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Blog Nilo Frantz

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Categoria: Tratamentos

  • Ovodoação depoimentos: histórias reais e decisões possíveis

    Se você está considerando a ovodoação, provavelmente já pesquisou bastante sobre o assunto e talvez já tenha conversado com especialistas.  Agora, chegou naquele momento de avaliar se esse caminho faz sentido. É nesse ponto que buscar depoimentos sobre ovodoação deixa de ser curiosidade e passa a ser uma forma de validação.

    A decisão pela ovodoação costuma vir acompanhada de medo do desconhecido e reflexões sobre genética e vínculo com o bebê. Esse conjunto de emoções é natural e faz parte de uma etapa importante da jornada reprodutiva.

    Nesta realidade, conhecer outras experiências pode ajudar a entender melhor as expectativas. Ao entrar em contato com relatos reais sobre ovodoação, fica mais fácil enxergar possibilidades que antes pareciam distantes, e reconhecer emoções que são compartilhadas por muitas pessoas ao longo do processo.

    Entretanto, é importante ter em mente que cada jornada é singular, e não há um caminho único nem uma forma padrão de vivenciar essa experiência. As vivências dos outros servem como inspiração para que cada pessoa encare o tratamento da melhor forma possível.

    A seguir, você vai encontrar depoimentos que mostram como diferentes pessoas enfrentaram suas dúvidas, tomaram decisões e seguiram seus próprios caminhos com a ovodoação. Boa Leitura!

    Ovodoação depoimentos: por que ouvir outras histórias ajuda na decisão

    A decisão pela ovodoação não é feita apenas com base em informações técnicas. Embora entender o processo seja fundamental, existe um lado emocional que influencia esse momento. É nesse contexto que os depoimentos sobre ovodoação ganham relevância.

    Ouvir outras histórias funciona como uma forma de prova social, mas não no sentido de direcionar escolhas, e sim, de possibilitar melhor compreensão sobre o que é possível. Ao conhecer experiências reais, fica mais fácil visualizar como a decisão acontece na prática, quais dúvidas surgem ao longo do caminho e como diferentes pessoas lidam com questões que, muitas vezes, parecem individuais.

    O contato com esses relatos também ajuda a normalizar sentimentos. Insegurançae até resistência inicial fazem parte da jornada de muitas mulheres e casais. Quando essas emoções aparecem nas histórias de outras pessoas, passam a ser compreendidas como parte do processo.

    Além disso, experiências verdadeiras contribuem para dar forma a algo que, até então, pode parecer abstrato. Entender como foi a experiência de uma FIV com ovodoação, permite enxergar todo o percurso  incluindo decisões, ajustes e percepções durante o tratamento.

    Depoimento 1: quando o diagnóstico muda o plano, mas não o sonho

    Mariana, 39 anos, sempre acreditou que engravidar seria uma consequência natural do tempo. Após alguns meses de tentativa sem sucesso, decidiu investigar. O diagnóstico veio de forma direta: baixa reserva ovariana, com resposta limitada às estimulações. Até aquele momento, a possibilidade de não conseguir engravidar com seus próprios óvulos nunca havia sido considerada.

    O impacto foi imediato. A informação trouxe um abalo emocional significativo. A ideia de recorrer à ovodoação surgiu já nas primeiras conversas com a equipe, mas foi recebida com resistência. Para Mariana, isso significava abrir mão de uma parte importante do que ela imaginava ser a maternidade.

    Inicialmente, ela decidiu tentar a gravidez com seus próprios óvulos, mas sem sucesso. Aos poucos, a conversa sobre doação de óvulos deixou de ser algo distante e passou a fazer mais sentido dentro da sua realidade.

    O processo de aceitação não foi instantâneo. Foi necessário ajustar expectativas, compreender o que realmente significava o vínculo com o futuro bebê e, principalmente, considerar um caminho diferente daquele inicialmente idealizado. Nesse período, conhecer outras histórias de reprodução assistida foi decisivo para ampliar sua visão.

    Quando decidiu fazer FIV com ovodoação, Mariana descreve que o sentimento não foi de desistência, mas de redirecionamento. O foco deixou de ser o “como” e passou a ser o “para quê”.

    Hoje, grávida, ela relata que a percepção mudou de forma significativa. “No início, parecia que eu estava abrindo mão de algo. Hoje, entendo que estava escolhendo o caminho possível para viver a maternidade. E isso fez toda a diferença.”

    A experiência de engravidar com ovodoação não apagou o processo emocional anterior, mas trouxe uma nova perspectiva, mais alinhada com a realidade e, principalmente, com o desejo que sempre esteve presente.

    Depoimento 2: o medo de não se sentir mãe

    Juliana, 41 anos, iniciou sua jornada na reprodução assistida após um longo período tentando engravidar sem sucesso. O diagnóstico de falência ovariana precoce sinalizou a necessidade de ovodoação, e levantou uma das dúvidas mais difíceis de elaborar: sem vínculo genético, ela se sentiria mãe?

    O receio não estava no procedimento, e sim na relação futura com o bebê. Juliana se perguntava se conseguiria construir um vínculo verdadeiro, se o sentimento materno surgiria naturalmente ou se existiria uma distância difícil de explicar

    Durante esse processo, ela buscou referências em depoimentos de ovodoação e outras histórias de reprodução assistida, procurando entender como outras mulheres haviam vivenciado essa mesma dúvida. Aos poucos, começou a perceber que esse medo era mais comum do que imaginava.

    A decisão de seguir com a FIV com ovodoação não eliminou completamente as inseguranças, mas trouxe uma mudança importante de perspectiva. Juliana passou a compreender que o vínculo com o bebê não acontece apenas a partir da genética, mas também da gestação, do cuidado e da relação que se desenvolve ao longo do tempo.

    Após o nascimento, ela comenta que a dúvida perdeu espaço de forma natural. “O vínculo não veio como uma confirmação racional, ele simplesmente aconteceu. Foi no dia a dia, no contato, na construção da relação. Hoje, não faz sentido separar o que é genético do que é vivido.”

    A experiência de engravidar com ovodoação trouxe não apenas a maternidade, mas também uma ressignificação profunda sobre o que, de fato, constrói esse papel.

    Depoimento 3: a decisão em casal e o alinhamento emocional

    Fernanda (37) e Luiza (39)  estavam juntas há mais de oito anos quando decidiram ter um filho. Desde o início, sabiam que a maternidade envolveria escolhas importantes, mas não imaginavam que o processo exigiria também um alinhamento emocional tão profundo. Após avaliações médicas, a ovodoação surgiu como a alternativa mais viável  e, com ela, diferentes percepções dentro do relacionamento.

    Enquanto Fernanda demonstrava mais abertura inicial para o processo, Luiza precisava de mais tempo para elaborar a ideia. Para ela, a decisão envolvia não apenas aspectos práticos, mas reflexões sobre vínculo, papel materno e participação na gestação. Essa diferença de ritmo gerou dúvidas e, em alguns momentos, insegurança sobre como seguir.

    Foi no diálogo que o processo começou a se organizar. O casal passou a compartilhar expectativas, medos e limites, buscando entender o procedimento, e o significado da decisão para cada uma. Nesse percurso, o contato com outros relatos sobre ovodoação mostrou diferentes formas de viver a maternidade dentro de contextos diversos.

    Para elas, a escolha pela ovodoação não aconteceu de forma imediata, e sim, ao longo de muita conversas. Aos poucos, o foco deixou de ser “quem gestaria” ou “de onde viria o material genético” e passou a ser o projeto em comum: a construção de uma família.

    Ao encarar  FIV com ovodoação, o casal relata que o processo fortaleceu a relação. “A decisão só fez sentido quando passou a ser nossa, não de uma ou de outra. Entender o tempo de cada uma foi fundamental para chegar a um lugar de segurança.”

    Depoimento 4: quando a ovodoação não foi a primeira opção

    Patrícia, 42 anos, percorreu um longo caminho até considerar a ovodoação. Antes disso, passou por diferentes etapas dentro da reprodução assistida: induções de ovulação, tentativas com inseminação e ciclos de fertilização com seus próprios óvulos. Cada nova tentativa vinha acompanhada de expectativa, mas também de resultados que, aos poucos, foram se mostrando limitados.

    Com o tempo, a frustração tomou conta. Havia esforço, acompanhamento médico e comprometimento, mas os avanços não aconteciam como o esperado. Ainda assim, a ideia de mudar de estratégia não foi imediata.

    A ovodoação surgia como possibilidade em algumas conversas, mas inicialmente era descartada. Para Patrícia, representava uma mudança significativa  técnica e emocional. O desejo de tentar “mais uma vez” com seus próprios óvulos ainda estava presente, o que prolongou o processo de decisão.

    O ponto de virada aconteceu quando ela começou a olhar para o  seu histórico de forma mais ampla, como um conjunto de informações que indicavam um padrão. Foi nesse momento que a mudança de tratamento deixou de ser vista como desistência e passou a ser entendida como uma decisão mais alinhada com a realidade do seu caso.

    Ao considerar a Fertilização in Vitro (FIV) com ovodoação, Patrícia relata que a percepção mudou. “Não foi uma escolha fácil, mas foi a primeira vez que senti que estava seguindo um caminho com mais clareza.”

    Hoje, ao pensar em toda trajetória, ela reconhece que cada etapa anterior teve seu papel, mas que a decisão pela ovodoação trouxe um novo direcionamento. “Eu precisei passar por tudo isso para conseguir decidir com segurança. Quando a escolha veio, veio de forma mais consciente.”

    Medos mais comuns antes da ovodoação e como eles aparecem nas histórias

    Ao observar diferentes depoimentos, fica claro que alguns padrões se repetem com frequência. Independentemente da idade, do diagnóstico ou do histórico de tratamento, certos medos tendem a surgir durante a jornada. Eles não indicam insegurança, pois fazem parte de um processo mais amplo de elaboração e tomada de decisão.

    Um dos receios mais recorrentes está relacionado à genética. Em muitos relatos, aparece a dúvida sobre a falta de vínculo genético e o que isso pode significar na prática. Esse questionamento não se limita ao aspecto biológico: envolve identidade, pertencimento e expectativas construídas ao longo da vida.

    Muitas mulheres se perguntam se irão se sentir mães da mesma forma, ou se a relação com o bebê será diferente. Essa dúvida costuma surgir antes mesmo da decisão e, em alguns casos, acompanha o início do tratamento.

    Também aparece, com certa frequência, o receio do julgamento, seja externo, vindo de familiares ou da sociedade, seja interno, relacionado à própria percepção sobre a escolha.  

    Além disso, há a incerteza do desconhecido. Para muitas pessoas, a FIV com ovodoação ainda é algo distante, pouco familiar, até um tabu. A falta de referências concretas pode aumentar a insegurança, especialmente quando a decisão envolve múltiplas variáveis médicas e emocionais.

    O que muda depois da decisão pela ovodoação

    A decisão pela ovodoação não encerra o processo emocional, ela muda a direção. Em muitos relatos, não há um alívio imediato, mas uma reorganização interna. A dúvida não desaparece, mas perde intensidade.

    Antes disso, é comum ficar entre várias possibilidades, o que aumenta a insegurança. Depois da decisão, mesmo com incertezas, o caminho se define. Há mais foco nos próximos passos e menos sensação de estar perdido.

    Outro ponto recorrente é a sensação de retomada de controle. Ao iniciar o processo, muitas pacientes começam a entender melhor as etapas e as possibilidades, o que ajuda a reduzir a sobrecarga emocional.

    Essa mudança também envolve uma nova forma de enxergar o caminho. O que antes parecia distante passa a fazer parte de um planejamento. Em muitas histórias, essa transição acontece aos poucos, conforme o tratamento avança.

    É importante destacar que esse processo não é idealizado. A segurança não surge de forma imediata, nem elimina completamente as dúvidas. O que acontece, na maioria dos casos, é um aumento gradual da confiança, sustentado por informação, acompanhamento e pela própria vivência do processo.

    O papel do acompanhamento durante essa jornada

    Ao longo dos depoimentos de ovodoação, um ponto que aparece com frequência é a influência do acompanhamento profissional na forma como a jornada é vivida. Além de definir a estratégia médica, o suporte ao longo do processo atua na maneira como decisões são compreendidas, elaboradas e sustentadas emocionalmente.

    O acompanhamento médico não se limita à execução do tratamento:envolve interpretação contínua do caso, ajustes ao longo do caminho e, principalmente, comunicação. Entender cada etapa e ter espaço para tirar dúvidas reduz incertezas e contribui para uma experiência mais organizada 

    Além disso, o suporte emocional tem um papel complementar importante. A ovodoação, como relatado diversas vezes, envolve questões que vão além do físico. Ter um espaço para conversar, seja dentro da equipe ou com apoio especializado, ajuda a elaborar sentimentos como dúvidas, ambivalência e expectativas.

    Segundo especialistas da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, combinar técnica e acompanhamento próximo é um dos principais fatores para trazer mais segurança ao longo do processo. “Quando a paciente entende o que está acontecendo durante o tratamento de reprodução assistida e se sente acompanhada, a decisão passa a ser vivida com mais confiança”, destacam.

    No fim, o acompanhamento não elimina dúvidas, mas organiza o caminho. E, em uma jornada como essa, ter direção  faz diferença no processo ena forma como ele é vivido.

    Ovodoação depoimentos: cada história é única, mas você não está sozinha

    Ao longo dos depoimentos de ovodoação, fica evidente que não existe uma única forma de viver essa jornada. Cada história carrega suas próprias nuances, decisões, tempos e significados. Ainda assim, as dúvidas, medos e reflexões que, em muitos momentos, parecem individuais se repetem.

    Reconhecer esses sentimentos é parte importante do processo. Questionamentos sobre genética, vínculo, escolha e até sobre o momento certo de decidir são contadas em diferentes trajetórias. 

    Também não existe uma decisão universalmente certa. O que faz sentido para uma pessoa pode não fazer para outra, e tudo bem. O mais importante é que a escolha esteja alinhada com o seu contexto, seus valores e o que você consegue sustentar emocionalmente ao longo do tempo.

    O objetivo de conhecer diferentes histórias de reprodução assistida não é encontrar respostas prontas, mas entender possibilidades, reconhecer padrões e, a partir disso, tomar suas próprias decisões.

    Em alguns momentos da jornada, surgem também dúvidas sobre como lidar com o futuro, especialmente em relação à forma como a história será compartilhada com o filho.  No fim, não é sobre seguir um modelo, mas escolher o seu próprio caminho. 

    O objetivo deste conteúdo foi ir além da explicação técnica e oferecer algo que muitas vezes faz falta nesse momento da jornada: validação emocional. Os depoimentos mostram que dúvidas e medos fazem parte do processo de quem está considerando esse caminho.

    Conhecer diferentes experiências dá uma visão mais ampla, e, principalmente, reduz a sensação de isolamento. Ainda assim, é importante lembrar que essas histórias não definem condutas, elas servem para apoiar reflexões. Cada trajetória é única, e a escolha precisa fazer sentido dentro do seu próprio contexto.

    Esses relatos mostram que existem caminhos possíveis, mesmo quando o plano inicial muda. A ovodoação, para muitas pessoas, não representa o fim de uma expectativa, mas uma forma diferente de construí-la.

    Se você está nesse momento de decisão, buscar orientação personalizada pode fazer a diferença. Ter um olhar individualizado sobre o seu caso, com espaço para dúvidas e entendimento real das possibilidades, é o que permite transformar informação em um caminho mais claro e seguro.

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    3 de junho de 2026
  • Tratamentos para falência ovariana prematura: opções reais

    Receber o diagnóstico de falência ovariana prematura costuma ser um momento delicado. Geralmente ele chega de forma inesperada trazendo dúvidas, insegurança e a sensação de que os planos de maternidade podem estar ameaçados.

    Nesta situação, é natural  sentir  medo e frustração. Afinal, trata-se de uma condição que impacta diretamente a fertilidade e, muitas vezes, surge em uma fase da vida em que esse tipo de preocupação ainda não era esperado.

    É importante esclarecer que esse diagnóstico não representa o fim das possibilidades de engravidar, mas sim uma mudança de estratégia. A medicina reprodutiva evoluiu para oferecer outros caminhos seguros e possíveis mesmo em contextos desafiadores como engravidar com falência ovariana.

    A partir desse momento, o mais importante é compreender a condição com clareza e conhecer as opções disponíveis. Existem abordagens que podem levar a uma nova perspectiva, com base em informação especializada, principalmente para quem busca entender a fertilidade baixa e o que fazer.

    Ao longo deste conteúdo, você vai entender quais são os tratamentos para falência ovariana prematura, o que esperar de cada um deles e como tomar decisões mais seguras e alinhadas com a sua realidade. Boa Leitura!

