo dia da realização da injeção, algumas horas antes, o homem deve coletar uma amostra de sêmen, que ocorre através de masturbação. Nesse sentido, é importante lembrar que é recomendado respeitar um período de 2 a 5 dias de abstinência sexual, para obter uma melhor qualidade espermática.

    Depois da coleta do material, ele é enviado para o laboratório, onde é realizado o processamento seminal, com o objetivo de selecionar e concentrar apenas os espermatozoides de melhor qualidade. Chamamos a esse método de preparação seminal.

    Inseminação artificial: casos possíveis

    Nos casos em que o homem é infértil ou nos casos de relações homoafetivas, o sêmen pode vir da doação de um banco de sêmen.

    No caso das mulheres, a preparação passa pela estimulação ovariana, com o objetivo de estimular os ovários a produzirem os folículos ovarianos. Para isso, é administrada, na mulher, a medicação hormonal (Clomifend e/ou FSH) no início do ciclo menstrual, em doses diárias durante 10 dias.

    Esses hormônios podem ser administrados por via oral ou subcutânea, através de injeções. Durante esses dias, o médico vai acompanhar o desenvolvimento dos folículos por meio de ecografias.

    Quando estes atingem o tamanho ideal (18 mm), é administrado um segundo hormônio, nesse caso o hCG, ou gonadotrofina coriônica humana. O hCG é responsável por fazer o óvulo amadurecer e romper o folículo, cerca de 36 horas após a administração.

    É nesse momento que os espermatozóides, depois de coletados e processados, são inseminados no corpo feminino.

    A partir daí, os espermatozoides do homem são introduzidos na mulher através de inseminação intracervical ou intrauterina.

    Além disso, por recomendação médica, após 14 dias do procedimento, deve ser realizado um teste de gravidez, mas também é importante lembrar que, durante esse período, é essencial que a mulher esteja fazendo suplementação de ácido fólico.

    Caso o procedimento não obtenha sucesso, o especialista poderá indicar outros métodos, como a fertilização in vitro (FIV).

    Fertilização in vitro ou inseminação artificial

    Os métodos de reprodução assistida foram desenvolvidos para ajudar casais com dificuldades para conceber um filho por vias naturais. Embora os dois métodos tenham o mesmo objetivo, eles possuem características específicas e, por esse motivo, é importante conhecer as especificidades de cada um.

    Além disso, é importante ressaltar que, normalmente, não é o paciente que escolhe o tratamento, mas sim o médico, de acordo com o problema de infertilidade.

    Fertilização in vitro

    A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida, em que a fecundação ocorre fora do organismo feminino, em ambiente laboratorial.

    A técnica, por sua vez, consiste no uso de medicamentos que estimulam a ovulação, e posterior colocação dos óvulos liberados num ambiente rico em nutrientes, junto aos espermatozoides, para que ocorra a fecundação.

    Além disso, após a fertilização, o óvulo é colocado numa espécie de estufa, onde se inicia a divisão celular. Nesse sentido, quando se formam os embriões, eles são introduzidos no útero da mulher. Para aumentar as chances de sucesso, geralmente é implantado mais do que um embrião. Além disso, a fertilização in vitro é geralmente indicada para tratar casos de infertilidade conjugal ou para pacientes acima dos 35 anos de idade.

    Inseminação artificial

    No caso da inseminação artificial, a fecundação ocorre dentro do organismo da mulher. Dessa forma, a técnica da inseminação artificial consiste em coletar o sêmen e introduzi-lo diretamente na cavidade uterina da paciente.

    Nesse sentido, inseminação artificial é uma das técnicas mais utilizadas para o tratamento da infertilidade tanto masculina quanto feminina. Além disso, ela provoca poucos efeitos colaterais.

    A taxa de sucesso dos dois métodos, por sua vez, é a mesma, mas a escolha por um deles deve, obrigatoriamente, contar com a participação de um médico especializado em Reprodução Assistida.

    Também vale ressaltar que o método de inseminação artificial já é a primeira escolha para a maioria dos casais que pretendem realizar um tratamento de fertilidade.

