Categoria: Dúvidas

  • Relação sexual durante o tratamento para infertilidade, é permitido?

    Uma das principais dúvidas dos casais que planejam realizar um tratamento de infertilidade, é saber se é permitido ter relações sexuais durante o período de tratament

    Apesar de a relação sexual não ser proibida, durante o período de tratamento de infertilidade, os especialistas recomendam atenção ao desconforto físico para a mulher.

    Além disso, nos casos em que o casal esteja realizando um procedimento de inseminação intrauterina ou de fertilização in vitro, algumas etapas necessitam de mais cuidados. É uma preocupação super interessante e que merece ser discutida.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para responder uma das principais dúvidas sobre o tratamento de infertilidade: relação sexual durante o tratamento, é permitido?

    Boa leitura!

    Coito programado ou relação sexual programada

    O coito programado é uma das formas menos complexas de tratamentos disponíveis. Esta técnica está indicada principalmente para casais onde a mulher apresenta ciclo anovulatórios (sem ovulação). Ele consiste  no uso de medicamentos que estimulam o desenvolvimento dos óvulos. Esse crescimento dos folículos é acompanhado através de eletrossonografias, sendo possível definir quando ocorrerá a ovulação e programar relações sexuais no período em que existem maiores chances de sucesso.

    Inseminação intrauterina

    Consiste na introdução do sêmen (após capacitação) no fundo da cavidade uterina após indução da ovulação.

    Existem algumas restrições que precisam ser levadas em conta durante esse tratamento. Isso ocorre porque a aplicação de medicamentos que estimulam o desenvolvimento dos óvulos, o que pode causar um desconforto na mulher durante o ato sexual. 

    Além disso, há outros momentos ao longo do tratamento em que a relação sexual e a ejaculação devem ser evitadas, para aumentar as chances de sucesso, como por exemplo, para a coleta de sêmen.

    Nesse sentido, é recomendada uma abstinência sexual de 2 a 4 dias antes do procedimento, que inclui também uma coleta de sêmen.

    Após a inseminação, os casais são orientados a manter relações sexuais na noite seguinte do procedimento e dois dias depois, pela manhã, de forma a aumentar a chance de sucesso.

    Também vale lembrar que durante a estimulação ovariana, existe o risco de uma produção excessiva de óvulos, que consequentemente pode resultar em gestações múltiplas (trigêmeos, quadrigêmeos…). Nessas situações as relações sexuais desprotegidas são contra indicadas, o tratamento é suspenso e reiniciado no ciclo seguinte.

    Se você quer saber mais detalhes sobre a inseminação intrauterina, aqui no blog temos um artigo abordando o assunto. Para conferir, clique no link:

    O que é e como funciona a inseminação artificial?

    Fertilização in vitro

    O processo de fertilização in vitro consiste em estimular os ovários da mulher com hormônios e retirar os óvulos maduros após essa estimulação para ser fecundado com o espermatozoide do homem no laboratório com o objetivo de formar embriões para serem implantados no útero da mulher

    Se você quer saber mais informações acerca da Fertilização In Vitro (FIV), temos um artigo detalhando um pouco mais o tema. Para conferir, clique no link:

    Conheça o passo a passo da Fertilização In Vitro (FIV)

    Coleta de sêmen

    O perí­odo ideal de abstinência para coleta do sêmen é de 2 a 5 dias. Esse período oferece a garantia de produção de uma quantidade boa de sêmen e com melhor motilidade. 

    Passados 5 dias de abstinência, o sêmen produzido terá um número maior de espermatozóides imóveis. Já uma abstinência inferior a 2 dias, pode comprometer o volume de sêmen e o número de espermatozóides necessários para a realização da FIV.

    Após a transferência dos embriões para o útero, é recomendado manter uma abstinência sexual, já que as contrações uterinas durante e após as relações podem diminuir as chances de implantação.

    Aqui no blog, temos alguns artigos onde falamos sobre os cuidados a ter para a coleta de sêmen. Se quiser saber mais detalhes sobre o tema, seguem algumas sugestões de leitura:

    Quando o congelamento do embrião é indicado?

    Quando a criopreservação é recomendada?

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do artigo, uma das principais dúvidas sobres os tratamentos de infertilidade, é se vai interferir ou impedir a vida sexual do casal durante o tratamento. 

    Não existe nenhum impeditivo para manter relações sexuais durante o tratamento, no entanto, dependendo da técnica utilizada, podem ser necessários alguns cuidados e períodos de abstinência.

    Além disso, os cuidados e as recomendações variam de caso para caso, e o médico é o profissional mais qualificado para propor as melhores formas de tratamento e orientar sobre as restrições e cuidados necessários.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a saber mais sobre o que é permitido durante o tratamento para infertilidade, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Fim da dúvida: ovário policístico tem cura?

    A Síndrome dos Ovários Policísticos, ou SOP, é uma das principais causas da infertilidade feminina.

    A doença consiste em um desequilíbrio hormonal na mulher, podendo alterar o ciclo menstrual, causar problemas de pele e ocasionar pequenos cistos nos ovários, dificultando ou até impossibilitando  a gravidez.

    A Síndrome dos Ovários Policísticos se manifesta de diversas maneiras e por esse motivo, o seu tratamento deve ser personalizado e realizado sob orientação médica.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça o que são ovários policísticos, os principais sintomas e possíveis tratamentos.

    Boa leitura!

    O que são ovários policísticos?

    A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida como SOP, é um distúrbio endócrino que provoca dos níveis hormonais, levando o formação de cistos nos ovários, fazendo com que eles aumentem de tamanho.

    A doença atinge cerca 7% da população feminina, segundo apontam os dados da Diretriz Brasileira sobre a SOP, realizada em 2017.

    Apesar de possuírem características semelhante, é importante destacar que a presença de cistos no ovário não é o mesmo que ter a síndrome do ovário policístico. É fundamental fazer essa distinção, já que isso altera o tipo de tratamento que deve ser aplicado.

    Para distinguir entre as duas patologias, é necessário avaliar alguns fatores clínicos, laboratoriais e de imagem, para analisar o tamanho e o número de cistos presentes.

    Sintomas

    O principal sinal da síndrome de ovários policísticos é a falta crônica ou deficiência da ovulação. 

    A SOP é uma doença que pode causar graves danos à saúde da mulher, como diabetes, alterações do colesterol, aumento de peso e da pressão arterial, além de impossibilitar a gravidez. 

    Também existem outros sintomas que podem ajudar a identificar a doença, tais como:

    • Menstruação inexistente ou irregular;
    • Pele muito oleosa;
    • Acne;
    • Crescimento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen;
    • Queda de cabelo;
    • Dificuldade para engravidar.
    • Obesidade

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico de SOP só deve ser definido quando, pelo menos, dois dos três critérios citados seguidamente estão presentes: aumento da produção de hormônios masculinos, período menstrual irregular e exames de imagem que acusem a presença do ovário policístico. 

    O diagnóstico da SOP é realizado através de anamnese, exame físico além de exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal e exames de sangue.

