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  • Embrião euploide: entenda o seu papel na Fertilização In Vitro

    Você já ouviu falar em embrião euploide? Sabe qual sua importância para os tratamentos de Fertilização In Vitro, e para gerar um bebê saudável? 

    Para conhecer mais sobre este assunto, conhecer as diferenças entre embrião euploide, aneuploide e o impacto da idade feminina na sua possibilidade de produção, leia o texto abaixo.

    O que é embrião euploide?

    O embrião euploide é aquele que tem 46 cromossomos, sendo 23 herdados da mãe e 23 do pai. Nesse sentido, ele é composto por 22 pares de cromossomos autossômicos, relacionados às características comuns aos dois sexos, e um par de cromossomos sexuais ou heterossômico, representados pelas letras XX (sexo feminino) e XY (sexo masculino).

    Desta forma, o embrião euploide é considerado normal, apresentando mais chances de resultar em um bebê saudável.

    Embrião euploide e aneuploide: entenda diferenças

    Ao contrário do embrião euploide, o embrião aneuploide apresenta alterações no seu número de cromossomos. Dessa forma, ele pode apresentar um cromossomo a mais, denominado trissomia, ou também ter um cromossomo a menos, nomeado de monossomia. 

    Essas mudanças na quantidade do cromossomo, para mais ou para menos, podem resultar em algumas síndromes.

    Porém, é importante esclarecer também que existem algumas aneuploidias resultantes de alterações não no número, mas na estrutura dos cromossomos. Em todo caso, muitas vezes, os embriões com anomalias aneuploides não possuem capacidade de manter a gestação, resultando assim em abortamento espontâneo.

    Veja as principais síndromes apresentada em embriões aneuploides:

    Trissomia do cromossomo 21 (Síndrome De Down)

    A síndrome de Down é uma doença cromossômica causada por uma cópia extra do cromossomo 21, que resulta em deficiência intelectual e anomalias físicas. Também conhecida como trissomia do cromossoma 21, esta síndrome é a ocorrência genética mais comum, acontecendo em cerca de um a cada 700 nascimentos. 

    Trissomia do 18 (Síndrome de Edwards)

    A trissomia 18, ou Síndrome de Edwards, é causada por uma cópia a mais do cromossomo 18. Os bebês portadores desta síndrome são habitualmente pequenos e têm muitas anomalias físicas e problemas nos órgãos internos, além de incapacidade intelectual.

    Trissomia do 13 (Síndrome de Patau) 

    A Síndrome de Patau ou trissomia do 13 é a doença cromossômica causada pela existência de um cromossomo 13 a mais. Este quadro pode gerar malformações no sistema nervoso, provocar incapacidade intelectual e anomalias físicas.

    Monossomia do X (Síndrome de Turner)

    A síndrome de Turner é uma patologia cromossômica que afeta apenas as meninas e é associada à ausência completa ou parcial de um cromossomo X. Nesse sentido, sua prevalência é de 1 em cada 2.500 nascimentos do sexo feminino, podendo causar anomalias físicas ósseas, linfedema, surdez e envolvimento cardiovascular, da tireoide e gastrointestinal.

    Qual a relação da fertilidade com embrião euploide?

    A fertilidade está diretamente relacionada ao embrião euploide uma vez que a idade do óvulo e a qualidade geral dos gametas usados na fecundação influenciam na formação desses embriões saudáveis.

    Nesse sentido, sabemos que a fertilidade feminina, diferente da masculina, diminui drasticamente ao longo dos anos. Isto porque as mulheres já nascem com todos os seus óvulos formados. Com o passar do tempo, a quantidade e a qualidade dos gametas vai diminuindo, o que prejudica a formação de embriões euploides. 

    Desta forma, óvulos mais velhos apresentam maiores chances de falhas na divisão cromossômica, com cromossomos a mais ou a menos, acarretando assim na formação de embriões com alterações.

    Por isso, podemos afirmar que a idade da mulher é um dos principais fatores que impactam nas chances de gerar embriões euploides, ou seja, geneticamente normais.

    Qual a importância do embrião euploide para a Fertilização In Vitro?

    As taxas de sucesso de um tratamento de Fertilização In Vitro dependem de vários fatores, sendo que um dos mais importantes é a possibilidade de se obter embriões euploides. Nesse sentido, a idade da mulher, o número e a qualidade dos óvulos obtidos a partir da estimulação ovariana, bem como a qualidade do sêmen, são definitivos para formar embriões com chances de gerar um bebê saudável. 

