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  • Herança Epigenética: Influências e Implicações na Reprodução Assistida

    Você sabe o que é herança epigenética e qual seu papel na reprodução?

    A herança epigenética é o resultado da influência do meio e de diferentes  vivências na forma como os genes herdados são expressos. Ou seja, é parte da herança passada aos descendentes que vai além da genética do DNA em si.

    No texto a seguir, vamos explicar melhor o conceito de herança genética, sua aplicação e importância na reprodução assistida. Boa leitura!

    Explorando a herança epigenética: uma visão geral

    A herança epigenética é a transmissão de características hereditárias entre gerações que não estão contidas na sequência de DNA. Ou seja, é a herança que decorre de modificações químicas ou estruturais no material genético, sem alterar a estrutura e sequência de DNA.

    Desta forma, modificações epigenéticas, como a metilação do DNA e as alterações nas histonas, influenciam a forma como os genes são ativados ou desativados. 

    Essas mudanças, influenciadas por fatores ambientais, estilo de vida, entre outras,  agem como “gatilhos” interferindo na expressão dos genes.  Assim, a epigenética tem atuação direta na reprodução humana e no funcionamento do organismo.

    Herança epigenética e reprodução assistida: uma conexão crucial

    A herança epigenética tem grande importância na reprodução assistida,  especialmente quando se pensa nos tratamentos que envolvem doação de óvulos  e/ou útero de substituição.  

    Uma das principais preocupações das mulheres que recorrem a óvulos doados para o tratamento de Fertilização In Vitro (FIV) é a impossibilidade de transmitir ao filho suas características pessoais.  

    Entretanto, estudos demonstram que a epigenética e o ambiente de criação têm papéis fundamentais na herança, nos comportamentos e nos vínculos que se formam.

    Desta maneira, a hereditariedade epigenética pode interferir na forma como o DNA vai funcionar, agindo na expressão dos genes. Assim, apesar do embrião carregar a herança genética do óvulo doado e do espermatozoide usado na Fertilização in Vitro (FIV), ele pode sofrer influências além da genética.

    Inclusive já está comprovado que o ambiente intra-uterino pode promover essas modificações epigenéticas. Desta forma, mães que passaram por ovodoação tendem a deixar marcas únicas e duradouras no bebê que gestam.  Essas mudanças podem se manifestar de diversas formas, como no comportamento social, no QI e até mesmo no padrão alimentar dos indivíduos. 

    Casos de estudo: herança epigenética em ação

    Hoje, já existem várias pesquisas que exemplificam a herança epigenética e demonstram como as modificações epigenéticas impactam em diferentes situações e doenças.  Esses estudos revelam como experiências e exposições ambientais podem deixar marcas epigenéticas na pessoa e também nas futuras gerações. 

    Uma das primeiras doenças a ser relacionadas ao processo epigenético foi o câncer.  Estudos evidenciaram que modificações epigenéticas desempenham um papel crucial tanto na origem como na progressão do tumor maligno.

    Outra importante área pesquisada é a influência da dieta na herança epigenética relacionada à obesidade. As análises sugerem que uma alimentação rica em gorduras durante a gravidez pode causar alterações epigenéticas no bebê, aumentando o risco de obesidade ao longo da vida.

    Implicações da herança epigenética na saúde reprodutiva

    Como vimos, a herança epigenética impacta o indivíduo de diferentes formas, inclusive na saúde reprodutiva.  Ela afeta aspectos que vão desde a fertilidade, a qualidade dos gametas, até a implantação e o desenvolvimento do embrião.  

    Por essa razão, é importante entender que modificações epigenéticas que acontecem durante a gestação podem afetar a saúde reprodutiva não apenas do bebê, mas também de seus descendentes.

    De modo semelhante, exposições ambientais, como produtos químicos ou dietas desequilibradas, também podem influenciar as modificações epigenéticas afetando a saúde reprodutiva. 

    Avanços tecnológicos e o futuro da epigenética na reprodução

    Os avanços tecnológicos possibilitam aprofundar pesquisas e estudos sobre a  herança epigenética para entender melhor seu impacto no indivíduo e na reprodução humana. Nesse sentido, abrem-se possíveis caminhos capazes de transformar como a saúde reprodutiva é abordada.

    Assim, algumas tecnologias possibilitam diferentes percepções sobre fatores que influenciam a fertilidade e o desenvolvimento embrionário, levando ao aprimoramento dos tratamentos de reprodução assistida. 

    Veja alguns avanços tecnológicos na área da epigenética:

    Edição Epigenética

    Pesquisas em técnicas de edição epigenética, como o uso da tecnologia CRISPR-Cas9 para modificar padrões epigenéticos específicos, já tiveram resultados animadores em roedores. A expectativa é ter implicações na otimização de embriões humanos para a transferência durante tratamentos de fertilização in vitro (FIV).

    Diagnóstico Epigenético Pré-Implantacional (PGD)

    O diagnóstico pré-implantacional está se expandindo para incluir análises mais abrangentes dos padrões epigenéticos dos embriões. O objetivo é obter novas 

    informações sobre a viabilidade e a saúde dos embriões antes da sua transferência ao útero.

    Identificação de biomarcadores epigenéticos

    Outra pesquisa em desenvolvimento é a busca por biomarcadores epigenéticos relativos  à qualidade dos óvulos, espermatozoides e embriões. Esses dados podem ser muito relevantes para o sucesso dos tratamentos de reprodução assistida.

    Mapeamento epigenético do desenvolvimento embrionário

    O mapeamento dos padrões epigenéticos durante o desenvolvimento embrionário visa acompanhar o impacto das mudanças epigenéticas na formação do embrião.  O estudo pode contribuir com informações importantes para melhorar as práticas de laboratório em procedimentos de FIV.

    Integração de Dados genômicos e epigenômicos

    A integração de dados genômicos e epigenômicos, cada vez mais comum, leva a uma visão mais ampla sobre as interações entre o DNA e as modificações epigenéticas. Esse entendimento mais abrangente pode levar a estratégias mais eficazes em reprodução assistida.

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  • Teste Genético Pré-Implantacional: Entendendo a Epigenética

    O Teste Genético Pré-Implantacional é um exame usado para verificar alterações genéticas no embrião antes da sua transferência ao útero nos tratamentos de FIV. Desta forma, a partir de uma biópsia embrionária seleciona-se o embrião saudável, livre de doenças gênicas ou cromossômicas, impedindo que alterações sejam passadas às futuras gerações. 

    Além disso, com o teste consegue-se minimizar abortos de repetição e aumentar as taxas de nascidos vivos com a reprodução assisitida.

     A Epigenética na Reprodução Assistida 

    A Epigenética é o estudo das modificações da expressão gênica sem desencadear alterações da sequência de DNA. Ou seja, são as alterações no material genético capazes de influenciar a forma como os genes são ativados ou desativados.

    Sendo assim essas mudanças podem ser influenciadas por vários fatores como ambientais, estilo de vida, alimentação, entre outros, que servem como vetores para ativar e desativar os genes.

    Na reprodução assistida, a epigenética é relevante quando envolve os tratamentos de doação de óvulos  e útero de substituição.  Isso porque uma das principais preocupações das mulheres que procuram esses tratamentos é a impossibilidade de transmitir ao filho suas características pessoais.  

    No entanto, pesquisas revelam que a epigenética e o ambiente de criação têm papéis fundamentais para o desenvolvimento e a construção de um ser.

    Deste modo, a epigenética pode influenciar na forma como o DNA vai funcionar, agindo na expressão dos genes. Assim, apesar do embrião carregar a herança genética dos gametas utilizados na Fertilização in Vitro (FIV), ele pode sofrer influências do meio em que está sendo gestado.

    Quando Considerar o PGT na FIV?

    Como já vimos, o teste genético pré-implantacional é importante para detectar alterações gênicas e cromossômicas, identificando embriões saudáveis. Desta forma, é possível reduzir taxas de falhas de implantação, abortamentos e nascimento de bebês com doenças gênicas ou cromossômicas. 

    Por isso, existem algumas situações em que o exame é indicado. Confira!

    • Mulheres com idade avançada, principalmente acima dos 38 anos de idade;
    • Homens diagnosticados com sêmen de baixa qualidade; 
    • Casais que já apresentaram falhas recorrentes em tratamentos anteriores de Fertilização in Vitro;
    • Casais com histórico de aborto de repetição;
    • Casais que tenham filhos portadores de alterações cromossômicas; 
    • Casais com histórico familiar de doenças genéticas; 
    • Casais com alguma alteração cromossômica conhecida.

    Benefícios do PGT para a Saúde do Embrião 

    As alterações cromossômicas são erros que podem ocorrer durante a divisão das células de óvulos e espermatozoides. Sendo assim, quando isso acontece, pode resultar em uma doença ou até mesmo em um aborto espontâneo.