    Para obter um diagnóstico mais preciso, o ultrassom deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual, para que o médico possa avaliar a quantidade de folículos presentes ao mesmo tempo na superfície de cada ovário.

    Além disso, o médico poderá solicitar alguns exames para avaliar os seguintes fatores:

    • Níveis de estrogênio;
    • Folículo estimulante (FSH);
    • Luteinizante (LH);
    • Testosterona;
    • Tireoide;
    • Prolactina.

    Como prevenir?

    Existem alguns cuidados que podem ajudar a prevenir o surgimento da doença, principalmente para as mulheres com histórico familiar de SOP ou que fazem parte do grupo de risco, como mulheres que estão acima do peso, apresentando glicemia, pressão arterial e taxa de colesterol elevadas.

    A principal recomendação, no sentido de prevenir a doença, é fazer um acompanhamento ginecológico adequado e levar uma vida saudável, com uma dieta equilibrada e atividades físicas.

    Por último, se você identificar algum dos sintomas da doença, procure um especialista para realizar os exames necessários.

    Tratamento

    A escolha do melhor tratamento para a síndrome dos ovários micropolicísticos dependerá dos sintomas que a mulher apresenta e se ela deseja ou não gestar. Cabe ao médico avaliar o melhor tratamento, mas para isso é fundamentalmente questionar se a paciente deseja engravidar.. 

    Os principais tratamentos existentes para SOP, são:

    Uso de anticoncepcionais 

    A pílula anticoncepcional pode ajudar a melhorar os sintomas, como: aumento de pelos, aparecimento de espinhas, irregularidade menstrual e cólicas. 

    Mulheres que sejam proibidas de tomar a pílula podem realizar tratamentos à base de progesterona. 

    Mas, vale lembrar que os anticoncepcionais vão impossibilitar a gravidez durante o uso.

    Cirurgia

    Cada vez menos utilizada, a cirurgia consiste na remoção dos cistos. O tratamento está cada vez mais obsoleto, já que atualmente existem tratamentos menos invasivos e com melhores taxas de sucesso. 

    Antidiabetogênicos

    A SOP está associada à resistência à insulina, um dos tratamentos complementares é por meio de medicamentos para diabetes.

    Dieta e atividade física

    A dieta e a prática constante de atividades físicas são essenciais para o tratamento da SOP, principalmente para mulheres que estão acima do peso.

    Indução da ovulação

    Se a mulher tiver intenções de engravidar, é possível que o médico recomende um tratamento de indução da ovulação. 

    Considerações finais

    A SOP é uma doença bastante comum que atinge cerca de 10% da população feminina em idade fértil.

    A doença dificulta e, por vezes, pode até mesmo impossibilitar a gravidez natural.

    Além disso, vimos que apesar de possuírem características semelhantes à presença de cistos no ovário, não indica, necessariamente, a Síndrome de Ovários Policísticos. 

    Para distinguir entre as duas, é necessária a realização de alguns exames clínicos e ginecológicos específicos, que devem ser solicitados pelo seu ginecologista.

    A doença tem cura sim, no entanto, é indispensável obter um diagnóstico preciso de um especialista, que é o profissional mais qualificado para avaliar o caso e propor o tratamento mais adequado.


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  • Quando o congelamento do embrião é indicado?

    Aproximadamente, metade dos casos de Fertilização in vitro desenvolve mais embriões do que o necessário para ser transferido. Isso ocorre porque existe um limite seguro no número de embriões que devem ser transferidos, a fim de evitar gestações múltiplas. 

    Os embriões não transferidos devem ser congelados e, caso a tentativa de FIV seja um sucesso, podem vir a ser descongelados para se tentar um segundo filho. Ou então, caso a tentativa não tenha resultado na gestação desejada, os embriões podem ser transferidos no mês seguinte.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça o que é e como funciona o congelamento de embriões.

    Boa leitura!

    Congelamento de embriões

    Pode acontecer em alguns casos onde o tratamento de Fertilização in vitro resulta na formação de embriões que não poderão ser transferidos para o útero. Como mencionamos anteriormente, isso ocorre porque existe um número limite de embriões que devem ser transferidos, para evitar gestações múltiplas.

    Ainda, pode ser utilizado quando trata-se de um ciclo com Teste Genético Pré-implantacional. Neste caso, os embriões são biopsiados para análise genética e congelados até recebimento do diagnóstico. Posteriormente, podem ser transferidos ao útero da paciente.

    Os embriões excedentes, desenvolvidos adequadamente, podem então ser congelados para futuras tentativas. Desta maneira, é possível ter duas ou mais chances de engravidar num único ciclo de estimulação ovariana.

    Congelamento de óvulos

    Em primeiro lugar, é necessário realizar alguns exames para descartar a existência de doenças que possam comprometer a qualidade dos óvulos. 

    Após isso, é realizada uma estimulação ovariana com medicamentos, de forma a aumentar o número dos óvulos. 

    A coleta dos folículos dos ovários – onde se encontram os óvulos -, é feita através de uma espécie de agulha acoplada a um aparelho de ultrassom. É possível produzir uma quantidade extra de óvulos num único ciclo.

    Os óvulos são, então, retirados de dentro dos folículos e processados em laboratório. Este processo pode levar cerca de duas horas.

    A partir daí, os óvulos são colocados em soluções apropriadas que tem o objetivo de  diminuir a quantidade de líquido e evitar a formação de cristais.

    Posteriormente , eles são armazenados em nitrogênio líquido por tempo indeterminado e quando a mulher decide engravidar, a amostra é retirada. 

    Após descongelamento, prossegue-se repetições à Fertilização in vitro convencional. Isto é, os óvulos são fecundados com o espermatozóide do parceiro e implantados no útero.  

    As indicações mais frequentes para o congelamento de óvulos são:

    • Mulheres que desejam ter filhos no futuro;
    • Histórico familiar de menopausa precoce;
    • Pacientes que irão se submeter ao tratamento de câncer ou qualquer procedimento cirúrgico que possa comprometer a sua fertilidade.

    Congelamento de sêmen

    A técnica do congelamento de sêmen é bastante simples. Primeiramente, é feita uma avaliação da qualidade dos espermatozóides, através de um exame de espermograma. 

    Após essa avaliação médica e o paciente não apresentando qualquer problema, o material é colhido em laboratório por meio de auto masturbação. A partir daí, o sêmen é capacitado, congelado e uma parte da amostra é separada para análise.

    O congelamento do sêmen em si é realizado através do vapor de nitrogênio líquido numa diminuição contínua de temperatura, até 100°C negativos.

    Posteriormente, o material coletado é armazenado em nitrogênio líquido a 196°negativos.

    As indicações mais frequentes para o congelamento de sêmen são:

    • Por motivos de diminuição progressiva na quantidade de espermatozoides, sem o desejo de ter filhos em um curto prazo;
    • Antes da realização de cirurgia para esterilização definitiva, uma vez que, aproximadamente, 10% dos homens vasectomizados decidem ter filhos novamente;
    • Tratamento oncológico que seja prejudicial aos testículos ou cirúrgico que comprometa a ejaculação e/ou a produção de espermatozoides.

