A menstruação atrasada é a situação na qual a menstruação do mês não ocorre no dia esperado. Nesse sentido, ela pode vir com alguns dias de retardo, ou eventualmente, nem acontecer. Vale esclarecer que ultrapassar a data da menstruação em poucos dias é comum, inclusive para as mulheres com menstruações regulares. Porém, a partir de 15 dias, já é considerado um atraso que necessita ser observado.
Nesse sentido, a primeira suspeita para menstruação atrasada é uma possível gravidez. Entretanto, outras situações, como o estresse, alterações hormonais e estilo de vida também podem causar a demora da menstruação. Dessa forma, quando o atraso se repete por mais de três meses, deve ser investigado.
É importante lembrar também que a menstruação é um processo natural na vida das mulheres, e marca a fase reprodutiva feminina. Ela começa na adolescência, com a menarca, e dura até a menopausa. Dessa forma, a menstruação faz parte do ciclo menstrual mensal que prepara o corpo da mulher fértil para uma possível gravidez.
Nesse sentido, as alterações hormonais que ocorrem neste período fazem o endométrio (tecido que reveste o interior do útero) ficar mais espesso para acolher o embrião. Entretanto, quando não há a fecundação do óvulo, este tecido se desprende e é expelido do corpo, caracterizando a menstruação.
Menstruação atrasada e ciclo menstrual: qual a relação?
Para entender melhor sobre menstruação atrasada, é importante conhecer como funciona o ciclo menstrual. Nesse sentido, ele acontece mensalmente e leva em média 28 dias, embora existam ciclos mais curtos, de 21 dias, e mais longos de até 35 dias, também considerados normais.
Dessa forma, durante os ciclos, ocorrem mudanças hormonais que determinam o período fértil da mulher e preparam o corpo para uma gravidez.
O ciclo menstrual passa por três etapas:
Fase folicular
A fase folicular é a primeira etapa do ciclo menstrual e acontece entre o primeiro dia da menstruação e a ovulação. Neste período, que dura entre 12 e 16 dias, os folículos ovarianos crescem e começam a preparar o corpo para uma possível gravidez.
Sendo assim, há um aumento da produção do hormônio folículo estimulante (FSH), que faz com que os folículos que contêm os óvulos se desenvolvam. Além disso, com esse amadurecimento, o ovário também libera mais estrogênio, hormônio responsável por tornar o revestimento do útero pronto para uma eventual gestação.
Fase Ovulatória
A fase ovulatória é a segunda etapa do ciclo menstrual e consiste na ovulação. Nesse sentido, ocorre a liberação do óvulo maduro que segue para as trompas de Falópio onde poderá acontecer a fecundação. Como o óvulo sobrevive apenas 24 horas fora do ovário, é preciso que ele encontre o espermatozoide neste curto espaço de tempo para dar início a uma gravidez.
Dessa forma, considerando que os espermatozoides duram até 5 dias dentro do corpo da mulher, é possível que a gestação ocorra se o casal tiver relações sexuais até 5 dias antes da ovulação. Ainda, é importante ressaltar que o dia da ovulação varia conforme a duração do ciclo. Em muitos casos, ocorre no 14º dia. Porém, há mulheres que ovulam em dias diferentes do ciclo.
Fase lútea
A fase lútea do ciclo menstrual é aquela que ocorre após a ovulação, quando os hormônios femininos começam a reduzir gradativamente sua concentração no organismo.
Nesse sentido, caso o óvulo tenha sido fecundado, ele viaja até o útero e se fixa no endométrio. Por outro lado, se não houve a fecundação, o óvulo se desintegra e o endométrio, que estava pronto para receber o embrião, passa a descamar. Essa descamação do endométrio constitui a menstruação que marca o início de um novo ciclo reprodutivo.
Menstruação atrasada e o ciclo menstrual irregular
Como já vimos, o ciclo menstrual dura em média 28 dias. Porém, cada mulher tem um ritmo diferente. Nesse sentido, mesmo que os ciclos tenham 21 ou 35 dias, o importante é que sejam regulares, de acordo com o seu padrão.
Além disso, a duração do período menstrual, o fluxo e a intensidade também acontecem de forma diferente entre as pessoas. Dessa forma, é considerada menstruação irregular aquela que foge do seu normal e pode dificultar a constatação da menstruação atrasada.
A menstruação pode ser irregular se:
O tempo entre cada período começa a mudar, se tornando mais ou menos espaçado.
O fluxo menstrual se altera, e o volume de sangue fica mais ou menos intenso.
O número de dias da sua menstruação varia.
Menstruação atrasada é sempre gravidez?
Não, menstruação atrasada nem sempre é sinal de gravidez, mas com certeza é, na maioria das vezes, a primeira suspeita. Nesse sentido, existem diversas situações que podem causar atraso na menstruação. Porém, quando ocorre em mulheres sexualmente ativas, que tiveram relações sexuais desprotegidas, existe uma grande possibilidade de ser gravidez.
Além disso, alguns hábitos, doenças e estilos de vida também podem contribuir para menstruação atrasada. Desta forma, quando o atraso se repete por até 3 meses, e a gestação não é confirmada através de exame ou teste de gravidez, o indicado é consultar um médico para que a causa seja identificada e tratada.
Menstruação atrasada: conheça suas causas
Além da gravidez, outros fatores podem alterar a data da descida da menstruação.
Gravidez
A gravidez é uma das principais causas dos atraso menstrual, e deve ser considerada mesmo pelas mulheres que usam métodos contraceptivos, como camisinha ou pílula anticoncepcional, que às vezes podem falhar.
Desta forma, as mulheres com ciclos regulares já podem desconfiar de gravidez com 5, 6 dias de atraso menstrual. Nesse sentido, o ideal é realizar um teste de gravidez para descartar ou confirmar esta possibilidade.
Erros de cálculo
As mulheres com ciclo menstrual irregular podem ter dificuldade para calcular o dia certo da próxima menstruação. Dessa forma, o que muitas vezes parece atraso é na verdade resultado de um ciclo maior, de mais dias.
Estresse e ansiedade
O estresse e a ansiedade causados pelos problemas da vida pessoal e profissional podem afetar diretamente o ciclo menstrual. Os fatores emocionais influenciam a regulação hormonal, realizada pelo hipotálamo, no cérebro, levando a alterações na menstruação. Dessa forma, é importante aprender a controlar o stress e encontrar formas de relaxar.
Disfunção na tireoide
A menstruação atrasada também pode ter como causa disfunções na tireoide. Nesse sentido, os hormônios dessa glândula influenciam na liberação dos hormônios sexuais pelos ovários. Assim, uma tireoide que funciona mal (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertireoidismo) pode alterar o ciclo menstrual, provocando irregularidades e atrasos.
Interrupção da pílula anticoncepcional
Os anticoncepcionais fornecem hormônios sintéticos ao corpo que deixam os ovários “adormecidos”, sem precisar cumprir suas funções. Desta forma, quando a mulher interrompe seu uso, é possível que os ovários demorem até 6 meses para entrar no ritmo novamente. Como resultado, o ciclo menstrual pode ficar desregulado, com atrasos menstruais e até amenorreia.
Síndrome dos ovários policísticos (SOP)
A Síndrome dos ovários policísticos é um distúrbio hormonal comum nas mulheres em idade reprodutiva, definida por um aumento de tamanho dos ovários, com múltiplos e pequenos cistos. Além disso, as mulheres com esta síndrome apresentam elevados níveis de hormônios masculinos, o que causa atrasos menstruais ou ausência completa de menstruação em alguns meses.
Excesso de atividade física
As mulheres atletas, maratonistas, nadadoras, ginastas, ou aquelas que praticam exercício físico em excesso geralmente têm menstruação atrasada. Isto acontece pois os treinos intensos e o gasto calórico elevado causam alterações no ciclo menstrual.
Nesse sentido, vale ressaltar que o prejudicial é exercício em excesso. A prática de atividade física regular e moderada traz muitos benefícios para a saúde, inclusive para a reprodutiva.
Infecções ou doenças
A saúde também impacta no ciclo menstrual. Desta forma, viroses, gripes ou infecções simples, como cistite ou amigdalites, podem ser causas de menstruação atrasada. Da mesma forma, o uso de alguns medicamentos também interfere no ciclo hormonal, desregulando a menstruação. Entre os mais comuns podemos citar:
A amamentação também provoca mudanças hormonais que podem causar alterações na menstruação. Nesse sentido, os hormônios responsáveis pela produção de leite inibem o retorno da ovulação, provocando mais do que um simples atraso menstrual, e sim, uma amenorréia transitória.
Variação do peso corporal
Uma variação brusca de peso pode impactar no ciclo menstrual. Nesse sentido, engordar muito ou emagrecer rapidamente acaba interferindo na produção de estrogênio, hormônio feminino responsável pela maturação dos óvulos, influenciando assim na menstruação. Portanto, é indicado que um médico avalie, oriente e acompanhe a variação de peso de mulheres que apresentam menstruação atrasada.
Obesidade
O excesso de peso também prejudica o ciclo menstrual pois provoca excessiva produção estrogênio. Este hormônio feminino é necessário para a ovulação, mas em excesso inibe a liberação do óvulo, provocando períodos anovulatórios, ou seja, sem menstruação.
Magreza excessiva / distúrbios alimentares
A falta de tecido gorduroso também influencia o ciclo ovulatório, pois reduz a capacidade do corpo de produzir estrogênio. Dessa forma, muitas mulheres que sofrem de anorexia, ou fazem dietas extremas, deixam de ovular apresentando não apenas atraso menstrual, mas também risco de amenorreia.
Pílula do dia seguinte
A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, usado para tentar evitar uma possível gestação. Nesse sentido, deve ser tomada o mais próximo da relação sexual desprotegida, em até 72 horas, já que sua eficácia diminui com o passar dos dias. Além disso, esse medicamento pode causar efeitos colaterais como alteração no ciclo menstrual e consequentemente, atraso na menstruação.
Início recente do ciclo menstrual
A menarca é a primeira menstruação que acontece na vida das meninas e marca o início da vida reprodutiva. Nesse sentido, é normal que o ciclo seja irregular nos primeiros anos pois o sistema reprodutor ainda está em fase de amadurecimento. Desta forma, os atrasos menstruais podem ocorrer até os dois primeiros anos de menstruação.
Climatério / Menopausa
O climatério é o período de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a fase não-reprodutiva. Nesse sentido, essa etapa da vida feminina é marcada por uma diminuição progressiva da quantidade de hormônios, causando alteração do ciclo menstrual.
Essa etapa inicia geralmente entre os 40 e 45 anos e dura até à última menstruação, que corresponde ao início da menopausa. Além disso, é importante salientar que algumas mulheres podem passar por esse processo ainda jovens, ou seja, ter uma menopausa precoce.
Alterações do hipotálamo e hipófise
O hipotálamo e a hipófise são glândulas que ficam no cérebro, e são responsáveis pela regulação dos hormônios sexuais. Dessa forma, doenças que causam alterações nestas glândulas podem causar alterações no ciclo e, consequentemente, atrasos ou antecipação da menstruação.
Agora que você já conhece um pouco mais sobre menstruação atrasada e suas possíveis causas, nós produzimos um infográfico para você entender mais sobre a gravidez. O material fala sobre 5 sintomas que a gravidez pode causar. Você pode fazer o download dele gratuitamente clicando na imagem abaixo:
Os exames pré-concepcionais ou pré-gestacionais sãoexamesrealizados para avaliar a condição física da mulher antes da gravidez. A gestaçãoé um momento especial e é importante que o organismo da futura mamãe esteja preparado esaudávelpara passar por tantas transformações.
Neste sentido, os exames pré-concepcionais mostram se a mulher está em condições de enfrentar uma gravidez com tranqüilidade e segurança, ou se precisa antes realizar algum tratamento ou mudar hábitos de vida.
Além disso, depois de engravidar, as mulheres passam pelo pré-natal e fazem exames gestacionaisque são solicitados durante a gravidez para acompanhar o desenvolvimento e a saúde do bebê. Mas poucas pessoas sabem que, antes mesmo da concepção, a mulher deve dar início aos cuidados e fazer um check-up pré-gravidez, que envolve exames, vacinas e até perda de peso quando necessário.
Nesse sentido, para as mulheres que estão pensando em engravidar, é indicado visitar o ginecologista pelo menos três meses antes do início das tentativas. O objetivo é avaliar a sua condição física e clínica, evitando, assim, possíveis problemas que possam vir a ocorrer na gestação.
Vale ressaltar que este check up também é recomendado para o homem, já que a qualidade do seu esperma interfere diretamente na concepção e na saúde do bebê.
Quais são os exames pré-concepcionais e por que são tão importantes?
Os exames pré-concepcionais são de extrema importância, pois permitem identificar possíveis disfunções que podem prejudicar o bebê e a mãe durante a gravidez. Nesse sentido, o histórico clínico e físico da paciente é analisado, e doenças como diabetes, hipertensão, depressão, entre outras, já podem ter o início do tratamento antes mesmo da concepção. O médico verifica também eventuais problemas genéticos na família da mulher e de seu parceiro, como Fibrose Cística eSíndrome de Down.
Além disso, na consulta, é solicitado o exame das mamas, o preventivo Papanicolau e exames laboratoriais para rastrear doenças que devem ser tratadas antes da gravidez, como as sexualmente transmissíveis (DST) e as endócrinas. Em algumas situações, também se pede um ultrassom transvaginal para avaliar as condições do útero, trompas e ovários.
Nesse sentido, a paciente sai do médico com a recomendação de fazer uma série de exames pré-concepcionais e iniciar o uso de ácido fólico , pelo menos, três meses antes da gestação e se prolongar até a 12ª semana de gravidez, para prevenir doenças e má-formação do tubo neural do bebê.
Principais exames pré-concepcionais para as mulheres:
Existem exames pré-concepcionais básicos que são solicitados pelos médicos para as mulheres que desejam engravidar. Eles serão essenciais para detectar doenças que podem ser tratadas antes da gestação: Confira a lista abaixo:
Hemograma completo:
A avaliação sanguínea da futura mamãe tem como objetivo identificar possíveis alterações no sangue a fim de diagnosticar enfermidades, como anemias, infecções, alterações na contagem das plaquetas, entre outras.