    Nesse sentido, quando a gravidez é interrompida, pode ser porque há embriões alterados incompatíveis com a vida. Desta forma, escolhendo o embrião saudável através do PGT é possível prevenir abortamentos e melhorar as taxas de nascidos vivos nas Fertilizações in Vitro.

    PGT: Uma Janela para a Saúde Genética Futura 

    O teste genético pré-implantacional é um exame realizado no embrião antes dele ser transferido ao útero. Nesse sentido, ele também pode analisar os genes identificando os embriões que não apresentam doenças herdadas do material genético dos pais. 

    Desta forma, o PGT diminui os riscos de aborto e aumenta a chance de gerar um bebê saudável. Além disso, o exame vai além, e consegue proteger as próximas gerações de doenças hereditárias. 

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  • Epigenética: Desvendando os Mistérios da Herança Genética

    Você já ouviu falar em epigenética? Sabe o que é?

    A epigenética é uma área da biologia que mostra a influência do meio na forma como os genes herdados são expressos. Um bom exemplo é o caso de gêmeos geneticamente idênticos que podem ter habilidades, saúde e comportamentos distintos. 

    Para você entender melhor o que é epigenética, no texto a seguir explicamos seu conceito, aplicação e importância na reprodução assistida. Boa leitura!

    O que é Epigenética? 

    A Epigenética é definida como a capacidade de mudar características hereditárias sem alterar a estrutura e sequência de DNA. Ou seja, são as modificações químicas e estruturais no material genético capazes de influenciar a forma como os genes são ativados ou desativados.

    Para entender melhor este conceito, é interessante conhecer a origem da palavra: “epi “, do grego significa “sobre”, “além”, e genética” se relaciona aos genes e hereditariedade.” Desta forma, epigenética é a área da biologia que estuda as mudanças na expressão gênica que ocorrem acima do nível genético básico. 

    Essas mudanças, influenciadas por fatores ambientais, estilo de vida, entre outras,  agem como “gatilhos” ativando ou desativando os genes.  Assim, a epigenética tem atuação direta no funcionamento do organismo.


    Epigenética na Reprodução Assistida 

    A atuação da epigenética tem grande importância na reprodução assistida,  especialmente quando se pensa nos tratamentos que envolvem doação de óvulos  e/ou útero de substituição.  

    Nesse sentido, uma das principais preocupações das mulheres que recorrem a óvulos doados para o tratamento de Fertilização In Vitro (FIV) é a impossibilidade de transmitir ao filho suas características pessoais.  Entretanto, estudos  demonstram que a epigenética e o ambiente de criação têm papéis fundamentais na herança, nos comportamentos e nos vínculos que se formam.

    Desta forma, a epigenética pode interferir na forma como o DNA vai funcionar,  agindo na expressão dos genes. Assim, apesar do embrião carregar a herança genética do óvulo doado e do espermatozoide usados na Fertilização in Vitro (FIV), ele pode sofrer influências além da genética.

    Inclusive já está comprovado que o ambiente intra-uterino pode promover essas modificações epigenéticas. Assim, mães que passaram por ovodoação tendem a deixar marcas únicas e duradouras no bebê que gestam.  

    Essas mudanças podem se manifestar de diversas formas, como no comportamento social, no QI e até mesmo no padrão alimentar dos indivíduos. 

    Herança Genética e Epigenética

    Como vimos, a epigenética é capaz de causar modificações sobre o DNA que podem influenciar a expressão gênica sem alterar a sequência genética em si.

    Nesse contexto, sabemos que os genes são herdados a partir do óvulo e do espermatozóide, entretanto, a maneira como são expressos vai moldar aspectos do ser humano.  

    Assim, a ligação da epigenética com a herança genética evidencia a capacidade do material genético ser ajustado a partir de interações dos genes com o meio.

    Nesse sentido,  diferentes mecanismos epigenéticos impactam na herança genética como a metilação do DNA e a acetilação de histonas. 

    Metilação do DNA 

    A metilação causa adição de grupos metil ao DNA, mudando sua estrutura tridimensional. Desta forma, ocorre alteração na capacidade dos genes de serem ativados ou desativados. 

    Acetilação das histonas 

    As histonas são proteínas que têm importante papel na regulação da expressão gênica. A acetilação, ou a adição de grupos acetil (CH CO) às histonas, modifica estas proteínas afetando sua atuação.

    Epigenética e Medicina Contemporânea 

    Como vimos, a epigenética estuda como os estímulos do meio são capazes de incitar alguns genes e silenciar outros, influenciando diretamente na atuação dos organismos.

    Nesse contexto, a epigenética representa um novo caminho para a medicina contemporânea na tentativa de decifrar os mecanismos causadores de diversas condições de saúde. 

    Por outro lado, epigenética também vem ajudando os especialistas a entenderem melhor como fatores ambientais influenciam a saúde. Assim, estudos têm revelado como o estilo de vida, a exposição a toxinas, entre outros fatores, podem causar alterações epigenéticas, aumentando o risco de desenvolvimento de doenças.

    Resumindo, com a epigenética aumentaram as perspectivas para diagnósticos mais precisos, tratamentos individualizados e formas de prevenção eficientes.

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    Leia também: Material genético: O Que é, Funções e Importância na Reprodução Assistida

  • Diagnóstico Genético Pré-Implantacional: O Guia Completo

    O diagnóstico genético pré-implantacional é fundamental para rastrear possíveis anomalias genéticas do embrião antes da sua transferência ao útero materno. Nesse sentido, é realizado a partir de biópsia do embrião com o objetivo de evitar doenças e abortos de repetição. Desta forma, é possível melhorar consideravelmente os resultados dos tratamentos de reprodução assistida. 

    O que é Diagnóstico Genético Pré-Implantacional? 

    O diagnóstico genético pré-implantacional é um método antecipado de cuidado pré-natal. Nesse sentido, através de uma análise embrionária são avaliados geneticamente os embriões produzidos por Fertilização In Vitro, antes de serem transferidos ao útero.

    Desta forma, só são selecionados os embriões cromossomicamente normais e que não carregam nenhuma doença genética para serem gestados no útero materno. 

    Como Funciona o Diagnóstico Genético de Embriões? – 

    Para explicar como funciona o diagnóstico genético de embriões é importante entender que as células que formam o nosso corpo tem 23 cromossomos do pai e 23 da mãe. Sendo assim, o DNA humano é organizado em cromossomos que carregam a informação genética de cada pessoa.

    Esta informação, no entanto, está dividida em milhares de pequenos fragmentos que recebem o nome de genes.  Existem, portanto, duas cópias de cada gene, uma herdada da mãe e outra do pai.

    Como já mencionamos, o diagnóstico genético de embriões, feito pelo exame PGT é utilizado para rastrear anomalias do embrião antes da sua transferência ao útero materno  Sendo assim, é feita uma biópsia embrionária em cada embrião blastocisto, ou seja, do 5° dia de desenvolvimento. 

    A partir daí é possível saber se há alterações cromossômicas ou se há a presença de genes específicos para determinadas doenças. Desta forma, são selecionados apenas os embriões saudáveis e livres de doenças para serem transferidos ao útero materno.

    Benefícios do Diagnóstico Genético Pré-Implantacional para Casais com Dificuldades de Engravidar 

    Como já sabemos, a nossa informação genética é formada por cromossomos herdados dos nossos pais. No entanto, quando eles se juntam, em algumas situações podem ocorrer alterações numéricas ou estruturais.

    Sendo assim, as alterações cromossômicas são erros que podem acontecer durante a divisão das células ou nos gametas. Assim, dependendo do cromossomo afetado e de sua quantidade, o resultado, por exemplo, pode ser uma doença como a Síndrome de Down. 

    Da mesma forma, algumas alterações cromossômicas podem causar um abortamento espontâneo, que normalmente acontece no primeiro trimestre da gravidez.

    Nesse sentido, o diagnóstico genético pré-implantacional pode ajudar muitos casais com dificuldade de engravidar. Pois os erros de divisão celular ocorrem com mais frequência do que imaginamos. Isto acontece porque os embriões com algumas alterações são incompatíveis com a vida e não conseguem se fixar no útero materno. 

    No entanto, fazendo o diagnóstico genético pré-implantacional é possível transferir apenas os embriões saudáveis e assim melhorar as taxas de sucesso de FIV.

    Prevenção de Doenças Genéticas em Embriões

    É importante esclarecer que as doenças genéticas não têm cura, mas através do diagnóstico genético dos embriões é possível evitar que outras gerações sejam afetadas.  Desta forma, os especialistas em fertilidade têm recorrido ao exame PGT nas Fertilizações In Vitro (FIV). Além de garantir maiores taxas de sucesso de gravidez durante o tratamento, asseguram o nascimento de bebês saudáveis e livres de doenças genéticas.