    Para quem é indicado?

    Como já dissemos aqui no blog, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 15% da população mundial apresenta problemas de fertilidade, sendo 40% de causas femininas, 40% de causas masculinas e o restante são problemas relacionados ao casal.

    A criopreservação é indicada em diversos casos. Ela pode ser utilizada, por exemplo, para preservar embriões que poderão ser utilizados em gestações posteriores.

    O tratamento também é indicado para quem deseja preservar os seus gametas, sejam masculinos ou femininos, para futuras tentativas de concepção, e essa necessidade pode ocorrer devido a tratamentos que prejudicam o sistema reprodutor, como a quimioterapia ou radioterapia e por causa da idade avançada, especialmente da mulher, cuja fertilidade diminui significativamente a partir dos 35 anos de idade.

    Além disso, a criopreservação também é utilizada para armazenar gametas que serão doados a casais que não possuem óvulos ou espermatozóides saudáveis para conceber um filho.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do artigo, o congelamento de embriões já ajudou milhares de pessoas que não conseguiam ter filhos a gerarem uma vida.

    O procedimento é seguro e tem uma taxa de sucesso alta. No entanto, para garantir a eficácia do tratamento, é necessário contar com uma clínica especializada.


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  • Cisto no Ovário: tire suas dúvidas

    Você, mulher, certamente já deve ter ouvido falar em Cisto no Ovário. 

    Essa alteração  é bastante comum entre as mulheres e existem várias informações sobre o assunto, mas nem sempre encontramos as mais completas pela Internet.

    Se você está tentando engravidar, é muito importante que saiba o que é o cisto de ovário, como identificá-lo, sintomas e como proceder caso o tenha.

    Pensando nisso, elaboramos este post e reunimos o máximo de informações possíveis para que você tire todas as suas dúvidas acerca do tema.

    Boa leitura!

    Cisto de ovário: definição

    O cisto no ovário é descrito como um acúmulo  de líquidos que se forma dentro ou ao redor do ovário, em alguns casos podendo ter partículas sólidas.

    Na maioria das vezes, os cistos nos ovários são assintomáticos e a tendência é que eles desapareçam naturalmente, sem necessidade de tratamentos específicos.

    Mas, em alguns casos, o cisto pode aumentar muito, contribuindo para o surgimento de sintomas, como: dor no abdômen e menstruação irregular. Tais sintomas podem se agravar durante a ovulação, contato íntimo ou devido aos movimentos intestinais.

    Embora a maioria dos casos sejam benignas, uma pequena porcentagem podem ser malignas.

    Os cistos de ovário são mais comumente encontrados em mulheres entre 20 e 35 anos de idade, durante o período fértil, mas podem ser detectados também em mulheres que entraram na menopausa, estes casos são mais preocupantes.

    Causas para o cisto de ovário

    As principais causas para a formação dos cistos no ovário são: a predisposição genética, ou seja, o histórico familiar, o uso de alguns medicamentos, como remédios de estimulação ovariana. 

    Mas, vale ressaltar que o ginecologista é o profissional mais capacitado para avaliar cada caso e por isso, caso desconfie que possua cistos no ovário, o ideal é consultar um especialista. 

    Ressaltamos também a importância de manter consultas regulares com seu ginecologista, pois estes exames podem detectar o cisto que não apresenta sintomas.

    Sintomas do cisto de ovário

    Como dissemos anteriormente, são raros os casos em que os cistos de ovário apresentam sintomas. Mas ainda assim, é possível que apresente alguns, dos quais, trataremos no tópico seguinte. 

    Confira alguns dos principais sintomas: 

    • Dor durante o contato íntimo;
    • Dor durante a ovulação;
    • Atraso da menstruação;
    • Dor no ovário, do lado onde está o cisto;
    • Aumento da sensibilidade nas mamas;
    • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
    • Aumento de peso;
    • Dificuldade para engravidar.

    Tipos de Cisto de ovário

    Conheça os diferentes tipos de cisto:

    Cisto folicular

    O cisto folicular é o tipo de cisto benigno mais frequente do ovário. Normalmente, ele se encontra cheio de líquido ou sangue e afeta mulheres em idade fértil.

    Cisto de corpo lúteo 

    O corpo lúteo é uma estrutura glandular e de caráter cíclico que se desenvolve dentro do ovário após a ovulação ou desprendimento do óvulo.

    Se não ocorre gravidez, o corpo lúteo geralmente regride e desaparece. 

    No entanto, em algumas situações, ele pode ser preenchido de fluido ou de sangue e persistir dentro do ovário. 

    Na maioria das vezes, este cisto é encontrado em apenas um lado  e é assintomático .

    Cisto de Teca-luteína

    Esse tipo de cisto é mais comum nas mulheres que fazem uso de medicamentos

    para engravidar, já que as substâncias que compõem esses medicamentos podem aumentar as chances de desenvolvimento de cistos.

    Cisto hemorrágico

    O cisto hemorrágico, como o próprio nome indica, ocorre quando há sangramento no interior da parede uterina, que ocorre quando há ovulação. Esse tipo de cisto pode provocar dores na região pélvica.

    Cisto dermoide

    Este tipo de cisto  pode conter cabelo, dente ou fragmentos ósseos. Algumas vezes, há a necessidade de remoção por meio de intervenção cirúrgica

    Fibroma ovariano

    É uma neoplasia benigna mais comum na meia-idade e devem ser retirados por cirurgia.

    Endometrioma ovariano

    Na maioria das vezes, aparece em casos de endometriose nos ovários, podem medir cerca de 1 cm e necessitam ser tratados com remédios ou cirurgia.

    Cistoadenoma

    O cisto ovariano benigno é um tumor com características de benignidade que deve ser retirado através de intervenção cirúrgica, laparoscopia.

    Como diagnosticar?

    O cisto no ovário é diagnosticado através de exames físicos e clínicos. Entre os principais exames que poderão ser solicitado, como por exemplo: 

    • palpação da região pélvica; 
    • ultrassonografia transvaginal; 
    • tomografia computadorizada;
    • ressonância magnética. 

    Além disso, devem ser solicitados alguns exames adicionais, como o teste de gravidez (Beta HCG), para excluir a possibilidade de gravidez ectópica, já que ela apresenta os mesmos sintomas dos cistos de ovário. 

    Com o resultado dos exames em mãos, o ginecologista poderá identificar o tipo de cisto que a paciente possui para iniciar o tratamento mais adequado para o caso.

    Tratamento para cisto de ovário

    Mencionamos anteriormente que, na maioria das vezes, a tendência é que o cisto desaparece sozinho, sem qualquer necessidade de tratamento.

    Nos casos mais graves, quando há necessidade de tratamento, ele pode ser medicado com ingestão regular da pílula anticoncepcional.

    Quando provoca sintomas ou dificulta o funcionamento do ovário, pode ser necessário realizar uma cirurgia para retirada do cisto.

    Nos casos mais graves, em que o cisto é muito grande e apresenta suspeita de câncer, ou em caso de torção do ovário, pode ser necessário retirar completamente o ovário.