    Indicações de inseminação artificial

    Podemos dividir as indicações de inseminação artificial convencional em três categorias:

    Cervical

    Nesta categoria, estão incluídos os casos de irregularidade de canal cervical, ausência de muco cervical, fibrose do canal endocervical, fator imunológico detectado no teste pós-coital. Além disso, nesta categoria, são levados em consideração outros fatores, como, por exemplo, a idade da mulher, tempo de infertilidade e tempo de tratamento decorrido.

    Coital

    Na categoria coital, estão incluídos os casais que não conseguem completar o ato sexual. São casos onde o marido tem impotência sexual, falta de ereção peniana, ejaculação retrógrada, defeitos na anatomia peniana, como, por exemplo, hipospádia ou torção peniana por fibrose traumática ou cirúrgica. Além disso, nesta categoria, estão incluídos os casos onde a mulher tem problemas de vaginismo ainda não tratado.

    Espermática

    Nesta categoria, estão incluídos os casos de alterações hormonais ou fisiológicas que envolvem a quantidade de espermatozoides, como oligospermia, onde não são produzidos espermatozoides suficientes (menos de 20 milhões por ml), astenospermia, onde se verifica a existência de menos de 25% de espermatozoides de motilidade direcionais rápidos e/ou menos de 50% de espermatozoides de mobilidade direcionais lentos e direcionais rápidos.

    Outros casos incluídos nesta categoria podem ser a hipospermia, teratospermia ou a associação entre um ou mais dos fatores espermáticos mencionados.

    Em que casos é indicada inseminação artificial?

    Para simplificar, podemos dizer que a inseminação artificial consiste em duas técnicas distintas, utilizando o sêmen do casal ou utilizando o sêmen de doador.

    Sêmen do casal

    Geralmente, é indicado para os seguintes casos:

    • Idade materna inferior a 35 anos;
    • Irregularidades na ovulação da mulher;
    • Alteração no colo do útero;
    • Alterações leves ou moderadas no espermograma em termos de concentração e/ou mobilidade.

    Sêmen de doador

    Esse tipo de inseminação artificial, geralmente, é indicado nos seguintes casos:

    • Mulheres sem parceiro masculino;
    • Homens com má qualidade de esperma ou ausência de espermatozoides;
    • Homens portadores de doenças genéticas;
    • União homoafetiva entre mulheres férteis;
    • Mulheres solteiras.

    Considerações finais

    Como podemos ver ao longo deste artigo, tanto a fertilização in vitro como a inseminação artificial apresentam a mesma taxa de sucesso. No entanto, os dois métodos possuem características próprias e são indicados para diferentes diagnósticos.

    Enquanto, na fertilização in vitro, a fecundação ocorre fora do organismo da mulher, na inseminação artificial, os embriões são introduzidos no útero. Ambos os tratamentos são indolores e não apresentam qualquer efeito colateral.

    A escolha entre os dois métodos deve ser realizada em conjunto com o médico para que ele possa optar pelo tratamento mais adequado para cada caso.

    Se você achou que o nosso post te ajudou a conhecer um pouco mais sobre a inseminação artificial, clique aqui e conheça as melhores técnicas da Medicina Reprodutiva no Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • Quando a Criopreservação é recomendada?

    Atualmente, cada vez mais mulheres optam por ter filhos mais tarde e para preservar a qualidade dos óvulos, recorrem à criopreservação.

    A criopreservação é uma técnica que utiliza o congelamento para conservar materiais biológicos e uma das suas aplicações mais comuns ocorre em clínicas de medicina reprodutiva.

    Outro motivo que conduz as pessoas a recorrerem a esse tipo de tratamento, são pacientes que vão se submeter a tratamentos oncológicos como quimioterapia e radioterapia.

    Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais sobre a técnica de criopreservação e em quais casos ela é recomendada.

    Boa leitura!

    O que é a Criopreservação?

    A criopreservação é a técnica que possibilita o congelamento de óvulos, espermatozóides e embriões para utilização posterior. Com o avanço da tecnologia nas técnicas de criopreservação, atualmente, é possível obter excelentes taxas de sucesso em gestação.