    Assim, felizmente, famílias portadoras de enfermidades hereditárias podem evitar que essas doenças sejam passadas para as próximas gerações através da seleção de embriões pré – gestação.

    Além disso, com o diagnóstico embrionário, é possível proteger os descendentes diretos e, como consequência, as próximas gerações. Isto porque a alteração em questão deixa de existir na família. 

    Confira algumas doenças que são possíveis prevenir com o diagnóstico embrionário:

    O Papel do Diagnóstico Genético na Fertilização In Vitro (FIV)

    Graças ao avanço da medicina reprodutiva, atualmente conseguimos diagnosticar doenças genéticas e alterações cromossômicas em um embrião. No entanto, a possibilidade de obter o diagnóstico e conseguir evitar doenças é exclusiva para pacientes que fazem tratamento de Fertilização in Vitro.

    Nesse sentido, o casal passa pelas etapas de uma FIV, como  estimulação ovariana, coleta dos óvulos, coleta do sêmen, fecundação em laboratório e cultivo do embrião.

    Assim, com os embriões em blastocisto, é possível realizar a biópsia do tecido genético para verificar se há doenças genéticas, cromossômicas ou alterações estruturais. Os resultados demoram em torno de 20 dias, quando, então, poderá ser feita apenas a transferência dos embriões saudáveis para o útero materno.

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    Em resumo, o diagnóstico genético pré-implantacional desempenha um papel crucial na prevenção de doenças genéticas, na melhoria das taxas de sucesso da FIV e no alívio do fardo emocional para casais em risco de transmitir possíveis doenças genéticas para seus filhos. 

    Ele representa uma importante ferramenta na busca por gravidezes saudáveis e na promoção da saúde reprodutiva, sendo assim, que tal agendar a sua consulta com a Dra. Vitória Piccinini, ginecologista e obstetra especializada em reprodução assistida? 

    A primeira consulta para tirar todas as suas principais dúvidas é o passo determinante para atingir uma gestação saudável. 

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  • Câncer e fertilidade: entendendo os impactos e alternativas

    Você sabe que tipos de câncer que mais afetam a fertilidade?  E como isso pode impactar a vida das pessoas? Na realidade, sabe-se  que o diagnóstico de câncer sempre traz muito medo e angústia, inclusive em relação à fertilidade.  Pois além da luta contra a doença, os pacientes jovens ou em idade reprodutiva ainda enfrentam possíveis impactos na sua capacidade de ter filhos. 

    No texto a seguir vamos falar sobre os tipos de câncer que mais afetam a fertilidade humana e o que se pode fazer para tentar minimizar este problema. 

    Boa leitura!    

    Câncer e Fertilidade – Uma Preocupação Crescente

    Quando se fala em câncer, uma das preocupações bem frequentes é em relação à fertilidade das mulheres e dos homens que enfrentam essa doença. Afinal, além dos difíceis desafios impostos às pessoas com este diagnóstico, ainda existem os possíveis impactos na capacidade reprodutiva dos pacientes que desejam ter filhos. 

    Nesse sentido, embora o foco principal seja o tratamento e a busca pela saúde, é importante saber que a medicina, através da oncofertilidade, pode ajudar.  Assim, essa especialidade procura formas de manter a capacidade reprodutiva de pacientes com câncer.

    Desta maneira, seja com procedimentos para preservar a fertilidade ou através de técnicas de reprodução assistida, o objetivo é manter a fertilidade dos pacientes com câncer. 

    Tipos de Câncer que Mais Afetam a Fertilidade

    A princípio, os cânceres que mais afetam a fertilidade de homens e mulheres são aqueles diretamente ligados ao aparelho reprodutor. Desta forma, os tumores relacionados aos ovários, ao útero e aos  testículos, entre outros, têm forte impacto na capacidade reprodutiva dos indivíduos. Ou seja, as doenças que atingem os órgãos reprodutivos podem impedir ou prejudicar a produção de gametas sexuais impactando  diretamente na possibilidade de conceber.

    Entretanto, é importante esclarecer que muitas vezes, mais do que a doença em si, são os tratamentos necessários para combater diferentes tipos de câncer que afetam diretamente a fertilidade das pessoas.

    Tratamentos Oncológicos e Seus Efeitos na Fertilidade

    Nem todos os tratamentos oncológicos necessariamente afetam a fertilidade de homens e mulheres, entretanto, muitos tipos de radioterapia, quimioterapia e cirurgias podem levar à infertilidade. 

    Desta forma, a ação da radioterapia e de muitos quimioterápicos afetam as células dos ovários e dos testículos, prejudicando a função reprodutiva. Além disso, cirurgias para retirada de útero, ovários e testículos também impactam na fertilidade. 

    Neste contexto, é importante esclarecer que os tratamentos contra o câncer dependem de fatores como o tipo de tumor, sua localização, estágio da doença, idade do paciente, entre outros. 

    Preservação da Fertilidade em Pacientes Oncológicos

    Os pacientes oncológicos que desejam ter filhos um dia devem avaliar junto ao oncologista as possibilidades de preservação da fertilidade. Assim, dependendo do caso, podem ser realizados procedimentos para resguardar a fertilidade antes de iniciar os tratamentos contra o câncer.  

    Veja como preservar a fertilidade de pacientes oncológicos:

    Em homens:

    Congelamento do sêmen 

    Neste procedimento o sêmen é coletado através de masturbação ou punção testicular e congelado em nitrogênio a -196ºC por tempo indeterminado. Desta forma, no futuro, o material pode ser descongelado e usado em tratamentos como Inseminação Artificial(IA) ou Fertilização in Vitro (FIV).

    Congelamento do tecido dos testículos 

    Ainda em fase experimental, o congelamento de tecido testicular é feito quando a quantidade de espermatozoides no sêmen está comprometida. Nestes casos,

    é realizada uma biópsia e o tecido é congelado para ser usado no futuro.

    Em mulheres

    Congelamento de óvulos

    O congelamento de óvulos, também chamado de criopreservação, é a técnica de preservação dos gametas femininos em nitrogênio líquido, por meio de vitrificação. Para tanto, a paciente primeiro passa pelo processo de indução de ovulação com o objetivo de promover o amadurecimento de um maior número de folículos. Desta forma, quando estiverem no tamanho esperado é realizada a coleta dos óvulos e o seu congelamento.

    Entretanto, algumas pacientes oncológicas não podem receber os hormônios convencionais. Nesses casos, quando possível, os óvulos podem ser maturados em laboratório pela técnica de Maturação in Vitro e posteriormente congelados por tempo indeterminado.

    Congelamento de embriões

    Da mesma forma que o congelamento de óvulos preserva a fertilidade feminina, o congelamento de embriões também cumpre esse objetivo. Para isso, após a coleta dos óvulos é realizada a Fertilização in Vitro, ou seja, a união dos gametas masculinos e femininos em ambiente laboratorial. Desta forma, após formados os embriões, estes são criopreservados para serem usados em futura gravidez. 

    Congelamento de tecido ovariano

    O congelamento de tecido ovariano é indicado para pacientes oncológicas jovens que ainda não entraram na puberdade e assim não têm óvulos para serem coletados. Da mesma forma, essa técnica também pode ser usada por mulheres que não podem passar por indução da ovulação com hormônios. A expectativa dessa técnica é que o tecido possa ser reimplantado após o tratamento do câncer.

    Transposição dos ovários

    Outra técnica possível para a preservação da fertilidade da mulher é a transposição dos ovários. Este procedimento é indicado para mulheres que irão necessitar de radioterapia na região pélvica, o que pode afetar os ovários, e consequentemente, a reserva ovariana.

    Nesses casos, através de videolaparoscopia é possível mudar temporariamente o lugar dos ovários colocando-os por trás do útero os protegendo das radiações. Desta forma, quando o tratamento de câncer terminar, os ovários serão novamente colocados na posição original.

    Perguntas Frequentes Sobre Câncer e Fertilidade

    Como sabemos, o assunto câncer e fertilidade causa muita ansiedade e dúvidas a respeito do futuro dos pacientes com este diagnóstico.  Veja aqui algumas das perguntas mais frequentes de quem enfrenta esta realidade:

    1-Quanto tempo deve esperar para engravidar após o tratamento oncológico?

    Não há um tempo determinado para engravidar após o tratamento de câncer, lembrando que cada caso é diferente e individual. Em média pode levar de seis meses a dois anos, sendo importante conversar com o médico e seguir as orientações.  

    2- Pacientes oncológicos que não preservaram a fertilidade antes do tratamento podem conseguir engravidar?  

