Categoria: Tratamentos

  • Teste ERA: o que é e quem deve fazer?

    O teste ERA ou teste de receptividade endometrial é um exame molecular que avalia o estado do endométrio de cada paciente e identifica o melhor período para realizar a transferência do embrião ao útero da futura mãe. É indicado, por sua vez, para mulheres que já passaram por falhas de implantação, após transferência de três ou mais embriões nas Fertilizações in Vitro, ou tiveram vários abortos de repetição. 

    Além disso, aproximadamente 20% das mulheres de todo o mundo possuem dificuldade para engravidar por causa do endométrio. Nesse sentido, o teste ERA é um grande aliado para melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos destes casos. 

    O exame foi criado pelo laboratório espanhol Igenomix, líder mundial em genética na reprodução humana, e personaliza a janela de implantação de cada mulher. Com o resultado, é possível aumentar significativamente a chance de engravidar, diminuindo a possibilidade de perdas gestacionais. 

    Teste ERA e receptividade endometrial: qual a relação? 

    O teste ERA analisa a receptividade endometrial de cada paciente. Dessa forma, o endométrio é receptivo quando está pronto para que a implantação do embrião aconteça. Este período de receptividade, por sua vez, é chamado de janela de implantação, ou seja, é o período propício para o embrião se fixar no endométrio, se desenvolver e dar continuidade à gestação.  

    É importante ressaltar que cada mulher tem uma janela única, dependendo do seu ciclo menstrual. O embrião, em geral, se fixa no útero entre os dias 19 e 21 de cada ciclo, mas, em algumas mulheres, pode ser antes ou depois deste período. O teste ERA, portanto, analisa geneticamente as células do endométrio da mulher, indicando a janela de implantação de cada uma. Desta maneira, é possível transferir os embriões no momento certo.

    O que é Endométrio?

    O endométrio é o tecido que reveste a parede interna do útero e tem papel fundamental para que a gravidez aconteça. Ele recebe o embrião e ajuda sua fixação no útero. 

    Contudo, caso este tecido não esteja preparado, o embrião, mesmo de boa qualidade, não terá forças para dar continuidade ao seu desenvolvimento sozinho. Além disso, este tecido é altamente influenciado pela oscilação hormonal da mulher. Quando não ocorre a gravidez, ele é liberado em forma de menstruação. Ou seja, o sangue da menstruação é o endométrio que descama do útero.   

    O teste ERA e a Fertilização in Vitro

    O teste ERA é utilizado apenas nos tratamentos de Fertilização in Vitro, pois permite a avaliação da receptividade do endométrio antes de iniciar cada procedimento de FIV. Dessa forma, mesmo quando o exame identifica um endométrio não receptivo, o especialista em reprodução humana pode personalizar a janela de implantação e aumentar as chances de sucesso na Fertilização in Vitro (FIV). 

    Quando o teste ERA é realizado?

    O teste ERA é realizado antes da transferência embrionária. Neste momento, algumas condições devem estar favoráveis para o êxito do procedimento. Uma dessas condições é o preparo endometrial. Em outras palavras, o endométrio precisa estar receptivo para receber o embrião. 

    Ao longo do ciclo menstrual, o endométrio sofre a ação de hormônios e se torna progressivamente mais espesso. Por isso, caso haja algum distúrbio nesse processo, pode haver uma falha de implantação.

    Como o Teste ERA é realizado?

    O teste ERA avalia se o endométrio está receptivo ou não. Para isso, é feita uma biópsia do endométrio, que analisa a expressão de 238 genes do tecido endometrial, que estão ligados à janela de implantação de cada mulher. 

    Dessa forma, um sistema computadorizado analisa estes genes e os classifica como “Receptivo” ou “Não Receptivo”, com uma sensibilidade de 99,7% e especificidade de 88,5%. Além disso, cerca de 55 mil mulheres em mais de 1,5 mil clínicas de Fertilização in Vitro em todo o mundo já realizaram o teste ERA, que resultou em uma taxa de gestação de 73% em pacientes com repetidas falhas de implantação.

    Etapas do Teste ERA

    É possível fazer o teste ERA com ou sem uso de medicamentos hormonais para o preparo do endométrio.

    *Os resultados são disponibilizados algumas semanas depois. Por essa razão, a transferência do embrião só é feita no ciclo seguinte, após nova preparação do endométrio. O teste é válido por mais de seis meses.

    Teste ERA: quais são suas vantagens sobre outros exames?

    O teste ERA, desenvolvido pelo laboratório Igenomix, recebeu o prêmio Prize Paper  2016, pela Society for Reproductive Endocrinology and Infertility. O exame, por sua vez, demonstrou uma melhora significativa nas taxas de gravidez, atingindo 85% de sucesso após transferências de embriões geneticamente analisados em endométrios previamente testados e personalizados. 

    Enquanto o método utilizado nos outros exames são procedimentos clássicos baseados em fatores histológicos e sem precisão, o teste ERA demonstrou mais assertividade em seus resultados devido ao sistema computadorizado que analisa os 238 genes envolvidos na receptividade do endométrio.

    Dessa maneira, esta análise permite que, antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida, seja detectado se há ou não necessidade de personalizar a janela de implantação, permitindo, assim, melhores chances de gravidez.

    Se você já passou por abortos de repetição ou por procedimentos de Fertilização in Vitro que não deram certo, converse com o seu médico e veja se o seu caso tem indicação para a realização do teste ERA.

  • Tratamento de Reprodução Assistida: Não adie o seu sonho.

    Em meio a pandemia do Coronavírus, o isolamento social se mostrou a ferramenta mais eficaz para o combate a transmissão dessa doença. Mas sem a possibilidade de sair de casa por tempo indeterminado como ficam as pessoas que optaram por um tratamento de Reprodução Assistida?

    É importante entender que o processo de cada tratamento exige um tempo de preparação antes do início da estimulação ovariana, e que essa preparação pode ser feita mesmo no isolamento, com o acompanhamento de especialistas, para que quando esse período passar, você possa iniciar o seu tratamento conosco o mais rápido possível. Pensando nisso nossa equipe de especialistas desenvolveu um guia com dicas de como utilizar esse tempo na preparação para o seu tratamento de Reprodução Assistida.

  • Para que serve o Exame PGT?

    O PGT exame (teste genético pré-implantacional) é utilizado para rastrear possíveis anomalias genéticas do embrião antes da sua transferência ao útero materno. Além disso, é realizado a partir de biópsia embrionária com o objetivo de evitar doenças e abortos de repetição e, assim, melhorar os resultados dos tratamentos de reprodução humana. 

     Qual é a importância do PGT exame?

    As doenças genéticas ainda não têm cura, mas, através do PGT exame, já é possível prevenir que as futuras gerações sejam afetadas por alguma doença hereditária ou cromossômica. Por esta razão, a medicina reprodutiva tem recorrido ao exame PGT nos tratamentos de Fertilização In Vitro (FIV), a fim de garantir maiores taxas de sucesso de gravidez com bebês saudáveis e livres de doenças.

    Etapas para realizar o exame PGT

    O que é cromossomo e gene?  

    Todas as células que formam o nosso corpo têm, no seu núcleo, 46 cromossomos (23 do pai e 23 da mãe). Sendo assim, o DNA é organizado em cromossomos, e os cromossomos são constituídos por uma substância chamada DNA que contém a nossa informação genética. Esta informação está dividida em milhares de pequenos fragmentos que recebem o nome de genes.  Existem, portanto, duas cópias de cada gene, uma herdada da mãe e outra do pai.