    Além disso, o estímulo hormonal é suave e os efeitos colaterais são mínimos ou inexistentes.

    Congelamento de óvulos

    Em primeiro lugar, é necessário realizar alguns exames para descartar a existência de doenças que possam comprometer a qualidade dos óvulos.

    Após isso, é realizada uma estimulação ovariana com medicamentos, de forma a aumentar o número dos óvulos. A coleta dos folículos dos ovários – onde se encontram os óvulos -, é feita através de uma espécie de agulha acoplada a um aparelho de ultrassom. É possível produzir uma quantidade extra de óvulos num único ciclo.

    Os óvulos são, então, retirados de dentro dos folículos e inicia-se o processo de maturação em laboratório. Este processo pode levar cerca de duas horas.

    A partir daí, os óvulos são colocados numa substância congelante para diminuir a quantidade de líquido e evitar a formação de cristais.

    E por último, eles são armazenados em nitrogênio líquido por tempo indeterminado e quando a mulher decide engravidar, a amostra é retirada. Em seguida, o processo é semelhante ao da fertilização in vitro convencional, isto é, os óvulos são fecundados com o espermatozóide do parceiro e implantados no útero.  

    As indicações mais frequentes para o congelamento de óvulos são:

    • Mulheres que desejam ter filhos no futuro;
    • Histórico familiar de menopausa precoce;
    • Pacientes que irão se submeter ao tratamento de câncer ou qualquer procedimento cirúrgico que possa comprometer a sua fertilidade.

    Congelamento de sêmen

    A técnica do congelamento de sêmen é bastante simples. Primeiramente, é feita uma avaliação da qualidade dos espermatozóides, através de um exame de espermograma.

    Após essa avaliação médica e o paciente não apresentando qualquer problema, o material é colhido em laboratório por meio de estimulação. A partir daí, o sêmen é capacitado, congelado e uma parte da amostra é separada para análise.

    A próxima etapa é a cristalização do sêmen, que é realizada através do vapor de nitrogênio líquido numa diminuição contínua de temperatura, até 100°C negativos.

    Por último, o material coletado é armazenado em nitrogênio líquido a 196°negativos.

    As indicações mais frequentes para o congelamento de sêmen são:

    • Por motivos de diminuição progressiva na quantidade de espermatozoides, sem o desejo de ter filhos em um curto prazo;
    • Antes da realização de cirurgia para esterilização definitiva, uma vez que, aproximadamente, 10% dos homens vasectomizados decidem ter filhos novamente;
    • Tratamento oncológico que seja prejudicial aos testículos ou cirúrgico que comprometa a ejaculação e/ou a produção de espermatozoides.

    Congelamento de embriões

    Pode acontecer em alguns casos onde o tratamento de fertilização in vitro resulta na formação de embriões que não poderão ser transferidos para o útero. Isso ocorre porque existe um número limite de embriões que devem ser transferidos, para evitar gestações múltiplas.

    Os embriões excedentes desenvolvidos adequadamente, podem então ser congelados para futuras tentativas. Desta maneira, é possível ter duas ou mais chances de engravidar num único ciclo de estimulação ovariana.

    Para quem é indicada?

    Como já dissemos aqui no blog, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) cerca de 15% da população mundial tem problemas de fertilidade, sendo 40% de causas femininas, 40% de causas masculinas e o restante são problemas relacionados ao casal.

    A criopreservação é indicada em diversos casos. Ela pode ser utilizada, por exemplo, para preservar embriões que poderão ser utilizados em gestações posteriores;

    O tratamento também é indicado para quem deseja preservar os seus gametas, sejam masculinos ou femininos, para futuras tentativas de concepção, e essa necessidade pode ocorrer devido a tratamentos que prejudicam o sistema reprodutor, como a quimioterapia ou radioterapia e por causa da idade avançada, especialmente da mulher, cuja fertilidade diminui significativamente a partir dos 35 anos de idade.

    Além disso, a criopreservação também é utilizada para armazenar células que serão doadas a casais que não possuem óvulos ou espermatozóides saudáveis para conceber um filho.

