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  • Será que a doação de gameta é para mim? Saiba como funciona

    Fundamentado na sociedade atual e nas mudanças comportamentais do indivíduo moderno, os dados demográficos mais recentes apontam que cada vez mais pessoas estão adiando o sonho de terem filhos.

    É sabido também pela medicina que a partir dos 35 anos, a fertilidade feminina diminui significativamente e as chances de engravidar de forma espontânea são reduzidas.

    Por esse motivo, muitas mulheres têm a necessidade de recorrer à doação de óvulos para realizar o sonho de conceber um filho.

    Com as técnicas existentes nos dias de hoje, as taxas de sucesso são bastante satisfatórias.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça como funciona e para quem é indicada a doação de gametas.

    Boa leitura!

    Para quem é indicada?

    O uso de gametas femininos doados é cada vez mais comum nos dias de hoje. Muitos são os motivos que levam à necessidade de recorrer à doação para realizar o sonho de ter um filho.

    O principal desses motivos é a gravidez sendo cada vez mais tardia. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a cada ano que passa, aumenta o número de mães de primeira viagem com idade superior ao recomendado, ou seja, acima dos 35 anos.

    Existem outras causas que podem levar à necessidade de recorrer a esse método, todas relacionadas com a impossibilidade de produzir óvulos capazes de originar um gestação 

    No Brasil, a doação de gametas é regulada pelo Conselho Federal de Medicina, que proíbe a doação para fins comerciais e exige o anonimato de ambas as partes, receptora e doadora.

    Por fim, vale ressaltar que a idade limite feminina para a doação de gametas é de 35 anos  e para os homens, o limite é 50 anos de idade.

    Como funciona a doação?

    Como mencionamos brevemente, a identidade dos doadores de gametas ou embriões, assim como dos receptores, deve ser mantida em sigilo. 

    Apesar disso, em algumas situações especiais, quando existe risco para a saúde ou para a vida da mãe ou bebê, as informações da doadora podem ser fornecidas exclusivamente para os médicos, que devem também preservar a identidade da concessora.

    O médico também é responsável pelo pareamento doadora-receptora, de modo a garantir uma maior semelhança física entre as partes envolvidas.

    Além disso, a doadora deve ter o seu histórico clínico pessoal e familiar estudado, para que os médicos possam avaliar a possibilidade de existência de doenças hereditárias que apresentem riscos para a saúde da mãe e do bebê.

    A utilização de testes genéticos pode aumentar a segurança em relação a embriões transferidos.

    Teste Genético Pré-Implantacional de embriões

    A legislação brasileira não permite que sejam selecionados embriões com determinadas características genéticas, exceto nos casos de risco de desenvolvimento de doenças cromossômicas ou gênicas.

    Para avaliar essa condição, pode ser realizado um teste genético, chamado de Teste Genético Pré-Implantacional para doenças monogênicas (PGT-M), que consiste na identificação de determinadas mutações genéticas no embrião, principalmente, em casos em que um dos pais tenha alguma mutação específica, que aumente as chances de desencadear uma patologia hereditária e transmitir para a criança.

    Por esse motivo, é obrigatório o preenchimento do termo de consentimento, informado pelo casal receptor para a execução dessa prática.

    Outro teste genético embrionário é o Teste Genético Pré-implantacional para aneuploidias (PGT-A), que serve para identificar os embriões com alterações cromossômicas antes da transferência para o útero. O objetivo é transferir apenas os embriões saudáveis , que tenham maiores chances de implantação.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do artigo, os estudos demográficos mais recentes apontam que o número de mulheres que adiam a gravidez para depois dos 35 anos de idade têm aumentado nos últimos anos. 

    Vimos também que a idade da mulher é um dos principais fatores que influenciam na gravidez e que a partir dessa idade, as chances de engravidar espontaneamente diminuem bastante. Além disso, a idade avançada pode impactar negativamente no resultado de tratamentos de reprodução assistida.

    Por esse motivo, muitas vezes é necessário recorrer à doação de óvulos para realizar o sonho de ter filhos, mas, lembre-se de consultar um especialista em Medicina Reprodutiva para que ele possa avaliar o seu caso e propor uma solução individualizada.

    Se você achou que o nosso post te ajudou a conhecer como funciona e para quem é indicada a doação de gametas, clique aqui e conheça as melhores técnicas da Medicina Reprodutiva no Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • Porque a procura por doação de gametas tem aumentado?

    Na última década, a procura por doação de gametas aumentou significativamente, principalmente, por dois motivos.

    Em primeiro lugar, de acordo com dados da OMS, as mulheres têm deixado para engravidar cada vez mais tarde e por conta da idade avançada, o processo de concepção natural pode se tornar difícil, e em muitos casos, a solução pode ser recorrer à óvulos doados.

    Outro motivo que levou ao aumento da procura por doação de gametas, foram as alterações na legislação, que tiveram como principal objetivo ampliar a possibilidade de recorrer ao método de doação de gametas.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você saiba porque a procura por doação de gametas está crescendo e pode ser uma opção para você

    Boa leitura!

    A doação de gametas no Brasil

    É sabido que depois dos 35 anos de idade, a fertilidade feminina diminui consideravelmente. Além disso, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de mulheres que se tornaram mães após os 40 anos no país, subiu 49,5% em 20 anos. 

    Muitas dessas mulheres tiveram que recorrer à óvulos doados para realizar o sonho de ser mães. 

    De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2017, mais de 66 mil embriões foram congelados no Brasil, em clínicas de fertilização. 

    Mas, o processo é complexo, já que exige compatibilidade entre receptora e doadora e é necessário passar por uma série de exames e procedimentos médicos, por esses motivos, pode ser um pouco demorado.

    Apesar disso, a boa notícia é que atualmente as técnicas de criopreservação e fertilização in vitro apresentam altas taxas de sucesso e tem ajudado milhares de casais a realizar o sonho de ter filhos.