    A principal recomendação é que, se você apresentar dores abdominais e pélvicas muito fortes, acompanhadas de febre e vômito, deve procurar um especialista o quanto antes. 

    E a prevenção e exames de rotina, podem ajudar nos casos sem sintomas. Portanto, faça uma avaliação médica para obter o diagnóstico correto e procurar o tratamento adequado para o seu caso. 

    Considerações finais

    De acordo com dados do Ministério da Saúde, os cistos de ovário podem ser encontrados em uma a cada quatro mulheres e embora não causem infertilidade, podem dificultar a gravidez.

    Isso acontece porque os cistos de ovário podem provocar alterações hormonais, disfunções no processo ovulatório e irregularidade ou ausência de menstruação.

    Quando os cistos permanecem muito tempo nos ovários, eles podem dificultar novas ovulações.

    Em alguns casos, os cistos de ovário podem desaparecer naturalmente. Mas, caso seja necessário, existem técnicas totalmente seguras para remoção ou tratamento do cisto, nos casos em que apresentem sintomas graves e que não tenha desaparecido, mas sim, aumentado de tamanho. 

    Lembre-se que, para iniciar qualquer tratamento, é necessário fazer uma consulta com um especialista para que possa avaliar o caso e propor a melhor solução.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre os cistos no ovário, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Menopausa: como combater os sintomas

    A idade média do aparecimento da menopausa é por volta dos 45 anos de idade. Este é o período em que a mulher deixa de produzir hormônios e poderá ter sintomas muito fortes, o que interfere no dia a dia e na qualidade de vida. 

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça os principais sintomas da menopausa e descubra como minimizá-los.

    Boa leitura!

    Sintomas da menopausa

    A interrupção na produção de estrogênio, hormônio responsável pelo controle da ovulação, é a principal responsável pelos sintomas da menopausa. 

    Entre os principais sintomas que a falta de estrogênio pode provocar, estão:

    • Sintomas vasomotores (SVM) – são as ondas de calor no pescoço, face e peitos, que atingem até 80% das mulheres;
    • Síndrome geniturinária (SGM) – alterações na vulva, vagina, uretra e bexiga. A mulher pode apresentar desconforto vaginal, dificultando relações sexuais;
    • Irritabilidade e depressão – o estrogênio está associado a sentimentos de bem-estar e autoestima elevada, a falta dele pode causar depressão;
    • Osteoporose – por causa da ausência de estrogênio, após a menopausa, a mulher pode ter osteoporose, doença que causa enfraquecimento ósseo, o que pode levar à fraturas;
    • Alterações no corpo – é possível que a falta do hormônio cause a diminuição do brilho da pele e favoreça a concentração de gordura na barriga; 
    • Descontrole do colesterol – o estrogênio também está relacionado ao equilíbrio entre colesterol bom (HDL) e colesterol ruim (LDL) no sangue.

    Tratamentos para a menopausa

    Basicamente, existem dois tipos mais comuns de tratamentos para amenizar os sintomas da menopausa. Confira a seguir:

    Terapia hormonal

    A terapia hormonal (TH), que é a reposição dos hormônios estrogênio e progesterona por meio de medicamentos, alivia efetivamente os sintomas da menopausa e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida da mulher nessa nova fase.

    Entretanto, é preciso manejar os riscos. A terapia hormonal aumenta as chances do desenvolvimento de algumas doenças, como tromboembolia pulmonar, câncer de mama, câncer de endométrio e doença hepática, além de apresentar sangramento vaginal não diagnosticado ou porfiria (distúrbio provocado por deficiências de enzimas).

    O tratamento deve ser individualizado e é preciso acompanhar a manutenção dos benefícios, a melhora da qualidade de vida e o aparecimento de efeitos adversos nas mulheres que optarem por este tratamento. Converse com um médico de confiança para entender o que é melhor para o seu caso.

    Tratamento sem hormônios

    O tratamento pode ser realizado sem o auxílio de medicamentos (tratamento não farmacológico), usando, por exemplo, a acupuntura ou estabelecendo modificações no estilo de vida. 

    Neste caso, usar roupas leves, diminuir a temperatura dos quartos, beber bebidas frias, evitar alimentos quentes e apimentados, praticar atividades físicas, reduzir o peso e parar de fumar são medidas que podem contribuir para a melhora dos sintomas.

    Os medicamentos são outra estratégia frequentemente utilizada de forma isolada ou em associação às terapias não farmacológicas. O tratamento medicamentoso inclui a TRH (estrogênio, progesterona, tibolona e os moduladores seletivos de hormônios estrogênicos) e o não hormonal. 

    As substâncias não hormonais mais estudadas são os antidepressivos, que atuam via serotonina, via noradrenalina e a gabapentina. Os medicamentos não hormonais usados para tratar manifestações clínicas do climatério podem ser divididos em cinco grupos principais:

    Medicamentos que agem via serotonina: são exemplos a paroxetina, o citalopram, o escitalopram, a sertralina e a fluoxetina. A paroxetina foi recentemente aprovada pelo FDA para o tratamento dos sintomas vasomotores do climatério. É o primeiro medicamento não hormonal aprovado para esse fim nos Estados Unidos. 

    O novo medicamento, denominado Brisdelle®, contém dose mais baixa de paroxetina (7,5 mg) quando comparada à dose de 20mg dos comprimidos usualmente disponíveis no mercado Medicamentos que agem via serotonina + noradrenalina (exemplos: a venlafaxina, desvenlafaxina e a duloxetina)

    Os antiepiléticos (exemplo: a gabapentina). A pregabalina, substância usada para tratamento fibromialgia,também pode ser eficaz.

    Medicamentos fitoterápicos (exemplos: Cimicifuga racemosa, Glycine max, Valeriana, isoflavonas etc.).

    A homeopatia também tem sido utilizada, especialmente para o alívio dos sintomas vasomotores. Algumas substâncias utilizadas na homeopatia são A. racemosa, A. montana, Glonoinum, L. mutus e S. canadensis.

    A busca por medicamentos que não contém hormônios para amenizar os sintomas do climatério, é uma estratégia muito importante para melhorar a qualidade de vida das mulheres que se encontram nessa fase da vida e não podem se submeter à TRH.

    No entanto, vale ressaltar que mesmo os medicamentos fitoterápicos, podem ter efeitos colaterais graves se ingeridos em doses altas. 

    Além disso, eles podem interagir com outros medicamentos que a mulher já esteja utilizando, provocando diversas complicações. 

    Dessa forma, embora avanços importantes estejam ocorrendo, a terapia deve ser sempre individual, realizada com acompanhamento e supervisão médica qualificada.