Tipagem sanguínea (sistema ABO e fator RH):
Saber qual otipo sanguíneoe ofator RHdos futuros pais é extremamente importante para a saúde do bebê.
ORHé uma proteína que pode estar ou não presente no sangue. Nesse sentido, se a mulher possui RH negativo, e o homem, positivo, existe a possibilidade do filho nascer com oRH positivo. O problema, nesses casos, acontece na hora do parto: quando a mãe entra em contato com o sangue do bebê, seu corpo desenvolve anticorpos para oRH positivo. Assim, caso o próximo filho também seja RH positivo, a segunda gestação estará em risco.
Nesse sentido, é necessária a vacina gamaglobulina anti-D para esta incompatibilidade sanguínea. Ela reduz as chances a um nível quase nulo da Eristroblastose Fetal. Caso a mãe seja RH positivo e o filho RH negativo, não há problema, pois a doença não se apresenta nesse caso.
Glicemia de jejum:
Esse exame pré-concepcional é essencial para qualquer mulher que esteja planejando uma gestação saudável, pois, mesmo que ela não apresente nenhum sintoma, a alteração dos níveis glicêmicos pode indicar a presença de Diabetes Melittus ou um risco aumentado para o desenvolvimento dessa doença durante a gestação.
Nesse sentido, a temida diabetes gestacional é uma doença que pode gerar uma série de complicações durante a gravidez, tais como:
Aumento do risco de abortamento;
Malformações fetais (principalmente correlacionadas com alterações cardíacas);
macrossomia fetal;
Polidrâmnio (aumento do líquido amniótico);
Parto prematuro.
Urina tipo I e urucultura:
O exame de urina tipo I é útil para apontar possíveis alterações na urina da paciente, mesmo que ela não apresente nenhum tipo de sintoma.
Esse exame possibilita a análise do pH urinário, detecta a presença de hemoglobina na urina, avalia a presença de cristais de oxalato de cálcio (que podem indicar indiretamente a existência de cálculos renais) ou, até mesmo, detecta a presença de bactérias.
Além do exame de urina tipo I, é essencial realizar a coleta da urocultura, que poderá avaliar especificamente qual tipo de bactéria está se proliferando dentro da urina, causando os quadros típicos ou atípicos de infecção urinária.
Nesse sentido, é importante identificar a presença desses agentes na urina antes da gestação, pois infecções não tratadas podem proporcionar um maior risco de abortamento ou parto prematuro.
Exame de fezes (proptoparasitológico de fezes):
O exame parasitológico de fezes é um exame pré-concepcional fundamental para avaliar se a paciente é portadora de alguma parasitose intestinal.
A maioria dos parasitas gera a perda de ferro no organismo, e esse é um mineral essencial para a saúde da mulher durante a gestação e para a formação e desenvolvimento do feto.
Exames Sorológicos:
São as análises sanguíneas que identificam a presença de doenças infecciosas que podem gerar sérias complicações à gestação e à criança.
Exames endócrinos:
São analisadas as funções da tireoide para verificar, por exemplo, o hipotireoidismo. Além disso, esta disfunção na gestação está ligada à infertilidade, abortos de repetição, parto prematuro e retardo no desenvolvimento do feto.
Principais exames pré-concepcionais para o homem
Da mesma forma que a mulher, o homem também deve fazer exames pré-concepcionais que avaliam a qualidade de seu esperma e detectam doenças que podem ser transmitidas à parceira e consequentemente ao bebê. Confira os principais exames solicitados pelo médico:
Espermograma:
O espermograma é a principal fonte de informação sobre a fertilidade masculina. Nesse sentido, este exame pré-concepcional traz dados sobre a produção e características dos espematozoides, além de detectar a existência de processos infecciosos nos testículos e na próstata.
Hemograma completo e Exames Sorológicos:
Também é solicitado um hemograma completo do futuro papai e análises do sangue que identificam a tipagem sanguínea e o fator RH do homem. Além disso, é investigada a presença de doenças infecciosas que podem gerar sérias complicações para a mãe e, consequentemente, para o bebê. Nesse sentido, os homens também precisam fazer exames de HIV, Hepatites B e C, Sífilis e VDRL.
Quais vacinas devo tomar antes de engravidar?
Certas vacinas devem estar em dia antes da gestação, pois não podem ser aplicadas quando a mulher já estiver grávida.
Fiz os exames preliminares pré-concepcionais, mas não consigo engravidar. Que outros exames posso fazer?
Depois de passar pelos exames pré-concepcionais preliminares, o médico pode solicitar ainda alguns exames mais complexos, que permitem identificar possíveis alterações na ovulação, na fase lútea e na nidação (implantação do óvulo). Nesse sentido, também é possível serem investigadas alterações na anatomia e na funcionalidade das trompas de falópio . Confira aqui alguns dos exames solicitados pelos especialistas:
Exame de histeroscopia:
O exame deHisteroscopia pode ser recomendado como um exame pré-gestacional quando o médico achar necessário.
Nesse sentido, ele investiga se a paciente tem algum problema interno no útero, diagnosticando doenças que acometem muitas mulheres, como pólipo endometrial, miomas uterinos e câncer de endométrio. Estes problemas são responsáveis por provocar hemorragias, dor na relação sexual, presença de corrimento amarelado, inchaço na vagina e dificuldade para engravidar.
Hormônio Anti-Mülleriano:
O hormônio anti-mulleriano (HAM ou AHM)é um exame pré-concepcional que serve para analisar o estado da reserva ovariana da mulher. Nesse sentido, é um marcador da reserva ovariana que tem a finalidade de informar qual é a quantidade de óvulos que a mulher dispõe em seus ovários.
Com o passar dos anos, o número de óvulos presentes na mulher vai diminuindo e, com isso, as chances de engravidar também. Desta forma, o hormônio anti-mulleriano tem como função alertar a proximidade da menopausa e a síndrome dos ovários policísticos. É um exame muito utilizado em tratamentos de reprodução assistida, principalmente para mulheres com idade superior a 35 anos ou com baixa probabilidade de engravidar.
Teste Era:
Aproximadamente 20% das mulheres de todo o mundo possuem dificuldade para engravidar por causa do endométrio, e o teste Era é um grande aliado para melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos destes casos. Entretanto, é um exame utilizado apenas em pacientes que estão fazendo tratamento de Fertilização in Vitro . Nesse sentido, é um teste molecular que avalia o estado do endométrio de cada paciente e identifica o melhor período para realizar a transferência do embrião ao útero da futura mãe.
Além disso, o exame Era é indicado para mulheres que já passaram por falhas de implantação, após transferência de três ou mais embriões nas Fertilizações in Vitro, ou tiveram vários abortos de repetição.
Exames pré-concepcionais e a importância de planejar a gestação
Como já vimos anteriormente, os exames pré-concepcionais são exames destinados ao casal que planeja engravidar e quer estar preparado para uma gravidez saudável. Nesse sentido, é importante que tanto a mulher como o homem façam exames para avaliar a saúde em geral e passem por um check up da fertilidade, que vai verificar e acompanhar o potencial reprodutivo de cada um.
Além dos exames pré-concepcionais, os médicos também indicam mudanças no estilo de vida do casal, pois hábitos inadequados do dia a dia podem prejudicar a gravidez. Nesse sentido, existem recomendações práticas que vão aumentar a fertilidade tanto do homem quanto da mulher.
Dessa forma, se você está pensando em ter um bebê, não esqueça que é muito importante o planejamento deste momento tão especial. Assim, com os exames pré-concepcionais e algumas mudanças de hábitos diários, é possível engravidar mais rapidamente e, desta forma, ter uma gestação mais tranquila e segura.
Os exames gestacionais são exames realizados ao longo de toda a gravidez com objetivo de acompanhar o desenvolvimento e a saúde do bebê, bem como da futura mãe. Dessa forma, as avaliações são feitas durante o pré-natal, para identificar se está tudo correndo como o esperado, se há alterações relacionadas ao bebê, ou riscos para a gestação.
Neste sentido, durante os 9 meses de gravidez, o obstetra solicita diferentes exames físicos, laboratoriais e de imagem para verificar de perto toda evolução desta incrível jornada que é gerar um filho. Além disso, os cuidados do pré-natal visam garantir que mãe e bebê cheguem com saúde e segurança ao momento do parto.
Vale esclarecer que os exames gestacionais, realizados pelas mulheres que já estão grávidas, muitas vezes são confundidos com os exames pré-gestacionais. Também chamados de exames pré-concepcionais, esses testes são solicitados pelo médico para as pessoas que estão se preparando para a gravidez. Desta forma, as mulheres que estão planejando engravidar devem procurar um especialista que vai orientar sobre os cuidados e exames indicados para uma gestação saudável e segura.
Estou grávida, e agora? Que exames gestacionais devo fazer?
Assim que a mulher desconfia ou já tem certeza de que está grávida, o indicado é que procure um médico, o quanto antes, para receber as primeiras orientações e começar logo o pré-natal. Neste sentido, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gestante deve realizar pelo menos oito consultas de pré-natal, para que haja acompanhamento adequado de cada fase da gestação.
De qualquer forma, o número de consultas depende da conduta de cada médico, e também da realidade de cada gestação. Em geral, a paciente é orientada a visitar o obstetra mensalmente, até o sétimo mês de gravidez. No oitavo, o ideal é consultar o especialista a cada quinzena, e no nono e último mês, as consultas passam a ser semanais.
Neste sentido, em cada consulta, o médico realiza exames clínicos e avalia o peso da gestante, a pressão arterial e a circunferência abdominal. Além disso, ele indica alguns exames gestacionais, como de sangue, de urina, ginecológicos e ultrassonografias para detectar se há problemas ou doenças que podem afetar a criança ou o seu desenvolvimento no útero .
Em cada encontro, o médico faz uma avaliação geral da gestação:
Mede a pressão arterial;
Verifica o peso da gestante;
Afere a altura do útero e da circunferência abdominal;
Ausculta os batimentos cardíacos do feto;
Solicita exames médicos (laboratoriais, de imagem e outros, se necessário);
Cada trimestre da gestação requer exames gestacionais específicos, mas, dependendo do caso de cada gestante, de acordo com a sua idade e saúde, o obstetra pode solicitar também outras avaliações complementares.
Quais exames gestacionais são solicitados no 1º trimestre da gravidez?
Os exames gestacionais do primeiro trimestre de gravidez devem ser feitos até a 13ª semana de gestação. Neste sentido, eles são importantes para avaliar a saúde da gestante, o risco da mãe passar algumas doenças para o bebê, e também servem para identificar malformações e possíveis riscos de aborto espontâneo.
Além disso, é importante lembrar que, em cada consulta, são realizados exames físicos que medem o peso da mãe, a altura uterina (para acompanhar o crescimento do feto a pressão arterial (para avaliar o risco de eclâmpsia ), além de escutar o coração do bebê.
Veja quais são os exames gestacionais do primeiro semestre:
EXAMES DE SANGUE
Os exames de sangue são exames realizados em laboratório e que ajudam a detectar possíveis sinais de inflamações, infecções e outras informações importantes para assegurar a saúde da mãe e do bebê.
Hemograma completo: serve para verificar se há alguma infecção ou anemia.
Tipo sanguíneo e fator Rh: importante quando o fator Rh dos pais é diferente, quando um é positivo e outro é negativo. Se a mãe for Rh negativo, é indicado a realização do exame de Coombs indireto.
Glicemia de Jejum: solicitado para diagnosticar ou acompanhar o tratamento da diabetes gestacional. Se a mãe for diagnosticada com a doença, o exame é repetido no segundo trimestre de gestação. Além disso, entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, o médico pode indicar o exame TOTG.
Tireoide: usado para avaliar o funcionamento da tireoide. É solicitado os níveis de TSH, T3 e T4, pois o hipertireoidismo pode levar ao aborto espontâneo.
Sorologias Infecciosas: algumas infecções por vírus, parasitas ou bactérias podem ser transmitidas ao bebê durante o parto, ou através da placenta. O exame de sorologia testa para:
VDRL: verifica se há sífilis, uma doença sexualmente transmissível, que se não for tratada, pode levar a malformação do bebê ou aborto espontâneo.
HIV: identifica se há presença do vírus HIV, que provoca a AIDS. Se a mãe for devidamente tratada, as chances do bebê se contaminar são baixas.
Hepatite B (HbsAg) e C: serve para diagnosticar as hepatites B e C. Se a mãe receber tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.
Toxoplasmose IgM e IgG: verifica se a mãe já teve contato com o protozoário Toxoplasma gondi, que pode causar malformação no bebê. Caso não seja imune, ela deverá receber orientações para evitar a contaminação.
Rubéola: usado para diagnosticar se a mãe possui rubéola, pois esta doença pode provocar malformação nos olhos, coração ou cérebro do bebê, além de aumentar o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro.
Citomegalovírus ou CMV: diagnostica a infecção pelo citomegalovírus, que, quando não é devidamente tratada, pode causar restrição de crescimento, microcefalia, icterícia ou surdez congênita no bebê.
EXAMES DE URINA
O exame de urina é um teste laboratorial que analisa, de forma microscópica, as células, bactérias e cristais eventualmente presentes na urina . É um procedimento indolor e de fácil coleta que fornece informações sobre doenças como infecções urinárias, problemas nos rins, entre outros.
Urocultura + urina tipo I: os exames de urina e urocultura verificam se há infecção urinária, que é muito comum durante a gestação, e pode levar ao parto prematuro.
EXAMES DE FEZES
O exame de fezes é um exames de rotina muito comum . A partir de uma pequena amostra coletada pelo paciente, o laboratório pode identificar possíveis microrganismos e outras anomalias causadora de doenças.
Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica): investiga a presença de parasitas no intestino que podem provocar, entre outros problemas, a anemia.
EXAMES DE ULTRASSOM
O ultrassom é um exame de imagem muito importante para o acompanhamento da gestante e do bebê. Com este aparelho é possível identificar malformações, anomalias no feto, doenças congênitas, entre várias outras condições.
Ultrassonografia obstétrica transvaginal: o primeiro ultrassom é geralmente realizado entre a 8ª e a 10 ª semana de gestação. Ele confirma a existência e a quantidade de embriões, calcula o tempo de gestação e define se o bebê está situado dentro do útero.
Ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre : ocorre entre a 11ª semana e 3 dias a 13ª semana e 6 dias. O exame mede a translucência nucal e avalia o risco de algumas síndromes cromossômicas, como por exemplo a Síndrome de Down.
EXAMES GINECOLÓGICOS
Os exames ginecológicos fazem parte da rotina de todas as mulheres e tem como objetivo a prevenção ou detecção precoce de doenças pré existente nas mães, ou que podem surgir durante a gravidez .
Citopatológico de colo de útero (Papanicolau ): verificar a presença de alterações no colo do útero que possam ser indicativos de câncer, por exemplo.
Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica): os exames ginecológicos servem para avaliar inflamações vaginais e infecções, como a Candidíase, que podem prejudicar o bebê se não forem tratadas. Além disso, também ajuda a identificar doenças sexualmente transmissíveis, como Gonorreia e Clamídia.
Quais exames gestacionais são solicitados no 2º trimestre da gravidez?
Os exames gestacionais do segundo trimestre da gravidez, ou seja, aqueles que são realizados entre a 13ª 24ª semanas, dão continuidade aos cuidados do pré-natal. Assim, mesmo que essa fase seja considerada mais tranquila, quando os enjoos e mal-estar já diminuíram, bem como o risco de aborto espontâneo, ainda é preciso acompanhar o desenvolvimento e a saúde do bebê e da gestante.
Neste sentido, diferente do que acontece no início da gestação, quando o acompanhamento médico é mais focado na saúde da futura mãe, os exames realizados no segundo trimestre são mais direcionados para acompanhar o crescimento do bebê. São eles:
EXAMES CLÍNICOS:
Os exames clínicos são exames realizados pelo obstetra em todas as consultas do pré natal para avaliar as condições físicas da mulher grávida e acompanhar o desenvolvimento do feto.
Pressão Arterial: a medição da pressão arterial na gravidez é muito importante para avaliar o risco de pré-eclâmpsia, que acontece quando a pressão está alta. Esta situação aumenta as chances de parto prematuro. Além disso, a pressão alta pode ser causada por alimentação desequilibrada ou malformação da placenta, o que pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê.
Altura do útero: a medida da altura do útero é feita periodicamente para acompanhar se o crescimento do bebê está compatível com o tempo de gestação.
EXAMES DE SANGUE:
No segundo trimestre, são repetidas algumas sorologias já realizadas no início da gestação, como:
Hemograma completo: o hemograma, no segundo trimestre da gravidez, permite avaliar a quantidade de hemácias, hemoglobinas, leucócitos e plaquetas da mulher e, assim, verificar se há anemia, que é bem comum nesta etapa da gravidez.
Sorologia para HIV: realizado para descartar a presença do vírus causador da Aids. Sorologia para VDRL: feito para verificar se a mãe é portadora da bactéria responsável pela sífilis, o Treponema pallidum.
Reação para Toxoplasmose: solicitado para constatar se a mãe possui ou não imunidade contra a toxoplasmose, causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que pode ser transmitido ao bebê.
Rubéola: serve para confirmar se a gestante tem a doença que pode causar malformação nos olhos, coração ou cérebro do bebê, e também aumenta o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro.
Hepatite B e C: o exame é repetido para verificar se a mãe tem o vírus da hepatites B e C. Com o devido tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.
Citomegalovírus: confirma se há infecção pelo citomegalovírus. Sem tratamento adequado, pode causar problemas no crescimento, microcefalia, icterícia ou surdez congênita no bebê.
Glicemia(tolerância oral a glicose 75 mg): esse exame é indicado para as pacientes com diagnóstico normal de glicemia de jejum verificada no primeiro trimestre. É recomendado que seja realizado entre 24 e 28 semanas para descartar diabetes gestacional. Conhecido como PTGO ou TOTG, o exame é feito através da coleta de uma amostra de sangue, antes e depois da mulher tomar o Dextrosol, que é um líquido açucarado. Além disso, novas coletas de sangue são feitas em 30, 60, 90 e 120 minutos após tomar o Dextrosol, completando 2 horas da ingestão do líquido.
Outros exames: o médico poderá solicitar também outros exames, como ureia, creatinina e ácido úrico, enzimas hepáticas.
EXAMES DE URINA E FEZES:
Esses exames também são repetidos para descartar possíveis infecções, inclusive Dsts.
EXAMES DE ULTRASSOM:
Exame inofensivo para mães e bebês, a ultrassonografia também está presente no segundo trimestre da gravidez . Neste sentido, o exame é fundamental para acompanhar a formação do bebê, seu ritmo de crescimento, e outros pontos importantes para chegar com saúde até o parto.
Ultrassonografia transvaginal de segundo trimestre: mede o comprimento do colo útero para avaliar os riscos e prevenir um parto prematuro.
Ultrassonografia morfológica de segundo trimestre: avalia toda a morfologia do feto, a posição da placenta, a quantidade de líquido amniótico e a medida do colo uterino. Além disso, o exame também pode identificar malformações fetais estruturais, como fenda labial e anomalias congênitas cardíacas. Geralmente, é realizado entre a 20ª e 24ª semana, quando, muitas vezes, se descobre o sexo do bebê.
Ultrassom (3D ou 4D): esse exame é um complemento do ultrassom tradicional. Permite ver o rosto do bebê e avaliar com mais precisão alguma malformação, já que as imagens são mais detalhadas.
EXAMES GINECOLÓGICOS:
Os exames ginecológicos também fazem parte dos exames realizados no segundo trimestre de gestação. Neste sentido é possível acompanhar o surgimento de alguma doenças que possa afetar a saúde da mãe, do bebê ou colocar a gravidez em risco.
Teste de Fibronectina Fetal: feito entre a 22ª e a 36ª semana de gestação, através da coleta de de secreção vaginal e do colo do útero, verifica se há risco de parto prematuro. É recomendado que a mulher não apresente sangramento genital e nem tenha tido relações sexuais 24 horas antes do exame.
Avaliação do corrimento vaginal e do colo do útero: serve para descartar a presença de eventuais doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia e a clamídia.
Quais exames gestacionais são solicitados no 3º trimestre da gravidez?
Os exames gestacionais do terceiro trimestre, que compreende da 27ª semana de gestação até o nascimento, tem como objetivo avaliar o desenvolvimento do bebê para se certificar de que não haverá problemas durante o parto.
Nesta última etapa da gravidez, é quando o bebê cresce e engorda mais. Neste sentido, as consultas com o obstetra são mais focadas na preparação para o parto e no acompanhamento do bebê, já que as estruturas mais importantes já estão todas formadas.
Veja os exames gestacionais que devem ser realizados na última fase da gestação, bem como alguns que já foram feitos nos trimestres anteriores e que podem ser repetidos.
EXAMES CLÍNICOS:
No segundo trimestre, os exames clínicos continuam sendo muito importantes para acompanhamento das gestantes e dos bebês. O médico verifica as condições físicas da grávida e avalia o desenvolvimento do nenê.
Pressão Arterial: assim como no primeiro e segundo trimestre, medir a pressão arterial da gestante é extremamente importante. No terceiro trimestre de gestação, a preocupação maior é com o parto prematuro, a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia.
Altura do útero, Peso e Circunferência da barriga: a medição da altura do útero, da circunferência da barriga e a pesagem da gestante são feitas em cada consulta de pré-natal. No último trimestre, o bebê ganha peso efetivamente, passando de uma média de 1kg na 28ª semana, para até mais de 3kg após as 40 semanas.
Toque: a partir da 35ª semana, o obstetra já pode realizar o exame de toque, para avaliar a posição do bebê e se há início de dilatação no colo do útero.
EXAMES DE SANGUE:
No terceiro trimestre, são repetidos alguns exames já realizados.
Hemograma completo: o hemograma, no terceiro trimestre da gravidez, é repetido para confirmar se a mãe está bem para enfrentar o parto.
Sorologia para HIV: para descartar presença do vírus causador da Aids.
Sorologia para VDRL (sífilis): confirma se a mãe não é portadora da bactéria da Treponema pallidum, responsável pela sífilis.
Reação para Toxoplasmose: para verificar se a mãe possui ou não imunidade contra a toxoplasmose, causada pelo parasita Toxoplasma gondii e que pode ser transmitida ao bebê.
Hepatite B e C: o exame é repetido para averiguar se a mãe tem o vírus da hepatites B e C. Com o devido tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.
EXAMES DE ULTRASSOM:
Também chamado de ultrassonografia ou ecografia, o exame de ultrassom usa ondas de som de alta frequência e produz imagens muito nítidas do bebê, da placenta, do próprio útero e de outros órgãos. No terceiro trimestre da gravidez, permite ao obstetra acompanhar bem de perto a evolução e a saúde do bebê.
Ultrassonografia obstétrica para avaliação do crescimento fetal: realizada (entre 34 e 37 semanas).
Perfil biofísico do bebê: realizado após a 28ª semana, este teste avalia os movimentos do bebê, assim como a quantidade de líquido amniótico. Dessa forma, se algum destes valores estiver errado, pode significar que o bebê está passando por algum problema e pode precisar fazer um parto precoce.
Monitoramento do batimento cardíaco fetal: este exame avalia o ritmo cardíaco do bebê dentro do útero e ajuda a identificar se existe algum problema com o seu desenvolvimento. Este tipo de monitoramento também é feito durante o parto para garantir que tudo está correndo bem, e também pode ser feito várias vezes após a 20ª semana de gestação.
EXAMES GINECOLÓGICOS:
Os exames ginecológicos também fazem parte do último trimestre da gravidez. De carácter preventivo, avalia possíveis infecções que podem prejudicar o bebê.
Pesquisa do estreptococo do grupo B: realizado entre a 35ª e 37ª semanas, o exame é feito através de coleta do material do canal vaginal. A bactéria streptococcus B é bastante comum no trato reprodutivo e, geralmente, não provoca qualquer tipo de problema ou sintoma na mulher. Porém, quando esta bactéria entra em contato com o bebê durante o parto, pode causar infecções graves como meningite, pneumonia ou até uma infecção de todo o corpo.
CARDIOGRAFIA:
Realizada após as 32 semanas de gravidez, a cardiotocografia é feita para avaliar os batimentos cardíacos e os movimentos do bebê. Nesse sentido, cintos elásticos com sensores são colocados na barriga, monitorando os batimentos cardíacos do bebê e a intensidade e frequência das contrações do útero. Esse exame é muito utilizado durante o trabalho de parto, para avaliar o bem-estar do bebê enquanto o nascimento não aconte.
Quais exames gestacionais são solicitados para gravidez de risco?
Já sabemos a importância do pré-natal e quais exames gestacionais são solicitados em cada um dos trimestres de uma gravidez normal. Porém, cada gestação é única e alguns fatores relacionados à mãe ou ao bebê podem torná-la uma gravidez de risco.
Neste sentido, algumas grávidas podem necessitar de cuidados extras e exames gestacionais adicionais para garantir sua saúde e a do seu filho.
Para os médicos, a gravidez de risco pode ocorrer quando existem doenças maternas prévias à gestação, antecedentes de intercorrência em gestação anterior, ou condições obstétricas de risco para a gestação atual. Além disso, engloba qualquer aspecto que fuja do curso normal de uma gravidez típica, em uma mulher que não apresente nenhum problema prévio de saúde e que ponha em risco a saúde da mãe ou do bebê.
Fatores que elevam o risco de uma gravidez:
Nenhuma mulher escolhe ter uma gravidez de risco, e muitas vezes esse risco é consequência de fatores alheios à vontade ou controle da mãe. Porém, dependendo do caso, alguns fatores podem ser evitados ou tratados, deixando a gravidez o mais saudável possível.
Quando a gravidez é considerada de risco, ou de alto risco alto, o acompanhamento é feito de forma mais frequente com a realização de exames gestacionais mais específicos, como:
Perfil bioquímico fetal: o exame ajuda no diagnóstico de doenças genéticas no bebê;
Biópsia do vilo corial e/ou cariótipo fetal: realizado para diagnosticar doenças genéticas;
Ecocardiograma fetal e eletrocardiograma: avalia o funcionamento do coração do bebê. Normalmente, é indicado quando alguma alteração cardíaca no bebê já tenha sido detectada em exames anteriores;
MAPA: indicado para mulheres hipertensas, para verificar o risco de pré-eclampsia;
Amniocentese: detecta doenças genéticas, como a síndrome de Down e infecções. Deve ser realizado entre a 15ª e 18ª semana de gestação;
Cordocentese: também conhecido como amostra de sangue fetal, serve para detectar alguma deficiência cromossômica no bebê ou suspeita de contaminação por rubéola e toxoplasmose tardia na gravidez.
RESUMINDO: EXAMES GESTACIONAIS DO PRÉ-NATAL
Exames gestacionais X Exames pré- gestacionais: entenda a diferença
Como já vimos, os exames gestacionais são todos aqueles realizados ao longo dos 9 meses de gravidez, ou seja, fazem parte do pré-natal das gestantes. Por outro lado, os exames pré-gestacionais, também chamados de pré-concepcionais, são exames destinados às mulheres que planejam engravidar e querem estar preparadas para uma gravidez saudável.
Para as futuras mamães, o primeiro passo é buscar um especialista e realizar a consulta pré-concepcional. Desta forma, o médico faz uma avaliação completa para conhecer o histórico clínico, ginecológico e obstétrico da paciente. Além disso, ele já realiza exames físicos e solicita os exames laboratoriais.
Conheça os exames realizados antes da gravidez:
Histórico Clínico:
Serve para identificar e tratar possíveis doenças prévias, como diabetes e hipertensão arterial, que afetam o desenvolvimento do futuro bebê, bem como a saúde da mãe. Importante também para orientação sobre hábitos de vida, como tabagismo e alcoolismo, que prejudicam uma gravidez.
Histórico Ginecológico e Obstétrico:
Para verificar a ocorrência de gestações anteriores, intervalo entre elas, partos e possíveis intercorrências, como abortamento e pré-eclâmpsia.
Exame Físico:
Avalia a pressão arterial, o peso e a altura da paciente. Além disso, serve de base para uma orientação nutricional adequada e informações sobre hábitos saudáveis que devem ser cultivados, como manter uma atividade física regular.