    Nós já falamos sobre o assunto aqui, confira os seguintes artigos:

    Como mencionamos anteriormente, algumas mudanças na legislação ampliaram o acesso ao procedimento. Confira a seguir.

    Resolução do Conselho Federal de Medicina

    A seguir confira, as novas regras da legislação de doação de gametas de acordo com a Resolução do Conselho Federal de Medicina de 2017.

    Doação de gametas 

    1. A doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial.
    1. Os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa.
    1. A idade limite para doação de gametas é de 35 anos para a mulher e 50 anos para o homem.
    1. Obrigatoriamente será mantido o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores. Em situações especiais, as informações sobre doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do doador.
    1. As clínicas, centros ou serviços que empregam a doação devem manter, de forma permanente, um registro de dados clínicos de caráter geral, características fenotípicas e uma amostra de material celular dos doadores, de acordo com a legislação vigente.
    1. Na região de localização da unidade, o registro dos nascimentos evitará que um(a) doador(a) tenha produzido mais que duas gestações de criança de sexos diferentes numa área de um milhão de habitante.
    1. A escolha dos doadores é de responsabilidade da unidade. Dentro do possível deverá garantir que o doador tenha a maior semelhança fenotípica e imunológica e a máxima possibilidade de compatibilidade com a receptora.
    1. Não será permitido ao médico responsável pelas clínicas, unidades ou serviços nem aos integrantes da equipe multidisciplinar que nelas trabalham participar como doador nos programas de reprodução assistida.
    1. É permitida a doação voluntária de gametas, bem como a situação identificada como doação compartilhada de oócitos em reprodução assistida, onde doadora e receptora, participando como portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de reprodução assistida. A doadora tem preferência sobre o material biológico que será produzido.

    Considerações finais

    De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, o número de mulheres que pretendem engravidar depois dos 35 anos de idade aumentou significativamente nos últimos anos. Os números também se refletem na sociedade brasileira.

    Os motivos que levam as pessoas a adiar a maternidade são diversos, e às vezes, quando tomam a decisão, pode ser necessário recorrer ao recurso de doação de gametas.

    A procura por esse tipo de procedimento têm aumentado muito, devido às novas regras da legislação, como vimos anteriormente, e pelas altas taxas de sucesso dos tratamentos de reprodução assistida.

    Por fim, se você está com dificuldade para engravidar, a recomendação é procurar uma clínica de reprodução assistida de confiança, com laboratório de criopreservação próprio para ajudar você a realizar o sonho de ter um filho.

    Se você achou que o nosso post te ajudou a saber porque a procura por doação de gametas tem aumentado, clique aqui e conheça as melhores técnicas da Medicina Reprodutiva no Brasil.

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  • Como me preparar para a Fertilização in vitro?

    O tratamento de fertilização in vitro tem ajuda milhares de casais ao redor do mundo a realizar o sonho de ter filhos.

    A fertilização in vitro é uma das técnicas de reprodução assistida com as maiores taxas de sucessos e é recomendada para os mais diversos problemas de infertilidade.

    O tratamento consiste em algumas etapas que, por vezes, podem ser desgastantes para o casal. No entanto, existem algumas formas para se preparar para a realização do tratamento.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça como se preparar para a fertilização in vitro.

    Boa leitura!

    O que é e como funciona a Fertilização In Vitro?

    A fertilização in vitro consiste na fecundação do óvulo com o espermatozóide em ambiente laboratorial. 

    O processo in vitro requer o cultivo em laboratório para que os médicos acompanhem o desenvolvimento dos embriões e posterior transferência para o útero materno.

    O tratamento consiste nas seguintes etapas:

    1. Consulta

    Antes de qualquer coisa, é preciso saber os motivos que estão causando a dificuldade de engravidar. Para tal, é necessário realizar uma consulta com médicos especializados em reprodução humana.

    2. Estimulação ovariana

    A estimulação ovariana é um processo que tem como principal objetivo aumentar o número de óvulos produzidos. A técnica é realizada através da injeção de medicamentos que estimulam os ovários a produzir mais óvulos, para obter um número maior de embriões.

    3. Punção em laboratório

    Esta etapa é dividida em três fases:

    Punção folicular

    Quando os folículos alcançam o tamanho adequado e uma quantidade de óvulos aceitável, é administrada uma injeção de hCG para induzir o amadurecimento do óvulo. A punção folicular pode, então, ser agendada para 36 horas após a aplicação de hCG. 

    Fecundação de óvulos

    Após a punção folicular e a coleta dos espermatozóides, começa o processo de fecundação dos óvulos em laboratório. Este processo é realizado através da técnica de fertilização in vitro tradicional ou da injeção de um espermatozóide no óvulo (ICSI).

    Cultivo embrionário

    Quando há fecundação dos óvulos, eles são observados no laboratório e classificados de acordo com a sua morfologia e capacidade de divisão. Nem todos os embriões vão se desenvolver normalmente e alguns podem ser considerados inviáveis. Os embriões saudáveis são separados para a etapa de transferência embrionária. 

    4. Transferência embrionária

    Nesta etapa do tratamento, são selecionados os melhores embriões e introduzidos dentro do útero materno.

    5. Teste de gravidez

    11 dias depois da transferência embrionária, é realizado um teste de gravidez, para avaliar o resultado do tratamento.

    6. Ultrassonografia

    Se confirmada a gestação, é chegada a hora do primeiro ultrassom de gravidez. Duas semanas após o teste de gravidez positivo.

    Dicas para se preparar para a Fertilização In Vitro

    Como mencionamos no tópico anterior, o tratamento de fertilização in vitro passa por diversas etapas, que podem ser um pouco desgastantes para o casal a nível emocional e físico. 

    A seguir listamos algumas dicas para ajudar você a se preparar melhor para a FIV. 

