Categoria: Fertilidade

  • Acupuntura para engravidar: como auxilia no tratamento da infertilidade feminina e masculina?

    Você já ouviu falar em acupuntura para engravidar? Pois saiba que esta terapia milenar, além de trazer benefícios para a saúde e bem-estar, também ajuda os casais a realizarem o sonho de ter um filho. 

    No texto a seguir vamos falar um pouco mais sobre acupuntura, sua definição e como ela pode auxiliar a gravidez. Além disso, vamos mostrar sua importância nos tratamentos de Reprodução Assistida.

    O que é acupuntura?

    A acupuntura é uma terapia, originária da China, usada para tratar doenças, promover a saúde e o bem-estar. Nesse sentido, esse método terapêutico chinês enxerga o corpo como um composto de energia, que deve estar sempre em harmonia. Porém, se a energia estiver desequilibrada, pode provocar problemas causando sintomas como dor, cansaço e fraqueza, entre outros.

    Desta forma, as técnicas da acupuntura consistem na aplicação de agulhas finas, laser ou sementes de mostarda em pontos específicos do corpo, chamados de meridianos. Nesses locais se encontram terminações nervosas, tendões e fibras musculares. 

    Assim, os estímulos provocados seguem pelos nervos periféricos até o sistema nervoso central (medula e cérebro). Esta ação libera neurotransmissores e desencadeia efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxante muscular. 

    Além disso, a inserção das agulhas de acupuntura também tem ação moduladora sobre as emoções, os sistemas endócrino e imunológico, e sobre várias outras funções orgânicas. 

    Para que serve a acupuntura?

    Como vimos, a acupuntura tem como objetivo restabelecer o equilíbrio do corpo, facilitando a circulação de energia, desencadeando efeitos analgésicos e anti-inflamatórios. Nesse sentido, a técnica é utilizada também para melhorar a imunidade e ajudar até mesmo no tratamento de problemas emocionais.

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu este método terapêutico chinês como uma especialidade médica em 1995. Desta forma, a acupuntura vem sendo usada no tratamento complementar de diversas doenças, na diminuição de dores crônicas, na redução da ansiedade e do estresse. Além disso, a técnica beneficia as pessoas na luta contra o uso de cigarro, álcool e drogas. 

    De acordo a Organização Mundial de Saúde, a acupuntura pode ser usada para mais de 200 doenças e sintomas. 

    Conheça algumas situações quando a acupuntura pode ajudar:

    Quais são os tipos de acupuntura?

    Além da acupuntura tradicional, que faz o uso das agulhas para estimular zonas do corpo, há também outros tipos de acupuntura para diversas finalidades.

    Conheça os tipos de acupunturas utilizada no Brasil:

    Acupuntura Clássica

    A acupuntura clássica é a mais tradicional. Nesse sentido, consiste na aplicação de agulhas finas, em diferentes profundidades na pele, procurando estimular zonas do corpo e melhorar o fluxo de energia. A acupuntura clássica é capaz de tratar diversas doenças e trazer muitos benefícios aos pacientes. 

    Eletroacupuntura

    A eletroacupuntura é a estimulação de agulhas de acupuntura por impulso elétrico. Desta forma, utiliza-se um aparelho com agulhas finas acopladas em eletrodos que emitem pequenos impulsos elétricos pelo corpo.

    Assim, este tipo de acupuntura proporciona estímulos por longo tempo com intensidade e frequência estáveis. Desta forma, indica-se no tratamento de dores agudas, de patologias encefálicas ou para analgesia em nível cirúrgico.

    Acupuntura auricular

    Na acupuntura auricular, os estímulos são feitos em pontos energéticos da orelha, onde há mais de 100 pontos que refletem o funcionamento dos órgãos. 

    Também chamada de auriculoterapia, nesta técnica ocorre a aplicação de diferentes tipos de agulhas finas, ou sementes de mostarda, em pontos específicos das orelhas para tratar doenças físicas ou emocionais.

    Acupressão

    Esta técnica consiste na pressão dos dedos em pontos chaves de acupuntura, nas mãos e nos pés. Nesse sentido, apresenta o mesmo efeito que a inserção de agulha de acupuntura em menos intensidade. Assim, recomenda-se para tratar doenças leves, especialmente em bebês e crianças.

    Laser Acupuntura

    A laser acupuntura é igual à técnica da acupuntura clássica, porém, ao invés de utilizar agulhas, os pontos são estimulados por meio de laser de baixa intensidade. Essa técnica pode ser usada para tratar ansiedade, artrite, artrose, depressão, nevralgias, sinusites, torcicolos, entre outras patologias. 

    Sono Acupuntura

    É a aplicação de ondas sonoras com frequência acima de 400 Hz nos pontos de acupuntura para emitir vibrações e estimular as zonas corporais.

    Moxabustão

    A moxabustão, ou moxaterapia, consiste em aplicar calor direta ou indiretamente sobre a pele, através de um bastão enrolado com ervas medicinais como a artemísia, por exemplo. A liberação da energia através do calor pode ajudar no tratamento de algumas doenças físicas como dor nas costas, enxaqueca e artrite, além de auxiliar na recuperação do bem-estar mental.

    Quem pode fazer acupuntura?

    A acupuntura pode ser feita por qualquer pessoa, inclusive por quem não apresenta queixas, já que a técnica é indicada também para melhorar o bem-estar do indivíduo. Nesse sentido, o tratamento pode ser realizado até mesmo em crianças e adolescentes. 

    Além disso, a acupuntura também beneficia mulheres grávidas, ajudando a reduzir os efeitos das variações hormonais, aliviando as dores nas costas e o desconforto causado pelo peso da barriga.

    Por outro lado, a acupuntura não é recomendada para pessoas com doenças hematológicas, principalmente relacionadas com a coagulação do sangue. Isto porque a aplicação das agulhas pode causar pequenos sangramentos. Além disso, a técnica também não é indicada para pessoas que possuem alergia a metais. 

    Mas vale ressaltar que os tratamentos de acupuntura são seguros. Assim, devem ser realizados por profissional qualificado, com registro profissional, e em clínicas certificadas que seguem as normas da ANVISA.

    A acupuntura para engravidar funciona?

    Sim, dependendo do caso a acupuntura pode contribuir para se chegar a uma gravidez. Isso acontece pois, como vimos, a premissa da acupuntura é que a desregularização do fluxo de energia do corpo prejudica o funcionamento do organismo. Assim, quando falamos em dificuldade para engravidar, a acupuntura atua em vários padrões de desarmonia, incluindo falta de energia, ciclos menstruais irregulares e cansaço excessivo. 

    Nesse sentido, o foco é atuar nos meridianos (pontos de energia) dos rins, do coração e do fígado que impactam na saúde reprodutiva. Desta forma, quando essas áreas são tratadas, a qualidade do óvulo melhora, o revestimento do útero se torna mais saudável, os ciclos menstruais são regulados e os hormônios entram em equilíbrio em todo o corpo.

    Quais os benefícios da acupuntura para engravidar?

    A acupuntura, sem dúvidas, traz benefícios para quem pretende engravidar. Nesse sentido, utilizada como uma terapia complementar, ela pode impactar positivamente na fertilidade, além de melhorar a saúde e promover o bem estar. 

    Desta forma, um das principais ajudas da acupuntura é a estimulação do sistema nervoso central que gera importantes respostas na saúde reprodutiva.

    Veja os principais benefícios da acupuntura para a fertilidade: 

    • Aumento do fluxo de sangue nos ovários e na região do útero;
    • Melhora e regula o ciclo menstrual feminino;
    • Estabilização dos níveis hormonais para melhorar a produção do esperma masculino (espermatogênese);
    • Melhora do estresse, que afeta diretamente a função reprodutiva masculina e feminina.

    Além disso, trabalhos científicos realizados em vários centros de fertilidade pelo mundo apontam que a acupuntura pode realmente aumentar as chances de gravidez, quando feita durante o ciclo de Fertilização In Vitro. Nesse sentido, os estudos mostraram que o grupo de mulheres que passou por tratamento de reprodução assistida com acupuntura teve um índice de gravidez de 15 a 20% maior do que o grupo que não fez a terapia chinesa.

    Desta forma, a acupuntura potencializa o tratamento para a infertilidade masculina e feminina. Veja como:

    Atuação na infertilidade dos Homens:

    Atuação na infertilidade das mulheres:

    Em quais casos a acupuntura pode ajudar para engravidar?

    A acupuntura está cada vez mais sendo utilizada nos tratamentos de quadros que afetam a fertilidade. Nesse sentido, a técnica chinesa identifica padrões de desarmonia do corpo e procura corrigir os desequilíbrios. 

    Desta forma, a acupuntura é capaz, por exemplo, de influenciar o ciclo menstrual melhorando o fluxo sanguíneo para o útero e ovários e preparando o endométrio para receber o embrião. Além disso, a acupuntura é usada também para contribuir no tratamento de outras causas de infertilidade.

    Veja quando a acupuntura pode ajudar:

    Pontos de acupuntura para ajudar a engravidar 

    • Meridiano dos rins: acredita-se que os rins sejam os responsáveis por fornecer energia ao corpo, então tratar essa área dará à mulher mais energia e vitalidade para oferecer ao corpo;
    • Meridiano do fígado: regula o fluxo menstrual e reduz os efeitos psicológicos da TPM, da depressão e da ansiedade;
    • Meridiano do sistema cardíaco: este meridiano está relacionado ao estado emocional de uma pessoa. Assim, a acupuntura que almeja esse meridiano ajuda a reduzir o cansaço e promove o relaxamento e a saúde através do processo de concepção.

    Quantas sessões de acupuntura para engravidar?

    É importante salientar que o tratamento de acupuntura é individualizado, variando de pessoa para pessoa, de caso para caso, mesmo quando o problema a ser solucionado é o igual. Nesse sentido, antes de iniciar o tratamento com a acupuntura, é necessário realizar todos os exames ginecológicos e o espermograma para ter um diagnóstico completo e seguro.

    Nesse sentido, os pacientes que buscam uma gravidez natural, sem auxílio das técnicas de Reprodução Assistida podem fazer a acupuntura 1 vez por semana. Por outro lado, pessoas que necessitam de Fertilização In Vitro (FIV) para engravidar, têm indicação de iniciar acupuntura de 1 a 2 meses antes do tratamento, com 1 sessão semanal. E ainda, durante todo o processo, a sugestão é seguir com 2 sessões por semana.

    Além disso, a acupuntura também pode ser benéfica quando realizada no dia da transferência do embrião ao útero, e deve continuar nas primeiras 12 semanas de gestação.

    A acupuntura pode ser feita durante a gravidez?

    Diversos estudos indicam que a acupuntura pode ser feita durante a gravidez. Nesse sentido, acredita-se que a técnica pode ajudar com os sintomas de enjoos, salivação excessiva, edema e ameaça de aborto. Da mesma forma, melhora o peso do feto, a ansiedade, o medo do parto e a tensão muscular auxiliando a circulação útero-placenta, sem afetar o feto.

    Além disso, durante o parto, acelera a saída do bebê e regulariza o tempo das contrações uterinas. Já no pós-parto, ela promove a expulsão da placenta e estimula a produção de leite materno.

    Porém é preciso ter cuidado. Em gestante não se pode usar eletroacupuntura em nenhum período. Assim, o indicado é realizar a acupuntura tradicional e a auriculoterapia, para alívio dos incômodos que surgem na gestação (enjoo, náusea, edema e etc). Desta forma, a acupuntura pode ser utilizada em qualquer período da gravidez, desde que feita por um profissional experiente, que tenha formação adequada e reconhecida.

    Quais são os pontos contraindicados de acupuntura na gravidez?

    Não há contraindicação em fazer acupuntura na gravidez. Porém, o profissional deve ter alguns cuidados especiais com a gestante, como não inserir agulhas diretamente na barriga, e ter atenção com pontos que auxiliam a virada do bebê no útero.

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  • Quem tem endométrio fino pode engravidar? Veja a resposta dessa e outras dúvidas

    Ter o endométrio fino pode dificultar a gravidez, pois o embrião irá se desenvolver a partir dos substratos desta camada interna do útero, considerada a mais importante para a reprodução. Nesse sentido, quanto mais fino for o endométrio, mais dificuldade a paciente vai ter para engravidar.

    No texto a seguir vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, além de mostrar os tratamentos possíveis para restaurar a fertilidade da mulher.

    O que significa endométrio fino?

    O endométrio é o tecido que reveste a parede interna do útero. Ele tem função primordial na implantação e nutrição do embrião nas primeiras semanas de gestação. Além disso, o endométrio também é importante para a formação da placenta que irá levar oxigênio e todos os nutrientes necessários para o bebê.

    Sendo assim, se o endométrio não se desenvolve adequadamente e sua espessura não aumenta o suficiente para receber o embrião (ou seja, menor do que 7 mm), é diagnosticado como endométrio fino. Nesse sentido, quanto mais fina for esta camada, mais comprometida fica implantação do embrião e a gravidez não consegue se sustentar provocando um aborto.

    Qual o tamanho normal do endométrio?

    Um endométrio com espessura adequada deve ter, no mínimo 7 milímetros e, no máximo, de 12 a 14 milímetros (durante a ovulação). Dessa forma, essas condições melhoram a receptividade do endométrio ao embrião, aumentando a capacidade de engravidar.

    É importante esclarecer que cerca de 4 dias após a ovulação o endométrio atinge sua maior espessura. Todavia, aproximadamente 6 dias depois da fecundação ele se encontra na condição ideal para receber o óvulo fecundado.

    Sendo assim, a única forma de descobrir se o endométrio é fino ou normal é através do ultrassom transvaginal, realizado durante o período fértil. Além disso, a histeroscopia também pode auxiliar nesta avaliação.

    Por que o endométrio afina?

    A alteração na espessura do endométrio pode ser causada por uma série de fatores. Entre eles estão problemas anatômicos, uso de medicamentos, cirurgias, radioterapia, curetagem, causas inflamatórias, entre outros. 

    Confira abaixo as principais situações que afinam o endométrio:

    Quem toma anticoncepcional tem endométrio fino?

    Muitas mulheres que utilizam anticoncepcionais orais ou injetáveis por longos períodos apresentam o endométrio fino logo após pararem com a contracepção.

