Categoria: Fertilidade

  • 5 fatos sobre a fertilidade feminina

    Atualmente, a medicina conta com técnicas e equipamentos modernos, capazes de analisar a fertilidade feminina e solucionar os casos de infertilidade. No entanto, os tratamentos existentes e os resultados esperados ainda são baseados em probabilidades.

    Já vimos aqui que, a fertilidade feminina é influenciada por vários fatores e a melhor forma de evitar um desgaste físico e emocional é estar informada sobre cada etapa da gravidez.

    Deste modo, preparamos este artigo com 5 fatos sobre a fertilidade feminina que você precisa conhecer.

    Boa leitura!

    Ciclos menstruais regulares são sinal de ovulação normal

    A maior parte das mulheres tem ciclos menstruais regulares e previsíveis, com uma duração que pode variar entre 28 e 30 dias.

    No entanto, existem algumas doenças, como a síndrome do ovário policístico (SOP), que caracteriza-se pela existência de ciclos anovulatórios, ou seja, ciclos menstruais em que não ocorrem a libertação de um óvulo a partir dos ovários.

    A fertilidade feminina é determinada por fatores genéticos e pela quantidade de óvulos com que a mulher nasce

    As mulheres nascem com uma média de 2 milhões de óvulos em seus ovários. Nesse sentido, por cada ovulação ocorrida durante a sua vida reprodutiva, cerca de 1.000 desses óvulos passam por um processo de morte celular programada.

    É importante destacar que alguns hábitos pouco saudáveis, como o consumo de drogas ou tratamentos como a quimioterapia, podem acelerar o processo de morte celular e provocar uma menopausa precoce.

    Dessa maneira, o número de óvulos com que as mulheres nascem determina também o tempo durante o qual ela se mantém fértil. Nesse sentido, através da contagem do número de óvulos no nascimento da mulher, é possível saber até que idade ela será fértil.

    O controle da temperatura basal não é a forma ideal de identificar o momento da ovulação

    O controle da temperatura basal é um dos métodos mais antigos para identificar o momento da ovulação. Ele envolve, por sua vez, a medição, via retal, da temperatura do corpo na parte da manhã, antes de fazer qualquer esforço.

    Em teoria, um pico na temperatura basal é sinal de que o corpo está produzindo progesterona, que pode indicar uma ovulação recente. No entanto, como a temperatura basal só aumenta após a ocorrência da ovulação, fica difícil programar as relações sexuais para o momento ideal.

    O método mais rigoroso para identificar a ocorrência da ovulação é a utilização de kits de diagnóstico que detectam a presença, na urina, do hormônio que desencadeia ovulação, o chamado hormônio luteinizante (LH).

    A maioria das mulheres que sofram de obstrução das trompas desconhece que ela pode ter tido origem numa infecção pélvica

    A principal causa da obstrução das trompas é uma doença sexualmente transmissível chamada Chlamydia Trachomatis. Normalmente, as infecções por essa bactéria são silenciosas e causam uma quantidade mínima de sintomas, podendo passar despercebidos.

    Geralmente, quando ocorrem casos de obstrução das trompas, a principal causa são as relações sexuais sem proteção.

    Por esse motivo, nas consultas médicas, é frequentemente solicitado um exame chamado histerossalpingografia, que consiste na administração de um produto de contraste, que é aplicado no útero para tirar uma radiografia que permita verificar a funcionalidade das trompas.

    O fato de já ter engravidado não é garantia de uma próxima gravidez

    São muitos os casos de infertilidade secundária, em que casais que não tiveram qualquer dificuldade na primeira gravidez não consigam ter um segundo filho.

    Esses problemas podem acontecer devido à diversos fatores, como por exemplo, o avanço da idade da mulher ou a diminuição da qualidade do esperma do homem (causada por exposição a agentes tóxicos, consumo de medicamentos, álcool, cigarros, drogas, entre outros).

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  • Mitos e Verdades sobre a Fertilidade feminina

    Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde, de 60 a 80 milhões de casais no mundo são inférteis, o que significa dizer que um em cada dez casais apresenta dificuldades para gerar filhos.

    Uma mulher que não tenha nenhum histórico de fatores ligados à infertilidade deve procurar um especialista, e o tempo ideal é de um ano após tentativas que não tenham sido positivas – como já mencionamos aqui no blog. No caso de já existir um fator de infertilidade conhecido, como por exemplo, ciclos menstruais irregulares ou quando a mulher estiver acima dos 35 anos, o casal deve procurar um aconselhamento especializado o quanto antes.

    A fertilidade feminina é um assunto delicado e deve ser tratado de forma séria, pois envolve a divulgação de muitas informações que são verdadeiras, no entanto, existem muitas outras informações circulando que são mitos e que afastam ainda mais as mulheres da tranquilidade de engravidar sem grandes preocupações.

    Neste post você vai descobrir alguns mitos e verdades sobre a fertilidade feminina.

    Boa leitura!

    Mulheres com ovários policísticos nunca engravidam

    MITO

    Por estar relacionado a problemas hormonais que interferem na ovulação, os ovários policísticos podem prejudicar a fertilidade. No entanto, ter um ultrassom com imagens sugerindo ovários policísticos (SOP), não significa que a mulher tem essa síndrome, que pode ser uma causa ovulatória de infertilidade.