    Alivie o estresse

    Busque realizar atividades que lhe dê prazer, às vezes coisas simples do dia a dia, como uma massagem, assistir um filme,  jantar com amigos ou viajar podem ser ótimas formas para relaxar.

    Participe de grupos de apoio

    O tratamento de fertilização in vitro envolve aspectos da sua intimidade que podem ser difícei de compartilhar com familiares e amigos, especialmente com pessoas que não estão familiarizadas com a infertilidade.

    Por esse motivo, é fundamental escolher uma clínica que ofereça acompanhamento psicológico com especialistas e além disso, existem vários grupos de discussão e apoio on-line, formados por pessoas que estão passando pela mesma situação.

    Mantenha uma dieta saudável

    Além de grupos de apoio e acompanhamento psicológico, algumas clínicas também oferecem o acompanhamento de um nutricionista para orientá-la sobre como manter uma dieta equilibrada. Manter uma alimentação saudável é fundamental para o sucesso do tratamento.

    Informe-se e tire todas as suas dúvidas

    Outro aspecto importante para a preparação da fertilização in vitro, é obter o máximo de informação possível sobre o assunto. 

    Visite o site da clínica, consulte o material disponível e tire todas as suas dúvidas com os especialistas. 

    Terapias de relaxamento

    Uma dica importante, que pode fazer toda a diferença para que você possa relaxar durante o período de tratamento são terapias complementares de relaxamento, como por exemplo, acupuntura, massagem terapêutica.

    Pare com os excessos

    Durante o tratamento é importante tentar manter o foco, principalmente nas etapas mais cansativas do tratamento, por esse motivo é necessário fazer um esforço para evitar excessos na sua vida: excesso de trabalho, de peso, de coisas para fazer, de exercício físico, entre outros.

    Em resumo, livre-se dos excessos

    Realize exercícios físicos

    Realizar atividades físicas é sempre bom para a sua saúde. Vale ressaltar que mesmo uma pequena perda de peso pode ser um grande passo rumo ao sucesso no tratamento de infertilidade, por esse motivo, realizar exercícios físicos, consulte um preparador físico e claro, cuidado com a alimentação.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo deste artigo, o tratamento de fertilização in vitro exige alguns cuidados para aumentar as chances de sucesso.

    Durante a realização do tratamento, é fundamental adotar algumas medidas e precauções para enfrentar todas as etapas do tratamento.

    Tratamentos de infertilidade podem ser desgastantes tanto a nível emocional como a nível físico, por esse motivo, é fundamental encontrar uma clínica de medicina reprodutiva com uma equipe de profissionais multidisciplinar, que possa orientá-la sobre as melhores práticas para se preparar para a Fertilização In Vitro.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais acerca da preparação para a fertilização in vitro, clique aqui e fique por dentro das melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Como procurar a melhor clínica de reprodução assistida?

    A chance de um casal sem qualquer problema de infertilidade conseguir engravidar naturalmente, é relativamente baixa. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, as chances de um casal jovem e saudável engravidar espontaneamente é de cerca de 15 a 20% a cada ciclo menstrual da mulher. 

    Se após um ano de relações sexuais regulares, sem usar nenhum método contraceptivo, o casal não conseguir ter um filho, é necessário avaliar as causas que possam estar dificultando a gravidez, e, se necessário e possível, iniciar o tratamento o quanto antes.

    Para isso, o recomendado é procurar uma clínica especializada em reprodução humana, e para ajudar nessa escolha, elaboramos este artigo sobre como buscar pela melhor clínica de reprodução assistida.

    Boa leitura!

    Como escolher uma clínica de reprodução?

    O processo da reprodução humana assistida exige paciência, pois é carregado de expectativas e uma grande carga emocional. 

    Por esse motivo, a escolha da clínica de reprodução assistida é uma das decisões mais importantes de todo esse processo.

    Os tratamentos são indicados para casais que foram diagnosticados com algum problema de infertilidade, como endometriose (no caso das mulheres) e azoospermia (no caso dos homens) entre outros.

    Mas, as causas da infertilidade variam de casal para casal, e o médico especialista em medicina reprodutiva é o profissional mais qualificado para diagnosticar a situação.

    Sendo assim, para escolher a melhor clínica de reprodução assistida, é necessário levar em consideração os seguintes fatores:

    A equipe médica

    O  primeiro contato com a clínica de fertilização é realizado através do agendamento da consulta. 

    Durante a consulta com o médico especialista em reprodução, é importante que você tenha um atendimento individualizado, já que nas consultas são analisados diversos fatores da sua intimidade.

    Sendo assim, é imprescindível que você se sinta à vontade para contar a sua história, que veja que o médico presta atenção e dedica o cuidado necessário para a sua situação. 

    As indicações de amigas e parentes são sempre importantes, mas o que mais importa para a tomada de decisão, é a sua opinião quando tiver contato com o profissional. 

    A estrutura da clínica

    As técnicas de reprodução assistida envolvem a fecundação do óvulo em um ambiente laboratorial equipado e adequado para geração de um pré-embrião, que, posteriormente, será colocado no útero para dar continuidade ao processo.

    Os métodos e as técnicas utilizadas nos tratamentos de reprodução assistida exigem um controle de qualidade rigoroso de todas as etapas.

    Os laboratórios e equipamentos devem estar de acordo com os padrões de qualidade internacionais e o local deve estar preparado para realizar todos os exames e procedimentos necessários para garantir o sucesso do tratamento, tais como:

    • Ultrassonografia;
    • Indução da ovulação;
    • Coleta embrionária;
    • Laboratório equipado com tecnologia avançada;
    • Sala de procedimentos;
    • Sala de recuperação;
    • Monitoramento 24 horas;
    • Entre outros.

    Conforto e privacidade

    Além de todos os fatores que mencionamos anteriormente, é fundamental que você se sinta confortável e segura no ambiente. Os tratamentos de reprodução assistida exigem muitas visitas à clínica e por esse motivo, é fundamental que você se sinta bem no local.  