    Considerações finais

    O primeiro bebê gerado a partir de um embrião criopreservado, nasceu em 1984 e desde então, a técnica tem evoluído muito, garantindo nos dias atuais, a preservação dos gametas por tempo indeterminado.

    Aliás, existem registros de crianças nascidas a partir de espermatozóides e óvulos que permaneceram congelados em nitrogênio líquido por mais de 20 anos.

    Através da utilização dessa técnica, a Medicina Reprodutiva já ajudou milhares de pessoas que não conseguiam ter filhos, a gerar uma vida.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre as técnicas de criopreservação e quando elas são recomendadas, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Quais são as diferenças entre Endometriose superficial, Ovariana e Profunda?

    A endometriose é uma das causas mais comuns que ocasiona a infertilidade na mulher e por esse motivo, é um assunto que gera muitas dúvidas.

    A doença, de acordo com o IBGE, acomete cerca de 14% das mulheres entre os 19 e 44 anos, ou seja, em sua fase reprodutiva. Além disso, cerca de 50% das mulheres inférteis, que apresentam dificuldades para engravidar, podem estar com a doença.

    Porém, os métodos de diagnóstico e os tratamentos existentes nos dias de hoje, permitem uma avaliação precisa de cada caso, a remoção da doença e, principalmente, a restauração da fertilidade.

    Pensando nisso, elaborei este artigo para que você conheça os principais tipos de endometriose, as suas origens e os tratamentos existentes.

    Boa leitura!

    O que é Endometriose?

    Antes de entender o que é endometriose, é necessário saber o que é o endométrio. O endométrio é o tecido que reveste a parte interna do útero. A sua espessura varia durante o ciclo menstrual de acordo com a concentração de hormônios no sangue.

    A implantação do embrião que dá início à gravidez ocorre no endométrio, mas para que isso aconteça, é necessário que ele tenha a espessura ideal e não apresente mais problemas de fertilidade. Quando não acontece a fecundação, ocorre a descamação do tecido, que sai durante a menstruação.

    Quando o endométrio se fixa em outros órgãos, como por exemplo, nos ovários, tubas, intestinos, bexiga e peritônio, dá-se o nome de endometriose.

    Tipos e Classificação

    A endometriose é classificada em três tipos, de acordo com os sintomas, grau de intensidade e local de acometimento. Embora possuam o mesmo nome, cada tipo é considerada uma doença diferente. Isso porque a origem da anomalia e os tratamentos são diferentes.

    Os principais tipos são:

    Endometriose Superficial

    Como o próprio nome indica, a endometriose superficial se caracteriza pela presença de pequenas lesões com várias cores (negras, brancas e vermelhas)  e aspectos. Normalmente, essas lesões têm entre 1mm e 3mm.

    Os focos da doença estão implantados, principalmente, no peritônio – camada que reveste internamente todo o abdômen. Esses focos estão localizados, maioritariamente, na região pélvica e não provocam alterações anatômicas no ovário, tubas e útero.

    Embora seja considerada menos agressiva que os outros tipos, esta doença requer um acompanhamento constante para não progredir para outras formas.

    Endometriose Ovariana

    É caracterizada pela presença de cistos de ovário, contendo um líquido chamado de endometriomas ovarianos.

    Quando o líquido vaza, a paciente sente uma dor abdominal súbita e intensa, embora nem sempre a doença apresenta sintomas.

    O tamanho dos endometriomas variam de acordo com a gravidade da doença, podendo alcançar um diâmetro entre 0,5 cm até 10 cm.

    Embora a origem dos endometriomas ovarianos não seja exata, alguns estudos mais recentes indicam que eles resultam da invasão de cistos ovarianos normais por parte de células do endométrio, que caem na cavidade pélvica durante a menstruação.

    Endometriose Profunda

    É caracterizada pela presença de lesões de 5mm no mínimo e a mulher apresenta fortes sintomas parecidos com uma cólica menstrual. Esse tipo de endometriose fica agarrada no peritônio e forma nódulos de diversos tamanhos.