Exames Laboratoriais:
Como ponto de partida o médico solicita:
Hemograma
Glicemia
Função da Tireóide
Sorologias infecciosas
HIV
Hepatites B e C: com sorologia negativa para B, indica-se tomar a vacina antes da gravidez
Rubéola: se sorologia for negativa, há indicação vacinação prévia à gravidez
Sífilis
Com testes negativos de HIV, hepatites B e C e sífilis, a paciente é orientada sobre os cuidados preventivos. Se os resultados forem positivos, ela deve ser esclarecida acerca dos tratamentos disponíveis para reduzir o risco de transmissão vertical (para o recém-nascido), além de ser aconselhada sobre a importância do diagnóstico e tratamento do parceiro.
Se você já está planejando ter um filho, e quer se preparar para este grande momento, veja algumas dicas da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva para quem quer engravidar:
As trompas de Falópio ou tubas uterinas são dois canais finos responsáveis pelo transporte do óvulo, desde o ovário até a cavidade uterina. É neste importante órgão do aparelho reprodutor feminino que ocorre o encontro do óvulo com o espermatozoide. Nesse sentido é possível dizer que é dentro das trompas que acontece a fecundação natural. A partir daí, o embrião recém formado é impulsionado através dos cílios das trompas até o útero, local onde o bebê será gestado.
Desta forma, no processo reprodutivo, as trompas de falópio desempenham quatro funções importantes para a fecundação:
Capturam o óvulo liberado pelo ovário durante a ovulação;
Transportam os espermatozoides até o óvulo;
Contribuem para o encontro e a fusão do óvulo com o espermatozoide (fertilização);
Transportam o embrião formado até o útero, onde ele se fixará (nidação ou implantação).
Trompas de Falópio: problemas e anomalias na pelve
Como sabemos muito da reprodução feminina depende do adequado funcionamento das trompas de falópio. Deste modo, lesões e obstruções nas trompas podem impedir a passagem tanto do óvulo quanto do espermatozóide, impossibilitando assim o encontro dos dois gametas.
Atualmente, problemas e anomalias na pelve representam 30% das causas de infertilidade feminina. Nesse sentido, as dificuldades são variadas como por exemplo: diminuição da velocidade de transporte do óvulo, trompas fixas e distantes dos ovários e até mesmo obstrução nos canais. Dessa maneira, as alterações podem ser leves e responsáveis por uma demora maior para engravidar, como severas impedindo a ocorrência de uma gestação natural.
Vale lembrar que mesmo com o diagnóstico de trompas obstruídas é possível engravidar. Nestes casos é necessária a avaliação médica para definir a origem do problema e então determinar o melhor procedimento a ser tomado.
Nesse sentido, as possibilidades vão desde o uso de antibióticos, cirurgias para desobstrução das trompas até tratamentos de reprodução assistida, através da Fertilização in vitro (FIV).
Origem infecciosa: As doenças sexualmente transmissíveis (DST) podem causar danos permanentes nas trompas de forma silenciosa, pois muitas vezes não produzem sintomas. As mais frequentes são a Clamídia e a Gonorreia;
Origem inflamatória ou cirúrgica: cirurgias pélvicas ou enfermidades inflamatórias como a endometriose também podem afetar as trompas.
Problemas nas trompas: quais são os sintomas?
Os sintomas de inflamação nas trompas de falópio são geralmente causados por infecções bacterianas ou doenças sexualmente transmissíveis, e tendem a surgir após a menstruação em mulheres com vida sexual ativa. Além disso, também podem aparecer antes da menstruação, após o parto, em casos de aborto, depois da colocação do DIU ou como complicação de uma cirurgia ginecológica, por exemplo.
Inflamação nas trompas tem cura?
A inflamação nas trompas, muitas vezes, tem cura e o seu tratamento deve ser feito com o uso de antibióticos de acordo com a orientação do ginecologista. Nesse sentido, a mulher com sintomas de inflamação nas trompas deve consultar imediatamente o médico para evitar complicações como infertilidade, hidrossalpingite,infecção generalizada, gravidez ectópica ou abscessos nos ovários e trompas.
Dessa forma, apenas nos casos mais graves, pode ser necessário fazer cirurgia para retirar a trompa ou órgãos que possam ser afetados pela infecção como ovários e útero.
Posso engravidar com apenas uma trompa?
É possível engravidar com apenas uma trompa, mas é necessário conhecer melhor as particularidades dessa condição para que se verifique quais são as chances reais de uma concepção.
Como o ciclo fértil da mulher faz com que a cada mês seja liberado o óvulo de um dos ovários, nos meses em que o óvulo corresponder ao lado da trompa retirada, não haverá chances de concepção. Entretanto, no ciclo seguinte, a mulher tem chances normais de engravidar.
Nesse sentido, alguns exames podem ser realizados visando verificar a situação da trompa existente. No entanto, se o casal sentir maior dificuldade de concepção, o indicado é procurar um especialista em reprodução humana.
Exame das trompas
Existem duas formas de analisar a permeabilidade das Trompas de Falópio.
A primeira é a Histerossalpingografia (HSG), uma radiografia que avalia o estado do colo do útero e das Trompas. A outra opção é a laparoscopia, considerada um método complementar à HSG.
A HSG é um exame radiológico realizado em hospitais e clínicas de diagnóstico por imagem. No procedimento é introduzido um líquido de contraste radiopaco que permite a visualização e a documentação da passagem, simulando o trajeto percorrido pelo sêmen. Nesse sentido, o resultado também consegue avaliar, embora com menor sensibilidade, a presença de malformações uterinas, de miomas ou pólipos intracavitários.
Videolaparoscopia: Caso seja detectada a alteração tubária, um dos tratamentos indicados é a videolaparoscopia para tentar desobstruir o canal das trompas. Neste sentido, este exame é realizado em ambiente hospitalar e com anestesia geral.
A laparoscopia é mais precisa para avaliar a integridade das trompas e diagnosticar uma série de anormalidades, como é o caso da endometriose. O resultado costuma ser bem sucedido quando as aderências que fixaram a trompa são sequelas provenientes de cirurgias pélvicas anteriores como cesariana ou miomectomia.
Entretanto, se o diagnóstico for alterações tubárias ocasionadas por sequelas de endometriose, hidrossalpinges seguida de cirurgia para a retirada da trompa ou seqüelas de doenças infecciosas como clamídia, a indicação é a Fertilização In Vitro.
Gravidez nas trompas: causas e sintomas
Além de reduzir as chances de gravidez, a obstrução tubária também pode causar gestação ectópica (fora do útero), o que representa risco para a mulher. Se o bebê for gerado nas trompas e esta situação não for tratada, há chances de hemorragias que podem levar ao rompimento das tubas e risco de morte para a mãe.
Sendo assim, uma gravidez ectópica ou tubária não pode prosseguir normalmente. O embrião não sobrevive e seu crescimento pode destruir várias estruturas maternas. Nesse sentido o tratamento precoce de uma gravidez nas trompas pode ajudar a preservar a fertilidade.
Causas e fatores de risco
Danos nas trompas de Falópio é uma causa comum de gravidez ectópica. Um óvulo fertilizado pode ficar estacionado em uma área danificada e crescer naquela localização. As causas mais comuns que podem levar a uma gravidez nas trompas são:
Uso inadequado do DIU. Se utilizado corretamente, o DIU deve impedir a gravidez. No entanto, se por algum motivo ela ocorrer, provavelmente será ectópica;
Gravidez após cirurgia de laqueadura. Embora a gravidez após a ligadura tubária seja rara, se isso acontecer, é mais provável que seja ectópica.
Sintomas:
No início, a gravidez ectópica é sentida como uma gravidez normal, mas outros sinais vão surgindo ao decorrer da evolução da gestação. Veja os sintomas:
*A maioria das gestações ectópicas pode ser detectada através de um exame pélvico de ultrassonografia e exames de sangue.
O que é laqueadura nas trompas?
A Laqueadura nas trompas consiste no bloqueio das tubas uterinas como método de anticoncepção definitivo. Nesse sentido, a obstrução voluntária impossibilita o encontro do óvulo com os espermatozoides, evitando assim a gravidez. Desta forma, a esterilização feminina é realizada em pacientes que não querem mais engravidar ou, por algum motivo de saúde, não podem mais gestar.
De acordo com os dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo),a eficácia da laqueadura é de cerca de 99%. Nesse sentido, no caso de mulheres casadas, é necessário também o consentimento do marido. Aliás, o mesmo vale para a vasectomia, que é a cirurgia de esterilização masculina.
Sendo assim, antes de decidir passar por uma cirurgia de laqueaduras de trompas, é necessário debater o assunto com um médico, para ter a certeza sobre o procedimento, já que a sua reversão pode ser complexa.
Tipos de Laquedura:
Existem diversas técnicas de laqueadura tubária, podendo ser realizadas através de incisão abdominal, vaginal ou histeroscopia. Confira cada uma:
Minilaparotomia
Esse método consiste na realização de pequenas incisões no abdômen. Após isso, as trompas são trazidas para cima, e o cirurgião remove uma pequena parte ou toda a extensão de cada uma delas.
Outra alternativa, é a utilização de clipes para bloquear as tubas uterinas, mas essa técnica não é usada tão frequentemente.
Laparoscopia
A laparoscopia consiste no uso de um laparoscópio, um catéter com uma câmera acoplada, para que o médico possa visualizar os órgãos abdominais e, então, bloquear as trompas.
A introdução do aparelho, dessa forma, é feita através do umbigo ou por meio de um ou dois cortes em determinados pontos do abdômen. Quando o médico consegue visualizar as trompas, elas são removidas com técnicas eletrocirúrgicas, ou por meio de clipes.
Histeroscopia
A histeroscopia é realizada sem qualquer incisão na pele e pode ser feita em consultório médico com anestesia local. Nesse tipo de cirurgia, por sua vez, é colocado um pequeno implante através da vagina, até a abertura das trompas, bloqueando a passagem de espermatozoides e óvulos. Atualmente, é a técnica de Laqueadura mais usada e onde é colocado um um “stent tubário”, parecido com uma mola.
Quem fez laqueadura pode engravidar novamente?
A reversão da laqueadura só pode ser realizada quando a porção final da tuba uterina não foi retirada ou nos casos em que não se encontre muito deformada. Nesse sentido, a reversão não tem uma taxa de sucesso alta.
Por esse motivo, a recomendação é que a reversão da laqueadura tubária seja considerada como uma opção adequada para mulheres mais jovens, com idade inferior a 35 anos, sem que apresente qualquer outro fator de infertilidade.
Sendo assim, as pacientes que não conseguem reverter a laqueadura ou têm problemas nas trompas de falópio e querem ainda engravidar, não desanimem. Graças ao avanço da medicina reprodutiva, existem tratamentos que podem realizar o sonho da maternidade.
A trombofilia é uma condição hereditária ou adquirida que pode levar à trombose, doença que se caracteriza pela formação de coágulos no sangue. Nesse sentido, um dos fatores desencadeantes da situação é a gravidez que fisiologicamente passa por um aumento de coagulação sanguíneo, colocando em risco a saúde da mãe e do bebê.
No texto a seguir vamos explicar o que é trombofilia, os principais sintomas, suas causas, quais são os tratamentos e o impacto que a doença causa na gestação.
O que é trombofilia?
A trombofilia é uma predisposição para desenvolver trombose, doença caracterizada pela formação de trombos ou coágulos de sangue. O problema é causado por deficiência na ação das enzimas responsáveis pela coagulação sanguínea.
Nesse sentido, os eventos trombóticos podem se apresentar desde manifestações moderadas até quadros mais graves como a obstrução de veias e artérias que provocam acidente vascular cerebral (AVC) e embolia pulmonar.
Além disso, para as mulheres que querem engravidar, o quadro merece atenção redobrada. Assim, a tentante que tiver trombofilia deve acompanhar suas condições de saúde, sobretudo durante a gravidez. Isso porque essa é uma das doenças associadas a dificuldades obstétricas como infertilidade, aborto de repetição, prejuízos no desenvolvimento fetal, pré-eclâmpsia e prematuridade.
Desta forma, diante dos primeiros sinais da doença, é necessário procurar um médico hematologista que pedirá exames e, assim, indicar o melhor tratamento.
Quais os principais sintomas da trombofilia?
Como já vimos, a trombofilia aumenta as chances de formação de trombose no sangue e em caso de complicações, podem surgir coágulos em alguma parte do corpo. Confira como eles podem se apresentar:
Trombose venosa profunda:
É a principal apresentação da trombofilia e ocorre principalmente nos membros inferiores, como na panturrilha da perna.
Embolia pulmonar:
Quando uma ou mais artérias pulmonares ficam bloqueadas por um coágulo sanguíneo.
AVC(Acidente Vascular Cerebral):
Quando há danos no cérebro devido à interrupção do fornecimento de sangue.
Trombose na placenta ou cordão umbilical:
É quando um coágulo se forma nas veias e artérias da placenta ou do cordão umbilical prejudicando a quantidade de sangue que passa para o feto.
Quais as principais causas da trombofilia?
A trombofilia pode ter várias causas. Confira as principais:
Viagens aéreas prolongadas (por causa da pressão);
Doenças causadas por infecções como HIV, hepatite C, sífilis e malária.
Trombofilia: quais os tipos que existem?
A trombofilia pode se desenvolver de duas maneiras: por hereditariedade ou surgir como condição adquirida. Em ambos os casos, aparece em qualquer período da vida.
Trombofilia hereditária:
A trombofilia hereditária ocorre quando há histórico familiar de trombose e predisposição à diminuição do fluxo sanguíneo. Contudo, não quer dizer que se algum familiar tiver o distúrbio na coagulação no sangue, você também terá. Mas, se houver interação com outro componente (hereditário ou adquirido), pode desencadear o episódio trombótico.
Além disso, o risco deste tipo de trombofilia aumenta quando a genética é associada a situações como gestação, idade avançada e outros fatores de risco.
Trombofilia Adquirida:
A trombofilia adquirida pode surgir ao longo da vida e ocorre em decorrência de outra condição clínica, como neoplasia e síndrome antifosfolípide. Outros fatores desencadeantes podem ser imobilização de algum membro, terapia de reposição hormonal, uso de anticoncepcionais orais, entre outros.
Nesse sentido, vale salientar que nos últimos anos cresceram os casos de mulheres que descobriram tardiamente que eram portadoras de trombofilia hereditária. Isso ocorreu por conta do uso de pílula anticoncepcional. Desta forma, estas mulheres tiveram mais chance de ter trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou AVC.
