Categoria: Fertilidade

  • Tudo o que você precisa saber sobre Adenomiose!

    A Adenomiose é uma doença ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial (camada interna do útero) misturada ao miométrio (camada muscular do próprio útero). A mescla destas camadas uterinas levam à inflamação do local provocando dor, sangramento e cólicas fortes, especialmente durante o período menstrual.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada dez mulheres no mundo pode sofrer com a doença, que muitas vezes não manifesta sintomas. Entretanto, quando os sinais aparecem, podem causar um grande desconforto, diminuindo assim a qualidade de vida das pacientes.

    Entenda as camadas do útero

    Para entender melhor a adenomiose, é importante saber quais são as camadas do útero e suas funções:

    Endométrio: 

    É a parede interna do útero que possui uma grande quantidade de vasos sanguíneos e glândulas. É lá que o embrião se implanta e se desenvolve durante a gestação. 

    Nesse sentido, durante cada ciclo menstrual, o corpo prepara o endométrio para uma possível gravidez. Cerca de sete dias antes da ovulação ocorrer, o endométrio se transforma. Ele fica mais espesso, mais vascularizado e mais rico em glândulas para receber o embrião.

    Entretanto, se o óvulo liberado não for fecundado, os estímulos hormonais para a proliferação do endométrio cessam. Sendo assim, toda aquela parede espessa desaba, provocando a menstruação.

    Miométrio: 

    É a camada intermediária do útero onde só há músculo. Por isso é o responsável pela contração uterina durante o trabalho de parto, fazendo com que o feto seja expulso da cavidade uterina. Sendo assim, na menstruação, o miométrio também se contrai, ajudando a eliminar os restos de endométrio que descamou. Dessa forma, intensas contrações do miométrio são a causa das cólicas menstruais.

    Serosa: 

    Camada externa, que separa o útero de outros órgãos.

    Adenomiose: quais são os seus principais sintomas?

    É uma doença mais prevalente em mulheres em idade reprodutiva. Estima-se que um terço delas sejam assintomáticas. Porém, quando a doença se manifesta, pode causar muitos sintomas, incluindo dificuldade para engravidar.

    É importante ressaltar que, apesar da dor intensa e de sangramentos anormais, essa doença é benigna. Além disso, sua classificação pode ser superficial, intermediária e profunda, dependendo de quantas camadas de músculos são afetadas e dos tamanhos dos fragmentos endometriais.

    Nesse sentido, a freqüência e a gravidade do quadro clínico estão relacionadas com a sua extensão. Dessa maneira, a adenomiose é classificada em dois tipos:

    Focal ou Localizada: 

    Caracterizada pela presença das glândulas e tecido endometrial em determinada região do útero. Nesse sentido, quando se localiza a adenomiose, o tecido endometrial pode formar nódulos, tornando-se similar com um mioma.

    Difusa: 

    Caracterizada pela presença das glândulas e tecido por toda a extensão interna do útero. Dessa forma, o útero pode aumentar de tamanho, chegando a ter o volume semelhante ao de uma gravidez de 11 ou 12 semanas.

    Adenomiose: conheça suas causas

    As causas da adenomiose ainda não estão muito bem desvendadas. Algumas teorias sugerem que a doença tenha origem congênita, como se fosse uma má-formação do útero na fase embrionária.

    Porém, a teoria mais recorrente é que a adenomiose seja uma doença adquirida durante a vida. Ou seja, como resultado de traumas no útero que tenham rompido a barreira entre o endométrio e o miométrio.

    As principais situações que podem gerar a adenomiose são:

    Sabe-se também que a adenomiose tem influência dos hormônios femininos. Nesse sentido, os sintomas da doença costumam piorar com o passar dos anos, mas depois melhoram na menopausa.

    Dessa forma, a adenomiose é mais frequente em mulheres entre os 35 a 50 anos de idade e que já engravidaram. Porém, algumas pacientes mais jovens e sem filhos também podem ter a disfunção, sendo mais comum naquelas submetidas a cirurgias no útero, como a curetagem.

    Além das situações citadas acima, outros fatores parecem colaborar com o aparecimento da adenomiose, tais como a primeira menstruação (menarca) precoce e ciclos menstruais curtos.

    Adenomiose e endometriose são a mesma coisa?

    Apesar da adenomiose e a endometriose tratarem de doenças relacionadas ao tecido endometrial, elas são doenças diferentes.

    Como já vimos anteriormente, o endométrio é a parede interna do útero muito vascularizada e cheia de glândulas. Nesse sentido, quando não há fecundação, esta parede descama e gera o sangramento da menstruação.

    As duas doenças são causadas pelo deslocamento anômalo de alguns fragmentos do endométrio que e se depositam em diferentes regiões. Confira:

    Endometriose: 

    Por motivos ainda desconhecidos, pequenos pedaços de endométrio podem surgir fora da cavidade uterina. Exemplos destes aparecimentos estão nas trompas, ovários, vagina, peritônio, intestino, bexiga e região atrás do colo do útero.

    Quando isso ocorre, toda vez que a mulher fica menstruada, esse pequeno fragmento de endométrio também sangra, provocando grande irritação ao seu redor. Dessa forma, a presença atípica de tecido endometrial fora do útero recebe o nome de endometriose.

    Adenomiose: 

    A adenomiose é uma doença semelhante à endometriose. Porém, neste caso, a presença do endométrio não ocorre em outros órgãos, mas sim dentro do miométrio, que é a camada muscular do próprio útero.

    Sendo assim, toda vez que a mulher fica menstruada, também há um sangramento dentro da musculatura do útero, o que provoca grande irritação do mesmo. Nesse sentido, podemos dizer que a adenomiose é uma endometriose que ocorre no próprio útero.

    Como diagnosticar a adenomiose?

    O diagnóstico da adenomiose é feito pelo ginecologista, geralmente através da observação de sintomas, como dor, sangramentos intensos e queixa de dificuldade para engravidar. A partir daí, são realizados exames físicos e de imagens, como ressonância magnética ou ultrassonografia transvaginal.

    Dentre os métodos, a ressonância magnética é o de maior sensibilidade para o diagnóstico da doença.

    Entenda como é feito o tratamento da adenomiose

    O tratamento da adenomiose será definido pelo médico de acordo com a gravidade e a extensão da disfunção. Nesse sentido, as intervenções podem ser feitas com remédios ou através de cirurgia, dependendo de cada situação.

    A adenomiose pode afetar a gravidez?

    A adenomiose pode afetar a fertilidade gerando complicações como gravidez ectópica, abortos de repetição, dificuldade de fixação do embrião no útero, entre outros problemas. Algumas destas complicações podem surgir, pois a doença altera o funcionamento do organismo, como:

    1. O aumento da produção de outros hormônios, que podem elevar a contratilidade do útero, que acaba expulsando o embrião da cavidade do endométrio;
    2. O organismo entra em um constante processo de cicatrização, diminuindo a produção de progesterona, hormônio essencial para a fertilização e implantação do embrião;
    3. A resposta inflamatória do organismo aumenta a produção de radicais livres, podendo comprometer a qualidade de óvulos, espermatozoides e embriões. 

    Nesse sentido, é recomendado o acompanhamento regular de um médico especialista para que sejam administradas e/ou evitadas essas situações. Entretanto, vale lembrar que os sintomas de adenomiose surgem geralmente após a gravidez, devido ao estiramento do útero. Por isso, a maioria das mulheres consegue engravidar e ter filhos antes do aparecimento da doença.

    Tenho adenomiose e quero engravidar. E agora?

    Para aquelas mulheres que possuem adenomiose e ainda querem engravidar, deve-se pensar em opções cirúrgicas e medicamentosas para conseguir alcançar o sonho da maternidade.

    O tratamento de cirurgia, geralmente, é feito por videolaparoscopia, mas só é possível para lesões focais tipo adenomiomas. Neste sentido, alguns estudos mostram melhora da fertilidade e das taxas de gravidez após Fertilização in Vitro (FIV). Isso em pacientes que retiraram parte ou toda lesão de adenomiose.