    Um ambiente agradável e acolhedor pode fazer toda a diferença em momentos de maior fragilidade.

    Quando procurar uma clínica de reprodução assistida?

    Antes de procurar uma clínica de reprodução assistida, é importante lembrar que existe um tempo de espera considerado normal para engravidar. Esse período é de 12 ciclos menstruais, sem o uso de anticoncepcionais e mantendo relações sexuais regulares.

    Porém, nos casos em que a paciente já foi diagnosticada com algum problema de infertilidade, como predisposição genética, endometriose, pacientes oncológicos ou mulheres com idade superior a 35 anos, o ideal é consultar um especialista o quanto antes.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo deste artigo, existem diversos fatores que devem ser levados em consideração na hora de escolher a melhor clínica de reprodução assistida para realizar o seu tratamento.

    Após chegar a uma conclusão, cabe ao casal avaliar todas as variáveis, como confiança na equipe médica, estrutura, conforto, privacidade e que ofereça as melhores condições para atender às expectativas e necessidades dos pacientes.

    Aliás, para saber mais informações relacionada a este mesmo assunto, sugerimos a leitura de dois artigos que publicamos aqui no blog. Para conferir, clique nos links:

    O que esperar da consulta com um especialista em fertilidade?

    Qual o momento de buscar orientação médica para engravidar?

    Se você achou que o nosso post ajudou você saber como procurar a melhor clínica de reprodução assistida, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Fertilização in vitro: como o método aumentou as taxas de sucesso na Reprodução Assistida

    Fertilização In Vitro: como o método garantiu o aumento das taxas de sucesso na Reprodução Assistida? 

    A fertilização in vitro é um dos tratamentos de infertilidade com a maior taxa de sucesso. Isso porque, atualmente, com as tecnologias existentes, é possível predizer quais são as chances de ter um filho saudável.

    Aliás, as chances de engravidar são maiores num casal que tenha realizado o tratamento do que as chances de engravidar por vias naturais.

    Pensando nisso, preparamos este material para que você conheça mais sobre a fertilização in vitro e como o método garantiu o aumento das taxas de sucesso.

    O procedimento consiste em várias etapas e deve ser realizado numa clínica de confiança, por um especialista qualificado e experiente para aumentar ainda mais a taxa de sucesso.


  • Relação sexual durante o tratamento para infertilidade, é permitido?

    Uma das principais dúvidas dos casais que planejam realizar um tratamento de infertilidade, é saber se é permitido ter relações sexuais durante o período de tratament

    Apesar de a relação sexual não ser proibida, durante o período de tratamento de infertilidade, os especialistas recomendam atenção ao desconforto físico para a mulher.

    Além disso, nos casos em que o casal esteja realizando um procedimento de inseminação intrauterina ou de fertilização in vitro, algumas etapas necessitam de mais cuidados. É uma preocupação super interessante e que merece ser discutida.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para responder uma das principais dúvidas sobre o tratamento de infertilidade: relação sexual durante o tratamento, é permitido?

    Boa leitura!

    Coito programado ou relação sexual programada

    O coito programado é uma das formas menos complexas de tratamentos disponíveis. Esta técnica está indicada principalmente para casais onde a mulher apresenta ciclo anovulatórios (sem ovulação). Ele consiste  no uso de medicamentos que estimulam o desenvolvimento dos óvulos. Esse crescimento dos folículos é acompanhado através de eletrossonografias, sendo possível definir quando ocorrerá a ovulação e programar relações sexuais no período em que existem maiores chances de sucesso.

    Inseminação intrauterina

    Consiste na introdução do sêmen (após capacitação) no fundo da cavidade uterina após indução da ovulação.

    Existem algumas restrições que precisam ser levadas em conta durante esse tratamento. Isso ocorre porque a aplicação de medicamentos que estimulam o desenvolvimento dos óvulos, o que pode causar um desconforto na mulher durante o ato sexual. 

    Além disso, há outros momentos ao longo do tratamento em que a relação sexual e a ejaculação devem ser evitadas, para aumentar as chances de sucesso, como por exemplo, para a coleta de sêmen.

    Nesse sentido, é recomendada uma abstinência sexual de 2 a 4 dias antes do procedimento, que inclui também uma coleta de sêmen.

    Após a inseminação, os casais são orientados a manter relações sexuais na noite seguinte do procedimento e dois dias depois, pela manhã, de forma a aumentar a chance de sucesso.

    Também vale lembrar que durante a estimulação ovariana, existe o risco de uma produção excessiva de óvulos, que consequentemente pode resultar em gestações múltiplas (trigêmeos, quadrigêmeos…). Nessas situações as relações sexuais desprotegidas são contra indicadas, o tratamento é suspenso e reiniciado no ciclo seguinte.

    Se você quer saber mais detalhes sobre a inseminação intrauterina, aqui no blog temos um artigo abordando o assunto. Para conferir, clique no link:

    O que é e como funciona a inseminação artificial?

    Fertilização in vitro

    O processo de fertilização in vitro consiste em estimular os ovários da mulher com hormônios e retirar os óvulos maduros após essa estimulação para ser fecundado com o espermatozoide do homem no laboratório com o objetivo de formar embriões para serem implantados no útero da mulher

    Se você quer saber mais informações acerca da Fertilização In Vitro (FIV), temos um artigo detalhando um pouco mais o tema. Para conferir, clique no link:

    Conheça o passo a passo da Fertilização In Vitro (FIV)

    Coleta de sêmen

    O perí­odo ideal de abstinência para coleta do sêmen é de 2 a 5 dias. Esse período oferece a garantia de produção de uma quantidade boa de sêmen e com melhor motilidade. 

    Passados 5 dias de abstinência, o sêmen produzido terá um número maior de espermatozóides imóveis. Já uma abstinência inferior a 2 dias, pode comprometer o volume de sêmen e o número de espermatozóides necessários para a realização da FIV.