    Que anomalias cromossômicas e genéticas o PGT exame analisa?

    O PGT exame investiga as seguintes alterações:

    • Alteração numérica: é uma anomalia espontânea que afeta o número de cópias de um cromossomo, ou seja, quando um dos cromossomos, em vez de ter duas cópias, tem uma ou três. Além disso, o exemplo mais conhecido é a Síndrome de Down, que tem três cópias do cromossomo 21.
    • Alteração estrutural: é uma anomalia no conteúdo de um cromossomo, ou seja, um fragmento mudou de lugar, posição ou falta.
    • Doenças monogênicas: são anomalias genéticas causadas por uma falha ou mutação em um único gene. Assim, exemplos conhecidos desse tipo de doenças são a Fibrose Cística, a Hemofilia, a Síndrome de X Frágil, a Distrofia Miotônica e a Doença de Huntington, entre outras.

    O que é (PGT-M)?

    PGT-M ( Teste Genético Pré-Implantacional para Doenças Monogênicas) é um exame genético realizado no embrião antes dele ser transferido ao útero. 

    Além disso, o PGT-M avalia genes específicos para diferentes tipos de patologias, permitindo a identificação de embriões saudáveis, que não apresentam nenhum vestígio de doenças herdadas do material genético dos pais. Desta forma, o PGT-M:

    • Aumenta o percentual de êxito por transferência 
    • Diminui os riscos de aborto
    • Eleva muito a probabilidade de se gerar um bebê saudável

    Portanto, famílias portadoras de doenças hereditárias podem eliminar mutações genéticas, identificando os embriões com saúde antes da gestação. Além disso, com o exame PGT-M, é possível proteger os descendentes diretos e, como consequência, as próximas gerações, já que a mutação em questão deixa de existir na família. 

     O que são mutações genéticas identificadas pelo PGT-M exame?

    As mutações genéticas, na maioria das vezes, podem ser um pouco mais “previsíveis”, porque geralmente se apresentaram dentro de uma família alguma vez, nem que seja em um parente mais distante. 

    Porém, existe uma possibilidade menor da doença surgir sem gerar suspeitas, geralmente nos casos de doenças autonômicas recessivas, que se manifestam, muitas vezes, quando o pai e a mãe não possuem uma doença, mas são portadores de um gene com uma mutação genética. 

    O que é PGT-A

    O PGT-A é um exame que tem como objetivo prevenir os riscos de alterações cromossômicas, identificando embriões normais, reduzindo taxas de falhas de implantação, abortamentos e nascimento de bebês com doenças cromossômicas graves.

    O que são alterações cromossômicas?

    As alterações cromossômicas são erros que podem ocorrer durante a divisão das células ou nos gametas. Assim, dependendo do cromossomo afetado em sua quantidade (monossomia ou trissomia) ou alterações parciais de cromossomos, o resultado pode ser uma doença, como a Síndrome de Down, ou até mesmo a interrupção da gravidez com um abortamento espontâneo, que normalmente acontece no primeiro trimestre da gravidez.

    Nesse sentido, os erros de divisão celular ocorrem com mais frequência do que imaginamos. Dessa forma, nas gestações naturais, muitas vezes, nem percebemos estas falhas. Isto ocorre pois os embriões com algumas alterações cromossômicas são incompatíveis com a vida, e as mulheres nem chegam a perceber que estão grávidas.

    Gravidez tardia e exame PGT-A

    Atualmente, é cada vez mais comum mulheres que postergam a maternidade, em decorrência de mudanças de comportamento e estilo de vida. Dessa forma, falta de parceiro, investimento na vida profissional, segundos casamentos, entre outros fatores, fazem com que a maternidade seja adiada. 

    Entretanto, é importante salientar que a gravidez tardia aumenta as chances de possíveis problemas. Além disso, a partir dos 35 anos, inicia a diminuição da fertilidade e passa a ter maior probabilidade de embriões com alteração genética, e a mulher passa a ter 50% de embriões normais e 50% alterados. Assim, conforme a idade vai passando, a taxa de embriões normais vai diminuindo e, aos 40 anos, é possível que a mulher tenha apenas 20% deles. 

    PGT-SR: Um novo exame para pacientes com Rearranjos Estruturais  

    O PGT-SR é um exame que pode aumentar as chances de sucesso nas Fertilizações in Vitro, identificando os embriões cromossomicamente saudáveis em casos de alterações no cariótipo dos genitores.

    Portanto, o exame PGT-SR é realizado de maneira parecida ao PGT-A, analisando todos os cromossomos, mas o PGT-SR identifica, principalmente, rearranjos estruturais desbalanceados em embriões. Sendo assim, estas alterações são detectadas antes da transferência do embrião ao útero materno.

    Doenças que podem ser detectadas pelo PGT exame: 

    Centenas de doenças hereditárias e cromossômicas podem ser detectadas com o pgt exame. Veja aqui algumas delas:

    • Talassemia;
    • Anemia falciforme;
    • Retinoblastoma;
    • Câncer de mama hereditário;
    • Atrofia muscular espinhal;
    • Distrofia miotônica (Steinert);
    • Fibrose cística;
    • Hemofilia A e B;
    • Beta talassemia;
    • Doenças de Huntington;
    • Síndrome do X Frágil;
    • Síndrome de Down;
    • Distrofia muscular Duchenne (masculino);
    • Neoplasia endócrina múltipla do tipo 2ª;
    • Distrofia muscular de Becker;
    • Doença renal policística.

    Perguntas frequentes sobre o PGT exame

    Quando o especialista em reprodução humana indica a realização do PGT exame, é normal termos muitas dúvidas. Assim, abaixo, você pode esclarecer algumas questões sobre o exame. Confira: 

     Para quem o exame PGT (PGT-A, PGT-M e PGT-SR) é indicado?

    • Mulheres com idade avançada, principalmente acima dos 38 anos de idade;
    • Homens diagnosticados com sêmen de baixa qualidade; 
    • Casais que já apresentaram falhas recorrentes em tratamentos anteriores de Fertilização in Vitro;
    • Casais com histórico de aborto de repetição;
    • Casais que tenham filhos portadores de anomalias cromossômicas; 
    • Casais com histórico familiar de doenças genéticas; 
    • Casais com alguma alteração cromossômica conhecida.

    Quando é realizado um PGT exame?

    O PGT exame acontecia no 3º dia após a fecundação do óvulo. Porém, estudos mostraram que o PGT exame, ao ser realizado no 5º dia de desenvolvimento, quando o embrião passa a ser chamado de Blastocisto, aumenta significativamente a taxa de gravidez.

    As etapas da Fertilização In Vitro mudam quando se pede um PGT exame?

    As etapas da Fertilização In Vitro (FIV) não sofrem alterações por conta da realização de um PGT exame. Assim, o processo continua o mesmo, com a estimulação ovariana, coleta dos óvulos, fertilização, fecundação com os espermatozoides e cultivo/formação do embrião.

    Além disso, o PGT exame é realizado, geralmente, no 5º dia de desenvolvimento, e os resultados demoram em torno de 20 dias, quando, então, poderá ser feita a transferência dos embriões saudáveis.

