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Blog Nilo Frantz

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  • Jovem e infértil, é possível?

    A medicina já comprovou que homens e mulheres até os 35 anos de idade são considerados naturalmente férteis, e que ambos os sexos possuem mais chances de ter um filho nesse período. 

    Mas, em alguns casos, problemas específicos podem surgir, comprometendo a fertilidade e impedindo a concepção de um feto.

    Pensando nisso, preparamos este post para que você conheça a relação da idade com a fertilidade e se é possível ser jovem e infértil.

    Boa leitura!

    A relação da idade com a fertilidade

    Uma das principais causas de infertilidade, está diretamente relacionada a idade do casal. 

    No caso das mulheres, a idade avançada é, talvez, o fator principal causador da infertilidade, visto que, com o passar do tempo, as chances de engravidar vão diminuindo consideravelmente. 

    Já no caso dos homens, a idade só se torna um fator relevante para a fertilidade, a partir dos 50 anos, isto é, 10 anos a mais que a mulher. No entanto, é importante ressaltar que alguns estudos recentes manifestam que, a partir dos 40 anos, alguns homens começam a apresentar uma diminuição da fertilidade. 

    A seguir, confira como a idade influencia a fertilidade feminina e masculina, respectivamente.

    A idade e a infertilidade feminina

    Em outras oportunidades, mencionamos aqui no blog sobre a importância do hormônio antimulleriano para a fertilidade feminina, e mencionamos também que a mulher já nasce com todos os folículos que irá utilizar durante a vida. 

    Durante o ciclo menstrual, esses folículos se desenvolvem, rompem e liberam o óvulo que está em seu interior, tornando o processo conhecido como ovulação.

    Como a mulher não produz folículos durante a sua vida, com o passar do tempo, os níveis de reserva ovariana vão diminuindo, até desaparecer por completo com a chegada da menopausa, que ocorre, em média, entre os 49 e 51 anos de idade.

    No entanto, em algumas situações, pode ocorrer que mulheres jovens, com menos de 35 anos, venham a apresentar dificuldades para engravidar. Isso pode acontecer pelos seguintes motivos:

    • Distúrbios hormonais que impeçam ou dificultam o crescimento e a ovulação;
    • Síndrome dos ovários policísticos;
    • Problemas nas trompas ou tubas uterinas;
    • Endometriose;
    • Ligadura das trompas;
    • Muco cervical que impeça a passagem dos espermatozoides;
    • Infecção no colo do útero.

    A reserva ovariana

    Para avaliar a sua reserva ovariana, devem ser realizados exames de sangue e de imagem específicos.

    Um dos principais exames de sangue para avaliar a reserva ovariana, é o teste do hormônio antimülleriano (HAM ou AMH, do inglês). 

    Essa substância é produzida pelas células dos ovários responsáveis por controlar o desenvolvimento dos folículos. O exame é considerado um dos melhores marcadores de reserva ovariana disponíveis atualmente. 

    Mas, vale ressaltar que esse exame não é um marcador de infertilidade. Ele tem a função de mostrar a necessidade de realizar um tratamento específico para engravidar.

    Outro exame bastante utilizado pelos médicos para verificar a reserva ovariana, é o ultrassom transvaginal, um exame de imagem que deve ser feito nos primeiros dias do ciclo menstrual e permite saber quantos folículos a mulher ainda possui. 

    Por fim, vale lembrar que estes exames normalmente não são requisitados pelos ginecologistas, a não ser em casos muito específicos ou a pedido da paciente.

    Geralmente, a recomendação é que mulheres de até 35 anos de idade busquem engravidar naturalmente ao longo de um ano, e só depois, caso não consigam, comecem a investigar as causas, consultando um especialista e realizando os exames necessários.  

    A partir dos 35 anos, a recomendação é consultar um especialista o quanto antes, para avaliar a reserva ovariana e a necessidade de realizar algum tratamento.

    A idade e a infertilidade masculina

    Da mesma forma que acontece com as mulheres, com o avançar da idade, a qualidade, quantidade e mobilidade dos gametas masculinos diminuem, o que, além de dificultar uma gravidez, aumenta o risco de o bebê desenvolver algumas doenças, como: esquizofrenia, autismo, transtorno bipolar ou distúrbios de déficit de atenção.

    Ainda existem outras possíveis causas para a infertilidade masculina, que podem aparecer em qualquer idade, ou até mesmo ter origem genética, tais como:

    • Espermatozóides anormais;
    • Ausência da produção de espermatozoides;
    • Vasectomia;
    • Dificuldade nas relações sexuais;
    • Doenças sexualmente transmissíveis.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, algumas complicações podem influenciar na fertilidade de pessoas jovens e impossibilitar a gravidez. 

    Isso pode ocorrer por diversas situações, como ter nascido com a predisposição genética de ter menos óvulos, menopausa precoce, entre outras complicações de saúde.

    Por fim, vale ressaltar que em algumas situações, quando o quadro é reversível, pode ser necessário realizar algum tratamento de fertilidade.

    A boa notícia é que, atualmente, existem diversas técnicas de tratamento de infertilidade e de preservação da fertilidade, como é o caso da criopreservação. Temos um post falando mais sobre ela aqui. 

    Mas, para isso, o ideal é consultar um especialista que possa avaliar o caso com precisão e propor a melhor solução para a circunstância.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a saber mais sobre a infertilidade na juventude, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.
    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

    8 de agosto de 2019
  • Quando o congelamento do embrião é indicado?

    Aproximadamente, metade dos casos de Fertilização in vitro desenvolve mais embriões do que o necessário para ser transferido. Isso ocorre porque existe um limite seguro no número de embriões que devem ser transferidos, a fim de evitar gestações múltiplas. 

    Os embriões não transferidos devem ser congelados e, caso a tentativa de FIV seja um sucesso, podem vir a ser descongelados para se tentar um segundo filho. Ou então, caso a tentativa não tenha resultado na gestação desejada, os embriões podem ser transferidos no mês seguinte.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça o que é e como funciona o congelamento de embriões.

    Boa leitura!

    Congelamento de embriões

    Pode acontecer em alguns casos onde o tratamento de Fertilização in vitro resulta na formação de embriões que não poderão ser transferidos para o útero. Como mencionamos anteriormente, isso ocorre porque existe um número limite de embriões que devem ser transferidos, para evitar gestações múltiplas.

    Ainda, pode ser utilizado quando trata-se de um ciclo com Teste Genético Pré-implantacional. Neste caso, os embriões são biopsiados para análise genética e congelados até recebimento do diagnóstico. Posteriormente, podem ser transferidos ao útero da paciente.

    Os embriões excedentes, desenvolvidos adequadamente, podem então ser congelados para futuras tentativas. Desta maneira, é possível ter duas ou mais chances de engravidar num único ciclo de estimulação ovariana.

    Congelamento de óvulos

    Em primeiro lugar, é necessário realizar alguns exames para descartar a existência de doenças que possam comprometer a qualidade dos óvulos. 

    Após isso, é realizada uma estimulação ovariana com medicamentos, de forma a aumentar o número dos óvulos. 

    A coleta dos folículos dos ovários – onde se encontram os óvulos -, é feita através de uma espécie de agulha acoplada a um aparelho de ultrassom. É possível produzir uma quantidade extra de óvulos num único ciclo.

    Os óvulos são, então, retirados de dentro dos folículos e processados em laboratório. Este processo pode levar cerca de duas horas.

