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  • Sistema reprodutor feminino e fertilidade: estrutura, função e como detectar problemas

    Você conhece bem o sistema reprodutor feminino? Sabe sobre sua anatomia, funcionamento e a relação direta com a fertilidade feminina?

    No texto a seguir vamos explicar tudo sobre o assunto e como é possível diagnosticar problemas, prevenir doenças e cuidar da fertilidade da mulher. Boa leitura!

    Anatomia do Sistema Reprodutor Feminino e sua Relação com a Fertilidade

    O sistema reprodutor feminino é formado por órgãos internos e externos que juntos desempenham funções sexuais e reprodutivas. 

    Nesse sentido, os órgãos externos, conhecidos em conjunto como vulva, são sustentados pelo períneo feminino. São eles: o monte pubiano, os grandes e os pequenos lábios, o clitoris, o vestíbulo, o bulbo vestibular e as glândulas vestibulares. Já a vagina, o útero, os ovários e as tubas uterinas fazem parte dos órgãos internos.

    É importante esclarecer que o sistema reprodutor feminino passa por alterações todos os meses. Essas mudanças ocorrem sob a influência de hormônios secretados pelos ovários, e têm papel fundamental para dar início à gravidez. 

    No entanto, se a gestação não ocorrer, o revestimento endometrial se descama, passando pela vagina como sangue menstrual. 

    Conheça abaixo cada órgão da genitália interna e externa do sistema reprodutor feminino:

    Genitália Interna

    A genitália interna são os órgãos do sistema reprodutor feminino localizados dentro da pelve. Eles são formados por:

    Vagina 

    A vagina é o órgão interno mais superficial. Nesse sentido, ela estende-se do útero à vulva (genitália externa). Funcionalmente, possibilita a menstruação, a relação sexual e o parto normal.

    Útero

    O útero é um órgão muscular localizado na cavidade pélvica do corpo feminino. Sua camada interna, chamada de endométrio, se prepara todos os meses para a implantação do embrião. Se a fertilização ocorrer, o útero será responsável por acolher e, junto com a placenta, cuidar do desenvolvimento do feto. Se a gravidez não acontecer, o revestimento endometrial é eliminado através da menstruação.

    Ovários

    Os ovários são as estruturas responsáveis pela produção de gametas e hormônios sexuais femininos. Nesse sentido, eles liberam um óvulo todo o mês (ovulação) para que ocorra a fecundação. Além disso, agem como glândulas endócrinas secretando vários hormônios necessários para a fertilidade, menstruação e maturação sexual das mulheres.

    Tubas uterinas

    As tubas uterinas ou trompas de Falópio são um par de órgãos musculares que se estendem dos cornos uterinos até aos pólos superiores dos ovários. São órgãos fundamentais pois é onde ocorre o encontro do óvulo com o espermatozoide, ou seja, a fertilização. A partir daí, as tubas são responsáveis por transportar o zigoto (óvulo fecundado) para o útero. 

    Genitália externa

    Os órgãos externos do aparelho reprodutor feminino estão localizados no períneo, ou seja, fora da pelve. Eles incluem:

    Monte pubiano

    O monte pubiano é uma massa de tecido subcutâneo adiposo coberta com uma camada triangular de pêlos pubianos.

    Grandes lábios

    Os grandes lábios são duas dobras cutâneas longitudinais cobertas por pêlos pubianos. Eles são a parte mais lateral da vulva, estendendo-se desde o monte pubiano até o períneo. A fenda entre os grandes lábios é chamada de fenda da vulva e contém os pequenos lábios e o vestíbulo.

    Pequenos lábios

    Os pequenos lábios são duas dobras longitudinais, finas e sem pêlos, encontradas entre os grandes lábios. Eles contribuem para a formação do prepúcio e do frênulo do clitóris.

    Clitóris

    O clitóris é um órgão erétil responsável pelas sensações de prazer sexual feminino. Localizado na parte superior do vestíbulo vulvar, o clitóris é circundado pela parte anterior dos pequenos lábios. 

    Vestíbulo

    A região entre os pequenos lábios é chamada de vestíbulo. Esta área perineal contém o orifício vaginal, a abertura da uretra feminina e as aberturas dos ductos excretores das glândulas vestibulares maiores e menores.

    Bulbo vestibular

    Os bulbos vestibulares são um par de tecidos eréteis subcutâneos Eles se estendem de cada lado do vestíbulo e se unem na frente do orifício uretral.

    O Ciclo Menstrual, Ovulação e Fertilidade

    Certamente você já ouviu falar sobre ciclo menstrual, que faz parte da vida de todas as mulheres em idade fértil. Nesse sentido, ele vai desde a puberdade, quando acontece a primeira menstruação (menarca), até à menopausa, período em que se encerra a fase reprodutiva da mulher. 

    Sendo assim,o ciclo menstrual é um processo fisiológico do sistema reprodutor feminino, que se prepara todos os meses para uma possível gravidez. Desta forma, o organismo passa por diversas alterações hormonais que estimulam a produção de óvulos e o desenvolvimento do endométrio para receber um eventual embrião. 

    Assim, se durante o período fértil ocorrer uma fecundação, o embrião será implantado na cavidade uterina dando início à gestação. Por outro lado, se a gravidez não acontecer, o endométrio irá descamar sendo eliminado através da menstruação.

    Para entender melhor o ciclo menstrual, é importante saber que ele se refere ao período entre o primeiro dia da menstruação do mês e o primeiro da menstruação seguinte.

     Embora dure em média 28 dias, o ciclo menstrual varia de mulher para mulher. Por isso pode ser mais curto, com 21 dias, e mais longo, de até 35 dias, também considerados normais.

    Confira as fases do ciclo menstrual:: 

    Fase folicular

    A fase folicular é a primeira etapa do ciclo menstrual e acontece entre o primeiro dia da menstruação e a ovulação. Neste período, que dura entre 12 e 16 dias, os folículos ovarianos crescem e começam a preparar o corpo para uma possível gravidez.

    Sendo assim, há um aumento da produção do hormônio folículo estimulante (FSH) que faz com que os folículos que contêm os óvulos se desenvolvam. Além disso, com esse amadurecimento, o ovário também libera mais estrogênio, hormônio responsável por tornar o revestimento do útero pronto para uma eventual gestação.

    Fase ovulatória

    A fase ovulatória é a segunda etapa do ciclo menstrual e consiste na ovulação. Ela ocorre quando o óvulo maduro é liberado e segue para as trompas de Falópio onde poderá acontecer a fecundação. 

    Como o óvulo sobrevive apenas 24 horas fora do ovário, é preciso que ele encontre o espermatozoide neste curto espaço de tempo para dar início a uma gravidez.

    Dessa forma, considerando que os espermatozoides duram de 3 a 5 dias dentro do corpo da mulher, é possível que a gestação ocorra se o casal tiver relações sexuais até 5 dias antes da ovulação (sendo mais provável de 2 a 3 dias antes da ovulação). Ainda, é importante ressaltar que o dia da ovulação varia conforme a duração do ciclo. Em muitos casos, ocorre no 14º dia, porém, há mulheres que ovulam em dias diferentes do ciclo.

    Fase lútea

    A fase lútea do ciclo menstrual é aquela que ocorre após a ovulação. Nesta fase, o corpo lúteo (antiga casinha do óvulo) produz a progesterona, responsável pela produção glandular do endométrio. Ela dura em média 14 dias (a menos que ocorra fecundação) e termina pouco antes da próxima menstruação.

    Nesse sentido, caso o óvulo tenha sido fecundado, ele viaja até o útero e se fixa no endométrio. Por outro lado, se não houver fecundação, o óvulo se desintegra e o endométrio, que estava pronto para receber o embrião, passa a descamar. 

    Esse processo é chamado de menstruação e marca o início de um novo ciclo reprodutivo.

    Problemas Comuns de Infertilidade e o Sistema Reprodutor Feminino

    Sabe-se que os problemas relacionados à infertilidade feminina são responsáveis por 40% dos casos de infertilidade conjugal. Nesse sentido, as causas para os problemas no sistema reprodutor feminino são variadas e dependem de diversos fatores. Entre eles estão a idade da mulher, predisposições genéticas, disfunções hormonais, estilo de vida entre outros

    Desta forma, para obter um diagnóstico preciso, é fundamental consultar um especialista e realizar alguns exames. 

    No entanto, os achados mais comuns de infertilidade ligados ao sistema reprodutor feminino são:

    Endometriose

    A endometriose é uma doença que se manifesta na idade reprodutiva da mulher e se caracteriza por apresentar tecidos do endométrio em locais diferentes do habitual.

    Por exemplo, em algumas situações ela pode ser assintomática ou causar cólicas menstruais e dores pélvicas de intensidades variadas. 

    Além disso, a endometriose é considerada uma das principais causas de infertilidade, em decorrência da distorção da anatomia local. 

    Síndrome do ovário policístico (SOP)

    A Síndrome dos Ovários Policísticos é quando a mulher possui muitos folículos nos ovários (mais de 20 em cada ovário), e ainda apresenta um distúrbio hormonal ou metabólico. Os principais sintomas da SOP são a irregularidade ou a ausência da ovulação, e o aumento dos hormônios masculinos (testosterona). 

    No entanto, existem outros achados que podem ajudar a identificar a doença, tais como:

    • Dificuldade para engravidar;
    • Menstruação inexistente ou irregular;
    • Ganho de peso;
    • Pele muito oleosa;
    • Acne;
    • Crescimento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen;
    • Queda de cabelo;
    • Depressão.

    Menopausa precoce

    A menopausa precoce é um quadro clínico em que a mulher apresenta menopausa, isto é, quando deixa de menstruar e ovular, porém em idade muito mais jovem do que o normal.Nesse sentido, geralmente ocorre antes dos 40 anos e por isso é chamada de precoce, já que o período natural de entrar na menopausa é em torno dos 50 anos de idade. 

    O problema não acontece por conta de distúrbio hormonal, mas sim de falência ovariana na mulher ainda em idade fértil. Logo, não há uma causa que determine a doença, mas pode se originar de vários fatores, como da própria genética. 

    Desta forma, é importante que a mulher saiba identificar o histórico da mãe e das avós e quando elas entraram na menopausa, pois há uma tendência que o cenário se repita.

    Além disso, outros fatores ajudam a antecipar a menopausa como tratamentos contra câncer ou após a remoção dos ovários. Da mesma forma, doenças autoimunes, como lúpus, também podem influenciar no surgimento da disfunção. 

    Mioma uterino ou fibromas

    O mioma uterino ou fibroma uterino é uma espécie de tumor benigno formado a partir do miométrio, a camada muscular do útero. Nesse sentido, é uma resposta a um desequilíbrio hormonal que causa um enovelamento das fibras musculares e, assim, forma nódulos no órgão. 

    Ao passo que, ele pode bloquear as trompas, além de impedir a implantação do embrião, causando aborto espontâneo. O impacto dos miomas na fertilidade depende do tamanho e da localização.

    Aderências pélvicas

    A aderência pélvica pode ser causada por infecções, endometriose ou cirurgia prévia. Estes fatores acarretam na junção de órgãos (aderências), ocasionando distorção da anatomia local, dor ou infertilidade.

    Alterações tubárias

    Obstruções, deformações ou encurtamentos nas tubas impedem o encontro do óvulo com o espermatozoide. Desta maneira, a laqueadura tubária ou doenças locais tornam-se uma causa da infertilidade feminina.

    Pólipo uterino

    O Pólipo uterino é um tecido anormal que se forma na parte interna do útero. Nesse sentido, dependendo do tamanho e da sua localização, pode trazer alguns sintomas como aumento do fluxo menstrual e sangramentos vaginais após as relações sexuais.

    Além disso, interfere na fertilidade feminina, pois muitas vezes impede a passagem dos espermatozoides pelo canal cervical ou para o interior da tuba. Da mesma forma, ao adquirir grandes proporções, podem dificultar a implantação embrionária, provocando abortamentos.

    Sinéquia uterina

    A sinéquia uterina consiste em aderências de tecido cicatricial que se formam no endométrio. Nesse sentido, elas se desenvolvem como pontes que ligam as paredes da cavidade uterina causando barreiras no útero. A sinéquia uterina pode ter diversas causas, mas a de maior incidência é a curetagem pós abortamento. 

    Além disso, outros traumas uterinos estão relacionados às formações cicatriciais no endométrio como cirurgias para remoção de miomas, pólipos, cesarianas e endometrite. A doença pode causar abortamentos ou dificuldade de implantação embrionária.

    Hábitos de vida

    O estilo de vida também impacta na capacidade reprodutiva da mulher. Desta forma, o tabagismo, consumo de álcool e má alimentação podem dificultar que a gravidez aconteça. 

    Além disso, a obesidade, a anorexia e o stress também tendem a levar a infertilidade feminina. 

    Diagnóstico de Problemas de Fertilidade

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a infertilidade afeta cerca de 15% da população mundial. Como as causas são diversas, podem estar relacionadas tanto ao homem quanto à mulher, ou ainda a uma combinação de problemas de ambos. Desta forma, é fundamental que a investigação de infertilidade seja realizada pelo casal. 

    Inicialmente, é importante conhecer o histórico do(a) paciente e em seguida é feita uma investigação minuciosa no homem e na mulher. Levando isso em conta, outro fator importante é a idade da mulher, veja quando é indicado buscar ajuda de um especialista:

    • Mulheres com menos de 35 anos: após 12 meses de tentativas;
    • Entre 35 e 40 anos: após 6 meses de tentativas;
    • Acima de 40 anos: procura imediata.

    Assim, após 12 meses de tentativas frustradas em mulheres com menos de 35 anos, após 6 meses em mulheres acima de 35 anos e imediatamente em mulheres com mais de 40 anos, Conheça os principais exames solicitados para os problemas de fertilidade feminina:

     Ultrassom transvaginal

    O ultrassom transvaginal avalia o canal vaginal e a contagem de folículos antrais. Além disso, verifica as irregularidades como cistos, infecções e endometriose. 

    Histerossalpingografia 

    O exame de histerossalpingografia analisa as condições do útero e das tubas uterinas, além de identificar possíveis obstruções ou malformações.

     Histeroscopia

    A histeroscopia visualiza alterações e lesões existentes dentro do útero. Indica-se o exame para averiguar pólipos, miomas, aderências uterinas, alterações no endométrio, sangramentos, entre outros. Nesse sentido, além de diagnosticar doenças, o exame pode servir também no tratamento de algumas destas doenças.

    Exames laboratoriais 

    Além de verificar o funcionamento do sistema hormonal feminino e a reserva ovariana da paciente, o médico ainda deve solicitar os seguintes exames de sangue:

    • AHM;
    • FSH;
    • Estradiol;
    • LH;
    • Progesterona;
    • TSH/T4;
    • Prolactina;
    • Glicose, entre outros

    Tratamentos e Soluções para Problemas de Fertilidade

    Como já vimos, os problemas de fertilidade feminina podem ter muitas causas, e para cada caso o médico deve avaliar qual o tratamento mais indicado. Nesse sentido, na Nilo Frantz Medicina Reprodutiva existem várias técnicas capazes de ajudar as mulheres a realizarem o sonho da maternidade. Conheça os principais tratamentos para a infertilidade feminina.

    Coito programado

    O coito programado é uma técnica de Reprodução Assistida de baixa complexidade que monitora, através de ultrassonografias transvaginais, o ciclo menstrual para descobrir quando a mulher está no período fértil. 

    Desta forma, sabendo quando a mulher vai ovular, o médico orienta o casal a ter relações sexuais otimizando o encontro do espermatozoide com o óvulo, e assim, a fecundação. 

    Além disso, para aumentar as chances de sucesso, é possível usar indutores de ovulação e saber qual o momento mais propício para a gravidez acontecer.