    Resultados do exame PGT e sua relação com a Fertilização In Vitro

    Se você está planejando uma gravidez a partir de uma Fertilização In Vitro e quer ter certeza de que o bebê não terá doenças genéticas hereditárias ou cromossômicas, saiba que é possível recorrer ao PGT exame (Teste Genético Pré-implantacional).

    Além disso, este exame é realizado a partir da biópsia de células do embrião e consegue detectar anomalias genéticas (PGT-M), cromossômicas (PGT-A) e de rearranjos estruturais (PGT-SR). Desta forma, é possível selecionar o embrião saudável e livre de doenças para a transferência ao útero materno. 

    No entanto, é importante, também, conversar com médicos especialistas de clínicas de reprodução assistida para tirar suas dúvidas e escolher o melhor tratamento para realizar o sonho de ter um filho.

    Portanto, agora que você já tirou as suas dúvidas sobre o exame PGT, clique na imagem abaixo e saiba mais sobre os tratamentos de Medicina Reprodutiva que estão disponíveis para você!

    banner Reproducao assistidas tratamentos para gerar vida
  • Barriga de aluguel ou útero de substituição? Entenda as diferenças

    Barriga de aluguel é um termo polêmico, que se tornou popular nos anos 1990 com a novela Barriga de Aluguel. Consiste no processo em que uma mulher gera um bebê em seu útero para outra pessoa, em troca de retorno financeiro. Em outras palavras, é um “aluguel de útero”.

    Além disso, confunde-se erroneamente barriga de aluguel com útero de substituição. Este último é o termo correto para se referir à geração de um bebê com material genético (óvulo) de uma mulher, gestado no útero de outra pessoa.

    O útero de substituição é a forma cada vez mais utilizada pela medicina reprodutiva para viabilizar o sonho de muitas famílias de terem um filho. Nesse sentido, mulheres com ausência de útero, defeitos congênitos, doenças com alto risco de morte durante a gestação, casais homossexuais, homens solteiros, entre outros, recorrem muitas vezes a este caminho.

    Se você quer engravidar, tem avaliações clínicas de que isso não será possível de forma espontânea, e a expressão que vem à cabeça é “barriga de aluguel”, é importante saber que existem diversas possibilidades de gerar um filho. No Brasil, barriga de aluguel não é um deles, pois não é uma prática permitida. 

    Embora barriga de aluguel e útero de substituição sejam usados como sinônimos, na verdade, são processos diferentes. A seguir, explicamos mais sobre este conceito equivocado e as possibilidades de engravidar.

    Barriga de aluguel é crime no Brasil?

    No Brasil, é proibido “contratar” barriga de aluguel. Isso porque não é possível cobrar para emprestar o útero ou querer pagar uma mulher por uma gestação; portanto, esta expressão vem sendo utilizada de forma errada. 

    O que é aceito no país é o útero de substituição, também chamado de barriga solidária, quando não há uma relação financeira envolvida. 

    Situação da barriga de aluguel pelo mundo

    Embora não seja aceita no Brasil, a barriga de aluguel ocorre muito no exterior, em países como Estados Unidos, Colômbia, Albânia, Ucrânia e Rússia. Outros locais, como Tailândia, Índia e México, anteriormente procurados para barriga de aluguel, criaram limitações para os estrangeiros.

    Atualmente, o maior mercado para barriga de aluguel é os Estados Unidos. Nele se registram pelo menos metade dos casos do mundo e se aceita qualquer tipo de casal ou homens e mulheres solteiros. 

    Na Ucrânia e na Rússia, há restrições para solteiros e casais homossexuais. Vale ressaltar que comprar serviços de barriga de aluguel no exterior custa caro. Nos Estados Unidos, por exemplo, gasta-se cerca de US$ 110 mil para ter um filho dessa forma. Na Ucrânia, o valor gira em torno de US$ 65 mil. 

    Já os procedimentos de útero de substituição no Brasil, em clínicas especializadas e super qualificadas, corresponde a um investimento entre R$ 50 mil e R$ 100 mil por cada tentativa. Por isso, optar por gerar um filho em solo brasileiro traz, ainda, benefícios, como legislação amplamente conhecida, evitando burocracias, e acompanhamento de médicos com a mesma cultura dos pacientes. 

    Importante: Útero de substituição não é barriga de aluguel 
    Útero de substituição acontece quando um bebê é gerado em um útero “emprestado”, sem envolvimento comercial ou fins lucrativos. Sendo assim, a pessoa que cede temporariamente seu útero não pode cobrar ou receber nenhuma quantia em troca. No Brasil, não existe uma legislação específica sobre o assunto. São seguidas as resoluções elaboradas pelo Conselho Federal de Medicina Resolução CFM 2168/2017, acompanhadas pelo Conselho Nacional de Justiça.

    Quem recorre à barriga solidária?

    • Pais biológicos: o casal fornece o material genético que é fertilizado in vitro (FIV) e depois implantado no útero da pessoa que emprestará, de forma solidária, a sua barriga para a gestação.
    • Casais homossexuais ou pessoa solteira: como não há a possibilidade do fornecimento de ambos os materiais genéticos, é necessário recorrer a um banco de óvulos ou sêmen, conforme for a necessidade, antes de realizar a fertilização in vitro.

    Todos os envolvidos no processo da barriga solidária devem passar por uma avaliação médica em clínicas de Reprodução Humana especializadas. Lá, serão solicitados exames clínicos, laboratoriais e uma avaliação psicológica. 

    Claudia Rachewsky, psicóloga da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, ressalta que é muito importante acompanhar os pacientes durante toda esta jornada. 

    “Ser útero de substituição é uma demonstração de empatia, afeto, solidariedade e muito amor. Mesmo sendo uma escolha individual, é preciso que a pessoa que vai ceder o útero temporariamente para poder realizar o sonho de alguém, esteja física e emocionalmente preparada para enfrentar esta experiência”, comenta a psicóloga.

    Quais são os riscos da barriga solidária?

    Os riscos de uma gravidez com ajuda de barriga solidária são os mesmos de uma gravidez comum, entre eles:

    Além disso, é importante que a mulher grávida tenha um acompanhamento cuidadoso do seu médico durante toda a gestação. 

    Útero de substituição e barriga solidária: o que determina o Conselho Federal de Medicina?

    As clínicas, centros ou serviços de reprodução humana podem usar técnicas de reprodução assistida para criarem a situação identificada como gestação de substituição, desde que exista um problema médico que impeça ou contraindique a gestação na doadora genética, em união homossexual ou pessoa solteira.

    Útero de substituição ou barriga solidária: documentos necessários no Brasil

    Para realizar o procedimento, é necessário o termo de consentimento da pessoa que servirá de barriga solidária, assim como do seu cônjuge, quando a mesma for casada ou esteja em uma união estável. 

    Além disso, também deve ser feito um laudo médico que aprove o perfil psicológico de todos os envolvidos como adequado. Dessa forma, deverão ser dadas garantias de todo o acompanhamento médico para a mulher que doará o seu útero temporariamente durante a gestação, no parto e até a recuperação pós-parto, bem como para o registro civil do bebê.

    A declaração de nascido vivo do bebê sai com o nome da pessoa que emprestou a barriga. Dessa forma, quando o casal for solicitar a certidão de nascimento no cartório, deverá levar a documentação e pedir o registro como pais biológicos.