    A partir daí, os óvulos são colocados em soluções apropriadas que tem o objetivo de  diminuir a quantidade de líquido e evitar a formação de cristais.

    Posteriormente , eles são armazenados em nitrogênio líquido por tempo indeterminado e quando a mulher decide engravidar, a amostra é retirada. 

    Após descongelamento, prossegue-se repetições à Fertilização in vitro convencional. Isto é, os óvulos são fecundados com o espermatozóide do parceiro e implantados no útero.  

    As indicações mais frequentes para o congelamento de óvulos são:

    • Mulheres que desejam ter filhos no futuro;
    • Histórico familiar de menopausa precoce;
    • Pacientes que irão se submeter ao tratamento de câncer ou qualquer procedimento cirúrgico que possa comprometer a sua fertilidade.

    Congelamento de sêmen

    A técnica do congelamento de sêmen é bastante simples. Primeiramente, é feita uma avaliação da qualidade dos espermatozóides, através de um exame de espermograma. 

    Após essa avaliação médica e o paciente não apresentando qualquer problema, o material é colhido em laboratório por meio de auto masturbação. A partir daí, o sêmen é capacitado, congelado e uma parte da amostra é separada para análise.

    O congelamento do sêmen em si é realizado através do vapor de nitrogênio líquido numa diminuição contínua de temperatura, até 100°C negativos.

    Posteriormente, o material coletado é armazenado em nitrogênio líquido a 196°negativos.

    As indicações mais frequentes para o congelamento de sêmen são:

    • Por motivos de diminuição progressiva na quantidade de espermatozoides, sem o desejo de ter filhos em um curto prazo;
    • Antes da realização de cirurgia para esterilização definitiva, uma vez que, aproximadamente, 10% dos homens vasectomizados decidem ter filhos novamente;
    • Tratamento oncológico que seja prejudicial aos testículos ou cirúrgico que comprometa a ejaculação e/ou a produção de espermatozoides.

    Para quem é indicado?

    Como já dissemos aqui no blog, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 15% da população mundial apresenta problemas de fertilidade, sendo 40% de causas femininas, 40% de causas masculinas e o restante são problemas relacionados ao casal.

    A criopreservação é indicada em diversos casos. Ela pode ser utilizada, por exemplo, para preservar embriões que poderão ser utilizados em gestações posteriores.

    O tratamento também é indicado para quem deseja preservar os seus gametas, sejam masculinos ou femininos, para futuras tentativas de concepção, e essa necessidade pode ocorrer devido a tratamentos que prejudicam o sistema reprodutor, como a quimioterapia ou radioterapia e por causa da idade avançada, especialmente da mulher, cuja fertilidade diminui significativamente a partir dos 35 anos de idade.

    Além disso, a criopreservação também é utilizada para armazenar gametas que serão doados a casais que não possuem óvulos ou espermatozóides saudáveis para conceber um filho.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do artigo, o congelamento de embriões já ajudou milhares de pessoas que não conseguiam ter filhos a gerarem uma vida.

    O procedimento é seguro e tem uma taxa de sucesso alta. No entanto, para garantir a eficácia do tratamento, é necessário contar com uma clínica especializada.


    E se existisse uma forma de ajudar no seu planejamento financeiro para realizar o procedimento?

    Em parceria com o Embrião Financeiro, produzimos um planner que irá ajudar no planejamento do seu tratamento e a organizar suas finanças!

    Planner Financeiro - Embrião Financeiro e Nilo Frantz
    6 de agosto de 2019
  • Cisto no Ovário: tire suas dúvidas

    Você, mulher, certamente já deve ter ouvido falar em Cisto no Ovário. 

    Essa alteração  é bastante comum entre as mulheres e existem várias informações sobre o assunto, mas nem sempre encontramos as mais completas pela Internet.

    Se você está tentando engravidar, é muito importante que saiba o que é o cisto de ovário, como identificá-lo, sintomas e como proceder caso o tenha.

    Pensando nisso, elaboramos este post e reunimos o máximo de informações possíveis para que você tire todas as suas dúvidas acerca do tema.

    Boa leitura!

    Cisto de ovário: definição

    O cisto no ovário é descrito como um acúmulo  de líquidos que se forma dentro ou ao redor do ovário, em alguns casos podendo ter partículas sólidas.

    Na maioria das vezes, os cistos nos ovários são assintomáticos e a tendência é que eles desapareçam naturalmente, sem necessidade de tratamentos específicos.

    Mas, em alguns casos, o cisto pode aumentar muito, contribuindo para o surgimento de sintomas, como: dor no abdômen e menstruação irregular. Tais sintomas podem se agravar durante a ovulação, contato íntimo ou devido aos movimentos intestinais.

    Embora a maioria dos casos sejam benignas, uma pequena porcentagem podem ser malignas.

    Os cistos de ovário são mais comumente encontrados em mulheres entre 20 e 35 anos de idade, durante o período fértil, mas podem ser detectados também em mulheres que entraram na menopausa, estes casos são mais preocupantes.

    Causas para o cisto de ovário

    As principais causas para a formação dos cistos no ovário são: a predisposição genética, ou seja, o histórico familiar, o uso de alguns medicamentos, como remédios de estimulação ovariana. 

    Mas, vale ressaltar que o ginecologista é o profissional mais capacitado para avaliar cada caso e por isso, caso desconfie que possua cistos no ovário, o ideal é consultar um especialista. 

    Ressaltamos também a importância de manter consultas regulares com seu ginecologista, pois estes exames podem detectar o cisto que não apresenta sintomas.

    Sintomas do cisto de ovário

    Como dissemos anteriormente, são raros os casos em que os cistos de ovário apresentam sintomas. Mas ainda assim, é possível que apresente alguns, dos quais, trataremos no tópico seguinte. 

    Confira alguns dos principais sintomas: 

    • Dor durante o contato íntimo;
    • Dor durante a ovulação;
    • Atraso da menstruação;
    • Dor no ovário, do lado onde está o cisto;
    • Aumento da sensibilidade nas mamas;
    • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
    • Aumento de peso;
    • Dificuldade para engravidar.

    Tipos de Cisto de ovário

    Conheça os diferentes tipos de cisto:

    Cisto folicular

    O cisto folicular é o tipo de cisto benigno mais frequente do ovário. Normalmente, ele se encontra cheio de líquido ou sangue e afeta mulheres em idade fértil.

    Cisto de corpo lúteo 

    O corpo lúteo é uma estrutura glandular e de caráter cíclico que se desenvolve dentro do ovário após a ovulação ou desprendimento do óvulo.

    Se não ocorre gravidez, o corpo lúteo geralmente regride e desaparece. 

    No entanto, em algumas situações, ele pode ser preenchido de fluido ou de sangue e persistir dentro do ovário. 

    Na maioria das vezes, este cisto é encontrado em apenas um lado  e é assintomático .

    Cisto de Teca-luteína

    Esse tipo de cisto é mais comum nas mulheres que fazem uso de medicamentos

    para engravidar, já que as substâncias que compõem esses medicamentos podem aumentar as chances de desenvolvimento de cistos.

    Cisto hemorrágico

    O cisto hemorrágico, como o próprio nome indica, ocorre quando há sangramento no interior da parede uterina, que ocorre quando há ovulação. Esse tipo de cisto pode provocar dores na região pélvica.