    Dicas para combater os sintomas da Menopausa

    Existem algumas formas de amenizar os sintomas da menopausa. Confira:

    • Ser orientada por um médico, para que este avalie seus sintomas e a necessidade de medicamentos;
    • Realizar atividades físicas que lhe dê prazer, como andar de bicicleta, correr ou fazer hidroginástica. O importante é fazer exercícios, pois liberam endorfinas na corrente sanguínea que proporciona uma sensação de prazer e de bem estar físico e emocional;
    • Fazer uma dieta balanceada, ingerindo alimentos como soja e inhame, que contêm fitoestrogênios que vão ajudar a diminuir os incômodos da menopausa;
    • Beber bastante água;
    • Tomar chá de camomila, pois ele possui propriedades calmantes e é um ótimo aliado durante a menopausa. 

    Além disso, existem opções de tratamentos naturais para diminuir os sintomas da menopausa. O uso da Isoflavona de soja, um composto derivado da soja que contém os hormônios que deixam de ser fabricados durante esta fase. 

    Este suplemento alimentar deve ser tomado diariamente durante os primeiros meses da menopausa, até que o corpo da mulher se habitue a inatividade dos ovários.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, a menopausa é um período delicado para as mulheres e os sintomas são bastante perceptíveis. 

    A boa notícia é que existem diversas formas de amenizar essas sensações e melhorar a qualidade de vida, mesmo após atingir a menopausa. Para isso, basta ter alguns cuidados com a saúde e, principalmente, fazer um acompanhamento médico adequado e especializado.

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  • Inseminação artificial: quais são os cuidados após o procedimento

    Entre os tratamentos de fertilidade mais conhecidos estão a inseminação artificial e a fertilização in vitro. Embora o objetivo dos dois tratamentos seja a gravidez, as duas técnicas possuem indicações diferentes. 

    Pensando nisso, preparamos este post para que você saiba o que é a inseminação artificial e quais os cuidados a ter após o procedimento.

    Boa leitura!

    O que é Inseminação Artificial?

    A Inseminação Artificial é um método que consiste na colocação de espermatozóides dentro do canal  genital da mulher, sendo indicado tanto para casos de infertilidade masculina como para casos de infertilidade feminina. 

    A inseminação é um procedimento relativamente simples, com poucos efeitos colaterais e os resultados dependem de alguns fatores, como qualidade do esperma, condições das trompas de Falópio, da saúde do útero e idade da mulher. 

    Geralmente, essa não é a primeira opção de tratamento escolhido pelo casal que apresenta dificuldades para engravidar de forma espontânea e após o tempo de espera considerado normal, que é de 1 ano de tentativas. Isso porque existem outros métodos, como por exemplo a fertilização in vitro, a FIV é infinitamente mais cara e complexa que a inseminação. e com uma taxa de sucesso superior.

    O método consiste em colocar artificialmente o esperma masculino diretamente no útero da mulher, na região cervical, nas tubas, peritônio ou intrafolicular, sem relação sexual envolvida. 

    Existem 2 tipos de inseminação: 

    Inseminação Artificial Homóloga: quando o sêmen pertence ao parceiro;

    Inseminação Artificial Heteróloga: quando é usado o sêmen de um doador. 

    Sem preços

    Para quem é indicada a inseminação artificial?

    A inseminação artificial é indicada para casos de:

    • Infertilidade, sem causa aparente;
    • Impotência sexual masculina;
    • Hipospadia;
    • Ejaculação retrógrada;
    • Vaginismo;
    • Endometriose mínima ou leve;
    • Disfunção ovulatória;
    • Volume de esperma reduzido, sendo recomendado ter no mínimo 3 milhões de espermatozóides/mL;
    • Alterações nos espermatozóides.

    Existem ainda alguns critérios que devem ser respeitados, sendo o principal deles, a idade da mulher. 

    Muitos centros de reprodução humana não realizam o procedimento em mulheres com mais de 40 anos de idade, porque existe um maior risco de aborto espontâneo, resposta baixa ao processo de estimulação ovariana e diminuição da qualidade dos oócitos coletados, que são cruciais para a gravidez. 

    Como é feita a inseminação artificial?

    A inseminação artificial começa com a coleta do sêmen através de masturbação, após 3 a 5 dias de abstinência sexual, e colocação da amostra num recipiente esterilizado para avaliação da qualidade e quantidade dos espermatozoides. 

    Só podem ser utilizados os sêmens com as seguintes características: volume acima de 2 mL, pH de 7,2 a 7,8, concentração acima de 20 milhões de espermatozóides/mL, mais de 50% de espermatozóides que se movimentam livremente e mais de 30% dos espermatozóides com formas naturais.

    Cerca de 3-7 dias antes do dia da inseminação acontecer, a mulher deve tomar um indutor da ovulação, 

    A inseminação artificial acontece da seguinte maneira: o médico introduz um espéculo vaginal (semelhante ao usado no papanicolau) e retira o excesso de muco cervical presente no útero da mulher, a seguir é depositado o esperma.

    Depois disso, a paciente deve ficar 30 minutos em repouso e podem ser feitas até 2 inseminações para aumentar as chances de gravidez.

    Cuidados após a inseminação artificial 

    Após a inseminação, a mulher pode voltar a sua rotina, no entanto, dependendo de alguns fatores, como idade e condições das trompas e do útero, podem ser recomendados pelo médico alguns cuidados extra após a inseminação.  

    Evitar ficar muito tempo sentada ou em pé, evitar relações sexuais por 2 semanas após o procedimento e manter uma dieta equilibrada, podem ser algumas das recomendações.

    Possíveis complicações

    Algumas mulheres relatam sangramentos após a inseminação, o que deve ser comunicado ao médico. 

    Outras possíveis complicações da fertilização artificial incluem gravidez ectópica, aborto espontâneo e gestação de gêmeos, e embora estas complicações não sejam muito frequentes, a mulher deve ser acompanhada pela clínica de inseminação e pelo médico obstetra para prevenir esse tipo de situação.

    Considerações finais

    Como podemos ver ao longo do artigo, a inseminação artificial é um tratamento para ajudar casais com problemas de infertilidade a realizarem o sonho de ter um filho. 

    Por fim, vale ressaltar que o ideal é que todo o processo seja acompanhado por uma clínica especializada, para que todas as possibilidades de tratamento sejam verificadas.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre as diferenças entre a Vasectomia e a Ligadura de trompas, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Sou saudável, mas não consigo engravidar, por quê?

    Após algum tempo de tentativas sem que haja sucesso, é normal que o casal comece a ficar preocupado e passe a pensar mais sobre a sua fertilidade.

    Existe um tempo de espera considerado normal para conseguir conceber. Esse prazo é de 12 meses para casais sem nenhum problema de fertilidade pré-existente e quando a mulher possui uma idade inferior a 35 anos.

    As estatísticas mostram que um casal jovem e saudável tem apenas 20% de chances de engravidar a cada mês.

    Dito isso, se após esse tempo de espera, a dificuldade para engravidar persista, o ideal é procurar um especialista o quanto antes para obter um diagnóstico mais preciso.

    Pensando nisso, preparamos este post para ajudar você a entender as principais causas e o que fazer caso esteja desconfiando que seja infértil.

    Boa leitura!

    O período fértil feminino

    O período fértil feminino é identificado pela disponibilidade do óvulo para fecundar. A mulher já nasce com todos os óvulos que precisa e estes são liberados mensalmente com a menstruação.