    Isto ocorre pois os contraceptivos mantêm uma concentração contínua e baixa de hormônios. Sendo assim, os ovários “desacostumam” a gerar estímulos que regulam a espessura do endométrio.

    Desta forma, para que o endométrio se recupere, há um período mínimo de três meses. Por isso, antes de planejar uma gravidez, é importante que a mulher fique, pelo menos, 90 dias sem o uso deste tipo de anticoncepcional.

    Leia também: Tudo sobre a pílula anticoncepcional e a fertilidade da mulher 

    Quais os sintomas de endométrio fino?

    O endométrio fino pode apresentar sintomas inespecíficos comuns a diversas outras patologias, ou mesmo, completamente assintomático, o que pode atrasar o diagnóstico. 

    No entanto, as queixas mais comuns das pacientes são:

    • Problemas de fertilidade, com histórico de abortos espontâneos recorrentes;
    • Ciclo menstrual irregular ou anormal;
    • Fluxo sanguíneo reduzido ou ausente durante a menstruação;
    • Menstruações dolorosas.

    Quem tem endométrio fino não menstrua?

    Quem tem endométrio fino pode menstruar sim. Sabemos que quando não há fecundação ocorre a menstruação, que consiste na descamação do endométrio. Sendo assim, endométrios com menos de 7 mm de espessura, até mesmo de 6, 5 ou 4mm, também podem descamar. Isso vai depender de quão fina está a camada interna do útero.

    Além disso, os especialistas alertam que os principais fatores para não ocorrer a menstruação estão ligados às alterações hormonais e as demais causas que geram o endométrio fino.

    Quem tem endométrio fino pode engravidar?

    Esta é a grande preocupação dos médicos em relação ao endométrio fino. Nesse sentido, estudos científicos dizem que quanto mais fino é o endométrio, maior a dificuldade para engravidar.

    No entanto, em muitos casos, quem tem endométrio fino pode engravidar sim! Embora este seja um problema que interfira na fertilidade da mulher, ainda assim é possível que ela consiga ter um filho biológico. Mas para isso, é preciso fazer um tratamento para aumentar a espessura endometrial.

    Como engrossar o endométrio fino? 

    Existem várias formas de tratamento para engrossar o endométrio permitindo que a gestação ocorra de forma natural ou através da Reprodução Assistida. Tudo vai depender da causa do problema.

    Nesse sentido, na maioria das situações, o uso de medicamentos hormonais como estradiol e progesterona, ou remédios que aumentem o fluxo do sangue, são suficientes para induzir a proliferação endometrial. Dessa forma, é possível que a camada volte à sua espessura normal e se mantenha assim até a formação da placenta.

    Porém, nos últimos anos também vêm surgindo novas possibilidades dentro da Reprodução Assistida, como a utilização do plasma rico em plaquetas (PRP). Neste procedimento, é coletado o sangue da própria paciente, do qual se extrai este composto que é infundido dentro do útero. Assim, as plaquetas liberam fatores regenerativos que melhoram a vascularização e atraem células reparadoras do sistema imune.

    Mas, se a causa do problema for a Síndrome de Asherman, talvez seja necessário realizar pequenas intervenções cirúrgicas por histeroscopia para retirar as aderências do tecido.

    Formas alternativas para aumentar o endométrio

    Não existe comprovação científica de que formas alternativas possam aumentar o endométrio. No entanto, acredita-se que o consumo do chá de inhame tenha essa capacidade. Isso porque o alimento pode aumentar os níveis de progesterona no sangue, favorecendo não só a ovulação, mas também promovendo o aumento do endométrio.

    Além disso, a acupuntura também é indicada para o tratamento do endométrio fino. Para entender esta relação é preciso saber que um dos fatores mais estudados no processo de espessamento endometrial é o aumento do fluxo de sangue no útero. Nesse sentido, quanto maior o fluxo de sangue local, maior a chance de apresentar um endométrio mais receptivo.

    Além do mais, sabe-se que a acupuntura eleva o fluxo sanguíneo para a artéria uterina e ovariana. Isso aumenta o suporte de oxigênio, os agentes anti-oxidantes e os nutrientes para os órgãos da pelve.

    Engravidei com endométrio fino. E agora?

    Segundo os especialistas, a maior preocupação com o endométrio fino é antes de engravidar. Como já vimos, o endométrio fino pode dificultar a gravidez, pois é nesta camada que o embrião tenta se fixar para se desenvolver.

    Nesse sentido, depois que o embrião implanta e tem os substratos para se desenvolver, não há maiores problemas em relação ao endométrio fino. 

    No entanto, em raras situações existe maior risco para a implantação anormal da placenta. Se isto ocorrer, pode resultar na necessidade de extração manual da placenta após o parto, além de desencadear pré-eclâmpsia na paciente.

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  • Folículos ovarianos: entenda o que são e a sua relação com a fertilidade

    Os folículos ovarianos consistem em bolsas de líquido onde os óvulos femininos se desenvolvem. Eles se formam ainda na vida intrauterina e são essenciais para que a mulher engravide.

    Nesse sentido, é preciso que o folículo ovariano esteja presente nos ovários da mulher e tenha um tamanho ideal para liberar o óvulo que poderá ser fecundado pelo espermatozoide.

    A partir de agora, vamos esclarecer todas as dúvidas sobre os folículos ovarianos: sua função, a importância para a gravidez e a relação com a fertilidade feminina.

    O que são folículos ovarianos?

    Os folículos ovarianos são pequenas vesículas (bolhas de líquido) dos ovários que armazenam os óvulos. Eles têm a capacidade de se desenvolver e liberar os gametas femininos durante a ovulação em cada ciclo menstrual.

    É importante esclarecer que todos os folículos que constituem a reserva ovariana de uma mulher são formados ainda durante o desenvolvimento fetal. Desta forma, após o nascimento, não existe mais a produção de óvulos.

    Assim, os folículos permanecem em repouso e, com a chegada da puberdade, passam por processos de crescimento durante os ciclos menstruais. Nesse sentido, o número estimado de folículos ovarianos na menina recém-nascida é de cerca de 1 a 2 milhões. Já com a chegada da puberdade esta reserva ovariana cai para 300 a 400 mil.

    A partir daí, em cada ciclo menstrual, ocorre a perda natural de centenas de folículos. A quantidade vai diminuindo até a chegada da menopausa, quando a fertilidade da mulher acaba.

    Folículos estimulantes e folículos antrais: quais a relação?

    Como já vimos, a mulher já nasce com todos os folículos que serão usados durante a sua vida reprodutiva. Nesse sentido, a cada mês, alguns folículos participam do processo de crescimento e amadurecimento. Porém, normalmente, apenas um é liberado na ovulação e pode ser fecundado pelo espermatozoide.

    Durante esse processo, temos a presença do FSH (hormônio folículo estimulante) que em funcionamento com o estradiol ajuda a produzir os folículos antrais. Confira abaixo os detalhes destes agentes tão importantes para que aconteça a gravidez:

    Folículos Antrais

    Os folículos antrais são as estruturas presentes em ambos os ovários que podem ser visualizadas por meio do ultrassom transvaginal em cada ciclo menstrual da mulher.

    Como vimos anteriormente, o folículo é o local onde o óvulo se desenvolve a cada mês. Os antrais são os folículos que cresceram através da ação do FSH e do LH e chegaram a um tamanho que varia de 2 a 10 milímetros. Nesse sentido, eles servem como um dos marcadores da reserva ovariana feminina.

    Além disso, são os folículos antrais que produzem o hormônio anti-mülleriano, outro marcador que mede a fertilidade feminina. Ou seja, quanto mais folículos antrais, maior o nível do hormônio anti-mülleriano.

    Hormônio Folículo Estimulante (FSH)

    O hormônio folículo estimulante, também chamado de FSH, é produzido pela hipófise e é responsável pela seleção e crescimento dos folículos antrais dos ovários.

    Dessa forma, o FSH é um hormônio ligado à fertilidade e a sua concentração no sangue ajuda a identificar se os ovários estão funcionando corretamente.

    Sendo assim, os valores de referência do exame FSH variam de acordo com a idade das mulheres e com a fase do ciclo menstrual. Além disso, o exame também pode ser útil para confirmar a perda da função ovariana e a entrada da menopausa.

    Qual a diferença entre folículos e ovários?

    Os ovários são os órgãos do sistema reprodutor feminino responsável por produzir os folículos e os óvulos. Além disso, produzem também os hormônios sexuais denominados de estrógeno e progesterona.

    Já os folículos ovarianos são uma espécie de bolsa cheia de líquido, dentro das quais se encontram os óvulos – as células sexuais femininas. Ou seja, os folículos protegem os óvulos.

    Desta forma, quando a mulher atinge a maturidade sexual e começam os ciclos menstruais, os óvulos passam a se desenvolver. De maneira geral, a cada ciclo, um folículo ovariano se rompe e libera o óvulo que estava em seu interior, causando a ovulação e determinando o período fértil da mulher. Se o óvulo não for fecundado, ocorre o início de um novo ciclo menstrual.

    Desta forma, os ovários abrigam os folículos ovarianos, que protegem os óvulos femininos.

    Quantos folículos é preciso para ter uma boa reserva ovariana? 

    Para saber quantos folículos a mulher tem em cada ciclo, realiza-se a a contagem de folículos antrais por meio de ultrassonografia transvaginal. Desta forma, através de imagem é possível identificar, medir e contar os folículos presentes nos dois ovários. Avalia-se, assim, a fertilidade da mulher e também o acompanhamento do processo de estimulação ovariana, caso haja necessidade de realizar uma FIV.

    Consideram-se folículos antrais aqueles que tenham de 2 a 10 milímetros de diâmetro. Assim, com essas dimensões, os folículos ovarianos são “recrutáveis” e poderão gerar óvulos de boa qualidade.

    Sendo assim, a quantidade de folículos por ciclo considerada normal e com boas chances de gestação é de 6 ou mais folículos em cada ovário. Abaixo disso, entende-se a reserva ovariana como baixa e a mulher pode ter mais dificuldade para engravidar.

    Como estimular a produção de folículos?

    Muitas situações podem desregular os hormônios, interferir no desenvolvimento dos folículos e consequentemente na ovulação. Nesse sentido, para quem está tentando engravidar por métodos naturais existem recomendações práticas que ajudam a aumentar a fertilidade. 

    A seguir, veja dicas simples de mudanças de hábitos que podem ajudar a engravidar mais rápido.

    • Manter o peso saudável;
    • Evitar café e bebidas alcoólicas;
    • Ter uma alimentação saudável;
    • Não fumar;
    • Evitar o estresse;
    • Ter uma boa noite de sono;
    • Fazer atividade física regularmente.

    Já para quem for passar pela técnica de Fertilização in Vitro, ocorre a estimulação ovariana através de medicamentos hormonais que ajudam no crescimento de mais folículos e consequentemente na produção de mais óvulos.

    Nesse sentido, é importante esclarecer que os folículos ovarianos são responsivos a hormônios assim como o endométrio. Portanto, à medida que os folículos crescem o endométrio também cresce progressivamente, preparando um ambiente favorável à implantação do embrião no endométrio.

    Sabe-se que em um ciclo natural, devido a uma série de estímulos hormonais altamente regulados, somente um óvulo é liberado para ser captado pelas trompas de falópio. No entanto, no procedimento de estimulação ovariana não há dominância folicular. Desta maneira, outros folículos crescem simultaneamente e é possível aspirar uma quantidade maior de óvulos, dependendo da resposta da paciente.

    Folículo no ovário pode ser gravidez?

    Não, folículo no ovário não indica gravidez. No entanto, a sua presença é de vital importância para que uma gestação aconteça. Nesse sentido, vale lembrar que os óvulos, as células reprodutivas femininas, se desenvolvem dentro dos folículos.

    Folículo no ovário impede a gravidez?

    Como já vimos, o folículo ovariano é um excelente sinal da fertilidade feminina e em geral não traz maiores transtornos. No entanto, ele pode ocasionar problemas para a gravidez caso exista um folículo não roto. Ou seja, quando o folículo se desenvolve, mas não consegue fazer a ruptura de liberação do óvulo para a ovulação. Desta forma, este folículo pode se transformar em um cisto no ovário.

    O que é síndrome do folículo vazio?

    A síndrome do folículo vazio (SFV) é um evento raro que se caracteriza pela ausência de óvulos nos folículos de pacientes que fazem estimulação ovariana para ciclos de Fertilização in Vitro.

    Nesse sentido, para entender a síndrome é preciso esclarecer que a primeira fase do tratamento de Fertilização in Vitro é a estimulação ovariana com medicações hormonais. Essa etapa tem o objetivo de incentivar o crescimento dos folículos para o amadurecimento de mais óvulos em um mesmo ciclo.

    Desta forma, durante a estimulação, a mulher passa por alguns exames de ultrassom transvaginal para monitorar o crescimento dos folículos. Por meio desse acompanhamento, presume-se que esteja ocorrendo o devido amadurecimento dos óvulos para a coleta.

    Porém, como estas estruturas (os óvulos) não são visíveis ao ultrassom, não é possível ter certeza de quais folículos realmente contém óvulos em seu interior. Assim, quando é feita a coleta de óvulos, espera-se que estes estejam disponíveis no fluido folicular para a aspiração.

    Sendo assim, a síndrome do folículo vazio determina-se quando existe resposta ovariana à estimulação e crescimento de um ou mais folículos. Porém no momento da coleta estes folículos não fornecem óvulos, impossibilitando o prosseguimento do processo de fertilização.

    Quais são as causas da síndrome do folículo vazio?

    A síndrome do folículo vazio é uma incógnita no universo da reprodução humana. Ainda não se sabe com certeza as causas desta síndrome. No entanto, várias hipóteses são aventadas como:

    • Uso inadequado da medicação final da estimulação ovariana: geralmente, é necessário um prazo médio entre a administração da medicação final e a coleta dos óvulos. Caso a medicação aconteça de forma errada (com um intervalo menor de tempo), isso poderá afetar a disponibilidade dos óvulos para coleta;
    • Metabolização inadequada da medicação final da estimulação: estudos sugerem que algumas pacientes podem necessitar de um tempo maior entre a administração da medicação final e a coleta de óvulos, para que o processo de desprendimento do óvulo da parede folicular ocorra;
    • Alterações na foliculogênese: quando ocorre alteração na geração dos folículos, que podem levar a atresia (degeneração) precoce dos óvulos;
    • Alterações no lote das medicações utilizadas: alguns lotes podem vir alterados gerando efeito inadequado.