     Isto vai depender do tipo de câncer, sua localização e tratamento realizado. Nesse caso é essencial conversar com o oncologista e bem como com o especialista em fertilidade.

    3-Todo tratamento de câncer afeta a fertilidade masculina e feminina?

    Não. Muitos tratamentos atingem a fertilidade, entretanto, outros podem impactar de forma intermediária ou até mesmo não prejudicar a capacidade reprodutiva. Isto depende de cada caso, do tipo de tumor, da sua localização, da idade do paciente, entre outros fatores.

    4-Homens e mulheres que ficam férteis após o tratamento oncológico podem tentar uma gravidez natural ou devem usar óvulos, esperma ou embriões congelados previamente?

    Muitos especialistas em reprodução humana sugerem que o paciente fértil tente conceber de forma natural, ou seja, com espermas e óvulos que estão sendo produzidos. Entretanto, essa escolha deve ser analisada junto ao oncologista. 

    Conclusão: Enfrentando o Câncer com Esperança de Futura Paternidade/Maternidade

    Como vimos, enfrentar o tratamento de câncer não é uma tarefa fácil e o diagnóstico traz muitos medos e dúvidas, inclusive sobre a questão da fertilidade. Mas graças ao avanço da medicina reprodutiva já existem formas de preservar a fertilidade para que homens e mulheres possam ter filhos após o tratamento oncológico. 

    Por isso, converse com seu médico sobre as possibilidades para combater a doença e garantir chances de uma gravidez após o tratamento. Desta forma, o primeiro passo é a busca pela saúde e depois o caminho para a maternidade e à paternidade.

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  • Engravidar após vasectomia ou ligadura: é possível?

    Conteúdo atualizado em 13/07/2026.

    É possível engravidar após Vasectomia ou Ligadura de Trompas? A Vasectomia no homem e a Ligadura de trompas na mulher são procedimentos cirúrgicos que levam à esterilização, tornando o indivíduo incapaz de engravidar naturalmente. 

    Mas o que ocorre se a pessoa se arrepender e desejar ter um filho? É viável reverter esses procedimentos? Quais os caminhos possíveis para chegar a uma gravidez? No texto abaixo vamos tratar deste tema e mostrar como a reprodução assistida pode ajudar. Boa leitura!

    Reconsiderando a Paternidade e a Maternidade Após Procedimentos de Esterilização

    A vasectomia e a ligadura de trompas são procedimentos realizados com objetivo de impedir que uma gravidez  aconteça. Entretanto, diferente dos métodos contraceptivos como a camisinha, a pílula anticoncepcional, o Diu, entre outros, eles têm caráter definitivo. 

    É importante salientar que a vasectomia e a ligadura de trompas são regulamentadas pela lei Nº 14.443  referente ao planejamento familiar. Desta forma, podem ser realizados por homens e mulheres maiores de 21 anos ou com 2  filhos vivos. Além disso, os procedimentos de esterilização são indicados quando uma próxima gravidez  representa risco à vida ou à saúde da mulher, ou do futuro bebê. 

    Ainda que sejam escolhas voluntárias e a princípio permanentes, algumas pessoas acabam mudando de ideia e reconsiderando a paternidade ou a maternidade.  Para esses casos, o caminho é tentar a reversão.

    Reversão de Vasectomia: É Possível?

    Antes de falarmos sobre a reversão da vasectomia é importante explicar que este procedimento bloqueia os canais por onde passam os espermatozoides. Desta forma, os gametas masculinos são impedidos de se juntar aos demais elementos que formam o sêmen.  

    Nesse sentido, os ductos deferentes são cortados e bloqueados através de um pequeno corte de cada lado da bolsa escrotal.  A partir disso, o homem se torna estéril, mas não sofre qualquer alteração na produção dos gametas, na libido, na ereção, ou no desempenho sexual.

    Porém, alguns homens vasectomizados acabam mudando de ideia (cerca de 6%) e procuram ajuda médica para reverter a vasectomia e recuperar sua capacidade reprodutiva. Isso é possível?

    Depende. A reversão da vasectomia é realizada a partir de uma microcirurgia  com uso de microscópio para reconectar as pontas dos canais deferentes que foram cortados.  

    Entretanto, o sucesso leva em conta diferentes fatores como há quanto tempo a vasectomia foi feita e a técnica usada. Desta forma, quanto menor o tempo entre a vasectomia e sua reversão, maiores as chances de resultado positivo. 

    Veja os dados da Sociedade Brasileira de Urologia, 

    Tempo de vasectomiaSucesso na cirurgiaGravidez
    < 3 anos97%76%
    3-8 anos88%53%
    9-14 anos79%44%
    >15 anos71%30%

    Reversão de Ligadura de Trompas: O que Você Precisa Saber

    Como falamos, a ligadura de trompas é uma cirurgia de esterilização feminina. Também chamada de laqueadura, ela impede a comunicação entre o útero e o ovário através do bloqueio das tubas uterinas. Seja através de corte, amarração, clipes, entre outros, o objetivo é impedir o encontro do espermatozóide com o  óvulo, impossibilitando a fecundação.

    Embora tenha caráter definitivo, algumas mulheres mudam de ideia e desejam reverter esse procedimento.  Nesse sentido, a reversão de laqueadura consiste no desbloqueio e na recanalização das tubas uterinas. 

    Assim, é feita uma micro sutura para religar os canais.  Chamado de reanastomose, o processo tem como objetivo possibilitar que espermatozoide volte a ter acesso à tuba uterina para fecundar o óvulo.

    Entretanto, é importante salientar que as chances de sucesso da reversão da ligadura das trompas são limitadas.  Assim, a possibilidade da mulher voltar a engravidar naturalmente depende de fatores como o tempo e a técnica utilizada para a ligadura.  Além disso, questões como a idade feminina e possíveis problemas de fertilidade também impactam nos resultados.

    Fertilização In Vitro Após Vasectomia ou Ligadura

    Como vimos, tanto a vasectomia quanto a ligadura de trompas são procedimentos escolhidos por homens e mulheres que não desejam mais ter filhos. Nesse sentido, são processos cirúrgicos que provocam a esterilidade do indivíduo, impedindo a concepção de forma natural, ou seja, através de relação sexual. 

    Entretanto, se o desejo de aumentar a família voltar e a reversão da vasectomia e da ligadura não for possível ou efetiva, a medicina reprodutiva pode ajudar a realizar esse sonho.  

    Isto porque existem diferentes técnicas de reprodução assistida que superam barreiras de fertilidade e de esterilidade e possibilitam que casais, homens e mulheres tenham filhos. 

    Um dos tratamentos mais eficientes é a Fertilização In Vitro (FIV). Essa técnica de alta complexidade promove o encontro do óvulo e do espermatozoide em laboratório, fora do corpo da mulher, facilitando que ocorra a fecundação. 

    Desta forma, os embriões formados são cultivados em meio de cultura, selecionados e posteriormente transferidos ao útero onde será gestado. Nesse sentido, com taxas de sucesso entre 20% e 50%, a FIV vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a ter um filho. 

    No entanto, as chances do tratamento dar certo depende de fatores como idade da mulher, reserva ovariana, receptividade endometrial, qualidade do esperma, qualidade dos óvulos, entre outros.

    Veja as etapas da FIV:

    Estimulação ovariana 

    Com uso de medicamentos hormonais, a indução ovariana estimula que um maior número de folículos, que contêm os óvulos, cresça e amadureça. Dessa forma, é possível obter mais óvulos para serem fertilizados. 

    Durante o período de estimulação, realizam-se exames de ultrassonografias para acompanhar o crescimento dos folículos, até que estejam prontos para coleta.

    Punção folicular 

    Quando os folículos alcançam o tamanho ideal, ocorre a coleta de óvulos através da punção folicular. Todos os folículos produzidos pelos ovários são aspirados por uma agulha bem fina, guiada pelo ultrassom transvaginal. O procedimento é simples e rápido e acontece sob sedação.

    Coleta de Sêmen

    No caso dos homens, o sêmen é coletado através de masturbação ou por técnicas de aspiração dos epidídimo e testículo, ou biópsia testicular, quando não há espermatozoides na ejaculação. O próximo passo é selecionar os espermatozoides mais saudáveis e viáveis para a facilitar a fecundação. 

    Fecundação

    No tratamento de Fertilização In Vitro, a fecundação ocorre em laboratório. Dessa maneira, o encontro do óvulo com o espermatozoide para formar o embrião acontece fora do corpo da mulher, com a ajuda do embriologista.

    Cultivo e transferência embrionária 

    Os embriões formados no laboratório são cultivados em uma incubadora por alguns dias, até serem transferidos para o útero materno. Isto acontece geralmente no quinto dia do seu desenvolvimento, D5, quando o embrião atinge o estágio de blastocisto. Em casos de exceção, pode ocorrer no terceiro dia, D3.