    Tratamentos para falência ovariana prematura: o que esse diagnóstico realmente significa

    Antes de falar sobre tratamentos, é importante compreender o que, de fato, significa o diagnóstico de falência ovariana prematura, também conhecida como insuficiência ovariana primária. 

    Essa condição ocorre quando os ovários passam a funcionar de forma reduzida antes dos 40 anos, impactando a produção e o amadurecimento dos óvulos. Como consequência, pode haver irregularidade menstrual ou até ausência de ciclos, além de alterações hormonais que afetam diretamente a fertilidade.

    Vale destacar que a falência ovariana prematura não é a mesma coisa que a menopausa definitiva. Embora existam semelhanças, como a diminuição da função ovariana, na insuficiência ovariana primária ainda pode haver atividade intermitente dos ovários. Isso significa que, em alguns casos, podem ocorrer ovulações ocasionais, ainda que de forma imprevisível.

    Outro ponto importante é entender que cada diagnóstico é único. As causas podem variar, assim como a resposta do organismo e as possibilidades de tratamento. Por isso, a avaliação individualizada é indispensável para definir estratégias e entender quais caminhos da reprodução assistida são mais adequados em cada situação.

    Por que a produção de óvulos é afetada

    A produção de óvulos está diretamente ligada à chamada reserva ovariana, que corresponde à quantidade e à qualidade de óvulos disponíveis nos ovários ao longo da vida.

    Toda mulher já nasce com um número determinado de óvulos, que naturalmente diminui com o passar dos anos. No caso da falência ovariana prematura, essa redução acontece de forma mais acelerada ou fora do esperado, comprometendo a função dos ovários antes dos 40 anos.

    As causas podem variar. Em alguns casos, estão relacionadas a fatores genéticos, que influenciam o funcionamento ovariano. Em outros, podem envolver questões autoimunes, em que o próprio organismo interfere na atividade dos ovários. Há também situações em que não é possível identificar uma causa específica, o que é conhecido como origem idiopática.

    Mesmo com essas explicações, é importante destacar que a condição pode se manifestar de forma imprevisível. Algumas mulheres apresentam interrupção completa da função ovariana, enquanto outras podem ter uma atividade intermitente, com ovulações irregulares.

    Essa variabilidade reforça a importância de uma avaliação individualizada, tanto para compreender o diagnóstico quanto para definir os caminhos mais adequados nos tratamentos para falência ovariana prematura.

    Tratamentos para falência ovariana prematura: quais são os caminhos possíveis

    Diante do diagnóstico, o próximo passo é entender quais caminhos podem ser seguidos. Graças aos avanços da medicina reprodutiva, há diferentes estratégias que podem ser indicadas para cada paciente de acordo com fatores como idade, histórico clínico, presença (ou não) de atividade ovariana residual e o desejo de gestação.

    Em alguns casos, é possível considerar tentativas com óvulos próprios, especialmente quando ainda há produção ovariana intermitente. Em outros, técnicas como a ovodoação surgem como uma alternativa segura e com boas taxas de sucesso. Há ainda abordagens voltadas à preservação da saúde hormonal e qualidade de vida, que também fazem parte do cuidado integral.

    É importante lembrar que não existe um único caminho para todas as mulheres. Cada decisão envolve aspectos médicos e pessoais  e deve ser tomada com informação e acompanhamento especializado.

    A seguir, você vai conhecer em mais detalhes as principais opções disponíveis para quem busca engravidar com falência ovariana, e como cada uma delas pode se encaixar em diferentes realidades.

    Ovodoação: o principal caminho para gravidez

    A ovodoação é uma das principais alternativas para mulheres com falência ovariana prematura que desejam engravidar. O tratamento consiste na utilização de óvulos doados por outra mulher, que são fertilizados em laboratório e, posteriormente, transferidos para o útero da paciente.

    Essa possibilidade é especialmente relevante porque, na maioria dos casos de insuficiência ovariana primária, a quantidade e a qualidade dos óvulos próprios estão comprometidas. Por isso, a ovodoação costuma oferecer taxas de sucesso mais consistentes, já que os óvulos utilizados são, em geral, de doadoras jovens e previamente avaliadas.

    Ainda assim, é importante destacar que os resultados podem variar de acordo com fatores individuais, como as condições uterinas e o estado geral de saúde da paciente. Ou seja, embora seja considerada a alternativa mais eficaz do ponto de vista médico, não se trata de uma garantia, e sim,  de uma estratégia com boas possibilidades quando bem indicada.

    Além dos aspectos clínicos, a ovodoação também envolve um processo emocional importante. Para muitas mulheres, aceitar o uso de óvulos doados pode exigir reflexão e acolhimento. Nesse momento, contar com apoio especializado faz toda a diferença para que a decisão seja tomada com segurança e tranquilidade.

    Existe chance com óvulos próprios?

    Uma das dúvidas mais comuns após o diagnóstico é se ainda existe a possibilidade de engravidar com os próprios óvulos. A resposta é: em alguns casos, pode haver chance, mas ela é limitada e imprevisível.

    Na falência ovariana prematura, pode ocorrer uma atividade ovariana residual, ou seja, os ovários ainda funcionam de forma ocasional. Isso significa que, em raras situações, pode haver ovulação espontânea e até possibilidade de gravidez com óvulos próprios.

    No entanto, essa atividade não segue um padrão previsível. Não é possível determinar com precisão quando ou se ela acontecerá, o que torna esse caminho mais incerto. Além disso, a qualidade dos óvulos disponíveis pode estar comprometida, impactando as chances de sucesso.

    Por isso, embora essa possibilidade exista, ela deve ser avaliada com cautela e sempre com orientação médica. O mais importante é alinhar expectativas de forma clara, evitando frustrações e entendendo que, na maioria dos casos, outras estratégias podem oferecer caminhos mais consistentes

    Tratamentos para falência ovariana prematura: como escolher o melhor caminho

    Frente a tantas possibilidades, como saber qual é o melhor tratamento da reprodução assistida para falência ovariana prematura? A resposta está em uma análise cuidadosa e individualizada, especialmente diante de questionamentos comuns como “fertilidade baixa: o que fazer.”

    A escolha do caminho mais adequado depende de diversos fatores, como idade, histórico de saúde, exames hormonais, presença de folículos e objetivos reprodutivos. Cada um desses elementos ajuda a construir um plano de tratamento que faça sentido para a realidade de cada paciente.

    Em alguns casos, pode ser possível explorar tentativas com óvulos próprios; em outros, a ovodoação.

    Também é importante lembrar que essa decisão envolve não apenas aspectos médicos, mas emocionais. Ter clareza sobre as possibilidades, limites e expectativas reais ajuda a reduzir a ansiedade e permite uma escolha mais consciente.

    Nesse processo, contar com orientação especializada faz toda a diferença. A avaliação detalhada e o acompanhamento contínuo são essenciais para definir estratégias e ajustar o tratamento ao longo do tempo, sempre com foco no melhor resultado possível para cada paciente.

    O papel do acompanhamento médico ao longo do processo

    É importante ter em mente que os tratamentos para falência ovariana prematura vão além de decisões técnicas. Eles envolvem emoções e, muitas vezes, a necessidade de rever planos. 

    Por isso, contar com uma equipe multidisciplinar ao lado, acompanhando cada etapa de forma individualizada, permite ajustar as estratégias conforme a resposta do organismo, trazendo mais segurança ao longo do processo. 

    A comunicação clara também é importante. Compreender o que está sendo proposto, conhecer as possibilidades e limitações de cada abordagem e saber o que esperar contribui para reduzir a ansiedade e fortalecer a confiança nas decisões.

    Além disso, o suporte emocional é parte desse cuidado. O diagnóstico e o tratamento podem despertar dúvidas, medos e frustrações, e ter um acompanhamento que acolha essas questões é tão importante quanto a condução clínica.

    Técnicas avançadas e personalização no tratamento

    Nos últimos anos, a medicina reprodutiva evoluiu não apenas em tecnologia, mas na forma como os tratamentos são planejados. Hoje, falar em tratamentos para falência ovariana prematura significa falar em personalização, ou seja, em estratégias desenhadas de acordo com as características e necessidades de cada paciente.

    Esse olhar personalizado considera fatores como idade, reserva ovariana, histórico clínico, resposta hormonal e objetivos reprodutivos. A partir dessa análise, é possível definir qual técnica utilizar e como aplicá-la da maneira mais adequada em cada caso.

    O uso de técnicas avançadas  de reprodução asistida também têm contribuído para otimizar resultados e ampliar possibilidades. Protocolos laboratoriais mais refinados, melhorias nos meios de cultura e estratégias específicas de preparo endometrial são exemplos de como a tecnologia pode impactar positivamente o desfecho do tratamento.

    Quando bem combinadas, esses avanços e personalização permitem uma ação mais precisa, aumentando as chances de sucesso dentro de cada realidade individual.

    O diagnóstico não é o fim, é um novo começo

    Receber o diagnóstico de falência ovariana prematura pode, em um primeiro momento, ser difícil de assimilar. É natural que surjam dúvidas, medo e até a sensação de perda de controle sobre os próprios planos. Esses sentimentos fazem parte do processo e merecem ser acolhidos com respeito.

    Com o tempo e a informação adequada, é possível reconstruir essa perspectiva. O diagnóstico não encerra possibilidades, mas convida a um novo olhar: mais informado e alinhado com as opções que a medicina reprodutiva oferece hoje.

    Existem caminhos viáveis, ainda que diferentes do que havia sido inicialmente imaginado. E, embora nem sempre sejam simples, eles podem ser construídos com segurança, acompanhamento e clareza sobre cada etapa.

    Seguir em frente não significa ignorar as dificuldades, mas entender que novas possibilidades podem surgir a partir de uma decisão bem orientada. Com apoio especializado e um plano personalizado, é possível transformar incertezas em escolhas mais conscientes e dar novos significados ao que vem pela frente.

    Receber o diagnóstico de falência ovariana prematura pode trazer, logo no início, a sensação de incerteza e a dúvida: e agora, quais são as minhas possibilidades?

    Ao longo deste conteúdo, vimos que, apesar dos desafios, existem caminhos reais que podem ser considerados. A medicina reprodutiva evoluiu e hoje oferece alternativas seguras e estratégias personalizadas que respeitam as características e os objetivos de cada paciente.

    Nesse contexto, ter acesso à informação de qualidade e contar com acompanhamento especializado faz toda a diferença. É essa combinação que permite transformar um momento de insegurança em decisões mais conscientes, alinhadas à sua realidade.

    Cada caso é único, e entender qual é o melhor caminho depende de uma avaliação individualizada que considere não apenas aspectos médicos, mas também emocionais e pessoais.

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    14 de maio de 2026
  • Fertilização In Vitro: entenda como funciona e quais são os benefícios da FIV

    A Fertilização In Vitro (FIV) é uma das técnicas da medicina reprodutiva que vem revolucionando o mundo. Nesse sentido, o tratamento tem proporcionado para milhões de homens e mulheres a chance de realizar o grande sonho de construir uma família.

    No texto a seguir, vamos explicar tudo sobre o procedimento: como funciona, para quem é indicado, taxas de sucesso, como se preparar para a FIV, entre outros assuntos.

    Leia também: o que é reprodução assistida?

    O que é Fertilização In Vitro? 

    A Fertilização In Vitro (FIV) é uma técnica de Reprodução Assistida que tornou-se conhecida em 1989, com o nascimento de Louise Brown, na Inglaterra, o primeiro bebê de proveta do mundo. Desde então, a Fertilização In Vitro vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a realizarem o sonho de ter um filho. 

    O tratamento consiste em realizar a fecundação do óvulo com o espermatozoide em ambiente laboratorial. Dessa forma, os embriões são cultivados em meio de cultura em uma incubadora, e após, são selecionados e transferidos para o útero da paciente.

    Nesse sentido, para quem não consegue engravidar de forma natural ou com outras técnicas de menor complexidade, é um dos procedimentos mais indicados, pois é um tratamento seguro e que apresenta as melhores taxas de sucesso.

    Para quem é indicada a Fertilização In Vitro?

    A Fertilização In Vitro é muito indicada para mulheres que apresentam alterações ginecológicas com problemas de ovulação ou que têm dificuldade no deslocamento dos óvulos pelas trompas de falópio. 

    Além disso, o procedimento também é uma grande alternativa para mulheres com idade avançada, pessoas com dificuldade de engravidar, casais homoafetivos ou com uma condição genética que pode ser passada ao bebê.

    Confira abaixo as principais indicações da Fertilização In Vitro:

    • Comprometimento total ou parcial das trompas;
    • Idade avançada da mulher;
    • Distúrbios na ovulação;
    • Endometriose;
    • Falência ovariana;
    • Infertilidade sem causa aparente;
    • Baixa contagem de espermatozoides;
    • Problemas de motilidade ou morfologia nos espermatozoides;
    • Ausência de espermatozoides na ejaculação;
    • Para casais homoafetivos que desejam ter filhos biológicos;
    • Quando os tratamentos de baixa complexidade não foram efetivos;
    • Produção independente;
    • Casais com doenças genéticas.

    Taxas de sucesso da FIV

    A Fertilização in Vitro têm altas taxas de sucesso, se comparado a outros métodos de reprodução assistida, como a Inseminação Artificial ou Coito Programado.

    No entanto, as chances do tratamento dar certo estão diretamente relacionadas à reserva ovariana, ao número de óvulos coletados, a receptividade endometrial, entre outras causas que levam à infertilidade. Porém, um dos principais fatores ainda é a idade da paciente.

    Sabe-se que com o passar dos anos a mulher vai perdendo a quantidade e a qualidade de seus óvulos. Por essa razão, a chance de sucesso de uma Fertilização in Vitro, com óvulos próprios, também cai consideravelmente à medida que a idade avança.

    Nesse sentido, com 40 anos de idade, a chance de gestação é entre 20 e 30%, declinando rapidamente a partir dessa idade. Já aos 45, a chance de sucesso no tratamento com óvulos próprios é de menos de 1%. E aos 47, a possibilidade de se ter embriões aneuploides aproxima-se de 100%.

    Por esta razão, para aquelas mulheres que já sabem que querem postergar a maternidade, a indicação é o congelamento de óvulos, preferencialmente o mais jovem possível, pois a idade também impactará nos resultados. Contudo, para as que não planejaram a gravidez anteriormente, mas já estão com a idade avançada, existe a possibilidade de ovodoação. 

    Quanto tempo demora o tratamento de Fertilização In Vitro?

    A Fertilização In Vitro é um procedimento complexo que pode durar entre 20 a 25 dias, em casos de transferências de embriões a fresco. O tratamento leva este tempo, pois em um primeiro momento é necessário fazer a estimulação ovariana com o auxílio de medicamentos e a punção dos óvulos obtidos.

    Depois, deve ser realizada a coleta de espermatozoides, a fecundação e o cultivo embrionário em laboratório e, por último, a transferência do embrião ao útero da mulher. Ou seja, existem várias etapas que devem ser feitas com cuidado para que o tratamento possa ser bem-sucedido.

    Veja a média de duração de cada etapa:

    • Estimulação ovariana: de 9 a 12 dias;
    • Coleta de espermatozoides e punção folicular: 1 dia;
    • Cultivo embrionário: 5 dias;
    • Transferência do embrião para o útero: 5 dias, após a punção folicular.

    Se a FIV não funcionar na primeira vez, o casal pode tentar novamente, mas é necessário esperar algumas semanas. Geralmente, o recomendado é aguardar pelo menos um mês entre as tentativas.

    Fertilização In Vitro como funciona?

    Como já vimos, a técnica de Fertilização In Vitro é de alta complexidade e possui várias etapas. Confira abaixo o passo a passo deste procedimento que tem ajudado milhares de pessoas a realizarem o sonho de ter um filho.

    Estimulação ovariana

    Após decidir pela fertilização in vitro, dá-se início à primeira etapa do tratamento, que é a estimulação ovariana. Nesse sentido, este processo tem como principal objetivo aumentar o número de óvulos produzidos. 

    A técnica é realizada através da injeção de medicamentos que estimulam os ovários a produzir mais óvulos, para obter um número maior de embriões. Durante o período de estimulação, realizam-se ultrassonografias para acompanhar o crescimento dos folículos, até que estejam prontos para coleta.

    Desse modo, a estimulação ovariana aumenta significativamente as chances de gravidez e ainda permite a coleta de óvulos extras num único ciclo menstrual. Esta etapa tem uma duração de cerca de duas semanas, podendo ser estendida, caso necessário.