Trombofilia: como é feito o seu diagnóstico?
A trombofilia é diagnosticada por meio de exame de sangue, que procura as mutações genéticas relacionadas à coagulação sanguínea. Além disso, outras alterações autoimunes fazem o organismo produzir enzimas que atuam na coagulação e também aparecem no resultado.
Da mesma forma, estudos de imagem, como ultrassonografia, são importantes para localizar coágulos. Assim, uma vez diagnosticado, o médico hematologista ou outro especialista pode indicar o uso de remédios anticoagulantes, após a avaliação de cada caso.
É importante salientar que é possível também prevenir o desenvolvimento de trombose com algumas ações simples como o cuidado com a alimentação e o exercício contínuo. Além disso, para quem tem predisposição, é recomendado usar meias elásticas especiais em viagens longas de avião ou ônibus, e levantar-se a cada hora para se movimentar.
Exames de sangue para trombofilia
Fator V Leiden;
Proteína C;
Proteína S;
Anticoagulante lúpico;
VDRL;
Anticorpos anticardiolipina.
Trombofilia: qual é o melhor tratamento?
O tratamento da trombofilia é feito com medicamentos anticoagulantes que “afinam o sangue” para evitar a coagulação sanguínea.
Nesse sentido, os medicamentos mais utilizados são a heparina (via intravenosa), heparina de baixo peso molecular (injeções abaixo da pele) e warfarina (via oral).
É importante ressaltar que, durante o tratamento, são realizados exames de sangue seriados para avaliar se os anticoagulantes estão atingindo o efeito desejado.
Dessa forma, para as gestantes com predisposição à trombofilia, é preciso a aplicação diária de injeções de enoxaparina, medicamento que previne a coagulação. A dose do remédio pode ser aumentada em caso de uma viagem de avião ou de outras situações em que o risco de coágulos possa aumentar.
Quem tem trombofilia pode doar sangue?
Não! Quem tem trombofilia com mais de um episódio de trombose ou quem toma anticoagulantes não pode doar sangue.
Trombofilia e gestação: qual a relação?
Como já vimos antes, a mulher com trombofilia deve acompanhar suas condições de saúde, principalmente durante a gravidez, pois é uma das doenças associadas à infertilidade feminina.
Isso ocorre porque na gestação o corpo passa por um processo fisiológico de hipercoagulabilidade, ou seja, um aumento da coagulação sanguínea para prevenir hemorragias no momento do parto. Este mecanismo, embora natural e esperado, pode contribuir para o desenvolvimento e formação de trombos durante a gestação.
Porém, para mulheres que já apresentavam trombofilia antes de engravidar, a ocorrência de trombos durante a gravidez tende a ser ainda maior. Assim, a condição pode levar a complicações como abortos de repetição. Além disso, também há maior possibilidade de ocorrer obstruções vasculares causando hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia, colocando em risco a saúde da mãe e do bebê.
No entanto, é importante ressaltar que nem todas as mulheres com trombofilia apresentam trombose durante a gravidez. Ainda assim, elas devem ser acompanhadas com muito cuidado para prevenir problemas.
Sintomas de trombofilia na gravidez
Aborto de repetição;
Óbito fetal;
Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
Restrição de crescimento fetal;
Prematuridade;
Descolamento da placenta;
Embolia pulmonar da mãe, podendo levar à morte.
Cuidados na gravidez
Como já sabemos, os cuidados na gravidez devem ser redobrados para quem tem trombofilia. Assim para evitar quadros de trombose as principais recomendações são:
Controle doenças como obesidade, pressão alta e diabetes;
Evite ficar muito tempo parada, especialmente em viagens ou durante uma internação;
Durante a gestação e o puerpério, utilize o medicamento anticoagulante de forma contínua, conforme prescrição e acompanhamento do especialista;
Controle o peso corporal;
Tenha uma alimentação equilibrada;
Pratique regularmente atividades físicas;
Não fume.
Qual exame detecta trombofilia na gravidez
Na gravidez, o médico deve realizar uma investigação clínica minuciosa, juntamente com uma bateria de exames laboratoriais, para descobrir se a paciente tem o risco aumentado de desenvolver trombose.
Mas afinal, quem tem trombofilia pode engravidar?
Sim, quem tem trombofilia pode engravidar mas terá que ter atenção redobrada antes, durante e após o parto para evitar a formação de trombos ou coágulos no sangue.
Trombofilia e a Fertilização In Vitro (FIV)
Casos mais graves de trombofilia podem afetar o resultado de tratamentos como a Fertilização in Vitro. Nessas situações, pode ser necessária uma intervenção pontual.
Como a FIV segue etapas definidas até chegar ao momento da transferência embrionária para o útero, é possível administrar os medicamentos e controlar a coagulação sanguínea da paciente. Assim, anticoagulantes são aplicados normalmente durante o preparo do endométrio, transferência embrionária, favorecendo a implantação do embrião.
Como vimos anteriormente, a trombofilia pode afetar o resultado de tratamentos de Reprodução Assistida, quando pode ser necessário uma intervenção. Você pode entender mais sobre a Fertilização in Vitro, que é um dos tratamentos da reprodução assistida, clicando na imagem abaixo, onde você terá acesso a um e-book que explica todas as etapas da FIV.
O Coronavírus ou Covid-19 (Corona Vírus Disease) é uma nova doença respiratória que já atingiu todos os continentes do planeta, gerando uma pandemia mundial. A doença, que começou no final de dezembro de 2019 na China, está exigindo grande esforço da população, como isolamento social e cuidados de higiene.
Por esta razão, é muito importante saber mais informações sobre o coronavírus:
Como é feito o contágio?
Quem são os mais atingidos?
Quais os impactos para as gestantes e mulheres em tratamento de reprodução humana e quais os cuidados necessários para se proteger?
Entenda o que é coronavírus
O coronavírus é o nome de uma grande família de vírus que tem uma estrutura em formato de coroa, conhecida desde 1960. Os coronavírus comuns causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, são doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum.
Entretanto, o novo coronavírus, descoberto em dezembro de 2019, é uma nova cepa do vírus, que tem alto poder de contágio e causa a síndrome respiratória aguda grave, principalmente em pacientes idosos, pessoas com doenças respiratórias ou que diminuem a imunidade.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, 81% dos infectados pelo novo coronavírus têm sintomas leves da doença, como tosse e coriza, 14% apresentam sintomas graves, e 5% evoluem para um quadro crítico, que pode levar à morte.
O período de incubação do Covid-19 é de 1 a 14 dias, geralmente ficando em torno de 5 dias.
Veja aqui os principais sintomas do coronavírus:
(peguei este modelo de ilustração que achei bacana.. Podíamos fazer algo parecido com febre, tosse, dificuldade de respirar e acrescentando ainda a coriza e dor de garganta.)
Coronavírus: o que você precisa saber?
Diante de uma epidemia mundial como esta, as informações sobre o novo coronavírus mudam muito rapidamente. Nesse sentido, em apenas três meses, o número de casos aumentou significativamente em todo o mundo e, no final de março de 2020, já tinham mais de 505 mil casos de contágio em 175 países, com mais de 24 mil mortes.
Os primeiros países mais atingidos são China, Itália, Espanha, Irã, França e EUA. O primeiro caso no Brasil foi notificado no dia 26 de fevereiro de 2020 e, em apenas um mês, o país já contabilizou mais de 3 mil casos infectados com 80 mortes. A maior concentração está nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Como surgiu o coronavírus?
Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China.
Em 7 de janeiro, as autoridades chinesas confirmaram que a causa seria um novo tipo de vírus, de uma família denominada de coronavírus. No Brasil, já existem alguns vírus desta família capazes de causar um resfriado comum, mas também vírus como SARS e MERS, responsáveis por epidemias com grande número de mortes em 2004 e 2012.
Além disso, acredita-se que o novo vírus, o Covid-19 tenha sido transmitido para os seres humanos através dos morcegos.
É possível ser infectado mais de uma vez?
Os cientistas ainda não sabem concretamente se uma pessoa pode ser infectada mais de uma vez pelo coronavírus. No entanto, há notícia de uma mulher no Japão que secontaminou novamente quase um mês após ter recebido alta do hospital. Outro caso ocorreu na Itália, onde o primeiro paciente de coronavírus da cidade de Turim voltou a ter diagnóstico positivo depois de ter sido liberado pelos médicos. Além disso, infecções reincidentes também foram relatadas na China, onde a doença começou.
O coronavírus tem cura?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não há cura ou vacina para o novo coronavírus. Entretanto, médicos infectologistas dizem que existe a chamada “cura espontânea”, que ocorre quando o corpo reage à infecção. Além disso, cientistas do mundo inteiro estão estudando remédios para amenizar os sintomas do vírus e tentando descobrir, o quanto antes, uma vacina para a Covid-19.
Impactos do vírus em gestantes e nos tratamentos de gravidez
A pandemia do coronavírus está gerando preocupação também entre as gestantes e as pacientes de reprodução assistida. As perguntas mais freqüentes, por sua vez, são:
Quais as possíveis conseqüências que esta doença pode causar nas mulheres grávidas, nos tratamentos para engravidar e nos futuros bebês?
Segundo o último comunicado da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), que traz ainda dados das sociedades europeia (ESHRE), americana (ASRM) e latinoamericana (REDLARA), não há evidências de complicações em gestantes ou em pacientes de reprodução assistida.
De acordo com o relatório, as gestantes, apesar de precisarem se cuidar, não fazem parte do grupo de maior risco. Nesse sentido, os dados demonstram que o comportamento da Covid-19 é diferente da H1N1, quando gestantes e bebês foram muito atingidos. No caso do coronavírus, as grávidas saudáveis que eventualmente forem infectadas, provavelmente terão apenas sintomas de uma gripe simples.
Em relação aos tratamentos de reprodução assistida, também não foram identificados vírus em óvulos, espermatozóides e líquido folicular. Desta maneira, as evidências até o momento sugerem seguir com os tratamentos, adiando apenas a fase da transferência, caso a paciente se sinta mais confortável. Para isso é possível recorrer ao congelamento de óvulos e embriões que posteriormente serão transferidos com maior segurança ao útero.
Coronavírus: há risco de passar a doença para o feto?
Estudos relatam casos de mães grávidas que pegaram o novo coronavírus em Wuhan, na China, e não passaram a doença para os bebês.
De acordo com um dos artigos, da revista “Frontiers in Pediatrics”, nenhum dos bebês, filhos de mães que foram infectadas com o vírus, desenvolveu os sintomas da Covid-19.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos afirma também que não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão, e que não há caso de bebês infectados com o novo coronavírus.
Mulheres com suspeita de coronavírus podem amamentar?
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão. Nos casos analisados, o coronavírus não foi detectado no leite materno.
Coronavírus: confira as 5 principais maneiras de se prevenir
Como vimos aqui, ainda não há medicamentos e nem vacina para conter o novo coronavírus. Desta forma, governos do mundo inteiro, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde, estão orientando a população global com alguns cuidados para se proteger da Covid-19.
Nesse sentido, uma das principais maneiras ainda é higienizar bem as mãos com água e sabão ou com álcool gel 70%. Sabe-se que o vírus possui uma cápsula de gordura protetora, e a limpeza com estes produtos retiram essa cápsula, matando o vírus.
Em meio à pandemia do Coronavírus, o isolamento social se mostrou a ferramenta mais eficaz para o combate à transmissão dessa doença.
Mas sem a possibilidade de sair de casa por tempo indeterminado como ficam as pessoas que optaram por um tratamento de Reprodução Assistida?
É importante entender que o processo de cada tratamento exige um tempo de preparação antes do início da estimulação ovariana, e que essa preparação pode ser feita mesmo no isolamento, com o acompanhamento de especialistas, para que, quando esse período passar, você possa iniciar o seu tratamento conosco o mais rápido possível.
Pensando nisso, nossa equipe de especialistas desenvolveu um guia com dicas de como utilizar esse tempo na preparação para o seu tratamento de Reprodução Assistida.
Para casais que enfrentam dificuldades para engravidar, a Fertilização In Vitro (FIV) oferece uma esperança real. Como uma das técnicas mais consolidadas de reprodução assistida, a FIV é indicada para uma ampla variedade de situações que impedem a concepção natural.
O processo envolve algumas etapas importantes, como a coleta de óvulos e espermatozoides para fertilização em laboratório, seguida pela transferência dos embriões para o útero, oferecendo novas chances de sucesso.
Neste artigo, você vai entender como funciona o tratamento de infertilidade com FIV, quais fatores influenciam os resultados e quais técnicas podem aumentar as chances de sucesso.
Resumo rápido sobre o tratamento de infertilidade com FIV
A FIV é indicada para infertilidade feminina, masculina ou sem causa aparente
Envolve estimulação ovariana, fertilização em laboratório e transferência embrionária
A idade da mulher é um dos principais fatores de sucesso
Técnicas como ICSI, testes genéticos pré-implantacionais e avaliação da janela de implantação aumentam as chances
O tratamento deve ser individualizado após diagnóstico completo
Este conteúdo é especialmente útil para:
Mulheres com dificuldade para engravidar
Casais tentando há mais de 12 meses
Mulheres com baixa reserva ovariana
Casais homoafetivos planejando gravidez
Quem já tentou outros tratamentos sem sucesso
Boa leitura!
O que é a Fertilização In Vitro (FIV)?
A Fertilização in Vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida muito utilizada para ajudar casais com dificuldades de concepção. Nesse processo, a fertilização ocorre fora do corpo da mulher, em um ambiente controlado no laboratório, indicado em casos de infertilidade masculina, feminina ou de origem desconhecida.
A FIV é um processo cuidadosamente monitorado, onde cada etapa – desde a coleta de óvulos até a transferência dos embriões – é realizada com o máximo de cuidado e precisão. Para muitos, esse tratamento representa uma nova chance de realizar o sonho de formar uma família.
Entre as etapas da FIV, destacamos:
Coleta de óvulos: a estimulação ovariana, para aumentar o número de óvulos produzidos na mulher;
Fertilização em laboratório: a técnica de punção, realizada no laboratório;
Transferência embrionária: transferência embrionária, na qual embriões selecionados são introduzidos no útero materno.