    Esse tipo de endometriose pode se localizar no peritônio, região retrocervical, vagina, septo reto-vaginal, intestino, bexiga e ureteres.

    Diagnóstico

    Na maioria das vezes, o diagnóstico ocorre com o surgimento de sintomas como: dor profunda durante a relação sexual e cólicas fortes. Além disso, a doença pode gerar problemas intestinais como inchaço abdominal permanente, dor, dificuldade e sangramento na evacuação.

    Através do toque vaginal e retal, a(o) ginecologista(o) vai perceber nodulações na região posterior do útero, espessamentos e dor durante o exame. Nos casos em que a doença esteja localizada no intestino, alguns exames complementares podem ajudar com o diagnóstico.

    No entanto, a melhor forma de diagnosticar a endometriose é através de exame de imagens, como por exemplo, o ultrassom endovaginal e caso não seja suficiente, o médico responsável poderá solicitar exames adicionais como, por exemplo, Ressonância Magnética Pélvica e Ecocolonoscopia.

    Endometriose e a infertilidade

    A relação entre a endometriose e a fertilidade feminina tem sido amplamente discutida no meio médico. Embora muitas vezes o diagnóstico não seja tão claro, todos os tipos e graus da patologia podem causar infertilidade.

    Isso acontece porque a endometriose influencia o hormônio no processo de ovulação e na implantação do embrião. Além disso, ela altera tambèm os hormônios prolactina e prostaglandinas que têm um impacto negativo na fertilidade.

    Ela também prejudica a liberação do óvulo dos ovários em direção às trompas e interfere no transporte do óvulo pela trompa.

    Outras consequências causadas pela doença são alterações imunológicas, receptividade endometrial, que dificulta a implantação do embrião.

    Por fim, a endometriose pode causar alterações no desenvolvimento da gestação, aumentando as chances de aborto.

    Considerações finais

    Como dissemos na introdução, cada tipo de endometriose têm origens distintas e os tratamentos diferem para cada uma delas.

    Embora não haja a certeza de cura, através dos exames médicos e tratamentos disponíveis atualmente, a Medicina Reprodutiva tem conseguido um alto índice de restauração da fertilidade.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre o que é a endometriose, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Tecnologia e a medicina reprodutiva: uma relação duradoura

    A Medicina Reprodutiva tem como principais objetivos investigar as causas, fazer o diagnóstico e o tratamento de infertilidade de modo a restabelecer e preservar a fertilidade masculina e feminina.

    Com o uso de tecnologia reprodutiva de ponta, a Medicina Reprodutiva hoje em dia oferece a possibilidade de realizar tratamentos mais acessíveis e sofisticados para que casais com problemas de infertilidade consigam realizar o sonho de conceber um filho.

    No post de hoje, você vai conhecer algumas das principais tecnologias utilizadas na Medicina Reprodutiva.

    Boa leitura!

    Breve história da Medicina Reprodutiva

    Nos dias de hoje, temos à nossa disposição informações e recursos tecnológicos que permitem a realização de tratamentos de fertilidade de maneira eficaz e com resultados bastante positivos.

    A ciência da Medicina Reprodutiva tem se desenvolvido ao longo dos anos e atualmente oferece técnicas menos invasivas e mais sofisticadas, mas nem sempre foi assim.

    No ano de 1978, nasceu na Inglaterra, Louise Brown, o primeiro bebê de proveta no mundo. Esse acontecimento mudou para sempre o rumo da Medicina Reprodutiva.

    Lesley e John Brown sonhavam em ter um filho. Lesley, no entanto, com 29 anos na época, possuía uma obstrução tubária que a impedia de ovular. O casal estava tentando ter um bebê há 9 anos.

    Após tanto tempo de tentativas fracassadas, o casal decidiu fazer uma consulta com o embriologista Robert Edwards e o Ginecologista Patrick Steptoe, que estavam trabalhando num novo método de fertilização. John e Lesley decidiram então tentar a nova técnica, mesmo sem entender o seu funcionamento e sem qualquer histórico de sucesso do método.