    Qual é o melhor tratamento para a síndrome do folículo vazio?

    O primeiro passo para avaliar o tratamento da síndrome do folículo vazio é checar se o uso da medicação final da estimulação ovariana foi correto. Isto porque, em grande parte das vezes em que não são obtidos óvulos no procedimento, se constata o uso inadequado da medicação final (trigger).

    Além disso, outra estratégia para tentar contornar a síndrome do folículo vazio é o duo trigger (duplo gatilho, em tradução livre). Esta conduta permite utilizar duas vias hormonais diferentes para a maturação final dos óvulos.

    Nesse sentido, nestes casos, a fase final de administração de medicamentos contará com dois aliados, o agonista do GnRH e a gonadotrofina coriônica humana (hCG). Essas substâncias servem para disparar a ovulação, daí o nome “duplo gatilho”. Em condições normais, geralmente apenas uma das substâncias é administrada.

    Vale lembrar, também, que o tratamento adequado será definido a partir de uma análise individual da paciente. Quando o assunto é Reprodução Assistida, não há uma única conduta que deva ser aplicada de forma geral.

    Folículos e FIV: qual a relação?

    Os folículos são elementos centrais para o procedimento de Fertilização in Vitro. Nesse sentido, o especialista em reprodução humana analisa a reserva ovariana da paciente utilizando a contagem de folículos antrais (CFA). Este exame é feito através de ultrassonografia transvaginal, aproximadamente, entre o 2ª e o 5ª dia de fluxo menstrual da paciente.

    Durante o exame são analisados todos os folículos encontrados nos dois ovários e os que têm medidas entre 2 e 10 mm de diâmetro são contabilizados. A partir da soma é possível classificar a reserva ovariana. 

    Se a conta resultar em um número menor a 12, indica uma baixa reserva ovariana e, consequentemente, um baixo potencial fértil. Esse resultado auxilia o especialista na orientação quanto ao melhor tratamento de reprodução humana para a paciente, de acordo com os reais interesses dela.

    Já se o número de folículos encontrados nos dois ovários for igual ou maior que 12 (dependendo da idade da mulher), significa que a reserva ovariana está normal. Sendo assim, o primeiro passo para o tratamento é a estimulação ovariana. Nesse sentido, o procedimento consiste em utilizar medicamentos hormonais com o objetivo de aumentar o número de óvulos disponíveis para se conseguir produzir melhores embriões para serem fertilizados.

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  • Reserva ovariana: qual o momento certo para investigar?

    A reserva ovariana é o principal marcador da fertilidade da mulher. Nesse sentido, ela representa a quantidade de folículos presentes nos ovários, que vai diminuindo progressivamente com o avanço da idade. 

    Mas por que a reserva ovariana muda ao longo da vida? Qual o momento certo para investigar? Quais os exames que avaliam o estoque de óvulos da mulher? A partir de agora vamos esclarecer estas e outras perguntas. Confira!

    O que é reserva ovariana?

    Denomina-se reserva ovariana a quantidade de folículos (estruturas que contêm os óvulos) armazenados nos ovários da mulher.

    Nesse sentido, é importante esclarecer que a mulher já nasce com um número pré-determinado de folículos, pois eles são produzidos ainda durante a vida intrauterina. Dessa forma, após o nascimento não há mais produção de óvulos, e os ovários vão perdendo progressivamente este estoque até chegar à menopausa.

    Assim, se a mulher tem planos de ser mãe ou não está conseguindo engravidar, é importante que ela tenha dados da sua reserva ovariana. Com estas informações, o médico pode avaliar como está a sua fertilidade. 

    Como a reserva ovariana muda ao longo da vida?

    Ao contrário dos homens que produzem espermatozoides durante toda a vida, as mulheres já nascem com uma reserva ovariana determinada. Nesse sentido, todos os óvulos que a mulher terá ao longo dos anos são produzidos enquanto ela ainda é um bebê, dentro do útero materno.

    Sendo assim, sabe-se que até a metade da gestação a menina tem de 6 a 7 milhões de óvulos. Já quando nasce, este número cai para 1 a 2 milhões e, deste momento em diante, não para mais de perdê-los.

    Dessa forma, na adolescência, por volta dos 12 ou 13 anos, quando costuma ocorrer a primeira menstruação, só restam em torno de 400 ou 500 mil óvulos. A partir daí, a reserva ovariana vai diminuindo progressivamente. 

    Isto porque a cada ciclo menstrual o corpo feminino disponibiliza cerca de mil óvulos, mas apenas um ovula de fato. Os outros são perdidos por atresia (morte celular), mesmo tomando anticoncepcional ou durante uma gestação.

    Por esta razão, o ovário vai se esvaziando até que, no fim dos 30 e início dos 40 anos, o estoque de óvulos no corpo feminino está praticamente zerado. Assim, com os passar dos anos a fertilidade feminina vai diminuindo até a mulher entrar na menopausa.

    Qual a importância da reserva ovariana?

    A reserva ovariana tem grande importância para quem pretende ser mãe pois as mulheres dependem dela para a realização do sonho da maternidade.

    Sabe-se que por volta dos 35 anos, a queda na reserva ovariana começa a ser significativa. Já nos 40 a diminuição é ainda maior, e os óvulos que são liberados têm mais chance de apresentar defeitos genéticos, o que pode causar abortos espontâneos.

    Sendo assim, ao se aproximar da faixa etária de risco, é importante que a mulher faça uma consulta com um especialista para avaliar a situação da sua fertilidade.

    Quando devo fazer um exame de reserva ovariana?

    Qualquer mulher que deseja ter filhos e possui receio em relação à sua fertilidade pode recorrer a exames que avaliam a reserva ovariana. Contudo, existem algumas situações que indicam uma maior necessidade de realização dos exames. São elas:

    • Mulheres de até 35 anos que não engravidaram depois um ano de tentativas;
    • Mulheres com mais de 35 anos que não engravidaram depois de 6 meses de tentativas;
    • Pacientes que passarão por tratamento de Reprodução Assistida;
    • Mulheres que querem postergar a maternidade realizando o congelamento de óvulos;
    • Pacientes que serão submetidas à cirurgia de retirada de cistos nos ovários,
    • Pacientes que farão alguma cirurgia de endometriose; 
    • Mulheres que passarão por tratamento de quimioterapia ou radioterapia. 

    Quais são as opções de exame de reserva ovariana

    A medicina possui três exames capazes de avaliar a reserva ovariana da mulher: a ultrassonografia transvaginal, o FSH Basal e o Hormônio antimülleriano. Desta forma, os resultados são importantes para a definição da abordagem terapêutica mais adequada para cada paciente.

    Confira abaixo os detalhes de cada exame:

    Ultrassonografia Transvaginal 

    A ultrassonografia transvaginal é feita entre o 2º e o 3º dia do ciclo menstrual. Nesse sentido, o exame permite que o médico observe imagens dos folículos antrais e conte quantos a mulher tem naquele mês específico. É bom lembrar que os folículos são as estruturas ovarianas nas quais os óvulos se desenvolvem. Dessa forma, quanto maior o número de folículos, maior a reserva ovariana.

    Vale salientar ainda que a contagem de folículos está muito relacionada à idade da mulher. De modo geral, com o passar dos anos, a quantidade deles diminui. Contudo, em casos excepcionais, há mulheres mais velhas que ainda possuem uma boa reserva ovariana, porém estes óvulos são de pior qualidade.

    FSH Basal 

    O FSH Basal é um exame de sangue realizado entre o 2º e o 5º dia do ciclo menstrual. Nesse sentido, ele serve para medir a quantidade do hormônio folículo-estimulante (FSH), indutor natural dos ovários.

    Dessa forma, os níveis de FSH aumentam conforme a mulher se aproxima da menopausa. Portanto, ele é um marcador efetivo da baixa reserva ovariana e, consequentemente, da baixa resposta à estimulação ovariana na Fertilização in Vitro. Sendo assim, quanto mais altos forem os níveis de FSH, menor será a possibilidade de sucesso de gravidez.

    Contudo, embora o FSH indique uma baixa reserva ovariana, ele não é um marcador da qualidade dos óvulos. Dessa forma, em alguns casos, mesmo que a reserva ovariana seja baixa, a gravidez é possível.

    Hormônio antimülleriano (AMH) 

    O exame que testa o hormônio antimülleriano é um exame de sangue mais moderno e eficaz na verificação da reserva ovariana. 

    O AMH é produzido pelas células dos ovários onde se desenvolvem os folículos antrais e pré-antrais. Sendo assim, quanto maior o número dos folículos no ovário, maior a reserva ovariana e a concentração sanguínea de AMH. Este hormônio, diferente do FSH, não sofre variação expressiva dentro do ciclo menstrual.

    No entanto, ele só pode acontecer a partir da puberdade, quando a capacidade reprodutiva da mulher está completa. Antes desta idade ele é indetectável.

    O que se considera uma baixa reserva ovariana?

    A partir dos exames realizados é possível verificar como está a reserva ovariana de cada mulher. Dessa forma, o médico pode fazer uma análise de todos os índices e orientar a melhor conduta para alcançar a gravidez.

    Sendo assim, considera-se uma baixa reserva ovariana quando os exames dão os seguintes resultados:

    •  FSH (hormônio do folículo estimulante): > (maior) 10 Ul/L;
    • CFA (contagem de folículos antrais): < (menor) 7 folículos nos dois ovários;
    • AMH (hormônio antimülleriano): < (menor) 1ng/ml.

    É possível engravidar com baixa reserva ovariana?

    Sim, a baixa reserva ovariana não é um fator impeditivo para uma gravidez. Dessa forma, enquanto a mulher estiver ovulando ainda existe a possibilidade de gerar um filho.

    Porém, o que vai dificultar mais a gestação é a idade da mulher. Sendo assim, uma paciente mais jovem, mesmo com a reserva ovariana baixa, tem mais condições de engravidar do que a mais velha. Isso ocorre porque além da diminuição dos folículos, a mulher com a idade mais avançada tem uma piora significativa na qualidade dos óvulos.

    Por esta razão, os especialistas alertam para que as mulheres com baixa reserva ovariana não demorem para tentar engravidar, pois o problema é evolutivo e com o tempo tende a piorar.

    Nesse sentido, a reprodução assistida pode ajudar na corrida contra o tempo. Desta maneira, com a Fertilização in Vitro é possível conduzir de forma mais rápida e eficaz todo o processo reprodutivo. Com a técnica pode se obter um número maior de embriões em blastocisto e selecionar o de melhor qualidade para ser implantado no útero. 

    Além disso, para as mulheres que querem adiar a maternidade existe ainda a possibilidade do congelamento de óvulos. O procedimento, que deve ser feito até os 35 anos, é uma grande alternativa para preservar a fertilidade feminina.

    Qual a quantidade ideal de folículos para engravidar?

    Como já vimos, com o exame de ultrassonografia transvaginal consegue-se saber a quantidade de folículos naquele ciclo menstrual.

    Dessa forma, o ideal é que a mulher tenha pelo menos 6 ou mais folículos em cada ovário para ter boas chances de engravidar.

    É possível engravidar com apenas um folículo?

    Para responder esta pergunta é importante lembrar que a presença de poucos óvulos, embora dificulte muito, não é um impedimento absoluto para a gravidez.

    Sendo assim, se a mulher tiver um único folículo que liberar um óvulo de boa qualidade, ele vai poder fertilizar, gerar um bom embrião e conseguir se fixar ao útero para dar início à gestação. 

    Está pensando em engravidar mais tarde? O congelamento de óvulos pode ser uma boa opção para você. Saiba mais sobre o assunto baixando o nosso e-book gratuito!

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  • Implantação do embrião: como ajudar a realização do procedimento?

    A implantação do embrião é uma etapa fundamental para que a gravidez se concretize. Nesse sentido, trata-se do momento que o embrião chega até o útero e se fixa ao endométrio para dar início à gestação.

    Sendo assim, vamos conhecer um pouco mais sobre o assunto: como ocorre, quais os sintomas, o que prejudica este processo, e como as técnicas de reprodução assistida podem ajudar o embrião a se fixar na parede uterina.

    O que é implantação do embrião?

     A implantação do embrião, também conhecida pela medicina como nidação, é o momento em que o embrião se fixa no tecido que reveste a camada interna do útero. Nesse sentido, o endométrio, como é chamado, é preparado através dos hormônios femininos para abrigar o óvulo fecundado pelo espermatozoide, dando origem ao embrião, que chega ao útero em seus primeiros estágios de desenvolvimento e implanta no endométrio.

    A partir daí, o embrião tem a possibilidade de se desenvolver até que a placenta se forme. Portanto, é possível dizer que a implantação do embrião na parede uterina é o começo da gravidez.

    Quando e onde ocorre a implantação do embrião?

    Sabemos que a fecundação do óvulo pelo espermatozoide acontece nas trompas de falópio. Assim, neste momento, começa o processo de deslocamento do embrião até o útero, que ocorre em média de 5 a 6 dias.

    Dessa forma, a implantação do embrião dá-se na parede interna do útero, mais especificamente no endométrio. 

    Sintomas da implantação do embrião

    Nem todas as mulheres têm sintomas durante a implantação do embrião no endométrio. Sendo assim, vai depender da sensibilidade de cada organismo. No entanto, algumas podem perceber certos sinais, que geralmente aparecem entre 7 e 15 dias após o período fértil. 

    Desta forma, o sintoma mais comum da nidação é um pequeno sangramento. Isto ocorre pois o útero que foi preparado pelos hormônios femininos para receber o embrião está muito irrigado. Assim, quando o embrião se fixa no endométrio, alguns vasos sanguíneos podem se romper, gerando a perda de sangue.

    Contudo, esse sangramento acontece em pequena quantidade, se assemelhando a uma borra de café e com espessura mais rala do que o sangue menstrual. Porém, como ocorre normalmente até o 15º dia da fecundação e tem duração de 2 a 3 dias, pode gerar confusão entre as mulheres, se parecendo com uma menstruação desregulada.