    Já para as lesões difusas, que são a maioria, o tratamento clínico com anticoncepcionais por períodos de 3 a 6 meses é o mais indicado. O propósito desse tratamento é induzir uma remissão temporária da doença, para aumentar, na sequência, as chances de gestação. Dessa forma, há em muitos casos, uma melhora das condições para implantação do embrião após tratamento de reprodução assistida.

    Sendo assim, a Fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais indicada para estas situações. Por esta razão, se você tem adenomiose e não está conseguindo engravidar, baixe o nosso ebook com todas as informações sobre a FIV e veja como você pode aumentar as chances de gravidez nestes casos.

  • Gravidez ectópica: conheça os principais sintomas, causas e tratamentos!

    A gravidez ectópica, ou gravidez extrauterina, é aquela que acontece fora do útero, ou seja, ocorre quando o embrião (óvulo fecundado) é implantado de forma equivocada fora da cavidade uterina.

    Para entender melhor a gravidez ectópica, é importante lembrar que a fecundação do óvulo pelo espermatozoide acontece normalmente nas Trompas de Falópio, a partir de uma relação sexual. Desta forma, o encontro dos gametas feminino e masculino dá origem ao embrião que se desloca até o útero, onde ocorre a implantação. Esse processo, chamado de nidação, marca o início de uma gravidez normal (gravidez tópica).

    No entanto, se ocorrer estreitamento ou bloqueio da trompa, o embrião pode não conseguir chegar até o útero e, portanto, sua implantação ocorre em outros lugares. Nesse sentido, a gravidez ectópica geralmente ocorre em uma das Trompas de Falópio (na forma de gravidez tubária), mas pode se dar também em outros locais, como ovário, colo do útero e abdômen. 

    Dessa forma, o embrião que se fixa fora da cavidade uterina não encontra o ambiente necessário para seu desenvolvimento, e assim não sobrevive. Além, disso, a gravidez ectópica pode colocar a saúde da mãe em risco. Portanto, em quase todos os casos, ela ocorrer a sua interrupção.

    Tipos de gravidez ectópica

    A gravidez ectópica ou gestações fora do útero corresponde a cerca de 1% de todas as gravidezes, e o diagnóstico costuma acontecer ao redor da 8ª semana de gravidez.

    Na grande maioria dos casos, esse tipo de gestação ocorre em uma das trompas, mas também pode acontecer no ovário, cervix (colo do útero) e cavidade abdominal.

    Tubária 

    Ocorre quando o embrião implanta-se nas Trompas de Falópio. Responsável por cerca de 95% dos casos de gravidez ectópica, a gravidez tubária pode causar rompimento da tuba (gravidez ectópica rota) e hemorragia, colocando a vida da mãe em risco. 

    Gravidez ovariana

    Acontece quando a implantação do embrião ocorre no ovário e pode se confundir com um cisto.

    Gravidez cervical (colo do útero)

    É quando o embrião se implanta no colo do útero, podendo gerar hemorragia intensa.

    Gravidez ectópica abdominal

    Se caracteriza pela implantação do embrião dentro da cavidade peritoneal, entre os órgãos. Nesse sentido, o crescimento do bebê comprime órgãos, o que pode ocasionar o rompimento dos vasos sanguíneos, pondo a mãe em risco. No entanto, há relatos de mulheres que conseguiram que o bebê chegasse às 38 semanas de gestação, sendo realizada uma cesariana para o nascimento.

    Gravidez heterotópica

    É quando em uma gestação gemelar, um embrião se desenvolve no útero e outro trompa, mas geralmente só ocorre o diagnóstico depois do rompimento da tuba.

    Gravidez ectópica: quais os principais sintomas?

    A gravidez ectópica pode apresentar sintomas semelhantes à uma gravidez tópica, ou seja, à gravidez intrauterina. Nesse sentido, algumas mulheres sentem enjoos, notam o aumento dos seios e têm atraso da menstruação. 

    Além disso, a gestação que ocorre fora do útero frequentemente apresenta resultado positivo nos testes na gravidez. Dessa forma, a gravidez ectópica pode passar despercebida já que os sintomas iniciais confundem-se com os de uma gravidez normal.

    Porém, ao redor da 6ª a 8ª semanas de gestação, os sinais da gravidez ectópica ficam mais evidentes, principalmente a dor. Desta forma, as mulheres devem procurar um médico, com urgência, para que ele possa avaliar cada caso e determinar os riscos. 

    Nesse sentido, uma possível complicação é a gravidez ectópica rota, quando o embrião que está se desenvolvendo nas trompas já é grande o suficiente para romper a trompa da gestante. Nestes casos, o sangramento pode ser volumoso, e a paciente corre risco de entrar em choque circulatório. 

    E atenção: a melhor forma de confirmar se o embrião está se desenvolvendo fora do útero é através da ultrassonografia, que o médico deve solicitar.

    Causas da gravidez ectópica

    Como já vimos, gravidez ectópica pode ocorrer com qualquer mulher. Porém, alguns fatores influenciam o desenvolvimento de uma gravidez fora da cavidade uterina. 

    Nesse sentido, infecções ou cicatrizes nas trompas de falópio podem causar obstrução, que impede a passagem do embrião até o útero. Além disso, malformação das trompas também acaba prejudicando o deslocamento do óvulo fecundado ao local onde deveria ocorrer sua implantação.

    Qual é o tratamento para gravidez ectópica?

    O tratamento para gravidez ectópica pode ser feito de duas formas: através do uso de medicamentos, que induzem o aborto, ou por meio de cirurgia para retirada do embrião e reconstrução da trompa. Nesse sentido, o médico avalia o tempo de gestação, bem como o local onde o embrião está implantado para decidir qual o melhor tratamento.

    Quando indica-se remédios? 

    Quando a descoberta da gravidez ectópica é antes das 8 semanas de gestação e o embrião é muito pequeno, é possível que o médico indique o uso do Metotrexato 50 mg, remédio para interromper a gestação. Para isso, é necessário que não haja rompimento da trompa, que o saco gestacional tenha menos de 5 cm, e que exame Beta HCG seja inferior a 2.000 mUI/ml.

    Quando indica-se cirurgia?

    A indicação para a cirurgia para retirar o embrião ocorre quando ele tem mais de 4 cm de diâmetro, o exame Beta HCG tem mais de superior a 5000 mUI/ml ou quando há evidências de ruptura da trompa.

    Veja os tipos de cirurgia abaixo:

    • Cirurgia minimamente invasiva, como uma laparoscopia, para remoção do tecido remanescente da gravidez ectópica e reparação ou remoção da trompa de falópio afetada.
    • Cirurgia para remoção total ou parcial da trompa de falópio se a trompa estiver alargada ou tiver ocorrido o rompimento. 

    Durante o tratamento da gravidez ectópica, recomenda-se:

    • Não fazer o exame de toque vaginal porque pode causar ruptura dos tecidos;
    • Não ter contato íntimo;
    • Evitar a exposição ao sol porque o remédio pode manchar a pele;
    • Não tomar anti-inflamatórios devido o risco de anemia e problemas gastrointestinais relacionados ao remédio.

    É possível engravidar novamente após uma gravidez ectópica?

    Sim, é possível engravidar novamente após uma gravidez ectópica. Cerca de 65% das mulheres que tiveram gestação tubária e realizaram a cirurgia conseguem engravidar de novo depois de 12 a 18 meses. Nesse sentido, vale ressaltar que o sucesso de uma nova gestação vai depender dos danos que a gravidez tubária anterior provocou no aparelho reprodutor feminino. 

    Dessa forma, se as trompas de falópio não sofreram dano, a mulher tem chances de voltar a engravidar, mas se uma das trompas rompeu ou ficou lesionada, a probabilidade de engravidar de novo é menor. Além disso, se as duas trompas comprometeram-se, a solução para uma nova gravidez será recorrer à fertilização in vitro.

    Nesse sentido, é importante esclarecer que a mulher que passou por uma gestação ectópica continuará a ovular, ou seja, vai produzir óvulos capazes de gerar uma nova gravidez natural ou com ajuda da medicina reprodutiva.

    Como vimos, a gravidez ectópica pode causar dificuldades para a mulher engravidar novamente de forma natural. Porém, uma nova gestação pode ser viável com a ajuda da reprodução assistida. Acesse o link abaixo veja como realizar o sonho de ter um filho.