    Comunidade LGBTQIA+ e útero de substituição

    As diversas técnicas de Reprodução Assistida têm possibilitado o nascimento de muitos bebês, e o útero de substituição amplia ainda mais as chances de sucesso dos tratamentos. Além disso, este caminho é um dos mais procurados pela comunidade LGBTQIA+ na busca para realizar o sonho de ter um filho.

    Nesse sentido, na Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, percebe-se um aumento significativo de casais homossexuais que recorrem a esta prática. 

    “Cada vez mais, recebemos, em nossa clínica, casais do mesmo sexo que usam a barriga solidária para ter um filho, e a solidariedade em cada uma destas histórias nos emocionam”, comenta Dr. Nilo Frantz, especialista em Reprodução Humana e diretor da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva.

    Reprodução assistida: tratamentos para engravidar

    Barriga de aluguel (no exterior) e útero de substituição (no Brasil) são caminhos que têm ajudado muitas pessoas a construírem suas famílias. A reprodução humana disponibiliza, cada vez mais, diversos tratamentos capazes de realizar o sonho da maternidade e do “milagre” da vida. Sendo assim, o melhor caminho sempre é consultar o médico especializado em reprodução humana e se informar em clínicas com bom histórico de sucesso de pacientes.

    Tire suas dúvidas e saiba tudo sobre Reprodução Assistida. Para acessar o material, clique na imagem abaixo:


    new RDStationForms(‘form-blog-tratamentos-lgbtqiapn-912f7eac446157190a22’, ‘UA-17227594-1’).createForm();
  • Qual a relação entre as alterações hormonais e a infertilidade feminina?

    Os hormônios desempenham papel fundamental no nosso corpo. Afinal, eles são responsáveis pelo equilíbrio do nosso organismo, de forma que haja o pleno funcionamento de todos os órgãos.

    Porém, quando há uma mínima alteração hormonal, as variações levam a consequências muito perceptíveis, especialmente às mulheres. Essas alterações podem desencadear, entre outros problemas, a infertilidade.

    Para saber quais são os hormônios principais do corpo feminino, como eles funcionam, o que gera as alterações hormonais e a sua relação com a infertilidade feminina, preparamos este texto para esclarecer uma das principais questões que envolve o aparelho reprodutor da mulher. 

    Desejamos uma boa leitura!

    Os hormônios femininos

    Os hormônios são substâncias químicas produzidas pelas glândulas do sistema endócrino. Sua função é regular o funcionamento do nosso corpo por meio de efeitos de indução ou de inibição em nossos órgãos. 

    Entre os diversos hormônios do nosso corpo, os do aparelho reprodutor são responsáveis por regular o ciclo reprodutivo e por determinar as diferenças biológicas entre o homem e a mulher, cujo impacto interfere, também, na fertilidade.

    Os principais hormônios sexuais femininos são o estrógeno e a progesterona, produzidos, sobretudo, pelos ovários. Enquanto o estrógeno participa da ovulação, concepção e gestação, a progesterona prepara o organismo para essas duas últimas etapas, e ajuda a regular o ciclo menstrual. 

    Outros hormônios se fazem presentes no organismo feminino. Assim como no masculino também, mas vamos salientar suas funções apenas no corpo da mulher. 

    Hormônio Folículo Estimulante (FSH)

    Para as mulheres, este hormônio, que estimula a secreção de estrogênio, é responsável por desenvolver e a maturar os folículos do ovário na idade fértil. Desta forma, o FSH ajuda a controlar o ciclo menstrual. 

    Hormônio Luteinizante (LH)

    Este hormônio está relacionado à fertilidade, tanto a masculina quanto a feminina. Nas mulheres, o LH é responsável por produzir progesterona, pela ovulação e pelo amadurecimento dos folículos ovarianos.

    Estradiol

    O estradiol é o tipo principal de estrógeno, e é mais produzido nas mulheres do que nos homens. Seu estudo verifica o funcionamento dos ovários. As suas concentrações no corpo feminino variam de acordo com o ciclo menstrual, tendo um aumento muito grande de sua produção durante a gravidez.

    Antimülleriano (HAM)

    No corpo da mulher, o hormônio antimulleriano é produzido pelos folículos, unidades que contam com a presença de óvulos em seu interior. 

    Durante o ciclo menstrual, há o processo de ovulação: estes folículos se desenvolvem, crescem e rompem, liberando, assim, o óvulo que estava ali contido. 

    Assim, os folículos produzem o HAM para controlar quantos deles estão disponíveis a cada ovulação.

    A concentração deste hormônio é um indicador fundamental para os tratamentos de fertilidade. A realização do seu teste pretende indicar a quantidade de óvulos existentes no corpo da mulher. 

    Alterações hormonais

    Para os hormônios manterem sua função reguladora, é necessário que sua quantidade esteja equilibrada.Seu desequilíbrio acarreta em alterações hormonais, que prejudicam o funcionamento do organismo.

    Nas mulheres, a disfunção hormonal é ainda mais sentida. Seus hormônios sexuais são responsáveis pela regularidade dos ciclos menstruais. 

    Com as alterações dos níveis de estrógeno e progesterona, seu corpo pode ser afetado por fatores como inchaço, ganho de peso e dores abdominais, além de interferirem em aspectos como sonolência e irritabilidade. 

    Além disso, algumas doenças estão diretamente ligadas com os distúrbios hormonais. São as chamadas doenças endócrinas, tais como:

    Hipotireoidismo e hipertireoidismo

    São duas das doenças que ocorrem pela alteração dos hormônios produzidos na tireóide. Esses hormônios controlam o metabolismo e o crescimento do corpo. 

    Quando eles estão em falta, há o hipotireoidismo, em que há a redução do metabolismo. Esta redução acarreta em sintomas como cansaço, aumento de peso e ressecamento da pele. 

    Já quando esses hormônios estão presentes em excesso, ocorre o hipertireoidismo, deixando a pessoa mais acelerada, com suor excessivo e aceleração da frequência cardíaca.

    Síndrome dos ovários policísticos

    Esta síndrome é comum em mulheres com idade reprodutiva, e é causada por um desequilíbrio hormonal que interfere na ovulação, por meio da formação de polimicrocistos – uma grande quantidade de pequenos cistos presentes nos ovários.

    Alguns de seus sinais e sintomas são ganho de peso, crescimento exagerado de pelos, acne e dificuldade para engravidar. Além disso, os ciclos da menstruação podem se apresentar irregulares. 

    Amenorreia secundária 

    É a ausência de menstruação por pelo menos três ciclos menstruais consecutivos, ou por seis meses seguidos. 

    Chama-se “amenorreia secundária” pois ela ocorre em mulheres que já menstruavam com regularidade. Há um outro tipo de amenorreia, a primária, que pode ocorrer entre os 13 e 16 anos, sem a primeira menstruação.

    Dentre as causas possíveis para a amenorreia secundária, estão a ausência de ovulação associada à síndrome dos ovários policísticos, e às alterações hormonais.

    Relação entre alterações hormonais e infertilidade feminina

    Como possuem interferência direta na vida da mulher, as alterações hormonais são responsáveis por muitos casos de infertilidade. Dependendo da quantidade de hormônios sexuais presentes no corpo feminino, e havendo desequilíbrio, é possível identificar a infertilidade.

    Uma condição muito comum de disfunção hormonal que acarreta na fertilidade é a alteração da ovulação. Fatores como estresse, sedentarismo e atividades físicas de alto impacto podem levar a essas modificações.