    Punção folicular

    Quando os folículos alcançam o tamanho adequado e uma quantidade de óvulos aceitável, administra-se uma injeção de hCG para induzir o amadurecimento do óvulo. A punção folicular pode, então, ser agendada por volta de 36 horas após a aplicação de hCG. 

    Para realizar o procedimento, é necessário que a paciente esteja anestesiada, de forma a evitar qualquer desconforto.

    Coleta de Sêmen

    Simultaneamente com a punção folicular realiza-se a coleta dos espermatozoides, que ocorre na clínica, por meio de masturbação. Se há algum problema grave de infertilidade masculina como a azoospermia, que é a ausência dos espermatozoides no sêmen ejaculado, o procedimento pode ser realizado coletando diretamente do testículo ou do epidídimo pelo urologista.

    Desta forma, o sêmen coletado deve ser preparado para que os espermatozoides mais saudáveis e com melhores capacidades reprodutivas sejam selecionados. Isso é fundamental para a realização da etapa seguinte da FIV.

    Fecundação de óvulos

    Após a punção folicular e a coleta dos espermatozoides, começa o processo de fecundação dos óvulos em laboratório.

    A fertilização pode ser feita pela colocação de espermatozoides ao redor de um óvulo, numa placa de cultivo. O através do uso da técnica de Injeção intracitoplasmática (ICSI), técnica que consiste na introdução de um único espermatozoide dentro do óvulo, sendo a ICSI a mais utilizada atualmente.

    Cultivo embrionário

    Quando há fecundação dos óvulos, eles são observados diariamente no laboratório e classificados de acordo com a sua morfologia e capacidade de divisão. Nem todos os embriões vão se desenvolver normalmente e alguns podem ser considerados inviáveis. 

    No entanto, separam-se os embriões saudáveis e em fase de blastocisto para a etapa de transferência embrionária. Existe um limite para o número de embriões que podem ser transferidos, de forma a evitar gestações múltiplas. Assim, os embriões excedentes que se desenvolveram adequadamente podem ser congelados, através de técnicas de criopreservação, para ser utilizado em futuras tentativas. 

    Transferência embrionária

    Nesta etapa do tratamento, selecionam-se os melhores embriões e introduzidos dentro do útero materno. O procedimento é relativamente simples, não requer qualquer tipo de sedação ou anestesia e pode ocorrer no atendimento ambulatorial.

    Teste de gravidez

    Realiza-se um teste de gravidez 10 dias depois da transferência embrionária. Caso o resultado seja positivo, será necessário realizar um ultrassom transvaginal para avaliar o saco gestacional do feto, que acontece duas semanas após o teste de gravidez.

    Quais os riscos e complicações da Fertilização In Vitro?

    Como qualquer procedimento clínico ou cirúrgico, algumas pacientes que se submetem à FIV têm efeitos colaterais. Dessa forma, as complicações mais comuns são as falhas de tratamentos, como consequência da estimulação ovariana, o risco de gravidez múltipla, problemas associados à aspiração folicular e a possibilidade de gravidez ectópica.

    No entanto, a complicação mais comum é a Síndrome da Hipestrimulação Ovariana, que acontece em apenas 2% dos casos. Ela ocorre devido aos altos níveis hormonais produzidos pelos folículos em crescimento após a coleta de óvulos. Nesse sentido, os principais sintomas da condição são:

    • Dor abdominal leve;
    • Inchaço;
    • Náuseas;
    • Vômitos.

    Como se preparar para a Fertilização In Vitro?

    Como já mencionamos, o tratamento de Fertilização In Vitro passa por diversas etapas, que podem ser um pouco desgastantes para o casal. 

    Por esta razão, listamos algumas dicas de como se preparar para a realização de uma FIV: 

    Alivie o estresse

    Busque realizar atividades que lhe dê prazer. Nesse sentido fazer uma massagem, assistir um filme, jantar com amigos ou viajar podem ser ótimas formas para relaxar.

    Participe de grupos de apoio

    O tratamento de Fertilização In Vitro envolve aspectos da sua intimidade que podem ser difíceis de compartilhar, especialmente com pessoas que não estão familiarizadas com a infertilidade. 

    Por esse motivo, é fundamental escolher uma clínica que ofereça acompanhamento psicológico com especialistas. Além disso, participar de grupos de discussão e apoio formados por pessoas que estão passando pela mesma situação, pode ajudar muito.

    Mantenha uma dieta saudável

    Além de grupos de apoio e acompanhamento psicológico, algumas clínicas também oferecem o acompanhamento de um nutricionista para orientar sobre uma dieta equilibrada. Por isso manter uma alimentação saudável é fundamental para o sucesso do tratamento.

    Informe-se e tire todas as suas dúvidas

    Outro aspecto importante para a preparação da Fertilização In Vitro é obter o máximo de informação possível sobre o assunto. Visite o site da clínica, consulte o material disponível e tire todas as suas dúvidas com os especialistas. 

    Terapias de relaxamento

    Uma dica importante que pode fazer toda a diferença é realizar terapias complementares de relaxamento durante o tratamento. Nesse sentido, acupuntura, massagem terapêutica, ioga, entre outras, são sempre bem-vindas.

    Pare com os excessos

    Durante o tratamento é importante tentar manter o foco, principalmente nas etapas mais cansativas do procedimento. Por esse motivo é necessário fazer um esforço para evitar exageros. Assim, é importante evitar o excesso de trabalho, de peso e de atividades extras.

    Realize exercícios físicos

    Realizar atividades físicas é sempre bom para a saúde. Vale lembrar que uma boa alimentação junto com exercícios físicos podem diminuir o peso e ainda melhorar a qualidade dos embriões. Por esta razão, ter bons hábitos de vida é um grande passo rumo ao sucesso no tratamento. 

    Qual a diferença entre Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro?

    Muita gente pensa que Fertilização In Vitro e Inseminação Artificial são a mesma coisa. No entanto, os procedimentos são bem distintos. Veja abaixo as diferenças dos dois tratamentos.

    IIU – Inseminação Intra-Uterina ou Inseminação Artificial

    A inseminação artificial (IA) é uma técnica de Reprodução Assistida muito usada em casos de infertilidade masculina e feminina. Nesse sentido, o tratamento consiste na introdução dos espermatozoides diretamente na cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo. Ou seja, este procedimento sincroniza o encontro dos gametas para que a gravidez aconteça.

    Nesse sentido, a técnica considerada de baixa complexidade, potencializa o encontro do espermatozoide com o óvulo. Para isso, coloca-se no útero feminino uma amostra qualificada de sêmen, com preparo prévio em laboratório. Dessa forma a fertilização do óvulo acontece dentro do corpo da mulher.

    Fertilização In Vitro

    A Fertilização In Vitro (FIV) é uma técnica mais complexa que consiste na fecundação (encontro do espermatozoide com o óvulo) em laboratório, ou seja, fora do corpo da mulher.

    Nesse sentido, o tratamento é composto de várias etapas já mencionadas anteriormente como estimulação ovariana, punção folicular, fecundação de óvulos, cultivo embrionário em estufa e transferência do embrião selecionado ao útero. 

    Conheça outras técnicas de Reprodução Assistida

    Além da Fertilização In Vitro e da Inseminação Artificial, existem outros tratamentos de reprodução assistida para casos de infertilidade. 

    Nesse sentido, é importante procurar um especialista para avaliar o que está causando a dificuldade de engravidar. Assim, de acordo com o diagnóstico, o médico pode determinar a melhor técnica a seguir. Confira abaixo outras técnicas da medicina reprodutiva:

    Coito programado

    O coito programado é considerado uma técnica de reprodução humana de “baixa complexidade”. Nesse sentido, trata-se do acompanhamento de um ciclo menstrual da mulher para indicar o momento mais favorável à ocorrência da gestação. Desta forma, o ciclo pode transcorrer de forma natural, sem o uso de medicações indutoras da ovulação.

    No entanto, frequentemente faz-se uso de fármacos capazes de estimular a ovulação. Além, disso, realizam-se ultrassonografias e dosagens hormonais que indicam o período mais favorável para o casal manter relações sexuais maximizando assim a probabilidade de engravidar.

    Mini FIV

    A Mini FIV (Mini Fertilização In Vitro) é uma técnica recente em Reprodução Humana desenvolvida pelo médico japonês Osmau Kato, que se baseia na utilização de doses hormonais menores para o estímulo ovariano. Dessa forma, ela se fundamenta na hipótese já conhecida da ciência, de que são suficientes apenas 2 ou 3 óvulos em uma estimulação ovariana para produzir embriões de boa qualidade.

    Sendo assim, o procedimento utiliza uma Mínima Estimulação Ovariana (MEO), com comprimidos e pouca medicação injetável, deixando o tratamento mais simples. Esta estimulação mais leve se aproxima do planejamento natural de uma gravidez, que mensalmente procura selecionar os melhores óvulos.

    Vale esclarecer ainda que esta técnica deve ser oferecida a casos selecionados, e que também pode ocasionar maior número de cancelamentos do ciclo estimulado e menor número de transferência de embriões. Isto ocorre, pois às vezes o único embrião formado não se desenvolve adequadamente para ter transferência ao útero.

    Por esta razão, não se indica esta estratégia para todas as pacientes. Desta forma, os melhores resultados ocorrem quando a indicação for feita de modo individualizado

    ICSI

    A ICSI, ou Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides, é uma técnica de alta complexidade da reprodução humana assistida, que ajuda casais com problemas de infertilidade a realizarem o sonho de ter um filho. Nesse sentido, esse procedimento consiste em introduzir um único espermatozoide, previamente selecionado, diretamente dentro do óvulo para que a fertilização possa ocorrer. 

    Dessa forma, a ICSI é um tratamento de Fertilização In Vitro, já que a fecundação do gameta feminino pelo masculino acontece em laboratório, fora do corpo da mulher.


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    22 de fevereiro de 2022
  • Indutor de ovulação: saiba quais são os seus prós e contras

    O indutor de ovulação é uma grande alternativa para as mulheres que possuem problemas na ovulação e desejam ter um filho. Nesse sentido, ele estimula o processo ovulatório auxiliando a gravidez. Porém, se o medicamento não tiver indicação e acompanhamento médico, pode trazer problemas à saúde.

    No texto a seguir vamos esclarecer tudo sobre o assunto: como funciona o indutor de ovulação, para quais casos é indicado, que tipos existem, além de possíveis sintomas e riscos para as mulheres.

    O que é indutor de ovulação?

    O indutor de ovulação é um medicamento à base de citrato de clomifeno que auxilia mulheres que não ovulam ou possuem uma ovulação irregular. Dessa forma, o uso deste remédio pode ser uma solução para casais que querem engravidar, mas encontram na anovulação um empecilho para realizar esse sonho.

    Atualmente, os indutores de ovulação são considerados bastante eficientes: 70% das pacientes ovulam nos primeiros três meses de tratamento. Já as taxas de gravidez ficam entre 15 a 50%. Todavia, estes percentuais variam muito, pois a fecundação também depende de diversos fatores como a idade da mulher, seu peso, a velocidade e motilidade dos espermatozoides, entre outros.

    Sendo assim, o indutor de ovulação pode ser extremamente útil para as relações sexuais programadas, e até mesmo como parte de um ciclo de Fertilização in Vitro (FIV) ou Inseminação Artificial (IIU).

    Como o indutor de ovulação funciona?

    A indução da ovulação é feita quando o histórico médico de um casal comprova que a anovulação feminina é o principal empecilho para ter um bebê.

    Dessa forma, o indutor de ovulação procura aumentar a quantidade no sangue do Hormônio Folículo Estimulante (FSH), que, por sua vez, estimula o crescimento dos folículos ovarianos. Assim, quando o folículo cresce, há também o aumento do Hormônio Luteizante (LH), que leva ao amadurecimento e a liberação dos óvulos.

    Nesse sentido, para conseguir o aumento da concentração no sangue destes hormônios, os indutores de ovulação levam a uma maior liberação de FSH e LH pela hipófise (glândula na base do cérebro responsável por produzir esses hormônios). Dessa maneira, estas medicações estimulam o processo ovulatório.

    Tipos de indutor de ovulação

    Existem disponíveis no mercado dois tipos de indutor de ovulação: via oral e injetável. Confira as diferenças:

    Via oral

    Indica-se os indutores orais, à base de clomifeno, como o Indux, Clomid e Serophene para casos mais simples. Apesar de terem venda em farmácia, com receita médica, muitas mulheres têm conseguido o medicamento sem controle algum. Por esta razão, esta facilidade em obter os indutores passou a se tornar uma ameaça para quem quer engravidar, pois a automedicação pode também trazer riscos à saúde reprodutiva da mulher.

    Via injetável

    Os indutores injetáveis (parenterais) como o Bravele, Menopur, Gonal-f, Puregon e Elonva são mais caros. Portanto, seu uso ocorre principalmente em clínicas de reprodução assistida para os processos de fertilização in vitro ou inseminação artificial. Assim, quando administrados em conjunto com medicamentos à base de HCG (gonadotrofina), fazem com que a ovulação aconteça de fato, aumentando as taxas de sucesso dos tratamentos.

    Quando tomar indutor de ovulação?

    Como já vimos anteriormente, o indutor de ovulação, se bem usado, é uma ótima ajuda para a fertilidade. Porém, se tomado de forma errada pode atrapalhar e, em alguns casos, se tornar um pesadelo para quem quer ter um filho. Por esta razão, não se deve utilizar o indutor de ovulação sem avaliação médica adequada. Nesse sentido, antes da indicação de qualquer tratamento para engravidar, é importante que aconteça uma análise do quadro para estabelecer os possíveis diagnósticos.

    Sendo assim, a investigação deve ser simultânea para o casal. Assim, avaliam-se os fatores relacionados à ovulação, à produção e características dos espermatozoides, bem como possíveis alterações relacionadas ao útero e às trompas. Somente a partir do diagnóstico se define o tratamento, que pode envolver o uso dessas medicações.

    Dessa maneira, quando há o diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos(SOP), ou outras alterações que levam à ausência de ovulação em alguns ciclos, como distúrbios hormonais, o uso de indutores pode aumentar as chances de gravidez. Além disso, também se recomenda o indutor de ovulação para pacientes jovens com o diagnóstico de infertilidade sem causa aparente. 

    Vale lembrar ainda que o diagnóstico de infertilidade leva em consideração no tempo em que o casal tentante busca a gravidez: de um ano para mulheres com menos de 35 anos e seis meses a partir desta idade.  

    Quantos dias após o uso do indutor acontece a ovulação?

    O tratamento com indutor de ovulação acontece geralmente do 3º ao 7º dia do ciclo menstrual. Nesse sentido, a ultrassonografia deve ocorrer para acompanhar o desenvolvimento dos folículos e definir a melhor data da relação sexual ou da Inseminação Artificial. 

    Além disso, o especialista também mede a dosagem de progesterona para saber se a medicação foi efetiva. Sendo assim, geralmente a ovulação ocorre após sete dias do último comprimido.

    Quais são os efeitos do indutor de ovulação?

    Apesar de simples, a técnica da indução da ovulação causa alguns efeitos colaterais, assim como acontece com qualquer remédio ligado à fertilidade. Contudo, estes efeitos podem ser leves, moderados e até mesmo mais sérios, trazendo riscos à saúde. 

    Saiba mais: o que é síndrome do hiperestímulo ovariano?

    Como já mencionamos, o indutor de ovulação estimula a glândula hipófise a liberar mais o hormônio estimulante da ovulação (FSH). Este, por sua vez, vai impulsionar o desenvolvimento inicial dos folículos. Entretanto, algumas mulheres podem ter uma resposta exagerada a estes medicamentos, e como consequência, a chamada Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO). Sendo assim, o hiperestímulo ovariano é um excesso de produção dos óvulos nos ovários.

    Desta forma, essa disfunção pode trazer um grande sofrimento, causando aumento generalizado da permeabilidade vascular. Assim, a mulher pode ter um acúmulo de líquido no abdômen gerando aumento do tamanho dos ovários, muita dor, inchaço abdominal anormal, irritabilidade, dores na relação sexual, náuseas, vômitos, diarréia e febre.

    Além disso, vale lembrar que mulheres que têm a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) são mais propensas a ter a síndrome do hiperestímulo ovariano. Isto ocorre porque elas já possuem um grande número de folículos.

    Por esta razão, o uso do indutor de ovulação precisa de acompanhamento por um médico para evitar um problema maior, como por exemplo a necessidade de retirar o ovário afetado.

    Tratamento

    O tratamento da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana consiste em aliviar os sintomas com o uso de analgésicos. Para prevenir complicações futuras, deve haver também um monitoramento com exames de ultrassom para medir os ovários e o líquido no abdômen das pacientes.