    Não podemos esquecer que a receptividade do endométrio para implantação do embrião euploide, quando transferido ao útero materno, também irá influenciar nas probabilidades de uma possível gravidez. Mas como escolher os embriões para transferir? Como saber quais deles são euploides? Quais estão livres de doenças genéticas?

    Felizmente, graças aos avanços da tecnologia e da medicina reprodutiva, existem exames como o PGT (teste genético pré-implantacional), utilizado para rastrear possíveis anomalias genéticas do embrião antes da sua transferência ao útero materno. Nesse sentido, como as doenças genéticas não têm cura, através do PGT é possível prevenir que as futuras gerações sejam afetadas pela maioria das doenças hereditárias ou cromossômicas. 

    Quais são os tipos de PGTs?

    A investigação das doenças genéticas no embrião realiza-se por meio da análise das células embrionárias obtidas a partir de biópsia. Portanto, encaminha-se o material ao laboratório onde pode ser examinado através de PGT- M e PGT-A, entre outros testes.

    PGT-M

    PGT- M (Teste Genético Pré-Implantacional para Doenças Monogênicas) é o exame genético que avalia genes específicos para diferentes tipos de patologias. Assim, permite a identificação de embriões saudáveis que não serão afetados pela doença. 

    Dessa forma, famílias portadoras de doenças hereditárias podem evitar mutações genéticas, identificando os embriões sem a doença antes da gestação. 

    Entre exemplos de doenças deste grupo estão:

    PGT-A

    O exame PGT-A tem como objetivo prevenir os riscos de alterações cromossômicas. Dessa forma, identifica embriões geneticamente normais, reduzindo taxas de falhas de implantação, abortamentos e nascimento de bebês com doenças cromossômicas graves. 

    Nesse sentido, lembramos que as alterações cromossômicas podem ocorrer durante a divisão das células ou nos gametas. Assim, dependendo do cromossomo afetado em sua quantidade (monossomia ou trissomia) ou alterações parciais de cromossomos, o resultado pode ser uma doença, como a Síndrome de Down, ou até mesmo a interrupção da gravidez com um abortamento espontâneo.

    Podemos destacar neste grupo doenças como:

    Qual a relação do embrião euploide com o blastocisto na FIV?

    Para entender a relação do embrião euploide com o blastocisto, é preciso explicar que este representa o estágio de desenvolvimento embrionário prévio à implantação no útero, o que é fundamental para gerar uma gravidez. 

    Nesse sentido, em uma gestação natural, quando o espermatozoide penetra no óvulo, ainda na tuba uterina, ocorre a fecundação. Este é o momento no qual os cromossomos maternos e paternos se unem para iniciar a divisão celular e a formação de um embrião. 

    A partir daí inicia o desenvolvimento embrionário que passa por diferentes fases e, geralmente após o 5º ou 6º dia, o embrião chega ao estágio de blastocisto. Nesta etapa, portanto, ele já se encaminhou da tuba para a cavidade uterina, onde se fixará no tecido endometrial para começar a gestação.

    Na Fertilização in Vitro (FIV), o crescimento embrionário ocorre da mesma forma, porém os embriões são formados e cultivados em laboratório. Nesse sentido, a possibilidade de levar o embrião ao estágio de blastocisto (D5 a D7), para então ser transferido ao útero, depende da qualidade dos óvulos e dos espermatozoides. 

    Assim, é importante lembrar que a qualidade e a quantidade dos gametas femininos decai drasticamente com o passar dos anos. Dessa forma, quanto mais velha for a mulher, mais difícil será de formar blastocistos que sejam embriões euploides.

    Não consigo produzir embrião euploide. E agora?

    Nos casos em que, apesar de várias tentativas não se consegue produzir embriões euploides com os gametas próprios, ainda existem algumas alternativas para chegar a gravidez.

    Dessa forma, um dos caminhos para aumentar as chances de formar um embrião euploide é recorrer à ovodoação, quando o problema é relacionado aos óvulos, ou à doação de esperma se a dificuldade for o fator masculino. Além disso, a doação de embriões também é uma opção para alcançar a gestação tão desejada.


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  • Quem tem trompas enoveladas pode engravidar? Descubra opções de tratamento

    Você já ouviu falar sobre trompas enoveladas? Sabe o que é? Pois trompas enoveladas são quando as tubas uterinas, local onde ocorre a fecundação do óvulo com o espermatozoide, estão tortas. Nesse sentido, existe um estreitamento dos canais, muitas vezes impossibilitando o encontro dos gametas, e assim dificultando a gravidez.