    Contudo, como o coito programado utiliza óvulos naturais da mulher, ele atua apenas no estímulo da fecundação. Assim, é indicado para casos leves de infertilidade como por exemplo anovulação, 

    Inseminação artificial

    A inseminação artificial (IA) é muito usada em casos de infertilidade masculina e feminina com taxa de sucesso em torno de 10 a 20%. 

    Nesse sentido, o tratamento consiste na introdução dos espermatozoides diretamente dentro da cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo. 

    Também chamada de inseminação intrauterina, a técnica é indicada quando há leve alteração nos espermatozoides, e em casos de infertilidade sem causa aparente. 

    Fertilização In Vitro (FIV)

    A Fertilização In Vitro (FIV) é um tratamento de alta complexidade que consiste em realizar a fecundação do óvulo com o espermatozoide em ambiente laboratorial, fora do corpo da mulher.

    Desta forma, os embriões formados são cultivados em meio de cultura, selecionados e posteriormente transferidos ao útero onde será gestado. 

    Nesse sentido, com taxas de sucesso entre 20% e 50%, a Fertilização In Vitro vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a ter um filho. 

    Inclusive, casais homossexuais e pessoas que buscam produção independente também encontram na FIV a possibilidade de formarem suas famílias. 

    No entanto, as chances do tratamento dar certo depende de fatores como idade da mulher, reserva ovariana, receptividade endometrial, qualidade do esperma, entre outros.

    Ovodoação/Doação de embriões

    A ovodoação é uma técnica de reprodução assistida indicada para mulheres com dificuldade de engravidar com seus próprios óvulos. 

    Do mesmo modo, é indicado para mulheres com diminuição da reserva ovariana, na menopausa, em tratamento oncológicos, portadoras de doenças genéticas, entre outros.

    Dessa forma, a ovodoação ocorre quando uma mulher cede seus óvulos, de forma altruísta, para que outra pessoa os utilize. 

    Assim, o gameta feminino doado é fecundado através da Fertilização in vitro e o embrião resultante, após transferência, será gestado pela receptora. 

    Além disso, a doação de óvulos também possibilita que casais homoafetivos masculinos e pais solteiros formem suas famílias.

    Conforme a resolução vigente do Conselho Federal de Medicina (CFM), é permitida a doação voluntária dos óvulos, assim como a doação compartilhada. 

    Nesses casos, doadora e receptora necessitam de tratamento para engravidar, e assim, compartilham tanto o material biológico quanto os custos financeiros.

    Ao passo que existe a doação de embriões, quando casais em tratamento de Fertilização In Vitro cedem seus embriões excedentes para outras pessoas. 

    Nesse sentido, os gametas e embriões doados são criopreservados por vitrificação e mantidos em nitrogênio líquido a -196°C. 

    Dessa forma, pode-se armazenar por tempo indeterminado, aguardando o momento de transferência para o útero da receptora. 

    Útero de substituição

    O útero de substituição ou útero solidário é um tratamento no qual uma mulher gera um bebê em seu útero para outra pessoa. 

    Nesse sentido, é uma alternativa para que mulheres com ausência de útero, defeitos congênitos, casais homoafetivos masculinos e homens solteiros formem suas famílias.

    Desta forma, o embrião a ser gestado no útero de substituição é formado por FIV, através da fecundação do óvulo e espermatozoides do casal, ou a partir de gametas doados. 

    Após a fertilização, o embrião é transferido ao útero da mulher que vai carregá-lo durante toda a gravidez. Da mesma forma, pode ser usado um embrião doado.

    Também chamado de doação temporária do útero, a técnica é regulamentada pela resolução vigente do Conselho Federal de Medicina.

    Congelamento de óvulos

    O congelamento de óvulos, também chamado de criopreservação, é um dos avanços mais importantes da Medicina Reprodutiva dos últimos tempos. 

    Sabe-se que a idade é um dos maiores fatores de infertilidade feminina, ou seja, a partir dos 35 anos vai diminuindo a quantidade e a qualidade de óvulos no corpo feminino. 

    No entanto, as mulheres já têm a possibilidade de preservar a sua fertilidade e planejar a maternidade para quando desejarem, através do congelamento de óvulos.

    A técnica de congelamento em vitrificação se caracteriza pela rapidez com que atinge baixas temperaturas.

    Dessa forma, os óvulos ficam armazenados em um cilindro de nitrogênio líquido e são mantidos a -196º. 

    Eles, por sua vez, ficam num estado vítreo, impedindo a formação de cristais de gelo, que danificam células reprodutoras, podendo ser descongelados anos depois.

    Prevenção e Cuidados com a Saúde Reprodutiva

    Mesmo que não esteja nos planos de ter filhos agora, é importante que as mulheres acompanhem desde cedo seu potencial reprodutivo para não serem pegas de surpresa mais tarde. 

    Desta forma, uma avaliação do sistema reprodutor feminino com o ginecologista pode evitar problemas, diagnosticar doenças e assim ajudar no planejamento de uma gravidez saudável.

    Nesse sentido, o médico pode conhecer melhor a paciente, saber seu histórico familiar, estilo de vida e se há hábitos como alcoolismo ou tabagismo. Ele também vai verificar a presença de doenças como diabetes, hipertensão, endometriose, ovários policísticos, infecções pélvicas e ISTs que podem comprometer a fertilidade.

    Outros fatores que serão observados são a idade e a reserva ovariana, questões determinantes quando se fala em reprodução.

    No entanto, se o objetivo é engravidar logo, os exames pré-concepcionais são de extrema importância pois conseguem identificar possíveis disfunções que prejudicam o bebê e a mãe durante a gravidez. 

    Assim, doenças já podem ser controladas ou tratadas antes da concepção. Além disso, dependendo das circunstâncias peculiares de cada casal, poderão ser verificados também eventuais problemas genéticos na família, como Fibrose Cística e Síndrome de Down. 

    Do mesmo modo, os médicos ainda indicam mudanças no estilo de vida do casal, pois hábitos inadequados do dia a dia interferem na gravidez. Por fim, existem recomendações práticas que vão aumentar a fertilidade do casal. Veja as dicas simples de mudanças de hábitos que podem ajudar a engravidar:

    • Mantenha um peso saudável;
    • Previna ISTs;
    • Beba pouco café e bebidas alcoólicas;
    • Não Fume;
    • Reduza o Stress;
    • Faça atividades físicas;
    • Tenha uma alimentação equilibrada;
    • Durma bem

    Considerações Finais

    Como vimos, cuidar do sistema reprodutor feminino é tão importante quanto cuidar da saúde de forma geral. Desta maneira, além de evitar doenças muitas vezes perigosas, o olhar atento aos órgãos reprodutores possibilita também a preservação da fertilidade. 

    Logo, se você está pensando em ter um bebê, não esqueça que é muito importante o planejamento deste momento tão especial. Assim, com a visita periódica ao médico é possível manter a saúde reprodutiva em dia, além de ter uma gestação mais tranquila e segura quando for o momento certo.

    Ficou com dúvidas ou preocupações sobre sua saúde reprodutiva e fertilidade? Estamos aqui para ajudar. A Nilo Frantz Medicina Reprodutiva é especialista em diagnóstico e tratamento de problemas de fertilidade. Agende uma consulta com nossos especialistas e obtenha o suporte que você merece.”

    20 de setembro de 2023
  • Criptorquidia: Entenda o que é, Causas e Tratamentos Disponíveis

    Você já ouviu falar em criptorquidia? Em grego “cripto”quer dizer escondido e “orquis” é  testículo. Desta forma, a criptorquidia se refere a “testículo escondido”, um quadro que pode acometer os bebês meninos, especialmente os prematuros.

    Mas afinal? O que é a criptorquidia? Quais são seus sintomas e classificações? Como é feito o diagnóstico desse problema? Há tratamento? Pode causar infertilidade?

    No texto a seguir vamos esclarecer essas e outras dúvidas. Boa leitura!

    O que é Criptorquidia?

    A Criptorquidia, também chamada de testículo retido ou não descido, consiste na ausência de um ou dos dois testículos no escroto. Esta situação acontece unilateral ou bilateral quando os testículos em formação no útero não conseguem passar pelo canal inguinal e chegar à bolsa escrotal. 

    Nesse sentido, como a migração testicular acontece na fase fetal, ou seja, no final da gestação, a criptorquidia se torna muito comum em bebês prematuros, representando 45% dos casos. Já nos meninos que nascem a termo, o percentual cai para 5%.

    Quais são as causas da Criptorquidia?

    Embora as causas da criptorquidia não sejam totalmente conhecidas, sua ocorrência é associada a fatores genéticos, anatômicos, hormonais, ambientais e ao estilo de vida da gestante.

    Veja os principais fatores de risco :

    • História familiar de criptorquidia;
    • Parto prematuro;
    • Baixo peso do bebê ao nascer;
    • Malformações como defeitos do tubo neural ou da parede abdominal, 
    • Bebês com paralisia cerebral;
    • Bebês com alterações genéticas;
    • Histórico familiar de problemas no desenvolvimento genital;
    • Tabagismo e Ingestão de álcool por parte da gestante;
    • Exposição do pai ou da gestante a pesticidas.

    Criptorquidia: Sintomas e Diagnóstico 

    Como vimos, a criptorquidia é a ausência de um ou dos dois testículos na bolsa escrotal, sendo esse o principal sintoma do quadro. Nesse sentido, o diagnóstico é feito a partir do exame clínico com a palpação, sendo que em até 80% das vezes os testículos se encontram no caminho entre o abdômen e a bolsa testicular. 

    Quanto ao número de testículos:

    • Unilateral –  apenas um dos testículos não está na bolsa escrotal, sendo o tipo mais comum da doença.
    • Bilateral – os dois testículos não estão posicionados na bolsa escrotal.

    Quanto ao exame clínico:

    • Palpável: quando é possível palpar os testículos na região inguinal.
    • Não-palpável: quando não é possível palpar os testículos.

    Quando o quadro é detectado

    • Congênito: é o quadro diagnosticado quando o bebê nasce. Nesse sentido, o menino deve ser examinado para confirmar se um ou os dois testículos se encontram na bolsa testicular.
    • Adquirido: se dá quando um ou os dois testículos que estavam corretamente posicionados no nascimento passam a não ser mais localizados no escroto.

    Tratamentos para Criptorquidia

    Inicialmente, após o diagnóstico de criptorquidia a conduta é acompanhar a evolução por cerca de um ano, já que em muitos casos os testículos acabam migrando de forma espontânea. Entretanto, se isso não acontecer, o médico vai indicar o melhor tratamento.

    Conheças as formas principais de tratamento da criptorquidia

    Orquidopexia

    A orquidopexia é o procedimento cirúrgico feito para reposicionar o testículo dentro da bolsa testicular. Nesse sentido, a intervenção libera o testículo de aderências do abdômen ou da região inguinal e o posiciona adequadamente na bolsa  testicular.

    Desta forma, a cirurgia é indicada quando a migração testicular não acontece até o 6º mês de vida. Nos casos de testículos palpáveis, a cirurgia pode ser feita por via inguinal e escrotal. Já para testículos não palpáveis, a técnica é a via abdominal por videolaparoscopia.

    É importante ressaltar que a orquidopexia deve ser realizada até os 12 meses de idade, para prevenir lesões irreversíveis. 

    Orquiectomia

    A orquiectomia consiste no procedimento cirúrgico para remoção dos testículos. Este tratamento é sugerido para os casos de criptorquidia adquirida detectada tardiamente ou ainda em casos, cada vez mais raros, de diagnóstico tardio de criptorquidia congênita não tratada até os 10 anos de idade. Desta forma, na criptorquidia bilateral, a retirada dos dois testículos torna a pessoa estéril.

    Qual a diferença entre criptorquidia e testículo retrátil?

    É muito comum as pessoas confundirem criptorquidia com testículo retrátil, mas na verdade são problemas diferentes. Nesse sentido, na criptorquidia os testículos permanecem no abdômen ou na virilha, não descem, e por isso também são chamados de testículos retidos. 

    Já os testículos retráteis são aqueles que desceram para a bolsa  testicular, porém, se retraem e retornam ao canal inguinal. Essa característica migratória do testiculo que se move para cima e para baixo pode ser causada por hipertrofia ou funcionamento exacerbado do músculo cremaster.

    Entretanto, geralmente este quadro se normaliza depois dos sete anos quando os estímulos hormonais fazem com que os testículos se fixem na bolsa escrotal.

    Complicações Associadas à Criptorquidia

    Como vimos, a criptorquidia por si só não causa sintomas relevantes, porém, se não for tratada pode acarretar em complicações para a saúde do menino, inclusive prejudicar o potencial reprodutivo.

    Veja alguns problemas que a criptorquidia pode causar:

    • Torção testicular;
    • Hérnia inguinal  associada a criptorquidia;
    • Infertilidade ou esterilidade masculina;
    • Maior risco de desenvolver câncer de testiculo.

    Criptorquidia e fertilidade 

    Um dos principais riscos da criptorquidia é afetar a fertilidade masculina. Isto porque os testículos estão diretamente relacionados com a espermatogênese, ou seja, com a produção dos espermatozoides.  Nesse sentido, um dos fatores primordiais é que os testículos estejam a uma temperatura menor do que a do restante do corpo , de 1,5°C a 2°C abaixo, o que não acontece fora do escroto.

    Desta forma, testículos retidos podem comprometer a capacidade de produzir gametas em quantidade e qualidade suficientes para manter a possibilidade reprodutiva na vida adulta.

    Nesse sentido, meninos com criptorquidia unilateral têm uma taxa de fertilidade menor do que pessoas sem o problema. Entretanto, esses pacientes apresentam  taxas parecidas de paternidade, ou seja, capacidade de ser pai.

    Por outro lado, quando a criptorquidia é bilateral, tanto a fertilidade como as taxas de paternidades ficam muito afetadas. Inclusive, nos casos de testículos não descidos dos dois lados e que foram tratados, há riscos de esterilidade.

    Criptorquidia: como a reprodução assistida pode ajudar

    Como foi falado, muitas vezes a criptorquidia leva à infertilidade masculina, e nesses casos, a reprodução assistida pode ajudar o homem a se tornar pai. Para isso, é importante fazer uma avaliação completa da capacidade reprodutiva do paciente, sendo o espermograma um dos exames mais importantes.

    Assim, de acordo com o diagnóstico final, o especialista vai indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

    Veja alguns tratamentos de reprodução assistida para homens com infertilidade masculina:

    Fertilização In Vitro (FIV)

    A Fertilização In Vitro (FIV) é um tratamento de alta complexidade quando a fecundação do óvulo com o espermatozoide é feita em laboratório, fora do corpo da mulher. Desta forma, os embriões formados são cultivados, selecionados e posteriormente transferidos ao útero onde será gestado.

    Nesse sentido, nos casos de homens com azoospermia, que não apresentam espermatozoides no líquido ejaculado, a coleta dos gametas pode ser feita por punção testicular. Este  procedimento retira  os espermatozoides diretamente do testículo para serem usados na fertilização.

    Com taxas de sucesso entre 20% e 50%, a FIV vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a ter um filho, inclusive, casais homossexuais e pessoas que buscam produção independente.

    FIV por Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

    A Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) é um procedimento realizado durante a Fertilização In Vitro, utilizado na maioria dos ciclos desse tipo de tratamento de Reprodução Assistida. Quando a fecundação dos gametas ocorre em laboratório. Nesse sentido, o embriologista introduz um único espermatozoide, previamente selecionado, diretamente dentro do óvulo para que ocorra a fertilização, 

    Dessa forma, quando há baixa quantidade de espermatozoides, astenozoospermia ou teratozoospermia, a ICSI potencializa as chances de fecundação do óvulo alcançando taxas entre 60% e 80%.

    Prevenção e Cuidados

    Na verdade, não há formas comprovadas de prevenir a criptorquidia, entretanto, algumas medidas podem diminuir os riscos. Desta forma, é importante que as gestantes evitem fumar e ingerir bebidas alcoólicas o que tende a aumentar as chances de ocorrer a disfunção testicular. 