    Além disso, recomenda-se a diminuição das atividades físicas e o aumento do consumo de líquidos ricos em eletrólitos (mais de 3,5 litros por dia). Em casos raros pode ser necessária a drenagem do fluido abdominal para aliviar os sintomas.

    Quais são os cuidados para usar indutor de ovulação?

    É sempre bom reforçar que qualquer indutor de ovulação deve ser prescrito por um médico, pois não são todos os casais que conseguem utilizar a medicação. Sendo assim, o uso de forma inadequada pode gerar efeitos colaterais graves, até mesmo prejudicando as chances de uma gravidez.

    Por esta razão, o cuidado mais importante é seguir as orientações médicas quanto à dose e ao uso correto do indutor de ovulação, bem como realizar controle adequado do tratamento. Nesse sentido, realizam-se exames de ultrassonografia e verificadas as dosagens hormonais para avaliar a resposta ovariana, como o número de folículos existentes e a data provável da ovulação.

    Além disso, indica-se uma dose inicial baixa, de 50mg diária, por um período de cinco dias. Contudo, se for necessário, pode-se aumentar gradativamente a medicação até 150mg. Caso não haja resultados satisfatórios, o tratamento com indutor injetável deve ter uma nova análise.

    Indução ovariana e reprodução assistida: saiba mais

    A estimulação ovariana acontece para aumentar as chances de gravidez nas técnicas de reprodução assistida como o Coito Programado (CP), a Inseminação Artificial ou Intrauterina (IIU) e a Fertilização in Vitro (FIV).

    Embora sejam utilizados protocolos diferentes para técnicas de baixa e de alta complexidade, o objetivo é sempre obter uma quantidade maior de folículos e de óvulos. Assim, o aumento da probabilidade de gravidez se deve a um número maior de óvulos disponíveis para fecundação.

    Veja abaixo a relação do indutor de ovulação em cada técnica de reprodução assistida:

    Coito Programado (CP) 

    Técnica considerada de baixa complexidade e indicada para casos leves de infertilidade, especialmente nas situações de anovulação. Nesse sentido, busca-se estimular o crescimento de até três folículos, para que não ocorra uma gestação gemelar.

    Depois da estimulação, caso o procedimento tenha tido sucesso, orienta-se o casal a manter relações sexuais durante o período fértil. Assim, a fecundação ocorre naturalmente na tuba uterina da mulher.

    Inseminação Artificial ou Intrauterina (IIU) 

    Também considerada técnica de baixa complexidade e com a estimulação de até três folículos. No entanto, o processo é um pouco diferente do coito programado.

    Nesse sentido, quando a mulher está em seu período fértil, o homem vai à clínica de reprodução assistida para a coleta do sêmen, do qual selecionam-se os melhores espermatozoides para a inseminação artificial. Desta forma, eles são colocados em um cateter e inseridos diretamente no útero para facilitar a fecundação.

    Fertilização in Vitro (FIV) 

    Esta é uma técnica de alta complexidade na qual a fecundação dos óvulos pelos espermatozoides é feita em laboratório. Por essa razão, a estimulação ovariana é diferente. Como os especialistas escolhem os embriões de melhor qualidade, para implantação posterior no útero da mulher, o protocolo utilizado provoca uma produção de óvulos muito maior que na baixa complexidade.

    Desta forma, a quantidade de óvulos que pode ser coletada depende da resposta da paciente à estimulação. Há casos de mulheres que liberaram mais de 30 óvulos em um único ciclo. Sendo assim, dependendo da idade da paciente (quanto maior a idade, menor a chance de gravidez), implantam-se de dois a três embriões na cavidade uterina. Contudo, mesmo com um maior controle, ainda há chance de uma gravidez gemelar. Tudo vai depender se o embrião vai se fixar ou não no endométrio. 


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    Técnicas de Reprodução Assistida: um bom diagnóstico é o primeiro passo

    10 de fevereiro de 2021
  • Cadeirante pode ter filhos, sim: saiba como o processo de gravidez é possível

    “Cadeirante pode ter filhos?”. Essa é uma pergunta comum, afinal a condição de um cadeirante pode provocar dúvidas sobre a sua vida sexual e também sobre a sua fertilidade. Nesse sentido, algumas pessoas ainda se espantam em ver casais (com pelo menos um dos dois cadeirantes) com um filho no colo.

    Entretanto, é importante esclarecer que a pessoa cadeirante pode ter filhos. Pois, apesar de estar em uma cadeira de rodas, a sexualidade e a fertilidade, tanto da mulher como do homem, muitas vezes se mantém preservada.

    Por esta razão, no texto a seguir vamos falar sobre as possibilidades dos cadeirantes conseguirem gerar um bebê. E, também, explicar sobre o processo de gravidez em cada situação. 

    O que são cadeirantes?

    Cadeirantes são pessoas que fazem uso constante de uma cadeira de rodas para se locomover. Segundo o último levantamento do IBGE, o Brasil tem pelo menos 45 milhões de cadeirantes que possuem algum tipo de deficiência física.

    Nesse sentido, o cadeirante tem quadros e gravidades variáveis, de acordo com a causa e com o tipo de lesão que ocorreu. Sendo assim, a paralisia física pode ter surgido desde o nascimento, assim como ao longo da vida por meio de doenças ou acidentes.

    O que são pessoas com deficiência (PCD)?

    A sigla PcD significa pessoa com deficiência, essa que pode ter origem de nascença ou adquirida durante a vida. Nesse sentido, é uma PcD quem tem limitação física, intelectual, visual ou auditiva. Além disso, se uma pessoa tiver mais de um tipo de deficiência, chamamos de deficiência múltipla.

    Desta forma, a sigla começou a ter uso em 2006, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) publicou a Convenção sobre dos Direitos da Pessoa com Deficiência das Nações Unidas. 

    Antes disso, usava-se a expressão “portador de deficiência”, que não é considerada adequada, pois destaca mais a deficiência do que a condição humana. Vale lembrar, também, que o termo “deficiente” vem caindo em desuso por ser considerado uma palavra pejorativa.

    Por último, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 24% da população brasileira é PcD.

    Sexualidade de cadeirantes: um assunto cheio de mitos

    Muitos mitos cercam o mundo das pessoas com deficiência física, e um deles é em relação ao sexo. Nesse sentido, é importante esclarecer que apesar de terem uma característica biológica peculiar que leva a algumas dificuldades, os cadeirantes têm desejo sexual e podem fazer sexo. Por consequência, a pessoa cadeirante pode ter filhos.

    Sendo assim, o preconceito está relacionado à crença de que o prazer está ligado exclusivamente ao corpo. No entanto, de acordo com os especialistas, o corpo é apenas um instrumento do prazer, pois o sexo começa na mente. Por esta razão, a vida sexual continua com algumas adaptações e diversas possibilidades, como a descoberta de novas zonas erógenas.

    Confira, abaixo, alguns mitos e verdades sobre o assunto:

    Pessoas com deficiência física são assexuais

    Mito. Existe a ideia de que pessoas com limitações físicas são assexuais e que não conseguem ter uma vida sexual ativa por serem consideradas dependentes e frágeis. Porém, é preciso desmistificar esse pensamento, já que a libido, o desejo e a sexualidade dos cadeirantes não são alterados. Por outro lado, é importante entender que o ato sexual para essas pessoas têm certas particularidades.

    Desta forma, a sensibilidade dos órgãos sexuais, por exemplo, pode estar modificada, tanto nos homens quanto nas mulheres. Além disso, a dificuldade de ereção, ejaculação ou baixa lubrificação vaginal são características que podem estar presentes na rotina dos usuários de cadeiras de rodas.

    Sendo assim, o sexo e o prazer são perfeitamente possíveis. O que muda mesmo é a maneira de alcançar e sentir o orgasmo.

    Pessoas com deficiência física só podem se relacionar com outras que também tenham limitações

    Mito. É comum acreditar que pessoas com deficiências físicas só podem se relacionar com quem também tenha alguma limitação, pois só assim haverá entendimento. Isso não é verdade! 

    Entretanto, é preciso que o parceiro ou parceira tenha um conhecimento básico sobre as limitações da outra pessoa para saber como lidar com elas. A troca de informações e uma boa comunicação são muito importantes. Pois, além de evitarem constrangimentos e receios, garantem boas experiências para ambos.

    Sendo assim, a sexualidade de um cadeirante exige cuidados redobrados, carinhos e preliminares.

    Homens com deficiência física não conseguem ter ereção

    Mito. Muitos homens com lesões medulares podem ter ereção, ejaculação e orgasmos. No entanto, o desafio que muitos deles enfrentam é o tempo e a qualidade da ereção.

    Existem alguns fatores determinantes para que isso ocorra ou não. Entre eles estão o ponto da medula que sofreu a lesão (cervical, lombar, torácica, cauda equina ou cone medular), o tipo de deficiência motora. Também, se a lesão é completa ou incompleta.

    Porém, o erro que a grande maioria das pessoas comete é achar que a ereção é o grande foco de uma relação sexual. Nesse sentido é importante explicar que o corpo é repleto de memórias, que envolvem todos os sentidos. Assim, durante as relações, os cadeirantes podem explorar outros meios, como imagens, cheiros, sabores e sons.

    A pessoa com deficiência pode ter uma vida sexual saudável

    Verdade. Como explicamos nos tópicos anteriores, o sexo não está resumido ao ato da penetração. Desta forma, a sexualidade pode ser descoberta e explorada de diversas formas, garantindo uma vida sexual ativa e saudável.

    No entanto, caso haja penetração, pode-se tomar alguns cuidados durante a relação sexual, como o uso de lubrificantes para as mulheres se necessário. Além disso, também é preciso esvaziar a bexiga antes do ato e buscar posições mais confortáveis e prazerosas.

    Vale reforçar que a sexualidade de um cadeirante não acaba após uma lesão ou doença, pois o processo mental ainda é o mesmo. Assim, o desejo sexual permanece. O que acontece é que, em muitos casos, esse desejo é desestimulado e colocado em segundo plano. 

    Muitos acreditam que o foco deve ser a reabilitação física e não o lado sexual, o que acaba incentivando o preconceito que gira em torno desse tema. Dessa forma, tanto a pessoa com deficiência quanto o parceiro ou parceira precisam se adaptar à situação e descobrir novas formas de intimidade.

    Mulher cadeirante pode ter filhos?

    Em geral, a mulher cadeirante pode ter filhos. No entanto o acompanhamento médico deve ser redobrado. Isto porque ela enfrenta os desafios e riscos que qualquer mulher experimenta, acrescidos das especificidades que sua condição impõe.

    Nesse sentido, cada caso apresentará suas particularidades, demandas e riscos. Desta forma, uma pessoa com paraparesia, por exemplo, apresenta restrições e necessidades diferentes das enfrentadas por uma cadeirante com esclerose múltipla. Porém, pode-se abordar as situações e minimizar os riscos com a ajuda de profissionais de saúde competentes e cuidadosos.

    Vale ressaltar que, se a mulher não tiver nenhum impedimento com relação à fertilidade, ela segue tendo ciclos ovulatórios e menstruando. Por esta razão, se mantiver relações sexuais normais, pode engravidar. No entanto, essa condição muda de organismo para organismo. 

    Além disso, mesmo paralisada da cintura para baixo, a mãe pode sentir algum movimento do bebê. Apesar dela não ter a sensibilidade de outras gestantes, ela vai perceber uma movimentação diferente do que está acostumada a sentir. 

    Cuidados especiais durante a gestação da mulher cadeirante

    Uma grávida cadeirante terá que ter cuidados especiais durante a gestação. Porém, os problemas se concentram na mãe, porque o bebê se desenvolve normalmente e sem maiores riscos.

    Confira abaixo os problemas que uma cadeirante pode ter durante a gravidez:

    • Infecção urinária: Essa é uma constante possibilidade para qualquer gestante, mas em especial para uma cadeirante. Por esta razão, a grávida em uma cadeira de rodas deve ser muito vigiada pelo médico, pois a infecção urinária poderá causar complicações;
    • Problemas Circulatórios e Trombose: Indica-se que a grávida cadeirante fique atenta à sua circulação, pois existe um maior risco de aparecer problemas como a trombose. Nesses casos, se necessário, o médico receitará anticoagulantes para ajudar nessa fase;
    • Peso: O peso deve ser uma preocupação para todas as grávidas, e deve ter atenção especial pelas cadeirantes. Isto porque a obesidade pode possibilitar o aparecimento da diabetes gestacional e o aumento da pressão arterial durante a gravidez;
    • O motivo que levou a mãe ficar cadeirante: Este é um aspecto que o médico levará em consideração. Se o motivo for externo, de ordem física, não será problema. Porém se houver alguma doença que levou a mãe à condição de cadeirante, o médico solicitará exames para verificar a saúde do bebê.

    Como funciona o parto de uma mulher cadeirante?

    O parto de uma grávida cadeirante não precisa ser necessariamente uma cesariana. É perfeitamente possível que ela tenha parto normal, pois dependendo do grau da lesão da medula ela poderá sentir as contrações.

    No entanto, para ter o bebê de forma natural, é necessário que a gestante consiga fazer força e empurrar os músculos da parte baixa da barriga. Caso ela não tenha essa sensibilidade, os médicos optam por uma cirurgia de cesariana.

    Homem cadeirante pode ter filhos?

    Como já vimos anteriormente, o homem cadeirante também pode ter filhos. Entretanto, esta é uma questão que depende de alguns fatores como a extensão e o grau da lesão medular. Nesse sentido, quanto mais alta for a lesão na medula, maior será a área de impacto. Isso pois os membros deixam de receber qualquer tipo de estímulo vindo do cérebro.

    Sendo assim, pode-se dizer que a maioria dos homens continua com desejo sexual mesmo após perder os movimentos da cintura para baixo. Além disso, em muitos casos, eles conseguem ter ereção, penetração, ejaculação e orgasmo. No entanto, o que muda nestas situações é que a ereção não dura muito tempo.

    Desta maneira, é muito importante explicar que homens cadeirantes, em geral, não são inférteis e continuam produzindo espermatozóides. Porém, existem algumas exceções onde há algum trauma mais severo na região, que levou à infertilidade, como a oligospermia e a azoospermia.

    Sendo assim, homens com deficiência física podem ou não ter problemas de ereção, mas continuam podendo ter filhos. Caso haja problema na função erétil e na ejaculação, existem medicamentos e tratamentos que podem ajudar neste momento. 

    Por outro lado, se mesmo assim os procedimentos não funcionarem, é possível que os homens cadeirantes tenham filhos através de uma extração de sêmen de forma cirúrgica. Desta maneira, eles podem recorrer ao tratamento de reprodução assistida.

    Tratamentos para conseguir a ejaculação do homem cadeirante

    Existem algumas opções para viabilizar a gravidez entre os casais em que o marido seja portador de lesão medular e que não consegue ejacular espontaneamente. Desta maneira, os métodos para ajudar os espermatozoides a saírem do organismo podem ocorrer por e Eletroejaculação (EEJ).

    Sendo assim, é importante ressaltar que esse material espermático, na grande maioria das vezes, precisará ser levado ao útero. Ou, mais frequentemente, ao interior do óvulo. Isso quer dizer que, nestes casos, é preciso utilizar as técnicas de reprodução assistida, para obter uma gravidez.

    Confira como acontece o tratamento a seguir:

    Eletroejaculação (EEJ) 

    Essa técnica envolve a necessidade de anestesia geral em centro cirúrgico hospitalar, para uso de correntes elétricas intestinais a fim de se obter contrações da musculatura envolvida na propulsão do sêmen.

    Por sua complexidade, é uma técnica menos difundida, com menor praticidade em comparação à VE. No entanto, ela apresenta taxas de sucesso muito altas.

    Todavia, como é mais invasiva, é comum a sua substituição por técnicas que envolvem captura cirúrgica. Isso por conta da maior facilidade de manejo laboratorial, além de serem mais rápidas e com o menor custo financeiro.

    Cadeirante pode ter filhos com reprodução assistida?

    Como já vimos anteriormente, a pessoa cadeirante pode ter filhos de forma natural se não possuem problemas de fertilidade e se a lesão medular não comprometer a ereção e a ejaculação, no caso dos homens.

    No entanto, se há dificuldades, tanto homens e mulheres podem recorrer à reprodução assistida para realizar o sonho de se tornarem pais e mães. Nesse sentido, os casos devem ter avaliação de forma individual por um especialista. Assim, decide-se a técnica mais indicada para cada paciente.