    O processo foi complexo e só depois de 50 tentativas, Leley ficou grávida em Dezembro de 1977, o que significou um grande avanço científico para a medicina.  Mas ao mesmo tempo que o acontecimento trouxe uma grande felicidade aos pais, trouxe também algumas críticas relacionadas com a ética e a legalidade da técnica de fertilização in vitro utilizadas pelos pesquisadores.

    O surgimento da fertilização in vitro

    O embriologista Robert Edwards estudou e trabalhou com fertilidade humana durante vários anos na Universidade de Cambridge, durante a década de 60. Antes disso, o cientista só tinha experiência com embriologia animal e fertilizações in vitro com gametas de outros mamíferos.

    Durante esse período, Edwards começou a se dedicar aos estudos da técnica utilizando tecidos humanos. Ele obtinha pedaços de ovários removidos em cirurgia e tentava realizar a fecundação em laboratório. O procedimento já havia sido bem sucedido em coelhos, realizado por outros pesquisadores, mas Edwards estava decidido a adaptar a técnica ao tecido humano.

    Por volta do ano de 1968, o cientista teve sucesso na fertilização in vitro. Ele já havia se tornado capaz de fecundar um óvulo em laboratório, mas a maneira de obter os óvulos consistia em cirurgias abertas, extremamente invasivas.

    Foi assim que Patrick Steptoe entrou para a história, ele desenvolveu a técnica de coleta laparoscópica de óvulos diretamente no ovário, um procedimento muito menos invasivo que podia ser indicado para mulheres que não conseguiam engravidar.

    Mas foi apenas em 1975 que os pesquisadores conseguiram realizar a primeira gravidez, no entanto, foi uma gravidez ectópica e teve que ser interrompida. Após muitas tentativas sem conseguir que o embrião fosse implantado na parede uterina, eles adotaram novos protocolos de atendimento e começaram a trabalhar com um novo grupo de pacientes, no qual estavam incluídos Lesley e John Brown.

    Técnicas de FIV nos dias de hoje

    Desde o surgimento das técnica de fertilização in vitro, o método já evoluiu bastante, difundindo-se pelas clínicas de fertilização no mundo todo.

    Atualmente, essa técnica é muito utilizada por casais com dificuldades para conceber um filho, como, por exemplo, em casos de doenças tubárias, mobilidade de espermatozóide reduzida, casais homoafetivos, sorodiscordantes, necessidade de doação de gametas, útero de substituição, diagnóstico pré-implantacional, entre outros.

    Em um casal jovem e sem qualquer problema de fertilidade, a probabilidade da mulher engravidar através da técnica de fertilização in vitro é maior do que de forma natural.

    Tecnologia Reprodutiva na atualidade

    Como dissemos acima, antigamente as coletas de óvulo precisavam ser realizadas através de cirurgias invasivas e as taxas de sucesso não passavam de 20%.

    Mas com o aparecimento do ultrassom com grande definição, melhorias na microscopia, novos meios de cultura, avanço da informática e o surgimento de equipamentos cada vez mais sofisticados, os índices de sucesso da Medicina Reprodutiva só crescem.

    Nos dias de hoje, os tratamentos utilizados na Medicina Reprodutiva são conhecidos no mundo inteiro e as clínicas de fertilização oferecem os mais variados tratamentos.

    Aliás, aqui no blog temos um artigo detalhado falando sobre as principais técnicas de reprodução assistida.

    Conclusão

    O nascimento do primeiro bebê de proveta em 1978, representou um passo importante no avanço da Medicina Reprodutiva. Desde então, outros pesquisadores realizaram estudos que permitiram que muitos casais realizassem o sonho de conceber um filho.

    Além disso, com os avanços tecnológicos na área, os especialistas em Medicina Reprodutiva tornaram-se ainda mais capacitados para realizar tratamentos mais sofisticados, cada vez mais acessíveis e com taxas de sucesso maiores.

    Se você achou que o nosso post te ajudou a conhecer um pouco mais sobre a Tecnologia Reprodutiva, clique aqui e conheça as melhores técnicas da Medicina Reprodutiva no Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.