    A partir de agora vamos entender tudo sobre trompas enoveladas: suas possíveis causas, riscos, se existe tratamento e como a Reprodução Assistida pode ajudar nestas situações.

    Antes de tudo: o que são trompas uterinas e quais suas funções?

    As trompas uterinas, também chamadas de Trompas de Falópio ou tubas uterinas, são dois canais finos responsáveis pelo transporte do óvulo, desde o ovário até o útero. É neste importante órgão do aparelho reprodutor feminino que ocorre o encontro do óvulo com o espermatozoide.  

    Nesse sentido, é possível dizer que é dentro das trompas que acontece a fecundação natural. A partir daí, o embrião recém formado é impulsionado através dos cílios das trompas até a cavidade uterina, local onde o bebê será gestado.

    Desta forma, no processo reprodutivo, as trompas uterinas desempenham quatro funções importantes para a fecundação:

    1. Capturam o óvulo liberado pelo ovário durante a ovulação;
    2. Transportam os espermatozoides até o óvulo;
    3. Contribuem para o encontro e a fusão do óvulo com o espermatozoide (fertilização);
    4. Transportam o embrião formado até o útero, onde ele se fixará.

    O que são trompas enoveladas?

    Como já vimos, as trompas uterinas são estruturas alongadas que permitem a comunicação dos ovários com o útero. Além disso, é o ponto de encontro do espermatozoide com o óvulo.

    No entanto, em algumas situações as tubas possuem o diâmetro de seus canais reduzidos, favorecendo a ocorrência de pontos de estreitamentos. Isto ocorre, principalmente, por aderências que tornam as tubas com aspecto de novelo de lã. Por esta razão chama-se de tubas ou trompas enoveladas. 

    Portanto, quando uma mulher possui as trompas enoveladas, significa que suas trompas uterinas estão tortas, o que acaba dificultando que os espermatozoides encontrem o óvulo.

    Quais são as causas de trompas enoveladas?

    As causas de trompas enoveladas estão ligadas a processos inflamatórios e infecciosos, como salpingite e endometriose, que podem causar aderências que dão um aspecto de novelo de lã. Isso ocorre porque alguns tipos de inflamações e infecções danificam a camada muscular e ciliar, fazendo com que as tubas entortem, dificultando assim a gravidez.

    Geralmente, o diagnóstico é feito por histerossalpingografia, durante investigação de infertilidade. Nesse sentido, o exame consiste em tirar radiografias da região pélvica da mulher a fim de detectar qualquer tipo de anomalia que possa estar presente nas trompas.

    Quais são os riscos das trompas enoveladas?

    Como já vimos, as trompas enoveladas podem dificultar a gravidez, pois o estreitamento dos canais diminui a possibilidade do espermatozoide encontrar o óvulo, não ocorrendo a fecundação. Além disso, as trompas enoveladas podem aumentar o risco de uma gravidez ectópica, gerando sérios problemas para a mulher.

    Quem tem trompas enoveladas pode engravidar?

    Sim, é possível engravidar com as trompas enoveladas. Isto porque mesmo que haja aderências dificultando a passagem dos gametas, ainda existe a possibilidade do canal não estar totalmente obstruído.

    Nesse sentido, a recomendação dos médicos é que a mulher tente engravidar de forma natural por pelo menos 6 meses. Paralelamente, neste período ela faz o acompanhamento de sua fertilidade e de seu parceiro através de exames.

    No entanto, se o casal não conseguir engravidar neste espaço de tempo, a indicação é que recorra ao procedimento de laparoscopia para tentar ampliar a passagem dos canais ou, então, realizar uma Fertilização in Vitro (FIV). 

    Trompas enoveladas tem cura?

    Não existe nenhuma forma de “desentortar” as trompas, mas existem alguns tipos de tratamentos que podem ser feitos para que a mulher possa engravidar quando há algum tipo de dificuldade.

    No entanto, vale lembrar que as tubas são muito finas, sensíveis e delicadas, portanto, não permitem muita manipulação cirúrgica. Nesse sentido, a chance de reverter o problema é muito baixa, principalmente quando há obstrução total. Por esta razão, em muitos casos indica-se recorrer à Fertilização in Vitro para realizar o sonho da maternidade. 

    Qual o tratamento de trompas enoveladas?

    O tratamento é individualizado e vai depender muito das causas do problema. Além disso, também é necessário avaliar fatores como a idade da mulher, o tempo de infertilidade, a reserva ovariana, qualidade do esperma, entre outros.