    Veja, na sequência, as técnicas de Reprodução Humana que podem ser utilizadas:

     Em mulheres cadeirantes:

    • Indução da ovulação e orientação do coito: Esta técnica de baixa complexidade consiste na estimulação ovariana feita por medicamentos. Sendo assim, através de exames de ultrassonografia é realizado o acompanhamento dos folículos e óvulos. Assim, quando eles atingem o tamanho ideal, é o período que os casais devem manter relações sexuais com freqüência, pois as chances de gravidez são maiores.
    • Inseminação Artificial ou Intrauterina: Neste procedimento também realiza-se o acompanhamento do ciclo menstrual da mulher. Porém, quando ela entra em seu período ovulatório, o sêmen do parceiro é coletado em laboratório e introduzido, no momento certo pelos especialistas, na cavidade uterina da mulher. Desta forma, a fertilização natural é facilitada através do encontro programado dos gametas. 
    • Fertilização in Vitro (FIV): Esta técnica de alta complexidade é uma das mais utilizadas pelos especialistas por ter maiores chances de sucesso. Nesse sentido, os óvulos e espermatozóides são coletados e fertilizados em laboratório. A partir daí são escolhidos os embriões de maior qualidade para serem transferidos de volta ao útero da mulher.

    Em homens cadeirantes:

    • Fertilização in Vitro (FIV): No caso de homens que tenham sofrido alguma lesão medular, a FIV pode ser a melhor solução. Nesses casos, é necessário realizar a coleta de espermatozóides por meio de algumas técnicas como a Eletroejaculação (EEJ) ou punção direta do epidídimo ou do testículo. Desta forma, após a coleta, o material é levado para o laboratório para ser utilizado na fertilização dos óvulos da parceira. 

    Quer saber mais sobre os diferentes métodos disponíveis para engravidar a partir da reprodução assistida? Então baixe o nosso e-book gratuitamente aqui!

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    13 de janeiro de 2021
  • Ovodoação: o que é, como funciona e quando é indicada 

    Conteúdo atualizado em 24/09/2026.

    A ovodoação é uma alternativa da medicina reprodutiva para ajudar pessoas com diagnóstico de insuficiência ovariana a realizarem o sonho de ter um filho. Também conhecida como doação de óvulos, possibilita que mulheres, casais homoafetivos masculinos e pais solteiros formem suas famílias a partir de gametas heterólogos.

    Nesse sentido, o tratamento é realizado através da Fertilização In Vitro (FIV) e tem ajudado milhares de pessoas na busca por uma gravidez.

    No entanto, é importante ressaltar que em cada país existe uma regulamentação diferente tanto a doação como a recepção dos óvulos. Confira a seguir tudo sobre a ovodoação e como ocorre no Brasil!

    O que é ovodoação?

    A ovodoação ou doação de óvulos acontece quando uma mulher cede seus óvulos (doadora) para que outra pessoa os utilize na tentativa de engravidar (receptora). 

    Para que isto seja possível, a fertilização do óvulo da doadora acontece em laboratório, usando o espermatozoide do parceiro da receptora. Dessa maneira, forma-se o embrião que será gestado no útero da paciente receptora.

    Para quem se indica a ovodoação?

    O programa de ovodoação é especialmente indicado para mulheres com diagnóstico de insuficiência ovariana; doenças genéticas transmissíveis a prole Assim, necessitam utilizar óvulos de outra pessoa para conseguirem engravidar.

    Da mesma forma, casais homoafetivos masculinos ou homens solteiros também precisam recorrer à ovodoação quando decidem ter filhos. Nestes casos, além da doação de gametas femininos, será necessário ainda contar com a ajuda de um útero solidário.

    Muitas mulheres que utilizam a ovodoação tem o diagnóstico de insuficiência ovariana, ocasião em que o ovário não possui mais óvulos com boa qualidade para serem fertilizados. Isto pode acontecer em mulheres jovens, que apresentam falência ovariana prematura e pacientes que passaram por tratamentos oncológicos. O mesmo ocorre em pessoas com idade avançada ou que já entraram na menopausa ou mesmo portadores de doenças genéticas transmissíveis a prole.

    Nesse sentido, a busca por ovodoação vem crescendo, especialmente em virtude do aumento significativo de mulheres que postergaram a maternidade.

    Ovodoação: conheça a história e a Legislação

    O programa de ovodoação surgiu a partir da década de 1980. Nesse sentido, na época, o sonho da maternidade passou a ser possível também com a utilização de óvulos heterólogos.

    Dessa forma, os procedimentos de Reprodução Assistida, incluindo a ovodoação, são protegidos por portarias e normativas, de acordo com a Resolução – RDC N° 771/2022 da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, as regras para o procedimento também estão bem definidas através da Resolução nº 2.294/21, do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada em 2021.

    Entenda como funciona a ovodoação no Brasil

    A ovodoação no Brasil possui regras específicas.

    E como já mencionamos acima, seguem diretrizes bem definidas pela lei de biossegurança, da RDC e do Conselho Federal de Medicina.

    1. A doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial;
    2. Os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa, a não ser nos casos de doações de parentes até 4° grau de parentesco, contanto que não ocorra consanguinidade; 
    3. A idade limite para a doação de gametas é de 37 anos para a mulher e de 45 anos para o homem;
    4. No caso das doações anônimas, mantém-se, obrigatoriamente, sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e embriões, bem como dos receptores. Em situações especiais como motivação médica, informações sobre os doadores podem ser fornecidas exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do(a) doador(a); 
    5. A escolha das doadoras de oócitos é de responsabilidade do médico assistente. Dentro do possível, deverá garantir que a doadora tenha a maior semelhança fenotípica com a receptora;
    6. Permite-se a doação voluntária de gametas, bem como a doação compartilhada de oócitos em RA, quando a doadora e receptora participam de tratamento de medicina reprodutiva. Desta forma, compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem os tratamentos, sendo que a doadora tem preferência sobre o material biológico;
    7. Doação entre parentes.

    Quais são os tipos de ovodoação?

    A doação de óvulos é uma decisão solidária e altruísta que tem como objetivo ajudar outras pessoas a terem seus filhos. Nesse sentido, existem dois tipos de ovodoação:

    Ovodoação Altruísta

    A ovodoação voluntária se dá quando a doação dos óvulos é feita por uma mulher fértil de até 37 anos e com único objetivo de ajudar pessoas com dificuldades para ter filhos. Dessa forma, a doadora se submete a um processo de estimulação ovariana e coleta dos óvulos. 

    Ovodoação Compartilhada

    A ovodoação compartilhada ocorre quando uma mulher, que está em tratamento de reprodução assistida, divide seus óvulos coletados com outra paciente que também passa pelo processo de FIV. Ou seja, a doadora utiliza parte dos seus óvulos e doa outra parte para a mulher receptora.

    Nesse caso, além dos gametas, elas compartilham também os custos do tratamento. Vale ressaltar que tudo ocorre de forma anônima e por intermédio da clínica.

    Ovodoação: quem pode doar?

    Para ser doadora em um processo de ovodoação é preciso ter no máximo 37 anos, porém cada clínica pode ter seus critérios, aqui aceitamos pacientes até 34 anos, e uma boa reserva ovariana avaliada através do exame de Anti- Mulleriano (HAM) e exame de imagens ultra transvaginal, no caso das doadoras para contagem de folículos antrais. Além disso, a candidata a doar óvulos deve fazer testes para marcadores de doenças infecto-contagiosas como HIV, Hepatites, Sífilis, entre outras. Cariótipo de banda G eletroforese de Hb, entre outros que são do protocolo da clínica e triagem familiar até as doenças crônico degenerativas e mentais debilitantes.  

    Sendo assim, para complementar a avaliação, quem deseja compartilhar seus gametas também precisa passar por consultas com a  enfermeira responsável pelo setor de ovodoação. A partir de todas essas informações, decide-se se a mulher está apta a doar seus óvulos.

    Confira os pré-requisitos para doação de óvulos na imagem abaixo:

    • Mulher com até 34 anos;

    Mas eu posso escolher quem vai doar os óvulos?

    Como já mencionamos acima, de acordo com as leis brasileiras, a doação de óvulos é anônima. Ou seja, os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. Exceto em casos familiares, no qual, se for parente até 4º grau de parentesco e não ocorrer consanguinidade, é possível doar. 

    Adoção: quem pode receber?

    Para que uma mulher possa ser receptora de ovodoação, é preciso que se encontre em condições clínicas que permitam a ela engravidar sem risco para sua saúde. Dessa forma, é necessário passar por uma avaliação médica completa para determinar a viabilidade do tratamento.

    Além disso, o fator idade pode ser um limitador. Segundo a Resolução nº 2.294/21 do Conselho Federal de Medicina CFM, a idade máxima das candidatas à gestação de Reprodução Assistida é de 50 anos. Isso independente se for com óvulos próprios ou doados.

    Como é feita a ovodoação?

    A ovodoação é um processo mais complexo do que a doação de espermatozoides. Dessa forma, a doadora precisa de preparo para a coleta dos gametas.

    Etapas da ovodoação:

    • Estimulação ovariana: essa é a primeira etapa do processo e consiste em administração medicamentosa, por cerca de 10 dias, para estimular que os folículos se desenvolvam. Essa quantidade pode variar muito de mulher para mulher, de acordo com a sua reserva ovariana; 
    • Controle da ovulação por ultrassonografia: durante a estimulação acompanha-se, o crescimento dos folículos por ultrassonografia. Quando atingem um certo tamanho, administra-se na doadora o hormônio hCG. Sua função é provocar o amadurecimento dos óvulos de dentro dos folículos;
    • Punção folicular: cerca de 36 horas após a administração do hCG, acontece a aspiração do conteúdo existente dentro de cada folículo, no qual ficam os óvulos. Esse procedimento é guiado por ultrassom e com uma agulha acoplada no aparelho ocorre a aspiração de todos os folículos que se desenvolvem durante a estimulação ovariana de forma indolor, pois a paciente é anestesiada;
    • Congelamento dos óvulos: após a coleta, pode-se manter os óvulos podem ficar criopreservados por tempo indeterminado.

    No caso de ovodoação compartilhada, quando já existe uma receptora selecionada, no momento em que se coleta os óvulos da doadora, coleta-se também os espermatozoides do marido da receptora. Assim, os embriologistas podem começar o processo de Fertilização In Vitro, unindo os dois gametas em laboratório para formar embriões. 

    Após alguns dias em cultivo, ocorre a transferência dos embriões para o útero da futura mãe. O mesmo pode acontecer utilizando espermatozoides doados.

    A paciente receptora passa pelo preparo do endométrio, através de administração medicamentosa, realizando controle através de ultrassonografias. Após a avaliação do exame de imagens ou técnicas complementares, como o teste ERA (teste de receptividade endometrial), o médico poderá realizar a transferência do embrião ao útero.

    Existem bancos de óvulos no Brasil?

    No entanto, é possível recorrer a bancos internacionais que realizam uma criteriosa investigação das candidatas para doação e oferecem uma ampla possibilidade de seleção.

    Diferente do que acontece com as brasileiras, em alguns países as mulheres podem ser remuneradas para realizar esta doação.

    Quais são as taxas de sucesso da ovodoação?

    Na ovodoação, o importante é a idade do óvulo (doadora) e não do útero (receptora), o que aumenta as chances de gravidez. Desta forma, como existem critérios na escolha das doadoras, que incluem mulheres com menos de 37 anos, as chances de gestação com óvulos doados são de 50 a 60%.

    Cuidados durante o tratamento

    As mulheres que se preparam para uma ovodoação, seja como doadora ou receptora, devem manter a saúde em ordem. Para isso, indica-se seguir bons hábitos de vida com uma alimentação equilibrada, sem fumar ou ingerir bebidas alcóolicas. Além disso, é importante dormir bem e realizar atividades físicas para garantir o equilíbrio físico e mental.

    Uma vez realizado o tratamento de Fertilização In Vitro (FIV) por meio da doação de óvulos, e confirmada a gravidez, os cuidados serão os mesmos de uma gestação obtida através de relação sexual. Neste momento, encaminha-se a paciente para o médico obstetra para dar início ao pré-natal. 

    Filhos de ovodoação são diferentes dos pais?

    Os filhos de ovodoação são geneticamente diferentes das mães, isso porque os óvulos são doados por outra mulher.

    No entanto, há estudos que revelam a influência da epigenética em filhos gestados através de óvulos heterólogos. 

    Dessa forma, mesmo não tendo o DNA desta mãe, eles recebem influência do ambiente em que estão se desenvolvendo e podem adquirir característica da mãe que o carrega. 

    Ovodoação: depoimentos de quem passou pelo processo

    Muitas vezes a ovodoação é o único caminho possível para conseguir realizar o sonho de gestar um filho. Por isso, disponibilizamos relatos reais de pessoas que passaram por este processo. 

    Os depoimentos abaixo são anônimos e foram coletados por profissionais da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva e publicados no Portal de Ovodoação da clínica, mediante autorização dos participantes.

    S & R

    “Não tenham medo. Vocês nunca, em momento algum, duvidarão que ele (ela) é seu filho. A conexão com o bebê é uma construção diária, não nasce no laboratório. Cada semana que passa vocês se tornam mais próximos, mais íntimos. E esse laço se intensifica após o nascimento. Na amamentação, por exemplo, você e seu filho se conectam de um modo único. Foi a melhor e mais sábia decisão a que tomamos de aceitar a ovodoação.”

    F & P

    “É um amor que transborda, que chega doer, e tem sido assim todos os dias. E aquele rostinho ali te faz renascer naquele momento. Gratidão a quem me ajudou. A nossa história começou no momento em que ela chegou em mim. Eu sou o princípio deste amor, mãe e filha.”

    B & S

    “Ter um filho é um sentimento único, indescritível. Não há palavras que possam definir e expressar a sensação sentida nesse momento. É uma mistura de sentimentos, que vão desde a apreensão de ver que deu tudo certo, que ela está ali, “com tudo no lugar”, até a euforia e a alegria de ver e sentir ela nos braços. Um sentimento que se renova dia após dia.”

    M & A

    “Nunca desista. O caminho muitas vezes pode ser longo, muitas tentativas, muitas lágrimas derramadas com resultados negativos, muitos tratamentos medicamentosos, muito investimento emocional e, porque não dizer, financeiro. Mas sem sombra de dúvidas, vale MUITO a pena. Ter a nossa família completa hoje é a conquista do maior objetivo das nossas vidas. Além disso, escolha um serviço de referência em tratamento de Fertilização In Vitro. A equipe da Clínica do Dr. Nilo Frantz foi sem dúvida fundamental para a nossa conquista e assim como nós, eles nunca desistiram do nosso sonho. Nós só temos a agradecer a todos.”

    F & R

    “A maior dificuldade é justamente a aceitação. A fase do luto, que precisa ser superada. Renunciar aos pré-conceitos que formamos ao longo da vida. Abrir mão da carga genética e a expectativa que ela traz quando se gera um filho. Estabelecer uma relação de confiança com os profissionais para a escolha da doadora e com isso receber de olhos fechados, mas de coração aberto, o desconhecido. Quanto ao tratamento em si, é difícil superar a ansiedade pelo resultado, a preparação do endométrio e as expectativas de que tudo transcorra bem e de que o bebê seja saudável.”

    V & G

    “Eu sempre quis ter dois ou três filhos e eu pensei que se esta era a maneira que eu tinha de realizar meu sonho, seria assim que eu faria. E que caso não fosse assim eu teria que adotar uma criança. Ao invés disso, eu adotei um óvulo.”

    C & F

    “Meu marido aceitou em conjunto comigo, então não vi obstáculos. Eu sabia que não conseguiria um óvulo meu, mas com o óvulo doado vi uma luz no fim do túnel de que alcançaria a nossa tão sonhada gestação.”

    S & M

    “Abram o coração para a Ovodoação. É preciso se informar sobre o assunto e estar aberto para escolher essa possibilidade, de conhecer este amor. Estar amparado por uma boa equipe de profissionais é com certeza o diferencial para transpor as dificuldades. Ter este sonho concretizado vale todo o caminho a ser percorrido. O medo, as incertezas, os momentos de angústia fazem parte deste processo. Mas são superados com o amor que chega, e nos realiza.”

    M & E

    “Na primeira consulta fomos dispostos a fazer o tratamento com maior possibilidade de sucesso. Então, quando o médico o definiu como o mais assertivo, não tivemos dúvida de que seria a melhor escolha a se fazer.”

    F & K

    “A aceitação pela Ovodoação foi gradual na medida em que me informei melhor sobre o assunto e ponderei sobre ser a única possibilidade de realizar o sonho de ser mãe gestando. A terapia tem papel importante, assim como estar bem orientada e ter segurança na equipe de profissionais escolhida.”

    D & P

    “Não tenho palavras pra explicar meu sentimento… era o meu sonho se realizando. Já tenho um filho com meus óvulos. Mas não teve diferença alguma entre um e outro, nem no nascimento e muito menos agora.”