A FIV é uma solução eficaz para uma ampla variedade de problemas de fertilidade, abrangendo tanto fatores femininos quanto masculinos. Para mulheres, a FIV é indicada em casos de obstrução das trompas de falópio, endometriose, distúrbios ovulatórios ou quando há uma baixa reserva ovariana.
Também é uma opção para mulheres que passaram por cirurgias pélvicas ou que tenham sofrido falhas em tratamentos anteriores de reprodução assistida. Em situações de infertilidade sem causa aparente, a FIV pode ser uma alternativa promissora, já que oferece um controle mais rigoroso de todas as etapas da concepção.
Nos homens, a FIV é amplamente utilizada em casos de fatores de infertilidade masculina, como baixa contagem de espermatozoides, motilidade reduzida ou qualidade inadequada dos espermatozoides. Em situações mais graves, onde há dificuldade de encontrar espermatozoides viáveis no sêmen, a técnica de ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide) pode ser associada à FIV, garantindo a fertilização dos óvulos com espermatozoides previamente selecionados.
Para quem o método de fertilização in vitro é indicado? Saiba mais em: Fertilização In Vitro
Taxas de Sucesso da FIV
As taxas de sucesso da FIV são influenciadas por diversas variáveis, sendo a idade da paciente um dos fatores mais determinantes. Mulheres com menos de 35 anos tendem a apresentar melhores resultados, pois possuem óvulos de melhor qualidade e maior reserva ovariana.
Conforme a idade avança, a quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem, reduzindo a probabilidade de fertilização e implantação dos embriões. Isso também aumenta o risco de anomalias cromossômicas, tornando a FIV menos eficaz em mulheres acima de 40 anos. No entanto, com a doação de óvulos, mulheres acima de 40 anos podem ter uma chance significativa de sucesso.
A qualidade dos embriões gerados também desempenha um papel crucial. Técnicas laboratoriais avançadas, como o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), podem ser usadas para selecionar embriões saudáveis e aumentar as chances de implantação. Além disso, a experiência da clínica e a precisão nos procedimentos de cultivo e transferência de embriões são fatores importantes para garantir boas taxas de sucesso.
Classificação dos embriões: como eles são selecionados?
A classificação dos embriões durante o processo de FIV é fundamental para aumentar as chances de sucesso do tratamento. No laboratório, os embriões são observados ao longo dos primeiros dias de desenvolvimento e avaliados com base em características como o número de células, a simetria e a ausência de fragmentação.
Embriões que demonstram um desenvolvimento adequado e saudável são classificados como de alta qualidade, o que significa que possuem uma maior probabilidade de implantação no útero e de resultar em uma gravidez bem-sucedida.
Embriões de alta qualidade têm uma maior taxa de implantação, pois são mais robustos e apresentam menor risco de anomalias genéticas. A seleção de embriões saudáveis aumenta significativamente as chances de sucesso da FIV, ao mesmo tempo que reduz a necessidade de múltiplas transferências ou de ciclos repetidos.
Em alguns casos, a biópsia embrionária pode ser feita para realizar testes genéticos (como o diagnóstico genético pré-implantacional), assegurando que embriões livres de doenças hereditárias ou alterações cromossômicas sejam escolhidos para a transferência. Esse nível de precisão minimiza os riscos de falha de implantação ou abortos espontâneos.
A capacidade de classificar e selecionar embriões de qualidade diferencia a FIV de outros tratamentos de reprodução assistida, permitindo um tratamento mais personalizado e eficaz.
Essa precisão na escolha dos embriões aumenta a eficiência do ciclo de FIV, economizando tempo e recursos para os pacientes, além de melhorar as chances de uma gravidez saudável desde o início. Portanto, a classificação embrionária é um dos pilares que assegura o sucesso do tratamento, contribuindo diretamente para resultados positivos.
Janela de Implantação: o momento ideal para a transferência de embriões
A janela de implantação é o período exato em que o endométrio (revestimento interno do útero) está mais receptivo para receber e permitir a implantação do embrião, sendo um fator crucial para o sucesso da Fertilização in Vitro (FIV).
Esse período dura apenas alguns dias e, em geral, ocorre entre o 19º e o 23º dia do ciclo menstrual em mulheres com ciclos regulares. Durante a janela de implantação, o endométrio atinge o estágio ideal de espessura e apresenta as condições hormonais necessárias para facilitar a fixação do embrião. Se a transferência do embrião for realizada fora dessa janela, as chances de sucesso diminuem significativamente, mesmo que o embrião seja de boa qualidade.
Apesar de sua importância, o momento correto da transferência embrionária é muitas vezes negligenciado, sendo tratada como uma etapa padronizada. No entanto, a receptividade do endométrio varia de mulher para mulher e pode ser influenciada por fatores hormonais, idade e características individuais do ciclo.
Ferramentas como o teste de receptividade endometrial (ERA – Endometrial Receptivity Analysis) podem ser utilizadas para identificar com precisão o momento exato da janela de implantação, permitindo que a transferência embrionária seja ajustada conforme o perfil único de cada paciente. Essa abordagem personalizada pode aumentar significativamente as chances de implantação e gravidez.
A sincronia entre o estágio de desenvolvimento do embrião e a janela de implantação do endométrio é um dos fatores mais determinantes para o sucesso da FIV. Realizar a transferência embrionária no momento exato em que o útero está receptivo aumenta as chances de o embrião se fixar corretamente e de a gestação progredir de forma saudável.
Esse ajuste fino na técnica pode fazer toda a diferença, especialmente em casos de repetidas falhas de implantação, demonstrando a importância de um acompanhamento mais detalhado e individualizado no tratamento de reprodução assistida.
A Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI) é uma técnica avançada de fertilização que complementa o processo de Fertilização in Vitro (FIV), sendo especialmente indicada para casos de infertilidade masculina grave.
No procedimento de ICSI, um único espermatozoide é injetado diretamente no citoplasma do óvulo, garantindo a fertilização, mesmo quando o sêmen apresenta baixa contagem, motilidade reduzida ou má qualidade espermática. Essa técnica é uma solução eficaz para homens com azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen), que necessitam de coleta direta dos espermatozoides por métodos cirúrgicos, como a aspiração ou a biópsia testicular.
Ao permitir a seleção cuidadosa do espermatozoide mais saudável e inseri-lo diretamente no óvulo, a ICSI aumenta as chances de uma fertilização bem-sucedida, independentemente da qualidade geral do sêmen. Além disso, a técnica minimiza os efeitos de fatores masculinos severos, como espermatozoides com morfologia anormal ou incapazes de penetrar a membrana do óvulo por conta própria.
Atualmente, a ICSI é considerada uma parte integrante da FIV em muitos casos, especialmente quando há fatores masculinos envolvidos ou em situações de infertilidade inexplicada.
Sua utilização ampliou significativamente as possibilidades de sucesso para casais que enfrentam dificuldades graves de fertilidade masculina, permitindo que a FIV seja uma solução viável até mesmo para aqueles com chances muito reduzidas de concepção. A ICSI desempenha um papel essencial no tratamento de reprodução assistida, oferecendo uma abordagem mais direcionada e personalizada.
Para mais informações detalhadas sobre a ICSI e suas taxas de sucesso, visite: ICSI Taxa de Sucesso
Mini-FIV: uma alternativa com menos medicamentos
A Mini-FIV, ou Mini Fertilização in Vitro, é uma alternativa menos invasiva à FIV convencional, que utiliza doses menores de medicamentos para estimular os ovários.
Enquanto na FIV tradicional a paciente recebe altas doses de hormônios para produzir um grande número de óvulos, na Mini-FIV a estimulação é leve e visa a produção de uma quantidade menor de óvulos, mas de qualidade comparável.
O objetivo é reduzir a carga hormonal e os efeitos colaterais, tornando o processo mais suave e menos desgastante para a paciente, ao mesmo tempo que diminui os custos do tratamento.
Essa técnica é especialmente indicada para mulheres que possuem baixa reserva ovariana ou que respondem mal à estimulação intensa. Mulheres mais jovens ou aquelas que desejam evitar os riscos associados a altas doses de hormônios também podem se beneficiar da Mini-FIV.
Embora o número de óvulos obtidos seja menor em comparação com a FIV convencional, a qualidade dos óvulos costuma ser preservada, e, com isso, as chances de uma gravidez bem-sucedida podem ser favoráveis, dependendo do perfil da paciente. Além disso, como a produção de embriões é mais controlada, o risco de gestação múltipla também é reduzido.
Para alguns perfis de pacientes, a Mini-FIV pode ser uma abordagem eficaz e menos agressiva, especialmente quando o foco é a qualidade dos óvulos e não necessariamente a quantidade. Pacientes que desejam um tratamento menos invasivo, com menos injeções e consultas, podem preferir essa técnica.
Embora as taxas de sucesso possam ser ligeiramente inferiores à FIV tradicional em alguns casos, a Mini-FIV oferece uma alternativa viável, com menos estresse físico e emocional, sendo uma opção a ser considerada no planejamento do tratamento de fertilidade.
Descubra como funciona a Mini-FIV e para quem é indicada em: Mini Fiv
Progesterona e suporte hormonal após a FIV
O suporte hormonal, especialmente com o uso de progesterona, desempenha um papel fundamental após a transferência de embriões no processo de Fertilização in Vitro (FIV).
A progesterona é um hormônio essencial para preparar o endométrio para a implantação do embrião. Logo após a ovulação, os níveis naturais de progesterona aumentam no corpo da mulher, tornando o útero receptivo para a fixação do embrião. No contexto da FIV, onde o ciclo é mais controlado, é necessário suplementar esse hormônio para garantir que o útero esteja nas condições ideais no momento da transferência.
A suplementação de progesterona é importante porque, sem níveis adequados desse hormônio, mesmo um embrião de alta qualidade pode ter dificuldades para se implantar no útero. A progesterona promove o espessamento e a nutrição do endométrio, criando um ambiente favorável para o embrião se fixar e iniciar seu desenvolvimento. Além disso, ela reduz as contrações uterinas que poderiam expelir o embrião, garantindo que ele permaneça no local adequado para a implantação.
Além de facilitar a implantação, a progesterona também sustenta a gravidez nas fases iniciais, até que a placenta assuma a produção hormonal por volta da 10ª a 12ª semana de gestação. Esse suporte contínuo é crucial para manter o revestimento endometrial e prevenir o risco de aborto espontâneo nos primeiros estágios da gravidez.
Sem o suporte adequado de progesterona, as chances de uma falha de implantação ou interrupção precoce da gravidez aumentam consideravelmente, tornando o monitoramento e administração desse hormônio uma etapa essencial no sucesso do tratamento de FIV.
Para entender melhor a importância da progesterona na gravidez, acesse: Progesterona na Gravidez
Baixa reserva ovariana: impacto no sucesso da FIV
A baixa reserva ovariana é um dos principais fatores que pode dificultar o sucesso da Fertilização in Vitro (FIV), pois significa que a mulher tem um número reduzido de óvulos disponíveis para fertilização.
Isso ocorre geralmente devido ao avanço da idade ou condições genéticas, o que impacta tanto a quantidade quanto a qualidade dos óvulos. Como a FIV depende da coleta de múltiplos óvulos para aumentar as chances de fertilização e desenvolvimento embrionário, pacientes com baixa reserva podem produzir menos óvulos, o que reduz a probabilidade de gerar embriões viáveis e, consequentemente, diminuir as taxas de sucesso do tratamento.
Para pacientes com baixa reserva ovariana, existem algumas opções de tratamento que podem melhorar as chances de sucesso. Uma delas é a utilização de protocolos de estimulação ovariana personalizados, com o uso de medicamentos ajustados para maximizar a resposta do ovário, ainda que com poucos óvulos.
Outra alternativa é a Mini-FIV, que, com doses menores de hormônios, pode focar na obtenção de óvulos de melhor qualidade. Em casos mais desafiadores, a doação de óvulos é uma opção viável, oferecendo embriões saudáveis e aumentando significativamente as chances de gravidez.
Essas abordagens visam contornar as complicações associadas à baixa reserva ovariana, proporcionando aos pacientes melhores perspectivas de sucesso.
Saiba mais sobre a baixa reserva ovariana e sua relação com a FIV em: Baixa Reserva Ovariana
Dúvidas sobre gestação após tratamento de infertilidade
A confirmação da gestação concebida por meio de uma técnica de reprodução assistida é o primeiro passo de uma longa jornada. Após a boa notícia, é comum que existam muitas questões relacionadas ao desenvolvimento da gravidez e, consequentemente, do feto.
Dessa maneira, uma dessas questões envolve as complicações dessa gestação. Apesar da FIV contar com uma grande taxa de sucesso, muitos casais ainda têm dúvidas sobre os desdobramentos deste método.
Pensando nisso, preparamos esse texto, agrupando algumas perguntas que são muito comuns sobre o desenvolvimento da gestação após o tratamento de infertilidade, com o objetivo de elucidar todas essas dúvidas.
Diagnósticos Pré-FIV: o que é necessário?
A realização de exames diagnósticos antes de iniciar a FIV é essencial para determinar a melhor abordagem personalizada para cada paciente, garantindo que o tratamento seja o mais eficaz possível.
Esses exames oferecem uma visão detalhada da saúde reprodutiva do casal, permitindo que os médicos identifiquem potenciais problemas que possam influenciar as chances de sucesso do tratamento. Um diagnóstico preciso ajuda a ajustar o processo de estimulação ovariana, a escolher a técnica de fertilização mais apropriada e a aumentar as chances de uma gravidez bem-sucedida.
Entre os exames mais importantes está a avaliação hormonal, que mede os níveis de hormônios como o FSH (hormônio folículo-estimulante), LH (hormônio luteinizante), estradiol e a antimülleriana (AMH). Esses hormônios são indicadores cruciais da função ovariana e da capacidade de resposta aos medicamentos de estimulação.
A avaliação da reserva ovariana, por meio do exame de AMH e ultrassonografia para contagem de folículos antrais, fornece informações sobre a quantidade e qualidade dos óvulos disponíveis, ajudando a definir o melhor protocolo de estimulação e até mesmo prever o sucesso da FIV.