  • Trompas de Falópio: seu papel no corpo feminino e problemas que impedem a gravidez

    As trompas de Falópio ou tubas uterinas são dois canais finos responsáveis pelo transporte do óvulo, desde o ovário até a cavidade uterina. É neste importante órgão do aparelho reprodutor feminino que ocorre o encontro do óvulo com o espermatozoide. Nesse sentido é possível dizer que é dentro das trompas que acontece a fecundação natural. A partir daí, o embrião recém formado é impulsionado através dos cílios das trompas até o útero, local onde o bebê será gestado.

    Desta forma, no processo reprodutivo, as trompas de falópio desempenham quatro funções importantes para a fecundação:

    1. Capturam o óvulo liberado pelo ovário durante a ovulação;
    2. Transportam os espermatozoides até o óvulo;
    3. Contribuem para o encontro e a fusão do óvulo com o espermatozoide (fertilização);
    4. Transportam o embrião formado até o útero, onde ele se fixará (nidação ou implantação).

    Trompas de Falópio: problemas e anomalias na pelve

    Como sabemos muito da reprodução feminina depende do adequado funcionamento das trompas de falópio. Deste modo, lesões e obstruções nas trompas podem impedir a passagem tanto do óvulo quanto do espermatozóide, impossibilitando assim o encontro dos dois gametas.

    Atualmente, problemas e anomalias na pelve representam 30% das causas de infertilidade feminina. Nesse sentido, as dificuldades são variadas como por exemplo: diminuição da velocidade de transporte do óvulo, trompas fixas e distantes dos ovários e até mesmo obstrução nos canais. Dessa maneira, as alterações podem ser leves e responsáveis por uma demora maior para engravidar, como severas impedindo a ocorrência de uma gestação natural.

    Vale lembrar que mesmo com o diagnóstico de trompas obstruídas é possível engravidar. Nestes casos é necessária a avaliação médica para definir a origem do problema e então determinar o melhor procedimento a ser tomado.

    Nesse sentido, as possibilidades vão desde o uso de antibióticos, cirurgias para desobstrução das trompas até tratamentos de reprodução assistida, através da Fertilização in vitro (FIV).

    Os problemas nas trompas podem ter diferentes causas:

    • Origem infecciosa: As doenças sexualmente transmissíveis (DST) podem causar danos permanentes nas trompas de forma silenciosa, pois muitas vezes não produzem sintomas. As mais frequentes são a Clamídia e a Gonorreia;
    • Origem inflamatória ou cirúrgica: cirurgias pélvicas ou enfermidades inflamatórias como a endometriose também podem afetar as trompas. 

    Problemas nas trompas: quais são os sintomas?

    Os sintomas de inflamação nas trompas de falópio são geralmente causados por infecções bacterianas ou doenças sexualmente transmissíveis, e tendem a surgir após a menstruação em mulheres com vida sexual ativa. Além disso, também podem aparecer antes da menstruação, após o parto, em casos de aborto, depois da colocação do DIU ou como complicação de uma cirurgia ginecológica, por exemplo.

    Inflamação nas trompas tem cura?

    A inflamação nas trompas, muitas vezes, tem cura e o seu tratamento deve ser feito com o uso de antibióticos de acordo com a orientação do ginecologista. Nesse sentido, a mulher com sintomas de inflamação nas trompas deve consultar imediatamente o médico para evitar complicações como infertilidade, hidrossalpingite, infecção generalizada, gravidez ectópica ou abscessos nos ovários e trompas. 

    Dessa forma, apenas nos casos mais graves, pode ser necessário fazer cirurgia para retirar a trompa ou órgãos que possam ser afetados pela infecção como ovários e útero.

    Posso engravidar com apenas uma trompa?

    É possível engravidar com apenas uma trompa, mas é necessário conhecer melhor as particularidades dessa condição para que se verifique quais são as chances reais de uma concepção.

    Como o ciclo fértil da mulher faz com que a cada mês seja liberado o óvulo de um dos ovários, nos meses em que o óvulo corresponder ao lado da trompa retirada, não haverá chances de concepção. Entretanto, no ciclo seguinte, a mulher tem chances normais de engravidar.

    Nesse sentido, alguns exames podem ser realizados visando verificar a situação da trompa existente. No entanto, se o casal sentir maior dificuldade de concepção, o indicado é procurar um especialista em reprodução humana.

    Exame das trompas

    Existem duas formas de analisar a permeabilidade das Trompas de Falópio. 

    A primeira é a Histerossalpingografia (HSG), uma radiografia que avalia o estado do colo do útero e das Trompas. A outra opção é a laparoscopia, considerada um método complementar à HSG.

    Veja aqui os detalhes de cada exame:

    Histerossalpingografia: Este exame é indicado em caso de aderência, dilatações ou obstruções nas trompas e através dele analisa-se o canal cervical, a cavidade e a permeabilidade do útero.

     A HSG é um exame radiológico realizado em hospitais e clínicas de diagnóstico por imagem. No procedimento é introduzido um líquido de contraste radiopaco que permite a visualização e a documentação da passagem, simulando o trajeto percorrido pelo sêmen. Nesse sentido, o resultado também consegue avaliar, embora com menor sensibilidade, a presença de malformações uterinas, de miomas ou pólipos intracavitários.

     Videolaparoscopia: Caso seja detectada a alteração tubária, um dos tratamentos indicados é a videolaparoscopia para tentar desobstruir o canal das trompas. Neste sentido, este exame é realizado em ambiente hospitalar e com anestesia geral.

    A laparoscopia é mais precisa para avaliar a integridade das trompas e diagnosticar uma série de anormalidades, como é o caso da endometriose. O resultado costuma ser bem sucedido quando as aderências que fixaram a trompa são sequelas provenientes de cirurgias pélvicas anteriores como cesariana ou miomectomia. 

     Entretanto, se o diagnóstico for alterações tubárias ocasionadas por sequelas de endometriose, hidrossalpinges seguida de cirurgia para a retirada da trompa ou seqüelas de doenças infecciosas como clamídia, a indicação é a Fertilização In Vitro.

    Gravidez nas trompas: causas e sintomas

    Além de reduzir as chances de gravidez, a obstrução tubária também pode causar gestação ectópica (fora do útero), o que representa risco para a mulher. Se o bebê for gerado nas trompas e esta situação não for tratada, há chances de hemorragias que podem levar ao rompimento das tubas e risco de morte para a mãe.

    Sendo assim, uma gravidez ectópica ou tubária não pode prosseguir normalmente. O embrião não sobrevive e seu crescimento pode destruir várias estruturas maternas. Nesse sentido o tratamento precoce de uma gravidez nas trompas pode ajudar a preservar a fertilidade.

    Causas e fatores de risco

    Danos nas trompas de Falópio é uma causa comum de gravidez ectópica. Um óvulo fertilizado pode ficar estacionado em uma área danificada e crescer naquela localização. As causas mais comuns que podem levar a uma gravidez nas trompas são:

    • Tabagismo;
    • Doença inflamatória pélvica, que pode surgir a partir de infecção por clamídia ou gonorréia;
    • Inflamações e cicatrizes das trompas de falópio, decorrentes de uma condição médica ou cirurgia anterior;
    • Gravidez ectópica anterior em uma trompa de Falópio;
    • Fatores hormonais;
    • Anormalidades genéticas;
    • Defeitos congênitos;
    • Condições médicas que afetam a forma e condição das trompas de falópio e órgãos reprodutivos;
    • Problemas de fertilidade;
    • Idade materna avançada de 35 anos ou mais;
    • Aborto de repetição; 
    • História de endometriose;
    • Uso inadequado do DIU. Se utilizado corretamente, o DIU deve impedir a gravidez. No entanto, se por algum motivo ela ocorrer, provavelmente será ectópica;
    • Gravidez após cirurgia de laqueadura. Embora a gravidez após a ligadura tubária seja rara, se isso acontecer, é mais provável que seja ectópica. 