    Abrir o coração para uma nova possibilidade começa, muitas vezes, por entender melhor onde você está nessa jornada. Nosso quiz de consciência reprodutiva pode ser um primeiro passo para isso.

    Fazer o quiz 

    Conteúdo atualizado em 22/06/2026.

    9 de dezembro de 2020
  • Tudo o que você precisa saber sobre Adenomiose!

    A Adenomiose é uma doença ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial (camada interna do útero) misturada ao miométrio (camada muscular do próprio útero). A mescla destas camadas uterinas levam à inflamação do local provocando dor, sangramento e cólicas fortes, especialmente durante o período menstrual.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada dez mulheres no mundo pode sofrer com a doença, que muitas vezes não manifesta sintomas. Entretanto, quando os sinais aparecem, podem causar um grande desconforto, diminuindo assim a qualidade de vida das pacientes.

    Entenda as camadas do útero

    Para entender melhor a adenomiose, é importante saber quais são as camadas do útero e suas funções:

    Endométrio: 

    É a parede interna do útero que possui uma grande quantidade de vasos sanguíneos e glândulas. É lá que o embrião se implanta e se desenvolve durante a gestação. 

    Nesse sentido, durante cada ciclo menstrual, o corpo prepara o endométrio para uma possível gravidez. Cerca de sete dias antes da ovulação ocorrer, o endométrio se transforma. Ele fica mais espesso, mais vascularizado e mais rico em glândulas para receber o embrião.

    Entretanto, se o óvulo liberado não for fecundado, os estímulos hormonais para a proliferação do endométrio cessam. Sendo assim, toda aquela parede espessa desaba, provocando a menstruação.

    Miométrio: 

    É a camada intermediária do útero onde só há músculo. Por isso é o responsável pela contração uterina durante o trabalho de parto, fazendo com que o feto seja expulso da cavidade uterina. Sendo assim, na menstruação, o miométrio também se contrai, ajudando a eliminar os restos de endométrio que descamou. Dessa forma, intensas contrações do miométrio são a causa das cólicas menstruais.

    Serosa: 

    Camada externa, que separa o útero de outros órgãos.

    Adenomiose: quais são os seus principais sintomas?

    É uma doença mais prevalente em mulheres em idade reprodutiva. Estima-se que um terço delas sejam assintomáticas. Porém, quando a doença se manifesta, pode causar muitos sintomas, incluindo dificuldade para engravidar.

    É importante ressaltar que, apesar da dor intensa e de sangramentos anormais, essa doença é benigna. Além disso, sua classificação pode ser superficial, intermediária e profunda, dependendo de quantas camadas de músculos são afetadas e dos tamanhos dos fragmentos endometriais.

    Nesse sentido, a freqüência e a gravidade do quadro clínico estão relacionadas com a sua extensão. Dessa maneira, a adenomiose é classificada em dois tipos:

    Focal ou Localizada: 

    Caracterizada pela presença das glândulas e tecido endometrial em determinada região do útero. Nesse sentido, quando se localiza a adenomiose, o tecido endometrial pode formar nódulos, tornando-se similar com um mioma.

    Difusa: 

    Caracterizada pela presença das glândulas e tecido por toda a extensão interna do útero. Dessa forma, o útero pode aumentar de tamanho, chegando a ter o volume semelhante ao de uma gravidez de 11 ou 12 semanas.

    Adenomiose: conheça suas causas

    As causas da adenomiose ainda não estão muito bem desvendadas. Algumas teorias sugerem que a doença tenha origem congênita, como se fosse uma má-formação do útero na fase embrionária.

    Porém, a teoria mais recorrente é que a adenomiose seja uma doença adquirida durante a vida. Ou seja, como resultado de traumas no útero que tenham rompido a barreira entre o endométrio e o miométrio.

    As principais situações que podem gerar a adenomiose são:

    • Gravidez;
    • Cirurgia de cesariana;
    • Curetagem; 
    • Ligadura de trompas. 

    Sabe-se também que a adenomiose tem influência dos hormônios femininos. Nesse sentido, os sintomas da doença costumam piorar com o passar dos anos, mas depois melhoram na menopausa.

    Dessa forma, a adenomiose é mais frequente em mulheres entre os 35 a 50 anos de idade e que já engravidaram. Porém, algumas pacientes mais jovens e sem filhos também podem ter a disfunção, sendo mais comum naquelas submetidas a cirurgias no útero, como a curetagem.

    Além das situações citadas acima, outros fatores parecem colaborar com o aparecimento da adenomiose, tais como a primeira menstruação (menarca) precoce e ciclos menstruais curtos.

    Adenomiose e endometriose são a mesma coisa?

    Apesar da adenomiose e a endometriose tratarem de doenças relacionadas ao tecido endometrial, elas são doenças diferentes.

    Como já vimos anteriormente, o endométrio é a parede interna do útero muito vascularizada e cheia de glândulas. Nesse sentido, quando não há fecundação, esta parede descama e gera o sangramento da menstruação.

    As duas doenças são causadas pelo deslocamento anômalo de alguns fragmentos do endométrio que e se depositam em diferentes regiões. Confira:

    Endometriose: 

    Por motivos ainda desconhecidos, pequenos pedaços de endométrio podem surgir fora da cavidade uterina. Exemplos destes aparecimentos estão nas trompas, ovários, vagina, peritônio, intestino, bexiga e região atrás do colo do útero.

    Quando isso ocorre, toda vez que a mulher fica menstruada, esse pequeno fragmento de endométrio também sangra, provocando grande irritação ao seu redor. Dessa forma, a presença atípica de tecido endometrial fora do útero recebe o nome de endometriose.

    Adenomiose: 

    A adenomiose é uma doença semelhante à endometriose. Porém, neste caso, a presença do endométrio não ocorre em outros órgãos, mas sim dentro do miométrio, que é a camada muscular do próprio útero.

    Sendo assim, toda vez que a mulher fica menstruada, também há um sangramento dentro da musculatura do útero, o que provoca grande irritação do mesmo. Nesse sentido, podemos dizer que a adenomiose é uma endometriose que ocorre no próprio útero.

    Como diagnosticar a adenomiose?

    O diagnóstico da adenomiose é feito pelo ginecologista, geralmente através da observação de sintomas, como dor, sangramentos intensos e queixa de dificuldade para engravidar. A partir daí, são realizados exames físicos e de imagens, como ressonância magnética ou ultrassonografia transvaginal.

    Dentre os métodos, a ressonância magnética é o de maior sensibilidade para o diagnóstico da doença.

    Entenda como é feito o tratamento da adenomiose

    O tratamento da adenomiose será definido pelo médico de acordo com a gravidade e a extensão da disfunção. Nesse sentido, as intervenções podem ser feitas com remédios ou através de cirurgia, dependendo de cada situação.

    A adenomiose pode afetar a gravidez?

    A adenomiose pode afetar a fertilidade gerando complicações como gravidez ectópica, abortos de repetição, dificuldade de fixação do embrião no útero, entre outros problemas. Algumas destas complicações podem surgir, pois a doença altera o funcionamento do organismo, como:

    1. O aumento da produção de outros hormônios, que podem elevar a contratilidade do útero, que acaba expulsando o embrião da cavidade do endométrio;
    2. O organismo entra em um constante processo de cicatrização, diminuindo a produção de progesterona, hormônio essencial para a fertilização e implantação do embrião;
    3. A resposta inflamatória do organismo aumenta a produção de radicais livres, podendo comprometer a qualidade de óvulos, espermatozoides e embriões. 

    Nesse sentido, é recomendado o acompanhamento regular de um médico especialista para que sejam administradas e/ou evitadas essas situações. Entretanto, vale lembrar que os sintomas de adenomiose surgem geralmente após a gravidez, devido ao estiramento do útero. Por isso, a maioria das mulheres consegue engravidar e ter filhos antes do aparecimento da doença.

    Tenho adenomiose e quero engravidar. E agora?

    Para aquelas mulheres que possuem adenomiose e ainda querem engravidar, deve-se pensar em opções cirúrgicas e medicamentosas para conseguir alcançar o sonho da maternidade.

    O tratamento de cirurgia, geralmente, é feito por videolaparoscopia, mas só é possível para lesões focais tipo adenomiomas. Neste sentido, alguns estudos mostram melhora da fertilidade e das taxas de gravidez após Fertilização in Vitro (FIV). Isso em pacientes que retiraram parte ou toda lesão de adenomiose.

    Já para as lesões difusas, que são a maioria, o tratamento clínico com anticoncepcionais por períodos de 3 a 6 meses é o mais indicado. O propósito desse tratamento é induzir uma remissão temporária da doença, para aumentar, na sequência, as chances de gestação. Dessa forma, há em muitos casos, uma melhora das condições para implantação do embrião após tratamento de reprodução assistida.

    Sendo assim, a Fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais indicada para estas situações. Por esta razão, se você tem adenomiose e não está conseguindo engravidar, baixe o nosso ebook com todas as informações sobre a FIV e veja como você pode aumentar as chances de gravidez nestes casos.

    26 de agosto de 2020
  • DNA: saiba as suas principais características e funções

    O DNA (Ácido Desoxirribonucleico) é uma molécula presente no núcleo das células dos seres vivos que carrega toda a informação genética de um organismo. Nesse sentido, é constituído por uma fita dupla em forma de espiral (dupla hélice), composta por nucleotídeos que estão relacionados diretamente com as características físicas e fisiológicas do nosso corpo. 

    Por esta razão, o DNA tem papel fundamental na hereditariedade, sendo considerado o portador da mensagem genética.

    No DNA, estão codificadas todas as características de um ser vivo, que são únicas em cada indivíduo. Desta forma, através deste ácido nucleico, é possível realizar testes que indicam a paternidade, detectar doenças antes mesmo de se manifestarem, descobrir a identidade de pessoas e até mesmo contribuir para solucionar crimes.

    Além disso, a ciência consegue também controlar a síntese do DNA de algumas substâncias usando técnicas de engenharia genética. Nesse sentido, hoje é possível colocar genes de uma célula em outra através da técnica do DNA recombinante e a partir daí produzir transgênicos, vacinas e medicamentos.

    Portanto, compreender o DNA, bem como sua estrutura, nos permite entender os processos que garantem a transferência de informação genética entre os indivíduos e demais seres vivos.

    DNA: como e por quem foi descoberto?

    O DNA foi descoberto em 1869, mas teve a sua estrutura descrita apenas em 1953 por James Watson e Francis Crick em seu trabalho “Molecular structure of the nucleic acids“ (Estrutura molecular dos ácidos nucleicos), publicado na revista Nature.

    Sendo assim, o modelo usado para descrever a estrutura do DNA foi chamado de dupla-hélice. Nesse sentido, o DNA pode ser comparado a uma escada em caracol, onde as bases nitrogenadas formam os degraus, e as cadeias de açúcar e fosfato são os corrimãos.

    É importante destacar que todas as espécies vivas têm um DNA formado apenas por quatro bases nitrogenadas e qualquer tecido de um indivíduo apresenta a mesma sequência de bases.

    Nesse sentido, esta pesquisa foi de grande importância para a comunidade científica, e Watson e Crick ganharam o Prêmio Nobel de Medicina por essa contribuição.

    DNA: qual é a sua composição?

    O DNA, apesar de apresentar todas as características de um indivíduo, não é uma estrutura muito complexa. Nesse sentido, é composto por apenas três partes que formam um nucleotídeo.

    Os dois filamentos que constituem o DNA enrolam-se um sobre o outro e unem-se através de pontes de hidrogênio, que se formam entre as 4 bases nitrogenadas dos nucleotídeos.

    • A – Adenina;
    • T – Timina;
    • C – Citosina;
    • G – Guanina.

    Essas pontes de hidrogênios são formadas por pares de bases: A-T (Adenina e Timina) e C-G(Citosina e Guanina). Dessa forma, o DNA está tão compactado no núcleo celular, que se fosse possível esticá-lo, ele teria 2 metros de comprimento.

    Além disso, o DNA é formado também por duas cadeias de polinucleotídeos (fitas), que são constituídas por vários nucleotídeos. Estes são unidos uns aos

    outros por ligações denominadas fosfodiéster (grupo fosfato ligando dois açúcares de dois nucleotídeos). Nessas ligações, um grupo fosfato conecta o carbono 3’ de um açúcar ao carbono 5’ do próximo açúcar.

    Dessa forma, essa junção estabelece um padrão típico de repetição de unidade de açúcar-fosfato, que forma a cadeia principal. A essa cadeia principal estão ligadas as bases nitrogenadas.

    Onde o DNA é encontrado?

    O DNA é encontrado principalmente nos cromossomos do interior do núcleo celular e nas mitocôndrias. Portanto, é identificado em todas as formas de vida do planeta, com exceção de alguns vírus.

    Assim, para conhecer melhor o DNA, é importante entender o que são genes, cromossomos e genomas:

    Genes: 

    Os genes são unidades de informação hereditária que formam os cromossomos. Nesse sentido, é possível dizer que o gene nada mais é do que uma sequência específica do DNA que contém as instruções necessárias para a síntese de uma proteína ou molécula de RNA. 

    Ou seja, o gene é a unidade fundamental da hereditariedade, pois eles são os responsáveis por determinar tanto as características próprias da espécie humana, quanto as características próprias de cada indivíduo.

    É importante salientar que todas as células de um corpo possuem os mesmos genes. Entretanto, em algumas células, um tipo de gene é ativado e outro é desativado, garantindo, assim, a diferenciação das células. Além disso, em alguns casos, o gene fica ativado a todo o momento, pois são fundamentais para a realização de atividades básicas da célula.

    Nesse sentido, os genes especificam as sequências de aminoácidos que atuam na estrutura e nas funções metabólicas das células e, consequentemente, no funcionamento de todo o organismo

    Cromossomos: 

    As diferentes sequências de DNA formam os cromossomos. O ser humano possui 46 cromossomos: 23 recebidos da mãe e 23 do pai. Nesse sentido, cada par de cromossomos é composto de inúmeros genes.

    Dos 23 pares de cromossomos, 22 são considerados autossômicos e dois cromossomos são sexuais, os quais estão relacionados com a determinação do sexo masculino e feminino. Desta forma, homens apresentam cromossomos sexuais XY, enquanto as mulheres, XX.

    Genoma: 

    O Genoma é toda a informação hereditária codificada no DNA de um organismo ou no RNA, no caso dos vírus. Nesse sentido, é o conjunto de todos os genes de uma determinada espécie.

    O sequenciamento de DNA ou genoma é a técnica usada para determinar em que ordem as bases nitrogenadas (Adenina, Timina, Citosina, Guanina) se encontram no DNA.

    Desta forma, sequenciar um genoma significa determinar a ordem em que as informações, ou seja, os genes, estão colocados e, nesse sentido, permite obter dados da linha evolutiva dos organismos. Portanto, o genoma pode trazer novos métodos para diagnosticar doenças ou formular medicamentos e vacinas.

    DNA: entenda sua função e como são produzidos

    O DNA tem extrema importância para o corpo humano, pois é o responsável pelo controle e comando das funções celulares. Cada indivíduo possui diversas moléculas, como proteínas, que regulam, desencadeiam, impedem ou medeiam reações para o bom funcionamento do organismo. Desta forma, o material genético é justamente a “receita” de como produzi-las.

    Nesse sentido, é possível caracterizar o DNA como uma estrutura que contém informações codificadas que regem os processos vitais das células, tais como:

    • Produção de macromoléculas 
    • Controle dos processos de divisão 
    • Diferenciação, entre outros.

    Além disso, já vimos anteriormente que o DNA é também o responsável pela transmissão de características herdáveis. Neste sentido, é importante mencionar que a hereditariedade é vital para a história evolutiva. Apenas por causa dessa característica, as vantagens genéticas podem ser passadas para a prole.

    Função de replicação e transcrição:

    Quando o assunto é função do DNA, dois processos merecem destaque: a replicação e a transcrição. 

    Replicação: Referimos ao processo de replicação quando cópias idênticas à cópia de uma molécula de DNA são formadas. Para que esse processo ocorra, o DNA desenrola-se parcialmente e inicia-se a síntese de uma nova fita a partir da fita do DNA que será copiada.

    Nesse sentido, o processo é considerado semiconservativo, pois o novo DNA formado apresentará uma fita nova do DNA original.

    Transcrição: Já o processo de transcrição é aquele no qual o DNA é usado para a formação de uma molécula de RNA. Nesse processo, o DNA abre-se em um ponto, e uma das fitas é usada como molde para a síntese de RNA. À medida que o RNA é transcrito, o DNA é fechado novamente.