    Até os 35 anos de idade, a maioria das mulheres tem o período fértil normal. Por esse motivo, somente após 12 meses de tentativas que é indicado buscar orientação médica para engravidar. 

    Mas, é importante lembrar que no caso de mulheres com mais de 35 anos, o tempo de espera é apenas de seis meses, a partir desse período, o ideal é procurar um especialista.

    A infertilidade feminina

    As causas da infertilidade são inúmeras. Um dos exemplos, tal como citamos no tópico anterior, é a gravidez tardia da mulher. Outros motivos que podem levar à infertilidade são: estresse e DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

    Para o casal que está com dificuldade para engravidar, o estresse pode dificultar um pouco mais a situação. A sensação de ansiedade influencia na produção de determinados hormônios, impedindo que a concepção ocorra.

    Também é importante lembrar que alterações no sistema reprodutor feminino também diminuem as chances de gravidez, bem como, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que também é provocada por desequilíbrios hormonais.  

    Outra causa bastante comum para a infertilidade é a endometriose, doença caracterizada pela implantação do endométrio (tecido intra uterino) fora do útero, como exemplo, no abdômen, na bexiga, entre outros.

    A tireoide também é uma das principais causas da infertilidade feminina, já que a glândula tireoide é responsável pela produção de hormônios essenciais para a gravidez.

    Como podemos ver, as causas para a infertilidade podem ser diversas e por esse motivo, é fundamental consultar um médico especialista em Medicina Reprodutiva, para avaliar melhor cada caso.

    A infertilidade masculina

    Ao contrário do que muita gente pensa, a dificuldade em conceber não se deve exclusivamente a fatores femininos. Aliás, a porcentagem de se ter problemas de infertilidade é de 30% tanto para os homens como para as mulheres.

    Mas, os motivos para a infertilidade masculina também são diversos e dependem de um diagnóstico preciso.

    Uma das principais causas para a infertilidade masculina é quando o homem não produz a quantidade ideal de espermatozóides. Isto é, quando a qualidade e quantidade de espermatozóides não é suficiente para fecundar o óvulo.

    Outras situações são: dificuldade em ejacular, produzir espermatozóides com alterações infecciosas, piospermia…

    Vale mencionar que apenas 10% dos casos da infertilidade não tem causa definida. Esses casos são conhecidos como Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA).

    Por esse motivo, é fundamental consultar um especialista que possa determinar com mais rigor as causas de dificuldade em engravidar, de modo a propor o melhor tratamento para o caso.

    Não consigo engravidar! O que fazer?

    Passado o tempo de espera e as tentativas de engravidar não tenham dado certo, o melhor é procurar orientação médica para verificar se o casal tem as condições para engravidar.

    Afinal, como pudemos ver, não é um processo tão fácil como parece. Para uma gravidez ocorrer, é necessário que uma série de fatores biológicos estejam em perfeita sintonia.

    O especialista em Medicina Reprodutiva é o profissional mais qualificado para avaliar a saúde do casal e realizar um diagnóstico preciso da situação. 

    Durante as consultas, o médico deve pedir a realização de diversos exames para identificar as causas da infertilidade.

    A partir daí, junto ao casal, o médico poderá planejar o melhor tipo de tratamento, de forma a garantir o conforto e confiança para os pacientes.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, existem diversos motivos que podem dificultar a gravidez. Os problemas podem ser tanto da mulher, do homem, do casal ou até mesmo sem causa aparente.

    No entanto, a boa notícia é que atualmente a medicina dispõe de métodos de diagnóstico e tratamentos que já ajudaram milhares de casais a realizar o sonho de ter um filho.

    Se você quer saber mais informações sobre este assunto, sugiro a leitura de um eBook que publicamos recentemente. Para baixar gratuitamente é só clicar no link:

    Não Consigo Engravidar. O Que Fazer?

    Por fim, lembre-se de consultar um especialista para obter um diagnóstico preciso, pois ele indicará o melhor tratamento para o seu caso.

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    Leia também: o que é reprodução assistida?

  • Quem fez laqueadura pode engravidar novamente: opções, chances e o que esperar

    Conteúdo atualizado em 27/08/2026.

    A laqueadura tubária é um método de contracepção considerado definitivo. O procedimento interrompe ou bloqueia as tubas uterinas, estruturas que conectam os ovários ao útero e que desempenham papel importante no encontro entre óvulo e espermatozoide.

    Embora seja altamente eficaz, a laqueadura não significa que uma nova gravidez seja impossível. Quando uma mulher que realizou a esterilização deseja engravidar novamente, existem duas principais possibilidades: a reversão da laqueadura, em casos selecionados, ou a fertilização in vitro (FIV).

    A escolha entre essas alternativas deve ser individualizada e considerar a idade, a reserva ovariana, a técnica utilizada na laqueadura, as condições das tubas e do útero, o tempo reprodutivo disponível e a presença de outros fatores de infertilidade.

    A reversão da laqueadura

    A reversão da laqueadura é uma cirurgia realizada para restabelecer a continuidade das tubas uterinas. Trata-se de um procedimento delicado, geralmente realizado com técnica microcirúrgica, e sua possibilidade depende principalmente de quanto da tuba permanece saudável após a esterilização.

    Nem todos os tipos de laqueadura podem ser revertidos. Quando houve remoção extensa das tubas, como em determinadas técnicas de salpingectomia, pode não existir segmento tubário suficiente para uma reconstrução funcional.

    Além da técnica utilizada na esterilização, alguns fatores influenciam o prognóstico:

    • Idade da mulher;
    • Reserva ovariana;
    • Comprimento e qualidade das tubas remanescentes;
    • Local em que a tuba foi interrompida;
    • Presença de aderências ou outras alterações pélvicas;
    • Qualidade do sêmen do parceiro;
    • Presença de endometriose ou outros fatores de infertilidade;
    • Experiência da equipe responsável pela cirurgia.

    Por isso, antes de indicar uma reversão, é importante realizar uma avaliação completa do casal.

    Taxas de sucesso: o que os dados dizem

    As taxas de gravidez após a reversão variam consideravelmente entre os estudos. Não existe uma porcentagem única que possa ser aplicada a todas as mulheres.

    A idade é um dos fatores prognósticos mais importantes, principalmente porque a fertilidade feminina diminui progressivamente com o passar dos anos, independentemente da condição das tubas.

    Também é importante diferenciar taxa de gravidez de taxa de nascimento de um bebê. Nem toda gravidez evolui para nascimento, e por isso números de estudos diferentes não devem ser comparados diretamente sem conhecer exatamente qual desfecho foi avaliado.

    De forma geral, os melhores resultados tendem a ocorrer em mulheres mais jovens, sem outros fatores de infertilidade e quando a técnica utilizada na laqueadura preservou uma quantidade adequada de tuba para reconstrução.

    A decisão, portanto, não deve ser baseada apenas no tempo desde a laqueadura ou em uma porcentagem isolada.

    FIV após laqueadura: quando é a melhor escolha?

    A fertilização in vitro apresenta uma importante vantagem: não depende da passagem dos óvulos e espermatozoides pelas tubas uterinas.