    Nesse sentido, quando se tem certeza de que as dificuldades de engravidar existem por causa das trompas enoveladas, há algumas formas de realizar esse tratamento. São elas:

    Laparoscopia

    A laparoscopia é uma cirurgia feita para avaliar as causas do problema, e procurar, ao mesmo tempo, corrigir ao máximo as trompas enoveladas. Desta forma, no procedimento é possível tentar alargar um pouco mais o caminho do espermatozoide.  

    Contudo, o que se sabe é que a trompa é um órgão muito sensível e delicado, por isso não aceita muita manipulação cirúrgica. Caso a laparoscopia não apresente resultados, a mulher poderá engravidar por Fertilização in Vitro (FIV). 

    Fertilização In Vitro

    Também conhecida como FIV, a Fertilização In Vitro nada mais é do que a fertilização do espermatozoide no óvulo feita fora do corpo. Nesse sentido, os gametas são coletados e, posteriormente, fecundados em laboratório. Desta forma, depois de alguns dias em desenvolvimento, já em estágio de blastocisto, transfere-se o embrião direto para a cavidade uterina, onde ocorre a implantação.

    Assim, se a mulher não possui nenhum outro problema de fertilidade, a gravidez a partir daí ocorrerá normalmente.

    Gravidez com trompas enoveladas e Reprodução Assistida

    Quando a laparoscopia não consegue melhorar o caminho do espermatozoide nas trompas enoveladas, a indicação é recorrer à reprodução assistida. 

    Nesse sentido, a técnica de Fertilização in Vitro é a indicada para tentar uma gravidez. Abaixo, vamos explicar cada etapa deste tratamento.

    Estimulação ovariana

    Após decidir pela fertilização in vitro, dá-se início à primeira etapa do tratamento, que é a estimulação ovariana. Nesse sentido, este processo tem como principal objetivo aumentar o número de óvulos maduros. A técnica ocorre através da injeção de medicamentos que estimulam os ovários a amadurecerem o máximo de óvulos, para obter um número maior de embriões.

    Deste modo, a estimulação ovariana aumenta significativamente as chances de gravidez e ainda permite a coleta de óvulos extras num único ciclo menstrual. Esta etapa tem uma duração de cerca de duas semanas, podendo ser estendida, caso necessário.

    Punção folicular

    Quando os folículos alcançam o tamanho adequado e uma quantidade de óvulos aceitável, administra-se uma injeção de hCG para induzir o amadurecimento do óvulo. A punção folicular pode, então, ser agendada para 36 horas após a aplicação de hCG. 

    Para realizar o procedimento, é necessário que a paciente esteja anestesiada, de forma a evitar qualquer desconforto.

    Fecundação de óvulos

    Após a punção folicular e a coleta dos espermatozoides, começa o processo de fecundação dos óvulos em laboratório. Geralmente, este processo ocorre através da técnica de fertilização in vitro tradicional.

    A técnica consiste na colocação de espermatozoides ao redor de um óvulo, numa placa de cultivo. Outra alternativa é através do uso da técnica de Injeção Intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), técnica que consiste na introdução de um único espermatozoide dentro do óvulo.

    Cultivo embrionário

    Quando há fecundação dos óvulos, eles são observados diariamente no laboratório e classificados de acordo com a sua morfologia e capacidade de divisão. Nem todos os embriões vão se desenvolver normalmente e podem ser inviáveis. 

    No entanto, separam-se os embriões saudáveis e em fase de blastocisto para a etapa de transferência embrionária. Existe um limite para o número de embriões que podem ser transferidos, de forma a evitar gestações múltiplas. Assim, os embriões excedentes que se desenvolveram adequadamente podem ser congelados, através de técnicas de criopreservação, para uso em futuras tentativas. 

    Transferência embrionária

    Nesta etapa do tratamento, selecionam-se os melhores embriões e introduzidos dentro do útero materno. O procedimento é relativamente simples, não requer qualquer tipo de sedação ou anestesia e pode ser realizado no atendimento ambulatorial.

    Teste de gravidez

    Realizado cerca de10 dias após a transferência embrionária, é realizado um teste de gravidez. Caso o resultado seja positivo, será necessário realizar um ultrassom transvaginal após duas semanas, para avaliar o saco gestacional, embrião e seus batimentos cardíacos. 


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  • Biópsia testicular: qual sua importância para o tratamento da azoospermia?