    Cisto dermoide

    Este tipo de cisto  pode conter cabelo, dente ou fragmentos ósseos. Algumas vezes, há a necessidade de remoção por meio de intervenção cirúrgica

    Fibroma ovariano

    É uma neoplasia benigna mais comum na meia-idade e devem ser retirados por cirurgia.

    Endometrioma ovariano

    Na maioria das vezes, aparece em casos de endometriose nos ovários, podem medir cerca de 1 cm e necessitam ser tratados com remédios ou cirurgia.

    Cistoadenoma

    O cisto ovariano benigno é um tumor com características de benignidade que deve ser retirado através de intervenção cirúrgica, laparoscopia.

    Como diagnosticar?

    O cisto no ovário é diagnosticado através de exames físicos e clínicos. Entre os principais exames que poderão ser solicitado, como por exemplo: 

    • palpação da região pélvica; 
    • ultrassonografia transvaginal; 
    • tomografia computadorizada;
    • ressonância magnética. 

    Além disso, devem ser solicitados alguns exames adicionais, como o teste de gravidez (Beta HCG), para excluir a possibilidade de gravidez ectópica, já que ela apresenta os mesmos sintomas dos cistos de ovário. 

    Com o resultado dos exames em mãos, o ginecologista poderá identificar o tipo de cisto que a paciente possui para iniciar o tratamento mais adequado para o caso.

    Tratamento para cisto de ovário

    Mencionamos anteriormente que, na maioria das vezes, a tendência é que o cisto desaparece sozinho, sem qualquer necessidade de tratamento.

    Nos casos mais graves, quando há necessidade de tratamento, ele pode ser medicado com ingestão regular da pílula anticoncepcional.

    Quando provoca sintomas ou dificulta o funcionamento do ovário, pode ser necessário realizar uma cirurgia para retirada do cisto.

    Nos casos mais graves, em que o cisto é muito grande e apresenta suspeita de câncer, ou em caso de torção do ovário, pode ser necessário retirar completamente o ovário.

    A principal recomendação é que, se você apresentar dores abdominais e pélvicas muito fortes, acompanhadas de febre e vômito, deve procurar um especialista o quanto antes. 

    E a prevenção e exames de rotina, podem ajudar nos casos sem sintomas. Portanto, faça uma avaliação médica para obter o diagnóstico correto e procurar o tratamento adequado para o seu caso. 

    Considerações finais

    De acordo com dados do Ministério da Saúde, os cistos de ovário podem ser encontrados em uma a cada quatro mulheres e embora não causem infertilidade, podem dificultar a gravidez.

    Isso acontece porque os cistos de ovário podem provocar alterações hormonais, disfunções no processo ovulatório e irregularidade ou ausência de menstruação.

    Quando os cistos permanecem muito tempo nos ovários, eles podem dificultar novas ovulações.

    Em alguns casos, os cistos de ovário podem desaparecer naturalmente. Mas, caso seja necessário, existem técnicas totalmente seguras para remoção ou tratamento do cisto, nos casos em que apresentem sintomas graves e que não tenha desaparecido, mas sim, aumentado de tamanho. 

    Lembre-se que, para iniciar qualquer tratamento, é necessário fazer uma consulta com um especialista para que possa avaliar o caso e propor a melhor solução.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre os cistos no ovário, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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    1 de agosto de 2019
  • Tratamentos de reprodução assistida para casais homoafetivos

    Embora ainda exista um longo caminho pela frente nos direitos e possibilidades para os homosexuais, atualmente, o casal homoafetivo consegue viver de forma mais igualitária na hora de formar uma família, com direito de união estável e adoção, em diversos estados e países.

    No Brasil, o Conselho Federal de Medicina publicou em 2019 uma nova resolução que garante aos casais formados por pessoas do mesmo sexo, o direito de recorrer a técnicas de reprodução assistida, para ter filhos biológicos. A medida permite que a técnica seja desenvolver, independente do estado civil ou orientação sexual. 

    Pensando nisso, preparamos este artigo para salientar que os tratamentos de reprodução assistida podem ajudar também os casais homoafetivos, neste sentido. Descubra como a seguir.

    Boa leitura!

    Fertilização In Vitro (FIV)

    Na Fertilização In Vitro é possível ter uma gestação compartilhada, onde ambas participam do processo de fecundação e gestação, ou seja: é possível usar o óvulo de uma das mulheres, e a gestação irá se desenvolver no útero da sua parceira. 

    O casal acompanha todos os passos dados para a realização do procedimento. Para iniciar a FIV é preciso da doação do espermatozóide, feito de maneira anônima e disponibilizada em um banco de esperma nacional ou internacional. 

    Após isso, o óvulo de uma das mulheres é coletado e fecundado com o espermatozóide escolhido e logo após o embrião é implantado no útero desta mulher ou de sua parceira. 

    No entanto, o casal também pode optar por uma gestação não compartilhada, realizando a Inseminação Intrauterina.

    Inseminação Intrauterina (IIU)

    Na IIU apenas uma das mulheres cede o óvulo e se tornará gestante. O procedimento é relativamente mais simples que a FIV e envolve poucas etapas. 

    O espermatozóide também é doado, escolhido no banco de esperma, e é introduzido no óvulo, por meio de um cateter apropriado inserido na cavidade uterina.

    A escolha do tratamento a ser realizado é exclusiva do casal. No entanto, é fundamental ter um profissional especialista para avaliação clínica e laboratorial prévia e acompanhamento deste processo , que envolve tanto o desejo de ser mãe, quanto a saúde da mulher. 

    Casais de mulheres

    Para casais homoafetivos de mulheres existem as seguintes opções de tratamento:

    Inseminação Artificial (intrauterina): é realizada a indução da ovulação em uma das parceiras e o sêmen de doador é injetado dentro do útero da mulher.

    Fertilização in vitro (FIV): é realizada a estimulação  dos ovários de uma das mulheres e os óvulos coletados são fertilizados com os espermatozoides de um sêmen de doador. 

    Os embriões formados podem ser transferidos ao útero da própria mulher ou ao da parceira.

    Casais de homens

    Já as opções para casais homoafetivos de homens é a seguinte:

    Fertilização in vitro com óvulos doados e Útero de substituição: os óvulos de uma doadora são fertilizados pelos espermatozoides de um dos parceiros, e os embriões que se formam no processo são transferidos ao útero de uma parente de até 4º grau. 

    Além disso, vale notar que a doadora de óvulos não pode ser conhecida do casal (doação anônima) e que não há relação comercial ou financeira entre as partes.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, atualmente a Medicina Reprodutiva oferece diversas opções para ajudar casais homoafetivos a realizarem o sonho de conceber um filho.

    Tanto para homens, como para mulheres, é necessário um doados. Para casais homoafetivos de homens, uma doadora de óvulo e no caso de casais femininos doador de sêmen.

    Os procedimentos variam de acordo com a opção do casal, sempre orientados por um especialista em reprodução humana e obedecendo à legislação em vigor.

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    30 de julho de 2019
  • Menopausa: como combater os sintomas

    A idade média do aparecimento da menopausa é por volta dos 45 anos de idade. Este é o período em que a mulher deixa de produzir hormônios e poderá ter sintomas muito fortes, o que interfere no dia a dia e na qualidade de vida. 

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça os principais sintomas da menopausa e descubra como minimizá-los.

    Boa leitura!

    Sintomas da menopausa

    A interrupção na produção de estrogênio, hormônio responsável pelo controle da ovulação, é a principal responsável pelos sintomas da menopausa. 