    Além disso, outro sintoma da implantação do embrião é a cólica ou pontadas no baixo ventre. Isto se deve pelo fato do embrião estar penetrando cada vez mais fundo no endométrio. As tonturas, por sua vez, também podem vir a ocorrer devido à dilatação dos vasos sanguíneos, que resulta na queda da pressão arterial.

    Já a temperatura basal é o sintoma mais esperado e controlado pelas tentantes. Sabe-se que após a ovulação a temperatura tende a se elevar e só volta à normalidade quando ocorre a menstruação. Porém, quando há fecundação, a temperatura basal pode sofrer variações de 1 grau tanto para acima como para baixo da normalidade. Isso acontece porque o próprio corpo tenta manter o equilíbrio em prol da implantação do embrião.

    Como acontece a implantação do embrião?

    Como já vimos, a fecundação ocorre na trompa uterina, e a partir daí o zigoto vai se deslocar para a cavidade do útero, passando por divisões celulares (clivagem). Desta forma, depois de cinco dias de trajeto, já em fase de blastocisto, o embrião está pronto para se fixar ao endométrio. 

    Até este momento, o embrião ainda conserva a zona pelúcida. Esta camada herdada do óvulo mantém unidas as novas células embrionárias que estão surgindo como resultado das clivagens, impedindo sua dispersão no útero.

    Somente após o rompimento da zona pelúcida, chamado de hatching, é que as células embrionárias passam a ficar aderidas diretamente ao endométrio. Este é o acontecimento que marca a implantação embrionária de fato, e ocorre, em média, 3 dias após a chegada do embrião na cavidade uterina.

    É por esta razão que dizemos que a gestação tem início a partir da implantação do embrião.

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    O que acontece após a implantação do embrião?

    Após a implantação do embrião no endométrio as células embrionárias passam a se desenvolver de forma mais complexa, estruturando órgãos e sistemas.

    Para que isto ocorra, se iniciará o desenvolvimento das estruturas que acompanharão o crescimento do feto até o fim da gestação. Desta forma, placenta, saco amniótico e cordão umbilical se formarão.

    Somente após a 12º semana gestacional é que a produção de estrógeno e progesterona se iniciará pela placenta, a fim de manter o endométrio. A partir daí, o feto começa a se desenvolver em condições ideais até o momento do parto.

    O que impede a implantação do embrião no útero?

    Como já vimos, o embrião precisa se fixar ao útero materno para dar início à gravidez. No entanto, quando ele não consegue se implantar, ocorre o aborto, que deve ter investigação para saber suas causas. Desta forma, a partir de um diagnóstico preciso, é possível tentar um tratamento para aumentar a chance de uma futura gravidez.

    Sendo assim, sabe-se que existem alguns fatores que podem dificultar a implantação do embrião. Um dos principais é a baixa qualidade embrionária. Outro fator muito importante é a receptividade endometrial, ou seja, as condições do endométrio para receber o embrião.

    Confira abaixo os principais problemas que podem dificultar a receptividade endometrial:

    • Distúrbios hormonais;
    • Espessura endometrial inadequada;
    • Malformação do útero;
    • Miomas;
    • Pólipos endometriais;
    • Endometrite;
    • Trombofilias.

    Como ajudar na implantação do embrião?

    Para as mulheres que sofrem com abortos e gravidez de risco, felizmente, existem formas de ajudar na implantação do embrião e aumentar, assim, a chance de sucesso de uma gestação.

    De forma geral, é importante esclarecer que a melhora dos hábitos de vida do casal são fundamentais para que ocorra uma gravidez saudável. Nesse sentido, uma alimentação adequada e exercícios físicos podem melhorar consideravelmente a qualidade dos gametas, do embrião e do endométrio, favorecendo a implantação.

    Como complementação, os médicos ainda indicam vitaminas para auxiliar no fortalecimento dos óvulos. Assim, são recomendadas as vitaminas C, D, A, B6 e B12, além do ácido fólico, essencial para todas as mulheres tentantes. Já para os homens, são indicados Zinco e as vitaminas C, D e E.

    Além disso, estudos apontam que certos alimentos têm o poder benéfico de ajudar na fixação do embrião no útero, evitando abortos. Alguns deles são o abacaxi, a gelatina, a água de coco e a folha da framboesa vermelha.

    Fertilização in Vitro e implantação do embrião: entenda a relação

    Em algumas vezes, hábitos mais saudáveis não são suficientes para que o embrião consiga se implantar naturalmente. Desta forma, existe a técnica de Fertlilização in Vitro, da medicina reprodutiva, que pode auxiliar as mulheres nesta situação.

    Sendo assim, a FIV é indicada em dois casos:

    Falhas na receptividade endometrial

    Quando a mulher apresenta falhas na receptividade endometrial, a paciente pode recorrer à Fertilização in Vitro para ajudar na implantação do embrião.

    Desta forma, depois da estimulação ovariana, da coleta dos óvulos e espermatozoides e da fecundação dos gametas em laboratório, os embriões são congelados. Nesse sentido, a transferência embrionária ao útero, será realizada somente no momento em que o endométrio estiver perfeitamente preparado pelos médicos.

    Além disso, para as mulheres que já passaram por falhas de implantação após transferência de mais de três embriões nas Fertilizações in Vitro, ou tiveram vários abortos de repetição, é indicado, estes de análise endometrial. Exemplo disso é o Teste ERA. Este exame molecular avalia o estado do endométrio de cada paciente e identifica o melhor período (janela implantacional) para realizar a transferência do embrião. 

    Dificuldade de romper a zona pelúcida do embrião

    A Fertilização in Vitro também é indicada nas situações em que o embrião demonstra dificuldades em romper a zona pelúcida. Ou seja, quando não consegue rasgar a camada herdada do óvulo para que as células embrionárias se fixem diretamente no endométrio.

    Nestes casos, a FIV possibilita a realização do hatching assistido. Sendo assim, no procedimento, pequenas fissuras na região da zona pelúcida do embrião são abertas ainda em laboratório. Desta forma, o corte antecipado facilita o rompimento total desta camada no momento em que o embrião é colocado no interior da cavidade uterina.


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  • Ciclo menstrual: confira guia completo sobre o assunto

    O ciclo menstrual faz parte da vida de todas as mulheres saudáveis. Ele vai desde a puberdade, quando acontece a primeira menstruação, até à menopausa, período em que se encerra a fase reprodutiva feminina. 

    Mas afinal, qual a definição de ciclo menstrual? Como funciona? Qual sua importância para quem quer engravidar? No texto a seguir você vai saber mais detalhes sobre este assunto.

    O que é ciclo menstrual?

    O ciclo menstrual é o processo fisiológico que ocorre mensalmente nas mulheres férteis, quando o corpo se prepara para uma possível gravidez. Nesse sentido, o organismo feminino passa por diversas alterações hormonais. Elas estimulam a produção de óvulos e o desenvolvimento da parede interna do útero (endométrio) para receber um eventual embrião. 

    Desta forma, se durante o período fértil do ciclo ocorrer uma fecundação, o embrião será implantado na cavidade uterina dando início à gestação. Por outro lado, se a gravidez não acontecer, o endométrio irá descamar, sendo eliminado pelo corpo através da menstruação.

    Leia também: Menstruação ou Sangramento de Nidação: quando vale fazer um teste de gravidez?

    Este processo se repete todos os meses, desde o primeiro ciclo menstrual da mulher, chamado de menarca, que se dá na puberdade, até a chegada da menopausa, quando termina a fase fértil feminina, por volta dos 50 anos. 

    Para entender melhor o ciclo menstrual, é importante saber que ele se refere ao período entre o primeiro dia da menstruação do mês e o primeiro da menstruação seguinte. Assim, é dividido em três fases principais: folicular, ovulatória e lútea.

    Embora dure em média 28 dias, o ciclo menstrual varia de mulher para mulher. Por isso pode ser mais curto, com 21 dias, e mais longo, de até 35 dias, também considerados normais.

    Como funciona o ciclo menstrual?

    O ciclo menstrual é marcado por mudanças nos ovários e no útero causadas por ação de diferentes hormônios. Sua função é preparar o óvulo para ser liberado do ovário, e o útero para receber um possível embrião.

    Nesse sentido, o ciclo menstrual acontece em 3 fases: 

    Fase folicular

    A fase folicular é a primeira etapa do ciclo menstrual e acontece entre o primeiro dia da menstruação e a ovulação. Neste período, que dura entre 12 e 16 dias, os folículos ovarianos crescem e começam a preparar o corpo para uma possível gravidez.

    Sendo assim, há um aumento da produção do hormônio folículo estimulante (FSH), que faz com que os folículos que contêm os óvulos se desenvolvam. Além disso, com esse amadurecimento, o ovário também libera mais estrogênio, hormônio responsável por tornar o revestimento do útero pronto para uma eventual gestação.

    Fase ovulatória

    A fase ovulatória é a segunda etapa do ciclo menstrual e consiste na ovulação. Nesse sentido, ocorre a liberação do óvulo maduro que segue para as trompas de Falópio onde poderá acontecer a fecundação. Como o óvulo sobrevive apenas 24 horas fora do ovário, é preciso que ele encontre o espermatozoide neste curto espaço de tempo para dar início a uma gravidez.

    Dessa forma, considerando que os espermatozoides duram até 3 dias dentro do corpo da mulher, é possível que a gestação ocorra se o casal tiver relações sexuais até 3 dias antes da ovulação. Ainda, é importante ressaltar que o dia da ovulação varia conforme a duração do ciclo. Em muitos casos, ocorre no 14º dia. Porém, há mulheres que ovulam em dias diferentes do ciclo.

    Fase lútea

    A fase lútea do ciclo menstrual é aquela que ocorre após a ovulação, nesta fase o corpo lúteo (antiga casinha do óvulo) produz a progesterona, responsável pela produção glandular do endométrio. Ela dura em média 14 dias (a menos que ocorra fecundação) e termina pouco antes da próxima menstruação.

    Nesse sentido, caso o óvulo tenha sido fecundado, ele viaja até o útero e se fixa no endométrio. Por outro lado, se não houver fecundação, o óvulo se desintegra e o endométrio, que estava pronto para receber o embrião, passa a descamar. Essa descamação do endométrio constitui a menstruação que marca o início de um novo ciclo reprodutivo.

    Como contar o ciclo menstrual?

    Como vimos, o ciclo menstrual compreende o período entre o primeiro dia da menstruação do mês, até o início da menstruação do mês seguinte. Assim, para conhecer o seu ciclo menstrual é preciso primeiro saber qual seu tempo de duração, e se ele é regular ou irregular.

    Estas informações são especialmente importantes para as pessoas que estão tentando engravidar. Afinal, é a partir delas é possível determinar o período fértil feminino, quando há mais chances de se conseguir uma gravidez.

    Veja como entender seu ciclo menstrual:

    • Anote mensalmente, em um calendário, caderno ou aplicativo de celular o primeiro dia da menstruação. Nesse sentido, este dia é considerado o dia 1 do ciclo; 
    • Conte quantos dias leva até chegar a menstruação seguinte;
    • Marque a “metade” do ciclo, que geralmente corresponderá a ovulação e o seu período mais fértil.

    Ciclo menstrual regular

    O ciclo menstrual dura em média 28 dias, porém, cada mulher tem um ritmo diferente. Nesse sentido, mesmo que os ciclos tenham 21 ou 35 dias, o importante é que sejam regulares, de acordo com o seu padrão.

    Desta forma, o que marca a regularidade é justamente o tempo entre uma menstruação e outra. Portanto, o sangramento não precisa descer sempre no mesmo dia. 

    Ciclo menstrual irregular

    O ciclo menstrual irregular é considerado aquele que leva menos de 21 dias ou mais de 35 dias entre as menstruações. Ou seja, são ciclos muito curtos ou muito longos, podendo até mesmo intercalar esses dois tipos. Isso dificulta saber ao certo quando a menstruação irá vir. 

    Nesse sentido, nos primeiros dois anos após a menarca, é comum que a menina tenha ciclos irregulares, de 20 dias e depois de 60. Isto acontece, pois o eixo hormonal ainda é imaturo, o que leva um tempo até se regularizar. Da mesma forma, na pré-menopausa as mulheres também começam a ter ciclos irregulares devido à redução dos folículos ovarianos que são responsáveis pelos mecanismos hormonais do ciclo.

    Além disso, outros fatores podem alterar o ciclo menstrual:

    Qual a relação entre ciclo menstrual e período fértil?

    Como vimos, o ciclo menstrual é composto por diferentes etapas, e o período fértil feminino é a fase na qual a mulher tem mais chances de engravidar. Assim, podemos dizer que são os dias do ciclo nos quais há maior probabilidade de ocorrer a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, e assim iniciar uma possível gestação.

    Nesse sentido, a determinação do período fértil leva em conta principalmente o dia da ovulação. Ou seja, quando o óvulo maduro é liberado pelo ovário e vai para as Trompas de Falópio onde poderá ser fecundado.

    Este processo acontece normalmente uma vez ao mês, sempre 14 dias antes da próxima menstruação. Além disso, o cálculo também considera o tempo que o espermatozoide tem para fecundar o óvulo, já que ele sobrevive até 3 dias no organismo da mulher.

    Dessa forma, o período fértil, também chamado de semana fértil, é o intervalo de aproximadamente 6 dias até o dia da ovulação. Porém, para muitos médicos, esse período do mês, que tem maiores chances de ocorrer uma gravidez, dura até 2 dias após a ovulação.

    Vale ressaltar que conhecer o ciclo menstrual e identificar o período fértil é fundamental para quem quer engravidar, da mesma forma que é importante para as pessoas que desejam evitar uma gestação. 

    Como saber quando será período fértil no ciclo menstrual?

    Para quem tem ciclos regulares, o método do calendário, também chamado de “tabelinha”, pode ajudar. Nesse sentido, leva-se em conta que a ovulação acontece geralmente 14 dias antes da próxima menstruação. 

    Dessa forma, nas mulheres com ciclos de 28 dias, a ovulação deve ocorrer no 14º dia. Já para quem menstrua a cada 30 dias, a ovulação acontece no 16º do ciclo. Com esta informação, acrescentando-se 5 dias antes e 2 dias após a data prevista da ovulação, é possível ter uma previsão do período fértil.