    Na FIV, os óvulos são obtidos diretamente dos ovários por meio da aspiração folicular. Depois, a fertilização ocorre no laboratório e, posteriormente, um embrião é transferido para o útero.

    Por isso, não é necessário desfazer a laqueadura para realizar FIV.

    A FIV pode ser especialmente considerada quando:

    • A mulher tem idade mais avançada;
    • Existe baixa reserva ovariana ou outro fator relacionado à fertilidade;
    • As tubas foram muito danificadas ou removidas;
    • Existe fator masculino associado;
    • Há endometriose ou outras condições que dificultam a concepção natural;
    • A mulher deseja evitar uma nova cirurgia;
    • Houve falha de uma tentativa anterior de reversão;
    • O tempo reprodutivo disponível é um fator importante.

    Em algumas situações, a FIV pode proporcionar uma estratégia mais rápida e previsível do que realizar a reversão e posteriormente aguardar a ocorrência de uma gestação espontânea.

    Reversão ou FIV: qual é melhor?

    Não existe uma resposta única. A reversão tubária pode ser uma alternativa interessante para mulheres mais jovens, com boa reserva ovariana, sem outros fatores importantes de infertilidade e cuja anatomia tubária seja favorável.

    Já a FIV pode ser mais adequada quando existe idade mais avançada, alteração importante das tubas, baixa reserva ovariana, fator masculino ou outros fatores que já indiquem a necessidade de reprodução assistida.

    Outro ponto importante é o projeto reprodutivo do casal. Uma mulher que deseja ter mais de um filho pode, em determinadas circunstâncias, considerar a reversão tubária, pois ela possibilita novas tentativas de concepção natural. Por outro lado, quando o objetivo é uma gestação em um período mais curto, a FIV pode ser uma alternativa mais eficiente. A decisão deve ser individualizada após avaliação médica.

    Na Nilo Frantz, ao avaliar uma mulher que deseja engravidar após a laqueadura, analisamos sua idade, reserva ovariana, histórico reprodutivo, técnica utilizada na esterilização, condições das tubas e do útero e possíveis fatores de infertilidade do casal.

    A partir dessas informações, podemos discutir de forma individualizada se a reversão tubária ou a fertilização in vitro oferece a estratégia mais adequada para o projeto reprodutivo daquela paciente.

    Se você fez uma laqueadura e deseja engravidar novamente, agende uma consulta com nossos especialistas para avaliar suas possibilidades.

    Perguntas frequentes sobre gravidez após laqueadura

    1. A FIV funciona mesmo com a laqueadura?

    Sim. A laqueadura não impede a estimulação dos ovários, a coleta dos óvulos ou a fertilização em laboratório.

    Os óvulos são coletados diretamente dos ovários e, após a fertilização, o embrião é colocado dentro do útero. Portanto, as tubas uterinas não precisam estar funcionando para que a FIV seja realizada.

    A chance de sucesso da FIV, por sua vez, depende de diversos fatores, principalmente da idade da mulher, reserva ovariana, quantidade e qualidade dos óvulos e embriões e características do tratamento.

    Por isso, não é adequado aplicar uma única taxa de sucesso de FIV a todas as pacientes.

    1. E os testes genéticos dos embriões?

    Durante um tratamento de FIV, pode existir a possibilidade de realizar teste genético pré-implantacional para aneuploidias (PGT-A) em situações selecionadas.

    O PGT-A avalia alterações no número de cromossomos dos embriões e pode fornecer informações adicionais para a decisão sobre quais embriões serão transferidos.

    Entretanto, o PGT-A não é indicado rotineiramente para todas as pacientes e não deve ser apresentado como uma garantia de aumento das chances de gravidez. Sua indicação deve ser discutida individualmente, considerando idade, histórico reprodutivo, número de embriões disponíveis e características do casal.

    1. Depois da reversão, quanto tempo é preciso esperar para engravidar?

    O período de recuperação deve ser definido pelo cirurgião de acordo com a técnica utilizada e a evolução de cada paciente.

    Após a liberação médica, as tentativas de gravidez podem ser iniciadas naturalmente.

    Caso a gestação não aconteça, o momento para investigar novamente a fertilidade não precisa necessariamente ser o mesmo utilizado para casais sem história de infertilidade. A idade da mulher e suas condições reprodutivas devem ser consideradas para definir quanto tempo é adequado aguardar.

    1. Existe risco de gravidez ectópica?

    Sim.  Uma gravidez pode ocorrer mesmo após uma laqueadura, embora isso seja incomum. Quando ocorre uma gestação após esterilização tubária ou após sua reversão, existe preocupação especial com a possibilidade de gravidez ectópica, quando o embrião se implanta fora da cavidade uterina, geralmente na tuba.

    Após um teste de gravidez positivo, é importante realizar acompanhamento médico precoce para confirmar a localização da gestação.

    Dor abdominal ou pélvica, sangramento vaginal, tontura ou desmaio associados a um teste de gravidez positivo exigem avaliação médica imediata.

    1. A laqueadura pode “se desfazer” sozinha?

    A falha da esterilização tubária é rara, mas pode acontecer.

    Isso não significa que a laqueadura simplesmente “desapareça” ou que as tubas necessariamente voltem ao funcionamento normal. A gravidez pode ocorrer por falha do método ou, em situações muito raras, por recanalização espontânea.

    Por isso, uma mulher que realizou laqueadura e apresenta atraso menstrual ou sintomas de gravidez deve fazer um teste e procurar avaliação médica.

    1. Afinal, quem fez laqueadura pode engravidar novamente?

    Sim.  Quando existe desejo de uma nova gestação, a mulher pode ser avaliada para duas estratégias principais:

    1. Reversão da laqueadura:

    uma cirurgia que busca restabelecer a continuidade das tubas, indicada apenas quando existem condições anatômicas favoráveis e quando o perfil reprodutivo da mulher torna essa estratégia adequada.

    2. Fertilização in vitro:

    uma técnica de reprodução assistida que permite a fertilização dos óvulos em laboratório e não depende do funcionamento das tubas.

    A melhor escolha depende da história de cada paciente.

  • O que é endometriose? Sintomas e tratamentos

    Endometriose é uma doença ginecológica crônica muito comum entre as mulheres, que pode dificultar ou até mesmo impossibilitar a gravidez. Se você apresenta dificuldades para engravidar, é provável que já tenha ouvido falar sobre endometriose.

    Apesar de nem sempre apresentar sintomas, e as suas causas ainda não terem sido totalmente esclarecidas pela medicina, atualmente, é possível obter um diagnóstico preciso caso se tenha a doença. Dessa forma, o médico é capaz de escolher a melhor alternativa de tratamento para a endometriose.

    Pensando nisso, este post foi elaborado para que você conheça o que é a endometriose, os seus sintomas e principais opções de tratamentos.

    Boa leitura!

    O que é o Endométrio?

    Antes de explicar o que é a endometriose, é necessário entender o que é o endométrio. O endométrio é a camada interna do útero que sofre alterações de acordo com estímulos hormonais, podendo aumentar ou diminuir a sua espessura durante o ciclo menstrual.