    A biópsia testicular é um procedimento muito utilizado para quem tem diagnóstico de azoospermia, ou seja, homens que não têm espermatozoides na ejaculação.

    Ela serve para retirar os espermatozoides diretamente dos testículos, através de uma cirurgia, na tentativa de conseguir uma gestação com os próprios gametas do casal.

    No texto a seguir, vamos esclarecer tudo sobre o procedimento: como acontece, para quem se recomenda, quais os possíveis resultados e demais dúvidas sobre o assunto. 

    Biópsia testicular: o que é?

    A biópsia testicular consiste da retirada cirúrgica de pequenos fragmentos de tecido testicular de um ou dos dois testículos, realizada com anestesia local, muitas vezes associada a sedação. Desta forma, é possível analisar se existe produção ou não de espermatozoides pelos testículos em casos de azoospermia. 

    Para que serve a biópsia testicular?

    Normalmente indicam-se as técnicas de biópsia testicular para pacientes azoospérmicos, ou seja, que não apresentam espermatozoides em seu esperma. Nesse sentido, esta condição é detectada em um exame de espermograma.

    Assim, com este procedimento é possível saber se a azoospermia é de ordem obstrutiva – quando testículo produz adequadamente espermatozoides, mas há uma obstrução no trajeto, ou não obstrutiva, também chamada de secretora. Neste caso, pode não haver produção de espermatozoides pelo testículo ou ainda acontecer, mas de forma inadequada.

    Nesse sentido, essa informação é fundamental para uma tomada de decisão sobre o melhor tratamento para o paciente.

    Sendo assim, a biópsia testicular é muito frequente para a realização de Fertilização in Vitro pela técnica de ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides). Desta forma, consegue-se uma gestação com os próprios gametas do casal, sem precisar recorrer ao uso de um banco de sêmen. Todavia, homens vasectomizados também podem recorrer ao procedimento.

    Quais são os tipos de biópsia testicular?

    Como já mencionamos, a biópsia testicular é um procedimento cirúrgico que retira parte do tecido testicular para captar espermatozoides dessa amostra. Nesse sentido, existem dois tipos de cirurgia para realização do exame. 

    Confira abaixo as diferenças entre elas:

    TESE (Testicular Sperm Extraction)

    A TESE é conhecida por biópsia aberta. Nesta técnica, o cirurgião faz uma pequena incisão na pele do testículo (cerca de 1 cm), expondo-o sem extraí-lo da bolsa testicular. A partir daí, retira-se parte do tecido do testículo, na área considerada com maior probabilidade de conter gametas.

    Micro TESE (Microsurgical Testicular Sperm Extraction)

    A Micro TESE ocorre nos casos em que a TESE não encontrou espermatozoides. Neste sentido, a coleta dos gametas acontece com auxílio da microscopia, expondo todo o testículo para fora da bolsa testicular.

    Desta forma, o cirurgião, pacientemente, tenta localizar áreas do testículo que possam conter ilhas de produção de espermatozoides. Esta microcirurgia exige exímia habilidade do cirurgião.

    É importante esclarecer que em ambas as cirurgias, o material coletado é enviado para o laboratório, onde os espermatozoides são detectados e separados. Além disso, eles também passam por uma análise para verificar sua motilidade e morfologia. Sendo assim, se os resultados forem satisfatórios, eles podem ser usados em uma Fertilização in Vitro ou congelados para futuro um tratamento de FIV.

    Qual é o preparo para a biópsia testicular?

    Para a realização da biópsia testicular não é necessário um grande preparo por parte do paciente. Contudo, como normalmente o procedimento ocorre sob anestesia, solicita-se jejum de no mínimo oito horas.

    Como é feita a biópsia testicular?

    O primeiro passo para fazer uma biópsia testicular é agendar uma consulta com um especialista para investigar minuciosamente a causa da infertilidade. Nesse sentido, o médico recomenda fazer exames específicos de espermograma, ultrassom da bolsa escrotal com Doppler, bem como exames laboratoriais e hormonais.

    Detectada a inexistência de espermatozoides na ejaculação e na punção testicular, o médico, então, solicita a biópsia testicular. Confira o passo a passo do procedimento:

    1. Após o paciente ser sedado e anestesiado, é realizada uma incisão na pele do escroto com cerca de 1cm;
    2. Após esta abertura, fica exposta a albugínea testicular, onde é feita outra incisão de aproximadamente 0,5cm;
    3. Neste momento são removidos pequeníssimos fragmentos da polpa testicular que serão encaminhados ao laboratório para detectar a presença de espermatozoides;
    4. Por fim, o médico fecha os planos cortados com fio reabsorvível.