    Após a transferência dos embriões para o útero, é recomendado manter uma abstinência sexual, já que as contrações uterinas durante e após as relações podem diminuir as chances de implantação.

    Aqui no blog, temos alguns artigos onde falamos sobre os cuidados a ter para a coleta de sêmen. Se quiser saber mais detalhes sobre o tema, seguem algumas sugestões de leitura:

    Quando o congelamento do embrião é indicado?

    Quando a criopreservação é recomendada?

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do artigo, uma das principais dúvidas sobres os tratamentos de infertilidade, é se vai interferir ou impedir a vida sexual do casal durante o tratamento. 

    Não existe nenhum impeditivo para manter relações sexuais durante o tratamento, no entanto, dependendo da técnica utilizada, podem ser necessários alguns cuidados e períodos de abstinência.

    Além disso, os cuidados e as recomendações variam de caso para caso, e o médico é o profissional mais qualificado para propor as melhores formas de tratamento e orientar sobre as restrições e cuidados necessários.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a saber mais sobre o que é permitido durante o tratamento para infertilidade, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Síndrome do ovário policístico x Cistos nos ovários: entenda as diferenças

    A síndrome do ovário policístico é uma condição que atinge cerca de 10% da população feminina em idade reprodutiva, e a doença dificulta, ou até mesmo impossibilita a gravidez.

    É importante destacar que ter ovário policístico não é o mesmo que sofrer com a síndrome do ovário policístico (SOP), e entender essa diferença é fundamental para o tipo de tratamento a ser realizado.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você entenda de uma vez por todas a distinção entre SOP e Cistos nos ovários.

    Boa leitura!

    O que é a Síndrome do ovário policístico?

    A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida como SOP, consiste num distúrbio hormonal que pode levar a formação de pequenos cistos nos ovários.

    Segundo os dados divulgados pela Diretriz Brasileira sobre a SOP, cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva são atingidas pela doença.

    Apesar de não haver uma causa definitiva, vários fatores estão envolvidos:

    • Fatores genéticos;
    • Fatores metabólicos;
    • Distúrbios endócrinos, como a resistência à insulina.

    O diagnóstico da SOP só é considerado definitivo na presença de pelo menos 2 dos três seguintes critérios:

    • Aumento da produção de hormônios masculinos;
    • Menstruação irregular;
    • Presença de ovário policístico.

    O exame de ultrassom pode indicar a presença de vários cistos no ovário, mas vale ressaltar que a síndrome em si só é diagnosticada quando os critérios mencionados acima são identificados.

    Sintomas da SOP

    A maioria das pacientes apresentam sinais de hiperandrogenismo (aumento de pelos, obesidade e acne), além de menstruação irregular ou inexistente e muitas apresentam dificuldade para engravidar.

    Existem outros sintomas que também podem ajudar a identificar a doença. Confira:

    • Ganho de peso;
    • Pele muito oleosa;
    • Acne;
    • Crescimento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen;
    • Queda de cabelo.

    O que é o Cisto de ovário?

    O Cisto no ovário é o acúmulo de líquidos, que se forma dentro ou ao redor do ovário, eles podem ser desde folículos ovulatórios até tumores ovarianos.

    Na maioria das vezes, o aparecimento de cistos nos ovários não provoca sintomas e não demanda tratamentos específicos, já que a tendência é que eles desapareçam naturalmente. 

    Apesar disso, em alguns casos, os cistos podem aumentar muito de tamanho, provocando sintomas como dor no abdômen.

    Existem vários tipos de cisto de ovário, eles são:

    • Cisto folicular;
    • Cisto de corpo lúteo;
    • Cisto de Teca-luteína;
    • Cisto hemorrágico;
    • Cisto dermoide;
    • Fibroma ovariano;
    • Endometrioma ovariano;
    • Cistoadenoma.

    Para saber mais sobre os diferentes tipos de cisto no ovário, aqui no blog temos um artigo mais detalhado sobre o assunto.

    Sintomas do Cisto de ovário

    Na maioria das vezes, os cistos no ovário não apresentam quaisquer sintomas, no entanto, em alguns casos podem apresentar:

    • Dor no ovário, do lado onde está o cisto;
    • Dor durante a ovulação;
    • Dor durante o contato íntimo;
    • Aumento da sensibilidade nas mamas;
    • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
    • Aumento de peso;
    • Dificuldade para engravidar.

    Diagnóstico do Cisto de ovário

    O diagnóstico é feito através do exame físico e de imagem. O exame de imagem é fundamental para identificar o tamanho e o tipo de cisto.

    Diferenças entre a Síndrome do ovário policístico e os Cistos nos ovários

    As diferenças entre a Síndrome do ovário policístico e os Cistos nos ovários podem ser detectadas com base nas características clínicas, laboratoriais e de imagem.

    Como mencionamos anteriormente, a presença de cistos nos ovários nem sempre indica a existência da síndrome do ovário policístico, e para distinguir o cisto no ovário da SOP, são avaliados o tamanho, o número dos cistos presentes e outras alterações endócrinas.

    Para relembrar

    Apesar de possuírem características semelhantes, a presença de cistos no ovário não representa um diagnóstico de Síndrome do ovário policístico.

    Para realizar um diagnóstico preciso, é necessário consultar um especialista, que irá solicitar alguns exames e identificar a possibilidade de ser SOP ou Cistos no ovário.

    Por fim, vale lembrar que, hoje em dia existem tratamentos tanto para os cistos no ovário como para a síndrome do ovário policístico, e que apenas um especialista poderá propor a melhor alternativa para o seu caso e após uma avaliação minuciosa.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre as diferenças entre a síndrome do ovário policístico e cistos nos ovários, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • Hora da decisão: 7 dicas para escolher seu especialista em infertilidade

    De acordo com os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a infertilidade é uma doença bastante comum, que atinge cerca de 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva. 