    Entre os principais sintomas que a falta de estrogênio pode provocar, estão:

    • Sintomas vasomotores (SVM) – são as ondas de calor no pescoço, face e peitos, que atingem até 80% das mulheres;
    • Síndrome geniturinária (SGM) – alterações na vulva, vagina, uretra e bexiga. A mulher pode apresentar desconforto vaginal, dificultando relações sexuais;
    • Irritabilidade e depressão – o estrogênio está associado a sentimentos de bem-estar e autoestima elevada, a falta dele pode causar depressão;
    • Osteoporose – por causa da ausência de estrogênio, após a menopausa, a mulher pode ter osteoporose, doença que causa enfraquecimento ósseo, o que pode levar à fraturas;
    • Alterações no corpo – é possível que a falta do hormônio cause a diminuição do brilho da pele e favoreça a concentração de gordura na barriga; 
    • Descontrole do colesterol – o estrogênio também está relacionado ao equilíbrio entre colesterol bom (HDL) e colesterol ruim (LDL) no sangue.

    Tratamentos para a menopausa

    Basicamente, existem dois tipos mais comuns de tratamentos para amenizar os sintomas da menopausa. Confira a seguir:

    Terapia hormonal

    A terapia hormonal (TH), que é a reposição dos hormônios estrogênio e progesterona por meio de medicamentos, alivia efetivamente os sintomas da menopausa e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida da mulher nessa nova fase.

    Entretanto, é preciso manejar os riscos. A terapia hormonal aumenta as chances do desenvolvimento de algumas doenças, como tromboembolia pulmonar, câncer de mama, câncer de endométrio e doença hepática, além de apresentar sangramento vaginal não diagnosticado ou porfiria (distúrbio provocado por deficiências de enzimas).

    O tratamento deve ser individualizado e é preciso acompanhar a manutenção dos benefícios, a melhora da qualidade de vida e o aparecimento de efeitos adversos nas mulheres que optarem por este tratamento. Converse com um médico de confiança para entender o que é melhor para o seu caso.

    Tratamento sem hormônios

    O tratamento pode ser realizado sem o auxílio de medicamentos (tratamento não farmacológico), usando, por exemplo, a acupuntura ou estabelecendo modificações no estilo de vida. 

    Neste caso, usar roupas leves, diminuir a temperatura dos quartos, beber bebidas frias, evitar alimentos quentes e apimentados, praticar atividades físicas, reduzir o peso e parar de fumar são medidas que podem contribuir para a melhora dos sintomas.

    Os medicamentos são outra estratégia frequentemente utilizada de forma isolada ou em associação às terapias não farmacológicas. O tratamento medicamentoso inclui a TRH (estrogênio, progesterona, tibolona e os moduladores seletivos de hormônios estrogênicos) e o não hormonal. 

    As substâncias não hormonais mais estudadas são os antidepressivos, que atuam via serotonina, via noradrenalina e a gabapentina. Os medicamentos não hormonais usados para tratar manifestações clínicas do climatério podem ser divididos em cinco grupos principais:

    Medicamentos que agem via serotonina: são exemplos a paroxetina, o citalopram, o escitalopram, a sertralina e a fluoxetina. A paroxetina foi recentemente aprovada pelo FDA para o tratamento dos sintomas vasomotores do climatério. É o primeiro medicamento não hormonal aprovado para esse fim nos Estados Unidos. 

    O novo medicamento, denominado Brisdelle®, contém dose mais baixa de paroxetina (7,5 mg) quando comparada à dose de 20mg dos comprimidos usualmente disponíveis no mercado Medicamentos que agem via serotonina + noradrenalina (exemplos: a venlafaxina, desvenlafaxina e a duloxetina)

    Os antiepiléticos (exemplo: a gabapentina). A pregabalina, substância usada para tratamento fibromialgia,também pode ser eficaz.

    Medicamentos fitoterápicos (exemplos: Cimicifuga racemosa, Glycine max, Valeriana, isoflavonas etc.).

    A homeopatia também tem sido utilizada, especialmente para o alívio dos sintomas vasomotores. Algumas substâncias utilizadas na homeopatia são A. racemosa, A. montana, Glonoinum, L. mutus e S. canadensis.

    A busca por medicamentos que não contém hormônios para amenizar os sintomas do climatério, é uma estratégia muito importante para melhorar a qualidade de vida das mulheres que se encontram nessa fase da vida e não podem se submeter à TRH.

    No entanto, vale ressaltar que mesmo os medicamentos fitoterápicos, podem ter efeitos colaterais graves se ingeridos em doses altas. 

    Além disso, eles podem interagir com outros medicamentos que a mulher já esteja utilizando, provocando diversas complicações. 

    Dessa forma, embora avanços importantes estejam ocorrendo, a terapia deve ser sempre individual, realizada com acompanhamento e supervisão médica qualificada.

    Dicas para combater os sintomas da Menopausa

    Existem algumas formas de amenizar os sintomas da menopausa. Confira:

    • Ser orientada por um médico, para que este avalie seus sintomas e a necessidade de medicamentos;
    • Realizar atividades físicas que lhe dê prazer, como andar de bicicleta, correr ou fazer hidroginástica. O importante é fazer exercícios, pois liberam endorfinas na corrente sanguínea que proporciona uma sensação de prazer e de bem estar físico e emocional;
    • Fazer uma dieta balanceada, ingerindo alimentos como soja e inhame, que contêm fitoestrogênios que vão ajudar a diminuir os incômodos da menopausa;
    • Beber bastante água;
    • Tomar chá de camomila, pois ele possui propriedades calmantes e é um ótimo aliado durante a menopausa. 

    Além disso, existem opções de tratamentos naturais para diminuir os sintomas da menopausa. O uso da Isoflavona de soja, um composto derivado da soja que contém os hormônios que deixam de ser fabricados durante esta fase. 

    Este suplemento alimentar deve ser tomado diariamente durante os primeiros meses da menopausa, até que o corpo da mulher se habitue a inatividade dos ovários.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, a menopausa é um período delicado para as mulheres e os sintomas são bastante perceptíveis. 

    A boa notícia é que existem diversas formas de amenizar essas sensações e melhorar a qualidade de vida, mesmo após atingir a menopausa. Para isso, basta ter alguns cuidados com a saúde e, principalmente, fazer um acompanhamento médico adequado e especializado.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre a menopausa, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

    23 de julho de 2019
  • Inseminação artificial: quais são os cuidados após o procedimento

    Entre os tratamentos de fertilidade mais conhecidos estão a inseminação artificial e a fertilização in vitro. Embora o objetivo dos dois tratamentos seja a gravidez, as duas técnicas possuem indicações diferentes. 

    Pensando nisso, preparamos este post para que você saiba o que é a inseminação artificial e quais os cuidados a ter após o procedimento.

    Boa leitura!

    O que é Inseminação Artificial?

    A Inseminação Artificial é um método que consiste na colocação de espermatozóides dentro do canal  genital da mulher, sendo indicado tanto para casos de infertilidade masculina como para casos de infertilidade feminina. 

    A inseminação é um procedimento relativamente simples, com poucos efeitos colaterais e os resultados dependem de alguns fatores, como qualidade do esperma, condições das trompas de Falópio, da saúde do útero e idade da mulher. 