    Porém, como a criptorquidia não é realmente um quadro evitável, o importante é estar atento ao diagnóstico precoce para evitar maiores complicações. Para isso, o bebê deve ser examinado logo ao nascer para confirmar se os testículos estão ou não no lugar correto, ou seja, dentro da bolsa  testicular. 

    No entanto, em alguns casos de criptorquidia os testículos não são palpáveis pois estão dentro da cavidade abdominal. Desta forma, o diagnóstico requer exames complementares.

    ​​Considerações Finais

    •  A criptorquidia consiste na ausência de um ou dos dois testículos no saco  testicular;
    •  Sua ocorrência é associada a fatores genéticos, anatômicos, hormonais e ambientais;
    •  O diagnóstico da criptorquidia geralmente é feito a partir do exame clínico com a palpação;
    •  A conduta inicial é acompanhar a evolução por um período, pois às vezes os testículos acabam migrando de forma espontânea. Se isso não acontecer, o médico indicará o melhor tratamento;
    • Um dos principais riscos da criptorquidia é afetar a fertilidade masculina, por isso é fundamental o acompanhamento médico até a resolução do problema.

    Se você ou alguém que você conhece está enfrentando problemas relacionados à criptorquidia ou outras questões de saúde reprodutiva, não hesite em buscar ajuda. A Nilo Frantz Medicina Reprodutiva está aqui para ajudar. Agende uma consulta com nossos especialistas e dê o primeiro passo em direção a uma solução.

    13 de setembro de 2023
  • Fertilidade Feminina: Guia completo para entender e potencializar

    A fertilidade feminina é a capacidade natural de uma mulher conseguir engravidar através de relações sexuais. É necessário ter útero, trompas e ovários funcionais, ciclos menstruais normais e não apresentar problemas hormonais. 

    Além disso, a fertilidade feminina está ligada à idade da mulher, já que após os 35 anos o número de óvulos começa a cair e a chance de gravidez diminui. 

    No texto a seguir, será esclarecido tudo sobre o assunto: o que é fertilidade feminina e quais são os exames necessários para saber se a mulher é fértil. 

    Da mesma forma, vamos dar dicas para aumentar a fertilidade e entender como a reprodução assistida pode ajudar mulheres a realizar o sonho de ter filhos. 

    Boa leitura!

    O que é fertilidade feminina?

    Fertilidade feminina é quando uma mulher consegue gestar naturalmente um filho biológico. 

    Nesse sentido, é importante esclarecer que as mulheres passam por fases reprodutivas durante a vida, que marcam o início e o fim da idade fértil. Confira:

    • Menarca (primeira menstruação): começa no início da adolescência;
    • Idade fértil: é o período que inicia com a primeira menstruação e encerra com a menopausa. É a fase da vida em que a mulher tem probabilidade de engravidar.
    • Climatério: é a transição entre a idade fértil e a menopausa. Ela inicia 5 anos antes e pode durar até 5 anos depois da menopausa, que corrige em geral por volta dos 50 anos, que é caracterizada pela redução na produção do estrogênio. Nesse período, o ciclo menstrual pode se tornar irregular e as chances de engravidar bem são menores.
    • Menopausa: marca o fim da menstruação. Com isso, a mulher passa a não ovular mais e, portanto, não consegue engravidar naturalmente. 

    Além das fases da vida da mulher é importante lembrar que, para que um casal consiga gerar um filho naturalmente, é preciso que tanto o homem quanto a mulher estejam com a sua saúde reprodutiva em ordem. 

    Assim, eles são considerados férteis quando conseguem a gravidez em um período de até 12 meses, através de relações sexuais sem uso de métodos contraceptivos. 

    Desta forma, 70% dos casais sem problemas de fertilidade engravidam nos primeiros 6 meses de tentativas, e 85% deles atingem a gravidez ao final de um ano. 

    Quando isto não acontece é considerado um quadro de infertilidade que deve ser investigado por um especialista.

    Entenda como funciona o ciclo de fertilidade feminina

    O ciclo da fertilidade nada mais é do que o ciclo menstrual que faz parte da vida de todas as mulheres saudáveis. Ele vai desde a puberdade, quando acontece a primeira menstruação, até à menopausa, período em que se encerra a fase reprodutiva feminina. 

    Sendo assim, é um processo fisiológico que ocorre mensalmente nas mulheres férteis, quando o corpo se prepara para uma possível gravidez. 

    O organismo, então, passa por diversas alterações hormonais que estimulam a produção de óvulos e o desenvolvimento do endométrio para receber um eventual embrião. 

    Desta forma, se durante o período fértil do ciclo ocorrer uma fecundação, o embrião será implantado na cavidade uterina dando início à gestação. Por outro lado, se a gravidez não acontecer, o endométrio irá descamar sendo eliminado através da menstruação.

    Este processo se repete todos os meses, desde o primeiro ciclo menstrual da mulher até a chegada da menopausa, quando termina a fase fértil feminina, por volta dos 50 anos. 

    Para entender melhor o ciclo menstrual, é importante saber que ele se refere ao período entre o primeiro dia da menstruação do mês e o primeiro da menstruação seguinte. Assim, é dividido em três fases principais: folicular, ovulatória e lútea.

    Embora dure em média 28 dias, o ciclo menstrual varia de mulher para mulher. Por isso pode ser mais curto, com 21 dias, e mais longo, de até 35 dias, também considerados normais.

    Confira as fases do ciclo menstrual:

    Fase folicular

    A fase folicular é a primeira etapa do ciclo menstrual e acontece entre o primeiro dia da menstruação e a ovulação. 

    Neste período, que dura entre 12 e 16 dias, os folículos ovarianos crescem e começam a preparar o corpo para uma possível gravidez.

    Sendo assim, há um aumento da produção do hormônio folículo estimulante (FSH) que faz com que os folículos que contêm os óvulos se desenvolvam. 

    Além disso, com esse amadurecimento, o ovário também libera mais estrogênio, hormônio responsável por tornar o revestimento do útero pronto para uma eventual gestação.

    Fase ovulatória

    A fase ovulatória é a segunda etapa do ciclo menstrual e consiste na ovulação. Nesse sentido, ocorre a liberação do óvulo maduro que segue para as trompas de Falópio onde poderá acontecer a fecundação. 

    Como o óvulo é viável por aproximadamente 24 horas fora do ovário, é preciso que ele encontre o espermatozoide neste curto espaço de tempo para dar início a uma gravidez.

    Já os os espermatozoides duram até 3 dias dentro do corpo da mulher, então é possível que a gestação ocorra se o casal tiver relações sexuais até 3 dias antes da ovulação. 

    Ainda, é importante ressaltar que o dia da ovulação varia conforme a duração do ciclo. Sempre 14 dias antes da menstruação seguinte.

    Fase lútea

    A fase lútea do ciclo menstrual é aquela que ocorre após a ovulação. Nesta fase, o corpo lúteo (antiga casinha do óvulo) produz a progesterona, responsável pela produção glandular do endométrio. 

    Ela dura 14 dias (a menos que ocorra fecundação) e termina com a próxima menstruação. Caso o óvulo tenha sido fecundado, o embrião chega ao útero e fixa-se ao endométrio. 

    Por outro lado, se não houver fecundação, o óvulo é absorvido e o endométrio, que estava pronto para receber o embrião, passa a descamar. Esse processo é chamado de menstruação e marca o início de um novo ciclo reprodutivo.

    Como saber quando estou no período fértil?

    Um dos principais fatores a ser levado em conta quando se pensa em engravidar é o período fértil da mulher, fase do ciclo feminino em que pode ocorrer a gestação.

    Para quem tem ciclos regulares, o método do calendário, também chamado de “tabelinha”, pode ajudar. Leva-se em conta que a ovulação acontece geralmente 14 dias antes da próxima menstruação. 

    Dessa forma, nas mulheres com ciclos de 28 dias, a ovulação deve ocorrer no 14º dia contando o primeiro dia da última menstruação. Já para quem menstrua a cada 30 dias, a ovulação acontece no 16º dia do ciclo. 

    Com esta informação, acrescentando-se 5 dias antes e 2 dias após a data prevista da ovulação, é possível ter uma previsão do período fértil.

    Já para as mulheres com ciclos irregulares, o uso da tabelinha não é tão preciso. Nestes casos, uma opção para descobrir o período fértil é através dos testes de ovulação que possibilitam determinar a ovulação de 24 h a 36 h antes da liberação do óvulo.

    Assim como os testes de gravidez, esta verificação também acontece através da urina e é muito fácil de usar. Basta mergulhar uma tirinha na urina e verificar a cor obtida. 

    O teste é positivo quando detecta uma grande quantidade de hormônio luteinizante LH, indicando que a mulher deve ovular em breve. 

    Vale lembrar que cada mulher é diferente, e que nenhum método é 100% eficaz para determinar o dia exato da ovulação. Por isso, as mulheres podem ficar atentas também aos sinais do corpo de que a ovulação está próxima. Confira!

    Secreção vaginal transparente: 

    Como a clara de ovo, e sem odor forte, a secreção pode indicar que a ovulação e o período fértil estão chegando. Isto acontece pelo aumento do hormônio estradiol, que produz mais líquido que o habitual, facilitando a entrada dos espermatozoides no canal vaginal. 

    Aumento da temperatura

    O aumento da temperatura corporal basal (em repouso) ocorre porque o corpo se prepara para a fecundação. 

    Nesse sentido, os folículos liberam os óvulos maduros, o que eleva a quantidade de progesterona, causando o aumento da temperatura corporal em 0,4 a 1,0ºC.

    Aumento da libido e do apetite

    A elevação dos níveis hormonais que acontecem no período fértil explicam o aumento da libido e do apetite. 

    Além disso, ocorre também o aumento da produção de feromônios, hormônios exalados pelo corpo com a finalidade de atrair e excitar o sexo oposto. 

    Dor do meio

    Algumas paciente sentem dor quando ovulam, o que pode ajudar a identificar o período fértil. 

    Qual a importância do exame de fertilidade feminina?

    Para saber se existe algum problema na fertilidade, as mulheres devem fazer um Check Up geral para verificar a saúde e acompanhar como está o seu potencial reprodutivo.

    Desta forma, exames periódicos no aparelho reprodutor podem evitar problemas, detectar doenças tratáveis e ajudar pacientes a se planejarem para o momento que decidirem engravidar.

    Avaliação da Fertilidade Feminina

    Deve-se avaliar o histórico familiar e a presença ou não de doenças crônicas. Além disso, o especialista vai investigar sobre o estilo de vida e a existência ou não de hábitos como alcoolismo ou tabagismo.

    A idade da mulher e a reserva ovariana são questões determinantes para a fertilidade feminina. Por esta razão, o médico vai solicitar exames de sangue e de imagem para verificar a produção de folículos. 

    Também serão investigados sinais de endometriose, ovários policísticos, infecções pélvicas e ISTs (Infecções sexualmente transmissíveis) que podem comprometer a fertilidade feminina. 

    9 dicas de como aumentar a fertilidade feminina

    Para aumentar a fertilidade da mulher, é preciso entender que ela depende tanto das questões físicas do aparelho reprodutor, como também de aspectos psicológicos e melhores hábitos de vida. 

    Assim, alguns ajustes na alimentação e no jeito de viver o dia a dia de cada um podem contribuir para aumentar a fertilidade. 

    Confira 9 maneiras de aumentar a fertilidade!

    1- Alimentos que ajudam na fertilidade feminina

    Escolher os alimentos certos faz toda a diferença para aumentar a fertilidade. Assim, devem ser evitados os produtos industrializados e processados. 

    São indicados alimentos ricos em zinco, vitamina B6, ômega 3 e antioxidantes, para estimular a produção dos hormônios sexuais e desenvolvimento dos óvulos. 

    Deve-se ingerir ainda pelo menos cinco porções de vegetais e frutas de cores diferentes por dia, além de consumir frutas secas e sementes. 

    Confira os alimentos: 

    • Vitamina A ou betacaroteno – cenouras, batata-doce, alperces secos, abóbora e agrião;
    • Vitamina C – vegetais verdes, pimentão, kiwi, tomates e frutas cítricas;
    • Vitamina E – frutas secas, sementes, peixes, abacates, feijões e batata-doce;
    • Selênio – castanha-do-pará, sementes de sésamo, couves e cereais integrais;
    • Zinco – carne, peixe, ostras, sementes, frutos secos, ovos e vegetais verdes folhosos;
    • Fitonutrientes presentes nas frutas e vegetais de todas as cores, como beterraba vermelha, mirtilos azuis, pimentão amarelo, toranjas rosadas e vegetais verdes folhosos.

    Além disso, trazem benefícios à fertilidade alimentos ricos em nutrientes, vitaminas, minerais e antioxidantes como:

    • Verduras, legumes e frutas;
    • Gorduras das nozes, amêndoas, castanhas, avelãs, macadâmia, abacate, coco e azeite de oliva extra virgem;
    • Peixes de água fria; 
    • Carboidratos complexos como aipim, cará, inhame, batata doce;
    • Temperos ricos em fitoquímicos como a cúrcuma, açafrão e páprica;
    • Alimentos in natura e ricos em nutrientes, isentos de agrotóxicos;
    • Fibras;
    • Muita água para se manter bem hidratado.

    2- Remédio para aumentar a fertilidade feminina

    Entre as vitaminas mais indicadas estão:

    • B6;
    • B12;
    • C;
    • D;
    • E;
    • Ferro;
    • Selênio; 
    • Zinco;
    • Ácido Fólico.

    3- Mantenha peso saudável

    O peso interfere diretamente na fertilidade. Mulheres que estão abaixo ou acima do peso correm o risco de ter mais dificuldades para engravidar, pois os hormônios ficam desregulados interferindo diretamente na ovulação. 

    Sabe-se também que muita gordura corporal pode prejudicar a qualidade e quantidade de óvulos na fiv.

    4- Previna ISTs (Infecções Sexualmente transmissíveis)

    As ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) prejudicam não apenas a saúde geral, mas também a fertilidade feminina. 

    A gonorreia e a clamídia são algumas dessas doenças que podem causar infertilidade. Para se proteger, use sempre preservativos nas relações sexuais.

    5- Beba pouco café e bebidas alcoólicas.

    O excesso de café ou álcool pode prejudicar as mulheres que querem engravidar. 

    Beber 500 miligramas de cafeína por dia, que equivale a 5 xícaras de café, pode causar diminuição da fertilidade. O ideal é manter uma ingestão moderada de cafeína, cerca de 200 miligramas ao dia.

    Além disso, é preciso ter cautela em relação a bebidas alcoólicas. Pesquisas científicas observaram que o risco de infertilidade aumenta entre as mulheres que consomem duas ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia, podendo causar problemas de ovulação. 

    6- Não Fume

    O hábito de fumar pode trazer importantes consequências para a fertilidade. Nas mulheres o cigarro pode afetar a receptividade do útero, prejudicando a possibilidade de gravidez.

    O fumo também aumenta o risco de aborto espontâneo, tanto nas gestações naturais como naquelas realizadas por técnicas de reprodução assistida.

    7 -Reduza o Stress

    A ansiedade e o estresse intenso provocam alterações hormonais que afetam a produção de óvulos prejudicando a fertilidade feminina. 

    Por isso, é importante achar formas para controlar o estresse como meditação, acupuntura, técnicas de mindfulness e outras atividades relaxantes. 

    Praticar exercícios regularmente também é fundamental pois, além de trazer benefícios para a saúde, como a perda de peso, ajuda a regular os hormônios.

    Na mulher, o exercício físico traz também vantagens para a ovulação, mas vale o alerta: atividade física em excesso pode causar disfunção menstrual. Portanto, a dica é manter uma rotina de exercícios, mas sem exageros. 

    8 -Evite as toxinas

    Alguns produtos químicos como pesticidas, chumbo e solventes orgânicos podem contribuir para a infertilidade feminina. 