    Atrelada às alterações da ovulação, entra o fator “idade”. A partir dos 35 anos, a quantidade de óvulos tende a diminuir. Um exame capaz de avaliar o potencial de reprodução da mulher, apesar dessa queda expressiva, é a reserva ovariana. 

    Este estudo é feito por meio de exames, como os de sangue que medem os níveis de FSH e de HAM, e uma ultrassonografia transvaginal. Os resultados indicados nos exames vão responder se a reserva de óvulos da mulher é alta – com chances maiores de gravidez – ou baixa – atrelada à infertilidade.

    Considerações finais

    Como os hormônios são responsáveis pela regulação do nosso organismo, qualquer desequilíbrio em suas taxas indica uma alteração hormonal, que pode desencadear problemas e doenças que afetam, entre outros fatores, a infertilidade feminina.

    Por isso, é importante fazer avaliações periódicas para checar os níveis endócrinos, sobretudo os referentes à função reprodutora. Um bom funcionamento do organismo resulta, também, em chances maiores e saudáveis de engravidar. 

    Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem a engravidar com saúde, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • 5 Mitos sobre a Fertilização In Vitro

    Cada vez mais, a reprodução assistida tem se tornado o meio principal de realizar o sonho de diversas famílias que desejam planejar uma gravidez. Uma de suas técnicas mais populares é a Fertilização in Vitro.

    Apesar da FIV ser embasada cientificamente, contando com uma gama de resultados positivos, ainda há muitos mitos que cercam o assunto. Por isso, muitos casais com dificuldade de engravidar encontram receio de se submeter ao método.

    Pensando nisso, preparamos esse texto, com base na experiência da Nilo Frantz na técnica de FIV, para esclarecer e desmistificar alguns dos principais mitos que envolvem o procedimento deste método, comprovando a sua segurança.

    Vale ressaltar que cada caso é único e deve ser acompanhado por um médico especialista. Mas esperamos tirar algumas dúvidas relacionadas à FIV.

    Desejamos uma boa leitura!

    O que é Fertilização in Vitro?

    A Fertilização in Vitro é uma das técnicas de reprodução assistida mais conhecidas do mundo. Este método é recomendado para os mais diversos casos – entre eles, a infertilidade. 

    Ela surgiu na década de 1970, e evoluiu com a tecnologia com o passar do tempo. 

    O seu tratamento é indicado para casais com dificuldade de engravidar, e consiste em algumas etapas que envolvem a coleta de gametas para fecundação em laboratório, e posteriormente transferido para o útero.

    Entre as etapas, destacamos a estimulação ovariana para aumentar o número de óvulos produzidos na mulher; a técnica de punção, realizada no laboratório; e a transferência embrionária, na qual embriões selecionados são transferidos ao útero materno.  

    5 Mitos sobre a Fertilização in Vitro

    Apesar da FIV ser uma das opções mais conhecidas e recomendadas de reprodução assistida, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o seu procedimento. 

    Pensando nisso, vamos desmistificar 5 mitos sobre a fertilização in vitro para comprovar que esta é uma técnica segura e eficaz, que realiza a tão sonhada gestação. 

    1. Inseminação artificial e fertilização in vitro são os mesmos procedimentos 

    São procedimentos diferentes. A fertilização in vitro consiste na extração dos óvulos e na coleta dos espermatozoides, a fim de realizar o processo de fecundação em laboratório. Após a formação do embrião, ele é transferido para o útero materno.

    Já a inseminação artificial é a transferência direta de espermatozoides para o útero da mulher, após estímulo ovariano. Desta forma, a fecundação ocorre de forma natural no organismo da paciente. 

    2. O paciente escolhe quantos embriões quer transferir ao útero

    O Código de Ética do Conselho Federal de Medicina estabelece um número máximo de embriões a serem transferidos ao útero materno. A mulher pode receber até quatro embriões, sendo que este número pode diminuir de acordo com a idade da paciente.

    Mulheres de até 35 anos devem receber no máximo dois embriões; mulheres entre 36 e 39 anos, com limite de três embriões e mulheres com 40 anos ou mais, até quatro embriões. Este limite visa prevenir e evitar casos de gravidez múltipla.

    3. É possível escolher o sexo do bebê

    Um dos pontos mais polêmicos quando se trata de reprodução assistida é a permissão para escolher o sexo do bebê , que é proibida pelo Código de Ética do Conselho Federal de Medicina.

    Porém, segundo o CFM, a única exceção que permite a escolha prévia é em casos de doenças genéticas ligadas ao gênero do bebê. 

    4. O “bebê de proveta” possui uma saúde frágil

    “Bebê de proveta” é um nome popularmente dado para a criança proveniente de uma fecundação gerada em laboratório. 

    Há quem acredite que o seu desenvolvimento no útero materno seja afetado pela sua forma de concepção. Porém, não é verdade. Um bebê gerado por FIV se desenvolve da mesma maneira que um bebê concebido naturalmente. 

    5.  A técnica é completamente eficaz

    Embora a fertilização in vitro tenha uma alta taxa de sucesso – isto é, a porcentagem de gestações únicas bem-sucedidas -, e que proporcione chances maiores de engravidar do que por meio de vias naturais, este método não é um tratamento totalmente garantido, assim como qualquer outro procedimento médico.

    As condições vão variar conforme o caso. Alguns fatores podem interferir neste processo, como o tratamento do embrião e a qualidade dos óvulos ou dos espermatozoides utilizados. 

    Mais sobre fertilização in vitro

    Caso o casal opte pelo método de fertilização in vitro, uma consulta com o médico especialista é fundamental para garantir que todas as dúvidas sejam sanadas, a fim de garantir mais confiança e segurança.

    Saber o que perguntar na hora da consulta é essencial para proporcionar uma conversa mais aberta e transparente entre os dois lados. Por isso, preparamos um checklist com as 10 perguntas que você não pode deixar de fazer ao especialista em fertilidade.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    Sim, ainda existem muitos mitos acerca dos métodos de reprodução assistida, incluindo a fertilização in vitro. Porém, é necessário difundir esse assunto e esclarecer algumas questões que não são conhecidas por todos que desejem investir nesta técnica.

    Por isso, é importante saber, o quanto antes, o que não é correto em relação à fertilização in vitro. Reunir o máximo de informações sobre o assunto ajuda o casal a desenvolver uma confiança maior no método. 

    Assim, torna-se mais fácil realizar uma primeira consulta com um especialista, que é essencial para o casal na decisão de optar pela FIV. Na Nilo Fritz, nossa equipe especializada ouve as principais questões do casal e ajuda a saná-las, com carinho e cordialidade. 

    Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem a engravidar com saúde, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • Menstruação ou Sangramento de Nidação: quando vale fazer um teste de gravidez?

    Se um dos seus sonhos é ser mãe, preste atenção no seu ciclo menstrual. Uma determinada alteração nele pode indicar que o desejo está próximo de se realizar. 

    Esta alteração é o sangramento de nidação. Ele não ocorre em todas as mulheres, mas quando ocorre, apresenta algumas características que o diferem da menstruação regular.

    Tanto o sangramento de nidação, quanto a menstruação possuem semelhanças. E são elas que causam confusão em muitas mulheres que querem (ou não) engravidar. 

    Pensando nisso, preparamos esse texto para te ajudar a esclarecer as semelhanças e diferenças entre menstruação e sangramento de nidação, e quando vale fazer um teste de gravidez para tirar a dúvida.

    Desejamos uma boa leitura!