    Geralmente, essa não é a primeira opção de tratamento escolhido pelo casal que apresenta dificuldades para engravidar de forma espontânea e após o tempo de espera considerado normal, que é de 1 ano de tentativas. Isso porque existem outros métodos, como por exemplo a fertilização in vitro, a FIV é infinitamente mais cara e complexa que a inseminação. e com uma taxa de sucesso superior.

    O método consiste em colocar artificialmente o esperma masculino diretamente no útero da mulher, na região cervical, nas tubas, peritônio ou intrafolicular, sem relação sexual envolvida. 

    Existem 2 tipos de inseminação: 

    Inseminação Artificial Homóloga: quando o sêmen pertence ao parceiro;

    Inseminação Artificial Heteróloga: quando é usado o sêmen de um doador. 

    Sem preços

    Para quem é indicada a inseminação artificial?

    A inseminação artificial é indicada para casos de:

    • Infertilidade, sem causa aparente;
    • Impotência sexual masculina;
    • Hipospadia;
    • Ejaculação retrógrada;
    • Vaginismo;
    • Endometriose mínima ou leve;
    • Disfunção ovulatória;
    • Volume de esperma reduzido, sendo recomendado ter no mínimo 3 milhões de espermatozóides/mL;
    • Alterações nos espermatozóides.

    Existem ainda alguns critérios que devem ser respeitados, sendo o principal deles, a idade da mulher. 

    Muitos centros de reprodução humana não realizam o procedimento em mulheres com mais de 40 anos de idade, porque existe um maior risco de aborto espontâneo, resposta baixa ao processo de estimulação ovariana e diminuição da qualidade dos oócitos coletados, que são cruciais para a gravidez. 

    Como é feita a inseminação artificial?

    A inseminação artificial começa com a coleta do sêmen através de masturbação, após 3 a 5 dias de abstinência sexual, e colocação da amostra num recipiente esterilizado para avaliação da qualidade e quantidade dos espermatozoides. 

    Só podem ser utilizados os sêmens com as seguintes características: volume acima de 2 mL, pH de 7,2 a 7,8, concentração acima de 20 milhões de espermatozóides/mL, mais de 50% de espermatozóides que se movimentam livremente e mais de 30% dos espermatozóides com formas naturais.

    Cerca de 3-7 dias antes do dia da inseminação acontecer, a mulher deve tomar um indutor da ovulação, 

    A inseminação artificial acontece da seguinte maneira: o médico introduz um espéculo vaginal (semelhante ao usado no papanicolau) e retira o excesso de muco cervical presente no útero da mulher, a seguir é depositado o esperma.

    Depois disso, a paciente deve ficar 30 minutos em repouso e podem ser feitas até 2 inseminações para aumentar as chances de gravidez.

    Cuidados após a inseminação artificial 

    Após a inseminação, a mulher pode voltar a sua rotina, no entanto, dependendo de alguns fatores, como idade e condições das trompas e do útero, podem ser recomendados pelo médico alguns cuidados extra após a inseminação.  

    Evitar ficar muito tempo sentada ou em pé, evitar relações sexuais por 2 semanas após o procedimento e manter uma dieta equilibrada, podem ser algumas das recomendações.

    Possíveis complicações

    Algumas mulheres relatam sangramentos após a inseminação, o que deve ser comunicado ao médico. 

    Outras possíveis complicações da fertilização artificial incluem gravidez ectópica, aborto espontâneo e gestação de gêmeos, e embora estas complicações não sejam muito frequentes, a mulher deve ser acompanhada pela clínica de inseminação e pelo médico obstetra para prevenir esse tipo de situação.

    Considerações finais

    Como podemos ver ao longo do artigo, a inseminação artificial é um tratamento para ajudar casais com problemas de infertilidade a realizarem o sonho de ter um filho. 

    Por fim, vale ressaltar que o ideal é que todo o processo seja acompanhado por uma clínica especializada, para que todas as possibilidades de tratamento sejam verificadas.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre as diferenças entre a Vasectomia e a Ligadura de trompas, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

    18 de julho de 2019
  • Ligadura de Trompas e Vasectomia: como funciona cada procedimento

    A Vasectomia e a Ligadura de trompas dizem respeito à esterilização definitiva do homem e da mulher, respectivamente.

    Os procedimentos de Esterilização, atualmente, são relativamente simples e não apresentam qualquer efeito colateral. No entanto, é importante lembrar que a legislação brasileira possui regras rígidas para a realização da esterilização.

    Por vezes, pode ser indispensável a realização dos procedimentos para salvar a saúde dos pacientes, como em casos de câncer do ovário ou dos testículos.

    Pensando nisso, elaboramos este post para que você conheça as diferenças entre os procedimentos de Vasectomia e Ligadura de trompas.

    Boa leitura.

    O que é Laqueadura?

    A Laqueadura consiste no bloqueio das trompas como método de anticoncepção definitivo. A obstrução das trompas impossibilita o encontro do óvulo com os espermatozóides, o que seria o processo chamado fecundação. 

    Atualmente, a técnica de Laqueadura mais usada é através da colocação de um “stent tubário”, parecido com uma mola. 

    A cirurgia pode  ser realizado em regime ambulatorial, sem o uso de qualquer anestesia. 

    O procedimento é indicado para a mulher que queira uma anticoncepção definitiva. Em outras palavras, é a esterilização feminina para pacientes que não querem ou, por algum motivo de saúde, não podem mais engravidar. 

    Por exemplo, em alguns casos de câncer nos ovários, pode ser necessário retirar as trompas, procedimento conhecido como Salpingectomia. A retirada das trompas também é indicada para prevenção contra infecções pélvicas.

    Como funciona?

    Existem diversas técnicas de Laqueadura Tubária, podendo ser realizadas através de incisão abdominal, vaginal ou histeroscopia.

    De acordo com cada técnica, o procedimento é diferente e deve ser avaliado pelo cirurgião responsável. Pode ser necessário usar anestesia geral ou raquidiana com ou sem sedação, tudo vai depender da avaliação clínica. No caso da colocação do stent tubário, não existe a necessidade do uso de anestésicos.

    No caso de incisão abdominal, o procedimento pode ser realizado no pós-parto de tipo cesárea, quando houver risco à vida ou à saúde da mulher ou do bebê e os médicos devem assinar um testemunho sobre a decisão. 

    O procedimento deve ser autorizado e assinado por dois médicos. Em casos mais simples, o cirurgião pode optar por fazer pequenos cortes acima do púbis.

    No caso da laparoscopia, são realizados pequenos cortes a periumbilical, região da linha média do abdômen, deixando apenas pequenas cicatrizes.

    Já os procedimentos vaginais e por histeroscopia não deixam cicatrizes. Nesses casos, a exposição das trompas é realizada pela vagina e o stent é colocado por meio da técnica de histeroscopia, que consiste na introdução de uma haste flexível com uma luz e uma câmera acoplada na ponta, que projeta a imagem para que o médico possa visualizar as trompas e realizar o procedimento.

    Todas as especialidades médicas são habilitadas a fazer o procedimento. Caso seja por Laparoscopia ou  Histeroscopia, deve ser realizado apenas por um Ginecologista com especialização nesse procedimento.

    O que é a Vasectomia?

    Por outro lado, a Vesectomia é o procedimento cirúrgico que interrompe o fluxo de espermatozóides produzidos nos testículos.

    O procedimento também é conhecido como Laqueadura, Esterilização masculina ou Ligadura dos ductos deferentes.