    Ainda de acordo os dados, esse número tem aumentado nas últimas décadas, devido ao adiamento da maternidade por questões pessoais, conjugais e profissionais.

    No entanto, atualmente, a medicina disponibiliza soluções que podem ajudar esses casais a realizar o sonho de conceber um filho. 

    Mas, para isso, é necessário encontrar um especialista e infertilidade qualificado e experiente que possa fazer um diagnóstico preciso e propor um tratamento personalizado para o seu caso. Isso tudo somado, claro, a uma clínica de fertilização de confiança que possa garantir tranquilidade, conforto e suporte emocional durante todas as etapas do tratamento.

    Pensando nisso, preparamos este artigo com 7 dicas para ajudar você a escolher o seu especialista em fertilidade.

    Boa leitura!

    1. Indicações

    Antes de começar a sua busca por uma clínica de fertilização, um dos primeiros passos é procurar por indicações de casais que já tenham realizado o tratamento. A indicação de alguém de confiança pode ser uma boa estratégia para começar a busca pela melhor solução.

    2. Pesquisa na Internet

    Atualmente, a internet é o lugar mais utilizado para conseguir informações sobre as diversas opções de clínicas de fertilização e tratamentos existentes. 

    Nesse sentido, é fundamental visitar o site, ler materiais sobre a clínica, acompanhar as redes sociais e buscar opiniões de quem já fez o tratamento e avaliações de pacientes que já tenham realizado algum procedimento.

    3. A primeira consulta

    Na primeira consulta, além do histórico clínico detalhado, o médico especialista  vai conversar com o casal, de modo a entender as necessidades, desejos, frustrações e expectativas em relação ao tratamento desejado.

    4. Os profissionais

    Outro aspecto importante a levar em consideração na hora de escolher um especialista em fertilidade, é o currículo e a experiência do profissional responsável pelo seu tratamento. 

    Esta informação poderá ajudar muito na hora da escolha.

    Além da formação profissional, o médico deve manter-se atualizado e possuir as seguintes certificações:

    • Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA);
    • Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO);
    • Associação Médica Brasileira (AMB);
    • Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva (Pró-Núcleo).

    5. As taxas de sucesso 

    Mesmo para os casais saudáveis, sem nenhum problema de fertilidade, as chances de engravidar são baixas. Aliás, existe um tempo de espera considerado normal para engravidar, de 12 ciclos menstruais, antes de começar a procurar possíveis causas para a dificuldade de engravidar.

    Mas com os tratamentos de reprodução assistida existentes, as chances de engravidar são maiores do que para um casal jovem e saudável. A taxa de sucesso vai variar de acordo com diversos fatores, como por exemplo, a idade da mulher, a causa da infertilidade e, claro, o tratamento realizado.

    Marque uma consulta na clínica pretendida, converse com os especialistas e procure saber qual a taxa de sucesso do tratamento pretendido.

    6. Os tratamentos oferecidos

    Outro fator muito importante a levar em consideração, são os tratamentos oferecidos pelas clínicas. É importante que a clínica possua um laboratório de fertilização in vitro próprio. 

    Deste modo, é possível melhorar o alinhamento entre os profissionais, possibilitando reuniões periódicas e discussões de casos, para garantir segurança e consistência nos resultados.

    Outra dica importante, é procurar saber sobre tratamentos e acompanhamento profissional de especialistas de outras áreas, como por exemplo, nutricionistas e psicólogos que possam acompanhar e auxiliar em todo o processo.

    7. Suporte emocional 

    O tratamento da infertilidade pode ser um período muito difícil em termos emocionais. Existem muitas expectativas, frustrações, ansiedades e o tratamento, às vezes, pode demorar mais do que o esperado, o que pode ser bastante estressante e cansativo.

    Nessas situações, podem surgir sintomas de ansiedade e depressão, principalmente no período de espera dos resultados ou nos casos de os primeiros resultados dos tratamentos não tenham sido positivos.

    Neste sentido, é imprescindível levar em conta também os aspectos emocionais do tratamento de fertilização e optar por uma clínica que forneça também suporte psicológico para o casal e disponibilize profissionais para tirar dúvidas sempre que necessário.

    Considerações finais

    Como vimos até aqui, a escolha do profissional que vai cuidar da sua fertilização pode ser uma tarefa bastante intensa. 

    A busca não apenas pelo especialista, mas também pela clínica ideal, exige dedicação e atenção para cada detalhe. Durante o tratamento de fertilização, o casal passa por momentos delicados, e por isso é fundamental garantir que tudo possa ser feito preservando a privacidade e garantindo o conforto e segurança para a paciente.

    Por isso, se você está procurando um especialista em infertilidade, pesquise com calma, preste atenção nas recomendações e siga as nossas dicas. Já são ótimos passos a seguir.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a saber como escolher um especialista em fertilidade, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • Fim da dúvida: ovário policístico tem cura?

    A Síndrome dos Ovários Policísticos, ou SOP, é uma das principais causas da infertilidade feminina.

    A doença consiste em um desequilíbrio hormonal na mulher, podendo alterar o ciclo menstrual, causar problemas de pele e ocasionar pequenos cistos nos ovários, dificultando ou até impossibilitando  a gravidez.

    A Síndrome dos Ovários Policísticos se manifesta de diversas maneiras e por esse motivo, o seu tratamento deve ser personalizado e realizado sob orientação médica.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça o que são ovários policísticos, os principais sintomas e possíveis tratamentos.

    Boa leitura!

    O que são ovários policísticos?

    A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida como SOP, é um distúrbio endócrino que provoca dos níveis hormonais, levando o formação de cistos nos ovários, fazendo com que eles aumentem de tamanho.

    A doença atinge cerca 7% da população feminina, segundo apontam os dados da Diretriz Brasileira sobre a SOP, realizada em 2017.