    Sintomas:

    No início, a gravidez ectópica é sentida como uma gravidez normal, mas outros sinais vão surgindo ao decorrer da evolução da gestação. Veja os sintomas:

    • Atraso na menstruação;
    • Seios sensíveis e inchados;
    • Cansaço;
    • Enjôo;
    • Aumento da micção;
    • Hemorragia vaginal, que pode ser leve;
    • Dor abdominal ou dor pélvica, geralmente seis a oito semanas após a ausência de menstruação;
    • Sangramento vaginal moderado ou intenso;
    • Dor no coito ou durante um exame pélvico;
    • Tonturas, vertigens ou desmaio causado por hemorragia interna;
    • Sinais de choque hipovolêmico. 

    *A maioria das gestações ectópicas pode ser detectada através de um exame pélvico de ultrassonografia e exames de sangue.

    O que é laqueadura nas trompas?

    A Laqueadura nas trompas consiste no bloqueio das tubas uterinas como método de anticoncepção definitivo. Nesse sentido, a obstrução voluntária impossibilita o encontro do óvulo com os espermatozoides, evitando assim a gravidez. Desta forma, a esterilização feminina é realizada em pacientes que não querem mais engravidar ou, por algum motivo de saúde, não podem mais gestar.

    De acordo com os dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a eficácia da laqueadura é de cerca de 99%. Nesse sentido, no caso de mulheres casadas, é necessário também o consentimento do marido. Aliás, o mesmo vale para a vasectomia, que é a cirurgia de esterilização masculina. 

    Sendo assim, antes de decidir passar por uma cirurgia de laqueaduras de trompas, é necessário debater o assunto com um médico, para ter a certeza sobre o procedimento, já que a sua reversão pode ser complexa.

    Tipos de Laquedura:

    Existem diversas técnicas de laqueadura tubária, podendo ser realizadas através de incisão abdominal, vaginal ou histeroscopia. Confira cada uma:

    Minilaparotomia

    Esse método consiste na realização de pequenas incisões no abdômen. Após isso, as trompas são trazidas para cima, e o cirurgião remove uma pequena parte ou toda a extensão de cada uma delas.

    Outra alternativa, é a utilização de clipes para bloquear as tubas uterinas, mas essa técnica não é usada tão frequentemente.

    Laparoscopia

    A laparoscopia consiste no uso de um laparoscópio, um catéter com uma câmera acoplada, para que o médico possa visualizar os órgãos abdominais e, então, bloquear as trompas.

    A introdução do aparelho, dessa forma, é feita através do umbigo ou por meio de um ou dois cortes em determinados pontos do abdômen. Quando o médico consegue visualizar as trompas, elas são removidas com técnicas eletrocirúrgicas, ou por meio de clipes.

    Histeroscopia

    A histeroscopia é realizada sem qualquer incisão na pele e pode ser feita em consultório médico com anestesia local. Nesse tipo de cirurgia, por sua vez, é colocado um pequeno implante através da vagina, até a abertura das trompas, bloqueando a passagem de espermatozoides e óvulos. Atualmente, é a técnica de Laqueadura mais usada e onde é colocado um um “stent tubário”, parecido com uma mola. 

    Quem fez laqueadura pode engravidar novamente?

    A reversão da laqueadura só pode ser realizada quando a porção final da tuba uterina não foi retirada ou nos casos em que não se encontre muito deformada. Nesse sentido, a reversão não tem uma taxa de sucesso alta.

    Por esse motivo, a recomendação é que a reversão da laqueadura tubária seja considerada como uma opção adequada para mulheres mais jovens, com idade inferior a 35 anos, sem que apresente qualquer outro fator de infertilidade. 

    Sendo assim, as pacientes que não conseguem reverter a laqueadura ou têm problemas nas trompas de falópio e querem ainda engravidar, não desanimem. Graças ao avanço da medicina reprodutiva, existem tratamentos que podem realizar o sonho da maternidade.

  • Varicocele: o que é e como impacta a fertilidade do homem?

    A varicocele é a dilatação anormal das veias dentro do escroto, que é a bolsa abaixo do pênis onde encontram-se os testículos. Também conhecida como varizes do saco escrotal, a varicocele é a principal causa da infertilidade masculina, respondendo cerca de 40% dos casos nos casais que desejam engravidar.

    A doença se caracteriza pelo aumento das veias testiculares do cordão espermático, que drenam o sangue dos testículos. Neste sentido, a varicocele se forma quando as válvulas de dentro das veias impedem que o sangue flua adequadamente, fazendo com que ele retroceda. O resultado deste mau funcionamento é o inchaço e o alargamento das veias. 

    Na maioria das vezes, a varicocele é uma patologia congênita capaz de ser identificada já na puberdade, a partir dos 10, 12 anos. Além disso, normalmente ocorre no testículo esquerdo (75 a 95%), provavelmente pela posição da veia testicular. 

    No entanto, a doença pode surgir em qualquer um dos lados e até mesmo atingir os dois testículos (varicocele bilateral). Porém, mesmo que unilateral, a varicocele pode afetar a produção de espermatozoides em ambos os testículos. 

    Varicocele: quais os principais sintomas da doença?

    A varicocele atinge cerca de 15% dos homens em todo mundo, e na maioria das vezes se apresenta de forma assintomática. No entanto, o sinal mais comum é a presença de veias dilatadas e tortuosas na bolsa escrotal. Desta forma, a presença de um emaranhado de vasinhos parecido com um novelo de lã, que pode ser palpado atrás do testículo ou mesmo visualizado, indica que as veias começaram a dilatar.

    Além disso, alguns pacientes também relatam sintomas como:

    • Dor nos testículos, que pode variar entre o desconforto a dor intensa; 
    • Dor que piora ao longo do dia;
    • Dor que melhora ao deitar de barriga para cima;
    • Dor que aumenta com a prática de exercícios físicos;
    • Inchaço ou presença de caroço nos testículos;
    • Sensação de peso nos testículos;
    • Diminuição de volume do testículo;
    • Sinais de Infertilidade.

    Como é feito o diagnóstico da varicocele?

    O diagnóstico da varicocele é feito principalmente através do exame físico da região escrotal realizado por um médico, especialmente por um urologista.

    Através da palpação dos testículos, feita com o paciente de pé e também deitado, o especialista procura sinais de veias dilatadas. Neste sentido, pode ser feita a manobra de Valsalva, quando se pede ao paciente que tampe a boca e o nariz com os dedos e faça força para soltar o ar, o que facilita a visualização e palpação das varizes. 

    Além disso, o exame físico pode também detectar um testículo amolecido e com volume diminuído, o que sugere perda de células produtoras decorrente de varicocele.

    Se o exame físico for inconclusivo ou houver dúvidas em relação ao diagnóstico, o médico geralmente pede alguns exames complementares. Nesse sentido, o paciente deverá realizar uma ultrassonografia da bolsa testicular com doppler colorido, que permite avaliar o calibre dos vasos e o fluxo de sangue que comportam. Desta forma, o teste é usado para confirmar o diagnóstico de varicocele, bem como, eliminar possíveis outras causas para os sintomas. 

    Sendo assim, no caso de confirmação da varicocele é indicado também a realização de espermograma para avaliação da saúde reprodutiva do paciente.

    De acordo com o grau de desenvolvimento, as varicoceles são classificadas em:

    • Grau I (pequenas ) – Aquelas que são palpáveis apenas com a manobra de Valsalva.
    • Grau II (moderadas) – Palpáveis facilmente sem esta manobra.
    • Grau III (grandes) – Detectadas visualmente e palpadas com ​facilidade.

    *Os graus II e III são os que podem comprometer a fertilidade.

    Varicocele e infertilidade masculina: qual a relação?

    A varicocele é a principal causa tratável de infertilidade masculina, atingindo cerca de 40% dos homens com infertilidade primária, que nunca tiveram filhos, e até 80% com infertilidade secundária, pessoas que já tiveram filhos, mas não conseguem mais engravidar. 

    Nesse sentido, a infertilidade acontece pois a doença causa o represamento de sangue ao redor dos testículos elevando a temperatura testicular, o que impacta negativamente na produção de espermatozóides. 

    Além disso, o aquecimento contínuo do testículo gera uma grande produção de radicais livres que “atacam” as células produtoras de espermatozoides. Desta forma, a varicocele influência na diminuição, na movimentação e no funcionamento dos gametas sexuais masculinos, causando infertilidade. 