    Mulheres expostas a certas toxinas e solventes como as utilizadas nas impressões, nas lavagens a seco, em cabeleireiros e em algumas indústrias podem ter sua fertilidade diminuída. 

    A exposição a pesticidas também é uma preocupação para as trabalhadoras agrícolas, pois podem causar diminuição da fertilidade.

    9 -Durma Bem

    A quantidade e qualidade do sono são fatores importantes para quem quer aumentar a fertilidade. 

    O hormônio do sono, a melatonina, tem ação antioxidante e é essencial para o processo reprodutivo. 

    Ela equilibra a ação dos radicais livres, melhora a maturação e qualidade do óvulo, e consequentemente, contribui de forma positiva para a fertilização.

    Mitos e verdades sobre a fertilidade feminina

    A fertilidade feminina é um assunto que deve ser tratado de forma séria, com informações verdadeiras e confiáveis. 

    No entanto, circulam muitas notícias falsas ou mitos que trazem desinformação e angústia para as mulheres que querem engravidar. 

    Abaixo, você vai saber alguns mitos e verdades sobre o tema.

    Mulheres com ovários policísticos nunca engravidam?

    Mito! Por estar relacionado a problemas hormonais que interferem na ovulação, os ovários policísticos podem prejudicar a fertilidade. 

    Mulheres que tenham sido diagnosticadas com SOP e desejam engravidar, podem receber diversos tratamentos de reprodução assistida. 

    Abortos frequentes podem mostrar algum problema no útero?

    Verdade! A mulher que já sofreu abortos espontâneos com certa frequência, pode ter alguma malformação uterina. 

    Além disso, pode ter alterações inflamatórias/infecciosas como endometrite crônica, além de pólipos endometriais, miomas submucosos, disfunções imunológicas e trombofilias.

    Para ter um diagnóstico assertivo é necessário fazer uma avaliação médica com exames adequados como: histeroscopia diagnóstica, ressonância magnética, ultrassonografia 3D, histerossonografia e exames de sangue.

    Ter endometriose impede a gravidez?

    Mito! Durante algum tempo a endometriose foi um impedimento para as mulheres que tentavam engravidar, pois não existia um tratamento eficaz para a patologia. 

    No entanto, atualmente, já existem terapias e procedimentos específicos, hormonais e cirúrgicos, para fazer com que as mulheres diagnosticadas com endometriose engravidem com eficiência e segurança.

    Existe um momento certo para congelar óvulos?

    Verdade! O melhor momento para congelar óvulos é quando se tem uma boa reserva ovariana. 

    Por este motivo, recomenda-se o procedimento de preservação da fertilidade entre os 25 e 35 anos de idade, e assim, a mulher consegue planejar a maternidade para quando desejar.

    A idade é o principal fator de impedimento na fertilidade?

    Verdade! Toda menina nasce com uma reserva ovariana determinada, que não é renovada durante a vida. 

    Os óvulos envelhecem ao longo dos anos e são descartados naturalmente. Vale lembrar que cada mulher tem cerca de um a dois milhões de óvulos. 

    Quando chega à puberdade, esse número cai para 300 a 500 mil, sendo que apenas 300 a 500 deles chegam a ovular durante a vida reprodutiva. 

    Por volta dos 35 anos, o número diminui para aproximadamente 25 mil e, aos 51 anos, é natural que a mulher entre na menopausa, ou seja, não ovule mais. Assim, quanto mais jovem for a mulher, mais fácil será para engravidar.

    A culpa da infertilidade é da mulher?

    Mito! Acreditar que a dificuldade de engravidar é culpa exclusivamente da mulher é um grande erro. Os homens também têm problemas de infertilidade. As taxas de infertilidade por causas femininas e masculinas são bastante semelhantes, cada uma com cerca de 40%. O restante dos casos correspondem a problemas do casal ou sem diagnóstico preciso.

    Usar pílula anticoncepcional por muito tempo provoca infertilidade?

    Mito! A pílula anticoncepcional não tem impacto nas chances futuras de engravidar. Independentemente do tempo de tratamento, ao parar com o uso do medicamento a mulher já se encontra apta para a concepção novamente. 

    No entanto, é importante salientar que a pílula não causa infertilidade, mas pode mascarar sintomas de outros problemas previamente existentes, como uma baixa reserva ovariana ou endometriose.

    Útero retrovertido dificulta a gravidez?

    Mito! Também conhecido como útero invertido, é uma condição natural e não caracteriza uma anormalidade. 

    A verdade é que a posição do útero não implica infertilidade já que os espermatozoides chegam normalmente às tubas para fertilizar os óvulos. 

    É importante salientar que essa condição também não atrapalha os tratamentos de reprodução humana.

    Quem malha demais tem dificuldade de engravidar?

    Verdade! Corridas de longa distância, exercícios extenuantes e uma dieta pobre em gordura podem provocar amenorréia (total ausência da menstruação). 

    Além disso, esses fatores também reduzem a produção de estrogênio, dificultando assim a gravidez.

    É possível engravidar somente com um ovário e uma trompa?

    Verdade! A retirada de um dos ovários ou problemas nas trompas podem prejudicar a fertilidade da mulher, mas não impedem a gravidez espontânea. 

    O mínimo necessário para a gravidez é ter um ovário e uma trompa em condições saudáveis.

    Alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade?

    Mito! Ter libido alta não é sinônimo de fertilidade. Alguns alimentos podem aumentar o desejo, no entanto, não conseguem deixar o corpo da mulher mais fértil ou apto à fecundação.

    Mesmo com tratamentos, você pode não engravidar?

    Verdade! Muitas vezes, mesmo com o diagnóstico correto, os tratamentos de infertilidade indicados podem não ajudar. Isto porque cada caso é individualizado e as condições específicas de cada paciente interferem nos resultados. 

    Alguns casos podem demandar algumas tentativas a mais para conseguir engravidar.

    Infertilidade feminina: conheça algumas soluções

    A infertilidade feminina pode ter muitas causas, e consequentemente os tratamentos para revertê-la são diversos. 

    A Nilo Frantz Medicina Reprodutiva oferece várias técnicas de baixa e alta complexidade capazes de ajudar milhares de mulheres a terem seus filhos. Conheça os principais tratamentos para a infertilidade feminina.

    Coito programado

    O coito programado é uma técnica de Reprodução Assistida de baixa complexidade que monitora, através de ultrassonografias transvaginais, o ciclo menstrual para descobrir quando a mulher está no período fértil. 

    Sabendo quando a mulher vai ovular, o médico orienta o casal a ter relações sexuais otimizando o encontro do espermatozoide com o óvulo, e assim, a fecundação. 

    Além disso, para aumentar as chances de sucesso, é possível usar indutores de ovulação e saber qual o momento mais propício para a gravidez acontecer.

    Como o coito programado utiliza óvulos naturais da mulher, ele atua apenas no estímulo da fecundação. Assim, é indicado para casos leves de infertilidade como por exemplo anovulação, 

    Inseminação artificial

    A inseminação artificial (IA) é muito usada em casos de infertilidade masculina e feminina com taxa de sucesso em torno de 20%. O tratamento consiste na introdução dos espermatozoides diretamente dentro da cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo. 

    Também chamada de inseminação intrauterina (IIU), a técnica de baixa complexidade é indicada quando há leve alteração nos espermatozoides, e em casos de infertilidade sem causa aparente. 

    Fertilização In Vitro (FIV)

    A Fertilização In Vitro (FIV) é um tratamento de alta complexidade que consiste em realizar a fecundação do óvulo com o espermatozoide em ambiente laboratorial, fora do corpo da mulher.

    Os embriões formados são cultivados em meio de cultura, selecionados e posteriormente transferidos ao útero onde será gestado. Com taxas de sucesso entre 20% e 50%, a Fertilização In Vitro vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a ter um filho. 

    Inclusive, casais homossexuais e pessoas que buscam produção independente também encontram na FIV a possibilidade de formarem suas famílias. 

    No entanto, as chances do tratamento dar certo depende de fatores como idade da mulher, reserva ovariana, receptividade endometrial, qualidade do esperma, entre outros.

    Ovodoação/Doação de embriões

    A ovodoação é uma técnica de Reprodução Assistida indicada para mulheres com dificuldade de engravidar com seus próprios óvulos, é indicado para mulheres com diminuição da reserva ovariana, na menopausa, em tratamento oncológicos, portadoras de doenças genéticas, entre outros.a ovodoação ocorre quando uma mulher cede seus óvulos, de forma altruísta, para que outra pessoa os utilize. 

    Assim, o gameta feminino doado é fecundado através da Fertilização In Vitro e o embrião resultante, após transferência, será gestado pela receptora. 

    Além disso, a doação de óvulos também possibilita que casais homoafetivos masculinos e pais solteiros formem suas famílias.

    Conforme a Resolução nº 2.320/2022, do Conselho Federal de Medicina (CFM), é permitida a doação voluntária dos óvulos, assim como a doação compartilhada. 

    Nesses casos, doadora e receptora necessitam de tratamento para engravidar, e assim, compartilham tanto o material biológico quanto os custos financeiros.

    Da mesma forma existe a doação de embriões, quando casais em tratamento de Fertilização In Vitro cedem seus embriões excedentes para outras pessoas. 

    Os gametas e embriões doados são criopreservados por vitrificação e mantidos em nitrogênio líquido a -196°C. Eles podem ser armazenados por tempo indeterminado, aguardando o momento de transferência para o útero da receptora. 

    Útero de substituição

    O útero de substituição ou útero solidário é um tratamento no qual uma mulher gera um bebê em seu útero para outra pessoa. 

    É uma alternativa para que mulheres com ausência de útero, defeitos congênitos, casais homoafetivos masculinos e homens solteiros formem suas famílias.

    O embrião a ser gestado no útero de substituição é formado por FIV, através da fecundação do óvulo e espermatozoides do casal, ou a partir de gametas doados. 

    Após a fertilização, o embrião é transferido ao útero da mulher que vai carregá-lo durante toda a gravidez. Também pode ser usado um embrião doado.

    Também chamado de doação temporária do útero, a técnica é regulamentada pela resolução nº 2.320/22 do Conselho federal de Medicina.

    Congelamento de óvulos

    O congelamento de óvulos, também chamado de criopreservação, é um dos avanços mais importantes da Medicina Reprodutiva dos últimos tempos. 

    Sabe-se que a idade é um dos maiores fatores de infertilidade feminina, ou seja, a partir dos 35 anos vai diminuindo a quantidade e a qualidade de óvulos no corpo feminino. 

    No entanto, as mulheres já têm a possibilidade de preservar a sua fertilidade e planejar a maternidade para quando desejarem, através do congelamento de óvulos.

    A técnica de congelamento em vitrificação se caracteriza pela rapidez com que atinge baixas temperaturas.

    Dessa forma, os óvulos ficam armazenados em um cilindro de nitrogênio líquido e são mantidos a -196º. 

    Eles, por sua vez, ficam num estado vítreo, impedindo a formação de cristais de gelo, que danificam células reprodutoras, podendo ser descongelados anos depois.

    6 de setembro de 2023
  • Como a clamídia pode levar a infertilidade? Confira:

    A clamídia é uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais comuns, atingindo homens e mulheres em todo o mundo. Embora possa afetar a fertilidade feminina e masculina, a clamídia é a principal causa evitável de infertilidade. 

    Mas afinal, o que é clamídia? Quais são seus sintomas ? Como ocorre sua transmissão? Como a doença é diagnosticada e tratada? Para saber mais sobre clamídia, leia o texto abaixo.

    O que é clamídia?

    A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Nesse sentido, a doença afeta mulheres e homens sexualmente ativos que não usam preservativos como forma de proteção.

    Reconhecida como uma das causas comuns de infertilidade masculina e feminina, a clamídia normalmente afeta a área genital e região anal dos contaminadas, podendo infectar também a faringe, os olhos, pulmão, garganta e intestino.

    No entanto, é importante saber que na grande maioria dos casos a clamídia é uma doença silenciosa, ou seja, não apresenta sintoma. 

    Desta forma, muitas vezes as pessoas só ficam sabendo que contraíram a infecção quando não conseguem engravidar e procuram um médico para investigar o problema.

    Sintomas de clamídia

    Na maioria das vezes (de 70 a 80% dos casos) a clamídia é assintomática, o que prejudica o diagnóstico precoce e favorece a contaminação de novas pessoas. 

    Além disso, é importante esclarecer que o período de incubação da doença é de aproximadamente de 15 dias, desta forma, os sintomas podem demorar um pouco para aparecer. 

    Veja os sintomas mais presentes nas mulheres com clamídia:

    • Sangramento durante as relações sexuais;
    • Corrimento amarelado e coceira vaginal;
    • Secreção mucopurulenta endocervical;
    • Dor para urinar;
    • Dor nas relações sexuais;
    • Dor no baixo ventre.

    Conheça os sintomas mais comuns de clamídia nos homens:

    • Dor nos testículos;
    • Ardência ao urinar;
    • Aumento do número de micções;
    • Corrimento uretral com a presença de pus.

    Além disso, os quadros de infecções por clamídia podem causar outros sintomas mais leves como:

    • Febre;
    • Dor, coceira, sangramento e secreção no reto;
    • Vermelhidão, coceira e descargas nos olhos.

    O que a Clamídia causa nas mulheres?

    Nas mulheres, o principal risco da clamídia é a bactéria chegar às tubas uterinas e causar doença inflamatória pélvica (DIP). 

    Desta forma, a infecção tende a obstruir as tubas, impossibilitando que ocorra a fecundação do óvulo pelo espermatozóide. 

    Além disso, se o gameta feminino for fertilizado, há chances do embrião não conseguir chegar até o útero causando uma gravidez tubária (ectópica).

    Já as mulheres que se infectam durante a gravidez estão mais suscetíveis a sofrer aborto, ter partos prematuros e contaminar o bebê na hora do nascimento, causando oftalmia neonatal e pneumonia.

    O que a Clamídia causa nos homens?

    Nos homens, a infecção por clamídia pode causar epididimite e orquite, que prejudicam a passagem dos espermatozóides podendo levar à infertilidade masculina. 

    Além disso, é comum quadros de uretrite, prostatite, conjuntivite, e síndrome de Reiter, um tipo de artrite crônica. 

    Clamídia: como se pega a infecção?

    Como já mencionado, a transmissão da clamídia acontece através de contato sexual sem proteção, seja vaginal, oral ou anal. A doença também pode contaminar os olhos através da mão com secreções infectadas. 

    Além disso, a infecção ainda é passada de forma congênita, ou seja, da mãe para o bebê durante o parto. 

    Por outro lado, vale ressaltar que a clamídia não é transmitida através do beijo, do vaso sanitário ou do compartilhamento de lençol, roupas, banheiras, etc. Da mesma forma não se pega clamídia em transfusão de sangue. Entretanto, o doador de sangue deve avisar que está contaminado pela bactéria.

    De forma geral, a contaminação pela Chlamydia trachomatis é mais comum na faixa etária entre 14 e 25 anos, especialmente aquelas que têm muitos parceiros sexuais. 

    Quais as formas de prevenir a Clamídia?

    Embora seja uma doença que atinge cerca de 92 milhões de novos casos por ano, a clamídia pode ser facilmente prevenida. 

    A melhor forma de evitar a contaminação é através do uso de preservativo nos contatos sexuais. 

    Como não existe uma vacina contra a clamídia, o única jeito de se prevenir é realmente através de sexo seguro.

    Vejas as recomendações para se proteger da clamídia e de outras IST.

     Opte por sexo seguro:

    • Evite múltiplos parceiro(as), especialmente sem uso de preservativo;
    • Antes de iniciar uma nova relação, o indicado é que as duas pessoas façam teste para clamídia e outras doenças sexualmente transmissíveis;
    • Caso algum sintoma se manifeste, procure ajuda médica.