    Outras Opções de Reprodução Assistida

    Além da Fertilização In Vitro, outras técnicas de reprodução assistida podem ajudar homens vasectomizados e mulheres com ligadura de trompa a terem filhos. Nesse sentido, nos referimos aos tratamentos que ajudam o encontro dos gametas masculino e feminino, o que se tornou impossível a partir dos procedimentos de esterilidade. 

    Conheça algumas técnicas de reprodução assistida que podem ajudar as pessoas estéreis a terem filhos: 

    Inseminação artificial

    A inseminação artificial é muito usada em casos de infertilidade masculina e feminina com taxa de sucesso em torno de 20%. Nesse sentido, o tratamento consiste na introdução dos espermatozoides diretamente dentro da cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo. 

    Também chamada de inseminação intrauterina (IIU), a técnica de baixa complexidade é indicada quando há leve alteração nos espermatozoides, e em casos de infertilidade sem causa aparente. 

    Congelamento de Óvulos/Embriões

    O congelamento de óvulos e embriões é uma técnica de reprodução assistida que tem como objetivo preservar a fertilidade da mulher e do homem. Também chamada de criopreservação, esse procedimento possibilita o congelamento dos gametas femininos, masculinos e também dos embriões para posterior utilização. 

    Desta forma, quando realizados antes da vasectomia e da ligadura das trompas, o congelamento possibilita que homens e mulheres estéreis possam ainda ter filhos através da FIV.

    Ovodoação/Doação de embriões

    A ovodoação é uma técnica de reprodução assistida indicada para mulheres com dificuldade de engravidar com seus próprios óvulos. Assim, ajuda quem tem diminuição da reserva ovariana, está na menopausa, em tratamento oncológico, possui doença genética ou fez ligadura de trompas.

    Nesse sentido, a ovodoação ocorre quando uma mulher cede seus óvulos, de forma altruísta, para que outra pessoa os utilize. O gameta feminino doado é fecundado através da Fertilização in Vitro e o embrião resultante, após transferência, será gestado pela receptora. 

    Além disso, a doação de óvulos também possibilita que casais masculinos e pais solteiros formem suas famílias.

    Da mesma forma, existe a doação de embriões, quando casais em tratamento de Fertilização In Vitro cedem seus embriões excedentes para outras pessoas. Nesse sentido, os gametas e embriões doados são criopreservados por vitrificação e mantidos em nitrogênio líquido a -196°C. Assim, pode-se armazenar por tempo indeterminado, aguardando o momento de transferência para o útero da receptora. 

    Consultando um Especialista em Fertilidade

    Para aqueles que consideram a parentalidade após uma vasectomia ou ligadura de trompas, o passo inicial é buscar a orientação de um médico especialista em fertilidade.

    Apenas o médico pode explicar em detalhes como são feitos os procedimentos de reversão, e quais as chances de chegar a uma gravidez naturalmente. 

    Além disso, é uma ótima oportunidade para analisar com o especialista a opção de recorrer aos tratamentos de reprodução assistida para aumentar a família. 

    Pois como vimos, existem diferentes técnicas e tratamentos que podem ajudar vasectomizados e mulheres com ligadura de trompas a conquistar a gravidez tão desejada. 

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    Preparando-se Emocional e Financeiramente para a Jornada 

    Tão importante quanto se preparar fisicamente para a jornada de reprodução assistida é focar também na saúde mental. Isto porque corpo e mente devem estar em sintonia para aumentar as chances de sucesso do tratamento.

    Desta forma, além da equipe médica, é importante procurar um psicólogo para suporte emocional, bem como, contar com o apoio da família e dos amigos.

    Outra questão importante é a preparação financeira necessária quando se programa um tratamento da medicina reprodutiva. É preciso fazer uma estimativa de gastos de cada etapa da técnica que será usada, e também do pré-natal, da gravidez e do parto. 

    Após a leitura deste conteúdo, que tal agendar a sua consulta com o Dr. João Paladino, urologista especializado em saúde e fertilidade masculina? A primeira consulta para tirar todas as suas principais dúvidas é o passo determinante para realizar o seu sonho da parentalidade. 

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  • Fertilização artificial existe? Descubra os métodos de  reprodução assistida

    Você já ouviu falar em Fertilização Artificial? Na verdade, esse termo é usado erroneamente para identificar um dos tratamentos de reprodução assistida, como a Fertilização in Vitro e a Inseminação Artificial 

    Isto acontece, pois embora as técnicas da medicina reprodutiva estejam mais conhecidas, ainda existe muita confusão sobre seus nomes e indicações.

    No texto a seguir vamos diferenciar os diversos tratamentos existentes, com destaque especial à Inseminação Artificial (IA)  e a Fertilização in Vitro (FIV) que são frequentemente confundidos.  

    Boa leitura!

    Fertilização Artificial: Um Equívoco Comum

    A Fertilização Artificial é uma forma muito usada, porém equivocada de se referir a uma técnica de reprodução humana, que, na verdade, é denominada de Fertilização in Vitro (FIV).

    Este equívoco ocorre, pois as pessoas confundem este tratamento com outro chamado Inseminação Artificial (IA).  Embora os nomes possam sugerir que as técnicas são a mesma coisa, na verdade, elas se diferenciam bastante. Nesse sentido, elas têm indicações e procedimentos bem distintos. 

    Leia também: Mitos e Verdades sobre a Fertilidade Masculina

    O que é Inseminação Artificial?

    A inseminação artificial (IA) é um procedimento da medicina reprodutiva de baixa complexidade para casos de infertilidade conjugal. Nesse sentido, o tratamento consiste na introdução dos espermatozóides previamente selecionados  diretamente dentro do útero da mulher durante seu período fertil. 

    Desta forma, o objetivo é facilitar que a fecundação do óvulo aconteça dentro do corpo da mulher aumentando as chances de uma gravidez. 

    Também chamada de inseminação intrauterina (IIU), é indicada para casos leves de  infertilidade feminina e masculina, e em casos de infertilidade sem causa aparente. 

    A técnica que foi testada na década de 70 apresenta uma taxa de sucesso em torno de 20%.

    Etapas da inseminação artificial

    Para que a Inseminação Artificial aconteça é preciso que sejam realizadas algumas etapas. Além disso, é necessário que a mulher tenha pelo menos uma das trompas pélvicas e que o homem possua uma concentração mínima de espermatozoides móveis.

    Sendo assim, o médico acompanha o desenvolvimento do óvulo através de ultrassonografias, o sêmen é coletado e introduzido através do colo uterino. 

    Confira as fases da Inseminação Artificial:

    Estimulação ovariana

    Para realizar a Inseminação Artificial, é essencial sincronizar com o período de ovulação feminina. Para potencializar o sucesso do procedimento, induz-se a estimulação ovariana com medicamentos específicos que provocam o crescimento folicular.

    Maturação dos óvulos/Indução da ovulação

    Quando os folículos atingem a dimensão desejada, aplica-se uma injeção de hCG, hormônio responsável pelo amadurecimento e liberação dos óvulos. Assim, o processo de inseminação é programado para ocorrer entre 24 a 36 horas após a injeção, coincidindo com a ovulação da mulher. Esse é o período mais propício para a introdução dos espermatozoides no útero.

    Preparação do sêmen

    A preparação dos espermatozoides é realizada aproximadamente duas horas antes da inseminação agendada. Inicia-se com a coleta do sêmen, geralmente por masturbação. Posteriormente, no laboratório, ocorre a escolha dos espermatozoides mais aptos para a fecundação. 

    É aconselhável, para melhorar a qualidade do sêmen, que se mantenha de 2 a 5 dias de abstinência sexual antes do procedimento. Além disso, recomenda-se evitar situações de estresse, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o uso de tabaco.

    Inseminação

    O passo final é a própria inseminação, momento em que os espermatozoides escolhidos são inseridos no organismo feminino. Este procedimento é breve e dispensa anestesia, assemelhando-se ao exame ginecológico de Papanicolau.

    Durante o processo, utiliza-se um espéculo vaginal, seguido da inserção de um cateter fino, que transporta os gametas. Uma vez concluído este passo, o tratamento está completo. Segue-se então o período de espera, conhecido como “beta espera”, para verificar se ocorreu a gestação.

    Leia também: Inseminação Artificial: Tudo o que você precisa saber

    Fertilização In Vitro (FIV): Entendendo o Processo

    A Fertilização In Vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução assistida de alta complexidade que tem ajudado milhares de pessoas a superarem problemas de infertilidade. Esse tratamento ficou conhecido em 1978, com o nascimento de Louise Brown, na Inglaterra, o primeiro bebê de proveta do mundo.