Para o parceiro masculino, o espermograma é fundamental na avaliação da qualidade e quantidade dos espermatozoides, verificando aspectos como motilidade, morfologia e concentração. Com base nesses resultados, os médicos podem decidir se a fertilização convencional ou a ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) será necessária.
Veja quais exames são necessários para a FIV em: Diagnósticos
FIV para casais homoafetivos
A Fertilização in Vitro (FIV) também é uma solução viável e inclusiva para casais homoafetivos que desejam ter filhos, oferecendo a possibilidade de realizar o sonho da paternidade ou maternidade biológica. Para casais de mulheres, a FIV permite o uso de óvulos de uma das parceiras e a fertilização com sêmen de um doador, por exemplo.
O embrião resultante pode ser transferido para o útero de uma das pacientes, permitindo que carregue a gestação. Esse processo pode ser adaptado conforme o desejo do casal, possibilitando que uma parceira forneça o óvulo e a outra seja a gestante, criando um forte vínculo emocional com a gravidez.
No caso de casais de homens, a FIV é combinada com a gestação de substituição. Nesse caso, o sêmen de um dos parceiros é utilizado para fertilizar o óvulo de uma doadora anônima, e o embrião resultante é transferido para uma mulher que irá gestar o bebê.
Tanto a escolha da doadora de óvulos quanto da gestante de substituição são etapas delicadas que requerem acompanhamento médico e psicológico especializado, garantindo segurança e bem-estar para todas as partes envolvidas. Esse processo permite que um dos parceiros tenha uma ligação genética com a criança.
A gravidez originada pela fertilização in vitro é mais complicada?
Depende do número de embriões transferidos para o útero. Dessa forma, quanto mais embriões transferidos, mais chances de ter uma gravidez múltipla – ou seja, com mais de um bebê. Por isso, as chances de ocorrer uma gravidez múltipla é mais comum com a FIV.
Este tipo de gravidez requer alguns cuidados especiais, pois pode apresentar riscos significativos à saúde da mãe e dos fetos. Entre esses riscos, estão:
Parto prematuro;
Parto cesariana;
Pressão arterial elevada relacionada à gravidez, que pode gerar doenças como a pré-eclâmpsia;
Diabetes.
Vale lembrar que o Conselho Federal de Medicina determina um número máximo de embriões transferidos ao útero materno. Nesse sentido, a mulher pode receber até quatro embriões, sendo que este número pode diminuir de acordo com a idade da paciente.
O tratamento de infertilidade FIV causa defeito congênito?
Defeitos congênitos são deformações no desenvolvimento do feto que surgem durante a gestação.
Assim, o risco de defeitos congênitos ocasionados por um tratamento de infertilidade, como a FIV, ainda é motivo de debate e não há conclusões definitivas sobre o assunto.
De acordo com um estudo realizado pela Academia Americana de Pediatria em 2012, 9% dos bebês que apresentaram defeitos congênitos foram concebidos por meio da FIV, contra 6.6% de crianças concebidas naturalmente.
Ainda segundo a pesquisa, os principais problemas apresentados pelos bebês de proveta foram consequências nos olhos, coração, órgãos reprodutivos e sistema urinário.
Além disso, uma aposta dos especialistas é que o desdobramento pode estar associado à falta de cuidados e recursos específicos usados para realizar o método de FIV.
Porém, não se soube explicar a relação exata entre a técnica de reprodução assistida e a formação de doenças congênitas.
FIV causa aborto espontâneo e gravidez ectópica?
Em relação ao aborto espontâneo, sua taxa após a fertilização in vitro é semelhante à taxa da concepção natural. O que pode aumentar o risco de aborto espontâneo, em ambas as situações, é a idade da mãe. Dessa forma, quanto maior a idade, maiores os riscos.
Quanto à gravidez ectópica, alguns estudos, como o liderado pelo médico ginecologista francês Jean Bernard Dubuisson, presumem que os fatores de risco não são causados pelo método em si, mas pela presença de doenças e disfunções tubárias na paciente.
Nesse sentido, a gravidez ectópica ocorre quando o feto se desenvolve fora do útero devido à inflamação ou danificação da tuba uterina. Sinais como dor aguda, desmaio e pressão arterial baixa podem se manifestar.
E quem engravidou de óvulos doados?
Mulheres que engravidaram por meio da FIV com óvulos doados possuem três vezes mais chances de desenvolverem doenças causadas pela pressão arterial elevada, como hipertensão e pré-eclâmpsia.
É o que diz uma pesquisa realizada pela médica endocrinologista Helene Letur, do Institut Mutualiste Montsouris, em Paris. Segundo o estudo, uma em cada cinco gestantes com óvulos doados desenvolveram hipertensão, e 11% deste grupo sofreram de pré-eclâmpsia.
No entanto, este número foi menor em pacientes que utilizaram os próprios óvulos na FIV: uma em cada 20 mulheres teve hipertensão, e menos de 3% sofreu pré-eclâmpsia.
Segundo a pesquisa, uma explicação para o desenvolvimento dessas doenças em gestantes com óvulos doados é a resposta do organismo para esse corpo estranho, causando uma reação imunológica.
Portanto, a paciente que optar por este tratamento de infertilidade deve manter cuidados constantes, que possam rastrear as chances do desenvolvimento dessas doenças, e estar em contato frequente com o médico.
Tratamento de infertilidade: considerações finais
É comum a existência de dúvidas em relação à qualidade da gravidez após o tratamento de infertilidade.
Como mostramos neste texto, a técnica de fertilização in vitro é um dos mais famosos do mundo, com alta taxa de sucesso, e os desdobramentos negativos deste método são raros.
Caso esteja em dúvida se você se enquadra nesse caso e quando seria o momento certo para procurar um especialista em reprodução assistida para falar sobre essas questões, alguns fatores são importantes considerar. São eles:
Tentativa de gravidez por mais de 12 meses com idade abaixo de 35 anos ou tentativas por mais de 6 meses com idade superior a 35 anos
Diagnóstico de baixa reserva ovariana
Endometriose ou trompas obstruídas
Alterações no espermograma
Abortos espontâneos ou falhas de implantação
Alterações imunológicas
Se você chegou até aqui e se encaixa em algum dos fatores acima, ou tem suspeitas disso e quer comprovar, provavelmente já está buscando respostas mais concretas sobre sua fertilidade. Uma avaliação individualizada é o primeiro passo para definir se a FIV é a melhor opção no seu caso. Entre em contato conosco e agende sua consulta de avaliação em reprodução assistida.
Perguntas frequentes sobre tratamento de infertilidade com FIV
Perguntas frequentes sobre tratamento de infertilidade com FIV
Quando a FIV é a melhor opção para tratar a infertilidade? A FIV costuma ser indicada quando outros tratamentos têm baixa chance de sucesso ou quando existem fatores como obstrução das trompas, infertilidade masculina importante, baixa reserva ovariana ou infertilidade sem causa aparente.
Quem precisa fazer FIV? Casais com infertilidade feminina, masculina, mista ou sem causa definida.
A FIV funciona para infertilidade feminina? Sim. É indicada em casos como endometriose, trompas obstruídas, baixa reserva ovariana e idade avançada.
A FIV sempre precisa de ICSI? Não. A ICSI é indicada principalmente em casos de infertilidade masculina grave, falha prévia de fertilização, baixo número de óvulos, uso de óvulos vitrificados ou necessidade de teste genético pré-implantacional.
A FIV garante gravidez? Não. A FIV aumenta as chances de gravidez quando há indicação adequada e tratamento individualizado, mas o resultado depende de diversos fatores clínicos e biológicos.
Na vida da mulher em idade fértil, o cisto hemorrágico pode ser mais comum do que se pensa. De forma geral, ele ocorre quando há o rompimento de um vaso do cisto no ovário, e pode passar despercebido.
Porém, o tamanho desse tumor benigno vai determinar a intensidade da dor causada. Se for pequeno, não representa grandes riscos. Contudo, se maior, pode comprometer até a fertilidade feminina.
Pensando nisso, preparamos um texto que explica o que é cisto hemorrágico, quais são os seus sintomas, como identificá-lo e quais são as formas de tratamento.
Desejamos uma boa leitura!
O que é cisto hemorrágico
O cisto hemorrágico decorre do rompimento de um pequeno vaso do cisto no ovário, ocasionando sangramento em seu interior.
Nesse sentido, o cisto no ovário é uma espécie de “bolsa” com conteúdo líquido que pode surgir no ovário de algumas mulheres. É um tumor benigno, não representa riscos à saúde e não está relacionado a doenças.
Aliás, o surgimento de um cisto é comum em mulheres com idades entre 15 e 35 anos e que não utilizam anticoncepcionais. Dessa forma, ele costuma aparecer e desaparecer de forma espontânea ao longo do ciclo menstrual, a partir do crescimento dos folículos.
Além disso, o cisto hemorrágico não costuma alterar a fertilidade. No entanto, dependendo do tipo de cisto que foi rompido, ele pode dificultar a gravidez.
Isso se deve pois alguns tipos de cistos produzem hormônios que alteram a ovulação – como é o caso da síndrome dos ovários policísticos.
Porém, é importante não confundir cisto no ovário com a síndrome dos ovários policísticos, pois nem todo cisto indica a existência da SOP. Além disso, suas diferenças podem ser detectadas em exames laboratoriais e de imagem.
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O que causa o desenvolvimento de cistos hemorrágicos
Alterações hormonais: Oscilações nos níveis de estrogênio e progesterona são fatores importantes. Desequilíbrios hormonais podem interferir na maturação e liberação do óvulo, favorecendo a formação de cistos, inclusive hemorrágicos.
Histórico familiar: Mulheres com histórico familiar de cistos ovarianos ou de condições ginecológicas, como endometriose, têm maior predisposição ao desenvolvimento de cistos, inclusive hemorrágicos.
Uso de medicamentos para estimular a ovulação: Tratamentos com indutores hormonais, como citrato de clomifeno ou gonadotrofinas, utilizados em ciclos de indução da ovulação para reprodução assistida, aumentam o risco de formação de cistos ovarianos. O estímulo excessivo dos ovários pode levar ao surgimento de cistos hemorrágicos como resposta ao aumento da atividade folicular.
Condições médicas preexistentes: A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma condição caracterizada por múltiplos pequenos cistos nos ovários e disfunções hormonais. Mulheres com SOP apresentam maior risco de desenvolver cistos, incluindo cistos hemorrágicos, devido à irregularidade na ovulação e resposta ovariana alterada.
Tipos de cistos no ovário
Entre os diferentes tipos de cistos no ovário – que podem gerar um cisto hemorrágico, estão:
Cisto de corpo lúteo
Este tipo de cisto funcional pode surgir após a liberação do óvulo por um folículo. Normalmente, ele não interfere na produção hormonal do ovário. Seu rompimento é possível durante o contato íntimo. Nesse sentido, o tratamento é indicado nos casos em que houver dor forte, queda de pressão e batimento cardíaco acelerado.
Cisto folicular
Outro tipo de cisto funcional, o cisto folicular se forma a partir de folículos que não ovularam, mas que continuaram crescendo. É o tipo de cisto mais comum de todos e geralmente não apresenta sintomas, desaparecendo naturalmente. Nesse sentido, se houver caso de dor, ocorre durante o ciclo menstrual.
Endometriona
O endometrioma é um cisto proveniente da endometriose, e se desenvolve na superfície do ovário. Os endometriomas de até 3 cm não causam sintomas. Maiores que isso, podem causar dor pélvica, durante a relação sexual e durante a ovulação.
Impactos do Cisto Hemorrágico
Embora muitos cistos hemorrágicos sejam assintomáticos e não necessite de intervenção, em alguns casos, eles podem causar dor pélvica aguda, desconforto abdominal, aumento do volume abdominal e, raramente, complicações como ruptura ou torção ovariana, que exigem atenção médica imediata.
Em tratamentos de fertilização in vitro (FIV) ou indução da ovulação, a presença de um cisto hemorrágico pode impactar o planejamento do ciclo, sendo necessário monitoramento por ultrassonografia e, em alguns casos, a postergação do tratamento até a resolução do cisto.
Possíveis complicações dos Cistos Hemorrágicos
Embora muitos cistos hemorrágicos desapareçam espontaneamente sem grandes consequências, em alguns casos eles podem crescer, romper ou causar complicações sérias, exigindo avaliação médica cuidadosa, especialmente para mulheres que planejam engravidar.
Torção Ovariana
Uma das complicações mais graves é a torção ovariana, quando o ovário se torce em torno do ligamento que o sustenta, comprometendo o fluxo sanguíneo. Essa condição é uma emergência médica e pode causar dor abdominal intensa e súbita. Se não tratada rapidamente, pode resultar em danos permanentes ao ovário.
Impacto na Fertilidade
Cistos hemorrágicos que levam à torção ou danos ao tecido ovariano podem impactar negativamente a fertilidade feminina. Em casos mais graves, podem afetar também as trompas de Falópio, estruturas essenciais para a captura e transporte dos óvulos, aumentando o risco de infertilidade ou gravidez ectópica.
Associação com Endometriose
Embora cistos hemorrágicos funcionais sejam diferentes dos endometriomas (cistos associados à endometriose), a presença recorrente de cistos e sangramentos no ovário pode levantar suspeitas sobre a endometriose — uma condição que, além de dor crônica, também está fortemente associada à dificuldade de engravidar.
5 Sintomas de alerta
É importante estar atento a sintomas que podem indicar complicações associadas a um cisto hemorrágico:
Dor pélvica intensa e súbita;
Sensação de pressão ou desconforto abdominal;
Inchaço abdominal;
Náusea e vômitos (especialmente se associados à torção ovariana);
Sangramento vaginal anormal.
Em qualquer um desses casos, é fundamental procurar assistência médica para diagnóstico e tratamento adequados, preservando a saúde reprodutiva e evitando complicações mais graves.
Sintomas do cisto hemorrágico
Normalmente, o rompimento de um cisto no ovário ocasiona dor pélvica no início do ciclo menstrual, decorrente do sangue contido no interior do cisto. Essa dor ocorre geralmente do lado onde se encontra este corpo.
Sendo assim, quando há o rompimento de um cisto grande, há um quadro de intenso sangramento deste cisto hemorrágico. Neste caso, o sangue se espalha para a cavidade abdominal, e gera sintomas intensos, tais como:
Fortes dores abdominais;
Cólica;
Dor durante relação sexual;
Enjoo e vômitos;
Atraso da menstruação;
Sensibilidade nas mamas;
Cansaço e fraqueza.