    Infelizmente não há formas de prevenir a varicocele pois é uma patologia hereditária associada à predisposição pessoal para desenvolver varizes. No entanto é possível se evitar os efeitos negativos que a doença pode trazer para a produção de espermatozoides. 

    Neste sentido, estudos mostram que a varicocele é uma doença tempo-dependente, ou seja, quanto mais tempo agir, mais afetado ficará o testículo. Desta forma, sabendo que o aparecimento da varicocele acontece na puberdade, é importante que o adolescente seja acompanhado desde cedo por um urologista, que pode detectar a doença precocemente. Se houver sinais de que a varicocele está afetando a função testicular, a cirurgia para a correção da varicocele pode ser indicada.

    Varicocele: saiba como é feito o seu tratamento

    Varicocele é a dilatação das veias do cordão espermático que elevam a temperatura testicular podendo provocar infertilidade. A boa notícia é que felizmente existe tratamento para esta doença. Nesse sentido, vale ressaltar que nem toda varicocele necessita ser tratada. A indicação é feita pelo médico a partir do histórico do paciente, do exame físico, dos resultados do espermograma e da ultrassonografia de escroto.

    Os casos leves de varicocele (grau I),  mas que provocam dor testicular e desconforto, o tratamento pode ser feito com medicamentos orais ou com uso de suspensório escrotal. 

    Por outro lado, as varicoceles mais graves (gua II e III) que apresentam atrofia testicular, infertilidade e deterioração da função testicular o tratamento é cirúrgico. Chamada de varicocelectomia, a cirurgia tem como objetivo lacrar as veias afetadas para redirecionar o fluxo de sangue para as veias normais e pode ser feitas de três formas diferentes:

    1.  Cirurgia aberta: é o tipo mais clássico de cirurgia na qual o médico faz um corte na região da virilha para observar o varicocele e dar um “nó” na veia afetada, permitindo que o sangue circule apenas pelas veias normais;

    2.  Laparoscopia: é semelhante à cirurgia aberta, mas neste caso o médico faz pequenos cortes no abdômen e insere tubos finos através dos quais faz a reparação da varicocele;

    3.  Embolização percutânea: esta é uma técnica menos comum no qual o médico insere um tubo através de uma veia na virilha até ao local da varicocele, e depois libera um líquido que fecha a veia dilatada. 

    Neste sentido, a técnica preconizada é a microcirurgia subinguinal, que apresenta menos de 1% de chance da doença reaparecer. Além disso, espermograma costuma melhorar em mais de 60% das vezes, devolvendo ao homem um bom potencial de gravidez natural ou, caso não seja possível alcançá-la, melhorar a qualidade seminal para tratamentos com técnicas de reprodução assistida.

    A cirurgia de varicoceles apresenta poucos riscos, entre eles :

    • Acúmulo de líquido em torno dos testículos (hidrocele)
    • Recorrência da varicocele
    • Danos a uma artéria.

    Como vimos, a varicocele é uma das causas de infertilidade masculina, mas que tratada corretamente pode devolver o potencial reprodutivo ao homem. Se você quer saber mais sobre outros problemas que prejudicam a fertilidade do homem, bem como entender também sobre a infertilidade feminina acesse:

  • Produção de espermatozoides: você sabe como ocorre?

    A produção de espermatozoides consiste no processo de formação do gameta sexual masculino, ou seja, na criação da célula reprodutora do homem. Neste sentido, o espermatozoide, que carrega o material genético paterno, tem como função a reprodução humana através da fecundação do óvulo. Isto acontece a partir do encontro dos gametas masculino e feminino formando o zigoto, que posteriormente vai gerar um bebê.

    Sendo assim, o processo de produção de espermatozoides, chamado de espermatogênese, inicia na puberdade, por volta dos 12, 13 anos, e segue por toda a vida, diminuindo na velhice. Desta forma, a partir momento que o homem produz espermatozoides ele se torna fértil.

    Produção de espermatozoides e o sistema reprodutor masculino

    O sistema reprodutor masculino é um conjunto de órgãos que desempenham papel importante na reprodução humana. Neste sentido, ele é responsável pela produção dos espermatozoides capazes de fecundar o óvulo e gerar uma nova vida. Além disso, este sistema complexo também produz a testosterona, hormônio masculino ligado ao crescimento da barba, engrossamento da voz, aumento da massa muscular além de atuar na fertilidade masculina.

    Também chamado de sistema genital, o sistema reprodutor masculino é composto por órgãos internos e externos como escroto, testículos, vesícula ou glândula seminal, próstata, ductos genitais (canais deferentes, epidídimo e uretra) e pênis.

    Bolsa Escrotal:

    O escroto é uma bolsa de pele frouxa, que tem como função suportar os testículos. Por se localizar fora da cavidade abdominal, o escroto é capaz de manter a temperatura dos testículos abaixo da temperatura corporal, o que é fundamental para a produção dos espermatozoides. Em algumas condições, como exposição ao frio, o músculo cremaster, que se insere no escroto, eleva os testículos impedindo o seu esfriamento, o que também ocorre durante a excitação sexual.
     

    Testículos:

    Os testículos são glândulas sexuais masculinas, localizadas no interior da bolsa escrotal. São formados por milhares de tubos finos e enovelados, chamados túbulos seminíferos, onde acontece a produção de espermatozoides, processo conhecido como espermatogênese. Além disso, também é nos testículos que se encontram as células intersticiais ou células de Leydig, que produzem o hormônio testosterona.

    Vesícula ou glândula seminal:

    As glândulas seminais são duas glândulas em forma de bolsa que atuam na produção do sêmen. Além disso, elas produzem um líquido denso que nutre os espermatozoides e aumenta a sua mobilidade.

    Próstata:

    A próstata é uma glândula que complementa a produção do sêmen. Nesse sentido, ela produz um líquido de aspecto leitoso que neutraliza a acidez no canal da uretra, e na relação sexual, reduz a acidez natural da vagina, protegendo assim os espermatozoides até que entrem em contato com o óvulo.

    Epidídimo:

    Os epidídimos são dois órgãos formados por tubos enovelados, localizados junto aos testículos. Eles armazenam os espermatozoides até estarem completamente desenvolvidos.

    Canais deferentes:

    São canais responsáveis por guiar os espermatozoides do epidídimo até a uretra.

    Uretra:

    Esse tubo é o responsável por levar os espermatozoides ao meio externo, para fora do corpo. É o mesmo tubo que atua na eliminação da urina, porém tais funções não são realizadas simultaneamente. Além disso, o tubo sai da bexiga, se encontra com os canais deferentes e percorre todo o pênis.

    Pênis:

    Estrutura de forma cilíndrica, composta por corpos cavernosos e corpos esponjosos, que se situam em torno da uretra. Na extremidade do órgão encontra-se a glande que e é recoberta pelo prepúcio (pele). Além de facilitar a saída da urina, o pênis também tem a função de facilitar o processo da reprodução, sendo introduzido no interior da vagina. Quando estimulado, o órgão libera o esperma, dando a esse processo o nome de ejaculação.

    Produção de espermatozoide: quais são as etapas desse processo?

    A produção dos espermatozoides ou espermatogênese é a formação dos gametas sexuais masculinos que ocorre nos tubos seminíferos dos testículos. Esses órgãos ficam fora da cavidade abdominal, na bolsa escrotal, e possuem temperatura de até 1°C a menos do que a temperatura corporal, o ideal para a formação dos espermatozoides. Neste sentido, a espermatogênese ocorre em quatro etapas principais e pode durar de 64 a 74 dias. 

    Multiplicação:

    Nessa fase que inicia na puberdade, as células primordiais dos testículos, que darão origem aos espermatozoides, se multiplicam por mitose na parede dos túbulos seminíferos e formam as espermatogônia.

    Crescimento:

    As espermatogônias aumentam de tamanho e passam a ser chamadas de espermatócitos primários ou espermatócitos.

    Maturação:

    Nesta fase ocorre o processo de meiose. Os espermatócitos primários passam pela primeira divisão meiótica e dão origem a dois espermatócitos secundários ou espermatócitos II. Inicia-se, então, a segunda divisão meiótica, que origina duas espermátides.
     

    Espermiogênese:

    É o processo que converte as células espermáticas em espermatozoides. Neste sentido, a espermátide se alonga, seu núcleo migra para a região mais extrema da célula e formam-se o acrossomo e a cauda.