    Desde então, a Fertilização In Vitro vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a realizarem o sonho de ter um filho. A técnica promove o encontro do óvulo e do espermatozoide em laboratório, fora do corpo da mulher, facilitando que ocorra a fecundação. 

    Desta forma, os embriões formados são cultivados em meio de cultura, selecionados e posteriormente transferidos ao útero onde será gestado. Nesse sentido, com interessantes taxas de sucesso, a FIV vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a ter um filho. 

    No entanto, as chances do tratamento dar certo depende de fatores como idade da mulher, reserva ovariana, receptividade endometrial, qualidade do esperma, qualidade dos óvulos, entre outros.

    Veja as etapas da FIV:

    Estimulação ovariana 

    Com uso de medicamentos hormonais, a indução ovariana estimula que um maior número de folículos, que contêm os óvulos, cresça e amadureça. Dessa forma, é possível obter mais óvulos para serem fertilizados. 

    Durante o período de estimulação, realizam-se exames de ultrassonografias para acompanhar o crescimento dos folículos, até que estejam prontos para coleta.

    Punção folicular 

    Quando os folículos alcançam o tamanho ideal, ocorre a coleta de óvulos através da punção folicular. Todos os folículos produzidos pelos ovários são aspirados por uma agulha bem fina, guiada pelo ultrassom transvaginal. O procedimento é simples e rápido e acontece sob sedação.

    Coleta de Sêmen

    No caso dos homens, o sêmen é coletado através de masturbação ou por técnicas de aspiração, ou biópsia testicular, quando não há espermatozoides no ejaculado. O próximo passo é selecionar os espermatozoides mais saudáveis e viáveis para a facilitar a fecundação. 

    Fecundação

    No tratamento de Fertilização In Vitro, a fecundação ocorre em laboratório. Dessa maneira, o encontro do óvulo com o espermatozoide para formar o embrião acontece fora do corpo da mulher, com a ajuda do embriologista.

    Cultivo e transferência embrionária 

    Os embriões formados no laboratório são cultivados em uma incubadora por alguns dias, até serem transferidos para o útero materno. Isto acontece geralmente no quinto dia do seu desenvolvimento, D5, quando o embrião atinge o estágio de blastocisto. Em casos de exceção, pode ocorrer no terceiro dia, D3.

    Leia também: Conheça o passo a passo da Fertilização in vitro 

    Diferenças entre Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro

    É comum confundir Inseminação Artificial com Fertilização In Vitro (FIV), mas são técnicas distintas de reprodução assistida. Ambos os métodos compartilham passos como a indução ovulatória e a coleta de esperma, mas diferem significativamente.

    A diferença crucial entre os dois reside na fase de fertilização do óvulo. Na Inseminação Artificial, a fertilização ocorre internamente, no corpo da mulher, enquanto na FIV, a formação do embrião acontece em laboratório, sendo depois transferido para o útero.

    É importante destacar que, embora a Inseminação Artificial seja um processo mais simples, a FIV apresenta maior eficácia, com taxas de sucesso aproximadas de 45%.

    Contudo, uma análise detalhada de cada situação específica é essencial para determinar o método mais adequado para realizar o sonho da maternidade.

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  • Ultrassonografia Testicular: Entenda o Procedimento e sua Importância

    Você já ouviu falar em ultrassonografia testicular? Conhece alguém que já fez? Esse exame de imagem é um grande aliado no que se refere a possíveis problemas no aparelho reprodutor masculino. Isto porque ele ajuda no diagnóstico de diversas situações que podem prejudicar a saúde geral e reprodutiva dos homens. 

    No texto a seguir você vai saber mais detalhes sobre este exame, quando é indicado, como é feito, e de que forma impacta na saúde masculina. Boa Leitura!

    O que é Ultrassonografia Testicular?

    A ultrassonografia testicular é um exame de diagnóstico por imagem usado para avaliar o aparelho reprodutor masculino. Nesse sentido, identifica alterações anatômicas e funcionais nos testículos ou nos vasos sanguíneos que os nutrem. 

    Desta forma, a ultrassonografia testicular é especialmente importante para avaliação da capacidade reprodutiva masculina e para o diagnóstico de problemas que possam levar à infertilidade. 

    O que são os testículos? Qual sua função?

    Os testículos são glândulas sexuais masculinas, formados por milhares de tubos finos e enovelados chamados túbulos seminíferos, onde acontece a produção de espermatozoides. 

    Este processo conhecido como espermatogênese inicia na puberdade, por volta dos 12, 13 anos, e segue por toda a vida, diminuindo na velhice. Desta forma, a partir do momento que o homem produz espermatozoides ele se torna fértil.

    Nesse sentido, os testículos estão localizados na bolsa escrotal que fica na parte externa do corpo. Como o calor excessivo prejudica a produção de espermatozoides, a função do escroto é manter os testículos a uma temperatura inferior à do resto do organismo (34,4 graus célsius).

    Além disso, também é nos testículos que se encontram as células intersticiais ou células de Leydig, que produzem a testosterona. Este hormônio masculino está relacionado ao crescimento da barba, engrossamento da voz, aumento da massa muscular e à fertilidade do homem.

    Indicações para a Ultrassonografia Testicular

    Como vimos, a ultrassonografia testicular é um exame que possibilita importantes informações sobre a saúde masculina. Desta forma, é normalmente solicitado como complemento diagnóstico em casos quando há alterações nos parâmetros do espermograma.

    Nesse sentido, muitos achados no exame de ultrassom podem ser tratados com medicamentos ou cirurgia. Entretanto, quando a fertilidade masculina não pode ser recuperada, será preciso recorrer a técnicas de reprodução assistida para ter filhos.

    Veja alguns sintomas que indiquem necessidade de fazer a ultrassonografia testicular:

    • Dor nos testículos;
    • Dor durante a relação sexual ou ao ejacular;
    • Nódulos nos testículos ou virilha;
    • Alteração do volume dos testículos e possível assimetria;
    • Inchaço e sensação de peso na bolsa testicular;
    • Secreção peniana;
    • Veias dilatadas nos testículos.

    Conheça os problemas que podem ser diagnosticados através do ultrassom testiculares: 

    • Atrofia testicular;
    • Agenesia total ou parcial de epidídimos;
    • Microcalcificações;
    • Infecção;
    • Cisto benigno.

    Como é realizado o exame?(alterei o lugar)

    A ultrassonografia testicular é um exame indolor, não invasivo e bem simples de ser realizado. Desta forma, o paciente fica deitado, com a bolsa escrotal exposta, e após aplicar um gel, o médico desliza um transdutor linear de alta frequência pela região, em um segundo momento o paciente fica na posição em pé, para complementar a procura por veias dilatadas. Este processo gera imagens que são visualizadas em um monitor de grande resolução.

    Desta forma, a ultrassonografia testicular é considerada um exame de baixa complexidade, pois não usa radiação, e assim, não representa risco ao paciente. Normalmente realizado em clínicas de imagem ou departamentos de radiologia hospitalar, não requer preparo prévio ou cuidado pós-exame que dura em média 30 minutos.

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    Ultrassonografia Testicular e Reprodução Assistida

    Na área da reprodução assistida, a ultrassonografia testicular tem papel fundamental para determinar se há causas de infertilidade no fator masculino. Nesse sentido, a partir do diagnóstico preciso é possível escolher o melhor caminho para combater a dificuldade do homem em conceber.

    Desta forma, há técnicas específicas para lidar com diferentes casos de infertilidade masculina. Assim, quando há alterações espermáticas leves na morfologia (teratozoospermia) ou na motilidade dos espermatozoides, é possível realizar uma inseminação artificial. Já em casos mais graves como azoospermia, o indicado é partir para o tratamento como fertilização in vitro (FIV) e ICSI.

    Inseminação artificial

    A inseminação artificial (IA) é muito usada em casos de infertilidade masculina e feminina com taxa de sucesso em torno de 20%.  Nesse sentido, o tratamento consiste na introdução dos espermatozoides diretamente dentro da cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo.

    Também chamada de inseminação intrauterina (IIU), a técnica de baixa complexidade é indicada quando há leve alteração nos espermatozoides, e infertilidade sem causa aparente. 

    Fertilização in vitro (FIV)

    A Fertilização In Vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução assistida de alta complexidade que tem ajudado milhares de pessoas a superarem problemas de infertilidade. Esse tratamento ficou conhecido em 1978, com o nascimento de Louise Brown, na Inglaterra, o primeiro bebê de proveta do mundo.

    Desde então, a Fertilização In Vitro vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a realizarem o sonho de ter um filho. Nesse sentido, a técnica promove o encontro do óvulo e do espermatozoide em laboratório, fora do corpo da mulher, facilitando que ocorra a fecundação. 