    Um ponto interessante a ser destacado é que, durante o processo de transcrição, quem se emparelha com a adenina da fita molde é a uracila uma base nitrogenada encontrada no RNA e ausente no DNA.

    Resumindo:

    O DNA é uma molécula extremamente importante para os seres vivos e que possui as seguintes funções:

    • Armazenar e transmitir as informações genéticas.
    • Funcionar como molde para a síntese da molécula de RNA. O DNA, portanto, é fundamental para a síntese de proteínas, uma vez que contém as informações que comandam a síntese de RNA.

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    DNA e RNA: qual é a diferença?

    DNA e RNA são ácidos nucléicos que possuem diferentes estruturas, mas que apresentam funções indispensáveis para o metabolismo e a reprodução de um organismo.

    Enquanto o DNA é responsável por armazenar as informações genéticas dos seres vivos, o RNA atua na produção de proteínas.

    Além disso, essas macromoléculas são subdivididas em unidades menores que são chamadas de nucleotídeos, mas a unidade formadora de ambas é composta por três componentes: fosfato, pentose e base nitrogenada.

    A pentose presente no DNA é a desoxirribose, já no RNA trata-se da ribose e, por isso, a sigla DNA significa ácido desoxirribonucleico e RNA é o ácido ribonucleico.

    Além disso, as bases nitrogenadas presentes no DNA são citosina, guanina, adenina e timina. Já no RNA, são encontradas a citosina, guanina, adenina e uracila. Outra diferença é que o DNA apresenta duas fitas, e o RNA possui uma fita simples.

    Teste de DNA: para que serve?

    O teste de DNA é basicamente a leitura dos genes de uma pessoa. A partir deste exame, é possível saber qual é a estrutura do gene, em quais cromossomos estão localizados, se estão modificados ou danificados.

    Nesse sentido, através do teste de DNA, é possível conhecer a paternidade de alguém, identificar pessoas, encontrar culpados em investigações criminais e também verificar a probabilidade do desenvolvimento de algumas doenças e a chance de serem transmitidas para futuras gerações. 

    Entenda os detalhes sobre cada situação:

    Exame de DNA para teste de paternidade:

    O exame de DNA pode ser realizado para verificar o grau de parentesco entre pai e filho. Nesse sentido, é preciso que seja coletada uma amostra biológica da mãe, do filho e do suposto pai, que é enviada ao laboratório para que seja feita a análise.

    O teste de DNA pode ser feito a partir de qualquer amostra biológica, como sangue, fios de cabelo, esperma ou saliva. Desta forma, são realizadas análises moleculares para que possa ser identificada toda a estrutura do DNA humano e, assim, verificar a compatibilidade entre as amostras.

    Apesar deste exame ser mais solicitado após o nascimento, ele também pode ser feito ainda durante a gestação.

    Teste de DNA em Investigações Criminais: 

    Em investigações criminais, normalmente a análise de DNA é feita para identificar se um suspeito é culpado ou não. Isso ocorre em razão de que, muitas vezes, em cenas de crimes, é encontrado material biológico do culpado, como sangue e cabelos. Através desse material, é possível observar o DNA e compará-lo com o dos suspeitos. Como o DNA é único para cada indivíduo, fica fácil saber quem é o culpado.

    Teste de DNA para rastrear doenças: 

    Este exame pode identificar possíveis alterações no DNA da pessoa, podendo indicar a probabilidade do desenvolvimento de doenças hereditárias e o potencial de se transmitir para futuras gerações.

    Nesse sentido, qualquer pessoa pode fazer o teste, mas é principalmente indicado para os seguintes problemas:

    • Vários tipos de câncer;
    • Doenças cardíacas;
    • Síndromes neurológicas e esqueléticas;
    • Alzheimer;
    • Diabetes tipo 1 e tipo 2;
    • Síndrome das pernas inquietas;
    • Intolerância à lactose;
    • Mal de Parkinson;
    • Lúpus;
    • Abortos de repetição que podem ser causados por problemas genéticos. 
    29 de julho de 2020
  • Exames gestacionais: entenda quais são e quando devem ser realizados

    Os exames gestacionais são exames realizados ao longo de toda a gravidez com objetivo de acompanhar o desenvolvimento e a saúde do bebê, bem como da futura mãe. Dessa forma, as avaliações são feitas durante o pré-natal, para identificar se está tudo correndo como o esperado, se há alterações relacionadas ao bebê, ou riscos para a gestação.

    Neste sentido, durante os 9 meses de gravidez, o obstetra solicita diferentes exames físicos, laboratoriais e de imagem para verificar de perto toda evolução desta incrível jornada que é gerar um filho. Além disso, os cuidados do pré-natal visam garantir que mãe e bebê cheguem com saúde e segurança ao momento do parto.

    Vale esclarecer que os exames gestacionais, realizados pelas mulheres que já estão grávidas, muitas vezes são confundidos com os exames pré-gestacionais. Também chamados de exames pré-concepcionais, esses testes são solicitados pelo médico para as pessoas que estão se preparando para a gravidez. Desta forma, as mulheres que estão planejando engravidar devem procurar um especialista que vai orientar sobre os cuidados e exames indicados para uma gestação saudável e segura.

    Leia também: o que é reprodução assistida?

    Estou grávida, e agora? Que exames gestacionais devo fazer?

    Assim que a mulher desconfia ou já tem certeza de que está grávida, o indicado é que procure um médico, o quanto antes, para receber as primeiras orientações e começar logo o pré-natal. Neste sentido, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gestante deve realizar pelo menos oito consultas de pré-natal, para que haja acompanhamento adequado de cada fase da gestação.

    De qualquer forma, o número de consultas depende da conduta de cada médico, e também da realidade de cada gestação. Em geral, a paciente é orientada a visitar o obstetra mensalmente, até o sétimo mês de gravidez. No oitavo, o ideal é consultar o especialista a cada quinzena, e no nono e último mês, as consultas passam a ser semanais.

    Neste sentido, em cada consulta, o médico realiza exames clínicos e avalia o peso da gestante, a pressão arterial e a circunferência abdominal. Além disso, ele indica alguns exames gestacionais, como de sangue, de urina, ginecológicos e ultrassonografias para detectar se há problemas ou doenças que podem afetar a criança ou o seu desenvolvimento no útero .

    Em cada encontro, o médico faz uma avaliação geral da gestação:

    • Mede a pressão arterial;
    • Verifica o peso da gestante;
    • Afere a altura do útero e da circunferência abdominal;
    • Ausculta os batimentos cardíacos do feto;
    • Solicita exames médicos (laboratoriais, de imagem e outros, se necessário);

    Cada trimestre da gestação requer exames gestacionais específicos, mas, dependendo do caso de cada gestante, de acordo com a sua idade e saúde, o obstetra pode solicitar também outras avaliações complementares.

    Quais exames gestacionais são solicitados no 1º trimestre da gravidez?

    Os exames gestacionais do primeiro trimestre de gravidez devem ser feitos até a 13ª semana de gestação. Neste sentido, eles são importantes para avaliar a saúde da gestante, o risco da mãe passar algumas doenças para o bebê, e também servem para identificar malformações e possíveis riscos de aborto espontâneo.

    Além disso, é importante lembrar que, em cada consulta, são realizados exames físicos que medem o peso da mãe, a altura uterina (para acompanhar o crescimento do feto a pressão arterial (para avaliar o risco de eclâmpsia ), além de escutar o coração do bebê.

    Veja quais são os exames gestacionais do primeiro semestre:

    EXAMES DE SANGUE

    Os exames de sangue são exames realizados em laboratório e que ajudam a detectar possíveis sinais de inflamações, infecções e outras informações importantes para assegurar a saúde da mãe e do bebê. 

    • Hemograma completo: serve para verificar se há alguma infecção ou anemia.
    • Tipo sanguíneo e fator Rh: importante quando o fator Rh dos pais é diferente, quando um é positivo e outro é negativo. Se a mãe for Rh negativo, é indicado a realização do exame de Coombs indireto.
    • Glicemia de Jejum: solicitado para diagnosticar ou acompanhar o tratamento da diabetes gestacional. Se a mãe for diagnosticada com a doença, o exame é repetido no segundo trimestre de gestação. Além disso, entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, o médico pode indicar o exame TOTG.
    • Tireoide: usado para avaliar o funcionamento da tireoide. É solicitado os níveis de TSH, T3 e T4, pois o hipertireoidismo pode levar ao aborto espontâneo.
    • Sorologias Infecciosas: algumas infecções por vírus, parasitas ou bactérias podem ser transmitidas ao bebê durante o parto, ou através da placenta. O exame de sorologia testa para:
    • VDRL: verifica se há sífilis, uma doença sexualmente transmissível, que se não for tratada, pode levar a malformação do bebê ou aborto espontâneo.
    • HIV: identifica se há presença do vírus HIV, que provoca a AIDS. Se a mãe for devidamente tratada, as chances do bebê se contaminar são baixas.
    • Hepatite B (HbsAg) e C: serve para diagnosticar as hepatites B e C. Se a mãe receber tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.
    • Toxoplasmose IgM e IgG: verifica se a mãe já teve contato com o protozoário Toxoplasma gondi, que pode causar malformação no bebê. Caso não seja imune, ela deverá receber orientações para evitar a contaminação.
    • Rubéola: usado para diagnosticar se a mãe possui rubéola, pois esta doença pode provocar malformação nos olhos, coração ou cérebro do bebê, além de aumentar o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro.
    • Citomegalovírus ou CMV: diagnostica a infecção pelo citomegalovírus, que, quando não é devidamente tratada, pode causar restrição de crescimento, microcefalia, icterícia ou surdez congênita no bebê.

    EXAMES DE URINA

    O exame de urina é um teste laboratorial que analisa, de forma microscópica, as células, bactérias e cristais eventualmente presentes na urina . É um procedimento indolor e de fácil coleta que fornece informações sobre doenças como infecções urinárias, problemas nos rins, entre outros.

    • Urocultura + urina tipo I: os exames de urina e urocultura verificam se há infecção urinária, que é muito comum durante a gestação, e pode levar ao parto prematuro. 

    EXAMES DE FEZES

    O exame de fezes é um exames de rotina muito comum . A partir de uma pequena amostra coletada pelo paciente, o laboratório pode identificar possíveis microrganismos e outras anomalias causadora de doenças.

    • Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica): investiga a presença de parasitas no intestino que podem provocar, entre outros problemas, a anemia. 

    EXAMES DE ULTRASSOM

    O ultrassom é um exame de imagem muito importante para o acompanhamento da gestante e do bebê. Com este aparelho é possível identificar malformações, anomalias no feto, doenças congênitas, entre várias outras condições.

    • Ultrassonografia obstétrica transvaginal: o primeiro ultrassom é geralmente realizado entre a 8ª e a 10 ª semana de gestação. Ele confirma a existência e a quantidade de embriões, calcula o tempo de gestação e define se o bebê está situado dentro do útero.
    • Ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre : ocorre entre a 11ª semana e 3 dias a 13ª semana e 6 dias. O exame mede a translucência nucal e avalia o risco de algumas síndromes cromossômicas, como por exemplo a Síndrome de Down.

    EXAMES GINECOLÓGICOS

    Os exames ginecológicos fazem parte da rotina de todas as mulheres e tem como objetivo a prevenção ou detecção precoce de doenças pré existente nas mães, ou que podem surgir durante a gravidez .

    • Citopatológico de colo de útero (Papanicolau ): verificar a presença de alterações no colo do útero que possam ser indicativos de câncer, por exemplo.
    • Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica): os exames ginecológicos servem para avaliar inflamações vaginais e infecções, como a Candidíase, que podem prejudicar o bebê se não forem tratadas. Além disso, também ajuda a identificar doenças sexualmente transmissíveis, como Gonorreia e Clamídia.

    Quais exames gestacionais são solicitados no 2º trimestre da gravidez?

    Os exames gestacionais do segundo trimestre da gravidez, ou seja, aqueles que são realizados entre a 13ª 24ª semanas, dão continuidade aos cuidados do pré-natal. Assim, mesmo que essa fase seja considerada mais tranquila, quando os enjoos e mal-estar já diminuíram, bem como o risco de aborto espontâneo, ainda é preciso acompanhar o desenvolvimento e a saúde do bebê e da gestante. 

    Neste sentido, diferente do que acontece no início da gestação, quando o acompanhamento médico é mais focado na saúde da futura mãe, os exames realizados no segundo trimestre são mais direcionados para acompanhar o crescimento do bebê. São eles:

    EXAMES CLÍNICOS:

    Os exames clínicos são exames realizados pelo obstetra em todas as consultas do pré natal para avaliar as condições físicas da mulher grávida e acompanhar o desenvolvimento do feto. 

    • Pressão Arterial: a medição da pressão arterial na gravidez é muito importante para avaliar o risco de pré-eclâmpsia, que acontece quando a pressão está alta. Esta situação aumenta as chances de parto prematuro. Além disso, a pressão alta pode ser causada por alimentação desequilibrada ou malformação da placenta, o que pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê.
    • Altura do útero: a medida da altura do útero é feita periodicamente para acompanhar se o crescimento do bebê está compatível com o tempo de gestação. 

    EXAMES DE SANGUE: 

    No segundo trimestre, são repetidas algumas sorologias já realizadas no início da gestação, como:

    • Hemograma completo: o hemograma, no segundo trimestre da gravidez, permite avaliar a quantidade de hemácias, hemoglobinas, leucócitos e plaquetas da mulher e, assim, verificar se há anemia, que é bem comum nesta etapa da gravidez.
    • Sorologia para HIV: realizado para descartar a presença do vírus causador da Aids.
      Sorologia para VDRL: feito para verificar se a mãe é portadora da bactéria responsável pela sífilis, o Treponema pallidum.
    • Reação para Toxoplasmose: solicitado para constatar se a mãe possui ou não imunidade contra a toxoplasmose, causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que pode ser transmitido ao bebê.
    • Rubéola: serve para confirmar se a gestante tem a doença que pode causar malformação nos olhos, coração ou cérebro do bebê, e também aumenta o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro.
    • Hepatite B e C: o exame é repetido para verificar se a mãe tem o vírus da hepatites B e C. Com o devido tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.
    • Citomegalovírus: confirma se há infecção pelo citomegalovírus. Sem tratamento adequado, pode causar problemas no crescimento, microcefalia, icterícia ou surdez congênita no bebê.
    • Glicemia (tolerância oral a glicose 75 mg): esse exame é indicado para as pacientes com diagnóstico normal de glicemia de jejum verificada no primeiro trimestre. É recomendado que seja realizado entre 24 e 28 semanas para descartar diabetes gestacional. Conhecido como PTGO ou TOTG, o exame é feito através da coleta de uma amostra de sangue, antes e depois da mulher tomar o Dextrosol, que é um líquido açucarado. Além disso, novas coletas de sangue são feitas em 30, 60, 90 e 120 minutos após tomar o Dextrosol, completando 2 horas da ingestão do líquido.
    • Outros exames: o médico poderá solicitar também outros exames, como ureia, creatinina e ácido úrico, enzimas hepáticas.

    EXAMES DE URINA E FEZES:

    Esses exames também são repetidos para descartar possíveis infecções, inclusive Dsts.

    EXAMES DE ULTRASSOM:

    Exame inofensivo para mães e bebês, a ultrassonografia também está presente no segundo trimestre da gravidez . Neste sentido, o exame é fundamental para acompanhar a formação do bebê, seu ritmo de crescimento, e outros pontos importantes para chegar com saúde até o parto.

    • Ultrassonografia transvaginal de segundo trimestre: mede o comprimento do colo útero para avaliar os riscos e prevenir um parto prematuro.
    • Ultrassonografia morfológica de segundo trimestre: avalia toda a morfologia do feto, a posição da placenta, a quantidade de líquido amniótico e a medida do colo uterino. Além disso, o exame também pode identificar malformações fetais estruturais, como fenda labial e anomalias congênitas cardíacas. Geralmente, é realizado entre a 20ª e 24ª semana, quando, muitas vezes, se descobre o sexo do bebê.
    • Ultrassom (3D ou 4D): esse exame é um complemento do ultrassom tradicional. Permite ver o rosto do bebê e avaliar com mais precisão alguma malformação, já que as imagens são mais detalhadas. 

    EXAMES GINECOLÓGICOS:

    Os exames ginecológicos também fazem parte dos exames realizados no segundo trimestre de gestação. Neste sentido é possível acompanhar o surgimento de alguma doenças que possa afetar a saúde da mãe, do bebê ou colocar a gravidez em risco.