    Vale salientar que a legislação federal impõe como condição para a realização da esterilização cirúrgica, o registro da expressa manifestação da vontade em documento escrito e firmado, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de sua reversão e opções de contracepção reversíveis existentes. 

    Além disso, as leis estabelecem que a esterilização depende do consentimento expresso dos dois membros do casal.

    Como funciona?

    A Vasectomia é uma cirurgia relativamente simples, realizada por um médico Urologista em um hospital ou clínica. 

    Os pequenos ductos deferentes que transportam o esperma ficam logo abaixo da pele, e por meio de uma pequena incisão de cada lado da bolsa escrotal, os ductos deferentes são cortados e bloqueados por fios de sutura. Dessa forma, os espermatozóides não serão mais ejaculados.

    Basicamente, existem dois tipos de Vasectomias: Método com incisão e Método sem incisão.

    Os métodos sem incisão reduzem o risco de infecção e outras complicações e o tempo de recuperação é bem menor.

    Os dois tipos de procedimentos são rápidos, duram cerca de 30 a 35 minutos e o paciente pode ir para casa no mesmo dia.

    Por fim, vale ressaltar que a Vasectomia é uma técnica permanente e só deve ser realizada se o homem e sua parceira estiverem 100% confiantes que não desejam filhos no futuro.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, a Vasectomia e a Laqueadura são os procedimentos de esterilização definitiva para homens e mulheres, respectivamente.

    Vale frisar que com os tratamentos de reprodução assistida existentes atualmente, é possível realizar o sonho de ter filhos através de inseminação artificial ou fertilização in vitro, mesmo para pacientes que tenha se submetido a tratamentos De esterilização definitiva.

    No caso de realizar o procedimento voluntariamente, é importante lembrar que a legislação brasileira possui regras que regulamentam a esterilização voluntária e que é fundamental estar totalmente convicto/a da decisão.

    No entanto, esses procedimentos podem ser realizados para preservar a saúde e a vida do paciente, não deixando como opção de escolha, mas de necessidade.
    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre as diferenças entre a Vasectomia e a Ligadura de trompas, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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    16 de julho de 2019
  • Infertilidade Masculina: conheça a Varicocele

    Poucos sabem, mas a Varicocele é uma das causas da infertilidade nos homens e que, tipicamente, se desenvolve com a chegada da puberdade. Como a doença costuma não apresentar sintomas, ter uma avaliação urológica nessa fase da vida é de suma importância.

    Pensando nisso, preparamos este post para ajudar você a entender as principais causas e o que fazer no caso de suspeitas de Varicocele.

    Boa leitura!

    O que é Varicocele?

    Basicamente, a Varicocele causa a dilatação das veias que drenam o sangue dos testículos. A doença ocorre devido a uma insuficiência das veias de drenagem desses vasos, dificultando o bombeamento do sangue e formando, assim, varizes.

    Apesar de muitos nunca terem ouvido falar na doença, ela é um dos principais motivos da infertilidade masculina, pois provoca alterações na produção e qualidade dos espermatozóides.

    De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a doença atinge cerca de 15% dos homens a nível mundial. A principal consequência da doença é a infertilidade masculina, no entanto, a varicocele também provoca dores e, por vezes, diminuição do tamanho dos testículos.

    Na maiorias das vezes, a doença aparece no testículo esquerdo (75 a 95%), algumas vezes nos dois testículos (10% a 20%) e raramente no direito.

    Varicocele e infertilidade masculina

    O represamento de sangue ao redor dos testículos leva ao aumento da temperatura testicular. Os testículos estão situados numa bolsa (escroto) fora do corpo, e isto tem seu motivo. É que a temperatura da “fábrica” deve estar entre 1,5 e 2ºC mais baixa que a temperatura do nosso corpo.

    A teoria mais aceita para explicar o papel nocivo da Varicocele é que a sua presença aumenta a temperatura nos testículos e prejudica seu processo de funcionamento. 

    Além disso, este sangue represado leva a um aumento de algumas substâncias tóxicas, como os radicais livres de oxigênio. Como consequência, pode ocorrer diminuição da produção, da movimentação e do funcionamento dos espermatozóides, causando infertilidade.

    Diagnóstico da Varicocele

    A varicocele, na maioria das situações, não apresenta qualquer sintoma. Mas, isso pode ser bastante perigoso, já que ela prejudica a função dos testículos sem que o paciente identifique a doença. 

    Aliás, vale ressaltar que é necessário consultar um urologista regularmente para fazer uma avaliação de doenças e anomalias.

    Para diagnosticar a doença, o médico deve solicitar a realização de um exame físico. Para tal, o paciente deve ficar em pé numa sala com a temperatura amena, para que não haja relaxamento da musculatura escrotal. 

    O médico então solicita que o homem assopre com força, de forma a facilitar a visualização e palpação das veias dilatadas. O procedimento é repetido na posição deitada. 

    Se o médico identificar alguma anomalia, ele vai realizar uma ultrassonografia dos testículos para confirmar a presença da doença.

    Além disso, durante a avaliação médica, devem ser solicitados pelo menos dois exames de espermograma, para avaliar a quantidade e qualidade dos espermatozóides produzidos. 

    Os homens diagnosticados com a doença precisam buscar orientação médica e iniciar um tratamento o quanto antes, já que os efeitos da Varicocele são progressivos. A boa notícia é que a taxa de sucesso dos tratamentos é de cerca de 70%.

    Para resumir, podemos dizer que homens diagnosticados com varicocele, que sintam dor ou tenham uma diminuição do tamanho dos testículos e apresentem dificuldades para ter filhos, precisam consultar um especialista e iniciar um tratamento que possa reverter o quadro. 

    Confira a seguir, os principais tipos de tratamentos.

    Tratamentos para Varicocele

    Existem duas alternativas de tratamento para varicocele, entre eles, o tratamento cirúrgico é o mais comum. O procedimento é realizado na região da virilha, com o auxílio de um microscópio. Em média, a cirurgia dura 45 minutos de cada lado e não necessita de internação hospitalar.

    Após a operação, é recomendado o uso de um suspensório escrotal, que é um apoio para a bolsa escrotal, durante alguns dias. Além disso, o paciente precisa evitar fazer esforço físico por cerca de 30 dias. Passados 10 dias da operação, o paciente poderá ter relações sexuais.

    Outra opção é a cirurgia laparoscópica, embora seja menos usada. Esta técnica consiste num procedimento não cirúrgico, semelhante a um cateterismo, para fazer a embolização de Varicocele. 

    Este método não requer qualquer tipo de anestesia e dura cerca de uma hora, em média. No entanto, a taxa de sucesso é inferior quando comparada ao tratamento cirúrgico com uso de microscópio, mencionado anteriormente.

    A cirurgia laparoscópica é outra opção, porém, é muito menos usada. A embolização da Varicocele é um processo não cirúrgico, semelhante a um cateterismo. Não é preciso anestesia geral (na maioria das vezes apenas sedação) e o procedimento dura apenas uma hora, em média. 

    Mas, também é muito pouco utilizada em nosso meio e apresenta resultados inferiores ao tratamento cirúrgico com o uso de microscópio.

    Por fim, de três a seis meses após a cirurgia, o paciente deve repetir o exame de espermograma para avaliar o resultado. 

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, a Varicocele é uma doença silenciosa, mas perigosa para a saúde e, principalmente, para a fertilidade masculina.