    Desta forma, os embriões formados são cultivados em meio de cultura, selecionados e posteriormente transferidos ao útero onde será gestado. Nesse sentido, com taxas de sucesso entre 20% e 50%, a FIV vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a ter um filho.

    No entanto, as chances do tratamento dar certo depende de fatores como idade da mulher, reserva ovariana, receptividade endometrial, qualidade do esperma, entre outros.

    Veja as etapas da FIV:

    Estimulação ovariana 

    Com uso de medicamentos hormonais, a indução ovariana estimula que um maior número de folículos, que contêm os óvulos, cresça e amadureça. Dessa forma, é possível obter mais óvulos para serem fertilizados. 

    Durante o período de estimulação, realizam-se exames de ultrassonografias para acompanhar o crescimento dos folículos, até que estejam prontos para coleta.

    Punção folicular 

    Quando os folículos alcançam o tamanho ideal, ocorre a coleta de óvulos através da punção folicular. Todos os folículos produzidos pelos ovários são aspirados por uma agulha bem fina, guiada pelo ultrassom transvaginal. O procedimento é simples e rápido e acontece sob sedação.

    Coleta de Sêmen

    No caso dos homens, o sêmen é coletado através de masturbação ou por punção testicular, quando não há espermatozoides no ejaculado. O próximo passo é selecionar os espermatozoides mais saudáveis e viáveis para a facilitar a fecundação. 

    Fecundação

    No tratamento de Fertilização In Vitro, a fecundação ocorre em laboratório. Dessa forma, o encontro do óvulo com o espermatozoide para formar o embrião acontece fora do corpo da mulher, com a ajuda do embriologista. 

    Cultivo e transferência embrionária 

    Os embriões formados no laboratório são cultivados em uma incubadora por alguns dias, até serem transferidos para o útero materno. Isto acontece geralmente no quinto dia do seu desenvolvimento, D5, quando o embrião atinge o estágio de blastocisto. Em casos de exceção, pode ocorrer no terceiro dia, D3.

    Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

    A Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) é um procedimento realizado durante a Fertilização In Vitro, quando a fecundação dos gametas ocorre em laboratório. Nesse sentido, todas as etapas acontecem da mesma forma que a FIV tradicional, mudando apenas a parte da fecundação.

    Desta forma, na ICSI, um único espermatozoide pré-selecionado é introduzido diretamente dentro do óvulo, potencializando as chances de fecundação de 60% e 80%. Ou seja, nesta técnica existe a interferência direta do embriologista. 

    Assim, o tratamento ICSI é muito indicado quando o problema de infertilidade é causado por fator masculino, especialmente para casos de, astenozoospermia ou teratozoospermia.

  • Ácido Fólico: entenda o seu papel na reprodução assistida

    Você já ouviu falar em ácido fólico? Essa vitamina é importante para diferentes aspectos do organismo humano, mas ganha ainda mais destaque para as mulheres em idade fértil que desejam engravidar. Isto porque o ácido fólico atua diretamente no desenvolvimento do bebê, principalmente reduzindo os riscos de defeitos no tubo neural do feto.

    No texto abaixo você vai entender melhor o que é o ácido fólico, seus benefícios, onde é encontrado, e sua importância para a fertilidade feminina.  Boa Leitura!

    O que é Ácido Fólico?

    O ácido fólico é uma vitamina do complexo B de grande importância para o funcionamento do organismo. Também conhecido como vitamina B₉ ou folato, esse micronutriente age no desenvolvimento de diversas células e tecidos do corpo humano. 

    Nesse sentido, o ácido fólico está relacionado à saúde cerebral, bem como à formação do sistema imunológico e dos glóbulos vermelhos.

    Além disso, o ácido fólico é especialmente importante para o desenvolvimento do bebê, principalmente nos primeiros três meses da gravidez, quando é formado o sistema nervoso do feto. 

    Por isso, é muito comum as gestantes tomarem suplemento desta vitamina para reduzir o risco de ter um bebê com um defeito congênito, principalmente defeito no tubo neural.

    Quais os benefícios do ácido fólico? 

    Como vimos, o ácido fólico é uma vitamina que atua em muitas funções do organismo, sendo essencial para o desenvolvimento embrionário e para a manutenção do metabolismo. Nesse sentido, é importante para a divisão celular, para a síntese do DNA, bem como para a saúde cardiovascular do indivíduo.

    Veja alguns benefícios do ácido fólico:

    Saúde cerebral

    O ácido fólico contribui para a prevenção de depressão, demência e Alzheimer, doenças ligadas ao cérebro. Nesse sentido, estimula a produção dos neurotransmissores relacionados à motivação, concentração e memória, impactando na capacidade cognitiva e na saúde mental e emocional. 

    Cabelos, unhas e pele saudáveis

    Outra atuação do ácido fólico é no crescimento e no fortalecimento dos cabelos e unhas, bem como na saúde da pele. Desta forma, a vitamina B₉  ajuda a deixar as unhas e cabelos mais fortes, e a pele mais viscosa, sem oleosidade.

    Imunidade 

    Outro benefício da ação do ácido fólico é na melhora da imunidade, atuando no fortalecimento do sistema imunológico. 

    Prevenção da anemia

    O ácido fólico é conhecido também por estimular a produção de plaquetas, glóbulos brancos e hemácias, atuando assim na prevenção da anemia.

    Para o coração

    O ácido fólico também pode ajudar a proteger o coração. Isto porque sua combinação com as vitaminas B6 e a B12 forma reduz os níveis de homocisteína, um aminoácido que em excesso eleva a pressão arterial.

    Na gravidez 

    Uma das principais funções do ácido fólico é agir no desenvolvimento fetal e na formação do tubo neural, sendo assim fundamental para as gestantes. Nesse sentido, a vitamina atua na prevenção de anomalias como anencefalia e espinha bífida. Além disso, a B₉ também reduz o risco de aborto espontâneo  e partos prematuros.

    Desta forma, em gravidez natural ou por meio da reprodução assistida, é indicado iniciar suplementação de ácido fólico pelo menos um mês antes da gravidez e seguir nas primeiras oito semanas de gestação. 

    Ácido fólico e sua relação com a fertilidade

    Quando uma mulher decide engravidar, um dos primeiros suplementos indicados pelos médicos é o ácido fólico devido seu forte impacto na saúde geral e na fertilidade feminina. Nesse sentido, estudos  mostram que além de melhorar o metabolismo, ele tem efeito direto na capacidade reprodutiva das mulheres, aumentando as chances de uma gravidez tranquila.

    Conheça alguns benefícios do ácido fólico para fertilidade feminina:

    • Influenciar o aumento da progesterona; 
    • Agir na regulação do ciclo ovulatório; 
    • Favorece as condições do endométrio;
    • Diminuir o risco de abortos recorrentes;
    • Atuar na formação do tubo neural do feto;
    • Reduz sintomas de depressão pós-parto.

    Como o ácido fólico influencia na receptividade endometrial? 

    O ácido fólico contribui na preparação do endométrio para receber o embrião, ou seja, para que ocorra a  implantação do embrião, etapa fundamental de uma gravidez… Também chamado de nidação, consiste na chegada do embrião ao útero quando ele se fixa no endométrio (tecido que reveste a parede interna do útero) dando início à gestação. 

    Para isto acontecer, o endométrio precisa ser preparado para abrigar o óvulo fecundado, o que acontece naturalmente pela ação dos hormônios durante o ciclo menstrual.  Ou seja, a receptividade endometrial é essencial para que a implantação ocorra e o embrião se desenvolva até que a placenta se forme. 

    Contudo, caso o endométrio não esteja apto, o embrião, mesmo de boa qualidade, não conseguirá se desenvolver, acarretando aborto.

    Ácido Fólico na Reprodução Assistida

    A ação do ácido fólico nas técnicas de reprodução assistida é o mesmo que ele desempenha em uma gravidez natural. Desta forma, as mulheres tentantes são orientadas a tomar suplementos desta vitamina mesmo antes do tratamento iniciar. O objetivo é potencializar as chances de se chegar à gestação e aumentar as possibilidades de um desenvolvimento embrionário saudável.

    Quais as fontes de ácido fólico?

    O ácido fólico é encontrado em alimentos como ovos, feijão, grãos integrais, frutas cítricas, legumes, fígado e verduras verde-escuras como espinafre, brócolis e aspargos. Entretanto, há suplementos da vitamina B₉ que também podem fornecer as quantidades necessárias desse nutriente ao organismo. 

    Quais os valores considerados normais de ácido fólico no organismo?