    O sangramento de nidação para mulheres que querem engravidar

    O sangramento de nidação ocorre quando o embrião finalmente se fixa no endométrio. O endométrio é o tecido que reveste a parede interna do útero, e uma de suas funções é receber a implantação do embrião no estágio inicial da gravidez.

    Por essa razão, ele é muito aguardado pelas mulheres que estão tentando engravidar. Sua aparição indica que o processo de fixação provocou a ruptura de pequenos vasos, acarretando na descamação deste tecido. Essa descamação é o sangramento de nidação. 

    Este sangramento pode ser identificado como nidação por meio de algumas características específicas, tais como:

    • Coloração que pode variar do vermelho claro ao amarronzado;
    • Pouca quantidade;
    • Pouco volume;
    • Duração de dois a três dias, sem fluxo.

    Vale lembrar que o sangramento de nidação não é uma regra. Nem todas as mulheres conseguem constatar a gravidez pela ocorrência deste sangramento, já que ele pode se mostrar ausente no processo. Vai depender do organismo da mulher.

    Sangramento de nidação ou Menstruação?

    Uma das principais questões levantadas sobre o sangramento de nidação é quando ele é confundido com a menstruação – o que se torna frustrante para as mulheres que estão tentando engravidar.

    Antes de diferenciar o sangramento de nidação da menstruação, vamos explicar o que é e quais são as principais características da menstruação. 

    A menstruação ocorre quando não há a nidação do embrião no útero da mulher. Assim, o tecido que reveste a parede interna do útero – o endométrio – sofre alterações hormonais e descama.

    A descamação do endométrio, é a “expulsão” de sangue e de tecido interior uterino por alguns dias – o que caracteriza o início do fluxo menstrual. 

    Tanto a nidação quanto a menstruação ocorrem pela descamação do endométrio, mas por razões diferentes. Enquanto a nidação ocorre pela ruptura de vasos devido à aderência do embrião no endométrio, a menstruação flui justamente pela ausência de embrião.

    Muitas mulheres confundem a nidação com a menstruação quando há a consumação de relação sexual durante o período fértil – no 14º dia do ciclo menstrual. É o período em que ocorre a ovulação, aumentando as chances de gravidez com a possibilidade de fecundação. 

    Se este for o caso e havendo fecundação de fato, esse sangramento de nidação pode acontecer no início do que seria o seu ciclo menstrual habitual – ou seja, no 28º dia do ciclo menstrual, no caso de uma menstruação regular. 

    Por outro lado, outras hipóteses devem ser consideradas para a existência desse sangramento. Em alguns casos, a menstruação pode começar rala, até ganhar forma e se tornar mais espessa posteriormente, não havendo fecundação. 

    Portanto, a nidação e a menstruação se confundem constantemente, gerando expectativa e ansiedade na mulher.

    Como diferenciar o sangramento de nidação da menstruação?

    A diferença entre o sangramento de nidação e a menstruação se dá pelas características do sangue e de seu fluxo.

    Enquanto o de nidação não apresenta fluxo, exibe pouca quantidade e dura entre dois e três dias, o sangramento oriundo da menstruação é contínuo, tende a ter um volume e quantidade maior, e pode durar entre quatro a sete dias. 

    Essas características centrais diferem a nidação da menstruação. Porém, cada corpo reage de uma forma diferente. A melhor forma de averiguar qual pode ser o seu caso é em uma consulta com o ginecologista, que vai recomendar um teste de gravidez.

    new RDStationForms(‘form-blog-aplicativos-para-engravidar-as-10-melhores-opcoes-para-download-6945e9b96b38e7bdd349’, ‘UA-17227594-1’).createForm();

    Escape por privação de medicamento

    O sangramento de nidação também pode se confundir com outra circunstância: o escape por falta de medicamento recorrente.

    São casos de sangramentos que ocorrem quando a mulher se esqueceu de tomar algum medicamento que visa a prevenção da gravidez, como a pílula anticoncepcional. O mesmo pode acontecer quando a mulher ingere a pílula do dia seguinte. 

    Neste caso, o escape é considerado um sangramento irregular, fora do tempo em que se é esperado no ciclo menstrual. 

    O sangue de escape possui características bem parecidas com o sangramento de nidação. Ele também não é contínuo, tem pouco volume e possui tom amarronzado.

    Por isso ele é muito confundido e pode acabar gerando pânico em mulheres que não desejam engravidar. 

    Porém, o sangramento de escape por privação de medicamento é uma das reações já esperadas por conta da ausência de regularidade de um remédio contraceptivo.

    Se for o seu caso, espere chegar o dia do início do fluxo menstrual. Em sua ausência, procure um médico especialista para realizar os devidos exames que vão constatar ou não gravidez.

    Considerações finais

    Embora o sangramento de nidação possua características próprias, ele pode ser confundido com a menstruação. Ambos se assemelham em alguns aspectos, que podem causar ansiedade em mulheres que desejam engravidar.

    É recomendado aguardar a chegada do ciclo menstrual para certificar. Em sua ausência, entrar em contato com o médico especialista é a melhor solução. O pedido de um teste de gravidez vai confirmar o quadro e tirar as suas dúvidas.

    Se ainda houver questões acerca desse assunto, não deixe de entrar em contato com uma equipe especializada e que possa te ajudar a sanar quaisquer dúvidas sobre ciclos e gravidez. 

  • 30% dos casos de Infertilidade ou abortos de repetição são endometrite crônica. Veja diagnóstico e prevenção.

    Infertilidade, constantes tentativas de engravidar e abortos de repetição podem estar associadas a diversos fatores, sendo uma dessas causas uma inflamação do endométrio chamada endometrite crônica. Já ouviu falar?

    Silenciosa, esta condição nem sempre é percebida pela mulher, já que não possui sinais e sintomas aparentes. Aliás, muitas não sabem que a causa de sua infertilidade é por conta da endometrite crônica, que atinge aproximadamente 30% das pacientes inférteis.

    Segundo estudos, a doença afeta aproximadamente 30% das mulheres com diagnóstico de infertilidade, enquanto a prevalência em pacientes com Repetidas Falhas de Implantação (RIF) e Perda Gestacional Recorrente (RPL) pode chegar a 66%. 

    Em muitos casos em que não se encontra a causa da infertilidade, a endometrite crônica pode ser a única causa. Logo após o tratamento adequado, a gravidez pode ocorrer, de forma espontânea ou após tratamentos de fertilização in vitro.

    A endometrite crônica é detectada por meio de um diagnóstico específico. Se confirmada, existe um tratamento adequado que busca reverter o quadro e favorecer as chances de fertilização. Quer saber qual?

    Continue lendo, preparamos esse texto para te ajudar a entender um pouco mais sobre a endometrite crônica, de que forma é feito o seu diagnóstico e como é realizado o seu tratamento. 

    Desejamos uma boa leitura!

    O que é endometrite crônica 

    A endometrite crônica é uma inflamação do endométrio causada pelo desequilíbrio na flora bacteriana do útero. 

    Não há uma causa específica para sua manifestação. Ela pode vir de fatores como doenças sexualmente transmissíveis (sífilis ou clamídia), e doença inflamatória pélvica.

    Outra característica da endometrite crônica é a ausência de sinais e sintomas específicos, o que prejudica a sua identificação sem ser por meio de um diagnóstico preciso e eficaz.