    Entenda como funciona o diagnóstico de uma infecção por clamídia

    O diagnóstico de clamídia é realizado a partir da queixa clínica, quando o paciente sente algum sintoma.

    Além disso, podem ser realizados exames laboratoriais que analisam a urina e as secreções vaginal, anal e da uretra.

    Entretanto, como a maioria das contaminações são assintomáticas, o ideal é que se faça check-ups ginecológicos e urológicos periodicamente.

    A clamídia tem cura? Qual o tratamento?

    Sim, felizmente a clamídia pode ser facilmente curada. Por ser uma infecção causada por bactéria, o tratamento é feito com antibióticos, indicados pelo médico.

    Nesse sentido, para garantir a cura total e evitar uma possível reinfecção por clamídia, é importante que os parceiros sexuais também sejam tratados, mesmo que não apresentem sintomas. Além disso, a orientação é evitar relações sexuais durante o tratamento. 

    É importante ressaltar que a clamídia não se cura sozinha, e que se não for devidamente tratada, pode causar infertilidade feminina e masculina. 

    Por isso, os cuidados preventivos devem ser sempre mantidos já que a pessoa que já teve clamídia pode novamente ser infectada. 

    Qual a relação da clamídia com a infertilidade? 

    A clamídia, quando não diagnosticada e tratada a tempo, pode causar infertilidade feminina e masculina. Desta forma, a doença impacta diretamente na capacidade reprodutiva de homens e mulheres, causando danos muitas vezes difíceis de reparar. 

    Como já vimos, nas mulheres a clamídia pode levar à doença inflamatória pélvica (DIP) e atingir os ovários, o útero e as tubas uterinas, o que acaba impedindo a gravidez natural.

    Já nos homens, a clamídia pode gerar azoospermia, uma das principais causas de infertilidade masculina. 

    Desta forma, quando a infecção por clamídia causa infertilidade, é possível recorrer aos tratamentos de Reprodução Assistida como a Fertilização In Vitro(FIV) clássica ou por ICSI.

    23 de agosto de 2023
  • Estradiol: entenda o seu papel na reprodução feminina

    Você já ouviu falar em estradiol? Este é um hormônio normalmente relacionado às mulheres, embora esteja presente também nos homens, ainda que com menor ênfase. 

    Nesse sentido, o estradiol tem impacto direto na fertilidade feminina e masculina, não apenas no que se refere à reprodução, mas também à saúde geral dos indivíduos. 

    No texto a seguir você vai saber um pouco mais sobre o estradiol, o que é, para que serve e como atua no corpo feminino e masculino. 

    Boa leitura!

    Estradiol: o que é?

    O estradiol é um tipo muito ativo de estrogênio, consistindo em um dos hormônios mais importantes para a fertilidade feminina. 

    Assim, ele é produzido principalmente pelos folículos ovarianos, sendo essencial para o ciclo menstrual das mulheres em idade reprodutiva. 

    Embora seja um hormônio de atuação predominante feminino, o estradiol também está presente nos homens. 

    Ainda que em menor quantidade, esse hormônio, produzido pelos testículos e tecido gorduroso, desempenha papel importante na saúde e na sexualidade masculina. 

    Entenda para que serve o estradiol

    Como vimos, o estradiol tem papel fundamental na reprodução, especialmente na feminina. Nesse sentido, este hormônio estimula a proliferação de células no endométrio preparando o útero para receber um possível embrião. 

    No entanto, quando a fecundação não ocorre, o endométrio “descama” e é renovado através da menstruação.

    Além disso, o estradiol também age na formação das características sexuais que surgem na puberdade como o desenvolvimento das mamas, crescimento de pelos no corpo, a definição das curvas femininas, entre outras.

    E as funções do estradiol não param por aí. Desta forma, este hormônio também tem ação anabolizante ajudando a restaurar estruturas como a massa muscular, óssea, pele e colágeno. 

    Veja algumas ações do estradiol: 

    • Na saúde óssea: O estradiol em níveis normais é importante para o crescimento ósseo e para saúde das articulações. A baixa do estradiol pode causar osteopenia e osteoporose, o que é muito comum nas mulheres que estão na menopausa;
    • No cérebro: Também produzido no cérebro, o estradiol tem efeitos neuroprotetores;
    • No sangue: Outra ação do hormônio estradiol é na vascularização, melhorando o fluxo sanguíneo nas artérias coronárias;
    • Na gravidez: Como também é produzido pela placenta, o níveis do estradiol aumenta na gestação, atuando também na hora do parto;
    • Doenças: acredita-se que o estrogênio está ligado a condições como endometriose, miomas e sangramento uterino. Além disso, podem ativar genes causadores de câncer aumentando o risco de câncer de mama e de endométrio.

    Veja como o estradiol age no ciclo reprodutivo feminino 

    O ciclo reprodutivo consiste na preparação do corpo para uma possível gravidez, o que ocorre ao longo da vida fértil da mulher. 

    Nesse sentido, mensalmente o organismo feminino passa por diversas alterações hormonais que estimulam a produção de óvulos. O desenvolvimento do endométrio para receber um eventual embrião. 

    Também chamado de ciclo menstrual, este processo leva em média 28 dias e acontece em 3 diferentes fases: folicular, ovulatória e lútea.

    Fase folicular

    A fase folicular é a primeira etapa do ciclo e acontece entre o primeiro dia da menstruação e a ovulação. Neste período, que dura entre 12 e 16 dias, os folículos ovarianos crescem e começam a preparar o corpo para uma possível gravidez.

    Nesta fase há um aumento da produção do hormônio folículo estimulante (FSH), e do hormônio Luteinizante(LH) fazendo com que os folículos com os óvulos se desenvolvam. 

    Desta forma, o ovário passa a liberar mais estrogênio, no caso o estradiol, que promove o aumento da espessura do endométrio preparando o do útero para uma eventual gestação.

    Fase ovulatória

    A segunda etapa do ciclo menstrual é a fase ovulatória que consiste na ovulação, ou seja, a liberação do óvulo maduro. Nesse sentido, o óvulo sai do ovário e segue para as trompas de falópio onde poderá acontecer a fecundação.

    Como o óvulo sobrevive apenas 24 horas fora do ovário, é preciso que ele encontre o espermatozoide neste curto espaço de tempo para dar início a uma gravidez. 

    Fase lútea

    Após a ovulação vem a fase lútea que prepara o útero para uma concepção. Nesse sentido, a célula folicular que liberou o óvulo se transforma em corpo lúteo que passa secretar progesterona. 

    Com isso, acontece a produção glandular do endométrio que se prepara para receber o embrião caso ocorra a fecundação.

    Entretanto, quando o óvulo não encontra o espermatozoide, há a redução dos hormônios femininos e o endométrio começa a descamar. Essa descamação constitui a menstruação que marca o início do novo ciclo reprodutivo.

    Qual o valor normal do hormônio estradiol?

    Como vimos, o estradiol atua diretamente na capacidade reprodutiva, e desta forma, é necessário que o hormônio esteja em níveis normais para que a gravidez aconteça. 

    Nesse sentido, para os homens é considerado normal valores entre 11 pg/mL e 44 pg/mL. Já para as mulheres, os índices variam de acordo com a fase do ciclo menstrual e se a mulher está ou não em idade reprodutiva.

    Veja os valores de estradiol considerados normais, lembrando que há variação entre diferentes laboratórios :

    • Fase Folicular – de 21 a 251 pg/mL;
    • Pico Ovulatório – de 38 a 649 pg/mL;
    • Fase Lútea – 21 a 312 pg/mL;
    • Menopausa – até 28 pg/mL;
    • Com reposição hormonal – até 144 pg/mL.

    Estradiol baixo

    Já sabemos a importância do estradiol para a saúde reprodutiva, desta forma, se os níveis estiverem baixos, fora dos padrões normais, há impacto direto no ciclo menstrual. 

    Além disso, pode causar também sintomas como aumento de peso, infecções urinárias, queda de cabelo, insônia, doenças cardiovasculares, entre outros.

    Veja algumas causas de estradiol baixo:

    • Síndrome de Turner;
    • Hipopituitarismo– Baixo nível de hormônios da hipófise;
    • Insuficiência ovariana prematura;
    • Disfunção dos ovários como hipogonadismo;
    • Transtornos alimentares como anorexia nervosa;
    • Menopausa;
    • Síndrome do ovário policístico;
    • Excesso de atividade física;
    • Declínio na glândula pituitária (hipófise).

    Estradiol alto

    Assim como o estradiol baixo prejudica a saúde, os níveis altos também indicam desequilíbrio hormonal que causam consequências para o organismo. 

    Nesse sentido, nas mulheres, os principais sintomas são retenção de líquidos, menstruação irregular, mudança de humor, sonolência, fadiga, aumento de TPM, entre outros.

    Conheça algumas causas do Estradiol alto na mulher:

    • Sobrepeso ou obesidade; 
    • Ovários policísticos; 
    • Presença de tumores ovarianos; 
    • Uso inadequado de alguns medicamentos.

    Já nos homens, o estradiol alto pode indicar:

    • Puberdade atrasada;
    • Ginecomastia;
    • Câncer no testículo ou nas glândulas suprarrenais.

    Estradiol: exame para identificar o nível hormonal

    O exame de estradiol é realizado para medir os níveis deste hormônio no sangue, e faz parte da avaliação da fertilidade feminina. 

    Nesse sentido, este exame é normalmente solicitado também antes das Fertilizações In Vitro, ou sempre que o médico suspeitar de algum desequilíbrio hormonal nos pacientes mulheres ou homens.

    O exame é indicado para verificar situações como:

    • Sinais de puberdade precoce;
    • Menopausa ou sinais de menopausa precoce; 
    • Funcionamento dos ovários;
    • Sangramento anormal;
    • Alterações menstruais como amenorreia;
    • Distúrbios da hipófise;
    • Funcionamento das glândulas adrenais;
    • Crescimento dos folículos durante a estimulação ovariana;
    • Infertilidade;
    • Suspeita de câncer no ovário.

    O que fazer para aumentar o nível do estradiol?

    Na verdade, não existe uma maneira de aumentar os níveis de estradiol naturalmente. Nesse sentido, é necessário realizar um tratamento de reposição hormonal para que os índices se elevam. 

    Entretanto, apenas o médico especialista deve orientar a medicação e a dose certa para cada paciente, lembrando que a resposta ao tratamento é individualizada.

    Mas e o estradiol no homem, como funciona?

    Assim como nas mulheres, o estradiol também desempenha um papel importante na função sexual do homem. 

    Nesse sentido, esse hormônio é fundamental para a libido, função erétil e para a produção de espermatozoides. Além disso, o estradiol interfere também na regulação do humor, pensamento e emoções.

    Qual a relação do estradiol com a reprodução assistida?

    Em primeiro lugar, o exame de estradiol é realizado rotineiramente nas avaliações da fertilidade, antes do início dos tratamentos de reprodução assistida. 

    Nesse sentido, seja para Inseminação Artificial (IA) ou Fertilização In Vitro (FIV) com ICSI, sempre é realizada a estimulação ovariana através de medicações análogas de hormônios como o estradiol.

    Além disso, como nas técnicas de FIV e ICSI a fecundação dos gametas ocorre em laboratório, fora do corpo da mulher, é preciso fazer a preparação do endométrio da mãe com medicamentos. 

    Nesse casos, a receptividade endometrial pode ser feita com uso de estradiol e progesterona deixando o útero pronto para a transferência do embrião.

    Estradiol: efeitos colaterais do hormônio 

    Quando se fala em efeitos colaterais do uso do estradiol, a maioria dos relatos se referem à sensibilidade nos seios, náuseas, dores de cabeça, aumento de peso, irregularidades menstruais. 

    Em alguns casos há queixas de queda de cabelo, dor de estômago, vômitos e inchaço. Já nos homens, o uso do hormônio pode causar aumento das mamas.

    Além disso, o estradiol pode causar também aumento dos níveis de açúcar no sangue, o que deve ser uma preocupação para pessoas com diabetes. 

    Da mesma forma, o uso prolongado do hormônio pode interferir nos níveis da tireoide, o que deve ser monitorado periodicamente.

    Entretanto, vale ressaltar que os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa. Assim, o indicado é conversar com o médico sobre qualquer dificuldade que surja com o uso do estradiol. 

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    16 de agosto de 2023
  • Infertilidade Masculina: Causas, Sintomas e Tratamentos

    A infertilidade masculina, doença caracterizada pela incapacidade do homem de engravidar a parceira, pode ser uma das causas da infertilidade conjugal. 

    Assim, após um ano de tentativas sem o uso de contraceptivos, se o casal não engravidar, é recomendado procurar um especialista para descobrir a origem do problema. 

    No texto a seguir, vamos aprofundar sobre a infertilidade masculina, que pode ter diversos fatores e que, somente com o diagnóstico preciso, o médico poderá indicar o melhor tratamento. Confira!

    O que é infertilidade masculina?

    A infertilidade masculina é definida como a impossibilidade do homem de conceber um bebê após um ano de tentativas, sem o uso de métodos contraceptivos. 

    O problema representa 40% dos casos de infertilidade conjugal. Os outros 40% são por questões femininas, 10% são por dificuldades tanto do homem quanto da mulher, e os outros 10% não têm causa aparente (ISCA). 

    Desta forma, a infertilidade, de forma geral, atinge cerca de 15% das pessoas pelo mundo. Assim, os casais que não engravidam depois de 12 meses devem procurar ajuda médica para investigar as causas.

    Causas de infertilidade masculina

    Como se sabe, a infertilidade masculina pode ser decorrente de diversos fatores. Nesse sentido, alterações hormonais, doenças infecciosas e anatômicas e alguns hábitos de vida podem impactar na fertilidade do homem. 

    Veja as principais causas:

    Varicocele

    A varicocele é uma das principais causas da infertilidade masculina, respondendo a cerca de 40% dos casos. Nesse sentido, consiste na dilatação anormal das veias dos testículos. 

    Desta forma, a varicocele se forma quando as válvulas de dentro das veias deixam de funcionar adequadamente, fazendo com que o sangue passe a ficar “estacionado” nas veias, aquecendo o testículo.

    Assim, a doença prejudica a produção espermática, o que impacta diretamente na capacidade reprodutiva do homem. 

    Qualidade dos espermatozoides

    A qualidade dos espermatozoides é um dos fatores chave para que uma gravidez aconteça. Não apenas a quantidade e a motilidade dos gametas, mas também a morfologia e a concentração, interferem na capacidade do homem de reproduzir. 

    Portanto, em casos de suspeita de uma possível infertilidade masculina, o indicado é procurar um especialista que vai solicitar exames, especialmente o espermograma,

    Problemas na ejaculação

    Se a qualidade dos espermatozoides é definitiva para as chances de uma gravidez, sua capacidade de chegar às tubas uterinas e encontrar o óvulo também é primordial. 

    Assim, possíveis obstruções dos ductos deferentes causadas por infecções, traumas ou fatores congênitos, podem levar à infertilidade masculina. 

    Além disso, situações como falta de ejaculação ou ejaculação retrógrada, devido à diabetes, esclerose múltipla, traumas medulares ou fatores psicológicos, também explicam problemas de fertilidade do homem.

    Disfunção hormonal

    A infertilidade masculina também está relacionada a problemas hormonais. Desta forma, uma eventual disfunção pode ser tratada por meio de estímulo a produção de hormônios, orientada por um especialista.

    Infecções/ IST

    Infecções causadas por bactérias, principalmente as transmitidas sexualmente como a clamídia e a gonorreia alteram a produção de espermatozoides. 

    Da mesma forma, a ureaplasma e a tricomoníase também impactam na fertilidade do homem.

    Hábitos de vida 

    Hábitos como fumar, ingerir álcool em excesso e não manter uma alimentação saudável são prejudiciais para a saúde, em geral, e para a reprodutiva. 