    Após a formação dos espermatozoides nos túbulos seminíferos, eles são encaminhados ao epidídimo através de ductos deferentes. No epidídimo eles ganham mobilidade e ficam armazenados até serem eliminados na ejaculação.

    Desta forma, quando o homem é estimulado sexualmente, os espermatozoides fazem uma “viagem” até a uretra por onde serão expelidos para fora do corpo. Neste sentido, eles saem do epidídimo e passam pelas glândulas seminais e pela próstata. Essas duas glândulas anexas produzem substâncias que nutrem os espermatozoides. Depois disso, ao passar pela uretra, os espermatozoides recebem também um líquido lubrificante produzido pelas glândulas bulbouretrais. 

    O conjunto formado pelos espermatozoides e os líquidos produzidos pelas glândulas seminais, pela próstata e pelas glândulas bulbouretrais é chamado de esperma ou sêmen.

    É possível aumentar a produção de espermatozoides?

    Poucos sabem, mas é possível aumentar a produção de espermatozoides em homens melhorando seu potencial reprodutivo. Neste sentido, estudos mostram que uma ejaculação fértil carrega cerca de 15 milhões de espermatozoides por ml de sêmen, sendo que a média do volume é de 1,5 a 5 ml por mostra. 

    Sendo assim, vale ressaltar que a quantidade de espermatozoides varia de homem para homem o que é impactado pela saúde testicular, e pelos hábitos de vida de cada um. Desta forma, cuidados com a alimentação, vestimentas e estilo de vida podem potencializar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides.

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    Alimentação:

    Alimentos adequados contribuem para um esperma mais saudável e volumoso:

    Evite comer gorduras.

    A ingestão de gorduras, frituras e comidas processadas podem reduzir em até 30% a quantidade normal de esperma. Nesse sentido, prefira produtos ricos em proteínas, legumes e grãos integrais. 

    Beba bastante líquido.

    Estar bem hidratado é bom, tanto para a saúde geral quanto para a produção de esperma.

    Diminua consumo de açúcar.

    Estudos mostram que o açúcar também pode prejudicar a saúde do esperma.
     

    Consuma alimentos que são fontes de vitamina C e E, zinco, selênio, betacaroteno e ômega 3.

    Esses nutrientes ajudam a diminuir problemas no sêmen e aumentaram sua motilidade. São encontrados em peixes, brócolis, cenoura, linhaça, tomate, berinjela, frutas cítricas e cereais integrais, ostras, feijão e nozes.

    Consuma aminoácidos.

    Carnes, frutas e legumes possuem esse composto, que aumenta a contagem do esperma e evita que ele se aglomere.

    Consuma ácido fólico.

    O uso contínuo do ácido fólico contribui para que o homem tenha maior qualidade do sêmen, assim como ajuda na boa maturação do espermatozoide e também dos óvulos.

    Estilo de vida:

    O modo de viver o dia a dia impacta diretamente na fertilidade masculina. Sendo assim, é possível aumentar a produção de espermatozoides com alguns cuidados:

    Álcool e o tabagismo.

    A produção de espermatozoides é afetada fortemente pelo consumo de álcool. Da mesma forma, o tabagismo e o uso de drogas ilícitas trazem prejuízos para a qualidade do esperma, e portanto devem ser evitados.

    Cuidado com o peso.

    Pesquisas mostram que sobrepeso e o excesso de gordura, especialmente na região da barriga, diminuem a produção de esperma e podem causar problemas de ereção. Homens magros demais também podem correr risco de sofrer desequilíbrio hormonal o que impacta negativamente na contagem de esperma.
     

    Repouso.

    É durante o sono que o corpo realiza a maior parte dos “reparos”, incluindo a produção de esperma. Para melhorar a contagem do sêmen, é recomendado dormir oito horas.

    Temperatura dos testículos.

    Evite ficar muito tempo exposto ao calor, como em saunas ou banheiras. Os testículos não funcionam adequadamente se não estiverem alguns graus abaixo do que o resto do corpo.

    Produtos químicos, tóxicos e radiação.

    A exposição à esses produtos podem causar danos permanentes no esperma. Homens que trabalham com o manuseio de produtos químicos e tóxicos devem usar proteção (máscaras, luvas e outros). É importante também evitar locais com radiação intensa, e realizar exames médicos com radiação apenas se realmente necessário.

    Telefone Celular.

    Alguns estudos sugerem que a radiação emitida pelo aparelho pode prejudicar a vida dos espermatozoides, desta forma, evite carregar o celular no bolso da frente da calça.
     

    Roupas apertadas.

    As pressões que as roupas fazem nas partes íntimas também podem acarretar numa baixa de esperma. Por isso, o indicado é não usar calças e cuecas justas que podem deixar o canal deferente mais estreito e também aquecer a região genital. Além disso, a elevação da temperatura faz com que o esperma seja produzido lentamente e não com a qualidade esperada. 

    Relação Sexual.

    A produção de espermatozoides demora cerca de 70 dias, sendo que a fase final, da multiplicação, pode levar até 72 horas. Porém, às vezes esse processo se tornar mais lento e a produção de esperma fica insuficiente para gerar uma gravidez.

    Nesse sentido, os médicos recomendam que o casal que quer engravidar mantenha relação sexual em dias alternados, para dar tempo que o estoque de espermatozoide seja reposto naturalmente.

    Produção de espermatozoides e a relação com a fertilidade

    A fertilidade masculina está diretamente ligada à produção de espermatozoide que afeta o potencial reprodutivo do homem. Sabe-se que nos casais com dificuldades para engravidar naturalmente, 40% dos casos tem causa masculina, 40% feminina e 20% em ambos os lados. 

    Neste sentido, é indicado uma avaliação da fertilidade conjugal, sendo que a investigação masculina inicia com espermograma. Além disso, é comum incluir também pesquisa de infecções e de capacitação espermática. Sendo assim, as causas do fator masculino podem ser divididas em quatro categorias: pré-testicular, testicular, pós-testicular e desconhecida:

    1 – Pré-testicular

    São alterações hormonais que mexem no funcionamento do testículo, como hipotireoidismo, diabetes, tumores produtores de androgênios, tumores da hipófise (adenomas e prolactinomas), doenças sistêmicas do fígado e rins e problemas congênitos. Além disso, algumas drogas e medicamentos como os esteroides anabolizantes, também podem interferir na produção dos espermatozoides por inibir a produção central de gonadotrofinas.

    2 – Testicular

    Resultado de doenças dos testículos propriamente ditas. Inclui a varicocele, substâncias tóxicas, criptorquidismo, problemas genéticos, quimioterapia, radioterapia e infecções, incluindo DSTs.

    3 – Pós-testicular

    Problemas que impedem a saída de espermatozoides na ejaculação. São as obstruções ou a ausência do canal deferente, dificuldades de ejaculação, disfunção sexual e ejaculação retrógrada.

    4 – Causas desconhecidas

    Representam 25% das causas de infertilidade masculina. Além disso, para entender as causas da infertilidade masculina e seu impacto na produção de espermatozoides, é importante também conhecer o histórico do paciente.

    Nesse sentido, doenças da infância como caxumba, diabetes, criptorquidia, traumas, torção de testículos e infecções também podem influenciar a produção dos gametas masculino. Além disso, vale lembrar que o uso de drogas, medicamentos e a proximidade com toxinas do meio ambiente podem impactar na produção dos espermatozoides.

    Produção de espermatozoides e sêmen: qual é a diferença?

    Como já vimos, a produção de espermatozoides é o processo de formação dos gametas masculinos que acontece nos testículos. Um homem saudável produz diariamente entre 100 e 200 milhões de espermatozoides que ficam armazenados no epidídimo. Nesse sentido, essas células reprodutivas são constituídas por uma cabeça, que abriga o núcleo com o DNA paterno, e uma cauda, que facilita a locomoção do gameta sexual masculino até o óvulo.