    Como sabemos, o ácido fólico nas quantidades corretas ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a prevenir doenças como anemia, infarto e Alzheimer. Nesse sentido, de acordo com a OMS, os níveis de ácido fólico no sangue devem ser superiores a 6 ng/mL, sendo limítrofe de 3 a 5,9 ng/mL e deficiente quando menores de 3 ng/mL. Vale lembrar que esse valores podem variar entre diferentes laboratórios.

    Já no caso de suplementação para as grávidas, a dose mínima para reduzir riscos de  alteração congênita no bebê é de 400 mcg de ácido fólico ao dia no 1º trimestre da gestação.

    Riscos da deficiência de ácido fólico

    Como sabemos, o ácido fólico nas quantidades corretas ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a prevenir algumas doenças. Entretanto, a deficiência desta vitamina pode causar problemas ao organismo como a fraqueza, a perda de apetite, náuseas e queda de cabelo, entre outros.

    Veja alguns riscos causados pela baixa de ácido fólico no sangue:

    Durante a gestação:

    • Malformações fetais como espinha bífida e a anencefalia;
    • Lábio leporino;
    • Partos prematuros;
    • Abortos;
    • Nascimento de bebês abaixo do peso.

    Riscos para homens e mulheres, ao longo da vida:

    • Alzheimer;
    • AVC -acidente vascular cerebral;
    • problemas cardíacos;
    • Alguns tipos de câncer;
    • Anemia;
    • Depressão e ansiedade;
    • Falta de energia;
    • Dificuldade para memorização e concentração, 

    Como Suplementar com Ácido Fólico?

    Uma maneira eficiente de aumentar a presença de ácido fólico no corpo é através de suplementos sintéticos que possibilitam uma ótima absorção da vitamina B₉. Nesse sentido, a  suplementação diária para gestantes é de 400 mcg de ácido fólico nos primeiros meses, sob orientação médica.

    Além disso, é indicado seguir uma dieta com alimentos ricos em ácido fólico, entre outros nutrientes necessários para uma gravidez saudável. E para maior eficiência, a dica é não cozinhar demais as verduras e legumes, e se possível, comer os vegetais ligeiramente cozidos no vapor ou crus.

    Veja a seguir algumas sugestões de fontes naturais de ácido fólico;

    – verduras escuras, como couve, brócolis, espinafre, escarola, alface e salsa;

    – batata 

    – beterraba

    – feijões de todos os tipos, lentilha, ervilha

    – cogumelo

    – gérmen de trigo

    – aspargos

    – frutas cítricas, como laranja, limão, tangerina, abacate, manga, melão e banana

    – ovo 

    – salmão

    – carne vermelha, fígado de galinha

  • Direitos Reprodutivos e Reprodução Assistida

    Os direitos reprodutivos fazem parte dos direitos humanos reconhecidos pela ONU. Nesse sentido, eles garantem que homens e mulheres decidam livremente a respeito de sua vida sexual e reprodutiva. 

    No texto a seguir vamos entender um pouco mais sobre o assunto. O que são direitos reprodutivos e qual a relação com a saúde e a reprodução assistida. Além disso, será explicado como é a legislação no Brasil e o que é preciso para ter os direitos reprodutivos em nosso país. Boa leitura!

    O que são Direitos Reprodutivos?

    Os direitos reprodutivos são aqueles que asseguram que toda pessoa deve ser livre para decidir como e quando ter filhos, ou se quer tê-los ou não. Sendo assim, é uma decisão individual ou de cada família, na qual os governos não devem interferir.

    No entanto, cabe às autoridades definir políticas públicas para dar acesso à saúde e garantir que estes direitos sejam cumpridos com segurança.

    Por que os Direitos Reprodutivos são essenciais?

    Os direitos reprodutivos são reconhecidos como direitos humanos desde 1994, quando foi realizada a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento da ONU, no Egito.

    Assim, mais de 170 países assumiram compromissos comuns para melhorar a vida de todas as pessoas “por meio da promoção dos direitos humanos e da dignidade”. Dentre eles estão a liberdade ao planejamento familiar e o apoio à saúde reprodutiva. 

    Da mesma forma, são garantidos a igualdade de gênero, a educação para as meninas e a eliminação da violência contra as mulheres.

    Porém, ainda existem vários lugares onde este documento não é seguido, deixando milhões de pessoas sem acesso a cuidados básicos de saúde reprodutiva. Isso inclui a falta de planejamento familiar sem métodos contraceptivos e serviços seguros para a gravidez e o parto.

    A relação entre Direitos Sexuais e Reprodutivos

    Como já mencionamos, assim como os direitos reprodutivos, na mesma conferência da ONU, também foram garantidos os direitos sexuais de cada indivíduo. Desta forma, os direitos sexuais e reprodutivos são aqueles que permitem que as pessoas decidam, de maneira livre, a respeito de seus corpos e de sua sexualidade.

    Assim, de acordo com o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), essas garantias incluem também:

    • O direito de cada pessoa a exercer sua sexualidade sem sofrer perseguições ou ameaças;
    • O direito de tomar decisões a respeito do próprio corpo;
    • O direito a ter acesso a informações de qualidade sobre saúde sexual e reprodutiva.

    Legislação e Direitos Reprodutivos no Brasil

    Os direitos sexuais e reprodutivos no Brasil são protegidos pela Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, qualquer indivíduo tem:

    • Direito de viver e expressar livremente a sexualidade sem violência, discriminações e imposições, e com respeito pleno pelo corpo do(a) parceiro(a);
    • Direito de escolher o(a) parceiro(a) sexual; 
    • Direito de viver plenamente a sexualidade sem medo, vergonha, culpa e falsas crenças; 
    • Direito de escolher se quer ou não quer ter relação sexual; 
    • Direito de viver a sexualidade independentemente de estado civil, idade ou condição física; 
    • Direito de ter relação sexual independente da reprodução; 
    • Direito de expressar livremente sua orientação sexual;
    • Direito à informação e à educação sexual; 
    • Direito ao sexo seguro para prevenção da gravidez indesejada e de infecções sexualmente transmissíveis (IST); 
    • Direito aos serviços de saúde que garantam privacidade, sigilo e atendimento de qualidade e sem discriminação.
    • Direito de decidir, de forma livre e responsável e se quer ou não ter filhos;
    • Direito a informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não ter filhos;
    • Direito de exercer a reprodução livre de discriminação, imposição e violência.

    Desafios e obstáculos enfrentados

    É importante esclarecer que os direitos sexuais e reprodutivos buscam proteger as mulheres de violências sexuais e ajudar a controlar a natalidade. Além disso, eles também foram criados para promover a saúde e tentar eliminar a mortalidade materna e neonatal. 

    Da mesma forma, podemos destacar que eles envolvem questões sobre a fertilidade da mulher, garantindo o acesso a meios de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (IST) e métodos e serviços contraceptivos.

    Mas infelizmente, em muitos países a realidade é muito diferente da teoria. Nesse sentido, o desafio dos governos é que ações públicas sejam tomadas para evitar violações aos direitos das mulheres. 

    Como garantir seus Direitos Reprodutivos?

    Para garantir os direitos reprodutivos no Brasil, é muito importante que independente da classe social, as mulheres tenham: 

    • Acesso a exames ginecológicos, especialmente o papanicolau e a mamografia;
    • Acesso à prevenção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis;
    • Assistência à contraconcepção;
    • Acompanhamento à gestação;
    • Acompanhamento ao pré-natal durante a gravidez;
    • Assistência ao parto e ao puerpério;
    • Direito ao aborto nos casos legalmente autorizados.

    Reprodução Assistida e Direitos Reprodutivos

    Como já vimos, no Brasil os direitos reprodutivos são protegidos pela Constituição de 1988, que garante a saúde de forma geral, inclusive o sistema reprodutivo. Além disso, os direitos vieram para fortalecer a liberdade de escolha sobre ter ou não ter filhos, quantos e quando tê-los.  Ou seja, garantem o acesso ao planejamento familiar.

    Sendo assim, desde 1996, existe a Lei federal nº 9.263 que prevê o planejamento familiar como um direito de todo cidadão brasileiro. Da mesma forma, a lei diz que “a assistência em planejamento familiar deve incluir a oferta de todos os métodos e técnicas para a concepção […] cientificamente aceitos”.  

    O acesso à Reprodução Humana Assistida é um direito constitucional e instituições vinculadas ao SUS prestam esse serviço. Assim, todo o cidadão brasileiro poderia se beneficiar das técnicas de reprodução assistida para realizar o sonho de ter um filho. Isso inclui, indivíduos com problemas de infertilidade, casais homoafetivos e pessoas que desejam uma produção independente.

    Se você quer saber mais sobre as técnicas de “Reprodução Assistida” , baixe o guia completo sobre o assunto. 

    Veja também: As dúvidas mais frequentes sobre Medicina Reprodutiva.