    Além disso, o stress e a obesidade são fatores que podem prejudicar a fertilidade do homem. Assim, a dica é escolher bem os alimentos, praticar exercícios físicos para manter o peso adequado e procurar formas de aliviar o stress para proteger a reprodutividade.

    Da mesma forma, o aumento da temperatura normal dos testículos (dois graus a menos que o resto do corpo) pode afetar a produção de espermatozoides, e consequentemente, prejudicar a fertilidade. 

    Sendo assim, evite usar o laptop no colo pois pode interferir na capacidade reprodutiva masculina. 

    Além disso, é importante ficar atento às profissões cujas atividades expõe a região dos quadris dos homens a altas temperaturas. Assim, cozinheiros, metalúrgicos e etc devem ficar atentos.

    Remédios que causam infertilidade masculina

    É muito importante esclarecer que existem algumas substâncias que alteram a função dos testículos e que em excesso podem causar infertilidade masculina como: 

    • Anabolizantes (testosterona);
    • Inibidores da 5-alfa-redutase;
    • Radiação (radioterapia, RX em altas doses);
    • Químicos (quimioterapia);
    • Solventes orgânico; 
    • Pesticidas agrícolas;
    • Alguns antidepressivos como fluoxetina;
    • Alguns antibióticos como eritromicina;
    • Álcool, cigarro e maconha.

    Doenças que causam infertilidade masculina

    Além de alguns remédios e substâncias, existem também algumas doenças que estão associadas à infertilidade masculina. Veja quais são:

    • Infecção dos testículos pelo vírus da caxumba;
    • Câncer de testículo;
    • Linfoma;
    • Leucemia;
    • Tumores do sistema nervoso central;
    • Tumores de retroperitônio;
    • Diabetes.

    Sintomas de infertilidade masculina

    Na realidade, o único sintoma perceptível de infertilidade masculina é a ausência da gravidez após um ano de tentativas sem o uso de contraceptivos. 

    Desta forma, na maioria das vezes, o homem só vai descobrir que tem problemas no consultório médico investigando a causa da infertilidade.

    Teste de infertilidade masculina

    Como já mencionamos, se o casal não engravidou após um ano de tentativas, é fundamental conversar com o especialista em reprodução humana. 

    Nesse sentido, uma investigação completa vai determinar se a causa da infertilidade é masculina, feminina ou de ambos. Uma vez fechado o diagnóstico, será possível definir qual o melhor tratamento para que o casal consiga realizar o sonho de ter um filho.

    Veja alguns exames importantes para avaliar a infertilidade masculina:

    Dosagens hormonais

    A dosagem hormonal é realizada para verificar os níveis de testosterona, hormônio que estimula a produção de espermatozoides.

    Espermograma

    Um dos principais exames realizados para diagnosticar a infertilidade masculina é o espermograma, que mostra parâmetros em relação à forma, motilidade e concentração de espermatozoides vivos. 

    Além disso, o exame analisa também a viscosidade, pH e cor. 

    Outros exames Masculinos

    Além do espermograma e dosagem de testosterona, o médico pode solicitar alguns testes adicionais como o exame de fragmentação do DNA, de anticorpos contra os espermatozoides, exames genéticos e de imagem.

    Infertilidade masculina tem cura?

    Dependendo das causas de cada paciente é possível, sim, curar a infertilidade masculina. Mas, para isso acontecer, é necessário um diagnóstico preciso para escolher um tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

    No entanto, em determinados casos não existe a possibilidade da recuperação natural da fertilidade. 

    Desta forma, na Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, uma das mais conceituadas clínicas de reprodução assistida do país, existem técnicas que ajudam a tratar a infertilidade masculina. 

    Confira alguns tratamentos para infertilidade masculina na Nilo Frantz

    O tratamento da infertilidade masculina vai depender diretamente das causas do problema. Desta maneira, a medicina reprodutiva tem técnicas de baixa e alta complexidade que ajudam milhares de pessoas a terem seus filhos. 

    Conheça os principais tratamentos para infertilidade masculina que são disponibilizados na Nilo Frantz Medicina Reprodutiva.

    Inseminação artificial

    A inseminação artificial (IA) é muito usada em casos de infertilidade masculina e feminina com taxa de sucesso em torno de 20%. 

    Nesse sentido, o tratamento consiste na introdução dos espermatozoides diretamente dentro da cavidade uterina da mulher, com o objetivo de facilitar a fecundação do óvulo. 

    Também chamada de inseminação intrauterina (IIU), a técnica de baixa complexidade é indicada quando há leve alteração nos espermatozoides, e em casos de infertilidade sem causa aparente. 

    Fertilização In Vitro (FIV)

    A Fertilização In Vitro (FIV) é um tratamento de alta complexidade que consiste em realizar a fecundação do óvulo com o espermatozoide em ambiente laboratorial, fora do corpo da mulher. 

    Desta forma, os embriões formados são cultivados em meio de cultura, selecionados e posteriormente transferidos ao útero onde será gestado.

    Nesse sentido, com taxas de sucesso entre 20% e 50%, a Fertilização In Vitro vem evoluindo muito e ajudando milhares de pessoas a ter um filho. 

    Inclusive, casais homossexuais e pessoas que buscam produção independente também encontram na FIV a possibilidade de formarem suas famílias. 

    No entanto, as chances do tratamento dar certo depende de fatores como idade da mulher, reserva ovariana, receptividade endometrial, qualidade do esperma, entre outros.

    FIV por Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

    A Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) é um procedimento realizado durante a Fertilização In Vitro, já que a fecundação dos gametas ocorre em laboratório. 

    Na ICSI, um único espermatozoide selecionado é introduzido diretamente dentro do óvulo para que ocorra a fertilização. Ou seja, nesta técnica existe a interferência direta do embriologista.

    Assim, o tratamento ICSI é muito indicado quando o problema de infertilidade é causado por fator masculino. 

    Dessa forma, quando há baixa quantidade de espermatozoides, astenozoospermia ou teratozoospermia, a ICSI potencializa as chances de fecundação do óvulo alcançando taxas entre 60% e 80%.

    9 de agosto de 2023
  • Qual a relação entre a embriologia e a Reprodução Assistida?

    Muitas pessoas já ouviram falar em embriologia, mas poucas sabem exatamente o que é, e qual sua área de atuação. 

    No texto a seguir vamos explicar no que consiste a embriologia, o que ela estuda e qual sua relação com a Reprodução Assistida. 

    Além disso, vamos abordar também qual o papel do embriologista nos tratamentos de infertilidade. 

    Boa leitura! 

    O que é embriologia?

    A embriologia é a área da biologia que estuda as fases iniciais do desenvolvimento dos seres vivos, desde os processos que antecedem a formação do embrião até o nascimento. Dessa forma, a embriologia engloba o estudo e a pesquisa da formação dos gametas feminino e masculino, a fecundação (união do oócito e do espermatozóide), e as diferentes fases do desenvolvimento embrionário e fetal.

    Durante o desenvolvimento inicial, o período entre a fecundação e a 8ª semana de gravidez é chamado de embrionário. Já a partir da 8ª semana até o nascimento o embrião passa a ser chamado de feto, compreendendo o período fetal.

    Ao longo dessas fases ocorrem as primeiras clivagens embrionárias, a diferenciação celular e a formação dos tecidos e órgãos do bebê em desenvolvimento. Apesar de que o cultivo embrionário humano in vitro seja feito apenas até o estágio de blastocisto (anterior à formação dos tecidos e órgãos), a embriologia estuda todas as etapas do desenvolvimento pré-natal.

    Quais as áreas da embriologia?

    Como vimos, a embriologia estuda a biologia do desenvolvimento, tanto em seres humanos, quanto em outros animais e vegetais.  Por isso, a embriologia se subdivide em três grandes grupos:

    • Embriologia Vegetal: analisa os estágios da formação das plantas.
    • Embriologia Humana: estuda desde a formação dos gametas até o nascimento, englobando tanto o desenvolvimento embrionário quanto fetal.
    • Embriologia Comparada: relaciona a evolução do desenvolvimento embrionário e fetal em diferentes espécies animais, de forma comparativa.    

    Qual a importância de estudar embriologia?

    Apesar dos avanços científicos na área da embriologia, ainda há muitas lacunas sobre os diferentes processos envolvidos no desenvolvimento de um organismo. Dessa forma, estudos e pesquisas na área da embriologia são fundamentais para a  compreensão da complexidade do desenvolvimento inicial. Assim, contribui para o entendimento de seu funcionamento, e de possíveis causas de anomalias congênitas.

    Nesse sentido, os conhecimentos da embriologia, muitas vezes relacionados à citologia, histologia e genética, têm ajudado a sociedade em diferentes aspectos. Desta forma, contribui na elucidação de causas e medidas preventivas de anomalias congênitas, como na  possibilidade de ter filhos por meio de tecnologias de reprodução assistida.

    Veja algumas contribuições do conhecimento na área da embriologia:

    • Permite avanços nas técnicas de reprodução assistida, trazendo possibilidades para casais com problemas de  infertilidade, bem como casais homoafetivos e pais e mães “solos”; 
    • Contribui na identificação de causas e mecanismos relacionados a anomalias congênitas, bem como na prevenção e na busca por tratamentos eficientes;
    • Auxilia no acompanhamento de gestantes e no monitoramento da saúde do bebê e do desenvolvimento pré-natal ;
    • Por meio da embriologia comparativa, contribui no entendimento e na dinâmica de mecanismos evolutivos.

    Conheça as fases da embriologia 

    Como já explicado, a embriologia se dedica aos processos que antecedem a formação do embrião,  até o nascimento do bebê. Dessa forma, estuda toda a dinâmica do desenvolvimento inicial, incluindo a gametogênese, a fecundação e a fertilização, bem como os processos de Clivagem, Gastrulação e Organogênese.

    Veja as fases do desenvolvimento embrionário humano:

    Clivagem ou Segmentação

    Após a fecundação do oócito pelo espermatozóide ocorre a fertilização e a formação do zigoto (embrião de uma célula), marcando o início do desenvolvimento embrionário. Em seguida, nas primeiras 24h após a fecundação, é iniciado o processo de clivagens.

    Nessa fase, o zigoto, que consiste no primeiro estágio celular do embrião, sofre várias divisões mitóticas, resultando em células chamadas de blastômeros. Essas células se multiplicam rapidamente em projeção geométrica, aumentando o número celular do embrião mas não o seu volume. Após, inicia-se o processo de compactação celular e a  formação da mórula, estrutura esférica parecida com uma amora que possui entre 16 e 32 blastômeros. 

    Na etapa final da clivagem, o embrião com mais de 100 blastômeros inicia sua transformação em blastocisto, apresentando uma cavidade cheia de líquido denominada blastocele.. Nesse estágio, o embrião cresce em volume e apresenta dois tipos celulares: a massa celular interna e o trofectoderma.  

    Gastrulação 

    Após a formação do blastocisto, ocorre rearranjo e movimentação celular formando as camadas germinativas (endoderme, mesoderme e ectoderme), que caracterizam a etapa de gastrulação. Assim, as diferentes camadas germinativas darão origem aos tecidos e órgãos do organismo em desenvolvimento.  

    É também nessa fase que ocorre a formação dos eixos ântero-posterior, dorso-ventral e esquerdo-direito do embrião.  

    Organogênese

    A organogênese é a etapa final do desenvolvimento embrionário quando as camadas germinativas se diferenciam e dão origem aos órgãos do organismo. 

    Qual o papel da embriologia na Reprodução Assistida?

    Podemos dizer que a embriologia é uma das bases da Reprodução Assistida. Nesse sentido, o conhecimento sobre os gametas, a fertilização e o desenvolvimento dos embriões são primordiais para os resultados dos tratamentos, uma vez que são usados de base para o cultivo embrionário in vitro e todas as técnicas associadas.

    A Reprodução Assistida atua tanto no diagnóstico de infertilidade quanto nas técnicas utilizadas para atingir a gravidez. Nesse sentido, em casos leves, procedimentos de baixa complexidade como coito programado e inseminação intra-uterina podem ser indicados. 

    No entanto, em casos mais severos, como idade materna avançada, azoospermia e problemas tubários, podem ser necessários tratamentos de alta complexidade como a Fertilização In Vitro (FIV).

    Assim, a embriologia está presente na coleta e no preparo dos gametas para a FIV, na fecundação realizada em laboratório e no acompanhamento do desenvolvimento do embrião até sua transferência ao útero ou criopreservação (no estágio de blastocisto).

    Qual o papel do embriologista na Reprodução Assistida?

    O papel do embriologista na Reprodução Assistida é primordial para o sucesso dos tratamentos, uma vez que o desenvolvimento embrionário pode ser influenciado por diversos fatores. Desta forma, os embriologistas controlam os processos para garantir a qualidade e a correta execução técnica de todos os procedimentos laboratoriais. 

    Além disso, é o embriologista quem analisa e prepara os gametas para as técnicas de fertilização in vitro. Desta forma, ele seleciona os melhores espermatozóides no caso da injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI),  além de garantir as condições ideais de cultivo para o desenvolvimento embrionário.

    O embriologista também avalia o desenvolvimento embrionário nos dias 5, 6 e 7 pós-fecundação. Ao longo desses três dias, aqueles embriões que chegam ao estágio de blastocisto são criopreservados. Ainda, em ciclos de transferência a fresco, o(s) embrião(ões) no dia 5 do desenvolvimento é(são) transferido(s) ao útero da paciente.  

    Dessa forma, é o embriologista quem executa a técnica de criopreservação de gametas (preservação de fertilidade) e embriões. Além disso, quando há indicação de investigar possíveis variações genéticas no embrião, é este profissional que realiza a biópsia para o teste genético pre-implantacional  (PGT). 

    Mas a atuação do embriologista não para por aí. Além das competências técnicas, este profissional tem um papel intelectual imprescindível para o bom funcionamento de um laboratório de fertilização in vitro. É por meio do seu conhecimento que é possível garantir o controle de qualidade e o aprimoramento contínuo, visando melhores resultados e estando atento aos avanços científicos da área.

    Como a Nilo Frantz usa a embriologia na Fertilização In Vitro?

    A Nilo Frantz Medicina Reprodutiva reconhece a importância da embriologia para o sucesso dos  tratamentos de reprodução assistida. Para isso, investe constantemente em tecnologia para oferecer aos pacientes acesso aos melhores laboratórios de embriologia do país.

    No entanto, bons resultados não dependem apenas de tecnologia. Por isso, a Nilo Frantz atua com uma equipe multidisciplinar super qualificada que inclui embriologistas experientes, médicos especialistas, enfermeiras e psicólogas com foco no atendimento diferenciado.

    Desta forma, com muita dedicação, a Nilo Frantz Medicina Reprodutiva ajuda pessoas com dificuldade de engravidar, casais homoafetivos ou pais e mães solos a realizarem o sonho de ter um filho.

    E-book Nilo Frantz Fertilização in vitro
    2 de agosto de 2023
  • Hormônio Luteinizante: Entenda sua Influência na Infertilidade

    O hormônio luteinizante (LH) é um importante protagonista da reprodução humana, sendo importante em todas as fases do ciclo menstrual feminino e também na produção dos gametas masculinos. 

    Mas afinal, o que é o hormônio luteinizante? Qual seu papel? Como o hormônio luteinizante afeta as chances de gravidez? Para saber mais sobre o assunto, leia o texto abaixo.

    O que é hormônio luteinizante?

    O hormônio luteinizante (LH) é muito importante para a capacidade reprodutiva feminina e masculina. 

    Assim, produzido por mulheres e por homens, o LH atua tanto no processo de ovulação, quanto na produção de espermatozoides, sendo fundamental para a fertilidade humana.

    Para que serve o hormônio luteinizante?

    Tanto nos homens como nas mulheres, o hormônio luteinizante é produzido pela hipófise, também chamada de glândula pituitária. 

    Essa pequena glândula endócrina que se encontra na base do cérebro tem como função promover a liberação dos óvulos formados nos ovários durante o ciclo menstrual. Por outro lado, nos homens, o LH estimula os testículos a produzirem espermatozoides.