    Como é a recuperação da biópsia testicular?

    Depois da cirurgia, o paciente fica cerca de 3 horas hospitalizado em recuperação, e na sequência, é liberado para casa. Contudo, indica-se 24h de repouso com uso de antibiótico, analgésicos leves, bolsas de gelo no local no primeiro dia e abstinência sexual por duas semanas.

    Além disso, deve-se evitar atividades físicas vigorosas como pegar peso, andar de bicicleta, correr e nadar por 7 a 10 dias. Sendo assim, cerca de 14 dias após a cirurgia, a cicatrização estará completa e a pele deve absorver os pontos. 

    A biópsia testicular oferece algum risco?

    A biópsia testicular é praticamente isenta de complicações quando efetuada por um urologista experiente. 

    Porém, por ser um procedimento invasivo pode gerar, em raras situações, algum hematoma ou infecção da ferida operatória. De qualquer forma, a biópsia testicular, se bem executada, nunca interfere na coleta posterior de espermatozoides e nem provoca atrofia testicular.

    Contudo, o exame pode ser contraindicado para pacientes com doenças testiculares graves.

    Quais são as possibilidades de resultados da biópsia testicular?

    O resultado do tecido extraído na biópsia testicular tem papel principal de auxiliar a traçar o prognóstico do paciente. Em geral, a azoospermia obstrutiva representa 35% dos casos e as secretoras ou não obstrutivas 65% das situações.

    Neste sentido, a diferença destes dois tipos tem extrema importância prática: na azoospermia obstrutiva a taxa de sucesso na coleta de gametas para posterior utilização em técnicas de Reprodução Assistida é de 100%. Já na azoospermia não obstrutiva é extremamente variável e imprevisível.

    Isto porque existem praticamente 3 padrões de resultados de biópsias: Parada de Maturação, Síndrome de Sertoli Cell e Hipo-espermatogênese (ou hipoplasia).

    Estes três padrões refletem chances diferentes de encontrarmos espermatozoides na biópsia testicular. Sendo assim, as melhores chances são quando nos deparamos com um caso de Hipoplasia, no qual as chances de achar gametas chegam a 70%. 

    No caso de Parada de Maturação, este índice já começa a diminuir e quando o resultado é Síndrome de Sertoli Cells, as chances são inferiores a 30%. Ou seja, com um prognóstico muito ruim.


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  • Acupuntura para engravidar: como auxilia no tratamento da infertilidade feminina e masculina?

    Você já ouviu falar em acupuntura para engravidar? Pois saiba que esta terapia milenar, além de trazer benefícios para a saúde e bem-estar, também ajuda os casais a realizarem o sonho de ter um filho. 

    No texto a seguir vamos falar um pouco mais sobre acupuntura, sua definição e como ela pode auxiliar a gravidez. Além disso, vamos mostrar sua importância nos tratamentos de Reprodução Assistida.

    O que é acupuntura?

    A acupuntura é uma terapia, originária da China, usada para tratar doenças, promover a saúde e o bem-estar. Nesse sentido, esse método terapêutico chinês enxerga o corpo como um composto de energia, que deve estar sempre em harmonia. Porém, se a energia estiver desequilibrada, pode provocar problemas causando sintomas como dor, cansaço e fraqueza, entre outros.

    Desta forma, as técnicas da acupuntura consistem na aplicação de agulhas finas, laser ou sementes de mostarda em pontos específicos do corpo, chamados de meridianos. Nesses locais se encontram terminações nervosas, tendões e fibras musculares. 

    Assim, os estímulos provocados seguem pelos nervos periféricos até o sistema nervoso central (medula e cérebro). Esta ação libera neurotransmissores e desencadeia efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxante muscular. 

    Além disso, a inserção das agulhas de acupuntura também tem ação moduladora sobre as emoções, os sistemas endócrino e imunológico, e sobre várias outras funções orgânicas. 

    Para que serve a acupuntura?

    Como vimos, a acupuntura tem como objetivo restabelecer o equilíbrio do corpo, facilitando a circulação de energia, desencadeando efeitos analgésicos e anti-inflamatórios. Nesse sentido, a técnica é utilizada também para melhorar a imunidade e ajudar até mesmo no tratamento de problemas emocionais.