    Já para as mulheres com ciclos irregulares, o uso da tabelinha é mais inseguro. Nestes casos, uma opção para descobrir o período fértil é através dos testes de ovulação que possibilitam determinar a ovulação de 24 h a 36 h antes da liberação do óvulo. Outra opção é o controle ecográfico. 

    Assim como os testes de gravidez, esta verificação também acontece através da urina e é muito fácil de usar. Basta mergulhar uma tirinha na urina e verificar a cor obtida. Nesse sentido, o teste é positivo quando detecta uma grande quantidade de hormônio luteinizante LH, indicando que a mulher deve ovular em breve. 

    Vale lembrar que cada mulher é diferente, e que nenhum método é 100% eficaz para determinar o dia exato da ovulação. Por isso, as mulheres podem ficar atentas também aos sinais do corpo de que a ovulação está próxima. 

    Veja alguns indícios de que a ovulação está próxima:

    Secreção vaginal transparente: 

    Como a clara de ovo, e sem odor forte, a secreção pode indicar que a ovulação e o período fértil estão chegando. Isto acontece pelo aumento do hormônio estradiol, que produz mais líquido que o habitual, facilitando a entrada dos espermatozoides no canal vaginal. 

    Espinhas:

    No período fértil, com as mudanças hormonais, a pele pode ficar mais oleosa, facilitando o surgimento de espinhas e cravos.

    Aumento da temperatura:

    O aumento da temperatura corporal basal (em repouso) ocorre como resposta à preparação do corpo para a fecundação. Nesse sentido, os folículos liberam os óvulos maduros, o que eleva a quantidade de progesterona, causando o aumento da temperatura corporal em 0,4 a 1,0ºC.

    Aumento da libido e do apetite:

    A elevação dos níveis hormonais que acontecem no período fértil também explicam o aumento da libido e do apetite. Nesta fase, ocorre também o aumento da produção de feromônios, hormônios exalados pelo corpo com a finalidade de atrair e excitar o sexo oposto. 

    Dor no baixo ventre:

    Sentir dor ou incômodo na parte de baixo da barriga, na altura dos ovários, é um dos sintomas frequentes do período fértil. Nesse sentido, pequenas pontadas na região pélvica ou cólicas, podem indicar que a mulher está ovulando. 

    Irritação e instabilidade emocional: 

    A variação do humor também é comum no período fértil e acontece principalmente devido às alterações hormonais comuns do período.

    A data da menarca influencia na idade em que a mulher entrará na menopausa?

    O primeiro ciclo menstrual, ou menarca, marca o início da idade reprodutiva da mulher, onde a cada ciclo, a mulher amadurece óvulos, e caso não gere nenhum bebê, esses óvulos são descartados pelo corpo.

    Levando em consideração que a mulher tem um número limitado de óvulos, muitas pessoas podem associar que mulheres que menstruam cedo entram na menopausa precocemente. Porém não existe nenhuma relação da menarca com o fim da idade reprodutiva da mulher.

    Qual a relação entre ciclo menstrual e a Reprodução Assistida?

    O ciclo menstrual irregular pode ser sinal de algum problema de infertilidade. Nesse sentido, doenças como Síndrome do Ovário Policístico (SOP) e Endometriose podem interferir na regularidade do ciclo, bem como impactar negativamente na fertilidade da mulher. Desta forma, é importante investigar as causas dos ciclos menstruais irregulares, para determinar se a origem do problema pode ser tratada.

    Porém, em alguns casos, o fator que causa a irregularidade do ciclo, e a infertilidade, não podem ser revertidos. Nessa situação, os tratamentos de Reprodução Assistida como a Fertilização in Vitro, por exemplo, representam um caminho para alcançar a gravidez desejada.

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  • Teste de Ovulação: como funciona, quando fazer e qual escolher

    Conteúdo atualizado em 09/10/2025.

    Você sabe o que é o teste de ovulação? São exames que ajudam os casais que estão tentando engravidar de forma natural a saberem qual é o seu período fértil.

    Nesse sentido, eles identificam, através da urina, a presença do hormônio luteinizante (LH). Assim, sinalizam a proximidade da ovulação e, com ela, o período com maiores chances de engravidar.

    Leia a seguir tudo sobre os testes de ovulação: como funcionam, quais os tipos que existem e como interpretar cada exame.

    O que é ovulação?

    A ovulação é o nome que se dá ao momento do ciclo menstrual em que o óvulo é liberado pelo ovário e está pronto para ser fecundado pelo espermatozoide. Nesse sentido, em mulheres saudáveis, acontece normalmente no meio do ciclo menstrual, através do acionamento de alguns hormônios femininos.

    No entanto, muitas mulheres pensam que ovulam exatamente no 14º dia do ciclo, mas isso é apenas uma média, levando-se em consideração ciclos de 28 dias. Sendo assim, da mesma forma que a duração do ciclo menstrual varia de mulher para mulher, e de ciclo para ciclo (geralmente de 23 a 35 dias), a ovulação também pode variar de pessoa para pessoa. A ovulação acontece 14 dias antes da próxima menstruação. 

    Confira abaixo como as alterações dos hormônios acionam a ovulação:

    • Conforme a ovulação se aproxima, seu corpo aumenta a produção de um hormônio chamado estrogênio. Ele causa o espessamento do revestimento do útero e ajuda a criar um ambiente apropriado para o espermatozoide;
    • Os altos níveis de estrogênio acionam um súbito aumento em outro hormônio, chamado de hormônio luteinizante (LH). Essa elevação de “LH” causa a liberação do óvulo maduro do ovário, isso é a ovulação;
    • A ovulação normalmente ocorre de 24 a 36 horas após o aumento de LH. Por isso, o crescimento do hormônio é um indicativo para prever o pico de fertilidade. Sendo assim, é neste momento que se deve realizar o teste de ovulação.
    • O óvulo pode ser fertilizado até 24 horas após a ovulação. Se isto não ocorrer, o revestimento do útero será descartado e a menstruação iniciará 14 dias após a ovulação. Desta forma, marcará o início do próximo ciclo menstrual.

    Entender a ovulação é essencial para quem deseja conhecer melhor o próprio corpo, especialmente em contextos de planejamento familiar ou tratamentos de fertilidade. Mais do que uma data fixa no calendário, ela é um processo dinâmico, guiado por variações hormonais que sinalizam os dias de maior chance de engravidar.

    Ao reconhecer os sinais do próprio ciclo e contar com métodos de apoio, como o teste de ovulação, é possível se conectar com o próprio ritmo biológico e tomar decisões mais informadas, conscientes e respeitosas com o seu momento.

    Quais são os sintomas de que estou ovulando?

    Como já vimos, a ovulação é o processo que ocorre normalmente uma vez em cada ciclo menstrual, quando as alterações hormonais acionam o ovário para liberar um óvulo. Sendo assim, o período pode gerar alguns sintomas característicos nas mulheres. Veja abaixo quais são:

    • Alta libido: no período ovulatório, é comum a mulher se sentir mais estimulada sexualmente. Isto ocorre pelo aumento do estradiol e dos andrógenos que sobem nos dias prévios à ovulação, favorecendo as chances de gravidez;
    • Alteração da secreção: durante o ciclo menstrual de uma mulher, o tipo e a quantidade de muco cervical, uma secreção produzida pelas glândulas do colo do útero, se alteram. Ele pode ser pegajoso ou elástico, esbranquiçado ou turvo. Portanto, nos dias que antecedem a ovulação, ele torna-se mais transparente e elástico, e frequentemente compara-se à clara do ovo. Esse muco é favorável ao espermatozoide e o ajuda a chegar ao óvulo;
    • Aumento da temperatura: o organismo normalmente mede entre 36 e 37 graus. Durante o período ovulatório, ocorre um aumento de 0,3º a 0,5º na temperatura basal, quando o corpo está em repouso durante o sono. Dessa forma, sua medição deve ocorrer assim que acordar;
    • Dor: algumas mulheres sentem dor pélvica ou alguma sensibilidade na região durante a ovulação. Isso acontece porque, quando o óvulo libera-se do ovário, ele rompe a estrutura que o envolve.

    Reconhecer esses sinais do corpo pode ser um recurso valioso para quem deseja engravidar  ou simplesmente entender melhor seu próprio ciclo. Cada sintoma, por mais sutil que pareça, é uma forma de comunicação do organismo sobre seu estado fértil.

    Observar mudanças como a secreção vaginal, o aumento da libido ou da temperatura basal ajuda a identificar o período ovulatório com mais precisão. No entanto, como esses indícios podem variar de mulher para mulher, combiná-los com ferramentas de apoio, como o teste de ovulação, torna essa jornada mais segura, informada e alinhada ao seu objetivo.

    O que é o teste de ovulação?

    O teste de ovulação ou de fertilidade são verificações que ajudam a mulher a descobrir o seu período fértil. Ou seja, o período do ciclo menstrual em que o ovário está prestes a liberar o óvulo.

    Os testes de ovulação são vendidos em farmácias e detectam, através do exame de urina, a presença do hormônio LH. Isto ocorre pois o Hormônio Luteinizante tem um pico de elevação cerca de 24 horas antes de o óvulo ser liberado por um dos ovários.

    Sendo assim, se o teste indicar que ocorreu este pico, a mulher que quer engravidar deve manter relações sexuais sem prevenção. Afinal, logo estará liberando seu óvulo para ser fecundado pelo espermatozoide.

    Leia também: Indutor de ovulação: saiba quais são os seus prós e contras

    No entanto, é importante esclarecer que a realização do teste de ovulação não vai garantir que a fecundação do óvulo ocorra dentro daquele ciclo menstrual. Sendo assim, vale lembrar que são necessárias várias situações para que aconteça a concepção do bebê. É preciso que o óvulo seja saudável, que o espermatozoide consiga fecundar o óvulo, que o útero da mulher esteja receptivo para a implantação do embrião, entre outros fatores.

    Por esta razão, é sempre importante consultar um ginecologista que acompanhará essa fase de tentante. Se for preciso, indicará outros exames que podem ser feitos para verificar a fertilidade feminina.

    Como funciona o teste de ovulação?

    O teste de ovulação de farmácia detecta o pico de LH na urina da mulher. Nesse sentido, ele é feito da mesma forma que o teste de gravidez. Ou seja, a mulher colhe a urina em um potinho e introduz o teste até a marca máxima. A partir daí, é possível fazer a leitura do resultado em 5 minutos.

    Do ponto de vista técnico, esses testes funcionam por meio de anticorpos específicos que reagem à presença do hormônio luteinizante (LH) na urina. Quando a concentração de LH atinge um determinado limiar, conhecido como “pico de LH”, o teste indica que a ovulação está prestes a acontecer. Isso é possível graças a uma faixa reagente presente na tira do teste, que muda de cor ou exibe um símbolo (no caso dos modelos digitais) ao detectar esse aumento hormonal.

    Essa sensibilidade permite identificar com antecedência a janela fértil, oferecendo uma oportunidade mais precisa para quem está tentando engravidar.

    Como já vimos, o hormônio LH aparece na urina após a maturação do folículo e antes da liberação do óvulo. Sendo assim, quando o teste de ovulação positiva, leva-se de 24 a 36 horas para a ovulação ocorrer.

    Como fazer o teste de ovulação?

    Para realizar o teste de ovulação a mulher deve registrar a duração do seu ciclo menstrual pelo menos por alguns meses. Desta forma, ela tem o conhecimento pleno de seu corpo, conseguindo saber a regularidade do ciclo e, consequentemente, a aproximação da ovulação. Assim, é possível se preparar para a realização do teste.

    Contudo, antes de fazer a verificação, é preciso ter atenção à bula de cada produto. Isto porque existem várias marcas de testes de ovulação no mercado e todas são diferentes entre si. No entanto, independente do fabricante, é necessário seguir um passo a passo para o resultado ser mais confiável.

    Porém, se a mulher está muito desregulada e não consegue entender o seu ciclo menstrual, o melhor é fazer o acompanhamento com um especialista que poderá avaliar de forma mais criteriosa cada caso.

    Erros comuns ao fazer o teste de ovulação e como evitá-los

    Mesmo sendo um exame simples, o teste de ovulação pode apresentar resultados imprecisos quando não é feito da maneira correta. Um dos equívocos mais comuns é realizar o teste com a primeira urina do dia, o que pode diluir a presença do LH e gerar falsos negativos — o ideal é fazê-lo entre 10h e 20h, quando a concentração hormonal está mais estável.

    Outro erro recorrente é não acompanhar o ciclo menstrual por tempo suficiente antes de iniciar os testes, dificultando a previsão da janela fértil. Além disso, usar o teste fora do período indicado na bula, interpretar incorretamente as linhas (nos testes de tiras) ou não considerar variações no padrão de cor pode comprometer a leitura.

    Para obter resultados mais confiáveis, é fundamental seguir rigorosamente as instruções do fabricante e, em caso de dúvidas, buscar orientação médica especializada. Afinal, cada detalhe pode fazer diferença no planejamento da gravidez.

    Análise dos testes de ovulação

    Como já vimos, os testes de ovulação são todos diferentes entre si. Por isso, o tempo de espera, assim como as cores ou a forma de apresentação do resultado, pode variar entre as marcas. Sendo assim, existem testes feitos com tiras (linhas) e de forma digital.

    Para usar ambos os testes, basta molhar a pipeta ou a tira em um pouquinho de urina e aguardar cerca de 3 a 5 minutos. 

    Teste de tiras

    No teste de tiras, é apenas necessário observar as alterações de cores e comparar com a tira de controle.

    Normalmente, se for de intensidade igual ou mais forte, significa que o teste deu positivo e que a mulher está no período fértil. No entanto, é importante ler o folheto informativo de cada marca para confirmar qual a cor que corresponde a um resultado positivo.

    Teste digital

    Já nos testes digitais, quando se detecta a presença do LH, o visor mostra uma carinha sorridente. Quando nada surgir, significa que a ovulação não está para ocorrer.

    Geralmente, as caixas possuem de 5 a 10 testes, que devem ser utilizados a cada dia até o resultado dar positivo.