    Veja como o hormônio luteinizante atua:

    Mulheres:

    Nas mulheres, o LH é um hormônio importante no ciclo menstrual e age em sincronia com um outro hormônio também produzido pela glândula pituitária, o hormônio folículo-estimulante (FSH). 

    Nesse sentido, o FSH estimula o crescimento do folículo ovariano, acarretando o crescimento do óvulo. 

    Além disso, ele inicia a produção de estrogênio fazendo com que a glândula pituitária pare de produzir FSH e passe a produzir mais LH. Desta forma, este processo desencadeia a ovulação, ou seja a liberação do óvulo.

    Nos Homens:

    Nos homens, o hormônio luteinizante, também produzido pela glândula pituitária (hipófise), atua na produção dos gametas masculinos e na produção de testosterona, tendo um papel importante na libido masculina. 

    Entenda a dosagem de hormônio luteinizante

    Como vimos, o hormônio luteinizante (LH) é um importante hormônio para a saúde reprodutiva de homens e mulheres. Desta forma, valores fora da normalidade, acima ou abaixo do normal, podem indicar algum problema.

    No caso dos homens, os valores considerados normais ficam entre 0,57 e 12,07 mUI/mL. Já nas mulheres, os índices variam de acordo com a fase do ciclo menstrual.

    Veja os índices do LH considerados normais para as mulheres. Vale lembrar que os valores de referência podem variar entre os diferentes laboratórios.

    • Pré-puberdade: até 0,2 mUI/mL
    • Fase Folicular : entre 1,80 a 11,78 mUI/mL
    • Pico Ovulatório : entre 7,59 e 89,08 mUI/mL
    • Fase Luteínica: entre 0,56 e 14 mUI/mL
    • Menopausa: entre 5,16 e 61,99 mUI/mL

    O que indicam valores do hormônio luteinizante fora do normal? 

    Quando os níveis do hormônio luteinizante estão fora do normal, ou seja, abaixo ou acima do normal, podem indicar importantes alterações que causam alterações na produção de espermatozoides e no ciclo menstrual nas mulheres.

    Veja o que pode estar relacionado aos níveis baixos de hormônio luteinizante:

    • Síndrome de Kallmann;
    • Alterações na hipófise;
    • Deficiência da produção de gonadotrofina (GnRH);
    • Amenorreia;
    • Hiperprolactinemia.

    Veja problemas causados por níveis altos de hormônio luteinizante:

    • Síndrome do Ovário Policístico;
    • Menopausa precoce;
    • Insuficiência testicular;
    • Tumor na hipófise;
    • Puberdade precoce;
    • Infecções virais como a caxumba.

    Exame de hormônio luteinizante: quando fazer?

    O exame do hormônio luteinizante normalmente é realizado em check ups de rotina, especialmente em pessoas que estão planejando engravidar. 

    Além disso, o  LH também é medido quando se investiga a falta de menstruação, problemas de maturação sexual e infertilidade. Da mesma forma, também é usado para confirmar casos de menopausa e para diagnósticos de insuficiência gonadal ou de tumores da hipófise.

    Nesse sentido, o exame do hormônio luteinizante é feito a partir da coleta de sangue, sem necessidade de preparos prévios. No entanto, alguns laboratórios indicam jejum de 4 horas.

    Qual a taxa ideal de hormônio luteinizante para engravidar?

    Como vimos, para que a gravidez aconteça é importante que os níveis do LH estejam normais. 

    Nesse sentido, é indicado que a mulher acompanhe os valores deste hormônio para saber quando ele está no pico ovulatório, etapa na qual as chances de engravidar aumentam. Nesta época do mês, o LH deve estar entre 7,59 e 89,08 mUI/mL.

    É possível engravidar com o hormônio luteinizante baixo?

    O baixo nível do hormônio luteinizante em homens e mulheres é uma condição que pode prejudicar as chances de gravidez. Nesses casos, é preciso fazer um tratamento para que os níveis se normalizem, e assim, o organismo passe a funcionar normalmente.  

    Como aumentar as taxas de hormônio luteinizante?

    Dependendo das causas da baixa nos índices do hormônio luteinizante, o especialista vai indicar o tratamento mais adequado, normalmente realizado à base de hormônios. 

    Veja como aumentar os níveis do LH :

    Reposição de estrogênio:  

    Uma das formas de  aumentar os níveis de LH é através da reposição de estrogênio. Nesse sentido, esta terapia hormonal também contribui para regular o ciclo menstrual e melhorar a espessura do endométrio.

    Tratamento com gonadotrofina: 

    Outra maneira de elevar a presença do hormônio luteinizante no organismo é através do uso de  gonadotrofina. 

    Desta forma, este medicamento contém LH e o hormônio folículo-estimulante (FSH)  que juntos atuam no crescimento e no amadurecimento de folículos para a ovulação.

    Uso da gonadotrofina menopáusica humana: 

    Da mesma forma que a gonadotrofina, a gonadotrofina menopáusica humana (hMG) também é usada para aumentar os níveis de LH e FSH, e assim melhorar o número de  óvulos produzidos.

    Injeções de gonadotrofina coriônica humana: 

    Outra opção de tratamento para baixas taxas de hormônio luteinizante são as injeções de gonadotrofina coriônica humana (hCG). Entretanto, embora esta medicação não provoque o aumento do LH, ele age como o hormônio podendo ajudar na liberação de óvulos.

    Como funciona o LH – hormônio luteinizante na menopausa?

    Como vimos, os níveis do hormônio luteinizante no sangue da mulher varia de acordo com a etapa do seu período fértil. 

    Nesse sentido, valores acima dos considerados normais podem indicar diferentes situações, entre elas a menopausa. Isto acontece em decorrência da redução dos hormônios ovarianos que ocorre nesta fase da vida feminina. 

    Desta forma, exames com níveis altos de hormônio folículo estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH), além de baixos níveis de estradiol, indicam que a mulher chegou ao fim da sua etapa reprodutiva.

    19 de julho de 2023
  • Como funciona a permissão para barriga solidária no Brasil?

    Embora a barriga solidária no Brasil venha ajudando muitas pessoas a terem seus filhos, ainda é um assunto pouco falado e que gera dúvidas entre as pessoas. 

    Afinal, “emprestar” o útero de outra mulher para gestar seu filho não é uma decisão fácil. Nesse sentido, esta escolha envolve tanto os pais biológicos, quanto a pessoa que cede temporariamente seu útero, portanto, deve ser bem pensada e conversada.

    Mas afinal, como funciona a permissão para barriga solidária no Brasil? Para quem é indicado? Quem pode ser barriga de aluguel? No texto abaixo você vai saber mais detalhes sobre como funciona a barriga solidária no país.

    O que é barriga solidária?

    A barriga solidária no Brasil, também chamada de útero de substituição, refere-se à geração de um bebê com material genético (óvulo) de uma mulher, mas gestado no útero de outra pessoa. 

    Desta forma, é um tratamento da medicina reprodutiva capaz de viabilizar o sonho de muitas pessoas de terem um filho. 

    Nesse sentido, possibilita a mulheres sem útero, com defeitos congênitos ou doenças que apresentam risco de morte durante a gestação, conseguirem a tão almejada maternidade. 

    Da mesma maneira, a barriga solidária ainda permite que casais homoafetivos e homens solteiros formem suas famílias.

    Ou seja, a barriga solidária é indicada nos casos em que há necessidade de doação temporária do útero quando uma outra mulher gesta o bebê dos pais biológicos.

    Barriga solidária no Brasil é permitido? Entenda

    Sim, a barriga solidária é permitida no Brasil e segue normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), na resolução nº2.320 de 20 de Setembro de 2022. 

    Nesse sentido, pode ser realizada desde que haja um problema médico que impeça ou contraindique a gestação na doadora genética, em união homossexual ou pessoa solteira.

    Veja o que diz o CFM sobre barriga solidária:

    1. A cedente temporária do útero deve pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau. Ou seja, pode ser barriga solidária mãe, filha, avó, irmã, tia, sobrinha ou prima. 

    2. Em casos de parentes mais distantes ou quando não há relação consanguínea é preciso da autorização do Conselho Regional de Medicina (CRM) para continuar o processo. 

    3. A cessão temporária do útero não pode ter caráter lucrativo ou comercial. 

    4. As clínicas de reprodução assistida devem colocar no prontuário da paciente os documentos: 

    • Termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelos pacientes e pela cedente temporária do útero, contemplando aspectos biopsicossociais e riscos envolvidos no ciclo gravídico-puerperal, bem como aspectos legais da filiação; 
    • Relatório médico com o perfil psicológico, atestando adequação clínica e emocional de todos os envolvidos; 
    • Termo de Compromisso entre o paciente e a cedente temporária do útero, estabelecendo a questão da filiação da criança;
    • Compromisso, por parte do paciente contratante de serviços de Reprodução Assistida, de tratamento e acompanhamento médico, inclusive por equipes multidisciplinares, se necessário, à mãe que cederá temporariamente o útero, até o puerpério;
    • Compromisso do registro civil da criança pelos pacientes (pai, mãe ou pais genéticos), devendo esta documentação ser providenciada durante a gravidez;
    • Aprovação do cônjuge ou companheiro, apresentada por escrito, se a cedente temporária do útero for casada ou viver em união estável.

    Histórico e contexto Legal no Brasil

    A regulamentação da barriga solidária no Brasil teve seu marco inicial com as resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo a primeira publicada em 1992. No entanto, o tema foi ganhando destaque e amadurecimento ao longo dos anos, principalmente à medida que as técnicas de reprodução assistida evoluíram. 

    A ausência de uma legislação específica levou o CFM a criar normas mais detalhadas para garantir a segurança e a ética do processo, culminando na resolução nº 2.320/2022, que atualmente regula o útero de substituição no país.

    A partir da década de 1990, com o avanço da fertilização in vitro (FIV), muitos casais e pessoas com dificuldades de gestação viram uma solução através da barriga solidária. 

    A prática, que inicialmente era pouco difundida e gerava muitas dúvidas, foi progressivamente incorporada à rotina das clínicas de reprodução assistida, sempre sob supervisão do CFM. Junto a isso, a legislação passou a priorizar o caráter altruísta do procedimento, estabelecendo regras claras para evitar o caráter comercial da prática, o que é proibido no Brasil.

    Em termos de evolução, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também passou a ter um papel importante na supervisão de questões relacionadas à filiação e ao registro civil das crianças nascidas por meio de barriga solidária. 

    O CNJ garante que, após o nascimento, os pais biológicos tenham seus nomes registrados imediatamente na certidão de nascimento do bebê, evitando disputas jurídicas e estabelecendo de forma clara a filiação, sem vínculo legal entre a gestante e a criança.

    A legislação sobre barriga solidária no Brasil reflete um esforço contínuo para acompanhar os avanços da medicina reprodutiva, equilibrando inovações tecnológicas com a necessidade de proteger os direitos dos envolvidos, especialmente da gestante e da criança. 

    Esse conjunto de regras visa proporcionar um processo seguro, ético e transparente, atendendo ao desejo de casais heterossexuais, casais homoafetivos e pessoas solteiras de formar suas famílias, sempre respeitando os preceitos de solidariedade e altruísmo.

    Diferenças com outros países

    A prática de barriga solidária no Brasil é regulamentada de forma rígida, priorizando o caráter altruísta e proibindo qualquer tipo de compensação financeira. Essa abordagem se diferencia fortemente de países como os Estados Unidos, por exemplo, onde a gestação por substituição pode ser tanto altruísta quanto comercial. 

    Nos EUA, alguns estados permitem que a mulher que gestará o bebê receba uma remuneração pelo serviço, tornando a barriga de aluguel uma prática comum e acessível para quem tem recursos financeiros, enquanto outros estados proíbem essa prática comercial.

    Em países como a Índia e a Ucrânia, a gestação por substituição comercial também era amplamente praticada, com menores custos comparados aos Estados Unidos. No entanto, devido a questões éticas e a exploração de mulheres vulneráveis, esses países começaram a impor restrições mais severas. 

    A Índia, por exemplo, passou a proibir a prática comercial para estrangeiros e limitou a barriga solidária apenas a cidadãos indianos em determinadas condições. Isso reflete a preocupação global com os impactos sociais e econômicos da barriga de aluguel, especialmente em países em desenvolvimento, onde mulheres de baixa renda eram frequentemente exploradas.

    Em termos culturais, países como a França e a Alemanha adotam uma postura muito mais conservadora, proibindo completamente tanto a barriga solidária quanto a comercial. Nesses países, a proteção dos direitos da gestante e o risco de comercialização da maternidade prevalecem sobre o desejo dos futuros pais de ter um filho biológico. 

    Esse contraste com o Brasil, onde a barriga solidária é permitida dentro de regras estritas e familiares, evidencia como questões culturais e sociais podem moldar as legislações sobre reprodução assistida ao redor do mundo.

    A legislação brasileira, que proíbe qualquer ganho financeiro, garante que o processo se mantenha ético e solidário, evitando a exploração das mulheres envolvidas. Essa abordagem mais humanizada e regulada reforça a segurança jurídica e emocional das partes envolvidas, destacando o Brasil como um país que busca equilibrar os avanços da medicina reprodutiva com uma proteção robusta aos direitos humanos.

    Quem recorre à barriga solidária?

    Como vimos, a barriga solidária é necessária nos casos em que a mãe biológica não tem condições de gestar seu filho. Além disso, também possibilita que casais LGBTQAPIN+ e homens solteiros possam ter filhos. 

    Assim, em todas essas situações, a barriga solidária é o caminho que viabiliza a gestação de uma nova vida.

    Para quem é indicado a barriga solidária:

    • Mulheres com ausência de útero;
    • Mulheres que apresentam defeitos uterinos congênitos;
    • Mulheres com doenças que representam alto risco de morte durante a gestação;
    • Casais homoafetivos masculinos;
    • Homens que buscam produção independente. 

    Quem pode ser uma barriga solidária no Brasil? 

    Como já foi explicado, a prática da barriga solidária no Brasil segue as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina. 

    Nesse sentido, a entidade destaca com clareza quem pode “emprestar” o útero temporariamente para ajudar um familiar a realizar um sonho tão grande como ter um filho. 

    Vale ressaltar que a barriga solidária no Brasil não pode ter caráter lucrativo ou comercial, ou seja, não pode ser paga.

    A cedente temporária do útero deve pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau. 

    Veja quem pode ser barriga solidária no Brasil:

    •  1º grau: mãe ou filha;
    • 2º grau: avó ou irmã;
    • 3º grau: tia ou sobrinha;
    • 4 grau: prima;
    • Quando a pessoa disposta a ser barriga solidária não se enquadra nessa regra, é necessário pedir autorização do CFM.

    Entenda como a barriga solidária funciona

    A prática da barriga solidária só é possível graças à técnica de Fertilização In Vitro (FIV). Nesse sentido, o tratamento de alta complexidade consiste em realizar a fecundação do óvulo com o espermatozoide em ambiente laboratorial, fora do corpo da mulher. 

    Desta forma, os embriões resultantes da fertilização são cultivados em meio de cultura, e após, são selecionados e transferidos ao útero. 

    No caso de barriga solidária, o embrião é transferido ao útero da mulher que vai gestar o bebê para os pais biológicos.

    Conheça as etapas da FIV:

    A Fertilização in Vitro começa com a coleta dos gametas feminino e masculino. Para isso, as mulheres passam por um processo de estímulo da ovulação, através de medicamentos hormonais e, posteriormente, ocorre a coleta dos óvulos. 

    Já nos homens, obtém-se a amostra de espermatozoides através de masturbação ou, se necessário, a partir de uma punção testicular. Além disso, é possível usar também gametas masculinos de banco de esperma.

    Na sequência, unem-se óvulo e espermatozoides em laboratório, ocorrendo a fertilização, e assim, a formação do embrião. Após alguns dias de cultivo em uma incubadora, o embrião chega à fase de blastocisto, e é transferido ao útero solidário.