    O Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu este método terapêutico chinês como uma especialidade médica em 1995. Desta forma, a acupuntura vem sendo usada no tratamento complementar de diversas doenças, na diminuição de dores crônicas, na redução da ansiedade e do estresse. Além disso, a técnica beneficia as pessoas na luta contra o uso de cigarro, álcool e drogas. 

    De acordo a Organização Mundial de Saúde, a acupuntura pode ser usada para mais de 200 doenças e sintomas. 

    Conheça algumas situações quando a acupuntura pode ajudar:

    Quais são os tipos de acupuntura?

    Além da acupuntura tradicional, que faz o uso das agulhas para estimular zonas do corpo, há também outros tipos de acupuntura para diversas finalidades.

    Conheça os tipos de acupunturas utilizada no Brasil:

    Acupuntura Clássica

    A acupuntura clássica é a mais tradicional. Nesse sentido, consiste na aplicação de agulhas finas, em diferentes profundidades na pele, procurando estimular zonas do corpo e melhorar o fluxo de energia. A acupuntura clássica é capaz de tratar diversas doenças e trazer muitos benefícios aos pacientes. 

    Eletroacupuntura

    A eletroacupuntura é a estimulação de agulhas de acupuntura por impulso elétrico. Desta forma, utiliza-se um aparelho com agulhas finas acopladas em eletrodos que emitem pequenos impulsos elétricos pelo corpo.

    Assim, este tipo de acupuntura proporciona estímulos por longo tempo com intensidade e frequência estáveis. Desta forma, indica-se no tratamento de dores agudas, de patologias encefálicas ou para analgesia em nível cirúrgico.

    Acupuntura auricular

    Na acupuntura auricular, os estímulos são feitos em pontos energéticos da orelha, onde há mais de 100 pontos que refletem o funcionamento dos órgãos. 

    Também chamada de auriculoterapia, nesta técnica ocorre a aplicação de diferentes tipos de agulhas finas, ou sementes de mostarda, em pontos específicos das orelhas para tratar doenças físicas ou emocionais.

    Acupressão

    Esta técnica consiste na pressão dos dedos em pontos chaves de acupuntura, nas mãos e nos pés. Nesse sentido, apresenta o mesmo efeito que a inserção de agulha de acupuntura em menos intensidade. Assim, recomenda-se para tratar doenças leves, especialmente em bebês e crianças.

    Laser Acupuntura

    A laser acupuntura é igual à técnica da acupuntura clássica, porém, ao invés de utilizar agulhas, os pontos são estimulados por meio de laser de baixa intensidade. Essa técnica pode ser usada para tratar ansiedade, artrite, artrose, depressão, nevralgias, sinusites, torcicolos, entre outras patologias. 

    Sono Acupuntura

    É a aplicação de ondas sonoras com frequência acima de 400 Hz nos pontos de acupuntura para emitir vibrações e estimular as zonas corporais.

    Moxabustão

    A moxabustão, ou moxaterapia, consiste em aplicar calor direta ou indiretamente sobre a pele, através de um bastão enrolado com ervas medicinais como a artemísia, por exemplo. A liberação da energia através do calor pode ajudar no tratamento de algumas doenças físicas como dor nas costas, enxaqueca e artrite, além de auxiliar na recuperação do bem-estar mental.

    Quem pode fazer acupuntura?

    A acupuntura pode ser feita por qualquer pessoa, inclusive por quem não apresenta queixas, já que a técnica é indicada também para melhorar o bem-estar do indivíduo. Nesse sentido, o tratamento pode ser realizado até mesmo em crianças e adolescentes. 

    Além disso, a acupuntura também beneficia mulheres grávidas, ajudando a reduzir os efeitos das variações hormonais, aliviando as dores nas costas e o desconforto causado pelo peso da barriga.

    Por outro lado, a acupuntura não é recomendada para pessoas com doenças hematológicas, principalmente relacionadas com a coagulação do sangue. Isto porque a aplicação das agulhas pode causar pequenos sangramentos. Além disso, a técnica também não é indicada para pessoas que possuem alergia a metais. 

    Mas vale ressaltar que os tratamentos de acupuntura são seguros. Assim, devem ser realizados por profissional qualificado, com registro profissional, e em clínicas certificadas que seguem as normas da ANVISA.

    A acupuntura para engravidar funciona?

    Sim, dependendo do caso a acupuntura pode contribuir para se chegar a uma gravidez. Isso acontece pois, como vimos, a premissa da acupuntura é que a desregularização do fluxo de energia do corpo prejudica o funcionamento do organismo. Assim, quando falamos em dificuldade para engravidar, a acupuntura atua em vários padrões de desarmonia, incluindo falta de energia, ciclos menstruais irregulares e cansaço excessivo. 