    Entre as consequências desta condição, estão: a infertilidade, os abortos de repetição – quando há a ocorrência de três ou mais abortos consecutivos – e o impedimento da implantação do embrião após a fecundação.

    Por isso, recomendamos que a mulher que possui dificuldade em engravidar realize exames que comprovem o diagnóstico. Explicaremos sobre eles mais adiante. 

    Relação da endometrite crônica com a infertilidade feminina

    Um endométrio saudável possui um equilíbrio de bactérias saudáveis, chamado de flora endometrial. Sua presença favorece a implantação do embrião e evita o crescimento de bactérias patogênicas. 

    Porém, há outros microorganismos  que, se presentes em grande quantidade na cavidade uterina, comprometem a região com inflamações – é o caso da endometrite 

    Outro motivo que também impacta a fertilidade feminina é a quantidade de certas bactérias presentes no endométrio. A baixa presença de lactobacilos, por exemplo, é um dos fatores que podem implicar na infertilidade.

    Logo, tomar ciência das condições de sua cavidade uterina pode melhorar os resultados dos métodos de reprodução assistida.

    Diagnóstico da endometrite crônica

    A endometrite crônica não mostra sinais e sintomas aparentes. Por isso, o seu diagnóstico é um pouco mais específico e, se não for feito adequadamente, pode passar despercebido. 

    A presença da endometrite crônica no organismo pode ser detectada por meio de uma biópsia do endométrio ou por uma histeroscopia. Resultados de exames de sangue, de urina e de imagem que identifiquem alterações no organismo complementam o diagnóstico.

    Além disso, há a aplicação de dois testes que verificam quais são as bactérias presentes no endométrio e a quantidade, que podem sugerir o equilíbrio ou desequilíbrio da flora bacteriana, que são: ALICE e EMMA. 

    O exame ALICE (Análise de Endometrite Crônica Infecciosa) faz o diagnóstico das bactérias presentes no microbioma endometrial que causam a endometrite crônica, bem como orienta no tratamento adequado. 

    Já o EMMA (Análise Metagenômica do Microbioma Endometrial) avalia a porcentagem das bactérias mais abundantes no microbioma endometrial da mulher. Dependendo da porcentagem, há a indicação ou não de endometrite crônica.

    Tratamento da endometrite crônica

    Após o diagnóstico de endometrite crônica, seu tratamento será indicado à paciente pelo médico especialista, de forma que vise o restabelecimento da flora microbiana da mulher e o apaziguamento do processo inflamatório. 

    De forma geral, o tratamento é realizado com antibióticos, via oral ou injetáveis. Se houver a formação de abscessos ou de aderências causadas pela endometrite, é necessária intervenção por meio de videolaparoscopia ou histeroscopia cirúrgica.

    Nos casos em que a endometrite for causada por doenças sexualmemente transmissíveis, é recomendado que o parceiro também realize o tratamento com antibióticos.

    Prevenção

    A forma mais eficaz de prevenção contra a endometrite crônica é pelo uso de preservativos em relações sexuais, já que a possível causa mais aparente são as doenças sexualmente transmissíveis. 

    Mais sobre infertilidade feminina

    A infertilidade feminina conta com variadas causas. Um diagnóstico eficaz consegue identificar o histórico da mulher e entender os fatores genéticos ou rotineiros que levaram a esta condição.

    Para saber como é feito o diagnóstico de infertilidade, os exames que o compõe e quais mitos existem acerca do assunto, indicamos a leitura do material “Entenda os parâmetros analisados no diagnóstico de infertilidade feminina”.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    Por não ter causas intrínsecas, nem sintomas precisos, a endometrite crônica só é diagnosticada por exames mais específicos, realizados por meio de histeroscopia ou biópsia do endométrio, assim como dos testes: ALICE e EMMA.

    Esta condição afeta 30% das mulheres inférteis – portanto, as pacientes que possuem este quadro devem realizar os exames para saber se a causa de sua infertilidade se dá por conta da endometrite crônica. 

    Se ainda houver dúvidas acerca desse assunto, não deixe de entrar em contato com uma equipe especializada e que possa te ajudar a sanar essas questões. 

    Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem a engravidar com saúde, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • Como é realizada a Biópsia do Endométrio?

    A fertilidade feminina pode ser comprometida por diferentes doenças. E uma das formas de diagnosticar a qualquer indício de infertilidade, é por meio da realização de um exame que chamamos de biópsia do endométrio. 

    Este procedimento visa diagnosticar alterações ocorridas no interior do útero. Além de alterações atípicas no órgão, a biópsia também pode checar o surgimento, inclusive, de câncer.

    Para você saber mais sobre a biópsia do endométrio, preparamos esse texto que explica a importância da realização deste exame.

    Desejamos uma boa leitura!

    O que é o endométrio?

    Primeiramente, vamos esclarecer o que é o endométrio e qual é a sua função dentro do corpo de uma mulher.

    O endométrio é um tecido vascularizado que reveste a parede interna do útero. Ele sofre alterações de acordo com estímulos hormonais, o que afeta o tamanho de sua espessura durante o ciclo menstrual.

    Quando esse tecido é descamado, ocorre o início da menstruação. Ao fim do sangramento menstrual, o endométrio inicia novamente o processo de espessamento, até alcançar o pico e, por fim, descamar. Desta forma, há o início e o término dos ciclos menstruais. 

    Uma das funções do endométrio é receber a implantação do embrião no estágio inicial da gravidez. Posteriormente, durante a gestação, é o local onde ocorre o desenvolvimento da placenta. 

    O que é uma biópsia?

    Antes de detalharmos o que é e como se dá a biópsia do endométrio, responsável por checar casos de doenças que comprometem a fertilidade feminina, vamos explicar o que é uma biópsia.

    A biópsia é um exame de procedimento invasivo, que analisa as alterações que podem comprometer a integridade dos tecidos do corpo por meio da retirada de um fragmento considerado suspeito.

    É um procedimento que, por observar quaisquer mudanças no corpo, pode identificar e diagnosticar a presença e intensidade de doenças, como, por exemplo, o câncer.

    A duração da coleta em uma biópsia costuma ser rápida, já que não é necessária a internação do paciente.

    Geralmente, para se realizar a biópsia, é necessária a aplicação de uma anestesia local ou sedação, dependendo da região que será examinada. A biópsia pode ser realizada em regiões como pele, mama, rim, tireóide e colo do útero.

    A partir disso, o médico consegue recolher, com uma agulha, pinça ou bisturi, parte do material que será examinado no laboratório.

    Como a região é anestesiada, o procedimento é indolor. Porém, pacientes mais sensíveis podem notar uma leve pressão ou desconforto na área examinada.

    Biópsia do endométrio

    Como dito, a biópsia do endométrio é um exame ginecológico que identifica mudanças intra uterinas, ou seja, ocorridas no interior do útero. 

    Entre essas alterações, o exame pode notar a presença de sangramentos e/ou presença de células anormais, diagnosticando casos que podem comprometer a fertilidade feminina.

    Com a coleta da amostra do endométrio da paciente, os resultados conseguem analisar e comprovar resultados referentes às suas características.

    Como é realizada a Biópsia do Endométrio?

    Após a anestesia local ou sedação da paciente, um instrumento específico é introduzido dentro da vagina e em direção ao útero.

    Há a realização de uma sucção, que aspira fragmentos do endométrio, que serão coletados e analisados em laboratório. 

    O procedimento é rápido e demora poucos minutos para ser totalmente realizado.