    Quando ocorre uma ejaculação, os espermatozoides são transportados para as vesículas seminais e próstata onde recebem um líquido esbranquiçado, formando o sêmen. Além disso, sua função é nutrir e proteger os espermatozoides durante sua jornada até o trato reprodutivo feminino. Desta forma, o sêmen é o resultado de uma mistura de secreções (plasma seminal) e dos gametas masculinos, sendo que cada centímetro cúbico de sêmen contém milhões de espermas. 

    Três curiosidades sobre o sêmen

    • Os espermatozoides de outras espécies podem apresentar diferentes formas e tamanhos em relação aos do ser humano. Alguns deles são mais arredondados, mais compridos, e ainda têm aqueles que não possuem flagelo, por exemplo, os dos nematelmintos.
    • Antes da descoberta da fecundação, os cientistas acreditavam que os espermatozoides carregavam seres humanos minúsculos, os quais seriam desenvolvidos no interior do corpo feminino.
    • Todo o processo de produção e amadurecimento dos espermatozoides pode durar mais de 60 dias.

    Como a produção de espermatozoides afeta as chances do casal engravidar?


    O objetivo da produção de espermatozoides é gerar células reprodutivas masculinas com potencial de fecundação. Nesse sentido, para que o espermatozoide fertilize um óvulo é necessário que ele tenha formato adequado (oval), movimentos direcionados para reconhecer e aderir ao óvulo, e condições de penetrar no seu interior. Desta forma, o potencial de fertilização do espermatozoide e a sua competência para a fecundação dependem da integração de todas essas propriedades.

    Neste sentido, a fecundação humana consiste no encontro do espermatozoide com o óvulo, originando o zigoto, que após sucessivas divisões celulares resultará no embrião. Porém, existem muitas barreiras até o gameta masculino atingir o óvulo, pois o interior do corpo feminino impõe dificuldades para a sobrevivência dos espermatozoides. Desta forma, a produção dos espermatozoides e qualidade do sêmen interferem diretamente nas chances do casal engravidar.

    Por isso, é importante que os homens fiquem atentos, desde bem cedo, aos fatores que podem prejudicar a sua fertilidade tais como obesidade, consumo de álcool, medicamentos, drogas e tabagismo. Assim, seguir um estilo de vida saudável, com alimentação correta, exercícios físicos e dormir em média 7 horas por noite pode aumentar as chances de uma gravidez. 


    A infertilidade pode ter diversas causas, e nem sempre ela é fácil de diagnosticar, dificultando a realização do sonho e da maternidade para diversos casais. Baixe o nosso infográfico Infertilidade Feminina X Masculina: onde está o X da questão? e entenda mais sobre as causas e quando encontrar um especialista.

  • Teste ERA: o que é e quem deve fazer?

    O teste ERA ou teste de receptividade endometrial é um exame molecular que avalia o estado do endométrio de cada paciente e identifica o melhor período para realizar a transferência do embrião ao útero da futura mãe. É indicado, por sua vez, para mulheres que já passaram por falhas de implantação, após transferência de três ou mais embriões nas Fertilizações in Vitro, ou tiveram vários abortos de repetição. 

    Além disso, aproximadamente 20% das mulheres de todo o mundo possuem dificuldade para engravidar por causa do endométrio. Nesse sentido, o teste ERA é um grande aliado para melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos destes casos. 

    O exame foi criado pelo laboratório espanhol Igenomix, líder mundial em genética na reprodução humana, e personaliza a janela de implantação de cada mulher. Com o resultado, é possível aumentar significativamente a chance de engravidar, diminuindo a possibilidade de perdas gestacionais. 

    Teste ERA e receptividade endometrial: qual a relação? 

    O teste ERA analisa a receptividade endometrial de cada paciente. Dessa forma, o endométrio é receptivo quando está pronto para que a implantação do embrião aconteça. Este período de receptividade, por sua vez, é chamado de janela de implantação, ou seja, é o período propício para o embrião se fixar no endométrio, se desenvolver e dar continuidade à gestação.  

    É importante ressaltar que cada mulher tem uma janela única, dependendo do seu ciclo menstrual. O embrião, em geral, se fixa no útero entre os dias 19 e 21 de cada ciclo, mas, em algumas mulheres, pode ser antes ou depois deste período. O teste ERA, portanto, analisa geneticamente as células do endométrio da mulher, indicando a janela de implantação de cada uma. Desta maneira, é possível transferir os embriões no momento certo.

    O que é Endométrio?

    O endométrio é o tecido que reveste a parede interna do útero e tem papel fundamental para que a gravidez aconteça. Ele recebe o embrião e ajuda sua fixação no útero. 

    Contudo, caso este tecido não esteja preparado, o embrião, mesmo de boa qualidade, não terá forças para dar continuidade ao seu desenvolvimento sozinho. Além disso, este tecido é altamente influenciado pela oscilação hormonal da mulher. Quando não ocorre a gravidez, ele é liberado em forma de menstruação. Ou seja, o sangue da menstruação é o endométrio que descama do útero.   

    O teste ERA e a Fertilização in Vitro

    O teste ERA é utilizado apenas nos tratamentos de Fertilização in Vitro, pois permite a avaliação da receptividade do endométrio antes de iniciar cada procedimento de FIV. Dessa forma, mesmo quando o exame identifica um endométrio não receptivo, o especialista em reprodução humana pode personalizar a janela de implantação e aumentar as chances de sucesso na Fertilização in Vitro (FIV). 

    Quando o teste ERA é realizado?

    O teste ERA é realizado antes da transferência embrionária. Neste momento, algumas condições devem estar favoráveis para o êxito do procedimento. Uma dessas condições é o preparo endometrial. Em outras palavras, o endométrio precisa estar receptivo para receber o embrião. 

    Ao longo do ciclo menstrual, o endométrio sofre a ação de hormônios e se torna progressivamente mais espesso. Por isso, caso haja algum distúrbio nesse processo, pode haver uma falha de implantação.

    Como o Teste ERA é realizado?

    O teste ERA avalia se o endométrio está receptivo ou não. Para isso, é feita uma biópsia do endométrio, que analisa a expressão de 238 genes do tecido endometrial, que estão ligados à janela de implantação de cada mulher. 

    Dessa forma, um sistema computadorizado analisa estes genes e os classifica como “Receptivo” ou “Não Receptivo”, com uma sensibilidade de 99,7% e especificidade de 88,5%. Além disso, cerca de 55 mil mulheres em mais de 1,5 mil clínicas de Fertilização in Vitro em todo o mundo já realizaram o teste ERA, que resultou em uma taxa de gestação de 73% em pacientes com repetidas falhas de implantação.

    Etapas do Teste ERA

    É possível fazer o teste ERA com ou sem uso de medicamentos hormonais para o preparo do endométrio.

    *Os resultados são disponibilizados algumas semanas depois. Por essa razão, a transferência do embrião só é feita no ciclo seguinte, após nova preparação do endométrio. O teste é válido por mais de seis meses.

    Teste ERA: quais são suas vantagens sobre outros exames?

    O teste ERA, desenvolvido pelo laboratório Igenomix, recebeu o prêmio Prize Paper  2016, pela Society for Reproductive Endocrinology and Infertility. O exame, por sua vez, demonstrou uma melhora significativa nas taxas de gravidez, atingindo 85% de sucesso após transferências de embriões geneticamente analisados em endométrios previamente testados e personalizados. 

    Enquanto o método utilizado nos outros exames são procedimentos clássicos baseados em fatores histológicos e sem precisão, o teste ERA demonstrou mais assertividade em seus resultados devido ao sistema computadorizado que analisa os 238 genes envolvidos na receptividade do endométrio.

    Dessa maneira, esta análise permite que, antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida, seja detectado se há ou não necessidade de personalizar a janela de implantação, permitindo, assim, melhores chances de gravidez.

    Se você já passou por abortos de repetição ou por procedimentos de Fertilização in Vitro que não deram certo, converse com o seu médico e veja se o seu caso tem indicação para a realização do teste ERA.

  • Tratamento de Reprodução Assistida: Não adie o seu sonho.

    Em meio a pandemia do Coronavírus, o isolamento social se mostrou a ferramenta mais eficaz para o combate a transmissão dessa doença. Mas sem a possibilidade de sair de casa por tempo indeterminado como ficam as pessoas que optaram por um tratamento de Reprodução Assistida?