    É importante frisar que todos os envolvidos no processo da barriga solidária devem passar por uma avaliação médica em clínicas de Reprodução Humana especializadas, como a Nilo Frantz Medicina Reprodutiva. Lá, serão solicitados exames clínicos, laboratoriais e uma avaliação psicológica.

    Veja como é feita a FIV para barriga solidária:

    • Pais biológicos: o casal fornece o material genético que é fertilizado em laboratório e depois implantado no útero da pessoa que emprestará, de forma solidária, a sua barriga para a gestação.
    • Casais homossexuais ou produções independentes: como não há a possibilidade do fornecimento de ambos os materiais genéticos, é necessário recorrer a um banco gametas.

    Benefícios Psicológicos e Emocionais

    A questão emocional e psicológica na prática de barriga solidária é uma das mais complexas e sensíveis do processo, tanto para os pais biológicos quanto para a pessoa que cede o útero. Para os futuros pais, especialmente aqueles que enfrentaram dificuldades com fertilidade ou passaram por perdas gestacionais, a experiência de ter outra pessoa gestando seu filho pode despertar sentimentos intensos, como: ansiedade, frustração e, ao mesmo tempo, esperança.

    Por isso o acompanhamento psicológico contínuo é essencial para ajudar os pais a lidarem com essas emoções, garantindo que estejam preparados para o momento do nascimento e para a criação do vínculo com o bebê pós-parto.

    Para a pessoa que cede o útero, os desafios emocionais podem ser igualmente significativos. Ela enfrenta as transformações físicas e hormonais da gestação, sabendo desde o início que a criança não será sua. Esse “desapego” planejado pode ser emocionalmente exigente, especialmente após o nascimento, quando os instintos maternais podem emergir.

    Portanto, a avaliação psicológica inicial e o acompanhamento durante e após a gestação são fundamentais para garantir que a gestante solidária esteja preparada para lidar com esses desafios. Dessa forma, o apoio contínuo oferecido pelas clínicas de reprodução assistida, que contam com equipes especializadas para monitorar o bem-estar emocional da cedente, são essenciais.

    As clínicas de reprodução assistida no Brasil, como a Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, incluem a avaliação psicológica como uma etapa obrigatória do processo de barriga solidária. 

    Tanto os pais biológicos quanto a cedente do útero são submetidos a avaliações detalhadas para garantir que estão psicologicamente aptos a enfrentar as diversas fases do processo. Além de testes e entrevistas com psicólogos especializados, essas avaliações abordam questões relacionadas às expectativas de cada parte, ao vínculo afetivo que pode surgir entre a gestante e o bebê, e às dinâmicas familiares envolvidas.

    O suporte emocional durante a gestação e após o parto é um aspecto fundamental, ajudando a prevenir ou amenizar possíveis efeitos psicológicos negativos, como o esvaziamento emocional que pode ocorrer após a cessão do bebê ou a ansiedade dos pais biológicos quanto à criação de um vínculo com a criança. 

    Por isso, o acompanhamento multidisciplinar, que inclui psicólogos e médicos, é essencial para assegurar que todas as partes envolvidas estejam emocionalmente seguras e apoiadas, garantindo um processo saudável e equilibrado.

    Barriga solidária x barriga de aluguel: qual a diferença?

    Mulher grávida segurando ursinho de pelúcia sobre a barriga, simbolizando o afeto e o cuidado envolvidos na barriga solidária no Brasil.

    Embora muitas pessoas consideram erroneamente barriga solidária e barriga de aluguel como sinônimo, elas não são iguais. 

    A principal diferença é a questão financeira. 

    Assim, enquanto a barriga solidária não pode envolver dinheiro, na barriga de aluguel a mulher que gera o bebê para outra pessoa recebe retorno financeiro. Em outras palavras, é realmente um “aluguel de útero”. 

    Diferente da barriga solidária, a barriga de aluguel não é aceita no Brasil. No entanto, essa prática é muito utilizada no exterior em países como Estados Unidos, Colômbia, Albânia, Ucrânia e Rússia. 

    Barriga solidária na Nilo Frantz Medicina Reprodutiva 

    A barriga solidária é um dos tratamentos realizados pela Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, uma das mais conceituadas e experientes clínicas de reprodução humana do Brasil. 

    Com infraestrutura diferenciada e laboratórios de alta performance, a clínica vem ajudando milhares de pacientes a realizarem o sonho de ter um filho. 

    Nesse sentido, sabe-se que barriga solidária ou útero de substituição é uma demonstração de empatia, afeto, solidariedade e muito amor. 

    Assim, é preciso que a pessoa que vai ceder o útero temporariamente para realizar o sonho de alguém, esteja física e emocionalmente preparada para enfrentar esta experiência. 

    Assim, a equipe da Nilo Frantz está preparada para acompanhar os pacientes em todas as etapas da jornada, abrangendo tanto os pais biológicos quanto a cedente do útero. O constante investimento em tecnologia avançada, educação contínua, pesquisas e na qualificação de equipes multidisciplinares permite unir o cuidado humano à inovação. Dessa forma, os pacientes têm acesso a tratamentos mais precisos, garantindo as melhores  taxas de sucesso.


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    15 de março de 2023
  • Maturação In Vitro de óvulos (IVM): o que é e como funciona a técnica?

    Conteúdo atualizado em 21/10/2026.

    A Maturação In Vitro de óvulos (IVM) é uma técnica de Reprodução Assistida considerada uma variante da Fertilização In Vitro tradicional. O primeiro uso dela no Brasil foi pelo Dr. Nilo Frantz, da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, e consiste na captação de óvulos imaturos dos ovários para o crescimento e amadurecimento em laboratório.

    No texto a seguir vamos explicar o que é IVM, para quem é indicado e como ocorre o procedimento. Além disso, falaremos um pouco mais sobre a Nilo Frantz, a pioneira no procedimento, e uma das poucas clínicas que realiza a maturação in vitro de óvulos no país.

    O que é Maturação In Vitro de óvulos?

    A Maturação In Vitro de óvulos ou IVM (sigla em inglês para in vitro maturation) é uma técnica similar a Fertilização In Vitro, em que os óvulos são coletados sem estimulação medicamentosa. Desta forma, os oócitos ainda imaturos presentes nos ovários são captados e cultivados em laboratório.

    Assim, após completarem a maturação fora do corpo da mulher, os óvulos são fertilizados com o espermatozoide pelo embriologista através de injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

    Na sequência, como em qualquer outra fertilização, o endométrio é preparado para receber os embriões mediante o uso de pequenas doses de estrogênio e progesterona.

    A técnica é a alternativa para o tratamento de infertilidade, principalmente, em pacientes com ovários policísticos. Nesse sentido, as taxas de gravidez vêm aumentando gradativamente com o desenvolvimento da medicina sobre novos meios de cultura e, atualmente, já se aproximam às da Fertilização In Vitro tradicional.

    Para quem a Maturação In Vitro de óvulos é indicada?

    A Maturação In Vitro de óvulos é um procedimento indicado para casos bem específicos, principalmente para mulheres jovens com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Desta forma, esse tipo de tratamento costuma ser sugerido para pacientes que têm uma reserva ovariana muito grande, como aquelas com ovários policísticos.

    No entanto, a IVM também é sugerida para outras situações como:

    • Síndrome da hiperestimulação ovariana;

    • Contraindicação aos níveis muito elevados de estradiol durante a indução de ovulação convencional;

    • Preservação da fertilidade em pacientes oncológicas com indicação imediata de quimioterapia ou radioterapia, sem tempo hábil para utilização de protocolos convencionais de estimulação ovariana;

    • Pacientes com má resposta ao estímulo ovariano;

    • Síndrome de resistência ovariana ao FSH;

    • Para a recuperação e utilização de óvulos imaturos coletados em ciclos de Fertilização In Vitro convencionais.

    A Maturação In Vitro de óvulos é mais econômica?

    A Maturação In Vitro de óvulos é um pouco mais econômica que uma FIV no quesito de medicamentos, e o motivo é simples de explicar. Na Fertilização In Vitro usa-se medicações hormonais para a estimulação ovariana da mulher, enquanto na IVM se utiliza um meio de cultura.

    Desta forma, somente após esse processo eles são coletados e maturados em laboratório. Enquanto a estimulação ovariana dura em torno de 10 dias utilizando hormônios, na IVM o óvulo imaturo é captado e amadurecido entre 24 e 48 horas em laboratório, em um meio de cultura específico.

    No entanto, os meios de cultura para maturar os óvulos pela técnica de IVM também têm um valor elevado, o que impacta no valor do tratamento. Sendo assim, os custos dos tratamentos não variam muito, fazendo com que os especialistas dêem preferência para a FIV com ICSI utilizando protocolos de medicamentos adequados para cada tipo de paciente.

    Como acontece a Maturação In Vitro de óvulos?

    A Maturação In Vitro é uma técnica de alta tecnologia na qual a captação dos óvulos é feita enquanto eles ainda estão imaturos, entre o 8º e 10º dia do ciclo menstrual. Com isso, não há necessidade de fazer o estímulo hormonal realizado na fertilização in vitro clássica.

    Para tanto, utiliza-se uma agulha especial, devido ao fato de os óvulos serem muito menores. Confira o passo a passo dessa técnica:

    Sedação

    A punção de óvulos ocorre sob leve sedação para que a paciente adormeça, evitando que sinta qualquer dor ou incômodo. Desta forma, um anestesista garante o monitoramento correto e a segurança do procedimento.

    Lavagem

    Com o auxílio de um espéculo (instrumento utilizado no exame ginecológico), lava-se a vagina e o colo uterino com soro fisiológico.

    Punção dos óvulos

    Uma agulha extra fina acoplada ao aparelho de ultrassom é introduzida na vagina da paciente e chega até os ovários, penetrando nos folículos para a punção. Este aparato está ligado a uma espécie de bomba a vácuo que promove a sucção responsável por aspirar o líquido folicular.

    Nesse sentido, o procedimento ocorre lentamente em cada folículo para não danificar os óvulos contidos dentro deles. Em seguida, o líquido aspirado é depositado em tubinhos que contêm uma solução nutritiva. Uma vez coletados, ocorre o crescimento dos óvulos, em meios de cultura com líquidos que simulam o ambiente ovariano.

    Fecundação

    Depois de maturadas, essas células são fertilizadas por meio da injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), no qual o gameta masculino é inserido diretamente no óvulo. Após a fecundação, formam-se os embriões em fase de blastocisto que são transferidos ao útero para serem implantados no endométrio da paciente.

    A vantagem deste tratamento está justamente na economia de medicamentos que normalmente são utilizados nos processos de FIV. Além disso, a mulher não tem os efeitos colaterais dos hormônios utilizados durante o tratamento, como alterações de humor e dor. Da mesma forma, evita-se também o risco de síndrome do hiperestímulo ovariano.

    Qual é a preparação para a Maturação In Vitro de óvulos?

    Para realizar a maturação in vitro de óvulos, as pacientes não têm que fazer nenhum tipo de preparação especial. Desta maneira, o procedimento ocorre da mesma forma que uma punção para a Fertilização In Vitro clássica.

    No entanto, o que muda são os materiais e a técnica empregada pelo especialista, devido à delicadeza dos folículos puncionados ainda muito pequenos.

    Qual clínica realiza Maturação In Vitro de óvulos?

    Em agosto de 2008 nasceu em Porto Alegre o primeiro bebê do Brasil gerado através da técnica de Maturação In Vitro, (IVM). E o grande responsável por esta conquista foi o Dr. Nilo Frantz, da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva.

    Desta forma, surgiu uma nova alternativa para o tratamento da infertilidade em pacientes com ovários policísticos, que não podem utilizar hormônios para estimulação ovariana.

    É importante esclarecer que a clínica, além de ser pioneira na realização desta técnica é uma das poucas do país que tem larga expertise para executar o tratamento.

    Com unidades em SP e no RS, a Nilo conta com uma equipe multidisciplinar qualificada e experiente, além de um laboratório de embriologia de primeira linha que garante altas taxas de sucesso dos tratamentos.

    O pioneirismo da Nilo Frantz na IVM não parou em 2008. Em 2026, a clínica deu mais um passo histórico: em parceria com a startup americana de biotecnologia Gameto, iniciou um estudo clínico inédito no Brasil para testar o medicamento Fertilo, uma tecnologia avançada de Maturação In Vitro com potencial para tornar os tratamentos mais acessíveis, menos invasivos e mais humanizados.

    Esse compromisso com a inovação coloca a Nilo Frantz na vanguarda mundial da IVM, não apenas como a clínica que trouxe a técnica para o Brasil, mas como referência ativa no desenvolvimento de seus próximos capítulos.

    Sendo assim, a clínica oferece o que há de mais avançado, seguro e confiável na técnica de IVM e em outros procedimentos de reprodução assistida como:

    • Investigação da Infertilidade feminina;

    • Investigação masculina;

    • Congelamento de óvulos;

    • Coito programado;

    • Fertilização In Vitro (FIV);

    • Maturação In Vitro de óvulos (IVM);

    • Inseminação Intra-uterina (IIU);

    • Ovodoação (adoção de óvulos);

    • Útero de substituição.

    Maturação In Vitro vale a pena?

    Com o avanço da medicina, os medicamentos e protocolos médicos se aprimoraram, tornando a Fertilização In Vitro o tratamento mais adequado para a maioria dos casos, dada a sua grande flexibilidade para se adaptar a diversos diagnósticos de infertilidade.

    Ainda assim, casos como o seu podem ter um caminho diferente. Nosso quiz de consciência reprodutiva ajuda a entender qual faz mais sentido agora.

    Fazer o quiz

    Lembrando que as recomendações neste conteúdo não substituem a avaliação e diagnóstico realizado por um especialista.

    Perguntas frequentes sobre Maturação In Vitro (IVM)

    P: O que é a maturação de óvulos in vitro?

    R: A Maturação In Vitro (IVM) é uma técnica de reprodução assistida em que os óvulos são coletados ainda imaturos dos ovários e completam seu processo de maturação em laboratório, em um meio de cultura específico. Diferente da FIV convencional, a IVM não exige estimulação hormonal intensa para a produção de óvulos maduros. É especialmente indicada para mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e para casos em que a estimulação ovariana convencional é contraindicada.

    P: O que significa MIV (ou IVM) em maturação in vitro?

    R: IVM é a sigla em inglês para In Vitro Maturation, Maturação In Vitro em português. No Brasil, tanto “IVM” quanto “MIV” são usados. O procedimento consiste em coletar óvulos imaturos e fazê-los amadurecer em laboratório antes da fertilização. A Nilo Frantz Medicina Reprodutiva foi pioneira da técnica no Brasil, com o nascimento do primeiro bebê do país por IVM em 2008.

    P: Como ocorre a maturação dos óvulos?

    R: Na IVM, os óvulos imaturos são coletados dos ovários por punção folicular entre o 8º e 10º dia do ciclo menstrual, usando uma agulha extra fina. Em seguida, são cultivados em laboratório por 24 a 48 horas em um meio de cultura que simula o ambiente ovariano. Após atingirem a maturação, são fertilizados pelo método ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide). Os embriões resultantes são transferidos para o útero após o preparo do endométrio.

    P: Qual é a fase da FIV mais difícil?

    R: Na Fertilização In Vitro convencional, a fase de estimulação ovariana costuma ser considerada a mais desafiadora, tanto física quanto emocionalmente. Envolve injeções diárias de hormônios por 10 a 14 dias, visitas frequentes à clínica para monitoramento, e pode causar efeitos colaterais como inchaço, alterações de humor e, em casos mais raros, síndrome de hiperestimulação ovariana. Uma das vantagens da IVM é justamente dispensar essa etapa intensa, tornando o processo menos invasivo para as pacientes indicadas.

    1 de fevereiro de 2023
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