    • Teste de Fibronectina Fetal: feito entre a 22ª e a 36ª semana de gestação, através da coleta de de secreção vaginal e do colo do útero, verifica se há risco de parto prematuro. É recomendado que a mulher não apresente sangramento genital e nem tenha tido relações sexuais 24 horas antes do exame.
    • Avaliação do corrimento vaginal e do colo do útero: serve para descartar a presença de eventuais doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia e a clamídia. 

    Quais exames gestacionais são solicitados no 3º trimestre da gravidez?

    Os exames gestacionais do terceiro trimestre, que compreende da 27ª semana de gestação até o nascimento, tem como objetivo avaliar o desenvolvimento do bebê para se certificar de que não haverá problemas durante o parto. 

    Nesta última etapa da gravidez, é quando o bebê cresce e engorda mais. Neste sentido, as consultas com o obstetra são mais focadas na preparação para o parto e no acompanhamento do bebê, já que as estruturas mais importantes já estão todas formadas.

    Veja os exames gestacionais que devem ser realizados na última fase da gestação, bem como alguns que já foram feitos nos trimestres anteriores e que podem ser repetidos. 

    EXAMES CLÍNICOS:

    No segundo trimestre, os exames clínicos continuam sendo muito importantes para acompanhamento das gestantes e dos bebês. O médico verifica as condições físicas da grávida e avalia o desenvolvimento do nenê. 

    • Pressão Arterial: assim como no primeiro e segundo trimestre, medir a pressão arterial da gestante é extremamente importante. No terceiro trimestre de gestação, a preocupação maior é com o parto prematuro, a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia.
    • Altura do útero, Peso e Circunferência da barriga: a medição da altura do útero, da circunferência da barriga e a pesagem da gestante são feitas em cada consulta de pré-natal. No último trimestre, o bebê ganha peso efetivamente, passando de uma média de 1kg na 28ª semana, para até mais de 3kg após as 40 semanas.
    • Toque: a partir da 35ª semana, o obstetra já pode realizar o exame de toque, para avaliar a posição do bebê e se há início de dilatação no colo do útero.

    EXAMES DE SANGUE: 

    No terceiro trimestre, são repetidos alguns exames já realizados.

    • Hemograma completo: o hemograma, no terceiro trimestre da gravidez, é repetido para confirmar se a mãe está bem para enfrentar o parto.
    • Sorologia para HIV: para descartar presença do vírus causador da Aids.
    • Sorologia para VDRL (sífilis): confirma se a mãe não é portadora da bactéria da Treponema pallidum, responsável pela sífilis.
    • Reação para Toxoplasmose: para verificar se a mãe possui ou não imunidade contra a toxoplasmose, causada pelo parasita Toxoplasma gondii e que pode ser transmitida ao bebê.
    • Hepatite B e C: o exame é repetido para averiguar se a mãe tem o vírus da hepatites B e C. Com o devido tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.

    EXAMES DE ULTRASSOM:

    Também chamado de ultrassonografia ou ecografia, o exame de ultrassom usa ondas de som de alta frequência e produz imagens muito nítidas do bebê, da placenta, do próprio útero e de outros órgãos. No terceiro trimestre da gravidez, permite ao obstetra acompanhar bem de perto a evolução e a saúde do bebê.

    • Ultrassonografia obstétrica para avaliação do crescimento fetal: realizada (entre 34 e 37 semanas).
    • Perfil biofísico do bebê: realizado após a 28ª semana, este teste avalia os movimentos do bebê, assim como a quantidade de líquido amniótico. Dessa forma, se algum destes valores estiver errado, pode significar que o bebê está passando por algum problema e pode precisar fazer um parto precoce.
    • Monitoramento do batimento cardíaco fetal: este exame avalia o ritmo cardíaco do bebê dentro do útero e ajuda a identificar se existe algum problema com o seu desenvolvimento. Este tipo de monitoramento também é feito durante o parto para garantir que tudo está correndo bem, e também pode ser feito várias vezes após a 20ª semana de gestação.

    EXAMES GINECOLÓGICOS:

    Os exames ginecológicos também fazem parte do último trimestre da gravidez. De carácter preventivo, avalia possíveis infecções que podem prejudicar o bebê. 

    • Pesquisa do estreptococo do grupo B: realizado entre a 35ª e 37ª semanas, o exame é feito através de coleta do material do canal vaginal. A bactéria streptococcus B é bastante comum no trato reprodutivo e, geralmente, não provoca qualquer tipo de problema ou sintoma na mulher. Porém, quando esta bactéria entra em contato com o bebê durante o parto, pode causar infecções graves como meningite, pneumonia ou até uma infecção de todo o corpo.

    CARDIOGRAFIA:

    Realizada após as 32 semanas de gravidez, a cardiotocografia é feita para avaliar os batimentos cardíacos e os movimentos do bebê. Nesse sentido, cintos elásticos com sensores são colocados na barriga, monitorando os batimentos cardíacos do bebê e a intensidade e frequência das contrações do útero. Esse exame é muito utilizado durante o trabalho de parto, para avaliar o bem-estar do bebê enquanto o nascimento não aconte. 

    Quais exames gestacionais são solicitados para gravidez de risco?

    Já sabemos a importância do pré-natal e quais exames gestacionais são solicitados em cada um dos trimestres de uma gravidez normal. Porém, cada gestação é única e alguns fatores relacionados à mãe ou ao bebê podem torná-la uma gravidez de risco. 

    Neste sentido, algumas grávidas podem necessitar de cuidados extras e exames gestacionais adicionais para garantir sua saúde e a do seu filho.

    Para os médicos, a gravidez de risco pode ocorrer quando existem doenças maternas prévias à gestação, antecedentes de intercorrência em gestação anterior, ou condições obstétricas de risco para a gestação atual. Além disso, engloba qualquer aspecto que fuja do curso normal de uma gravidez típica, em uma mulher que não apresente nenhum problema prévio de saúde e que ponha em risco a saúde da mãe ou do bebê. 

    Fatores que elevam o risco de uma gravidez:

    Nenhuma mulher escolhe ter uma gravidez de risco, e muitas vezes esse risco é consequência de fatores alheios à vontade ou controle da mãe. Porém, dependendo do caso, alguns fatores podem ser evitados ou tratados, deixando a gravidez o mais saudável possível.

    Quadro demonstrativo de fatores a serem evitados ou tratados para deixar a gravidez mais saudável

    Quando a gravidez é considerada de risco, ou de alto risco alto, o acompanhamento é feito de forma mais frequente com a realização de exames gestacionais mais específicos, como:

    • Perfil bioquímico fetal: o exame ajuda no diagnóstico de doenças genéticas no bebê;
    • Biópsia do vilo corial e/ou cariótipo fetal: realizado para diagnosticar doenças genéticas;
    • Ecocardiograma fetal e eletrocardiograma: avalia o funcionamento do coração do bebê. Normalmente, é indicado quando alguma alteração cardíaca no bebê já tenha sido detectada em exames anteriores;
    • MAPA: indicado para mulheres hipertensas, para verificar o risco de pré-eclampsia;
    • Amniocentese: detecta doenças genéticas, como a síndrome de Down e infecções. Deve ser realizado entre a 15ª e 18ª semana de gestação;
    • Cordocentese: também conhecido como amostra de sangue fetal, serve para detectar alguma deficiência cromossômica no bebê ou suspeita de contaminação por rubéola e toxoplasmose tardia na gravidez.

    RESUMINDO: EXAMES GESTACIONAIS DO PRÉ-NATAL

    Resumo dos exames gestacionais do pré natal

    Exames gestacionais X Exames pré- gestacionais: entenda a diferença 

    Como já vimos, os exames gestacionais são todos aqueles realizados ao longo dos 9 meses de gravidez, ou seja, fazem parte do pré-natal das gestantes. Por outro lado, os exames pré-gestacionais, também chamados de pré-concepcionais, são exames destinados às mulheres que planejam engravidar e querem estar preparadas para uma gravidez saudável.

    Para as futuras mamães, o primeiro passo é buscar um especialista e realizar a consulta pré-concepcional. Desta forma, o médico faz uma avaliação completa para conhecer o histórico clínico, ginecológico e obstétrico da paciente. Além disso, ele já realiza exames físicos e solicita os exames laboratoriais.

    Conheça os exames realizados antes da gravidez:

    Histórico Clínico:

    Serve para identificar e tratar possíveis doenças prévias, como diabetes e hipertensão arterial, que afetam o desenvolvimento do futuro bebê, bem como a saúde da mãe. Importante também para orientação sobre hábitos de vida, como tabagismo e alcoolismo, que prejudicam uma gravidez.

    Histórico Ginecológico e Obstétrico:

    Para verificar a ocorrência de gestações anteriores, intervalo entre elas, partos e possíveis intercorrências, como abortamento e pré-eclâmpsia.

    Exame Físico:

    Avalia a pressão arterial, o peso e a altura da paciente. Além disso, serve de base para uma orientação nutricional adequada e informações sobre hábitos saudáveis que devem ser cultivados, como manter uma atividade física regular.

    Exames Laboratoriais: 

    Como ponto de partida o médico solicita:

    1. Hemograma
    2. Glicemia 
    3. Função da Tireóide 
    4. Sorologias infecciosas 
    5. HIV 
    6. Hepatites B e C: com sorologia negativa para B, indica-se tomar a vacina antes da gravidez
    7. Rubéola: se sorologia for negativa, há indicação vacinação prévia à gravidez
    8. Sífilis

    Com testes negativos de HIV, hepatites B e C e sífilis, a paciente é orientada sobre os cuidados preventivos. Se os resultados forem positivos, ela deve ser esclarecida acerca dos tratamentos disponíveis para reduzir o risco de transmissão vertical (para o recém-nascido), além de ser aconselhada sobre a importância do diagnóstico e tratamento do parceiro.

    Se você já está planejando ter um filho, e quer se preparar para este grande momento, veja algumas dicas da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva para quem quer engravidar:

    8 de julho de 2020
  • Espermograma: entenda como esse exame funciona

    Espermograma é um exame laboratorial que analisa a qualidade do sêmen e é considerado a forma mais importante para averiguar a capacidade reprodutiva dos homens. O exame é realizado quando existe alguma condição física, imunológica ou genética que possa alterar as condições espermáticas e interferir na fertilidade masculina.

    O espermograma é feito a partir de uma amostra coletada por meio de masturbação e avalia desde o aspecto do ejaculado em si, até a quantidade e as condições dos espermatozoides. Esta análise é feita de acordo com critérios definidos pela Organização Mundial da Saúde. 

    Além de verificar a fertilidade masculina, o espermograma é usado também para detectar outros fatores da saúde do homem, como as condições da próstata e o funcionamento dos testículos após cirurgia de vasectomia.

    Espermograma e infertilidade masculina  

    Aproximadamente 15% dos casais apresentam dificuldades de engravidar após um ano de relações sexuais desprotegidas. Nos casais inférteis, o fator masculino é o único responsável em cerca de 20% dos casos e contribui em outros 30-40%. Por isso, é indicada uma investigação completa da fertilidade do homem, que inicia com a avaliação feita por um urologista ou especialista em reprodução masculina.

    Além disso, sabe-se que a infertilidade masculina pode ser causada por uma variedade de dificuldades. Nesse sentido, algumas condições são identificáveis e reversíveis, como obstrução ductal e hipogonadismo. Outras, no entanto, são irreversíveis, como atrofia testicular bilateral secundária a orquite viral.  

    Desta forma, uma investigação completa permite ao casal entender melhor a base de sua infertilidade e avaliar o melhor caminho a seguir.

    Conhecer o real potencial reprodutivo também é importante para homens solteiros ou casais homoafetivos que desejam um dia se tornar pais, pois é necessário estar bem preparado para quando o momento chegar. Vale ressaltar que um homem com histórico de fertilidade anterior pode ter adquirido algum novo fator de infertilidade masculina, e, portanto, deve ser avaliado.

    Espermograma: pré-requisitos e contra-indicações

    O Espermograma, também chamado de análise do sêmen, contagem espermática, citologia seminal ou estudo da morfologia espermática é realizado a partir de uma amostra de sêmen obtida através de masturbação.

    A recomendação, por sua vez, é que o homem fique de dois a cinco dias em abstinência sexual antes de realizar a coleta. Além disso, é importante que o paciente ejacule dentro do frasco e não faça uso de lubrificantes, pois essas condições interferem no resultado do exame. Não há necessidade de jejum alimentar ou nenhum outro tipo de cuidado pré ou pós-exame.

    É importante salientar que o espermograma pode ser feito por qualquer homem em idade reprodutiva, sem nenhuma contra-indicação. Nesse sentido, por se tratar de um exame de coleta e análise laboratorial, não invasivo e indolor, o espermograma não envolve complicações ou riscos à saúde .

    O que o espermograma analisa?

    A amostra de sêmen coletada pelo espermograma é enviada ao laboratório, onde passa por dois tipos de análise: 

    1. Análise macroscópica, feita a “olho nu”: são avaliadas as condições físicas do sêmen como o volume, viscosidade, liquefação, coloração e pH (acidez);
    2. Análise microscópica verificam-se a concentração de espermatozóides, a motilidade total e progressiva, a vitalidade dos gametas e sua estrutura. Também são medidas as quantidades de leucócitos no esperma (células de defesa do nosso corpo) e de compostos como ácido nítrico e frutose.

    Normalmente, são solicitadas duas coletas, com intervalo de 15 dias, para que se possa comparar os resultados. Caso os achados sejam muito diferentes, um terceiro exame deve ser realizado.

    Quais problemas e alterações podem ser identificados pelo espermograma?

    Os dados encontrados nos espermogramas podem ajudar a diagnosticar as possíveis causas da infertilidade masculina, bem como sugerir outros problemas de saúde do homem.

    Problemas na próstata

    A análise da viscosidade e acidez do sêmen pode indicar problemas com a próstata.  Exames complementares, como toque retal ou biópsia podem ser solicitados pelo médico para confirmar ou descartar possíveis diagnósticos.

    Azoospermia

    É a ausência de espermatozoides no sêmen, que pode ser causa de infertilidade. A ausência do gameta masculino geralmente é decorrente de infecções bacterianas, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), ou obstrução nos canais seminais.

    Oligospermia

    É uma baixa concentração de espermatozóide por ml, muitas vezes originada por infecções no sistema reprodutor, varicocele, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). A Oligospermia pode acontecer também como efeito colateral do uso de certos medicamentos, como cetoconazol e ou metotrexato.

    Atenozoospermia

    Ocorre quando os valores de motilidade (progressiva ou não progressiva) e vitalidade são menores do que o padrão (menos de 58%). Além disso, ela pode ser causada por stress, alcoolismo ou doenças auto-imunes, como HIV, entre outras.

    Teratozoospermia

    São espermatozoides de má formação com alterações morfológicas. As principais causas são varicocele, uso de drogas ou inflamação no sistema reprodutor.

    Hipospermia

    É o caso em que o volume de sêmen ejaculado é abaixo de 1,5 ml. Esta situação pode estar relacionada com problemas de próstata e alterações nas vesículas seminais.

    Necrospermia 

    Porcentagem de espermatozóides vivos abaixo de 58%. São casos bem raros, que têm como possíveis causas problemas hormonais, câncer prévio nos testículos, infecções nos testículos, uso de drogas e álcool, longos períodos sem ejaculação, idade avançada entre outros.

    Leucocitospermia 

    Caso de alta concentração de leucócitos na amostra seminal, causada por: 

    • Orquite
    • Prostatite
    • Cistite 
    • Uretrite
    • Vesiculite 
    • DSTs.

    Crisptozoospermia  

    Após centrifugação do volume ejaculado são encontrados raros espermatozoides.

    Espermograma e tratamentos complementares

    Vale lembrar que o espermograma é um dos primeiros exames solicitados na investigação da fertilidade e da saúde masculina. Outros exames complementares podem ser necessários para se chegar a um  diagnóstico preciso, tais como:

    • Fragmentação de DNA: identifica áreas fragmentadas no DNA que podem ser responsáveis por má qualidade dos embriões, pela dificuldade de gravidez ou abortos de repetição.
    • Espermograma sob magnificação (super ICSI): exame realizado por microscópio que aumenta em até mil vezes a visualização do espermatozóide. Identifica parâmetros como vacúolos ou buraco associados à piora da fertilização.
    • FISH: analisa alterações no número de cromossomos presentes nos espermatozoides, como as dissomias (quando existem alguns cromossomos a mais) ou as diplóides (duplicação de todos os cromossomos no espermatozoide).
    • Carga viral: é feito para pacientes com sorologias alteradas, como HIV, Hepatite, HTLV, para que no dia da fertilização seja utilizado um sêmen testado previamente e livre de quaisquer contaminações.

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    22 de abril de 2020
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