    É importante entender que o processo de cada tratamento exige um tempo de preparação antes do início da estimulação ovariana, e que essa preparação pode ser feita mesmo no isolamento, com o acompanhamento de especialistas, para que quando esse período passar, você possa iniciar o seu tratamento conosco o mais rápido possível. Pensando nisso nossa equipe de especialistas desenvolveu um guia com dicas de como utilizar esse tempo na preparação para o seu tratamento de Reprodução Assistida.

  • Nilo Frantz: referência internacional em Medicina Reprodutiva

    Você que vem acompanhando os conteúdos da Nilo Frantz, deve ter percebido o quanto nos preocupamos em dividir com vocês nosso conhecimento e expertise. 

    Há mais de 15 anos, a clínica Nilo Frantz Medicina Reprodutiva se comprometeu em promover a reprodução humana como uma solução possível, segura e confiável, para aqueles que, por ventura, estejam enfrentando dificuldades na geração de um filho.

    Por isso, achamos primordial criar um material que pudesse reunir nosso diferencial e esforço em prol do cuidado e dos resultados acima da média que temos na busca pela maternidade.

    Queremos disseminar nossa aposta em tecnologia, controle de resultados, muita pesquisa e excelência em atendimento para que possamos passar a confiança necessária para ajudar muito mais mulheres pelo nosso país.

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  • DSTs e fertilidade: qual a relação?

    A relação entre DSTs e fertilidade é uma das possíveis manifestações em termos de problemas de saúde para quem as têm.

    Além da infertilidade, essas doenças, se não identificadas e tratadas a tempo, têm consequências que agravam a saúde do paciente de diferentes formas, podendo levar à morte. 

    Porém, quanto mais cedo ela for diagnosticada, maiores as chances de sucesso no tratamento. Por isso, destacamos a importância da realização de exames de rotina, além, claro, das formas de prevenção. 

    Para saber quais são os principais tipos de DSTs, seus desdobramentos e como elas interferem na fertilidade, preparamos um texto para tirar as suas dúvidas referente a este assunto de extrema importância. 

    Desejamos uma boa leitura!

    O que são DSTs?

    As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são doenças causadas principalmente por meio de uma relação sexual desprotegida com uma pessoa que esteja infectada. 

    Também é importante considerar outras formas de contágio de DST, que podem ser por meio de transfusão de sangue contaminado e no compartilhamento de objetos injetáveis, como seringas e agulhas. 

    Algumas DST, como a AIDS e a sífilis, podem ser transmitidas também de mãe para filho. Caso a mulher esteja contaminada, a transmissão se dá de três diferentes formas:

    • Ao longo da gestação, podendo causar sua interrupção e danos ao feto; 
    • Durante o parto, comprometendo a saúde da criança; 
    • Por meio da amamentação.

    Além disso, entre os sinais das DST, estão feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas na região pélvica. Porém, nem todas as DST apresentam sintomas, o que torna seu diagnóstico difícil e tardio, podendo gerar graves complicações. 

    Por isso, pessoas que por algum momento se tornem suscetíveis a se contaminarem com algum tipo de DST devem procurar o serviço de saúde urgentemente e realizar os exames indicados. 

    Tipos mais comuns de DST

    Entre os diferentes tipos de DST, as patologias mais conhecidas são:

    AIDS

    A AIDS é causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Essa infecção sexualmente transmissível ataca o sistema imunológico, que defende o organismo de ameaças.  

    Além disso, os sintomas da AIDS variam de grau, dependendo do tempo em que o vírus permanece no organismo. Com o passar do tempo, esse ataque compromete todo o sistema imunológico e diminui drasticamente a imunidade.

    Nesse sentido, o tratamento da AIDS é realizado por meio de medicamentos antirretrovirais, que, se usados regularmente, ajudam a impedir a multiplicação do HIV e a evitar o comprometimento do sistema imunológico. 

    Dessa forma, sem tratamento adequado, a doença pode acarretar em complicações grave de saúde, como tuberculose, toxoplasmose, hepatites e até alguns tipos de câncer. 

    HPV

    O HPV é um vírus que infecta a pele ou mucosas. Ele provoca verrugas na região genital e anal, e pode acometer áreas como vulva, vagina, ânus e pênis. Dependendo do tipo de vírus, pode haver também a manifestação de câncer.

    Além disso, esse vírus é particularmente perigoso para as mulheres. O HPV é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero.

    Além do uso de preservativo, uma importante forma de prevenção contra a HPV é a vacina, indicada para pessoas que não contraíram a doença.

    Sífilis 

    A sífilis é uma DST curável, mas que pode ser apresentada em diferentes estágios. Quanto maior o estágio, mais danos ela pode levar à saúde.

    Nesse sentido, seus primeiros sintomas se constituem de uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria – geralmente, na região genital, anal ou oral. Caroços na virilha podem acompanhar essa ferida. 

    Se não tratada a tempo, por meio da aplicação de penicilina benzatina em um posto de saúde, pode evoluir para lesões na pele, nos ossos e no sistema cardiovascular. 

    Gonorreia

    Esta infecção sexualmente transmissível é causada por uma bactéria que atinge órgãos genitais, garganta e olhos. 

    Nesse sentido, é comum que essas infecções não apresentem sintomas, dificultando seu diagnóstico. Nesse sentido, quando há a manifestação de sinais, dá-se por meio do corrimento vaginal com dor no baixo ventre, para a mulher; e corrimento e dor ao urinar, para o homem. 

    A forma comum de tratamento da gonorreia deve ser realizada em um posto de saúde, por meio de uma injeção de ceftriaxona e azitromicina.

    Relação entre DSTs e fertilidade feminina 

    As DSTs podem atrapalhar a fertilidade feminina de diferentes formas. Sua manifestação pode prejudicar o desenvolvimento da gravidez e causar a infertilidade.

    Dessa maneira, quando uma DST não é diagnosticada e tratada em um curto espaço de tempo, esses sintomas podem comprometer a tuba uterina da mulher. A tuba uterina é por onde os espermatozoides passam para encontrarem o óvulo.

    A inflamação ou danificação da tuba uterina, que gera a dificuldade de transporte do embrião, pode acarretar em uma gestação fora do útero – a chamada gravidez ectópica, a qual o feto se desenvolve no lugar errado e não sobrevive.

    Além disso, outro caso em que a DST afeta a fertilidade feminina é por meio da manifestação de pequenos tumores na tuba uterina e no ovário. O tratamento resulta em suas respectivas retiradas, que comprometem uma possível gestação.

    Dependendo do caso, a mulher infértil e portadora de uma DST pode recorrer a métodos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. Portadores do vírus HIV devem passar por exames para detectar o grau de infecção.

    Relação entre DSTs e fertilidade masculina

    No homem, a manifestação de uma DST no organismo também pode comprometer sua fertilidade, por meio de consequências como a infecção dos canais da urina, próstata e epidídimo, comprometendo a qualidade do sêmen e o amadurecimento dos espermatozóides. 

    Formas de prevenção 

    A recomendação mais eficaz de evitar o contágio de uma DST é o uso do preservativo nas relações sexuais, assim como evitar o compartilhamento de seringas e agulhas. 

    Além disso, em caso de suspeita de contaminação de alguma DST, é extremamente importante procurar um serviço de saúde para garantir o diagnóstico e o tratamento adequado.

    Em todo caso, é imprescindível a realização de exames de rotina, porque, por meio de uma identificação precoce de alguma DST, o tratamento se torna mais eficaz. Inclusive, é possível não evoluir para um quadro de infertilidade. 

    DSTs e fertilidade: considerações importantes

    As DSTs se caracterizam em diferentes patologias, mas todas elas acarretam em graves desdobramentos ao organismo da mulher e do homem. Dessa forma, casos avançados da doença resultam em consequências como infertilidade e câncer.

    Por isso, a melhor forma de evitar o contágio de uma DST é por meio de uma relação sexual protegida com o uso de preservativo e realizar exames de rotina periodicamente.

    Além disso, a relação entre DSTs e fertilidade, para mulheres e homens portadores de DSTs, também diz respeito à atenção ao tratamento adequado. Algumas doenças são de rápida resolução; já outras, persistem no organismo. O tratamento regular resulta em melhor qualidade de vida do paciente.

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