    Qual o melhor teste de ovulação?

    A escolha do teste de ovulação ideal depende do perfil de cada pessoa e do nível de praticidade ou precisão desejado. Os testes em tiras são os mais acessíveis financeiramente e funcionam com a leitura visual de linhas: uma linha de teste tão escura ou mais intensa que a de controle indica o pico de LH. Embora eficazes, exigem atenção redobrada à interpretação e podem gerar dúvidas em casos de coloração ambígua.

    Já os testes digitais, embora com custo mais elevado, são mais intuitivos: exibem símbolos claros, como uma carinha sorridente quando o pico de LH é detectado, reduzindo a chance de erro de leitura. Além disso, algumas versões contam com indicadores de dias de alta fertilidade, baseando-se também no estrogênio urinário. Para quem deseja mais praticidade ou está em tratamentos como coito programado, os modelos digitais podem ser uma boa escolha. Por outro lado, quem acompanha o ciclo com regularidade e já conhece bem os próprios padrões pode se beneficiar das tiras com excelente custo-benefício.

    O teste de ovulação caseiro funciona? 

    Existem várias maneiras de testar a ovulação de forma caseira. Já vimos que muitas mulheres possuem alguns sintomas quando ovulam, como a alta da libido, a alteração da secreção, o aumento da temperatura corporal e até dor abdominal.

    Da mesma forma, a mulher também pode testar empiricamente a ovulação através do calendário. Ou seja, fazendo o cálculo de quando será a próxima menstruação. Além disso, muitas utilizam também aplicativos de smartphones que, depois de preencher alguns dados pessoais, mandam notificações sobre o ciclo menstrual de cada uma.

    No entanto, é importante saber que os testes caseiros não são tão precisos. Nesse sentido eles podem dar uma ideia do período fértil, mas não informam exatamente os dias em que há o pico do hormônio LH. Desta forma, os testes de ovulação de farmácias e os exames ecográficos são mais confiáveis para saber o período da ovulação.

    Teste de ovulação e Reprodução Assistida: qual a relação?

    De forma geral, recomenda-se os testes de ovulação de farmácias às pacientes que estão tentando engravidar de forma natural e que não possuem problemas de fertilidade.

    Entretanto, quando a paciente está fazendo algum tratamento de Reprodução Assistida, seja coito programado, Inseminação Artificial ou Fertilização In Vitro (FIV), os testes de ovulação de farmácias não são usados.

    Desta forma, o controle da ovulação nestas situações é feito via ecografia, que é a principal forma de acompanhar o amadurecimento do óvulo e o momento da ovulação. Nestes casos, inclusive, adicionam-se dosagens hormonais na reta final do crescimento dos folículos, ajudando, assim, a liberação do óvulo de forma mais controlada. 

    Quando entender seu ciclo não é suficiente: conte com apoio especializado

    Observar os sinais do corpo e utilizar testes de ovulação são passos importantes para quem está tentando engravidar. Mas quando a gravidez não acontece como o esperado, é fundamental lembrar que fertilidade é um tema multifatorial — e que buscar ajuda especializada não é sinal de fracasso, mas de cuidado consigo mesma.

    Na Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, oferecemos muito mais do que tecnologia e precisão científica: nosso compromisso é acompanhar cada pessoa com empatia, escuta ativa e planos individualizados, respeitando sua história, seus sonhos e seus limites.

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  • Doenças imunológicas: conheça os diferentes tipos e sintomas para ficar alerta

    Você já ouviu falar em doenças imunológicas? Sabe o que são, suas causas, diagnósticos e tratamentos?

    No texto a seguir vamos conhecer um pouco mais sobre este amplo universo, que engloba diferentes síndromes e doenças autoimunes. 

    O que são doenças imunológicas?

    As doenças imunológicas ocorrem quando o sistema imunológico ataca e destrói, por engano, tecidos saudáveis do corpo. Ou seja, o sistema imune, que deve defender o corpo, confunde células normais e saudáveis com uma possível ameaça à saúde. Assim, causam, danos ao próprio organismo, sem motivo real.

    Nesse sentido, frente a uma “possibilidade de perigo”, o corpo libera anticorpos que atacam esses componentes de forma equivocada. Além disso, em alguns casos, a capacidade do organismo de combater substâncias verdadeiramente nocivas é prejudicada. Logo, o corpo fica mais vulnerável à infecções e doenças.

    O que é sistema imunológico?

    O sistema imunológico é o conjunto de órgãos, tecidos e células responsáveis pela proteção do corpo. Dessa forma, como um escudo, ele atua no combate a microrganismos invasores (antígenos) como vírus, bactérias, micróbios e outros, impedindo assim o desenvolvimento de doenças. 

    Quando um agente invasor entra no organismo, ele gera um mecanismo de defesa. Dessa forma, substâncias invasoras são detectadas por células chamadas de macrófagos, que comunicam aos outros componentes do sistema imunológico que há uma invasão. Assim, os linfócitos entram em ação produzindo anticorpos que reconhecem as substâncias invasoras e agem contra elas.

    Veja como o sistema imunológico é constituído:

    Leucócitos

    Os leucócitos são células de proteção fabricadas pela medula óssea com a função de defender o organismo contra doenças, infecções e alergias.

    Também chamados de glóbulos brancos, os leucócitos se dividem em cinco tipos principais: linfócitos, neutrófilos, eosinófilos, basófilos e monócitos. Nesse sentido, cada um desempenha papel diferente na proteção do organismo.

    Linfonodos

    São pequenos órgãos presentes em diversos pontos do sistema linfático que ajudam o sistema imune a funcionar corretamente. Isto acontece pois filtram a linfa, removendo vírus e bactérias que podem representar um risco para o organismo. 

    Linfa

    É um líquido transparente que circula pelos vasos linfáticos. Formada por linfócitos, a linfa é filtrada pelos linfonodos e lançada no sangue.

    Timo

    É a glândula responsável pela maturação dos linfócitos. Localizada no centro do peito, entre os pulmões e na frente do coração, também destrói células anormais, infectadas ou estranhas ao organismo.

    Amígdalas

    Localizadas na parte posterior da boca, acima da garganta, as amígdalas ajudam a desenvolver anticorpos para combater bactérias que invadem o organismo pelo ar ou através de alimentos.

    Adenoides

    As adenoides são duas pequenas glândulas compostas por tecido linfoide, semelhantes às amígdalas e aos linfonodos, localizadas no fundo da cavidade nasal. Sua função é a produção de linfócitos e anticorpos, ajudando o organismo a se defender de microorganismos que invadem as cavidades nasal e oral.

    Baço

    O baço é um dos órgãos do sistema linfático com função de defesa do organismo e atuante na circulação do sangue. Nesse sentido, ele filtra o sangue para remover microrganismos, substâncias estranhas e resíduos celulares. Além disso, o baço também produz linfócitos.

    Apêndice

    Localizado no ceco, primeira porção do intestino grosso, o apêndice é uma pequena bolsa, em forma de tubo, que contém células linfoides, importantes para ajudar o organismo a combater infecções. 

    Placas de Peyer

    É um acúmulo de linfócitos presente na mucosa do intestino delgado. Ajuda a combater invasores.

    Quais são os tipos de doenças imunológicas?

    Como vimos, o sistema imunológico deve combater o organismo contra vírus, fungos, bactérias ou substâncias nocivas à saúde como alérgenos e toxinas. Porém, quando há alguma falha, ao invés de proteger o corpo, o sistema apresenta reações autoimunes. 

    Veja o que pode desencadear reações autoimunes:

    • Uma substância normal do organismo sofre alteração provocada por um vírus, um remédio, pela luz solar ou pela radiação, entre outros, fazendo com que o organismo não a reconheça mais;
    • Entrada de uma substância estranha, como um alérgeno inofensivo, pode causar uma reação do organismo;
    • Funcionamento inadequado das células que controlam a produção de anticorpos, fazendo com que eles atacam as células saudáveis;
    • Lesão que causa a liberação de uma substância na corrente sanguínea, normalmente encontrada em uma parte específica do corpo.

    De acordo com estudos do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental (NIEHS), centro de pesquisa americano, já existiam cerca de 100 tipos de doenças do sistema imunológico detectáveis. Nesse sentido, a gravidade vai depender dos órgãos atingidos e da sua intensidade.

    Desta forma, as doenças são divididas em dois grandes grupos:

    • Doenças sistêmicas: são aquelas que não afetam um órgão específico, mas podem atacar vários. São exemplos o lúpus, artrite reumatoide, entre outras;
    • Síndromes locais: de caráter dermatológico, hematológico ou endócrino, atacam um tecido em particular, como é o caso da Tireoidite de Hashimoto e Doença de Chron.

    Quais são as doenças imunológicas mais comuns? 

    Confira, abaixo, algumas das doenças imunológicas mais comuns:

    Artrite reumatoide

    A artrite reumatoide é uma doença crônica em que o sistema imunológico ataca as articulações causando inflamação, vermelhidão, rigidez e dor nas articulações.

    Lúpus

    Chamado também de Lúpus Eritematoso Sistêmico, o Lúpus é uma doença autoimune que causa erupções cutâneas. No entanto, não se trata apenas de uma doença de pele, pois afeta diversos órgãos incluindo os rins, o cérebro, o coração e as articulações.

    Esclerose múltipla

    A esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico ataca a mielina, que é o revestimento das células nervosas no nosso organismo. Desta forma, o sistema nervoso é prejudicado, afetando a transmissão de sinais nervosos entre o cérebro e o resto do corpo. 

    Por isso, as pessoas com esclerose múltipla geralmente apresentam problemas de equilíbrio, dificuldade de locomoção, fraqueza, dormência, e vários outros problemas.

    Doença de Chron

    A doença de Chron consiste em uma síndrome intestinal inflamatória crônica que acomete a região inferior do intestino delgado, o intestino grosso ou ambos simultaneamente. Além disso, pode atingir qualquer parte do trato digestivo.

    Vitiligo

    O vitiligo leva a produção inapropriada de anticorpos e linfócitos T (um tipo de glóbulo branco) contra os melanócitos, as células responsáveis pela produção de pigmentos de nossa pele.

    Psoríase

    A psoríase, conhecida também como artrite psoriática, é uma doença da pele em que as células epiteliais crescem de tamanho e depois se desprendem. Isso faz com que as células se multipliquem muito mais rápido do que o normal, resultando em excesso que podem formar manchas vermelhas e escamas sobre a pele.

    Diabetes tipo 1

    A diabetes do tipo 1 é uma doença autoimune em que as células do pâncreas são danificadas pelo sistema imune, fazendo com que o órgão seja incapaz de produzir insulina ou que produza muito pouco. Nesse sentido, a insulina é um hormônio essencial para regular os níveis de açúcar no sangue e a falta dele pode deixar o índice glicêmico constantemente elevado.

    Tireoidite de Hashimoto

    Na Tireoidite Hashimoto, a produção de hormônios da tireoide é reduzida, causando sintomas como queda de cabelo, fadiga, inchaço na tireoide, sensibilidade ao frio e aumento de peso.

    Doença de Graves

    Na doença de Graves, o sistema imunológico ataca a glândula tireoide e interfere na produção hormonal. Essa alteração na produção de hormônios pode causar sintomas como batimentos cardíacos acelerados, perda de peso, nervosismo e intolerância ao calor.

    Doença Celíaca

    A doença celíaca ocorre quando o sistema imunológico ataca o glúten proveniente dos alimentos ingeridos. Assim, pessoas com essa doença não podem consumir qualquer produto que contenha glúten.

    Anemia Perniciosa

    A Anemia Perniciosa é uma doença autoimune que afeta uma proteína chamada de Fator Intrínseco, responsável por ajudar o intestino a absorver a vitamina B12 presente nos alimentos. A falta de vitamina B12 prejudica a síntese de glóbulos vermelhos, o que por sua vez pode prejudicar a absorção de outros nutrientes e de oxigênio por vários órgãos do corpo.

    Síndrome de Sjögren

    A síndrome de Sjögren é outra condição de saúde que afeta as articulações e as glândulas que lubrificam os olhos e a boca. Assim, os principais sintomas dessa síndrome são boca e olhos secos, além de dor nas articulações.

    Síndrome de Guillain-Barre

    A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença em que o sistema imune ataca os nervos que controlam os músculos das pernas e parte superior do corpo. Desta forma, as pessoas acometidas por essa síndrome têm fraqueza muscular nessas regiões e outros sintomas que afetam a mobilidade.

    Quais são as principais causas das doenças imunológicas?

    Não se sabe ao certo porque algo desencadeia uma reação autoimune em uma pessoa e não em outra. Porém, dados indicam que as doenças imunológicas afetam mais as mulheres do que os homens, geralmente na idade fértil entre os 14 e os 44 anos. De acordo com o Núcleo de Estudos de Doenças Auto-Imunes (NEDAI), o conjunto das doenças imunológicas atinge três vezes mais mulheres do que homens. 

    Além disso, nota-se também que algumas dessas doenças são mais comuns em grupos étnicos específicos. Nesse sentido, o Lúpus, por exemplo, afeta mais pessoas negras e hispânicas do que os caucasianos.

    Já o fator hereditário também pode explicar o desenvolvimento de uma síndrome do sistema imunológico. Nestes casos, a influência genética torna o portador do gene mais suscetível a desenvolver a doença. Ou seja, nessas pessoas, um fator desencadeante como uma infecção viral ou uma lesão tecidual, pode dar origem a doenças.

    Vale ressaltar mais uma vez que as doenças imunológicas não têm causas confirmadas. Porém, pesquisadores acreditam que fatores ambientais, inflamações, estresse, dieta inadequada, infecções e exposição a toxinas podem também influenciar na resposta do sistema imunológico. 

    Quais são os principais sintomas das doenças imunológicas?

    Como já falamos, existem cerca de 100 diferentes doenças imunológicas, e os sintomas variam de acordo com a doença e com a parte do corpo afetada. Porém, alguns sinais são bem característicos e podem levantar suspeita de que há algum problema. Nesse sentido, é importante ficar atento e procurar um médico se notar alguns dos sintomas descritos abaixo:

    Inflamações

    De maneira geral, as inflamações são sintomas que sugerem uma possível doença autoimune, especialmente quando associadas a dor, deformações articulares, fraqueza e dificuldade respiratória. Desta forma, as inflamações nas articulações podem indicar artrite reumatoide, assim como inflamação na pele, nervos, rins, cérebro, entre outros, podem ser suspeitas de Lúpus. 