    A doença é a principal causa da infertilidade masculina e por não apresentar sintomas, muitos homens só tomam conhecimento da doença quando não conseguem ter filhos.

    Apesar de tudo, os tratamentos para o problema são cada vez mais eficazes, com altas taxas de sucesso e completa reversão do quadro de infertilidade.

    Sendo assim, se você identificou algum dos sinais ou sintomas descritos neste post, marque uma consulta com um especialista para avaliar melhor o caso e fornecer um diagnóstico mais preciso.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre as causas da infertilidade masculina, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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    11 de julho de 2019
  • Sou saudável, mas não consigo engravidar, por quê?

    Após algum tempo de tentativas sem que haja sucesso, é normal que o casal comece a ficar preocupado e passe a pensar mais sobre a sua fertilidade.

    Existe um tempo de espera considerado normal para conseguir conceber. Esse prazo é de 12 meses para casais sem nenhum problema de fertilidade pré-existente e quando a mulher possui uma idade inferior a 35 anos.

    As estatísticas mostram que um casal jovem e saudável tem apenas 20% de chances de engravidar a cada mês.

    Dito isso, se após esse tempo de espera, a dificuldade para engravidar persista, o ideal é procurar um especialista o quanto antes para obter um diagnóstico mais preciso.

    Pensando nisso, preparamos este post para ajudar você a entender as principais causas e o que fazer caso esteja desconfiando que seja infértil.

    Boa leitura!

    O período fértil feminino

    O período fértil feminino é identificado pela disponibilidade do óvulo para fecundar. A mulher já nasce com todos os óvulos que precisa e estes são liberados mensalmente com a menstruação.

    Até os 35 anos de idade, a maioria das mulheres tem o período fértil normal. Por esse motivo, somente após 12 meses de tentativas que é indicado buscar orientação médica para engravidar. 

    Mas, é importante lembrar que no caso de mulheres com mais de 35 anos, o tempo de espera é apenas de seis meses, a partir desse período, o ideal é procurar um especialista.

    A infertilidade feminina

    As causas da infertilidade são inúmeras. Um dos exemplos, tal como citamos no tópico anterior, é a gravidez tardia da mulher. Outros motivos que podem levar à infertilidade são: estresse e DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

    Para o casal que está com dificuldade para engravidar, o estresse pode dificultar um pouco mais a situação. A sensação de ansiedade influencia na produção de determinados hormônios, impedindo que a concepção ocorra.

    Também é importante lembrar que alterações no sistema reprodutor feminino também diminuem as chances de gravidez, bem como, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que também é provocada por desequilíbrios hormonais.  

    Outra causa bastante comum para a infertilidade é a endometriose, doença caracterizada pela implantação do endométrio (tecido intra uterino) fora do útero, como exemplo, no abdômen, na bexiga, entre outros.

    A tireoide também é uma das principais causas da infertilidade feminina, já que a glândula tireoide é responsável pela produção de hormônios essenciais para a gravidez.

    Como podemos ver, as causas para a infertilidade podem ser diversas e por esse motivo, é fundamental consultar um médico especialista em Medicina Reprodutiva, para avaliar melhor cada caso.

    A infertilidade masculina

    Ao contrário do que muita gente pensa, a dificuldade em conceber não se deve exclusivamente a fatores femininos. Aliás, a porcentagem de se ter problemas de infertilidade é de 30% tanto para os homens como para as mulheres.

    Mas, os motivos para a infertilidade masculina também são diversos e dependem de um diagnóstico preciso.

    Uma das principais causas para a infertilidade masculina é quando o homem não produz a quantidade ideal de espermatozóides. Isto é, quando a qualidade e quantidade de espermatozóides não é suficiente para fecundar o óvulo.

    Outras situações são: dificuldade em ejacular, produzir espermatozóides com alterações infecciosas, piospermia…

    Vale mencionar que apenas 10% dos casos da infertilidade não tem causa definida. Esses casos são conhecidos como Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA).

    Por esse motivo, é fundamental consultar um especialista que possa determinar com mais rigor as causas de dificuldade em engravidar, de modo a propor o melhor tratamento para o caso.

    Não consigo engravidar! O que fazer?

    Passado o tempo de espera e as tentativas de engravidar não tenham dado certo, o melhor é procurar orientação médica para verificar se o casal tem as condições para engravidar.

    Afinal, como pudemos ver, não é um processo tão fácil como parece. Para uma gravidez ocorrer, é necessário que uma série de fatores biológicos estejam em perfeita sintonia.

    O especialista em Medicina Reprodutiva é o profissional mais qualificado para avaliar a saúde do casal e realizar um diagnóstico preciso da situação. 

    Durante as consultas, o médico deve pedir a realização de diversos exames para identificar as causas da infertilidade.

    A partir daí, junto ao casal, o médico poderá planejar o melhor tipo de tratamento, de forma a garantir o conforto e confiança para os pacientes.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, existem diversos motivos que podem dificultar a gravidez. Os problemas podem ser tanto da mulher, do homem, do casal ou até mesmo sem causa aparente.

    No entanto, a boa notícia é que atualmente a medicina dispõe de métodos de diagnóstico e tratamentos que já ajudaram milhares de casais a realizar o sonho de ter um filho.

    Se você quer saber mais informações sobre este assunto, sugiro a leitura de um eBook que publicamos recentemente. Para baixar gratuitamente é só clicar no link:

    Não Consigo Engravidar. O Que Fazer?

    Por fim, lembre-se de consultar um especialista para obter um diagnóstico preciso, pois ele indicará o melhor tratamento para o seu caso.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre as causas da infertilidade, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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    Leia também: o que é reprodução assistida?

    9 de julho de 2019
  • Quem fez laqueadura pode engravidar novamente: opções, chances e o que esperar

    Conteúdo atualizado em 27/08/2026.

    A laqueadura tubária é um método de contracepção considerado definitivo. O procedimento interrompe ou bloqueia as tubas uterinas, estruturas que conectam os ovários ao útero e que desempenham papel importante no encontro entre óvulo e espermatozoide.

    Embora seja altamente eficaz, a laqueadura não significa que uma nova gravidez seja impossível. Quando uma mulher que realizou a esterilização deseja engravidar novamente, existem duas principais possibilidades: a reversão da laqueadura, em casos selecionados, ou a fertilização in vitro (FIV).

    A escolha entre essas alternativas deve ser individualizada e considerar a idade, a reserva ovariana, a técnica utilizada na laqueadura, as condições das tubas e do útero, o tempo reprodutivo disponível e a presença de outros fatores de infertilidade.

    A reversão da laqueadura

    A reversão da laqueadura é uma cirurgia realizada para restabelecer a continuidade das tubas uterinas. Trata-se de um procedimento delicado, geralmente realizado com técnica microcirúrgica, e sua possibilidade depende principalmente de quanto da tuba permanece saudável após a esterilização.

    Nem todos os tipos de laqueadura podem ser revertidos. Quando houve remoção extensa das tubas, como em determinadas técnicas de salpingectomia, pode não existir segmento tubário suficiente para uma reconstrução funcional.

    Além da técnica utilizada na esterilização, alguns fatores influenciam o prognóstico:

    • Idade da mulher;
    • Reserva ovariana;
    • Comprimento e qualidade das tubas remanescentes;
    • Local em que a tuba foi interrompida;
    • Presença de aderências ou outras alterações pélvicas;
    • Qualidade do sêmen do parceiro;
    • Presença de endometriose ou outros fatores de infertilidade;
    • Experiência da equipe responsável pela cirurgia.