    Apesar de possuírem características semelhante, é importante destacar que a presença de cistos no ovário não é o mesmo que ter a síndrome do ovário policístico. É fundamental fazer essa distinção, já que isso altera o tipo de tratamento que deve ser aplicado.

    Para distinguir entre as duas patologias, é necessário avaliar alguns fatores clínicos, laboratoriais e de imagem, para analisar o tamanho e o número de cistos presentes.

    Sintomas

    O principal sinal da síndrome de ovários policísticos é a falta crônica ou deficiência da ovulação. 

    A SOP é uma doença que pode causar graves danos à saúde da mulher, como diabetes, alterações do colesterol, aumento de peso e da pressão arterial, além de impossibilitar a gravidez. 

    Também existem outros sintomas que podem ajudar a identificar a doença, tais como:

    • Menstruação inexistente ou irregular;
    • Pele muito oleosa;
    • Acne;
    • Crescimento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen;
    • Queda de cabelo;
    • Dificuldade para engravidar.
    • Obesidade

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico de SOP só deve ser definido quando, pelo menos, dois dos três critérios citados seguidamente estão presentes: aumento da produção de hormônios masculinos, período menstrual irregular e exames de imagem que acusem a presença do ovário policístico. 

    O diagnóstico da SOP é realizado através de anamnese, exame físico além de exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal e exames de sangue.

    Para obter um diagnóstico mais preciso, o ultrassom deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual, para que o médico possa avaliar a quantidade de folículos presentes ao mesmo tempo na superfície de cada ovário.

    Além disso, o médico poderá solicitar alguns exames para avaliar os seguintes fatores:

    • Níveis de estrogênio;
    • Folículo estimulante (FSH);
    • Luteinizante (LH);
    • Testosterona;
    • Tireoide;
    • Prolactina.

    Como prevenir?

    Existem alguns cuidados que podem ajudar a prevenir o surgimento da doença, principalmente para as mulheres com histórico familiar de SOP ou que fazem parte do grupo de risco, como mulheres que estão acima do peso, apresentando glicemia, pressão arterial e taxa de colesterol elevadas.

    A principal recomendação, no sentido de prevenir a doença, é fazer um acompanhamento ginecológico adequado e levar uma vida saudável, com uma dieta equilibrada e atividades físicas.

    Por último, se você identificar algum dos sintomas da doença, procure um especialista para realizar os exames necessários.

    Tratamento

    A escolha do melhor tratamento para a síndrome dos ovários micropolicísticos dependerá dos sintomas que a mulher apresenta e se ela deseja ou não gestar. Cabe ao médico avaliar o melhor tratamento, mas para isso é fundamentalmente questionar se a paciente deseja engravidar.. 

    Os principais tratamentos existentes para SOP, são:

    Uso de anticoncepcionais 

    A pílula anticoncepcional pode ajudar a melhorar os sintomas, como: aumento de pelos, aparecimento de espinhas, irregularidade menstrual e cólicas. 

    Mulheres que sejam proibidas de tomar a pílula podem realizar tratamentos à base de progesterona. 

    Mas, vale lembrar que os anticoncepcionais vão impossibilitar a gravidez durante o uso.

    Cirurgia

    Cada vez menos utilizada, a cirurgia consiste na remoção dos cistos. O tratamento está cada vez mais obsoleto, já que atualmente existem tratamentos menos invasivos e com melhores taxas de sucesso. 

    Antidiabetogênicos

    A SOP está associada à resistência à insulina, um dos tratamentos complementares é por meio de medicamentos para diabetes.

    Dieta e atividade física

    A dieta e a prática constante de atividades físicas são essenciais para o tratamento da SOP, principalmente para mulheres que estão acima do peso.

    Indução da ovulação

    Se a mulher tiver intenções de engravidar, é possível que o médico recomende um tratamento de indução da ovulação. 

    Considerações finais

    A SOP é uma doença bastante comum que atinge cerca de 10% da população feminina em idade fértil.

    A doença dificulta e, por vezes, pode até mesmo impossibilitar a gravidez natural.

    Além disso, vimos que apesar de possuírem características semelhantes à presença de cistos no ovário, não indica, necessariamente, a Síndrome de Ovários Policísticos. 

    Para distinguir entre as duas, é necessária a realização de alguns exames clínicos e ginecológicos específicos, que devem ser solicitados pelo seu ginecologista.

    A doença tem cura sim, no entanto, é indispensável obter um diagnóstico preciso de um especialista, que é o profissional mais qualificado para avaliar o caso e propor o tratamento mais adequado.


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  • Aborto de repetição: entenda o que é

    O aborto de repetição é definido como a ocorrência de três ou mais interrupções involuntárias da gravidez antes da 22ª semana, ou seja, até o quinto mês de gestação.

    O abortamento espontâneo é relativamente freqüente entre as mulheres. Aproximadamente 20% das gestações não evoluem e, na maioria dos casos, se deve a alguma alteração cromossômica do embrião que inviabiliza a vida.

    Entretanto, quando esta situação ocorre pelo menos três vezes de forma consecutiva é considerado aborto de repetição e deve ser investigado pelo casal para descobrir a origem do problema.

     Aborto de repetição: quais as principais causas?

    São várias as causas que podem originar o aborto de repetição. Neste sentido, uma investigação cautelosa de cada caso precisa ser realizada. 

    Dessa maneira, o especialista em reprodução humana deve solicitar uma série de exames ginecológicos, genéticos e imunológicos, além de fazer uma avaliação da história familiar e clínica do casal para tentar descobrir o motivo dos sucessivos abortos. Com diagnóstico preciso de cada paciente, os médicos e embriologistas podem, então, definir o melhor tratamento para evitar novas perdas.

    Causas mais frequentes de aborto de repetição:  

    Existem algumas causas de aborto de repetição que podem ser diagnosticadas através de exames. 