    Dor abdominal

    A dor abdominal, embora seja um sintoma bastante amplo, pode indicar a presença da Doença de Crohn. Nesse sentido, os principais sinais são: dor abdominal, cólicas fortes e diarreia crônica acompanhada de sangue. Vale lembrar que esse quadro pode durar dias ou até semanas, embora seja comum que apareça em intervalos irregulares ao longo da vida.

    Dificuldade de equilíbrio e coordenação

    A dificuldade de coordenação e equilíbrio mostram sinais de uma possível esclerose múltipla, doença crônica, neurológica e autoimune. Além disso, as pessoas também podem apresentar tremores, vertigem e instabilidade para caminhar.

    Vermelhidão na pele

    A vermelhidão na pele, especialmente na face, sobre a ponta do nariz e nas bochechas pode indicar a presença de lúpus eritematoso. Além disso, a vermelhidão na pele em qualquer região do corpo, que evolui para bolhas com pus, pode ser sinal de psoríase pustulosa.

    Existe tratamento para doenças imunológicas?

    Embora não exista cura para as doenças imunológicas, algumas vezes elas desaparecem inexplicavelmente, da mesma forma como apareceram. Porém, a maioria das síndromes autoimunes são crônicas, e portanto, o tratamento para controlar os sintomas acontecem durante toda a vida. Nesse sentido, cada doença apresenta sintomas específicos, e por isso, a conduta depende de cada caso, e geralmente é feito com uso de medicamentos.

    Dessa forma, ter um diagnóstico sólido é fundamental para determinar qual o melhor tratamento. Nesse sentido, não existe um exame único para diagnosticar a maior parte das doenças autoimunes, assim, é necessário a realização de alguns testes. 

    Na suspeita de alguma doença imunológica, o médico começa a investigação com o teste de anticorpo antinuclear. Quando o resultado é positivo, indica que há uma doença em curso, mas o exame não é capaz de identificar qual delas é. Por isso, o especialista provavelmente também solicitará exames de sangue para verificar os níveis de inflamação no organismo, além de outros testes que identificam anticorpos específicos.

    Vale lembrar que as doenças do sistema imunológico podem atingir diferentes órgãos, tecidos e partes do corpo. Por isso, diversos médicos e especialistas estão aptos a tratar os pacientes, entre eles: 

    • Reumatologistas;
    • Endocrinologistas;
    • Dermatologistas;
    • Gastroenterologistas;
    • Nefrologistas;
    • Neurologistas;
    • Hematologistas;
    • Fisioterapeutas;
    • Terapeutas.

    Possuo uma doença imunológica. Terei dificuldades para engravidar?

    A relação entre doenças imunológicas e infertilidade é algo cada vez mais reconhecida, especialmente nos casos de dificuldade para engravidar sem motivo aparente. Nesse sentido, sabe-se que cerca de 10 a 15% dos casais que desejam ter filhos sofrem de infertilidade, sendo que desses, pelo menos 10% têm causas desconhecidas. 

    Desta forma, tentativas de achar respostas para a infertilidade inexplicada tem avaliado o papel da imunidade na falência reprodutiva. Nesse sentido, doenças como Tiroidite Autoimune, Lúpus Eritematoso Sistêmico e Síndrome Antifosfolipídico vem sendo investigadas e mostram possíveis associações com a falência da reprodução. 

    Assim, estudos indicam que o fator imunológico pode influenciar mecanismos da reprodução como a falência ovárica prematura, implantação embrionária e abortos de repetição. Além disso, pode causar insucesso nas tentativas de gravidez espontânea, na Inseminação Intrauterina e na Fertilização In Vitro. 

    Por tudo isso, é possível que a mulher portadora de doença autoimune, dependendo da síndrome, tenha mais dificuldades para engravidar, mas isso não quer dizer que não aconteça. Nesse sentido, é importante conversar com o especialista e seguir todas as orientações para tratar e controlar o problema. Felizmente, hoje em dia já existem tratamentos para a infertilidade que possibilitam uma gravidez à mulher com doenças imunológicas.

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  • Posso engravidar depois dos 40 anos? Conheça métodos e cuidados

    Engravidar depois dos 40 anos é uma realidade cada vez mais comum. Afinal, as mulheres estão optando por postergar a gestação, focando primeiramente em outras realizações, como o desenvolvimento profissional, viajar pelo mundo, etc…

    Se tornar mãe após os 40 anos é possível sim, porém as chances são menores do que quando a mulher é mais jovem. Isso ocorre pois a reserva ovariana diminui com o avanço da idade e os óvulos estão mais propensos a desenvolver problemas, aumentando o risco de aborto e anomalias no bebê. Além disso, a mulher também possui mais chance de ter doenças na gestação.

    Entretanto, com os cuidados necessários e com a ajuda da medicina reprodutiva, engravidar depois dos 40 pode ser seguro. No texto abaixo, vamos explicar melhor as possibilidades de gravidez nesta situação, quais são os riscos para a mãe e para o bebê, e os cuidados necessários para se alcançar a maternidade com segurança e tranquilidade em uma gravidez tardia. 

    O que é gravidez tardia?

    A gravidez tardia é aquela que ocorre após os 35 anos de idade. A partir desta idade, a chance de sucesso de uma gravidez natural vai diminuindo e os riscos de complicações aumentam gradualmente conforme o avanço da idade da mulher.

    No entanto, atualmente, o conceito de idade ideal para ter um filho não é mais tão rígido, ou seja, ele vem se modificando ao longo dos anos. Isso tanto por conta dos avanços da medicina, quanto por conta da mudança de hábitos da sociedade. Neste contexto, seja por questões profissionais ou pessoais, as mulheres acabam tendo a opção de escolher o melhor momento para engravidar.

    Sendo assim, podemos dizer que graças às técnicas de reprodução assistida, a gravidez tardia já é uma realidade no país, e muitas mulheres recorrem a elas para realizar o sonho de ser mãe com mais de 40 anos. Vale esclarecer que não há uma idade limite para a mulher recorrer aos tratamentos de reprodução humana. Porém, existe uma recomendação da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida para que eles ocorram até os 50 anos.

    É possível engravidar depois dos 40 anos?

    Sim, é possível engravidar depois dos 40 anos. Nesse sentido, se a mulher ainda não tiver entrado na menopausa e não possui nenhuma doença que afete o aparelho reprodutor, ela ainda tem chances de conseguir engravidar de forma natural. Porém, a possibilidade vai diminuindo drasticamente após os 42 anos.

    Isto ocorre pois sabemos que a mulher nasce com um número finito de óvulos que naturalmente vão se esgotar com a idade.

    A boa notícia é que, graças aos tratamentos de Reprodução Assistida, engravidar depois dos 40 anos é uma realidade cada vez mais viável. Contudo, a mulher deve ter um acompanhamento médico especializado para que o médico consiga avaliar a saúde do casal e, assim, indicar o melhor tratamento para alcançar uma gravidez. 

    Posso engravidar fazendo reposição hormonal?

    O tratamento de reposição hormonal não é um método anticoncepcional e, portanto, não bloqueia a ovulação. Nesse sentido, as mulheres que estão na pré-menopausa e fazem reposição hormonal, podem ter uma pequena possibilidade de engravidar.

    Isto ocorre pois mesmo com o tratamento, o ovário pode, em alguns momentos, retomar seu funcionamento e ovular. Porém, se a paciente estiver fazendo reposição hormonal na menopausa, ou seja, ela não menstrua há mais de um ano, a chance de engravidar é nula.

    Uma mulher laqueada pode engravidar depois dos 40 anos?

    A laqueadura é uma cirurgia que leva a esterilização feminina, impedindo que a mulher possa ter filhos. Nesse sentido, o método bloqueia as trompas uterinas, por meio de clipes, pontos cirúrgicos ou eletrocoagulação. Assim, impossibilita o encontro do óvulo com os espermatozoides nas trompas de falópio.

    Por esta razão, a única chance da mulher engravidar depois dos 40 com laqueadura é recorrendo aos tratamentos de reprodução assistida, como a Fertilização in Vitro (FIV). No entanto, a chance da paciente conseguir engravidar vai depender da idade e da qualidade de seus óvulos. 

    Assim, com 40 anos, uma mulher laqueada que faz FIV com seus próprios óvulos, tem uma chance de 20% de engravidar. Ou seja, a possibilidade de gravidez relaciona-se à idade da paciente e não à laqueadura.

    Como conseguir engravidar depois dos 40?

    Como já vimos, ainda é possível engravidar naturalmente depois dos 40 anos, mas a chance vai diminuindo rapidamente nos anos subsequentes. Nesse sentido, se a mulher tentar a gravidez de forma natural por volta desta idade, ela deve seguir algumas dicas que podem auxiliar a tão almejada gestação. Veja abaixo quais são: 

    • Realizar o exame do Hormônio Anti-Mülleriano;
    • Realizar um check-up antes de começar as tentativas para engravidar;
    • Verificar a taxa de fertilidade através de exame de sangue para checar os níveis de FSH e/ou estradiol no início do ciclo menstrual. Nesse sentido, os níveis destes hormônios podem sugerir que os ovários já não respondem aos hormônios que induzem a ovulação;
    • Começar a tomar ácido fólico cerca de três meses antes de começar as tentativas para engravidar;
    • Evitar o estresse e ansiedade;
    • Praticar exercícios físicos de forma regular;
    • Ter uma alimentação saudável;
    • Ter relações sexuais frequentes durante o período fértil.

    Entretanto, se após seis meses de tentativas a gravidez depois dos 40 não acontecer, a indicação médica é recorrer às técnicas de medicina reprodutiva. Nesse sentido, existem duas técnicas principais. Confira quais são:

    Inseminação Artificial (IIU)

    A Inseminação Artificial é ideal para casais que não apresentam problemas graves de infertilidade, mas que têm dificuldade de ovulação, baixa quantidade ou motilidade do espermatozoide. 

    Nestes casos, para facilitar o encontro do espermatozoide com o óvulo, insere-se o sêmen diretamente no colo do útero e a fecundação ocorre dentro do corpo da mulher. Porém, é necessário realizar uma avaliação das trompas, para garantir que o espermatozoide encontre e fecunde o óvulo.

    Fertilização In Vitro (FIV)

    Recomenda-se a Fertilização In Vitro para casos de infertilidade mais graves, como homens com oligospermia ou teratozoospermia, pacientes que tenham problemas nas trompas, sequelas de infecções, endometriose, entre outros. 

    Nesse sentido, a FIV começa com a coleta dos gametas feminino e masculino. Para isso, as mulheres passam por um processo de estímulo da ovulação, através de medicamentos hormonais e, posteriormente, ocorre a coleta dos óvulos. Já nos homens, obtém-se a amostra de espermatozoides através de masturbação ou, se necessário, a partir de uma punção testicular. 

    A próxima etapa consiste na fecundação. Nesse sentido, unem-se óvulo e espermatozoides em laboratório, onde acontece a fertilização e assim, a formação do embrião. Após alguns dias de cultivo em estufa, o embrião chega à fase de blastocisto, e é transferido ao útero.

    Além disso, existe um método mais moderno chamado Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), que tem as mesmas etapas de uma FIV tradicional, com a diferença de que a fecundação não é feita de forma espontânea em laboratório. Na FIV com ICSI, os espermatozoides são selecionados e injetados, um a um, dentro de cada um dos óvulos, facilitando a fecundação. Nestes casos, a fertilização não ocorre espontaneamente, e há total interferência do embriologista. 

    Chances de sucesso da FIV

    Já vimos anteriormente que com o avanço da idade, a mulher vai perdendo a quantidade e a qualidade de seus óvulos. Por esta razão, a chance de sucesso de uma Fertilização in Vitro, com óvulos próprios, também cai consideravelmente à medida que os anos passam.

    No quadro a seguir é possível ver as taxas de gravidez através de FIV, a partir dos 40 anos. 

    Vale ressaltar ainda que estudos do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontam que a partir dos 45 anos as chances de sucesso no tratamento com óvulos próprios é de menos de 1%. Já aos 47, a possibilidade de se ter embriões aneuploides aproxima-se de 100%.

    Por esta razão, a medicina reprodutiva indica o tratamento de congelamento de óvulos para aquelas mulheres que já sabem que querem postergar a maternidade. Contudo, para aquelas que não planejaram a gravidez anteriormente, mas já estão com a idade avançada, a indicação é a ovodoação. 

    Congelamento de óvulos

    O congelamento de óvulos, também chamado de criopreservação, é a técnica de preservação dos óvulos jovens em nitrogênio líquido, por meio de vitrificação. Nesse sentido, é um tratamento que permite adiar a possibilidade de ter filhos.

    Vale lembrar que as mulheres entre 20 a 30 anos estão biologicamente no auge da fertilidade. Portanto, o ideal é fazer o congelamento de óvulos nesse período, pois a medida que a idade avança, diminui a quantidade e a qualidade dos óvulos produzidos pela mulher. 

    Sendo assim, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRA), a idade limite para o congelamento de óvulos é de 35 anos.

    Ovodoação

    A ovodoação é uma alternativa que ajuda mulheres a realizarem o sonho da gravidez através de óvulos jovens de outra paciente. Nesse sentido, é uma opção no caso de mulheres com diminuição da reserva ovariana causada por idade avançada, falência ovariana precoce, tratamentos oncológicos e doenças genéticas.

    Desta forma, conforme a Resolução nº 2.168/2017, do Conselho Federal de Medicina (CFM), permite-se a doação voluntária dos óvulos. Além disso, também é aceita a doação compartilhada, em casos que doadora e receptora estejam participando de tratamentos de reprodução assistida. Portanto, podem compartilhar tanto o material biológico quanto os custos financeiros que envolvem o procedimento.

    Contudo, é importante esclarecer também que, no Brasil, este processo é realizado pelas clínicas de reprodução humana e ocorre de forma totalmente anônima e sigilosa.

    Quais os sintomas de gravidez após os 40 anos?