    Por isso, antes de indicar uma reversão, é importante realizar uma avaliação completa do casal.

    Taxas de sucesso: o que os dados dizem

    As taxas de gravidez após a reversão variam consideravelmente entre os estudos. Não existe uma porcentagem única que possa ser aplicada a todas as mulheres.

    A idade é um dos fatores prognósticos mais importantes, principalmente porque a fertilidade feminina diminui progressivamente com o passar dos anos, independentemente da condição das tubas.

    Também é importante diferenciar taxa de gravidez de taxa de nascimento de um bebê. Nem toda gravidez evolui para nascimento, e por isso números de estudos diferentes não devem ser comparados diretamente sem conhecer exatamente qual desfecho foi avaliado.

    De forma geral, os melhores resultados tendem a ocorrer em mulheres mais jovens, sem outros fatores de infertilidade e quando a técnica utilizada na laqueadura preservou uma quantidade adequada de tuba para reconstrução.

    A decisão, portanto, não deve ser baseada apenas no tempo desde a laqueadura ou em uma porcentagem isolada.

    FIV após laqueadura: quando é a melhor escolha?

    A fertilização in vitro apresenta uma importante vantagem: não depende da passagem dos óvulos e espermatozoides pelas tubas uterinas.

    Na FIV, os óvulos são obtidos diretamente dos ovários por meio da aspiração folicular. Depois, a fertilização ocorre no laboratório e, posteriormente, um embrião é transferido para o útero.

    Por isso, não é necessário desfazer a laqueadura para realizar FIV.

    A FIV pode ser especialmente considerada quando:

    • A mulher tem idade mais avançada;
    • Existe baixa reserva ovariana ou outro fator relacionado à fertilidade;
    • As tubas foram muito danificadas ou removidas;
    • Existe fator masculino associado;
    • Há endometriose ou outras condições que dificultam a concepção natural;
    • A mulher deseja evitar uma nova cirurgia;
    • Houve falha de uma tentativa anterior de reversão;
    • O tempo reprodutivo disponível é um fator importante.

    Em algumas situações, a FIV pode proporcionar uma estratégia mais rápida e previsível do que realizar a reversão e posteriormente aguardar a ocorrência de uma gestação espontânea.

    Reversão ou FIV: qual é melhor?

    Não existe uma resposta única. A reversão tubária pode ser uma alternativa interessante para mulheres mais jovens, com boa reserva ovariana, sem outros fatores importantes de infertilidade e cuja anatomia tubária seja favorável.

    Já a FIV pode ser mais adequada quando existe idade mais avançada, alteração importante das tubas, baixa reserva ovariana, fator masculino ou outros fatores que já indiquem a necessidade de reprodução assistida.

    Outro ponto importante é o projeto reprodutivo do casal. Uma mulher que deseja ter mais de um filho pode, em determinadas circunstâncias, considerar a reversão tubária, pois ela possibilita novas tentativas de concepção natural. Por outro lado, quando o objetivo é uma gestação em um período mais curto, a FIV pode ser uma alternativa mais eficiente. A decisão deve ser individualizada após avaliação médica.

    Na Nilo Frantz, ao avaliar uma mulher que deseja engravidar após a laqueadura, analisamos sua idade, reserva ovariana, histórico reprodutivo, técnica utilizada na esterilização, condições das tubas e do útero e possíveis fatores de infertilidade do casal.

    A partir dessas informações, podemos discutir de forma individualizada se a reversão tubária ou a fertilização in vitro oferece a estratégia mais adequada para o projeto reprodutivo daquela paciente.

    Se você fez uma laqueadura e deseja engravidar novamente, agende uma consulta com nossos especialistas para avaliar suas possibilidades.

    Perguntas frequentes sobre gravidez após laqueadura

    1. A FIV funciona mesmo com a laqueadura?

    Sim. A laqueadura não impede a estimulação dos ovários, a coleta dos óvulos ou a fertilização em laboratório.

    Os óvulos são coletados diretamente dos ovários e, após a fertilização, o embrião é colocado dentro do útero. Portanto, as tubas uterinas não precisam estar funcionando para que a FIV seja realizada.

    A chance de sucesso da FIV, por sua vez, depende de diversos fatores, principalmente da idade da mulher, reserva ovariana, quantidade e qualidade dos óvulos e embriões e características do tratamento.

    Por isso, não é adequado aplicar uma única taxa de sucesso de FIV a todas as pacientes.

    1. E os testes genéticos dos embriões?

    Durante um tratamento de FIV, pode existir a possibilidade de realizar teste genético pré-implantacional para aneuploidias (PGT-A) em situações selecionadas.

    O PGT-A avalia alterações no número de cromossomos dos embriões e pode fornecer informações adicionais para a decisão sobre quais embriões serão transferidos.

    Entretanto, o PGT-A não é indicado rotineiramente para todas as pacientes e não deve ser apresentado como uma garantia de aumento das chances de gravidez. Sua indicação deve ser discutida individualmente, considerando idade, histórico reprodutivo, número de embriões disponíveis e características do casal.

    1. Depois da reversão, quanto tempo é preciso esperar para engravidar?

    O período de recuperação deve ser definido pelo cirurgião de acordo com a técnica utilizada e a evolução de cada paciente.

    Após a liberação médica, as tentativas de gravidez podem ser iniciadas naturalmente.

    Caso a gestação não aconteça, o momento para investigar novamente a fertilidade não precisa necessariamente ser o mesmo utilizado para casais sem história de infertilidade. A idade da mulher e suas condições reprodutivas devem ser consideradas para definir quanto tempo é adequado aguardar.

    1. Existe risco de gravidez ectópica?

    Sim.  Uma gravidez pode ocorrer mesmo após uma laqueadura, embora isso seja incomum. Quando ocorre uma gestação após esterilização tubária ou após sua reversão, existe preocupação especial com a possibilidade de gravidez ectópica, quando o embrião se implanta fora da cavidade uterina, geralmente na tuba.

    Após um teste de gravidez positivo, é importante realizar acompanhamento médico precoce para confirmar a localização da gestação.

    Dor abdominal ou pélvica, sangramento vaginal, tontura ou desmaio associados a um teste de gravidez positivo exigem avaliação médica imediata.

    1. A laqueadura pode “se desfazer” sozinha?

    A falha da esterilização tubária é rara, mas pode acontecer.

    Isso não significa que a laqueadura simplesmente “desapareça” ou que as tubas necessariamente voltem ao funcionamento normal. A gravidez pode ocorrer por falha do método ou, em situações muito raras, por recanalização espontânea.

    Por isso, uma mulher que realizou laqueadura e apresenta atraso menstrual ou sintomas de gravidez deve fazer um teste e procurar avaliação médica.

    1. Afinal, quem fez laqueadura pode engravidar novamente?

    Sim.  Quando existe desejo de uma nova gestação, a mulher pode ser avaliada para duas estratégias principais:

    1. Reversão da laqueadura:

    uma cirurgia que busca restabelecer a continuidade das tubas, indicada apenas quando existem condições anatômicas favoráveis e quando o perfil reprodutivo da mulher torna essa estratégia adequada.

    2. Fertilização in vitro:

    uma técnica de reprodução assistida que permite a fertilização dos óvulos em laboratório e não depende do funcionamento das tubas.

    A melhor escolha depende da história de cada paciente.

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