    Algumas pacientes sentem uma cólica similar à menstrual ou até um pouco mais forte, que dependerá de sua sensibilidade ser maior o menor. 

    Em quanto tempo sai o resultado da biópsia?

    De forma geral, os resultados de biópsias podem estar prontos em um ou dois dias após o recebimento da amostra no laboratório.

    Porém, alguns aspectos podem atrasar a entrega, o que acaba gerando ansiedade e apreensão nos pacientes. Tudo vai depender do tipo de tecido que está sendo analisado.

    Entre as barreiras que podem ser enfrentadas pelo patologista, estão: a necessidade de mais tecido; o tempo de penetração da solução de formol usada para preservar o tecido e até mesmo a segunda opinião de um especialista. 

    Com o resultado em mãos, a paciente deve levar as questões e considerações ao médico especialista, que vai checar se a biópsia apontou, por exemplo, para um caso que compromete a fertilidade feminina.

    Mais sobre fertilidade feminina

    Neste texto, explicamos brevemente sobre como uma biópsia do endométrio pode checar a presença de doenças que comprometem a fertilidade feminina.

    A infertilidade pode ocorrer por meio de hábitos nocivos à saúde, como o tabagismo. E, embora muitas pessoas não façam essa associação, fumar pode afetar as tentativas de engravidar. 

    Para darmos continuidade ao assunto, indicamos a leitura do material “A influência do Tabagismo na fertilidade feminina”.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    A biópsia do endométrio é realizada por meio de uma coleta da amostra do endométrio. Se for diagnosticada alguma mudança nesta região do corpo, essa alteração pode comprometer a fertilidade feminina.

    Este exame vai determinar se o seu corpo está ou não preparado para receber um bebê. Caso não esteja, o médico responsável indicará possíveis formas de tratamento.

    Se ainda houver dúvidas acerca da biópsia do endométrio ou da fertilidade feminina, não deixe de entrar em contato com uma equipe especializada e que possa te ajudar a sanar essas questões. 

    Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem a engravidar com saúde, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

  • Congelamento de sêmen: por quanto tempo pode ficar armazenado?

    A técnica de congelamento de sêmen é um método bastante seguro de preservar a fertilidade do homem. Assim como o congelamento de óvulos e embriões, essa prática é realizada na maior parte dos países por meio de instituições dedicadas à reprodução humana.

    Mas é necessário o esclarecimento de algumas dúvidas em relação à técnica. Uma delas é por quanto tempo o sêmen pode ficar armazenado.

    Para falarmos sobre esse assunto e explicarmos os desdobramentos do congelamento de sêmen, preparamos esse texto esclarecedor para tirar suas dúvidas sobre o tema. 

    Desejamos uma excelente leitura!

    Congelamento de sêmen

    Para explicar por quanto tempo o material pode ficar armazenado, é necessário esclarecer primeiro como se dá a técnica do congelamento ou criopreservação de sêmen. 

    É uma prática técnica bastante simples descrita e utilizada há mais de 50 anos. A amostra é coletada por masturbação preferencialmente com 2 a 3 dias de abstinência sexual e o material avaliado quanto à quantidade e qualidade dos espermatozoides através de um exame chamado espermograma.

    Após a contagem dos espermatozoides e medição do volume do ejaculado, adiciona-se à amostra uma quantidade variável de uma substância diluente chamada de crioprotetor, que vai proteger a amostra dos possíveis danos das baixas temperaturas.

    A amostra é estabilizada por aproximadamente 10 minutos com o crioprotetor e depois fica no vapor de nitrogênio líquido por mais aproximadamente 15 minutos até a total imersão no nitrogênio líquido à temperatura de -196º C.

    O material coletado é então armazenado em nitrogênio líquido a 196°C negativos, onde permanece por tempo indeterminado até o momento da utilização.

    Em 2009, nasceu um bebê concebido por fertilização in vitro em que foi utilizado sêmen congelado do paciente 21 anos antes. Acredita-se que este seja o relato de mais tempo decorrido entre o congelamento do sêmen e a sua utilização.

    O óvulo, por exemplo, é uma célula muito sensível e que contêm grande quantidade de líquido. O congelamento neste e caso específico pode provocar a formação de cristais de gelo que podem danificar a sua estrutura interna e comprometer o resultado do tratamento.

    A partir do ano 2000 surgiram trabalhos e bons resultados a partir da técnica de “vitrificação” que é um tipo de congelamento ultrarrápido e até o momento atual é a mais indicada para criopreservar  embriões e óvulos.

    O congelamento de sêmen é indicado em casos de:

    • Desejo de postergar a paternidade ou previamente à vasectomia
    • Previamente à tratamentos oncológicos que necessitem de quimio ou radioterapia
    • Previamente à cirurgias de testículo
    • Quando o marido não pode estar presente na data da fertilização in vitro.

    Por quanto tempo o sêmen pode ficar armazenado?

    As amostras de sêmen criopreservadas não possuem prazo de validade. Elas podem ficar  armazenadas por tempo indeterminado. 

    Portanto, o sêmen congelado pode manter-se viável e ficar armazenado por muito tempo de acordo com o interesse do paciente. O paciente tem autonomia para uso de seu gameta, assina um contrato de manutenção e mediante assinatura em cartório pode inclusive transferir a amostra para outra clínica.

    Outras dúvidas sobre congelamento de sêmen

    Além do tempo de preservação e de armazenamento do material, é passível de que existam outras dúvidas relacionadas ao congelamento de sêmen. 

    Explicamos algumas perguntas frequentes logo abaixo:

    O sêmen pode ser doado?

    Não. Apenas se for congelado por um Banco de Sêmen cadastrado que tem finalidade e regras próprias. A doação de gametas aqui no Brasil é anônima e altruísta.

    Existe algum risco para a criança concebida por criopreservação de sêmen?

    Não. O sêmen criopreservado não oferece riscos à gestação ou ao parto, e a criança concebida por este meio apresenta um desenvolvimento normal.

    O sêmen congelado pode ser descartado?

    Sim. O paciente que opte por não manter mais o seu material armazenado, deve fazer uma carta com firma reconhecida solicitando a sua inutilização. 

    Mais sobre congelamento de sêmen

    A criopreservação é a técnica que utiliza o congelamento para preservar materiais genéticos. Atualmente, é cada vez mais procurada por homens e mulheres que optam por não ter filhos a curto prazo. 

    Além do congelamento de sêmen, é possível fazer a criopreservação do óvulo e de embriões. A aplicação dessas técnicas é muito comum e ocorre em clínicas de medicina reprodutiva.

    Para dar continuidade ao assunto, indicamos a leitura do material “Quando a Criopreservação é recomendada?”, que detalha o procedimento desta técnica e os motivos pelos quais é tão procurada ultimamente.

    Esperamos que goste!

    Considerações finais

    O congelamento de sêmen é um meio de conservar os gametas masculinos, a fim de utilizá-los posteriormente. Algumas das indicações seriam: Postergar a paternidade, o início de tratamento oncológico, prévio à vasectomia ou prévio a cirurgias de testículo.

    Após o congelamento o material pode ficar armazenado indeterminadamente e o uso posterior ou destino devem ser determinados através de consentimento informado. 

    Se ainda houver dúvidas acerca desse assunto, não deixe de entrar em contato com uma equipe especializada e que possa te ajudar a sanar essas questões. 

    Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem com procedimentos para gerir uma gravidez, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.