    Confira as situações mais frequentes: 

    Alterações genéticas 

    As anomalias cromossômicas fetais são a causa mais comum de aborto espontâneo antes das 10 semanas de gravidez. Nesse sentido, quanto maior a idade materna, mais chance de ocorrer abortos de repetição. Os erros mais comuns são a trissomia, poliploidia e monossomia do cromossoma X.

    O exame de análise citogenética deve ser realizado a partir da terceira perda consecutiva. Caso este exame revele anomalias, é indicado proceder à análise do cariótipo através do sangue periférico do casal. 

    Anomalias anatômicas

    As anomalias uterinas, como malformações müllerianas, miomas, pólipos e sinéquias uterinas, podem também estar associadas ao aborto de repetição. Desta forma, todas as mulheres que tiveram sucessivos abortos devem ser submetidas a um exame da cavidade uterina, através de ecografia pélvica com sonda transvaginal 2D ou 3D e histerossalpingografia, que podem ser complementadas com endoscopia.

    Alterações endócrinas ou metabólicas

    Trombofilias

    As trombofilias são doenças que provocam alterações na coagulação do sangue e que aumentam a chance de formar coágulos sanguíneos e causar tromboses, que podem impedir a implantação do embrião no útero ou provocar abortos. Geralmente, as trombofilias não são detectadas em exames de sangue comuns.

    Causas imunológicas

    Durante a gestação, o embrião é considerado um corpo estranho pelo organismo da mãe, geneticamente diferente. Para isso, o sistema imune materno tem que se adaptar para não rejeitar o embrião. No entanto, em alguns casos, isto não acontece, levando à ocorrência de abortos ou à dificuldade para engravidar.

    Existe um exame chamado de cross-match, que pesquisa a presença de anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe. Para realizar este exame, retiram-se amostras de sangue do casal e realiza-se uma prova cruzada entre os dois, para identificar a presença de anticorpos.

    Aborto de repetição e hábitos de vida

    Sabe-se que os hábitos de vida influenciam diretamente na gravidez, podendo causar aborto de repetição. Nesse sentido, o casal deve ser orientado a seguir um estilo de vida saudável: 

    • Não fumar;
    • Consumir pouco álcool e cafeína; 
    • Praticar exercício moderado;
    • Controlar o peso e cuidar da alimentação; 
    • O uso de drogas também está associado a um maior risco de aborto de repetição, uma vez que influencia negativamente na saúde do corpo humano.  

    Para as mulheres, é indicada a suplementação de ácido fólico e progesterona e, muitas vezes, é necessário suporte psicológico para que o casal, abalado pelas perdas prévias, não desista de tentar uma nova gravidez.

    Além disso, é importante ressaltar que, melhorando os hábitos de vida, a chance de se ter uma gestação normal é de 50 a 75%, dependendo da idade da mulher e do número de abortos prévios.

     Aborto de repetição e o fator masculino

    O aborto de repetição também pode estar ligado ao fator masculino. Em geral, os médicos concentram a atenção nas mulheres quando procuram as causas de abortos recorrentes, mas a saúde dos homens e de seus espermatozoides também devem ser analisados, pois podem influenciar na gravidez.

    A descoberta a esse respeito é de um novo estudo do Colégio Imprerial de Londres e publicada no jornal científico Clinical Chemistry. Na pesquisa, os cientistas avaliaram a qualidade do esperma de 50 homens com parceiras que haviam passado por três abortos consecutivos. A partir daí, descobriram que os espermatozoides deste grupo apresentavam um nível maior de DNA danificado do que os de homens com parceiras que não tiveram abortos espontâneos.

    O autor do estudo Channa Jayasena afirmou que a pesquisa é importante para mostrar que, muitas vezes, os dois parceiros estão envolvidos em casos de abortos de repetição.

    Aborto de repetição e infertilidade: há alguma relação?

    Na maior parte das vezes, a consulta de Reprodução Humana é para investigação de infertilidade, ou seja, dificuldade de engravidar. Entretanto, alguns casos são de pacientes que engravidam facilmente, mas a gestação não evolui, tendo abortos de repetição.

    Neste sentido, a ASRM (American Society for Reproductive Medicine) indica a realização de uma criteriosa investigação, pois, na maioria das vezes, é possível diagnosticar e tratar a causa sucessiva de abortamentos.

    Como já vimos aqui, a maioria dos abortos espontâneos, independentemente de se repetirem ou não, são devidos a anormalidades cromossômicas, e se deve a uma chance aleatória (no processo de desenvolvimento embrionário) ou idade materna avançada. Entretanto, quando isso acontece repetidas vezes, temos que investigar outras causas.

    Muitas doenças que causam infertilidade podem gerar aborto de repetição e, se forem tratadas, resultam em gestações bem sucedidas. Neste sentido, as estatísticas revelam que duas em cada três mulheres com acompanhamento adequado nestes casos terão uma gestação normal na próxima vez.

    Quais são os tratamentos para o aborto de repetição?

    A medicina reprodutiva evoluiu tanto que hoje contamos com tratamentos eficazes para quase todas as causas de aborto de repetição. Mesmo assim, em algumas situações, os especialistas encontram casos mais difíceis de resolver ou não acham explicações, apesar de todos os exames terem sido realizados.

    Nesses casos, uma possibilidade para se atingir o sucesso de uma gravidez saudável é a Fertilização in vitro acompanhada de biópsia embrionária, para diagnóstico de alterações cromossômicas do embrião (PGT-A – Teste Genético Pré-Implantacional para Aneuploides). Desta forma, só os embriões saudáveis serão transferidos para o útero, diminuindo as chances de aborto de repetição.

    Vale ressaltar que a melhor opção de tratamento deve ser proposta por um médico, após diagnóstico rigoroso de cada caso.  

    Então, se você passou ou está passando por aborto de repetição, lembre-se de que você pode ter esperança. Procure um especialista e faça uma investigação completa para descobrir a origem do seu problema. Nesse sentido, sua chance de ter uma gestação com sucesso na próxima vez pode chegar a 70%.