    No início do ciclo menstrual, o endométrio se descama, dando origem à menstruação. Quando o sangramento menstrual termina, o endométrio inicia novamente o seu processo de espessamento, até alcançar o pico máximo e novamente descamar, encerrando assim o ciclo menstrual.

    É no endométrio que ocorre a fixação do óvulo, ou seja, a fecundação e o posterior desenvolvimento da placenta e do embrião. Por outras palavras, podemos dizer que é no endométrio que os bebês se implantam, caso a mulher engravide e, caso contrário, também é o lugar por onde é eliminado no sangue menstrual.

    A endometriose

    A endometriose é uma doença ginecológica crônica em que ocorre a implantação e o crescimento benigno de tecido do endométrio fora do útero, causando reações inflamatórias. Na maioria das vezes, as zonas afetadas por essa anomalia são estruturas reprodutivas, como, por exemplo, os ovários.

    No entanto, a endometriose também pode ocorrer nas trompas de Falópio, na vagina, no peritônio ou no trato gastrointestinal e urinário, mas com menos frequência.

    As reações inflamatórias causadas pela doença podem permanecer estáveis, progredir ou até mesmo retroceder. Por esse motivo, é importante consultar um médico especialista para obter um diagnóstico preciso e escolher a tratamento mais adequado para cada caso.

    O diagnóstico da endometriose

    Quando surge a suspeita de endometriose, o primeiro passo é realizar um exame ginecológico clínico. A presença da patologia pode ser confirmada através da realização de alguns exames laboratoriais e de imagem, tais como:

    Laparoscopia

    A laparoscopia ginecológica é um procedimento cirúrgico moderno, utilizado no diagnóstico e tratamento de doenças do trato genital feminino. Além disso, é um procedimento seguro e rápido que permite ao médico visualizar os órgãos internos através da inserção de uma óptica conectada a uma câmera que processa as imagens de todo o abdômen.

    Ressonância magnética

    A ressonância magnética é um método de diagnóstico que utiliza o eletromagnetismo para fazer imagens precisas de diversas partes do corpo. Ela é utilizada para diagnosticar vários problemas de saúde, como aneurismas, tumores, alterações nas articulações ou outras lesões nos órgãos internos.

    Ultrassom endovaginal

    Trata-se de um exame diagnóstico não invasivo, realizado por via endovaginal, que emite ondas sonoras para gerar imagens em movimento das estruturas pélvicas. Este tipo de exame, por sua vez, é utilizado para a avaliação dos órgãos reprodutivos femininos, como por exemplo, o útero, os ovários e o colo uterino.

    Marcador tumoral CA-125

    O exame de CA-125 mede a quantidade deste marcador tumoral no sangue, que pode estar presente em alguns tipos de câncer ou outras enfermidades, como, por exemplo, cirrose, endometriose, hepatite, pancreatite e cistos no ovário.


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    No entanto, para um diagnóstico mais preciso, será necessário a realização de uma biópsia.

    Sintomas da endometriose

    Na maioria das vezes, a endometriose é assintomática. No entanto, quando existem sintomas, eles variam de acordo com a área acometida. Vejamos alguns exemplos:

    • Endometriose no pulmão: tosse com sangue;
    • Endometriose na bexiga: dor ao urinar;
    • Endometriose no intestino: dor ao evacuar e diarreia;
    • Endometriose no ciático: dores na lombar e no músculo posterior das coxas;
    • Endometriose no diafragma: dores no ombro direito e pescoço.

    Além disso, existem outros sinais que podem ajudar a diagnosticar a doença, tais como:

    • Fortes dores abdominais no período pré-menstrual;
    • Cólicas menstruais intensas;
    • Cansaço extremo;
    • Presença de nódulos ou cistos;
    • Sangramento intenso durante a menstruação;
    • Dor durante a evacuação e/ou micção;
    • Constipação e dor intestinal;
    • Náuseas e vômitos.

    Caso identifique algum desses sintomas, é importante marcar uma consulta o quanto antes com um especialista no assunto para obter um diagnóstico preciso.

    Tratamento da endometriose

    O tratamento para endometriose pode ser feito com o uso de analgésicos, hormônios ou cirurgia, dependendo da gravidade da doença e se a mulher pretende engravidar ou não.

    A principal vantagem do tratamento cirúrgico é que as chances de eliminar totalmente a doença são altas, e é muito difícil que ela apareça novamente.

    Os tratamentos hormonais ou clínicos, por outro lado, não resolvem o problema a curto prazo, mas são menos invasivos. Normalmente, nesses tipos de tratamento, são utilizados alguns medicamentos com o intuito de diminuir o sangramento menstrual.

    Outra alternativa, por sua vez, de curto prazo e bem menos agressiva, é a laparoscopia. Ela consiste em pequenos cortes feitos pelo médico para poder analisar melhor a estrutura da região afetada e cauterizar os pontos necessários.

    É importante salientar que todos os tratamentos devem ser acompanhados periodicamente pelo seu médico.

    A endometriose e a infertilidade feminina

    Embora haja relatos de mulheres que conseguiram engravidar naturalmente mesmo tendo endometriose, a doença pode dificultar a gravidez. Isso porque, em algumas situações, o endométrio pode impedir a passagem do óvulo para o útero, provocar alterações nos hormônios responsáveis pelo processo de ovulação e na implantação do embrião.

    Além disso, a endometriose também pode alterar a anatomia do aparelho reprodutor feminino, causando uma mudança de posição do útero, de modo que o espermatozoide não consiga chegar aonde precisa para que possa fecundar.

    A endometriose, por sua vez, também pode causar alterações no desenvolvimento da gestação e aumentar as chances de aborto espontâneo.

    Endometriose: cuidados necessários

    A endometriose é uma das principais preocupações entre as mulheres que desejam engravidar, pois é uma das causas da infertilidade feminina mais comuns.

    No entanto, com a tecnologia, com os meios de diagnósticos e com os tratamentos existentes atualmente, é possível oferecer alternativas para eliminar a doença, com grandes chances de reverter o quadro de infertilidade.

    Por fim, a principal dica é procurar um especialista, caso identifique algum desses sintomas. Isso porque o médico é a pessoas mais indicada para elaborar um diagnóstico preciso e propor os tratamentos mais adequados para resolver o problema.

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  • Não consigo engravidar. O que fazer?

    Quando o casal decide que é hora de ter um bebê e deixa de usar o método contraceptivo, a expectativa de um teste de gravidez positivo aumenta a cada mês. Em alguns casos, após inúmeras tentativas, a gravidez não acontece espontaneamente.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de apenas 15% dos casais apresentam algum tipo de problema de fertilidade. Por essa razão, é considerado infertilidade apenas quando o casal não consegue engravidar após um tempo de espera determinado de acordo com diversos fatores, como, por exemplo, a idade da mulher.

    Conforme o tempo passa, e após inúmeras tentativas sem sucesso, existem algumas medidas que podem ser tomadas para ajudar na concepção.

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