Nesse sentido, em casos de sintomas provenientes por cistos hemorrágicos grandes, o ideal é buscar por orientação médica.
Como identificar um cisto hemorrágico
Um cisto hemorrágico é identificado por meio de exames de ultrassom transvaginal ou pélvico. Assim, o diagnóstico envolve a localização deste cisto, presença e quantidade de sangramento e tamanho.
Além do exame de imagem, um exame de sangue pode identificar quais são os hormônios produzidos pelo cisto e se eles interferem na saúde da mulher.
Tratamento para cisto hemorrágico
O tratamento não é necessário para cistos de tamanho e diâmetro pequeno, pois eles costumam desaparecer de forma natural.
Mesmo assim, se houver dor pélvica insistente, o especialista pode recomendar o uso de analgésicos, além de formas de alívio que estimulem a circulação sanguínea da região, como o uso de bolsas de água quente.
Por outro lado, os cistos hemorrágicos grandes podem causar dores intensas. Neste caso, o tratamento indicado pelo médico ginecologista pode incluir uso de anticoncepcionais hormonais, acompanhamento da evolução dos cistos por meio de exames de imagem, e, em casos extremos, cirurgia.
Considerações finais
O cisto hemorrágico decorre a partir do rompimento de um cisto no ovário, que pode aparecer e desaparecer esporadicamente.
Nesse sentido, quando esse cisto é pequeno, ele não representa riscos à saúde da mulher. Porém, quando seu tamanho é maior, ele causa sintomas na região pélvica que podem afetar, inclusive, a fertilidade.
Por isso, em qualquer caso de dor abdominal intensa, é fundamental o acompanhamento de um médico ginecologista, que irá pedir a realização de exames que possam comprovar, ou não, o rompimento de um cisto grande – e, desta forma, indicar o tratamento adequado.
A gravidez química é um termo pouco conhecido, mas que está diretamente relacionado aos desafios e incertezas do processo engravidar. Nesta realidade, enquanto muitas mulheres sonham em se tornar mães, a ansiedade e a espera pelo resultado positivo no teste de gravidez tendem a ser intensas.
Desta forma, em algumas situações, o teste pode mostrar um resultado inicialmente positivo, seguido de um negativo, gerando confusão e dúvidas. Este cenário, muitas vezes, está associado à gravidez química.
Neste artigo, vamos esclarecer o que é gravidez química e por que ela ocorre.
Gravidez química: o que é?
A gravidez química se dá durante o processo de implantação do embrião ao útero, quando se inicia a produção e liberação do HCG na corrente sanguínea. Por isso, muitas mulheres nem chegam a saber que estavam grávidas, já que os sintomas se parecem com os de uma menstruação tardia ou irregular.
Para entender, vamos lembrar que a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozoide o corpo inicia a produção da gonadotrofina coriônica humana (HCG), hormônio da gravidez pelo trofoblasto, células que posteriormente darão origem à placenta. Desta forma, alguns exames de farmácia já detectam bem cedo a presença deste hormônio na urina, dando resultado positivo.
Entretanto, muitas vezes o embrião recém formado não se desenvolve, resultando em uma gravidez química ou bioquímica.
Diferença entre gravidez química e gravidez normal ou clínica
A principal diferença entre a gravidez química e a gravidez normal é que a primeira acaba em perda precoce, enquanto a outra se desenvolve até o nascimento do bebê.
Ou seja, a gravidez química refere-se a situação em que há uma breve implantação do embrião no útero levando à produção do hormônio hCG, porém o quadro não evolui. Inclusive, muitas vezes, a mulher nem percebe que estava grávida, já que menstruou logo em seguida, com poucos dias de atraso.
Os sintomas da gravidez química são muito parecidos com os da gravidez normal. Entretanto, alguns fatores como cólicas e sangramento também podem ser confundidos com os de uma menstruação comum.
As causas da gravidez química ainda são incertas para a medicina. Nesse sentido, os especialistas acreditam que há vários fatores que podem contribuir para esse quadro.
Conheça algumas das possíveis causas da gravidez química:
Fatores genéticos
Os fatores genéticos desempenham papel crucial em muitos aspectos da reprodução, incluindo a possibilidade de uma gravidez química. Desta forma, anormalidades cromossômicas ou mutações genéticas no embrião podem impedir sua correta implantação no útero, o que inviabiliza a gravidez.
É importante entender que essas questões genéticas são naturais e podem ocorrer em qualquer mulher, independentemente de sua saúde ou histórico médico.
Idade Materna
A idade da mulher impacta diretamente na sua fertilidade já que a partir dos 35 anos ocorre a queda gradativa da reserva ovariana com diminuição do número e da qualidade dos óvulos.
Desta forma, gametas mais velhos apresentam maior risco de anomalias cromossômicas, o que pode levar a gravidez química.
Para que uma gravidez aconteça é importante que o útero esteja apto a receber e abrigar o embrião até a hora do parto. Nesse sentido, problemas como miomas,sinéquias, entre outros, podem levar a uma gravidez química.
Estilo de Vida
Sabemos que o estilo de vida das pessoas impacta diretamente na sua capacidade reprodutiva. Desta forma, hábitos como tabagismo e consumo de álcool em excesso tendem a aumentar o risco de uma gravidez química.
Prevenção e cuidados
Na verdade, não existe uma forma de prevenir a gravidez química, já que não é algo controlável ou evitável. Entretanto, o que se pode fazer para tentar evitar ao máximo problemas relacionados à gravidez é manter a saúde geral e reprodutiva em dia.
Isto significa que é importante fazer check ups periódicos, visitar o ginecologista e urologista anualmente e manter hábitos de vida saudáveis. Desta forma, é recomendado manter uma alimentação balanceada, fazer atividade física regularmente, evitar o tabagismo e o consumo de álcool em excesso.
Diagnóstico
O diagnóstico da gravidez química acontece através do teste de farmácia ou exame de sangue com resultado positivo, seguido de outro negativo. Quando esta situação se dá antes da quinta semana de gestação, o quadro pode ser diagnosticado como gravidez química.
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Tratamentos para gravidez química
Não existe um tratamento específico para a gravidez química, entretanto, uma investigação pode ser feita para buscar as causas que levaram à perda precoce.
Nesse sentido, são indicados exames para avaliar as taxas hormonais e eventuais anormalidades uterinas, entre outros, para detectar problemas que tenham levado à gravidez química.
Desta forma, é muito importante procurar um especialista que vai fazer uma análise completa e profunda de cada caso e indicar a melhor conduta.
Exames recomendados
Além dos exames já citados, veja alguns outros que podem ser solicitados para uma avaliação mais completa. Veja:
Fragmentação de DNA espemático : teste identifica áreas fragmentadas no DNA que podem ser responsáveis por má qualidade dos espermatozoides e, consequentemente, dos embriões, levando a dificuldade de gravidez ou abortos de repetição.
A importância do acompanhamento médico
Em situação de gravidez química é indicado que a mulher tenha o acompanhamento de um médico especializado, especialmente se esse quadro se repetir.
Nesse sentido, talvez seja preciso realizar uma avaliação mais profunda para se saber se há problemas que possam estar contribuindo para as perdas precoces. Assim, no caso de algum diagnóstico específico, o médico já vai passar o melhor tratamento.
De maneira geral, a gravidez química em si não compromete a fertilidade da mulher, assim, o especialista também pode orientar o casal sobre as próximas tentativas para buscar a gravidez bem sucedida.
Pode ocorrer gestação química na FIV?
Sim, assim como numa concepção natural, a gestação química pode ocorrer na FIV. Nesse cenário, pode ocorrer do embrião iniciar o processo de implantação no endométrio (camada interna do útero), porém cessar precocemente e a gonadotrofina coriônica humana (HCG) para de ser produzida e liberada no organismo.
Em tratamentos como a FIV, os níveis de HCG são acompanhados desde muito cedo no tratamento e com alta frequência, visando prever ou evitar que esse cenário ocorra.
Tentativas para engravidar
É importante salientar que uma gravidez química pode acontecer a qualquer mulher, e que geralmente não é um sinal de problemas de fertilidade.
Desta forma, pessoas que passam por uma gravidez química podem engravidar novamente e ter uma gestação saudável. No entanto, se você tiver várias gravidezes químicas, é importante procurar um especialista em fertilidade para investigar possíveis causas.
Dicas para evitar a gravidez química
Como vimos, não há maneiras de evitar a gravidez química, entretanto, o casal que está planejando ter filhos pode tomar algumas medidas na busca por uma gravidez saudável:
Avaliação da saúde: é importante que homens e mulheres façam avaliação médica periódica com especialistas para manter a saúde geral e reprodutiva em dia;
Exames pré concepcionais: sob orientação médica, esses exames podem identificar possíveis quadros que dificultam a gravidez ou prejudicam o desenvolvimento do bebê.
Estilo de vida saudável: evitar o estresse, fazer atividade física, manter alimentação balanceada, não fumar e não consumir álcool em excesso.
Considerações finais
A gravidez química pode ser o motivo de frustração de mulheres que estão esperando ansiosamente engravidar. Porém, esse tipo de gravidez não deve ser motivo de desânimo, pois ela não impede que a próxima gestação seja uma normal!
Se você já passou por essa experiência ou deseja evitar ao máximo que ocorra, recomendamos que tire suas dúvidas e receios com especialistas em reprodução assistida. Agende uma consulta com a doutora Daiane Pagliarin, ginecologista e obstetra especialista em reprodução assistida, e tire todas as suas dúvidas para realizar o seu sonho da paternidade.
O tratamento para Fertilização in Vitro ainda gera uma série de dúvidas nas famílias que desejam engravidar por meio deste procedimento.
Por conta dessas dúvidas, muitas pessoas acabam tendo receio de iniciar o procedimento, gerando uma frustração dispensável quanto ao sonho de ter um filho.
Pensando nisso, resolvemos preparar esse texto para explicar ainda mais sobre o assunto e esclarecer as principais dúvidas quanto a Fertilização in Vitro.
Desejamos uma excelente leitura!
O que é a FIV, Fertilização in Vitro?
A Fertilização in Vitro é um procedimento onde a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide), ocorre fora do útero da mãe, em procedimento laboratorial.
Constatada a fecundação, o médico transfere o embrião para o útero da mulher, dando início ao processo de gestação.
A fertilização in vitro ocorre a partir da doação de gametas masculinos ou então a partir da doação de óvulos femininos.
A FIV se faz necessária quando a mulher não consegue engravidar naturalmente, por fatores de baixa fertilidade, doença, fatores genéticos, ou por apresentar quantidades insuficientes ou de baixa qualidade quanto aos seus óvulos.
Mulheres que desejam ser mães solteiras ou em união homoafetiva também podem recorrer ao procedimento.
A Fertilização in Vitro é um dos procedimentos que vem permitindo que mulheres realizem o sonho da maternidade com segurança, pois preserva a excelência dos cuidados quanto à saúde da mãe, bem como da mulher que se propõe a ser doadora de óvulos.
Se você deseja conhecer mais sobre a doação de óvulos, um dos processos anteriores e complementares à fertilização in vitro, não deixe de ler o material “Doação e adoção de óvulos, como funciona?” para entender mais sobre o assunto.
Principais dúvidas sobre a FIV
Abaixo, listamos as principais dúvidas que são trazidas aos nossos especialistas de reprodução humana assistida quanto a fertilização in vitro.
A partir dos 40 anos da mulher não se pode mais fazer a FIV?
Até os 43 anos, a Fertilização in Vitro é recomendada para mulheres que não conseguem engravidar naturalmente. A partir dos 45, as chances podem diminuir por conta das limitações decorrentes da idade, uma delas é a diminuição da fertilidade.
Como se preparar para a Fertilização in Vitro?
Certos exames são pedidos para que a FIV ocorra da forma mais segura possível, alguns deles, como o exame de ultrassonografia, é indicado para que se possa estudar sobre o organismo da mulher e sua receptividade para receber um embrião.
O exame de sangue também é solicitado para que se possa entender mais sobre a sua saúde e se pode haver qualquer tipo de complicação quanto ao procedimento.
A fertilização não deu certo de primeira, posso tentar de novo?
Sim. É necessário esperar por um tempo, que seria de dois a três meses para que um novo procedimento possa ser iniciado. Esse tempo é ideal para que o corpo se recupere da carga de hormônios que recebeu durante o processo.
Quantos embriões são transferidos para o útero da mulher?
Até no máximo dois, caso as receptoras tenham faixa etária até 35 anos. Com idade maior a 35 anos, podem ser transferidos até três embriões para aumentar as chances de gravidez, por conta da idade e queda da fertilidade da receptora.
FIV e inseminação artificial são os mesmos procedimentos?
Não. A fertilização in vitro se refere a um processo onde espermatozóide e óvulos entram em contato em local adequado por meio de procedimentos laboratoriais, isto é, fora do útero materno e em um ambiente controlado.
A inseminação por sua vez se refere a um procedimento onde os espermatozoides são injetados diretamente no útero materno.
Mais sobre Fertilização in Vitro
O procedimento de fertilização in vitro possui uma série de requisitos para que transcorra da melhor forma possível, preservando a saúde da mãe e possibilitando altas chances de sucesso.
E para dar continuidade ao assunto, indicamos a leitura do material “Como me preparar para a Fertilização in Vitro” pois queremos que você saiba exatamente como se aprontar para o procedimento de FIV da melhor maneira possível.
Esperamos que goste!
Considerações finais
A Fertilização in Vitro é um dos avanços da medicina que mais tem feito com que o sonho de inúmeras mulheres se tornasse realidade: serem mães.
A partir da informação e do conhecimento sendo disseminado, procedimentos como esse ficam cada vez mais conhecidos e adquirem a confiança necessária para que ainda mais pessoas busquem por tais alternativas, sem frustrar seus maiores desejos em formar uma família.
Por isso, entrar em contato com profissionais da área de reprodução humana assistida é essencial para entender cada passo do procedimento e como torná-lo real pode ser simples, desde que se entenda como o tratamento acontece com segurança e respeito ao momento da mãe.
Se você está em busca de profissionais e alternativas que te ajudem acerca da Fertilização in Vitro, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.
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