    Quando uma mulher engravida após os 40 anos, ela tem os mesmos sintomas de uma gestante de qualquer outra idade. Desta forma, é possível ter:

    • Corrimento vaginal cor-de-rosa;
    • Cólica;
    • Inchaço abdominal;
    • Mamas sensíveis e inchadas;
    • Aumento da freqüência urinária;
    • Cansaço;
    • Enjôo.
    • Tontura;
    • Sono;
    • Dor de cabeça.

    É perigoso ter filhos aos 40 anos?

    Engravidar depois dos 40 anos de idade é mais perigoso do que ficar grávida no início da vida adulta. Nesse sentido, aumenta a chance do surgimento de inúmeras situações que comprometem a saúde da mãe e do bebê.

    Por esta razão, mulheres com mais de 40 anos que desejam engravidar devem procurar um médico para orientação e para realização de exames que confirmem sua boa condição física. Desta maneira, terão mais chances de ter uma gestação saudável e tranquila do início ao fim.

    Veja a seguir os riscos de uma gravidez tardia tanto para mãe como para o bebê: 

    Riscos para a mãe:

    Riscos para o bebê

    • Malformações cromossômicas que levam ao desenvolvimento de doenças genéticas, principalmente a Síndrome de Down;
    • Nascimento de forma prematura, aumentando os riscos de saúde após seu nascimento.

    Cuidados para a gravidez após os 40 anos

    Se você tem 40 anos ou mais e tem intenção de engravidar, é indicado procurar aconselhamento médico antes de qualquer tentativa. Nesse sentido, o ideal é que esse processo se inicie três meses antes para que o médico consiga identificar e tratar possíveis fatores de riscos como diabetes, hipertensão e alterações cardiovasculares. 

    Além disso, o médico também deve prescrever o uso de vitaminas e orientar sobre uma boa alimentação e melhores hábitos de vida da paciente.

    Devido ao avanço da idade, o acompanhamento pré-natal torna-se mais rigoroso, com visitas mais frequentes ao ginecologista. Da mesma forma, a futura mamãe deve se submeter a um número maior de exames e de forma mais específica.

    Sendo assim, de acordo com a necessidade, o médico pode solicitar mais ultrassonografias e exames de sangue, além de exames específicos como a coleta de vilosidades coriônicas, amniocentese e cordocentese. 

    Como é o parto da gravidez após os 40 anos?

    Desde que a mulher e o bebê estejam saudáveis não existem contraindicações para o parto normal depois dos 40 anos. Nesse sentido, a idade não representa limitação para o parto vaginal.

    No entanto, se ela já tiver realizado uma cirurgia de cesariana anteriormente, é indicado que seja feito novamente o procedimento. Isso porque a cicatriz anterior pode aumentar o risco de rompimento uterino durante o trabalho de parto.


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    Técnicas de Reprodução Assistida: um bom diagnóstico é o primeiro passo
  • Teratozoospermia: saiba o que é e sua relação com a fertilidade masculina

    Você sabia que a teratozoospermia é uma das principais causas de infertilidade masculina? Nesse sentido, ela consiste na alteração do formato dos espermatozoides e seu diagnóstico acontece pelo exame de espermograma.

    No texto a seguir, vamos explicar tudo sobre a teratozoospermia: quais são as causas, se existe tratamento, e como a Reprodução Assistida pode ajudar nestas situações.

    O que é teratozoospermia?

    A teratozoospermia é a situação em que há uma grande porcentagem de espermatozoides em formato anormal, com defeitos de morfologia. Quando se analisa o exame de espermograma, verificam-se diversos fatores, como o volume do líquido, a quantidade de espermatozoides, a sua capacidade de movimentação, entre outros.

    Um dos mais importantes parâmetros é a morfologia, que avalia quantos espermatozoides com formato perfeito são produzidos em uma ejaculação. Dessa forma, se o percentual de gametas normais for muito pequeno e o número de espermatozoides com deformações for alto, temos o diagnóstico de teratozoospermia.

    Nesse sentido, é importante dizer que os espermatozoides anormais não dão origem a crianças com malformações. Entretanto, eles não são fecundantes, sendo esta uma das principais causas da infertilidade masculina.

    Leia também: Dicas para evitar a infertilidade masculina 

    De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, estima-se que a infertilidade conjugal de uma maneira geral atinja aproximadamente 80 milhões de pessoas ao redor do mundo. Os dados revelam que 40% dos casos tem como causa por fatores masculinos, já os outros 40% são por fatores femininos. Enquanto isso, 20% dos problemas são por causas combinadas (fatores masculinos e femininos).

    Como é o diagnóstico de teratozoospermia?

    O espermograma ou análise do sêmen é o exame mais importante para diagnosticar a teratozoospermia. Nesse sentido, o teste avalia a capacidade reprodutiva dos homens, tanto em relação à quantidade e motilidade, como na qualidade dos seus espermatozoides.

    Desta forma, o homem tem o diagnóstico de teratozoospermia quando seu sêmen apresenta grande número de espermatozoides defeituosos. Ou seja, com alterações estruturais na cauda, cabeça ou peça intermediária.

    No entanto, nem sempre um único exame garante a conclusão do resultado, sendo necessária, em alguns casos, a repetição do espermograma em intervalos de pelo menos 15 dias, com abstinência sexual de 3 a 5 dias. Sendo assim, é importante que o médico oriente o casal na escolha de um laboratório de excelência, que siga todas as recomendações internacionais para a análise do sêmen.

    Dessa maneira, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é preciso que, pelo menos, 30% dos espermatozoides presentes no ejaculado do homem tenham uma forma normal para que exista a fecundação. Além disso, a OMS também aceita o critério de Kruger. Ele é um método mais detalhado de avaliação dos espermatozoides, que permite classificá-los como normal ou anormal de acordo com sua forma. 

    Nesse sentido, por este último critério, o índice de espermatozoides com morfologia perfeita deve ser maior do que 4% para que haja maiores chances de gravidez. Por sua vez, se os exames estiverem abaixo destes percentuais, o paciente recebe o diagnóstico de teratozoospermia.

    Confira abaixo, os parâmetros normais do exame de espermograma. Os dados são do manual da Organização Mundial da Saúde, com atualização em 2010.

    Parâmetros para espermograma:
Volume: 1,5ml
Motilidade (valores): superior a 32% é motilidade progressiva. Superior a 40% é motilidade progressiva + não progressiva.
Concentração: 15,0x106 espermatozoides/ml.
Vitalidade: superior a 58% de espermatozoides vivos.
Morfologia: superior a 30% de ovais normais. Superior a 4% de ovais normais/morfologia de Kruger.
pH: superior a 7,2.

    O que causa a teratozoospermia?

    Como já vimos anteriormente, a teratozoospermia refere-se às alterações no formato do espermatozoide que podem afetar a fertilidade masculina, pois apenas os gametas perfeitos são capazes de fertilizar o óvulo. Nesse sentido, os principais responsáveis por essas alterações são:

    • Infecções;
    • Drogas;
    • Obesidade; 
    • Tabagismo; 
    • Alcoolismo; 
    • Estresse;
    • Poluição; 
    • Má alimentação; 
    • Alguns medicamentos; 
    • Origem congênita;
    • Varicocele. 

    Dentre todas as possíveis causas de infertilidade masculina, a varicocele é, sem dúvida, a principal. Dessa forma, a doença se manifesta em aproximadamente 15% da população geral, incluindo adolescentes e adultos. Além disso, estima-se que ela acomete até 41% dos homens com infertilidade primária (nunca tiveram filhos) e 81% dos homens com infertilidade secundária (com filho prévio).

    Entenda o que é varicocele

    Varicocele é a dilatação anormal das veias dos testículos, que prejudica o fluxo sanguíneo local e a troca de nutrientes. Isso leva a um acúmulo de substâncias tóxicas e aumento de temperatura na região testicular. Esses fatores podem provocar alterações na quantidade (oligozoospermia) e na qualidade (teratozoospermia) dos espermatozoides.

    E, embora seja uma das principais causas da infertilidade masculina, a varicocele não provoca distúrbios da potência sexual. Porém, alguns homens podem sentir dor, sensação de peso e atrofia (diminuição) nos testículos, além de aumento visível das veias testiculares.

    O diagnóstico da varicocele é feito através do exame físico quando o médico pede para que o paciente simule movimentos com força física ou, então, tussa. Desta forma, ocorre o aumento da pressão abdominal, fazendo com que as veias dos testículos inchem e o médico possa apalpá-las. 

    Para auxiliar e confirmar a análise, realiza-se o exame e ecografia com doppler de bolsa escrotal, onde se verifica o calibre das veias dilatadas, assim como presença de refluxo venoso. 

    Teratozoospermia tem cura?

    Sim! Para muitos casos a teratozoospermia tem cura. A causa mais conhecida e tratável de teratozoospermia é a varicocele. Nesse sentido, o tratamento pode ser feito de forma cirúrgica para que haja a recuperação da qualidade do espermatozoide.

    Da mesma forma, em outras situações, podemos melhorar a morfologia dos espermatozoides passando a ter hábitos de vida mais saudáveis.

    Qual o tratamento para teratozoospermia?

    O primeiro passo para tratar a teratozoospermia deve ser a identificação da origem do problema. Nesse sentido, diversas causas podem ter tratamento, como infecções e doenças passíveis de cura. 

    Da mesma forma, o problema pode ser resolvido simplesmente com a retirada de medicações inadequadas ou melhorando os hábitos de vida. Assim, individualizar o tratamento deve ser sempre prioridade para obter os melhores resultados.

    Tratamento para Varicocele

    Se a origem da teratozoospermia for a varicocele, a cirurgia é a principal alternativa para o tratamento. Isso pois homens com a doença podem apresentar alterações na morfologia e na diminuição da motilidade do sêmen. Dessa forma, a correção cirúrgica deve melhorar estes parâmetros.

    A cirurgia de varicocele acontece em hospital qualificado, sob anestesia raquidiana, peridural ou geral. A técnica com maiores taxas de sucesso é a microscópica subinguinal, que consiste na utilização de um microscópio cirúrgico para a ligadura das menores veias dilatadas após uma pequena incisão (corte) inguinal no lado acometido pela varicocele. A cirurgia tem caráter ambulatorial (sem necessidade de internação), com retorno às atividades normais em poucos dias.

    Sendo assim, a correção cirúrgica da varicocele melhora a espermatogênese em 50% a 80% dos pacientes. Entretanto, nos casos em que não há melhora na fertilidade após a intervenção cirúrgica, sugere-se o tratamento de Reprodução Assistida (RA), de acordo com o tipo de complexidade de cada um.

    Melhorando os hábitos de vida

    Melhorar os hábitos de vida é fundamental para tentar reverter a teratozoospermia. Ou seja, ter uma alimentação saudável, fazer atividade física, afastar-se de cigarro, bebida alcoólica e drogas. Além disso, tomar cuidado com medicamentos que podem interferir na qualidade dos espermatozoides é obrigatório. 

    Se todos estes itens estiverem sendo cumpridos, já será um grande passo para maximizar a fertilidade. Confira abaixo algumas dicas de alimentação e uso de suplementos vitamínicos para melhorar a espermatogênese:

    Alimentação

    A alta ingestão de gordura trans está associada à queda na fertilidade, enquanto a ingestão de ômega 3 está relacionada à melhora. Dessa forma, deve-se evitar a gordura trans que está presente em carne vermelha, leite e derivados. Por sua vez se recomenda o ômega 3, que está presente em peixes, frutos do mar, amêndoas, nozes e óleos vegetais (como de canola, algodão, linhaça e oliva).

    Vitaminas e suplementos nutricionais

    Uma das causas da infertilidade é o “estresse oxidativo”, causado por vários fatores, entre eles os radicais livres, a poluição e o próprio estresse diário das pessoas. Diante disso, recomenda-se algumas vitaminas e suplementos nutricionais que podem ajudar a bloquear a ação deletéria destes fatores. Confira abaixo quais são:

    • Ácido fólico;
    • vitaminas C e E;
    • Coenzima Q10;
    • Picnogenol;
    • Selênio;
    • Zinco.

    Quem tem teratozoospermia pode engravidar?

    Sim! Quem tem teratozoospermia pode engravidar, desde que investigue a causa e trate o problema. A maneira ideal de decidir o melhor caminho é a partir do entendimento amplo da condição de cada casal, bem como das causas que podem estar levando o indivíduo ao diagnóstico de teratozoospermia.

    Se todos os tratamentos possíveis acontecerem e ainda assim o homem continuar com problema de infertilidade, o especialista pode recorrer às técnicas de Reprodução Assistida para viabilizar uma gravidez. 

    Como a Reprodução Assistida ajuda nos casos de teratozoospermia?

    Graças ao avanço das técnicas de Reprodução Assistida, homens com teratozoospermia, que não tiveram sucesso em outros tratamentos, têm conseguido engravidar. Levando em consideração a morfologia estrita de Kruger, obtida pelo espermograma, é comum que o especialista oriente o casal a diferentes tipos de tratamentos. 

    Confira as possíveis indicações, dependendo da complexidade da doença em cada paciente:

    Inseminação Intrauterina (IIU)

    Indica-se a inseminação intrauterina quando o índice de espermatozoides normais for maior do que 5% e, mesmo assim, há dificuldades em engravidar. A técnica é de baixa complexidade e consiste em selecionar os melhores gametas masculinos para colocá-los dentro do útero, facilitando, assim, o encontro do óvulo com o espermatozoide.

    Fertilização in Vitro (FIV)

    A Fertilização in Vitro, também conhecida como FIV, é indicada para os casos de alta complexidade, quando há menos de 4% de espermatozoides normais na ejaculação. Selecionam-se os melhores óvulos e espermatozoides que são fecundados em laboratório. Posteriormente, é escolhido o embrião em fase de blastocisto para ser implantado no útero. 

    Dessa forma, a técnica consiste na fecundação em laboratório que, no entanto, não ocorre de forma espontânea. Nesse sentido, realiza-se a partir da micromanipulação dos gametas, na qual se injeta um único espermatozoide dentro do óvulo para sua fecundação. O procedimento ocorre com o auxílio de um microscópio e de uma agulha finíssima e os espermatozoides são colhidos de uma amostra do sêmen ou por biópsia testicular. 

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