    De qualquer forma, mulheres que tenham sido diagnosticadas com SOP e desejam engravidar, podem receber diversos tratamentos, como por exemplo: indução da ovulação, relação sexual programada, inseminação artificial e fertilização in-vitro. Outro ponto importante a ser destacado é a importância de bons hábitos de vida, como alimentação saudável e atividade física, para manter um peso adequado e evitar a resistência à insulina.

    Abortos frequentes podem mostrar algum problema no útero

    VERDADE

    A mulher que já sofreu abortos espontâneos com certa frequência, pode ter alguma malformação uterina, como septos, ou ainda, alterações inflamatórias/infecciosas como endometrite crônica, além de pólipos endometriais, miomas submucosos, disfunções imunológicas e trombofilias.

    Para ter um diagnóstico assertivo é necessário fazer uma avaliação médica com exames adequados como: histeroscopia diagnóstica, ressonância magnética, ultrassonografia 3D, histerossonografia e exames de sangue.

    Ter endometriose impede a gravidez

    MITO

    Durante algum tempo, a endometriose foi um impedimento para as mulheres que tentavam engravidar, pois não existia um tratamento eficaz para a patologia. No entanto, atualmente, já existem tratamentos específicos, hormonais e cirúrgicos, para fazer com que as mulheres diagnosticadas com endometriose engravidem com eficiência e segurança.

    A idade é o principal fator de impedimento na fertilidade

    VERDADE

    Quanto mais jovem for a mulher, mais fácil será para engravidar. Isso acontece devido ao fato de que a mulher perde, continuamente, os óvulos ao longo o tempo. Além disso, eles envelhecem e perdem eficiência.

    A maioria dos tratamentos para engravidar aumentam a possibilidade de gêmeos

    VERDADE

    A inseminação artificial apresenta uma possibilidade de gestação gemelar em torno de 10%, no caso da fertilização in-vitro, a probabilidade aumenta para 20%. Isso acontece porque, na inseminação artificial, se a mulher tiver dois ou três folículos crescendo, ela pode ovular em um deles, aumentando o número de óvulos expostos à possibilidade de fecundação pelos espermatozóides.

    No caso da fertilização in-vitro, é possível controlar o número de embriões que são transferidos ao útero, sendo possível reduzir as possibilidades de gêmeos a menos de 1% quando um embrião é transferido para o útero.

    A culpa da infertilidade é da mulher

    MITO

    Acreditar que a dificuldade de engravidar é culpa, exclusivamente, da mulher é um grande erro. Os homens também têm problemas de infertilidade. As taxas de infertilidade por causas femininas e masculinas são bastante semelhantes, cada uma com cerca de 40%. O restante dos casos correspondem a casos em que ambos têm algum fator que dificulta a gravidez.

    Usar pílula anticoncepcional por muito tempo provoca infertilidade

    MITO

    A pílula anticoncepcional não têm impacto nas chances futuras de engravidar. Independentemente do tempo de tratamento, ao parar com o uso do medicamento, a mulher já se encontra apta para a concepção novamente. No entanto, é importante salientar que a pílula não causa infertilidade, mas pode mascarar sintomas de outros problemas previamente existentes, como uma baixa reserva ovariana ou endometriose.

    Útero retrovertido dificulta a gravidez

    MITO

    Também conhecido como útero invertido, é uma condição natural e não caracteriza uma anormalidade. A verdade é que a posição do útero não implica infertilidade, já que os espermatozóides chegam normalmente às tubas para fertilizar os óvulos. É importante salientar que essa condição também não atrapalha os tratamentos de reprodução humana.

    Quem malha demais tem dificuldade de engravidar

    VERDADE

    Corridas de longa distância, exercícios extenuantes e uma dieta pobre em gordura, somados à alta carga de estresse físico e emocional, podem provocar amenorréia (total ausência da menstruação). Além disso, esses fatores também reduzem a produção de estrogênio, dificultando assim a gravidez.

    É possível engravidar somente com um ovário e uma trompa

    VERDADE

    A retirada de um dos ovários ou problemas nas trompas podem prejudicar a fertilidade da mulher, mas não, obrigatoriamente, impedem a gravidez espontânea. O mínimo necessário para a gravidez é ter um ovário e uma trompa em condições saudáveis.

    Alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade

    MITO

    Ter libido alta não é sinônimo de fertilidade.. Alguns alimentos podem aumentar o desejo pela relação sexual, no entanto, não vão conseguir deixar o corpo da mulher mais fértil ou apto à fecundação.

    Mesmo com tratamentos, você pode não engravidar

    VERDADE

    Existem alguns casos em que nem todos os diagnósticos em relação à infertilidade feminina podem ser definidos. Os tratamentos servem para ajudar, no entanto, dependendo das condições específicas de cada paciente, eles podem não apresentar os resultados desejados e demandar algumas tentativas a mais para conseguir engravidar.

    Se você achou que o nosso post te ajudou a conhecer melhor os mitos e verdades mais comuns sobre a infertilidade feminina, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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