    Nesse sentido, o foco é atuar nos meridianos (pontos de energia) dos rins, do coração e do fígado que impactam na saúde reprodutiva. Desta forma, quando essas áreas são tratadas, a qualidade do óvulo melhora, o revestimento do útero se torna mais saudável, os ciclos menstruais são regulados e os hormônios entram em equilíbrio em todo o corpo.

    Quais os benefícios da acupuntura para engravidar?

    A acupuntura, sem dúvidas, traz benefícios para quem pretende engravidar. Nesse sentido, utilizada como uma terapia complementar, ela pode impactar positivamente na fertilidade, além de melhorar a saúde e promover o bem estar. 

    Desta forma, um das principais ajudas da acupuntura é a estimulação do sistema nervoso central que gera importantes respostas na saúde reprodutiva.

    Veja os principais benefícios da acupuntura para a fertilidade: 

    • Aumento do fluxo de sangue nos ovários e na região do útero;
    • Melhora e regula o ciclo menstrual feminino;
    • Estabilização dos níveis hormonais para melhorar a produção do esperma masculino (espermatogênese);
    • Melhora do estresse, que afeta diretamente a função reprodutiva masculina e feminina.

    Além disso, trabalhos científicos realizados em vários centros de fertilidade pelo mundo apontam que a acupuntura pode realmente aumentar as chances de gravidez, quando feita durante o ciclo de Fertilização In Vitro. Nesse sentido, os estudos mostraram que o grupo de mulheres que passou por tratamento de reprodução assistida com acupuntura teve um índice de gravidez de 15 a 20% maior do que o grupo que não fez a terapia chinesa.

    Desta forma, a acupuntura potencializa o tratamento para a infertilidade masculina e feminina. Veja como:

    Atuação na infertilidade dos Homens:

    Atuação na infertilidade das mulheres:

    Em quais casos a acupuntura pode ajudar para engravidar?

    A acupuntura está cada vez mais sendo utilizada nos tratamentos de quadros que afetam a fertilidade. Nesse sentido, a técnica chinesa identifica padrões de desarmonia do corpo e procura corrigir os desequilíbrios. 

    Desta forma, a acupuntura é capaz, por exemplo, de influenciar o ciclo menstrual melhorando o fluxo sanguíneo para o útero e ovários e preparando o endométrio para receber o embrião. Além disso, a acupuntura é usada também para contribuir no tratamento de outras causas de infertilidade.

    Veja quando a acupuntura pode ajudar:

    Pontos de acupuntura para ajudar a engravidar 

    • Meridiano dos rins: acredita-se que os rins sejam os responsáveis por fornecer energia ao corpo, então tratar essa área dará à mulher mais energia e vitalidade para oferecer ao corpo;
    • Meridiano do fígado: regula o fluxo menstrual e reduz os efeitos psicológicos da TPM, da depressão e da ansiedade;
    • Meridiano do sistema cardíaco: este meridiano está relacionado ao estado emocional de uma pessoa. Assim, a acupuntura que almeja esse meridiano ajuda a reduzir o cansaço e promove o relaxamento e a saúde através do processo de concepção.

    Quantas sessões de acupuntura para engravidar?

    É importante salientar que o tratamento de acupuntura é individualizado, variando de pessoa para pessoa, de caso para caso, mesmo quando o problema a ser solucionado é o igual. Nesse sentido, antes de iniciar o tratamento com a acupuntura, é necessário realizar todos os exames ginecológicos e o espermograma para ter um diagnóstico completo e seguro.

    Nesse sentido, os pacientes que buscam uma gravidez natural, sem auxílio das técnicas de Reprodução Assistida podem fazer a acupuntura 1 vez por semana. Por outro lado, pessoas que necessitam de Fertilização In Vitro (FIV) para engravidar, têm indicação de iniciar acupuntura de 1 a 2 meses antes do tratamento, com 1 sessão semanal. E ainda, durante todo o processo, a sugestão é seguir com 2 sessões por semana.

    Além disso, a acupuntura também pode ser benéfica quando realizada no dia da transferência do embrião ao útero, e deve continuar nas primeiras 12 semanas de gestação.

    A acupuntura pode ser feita durante a gravidez?

    Diversos estudos indicam que a acupuntura pode ser feita durante a gravidez. Nesse sentido, acredita-se que a técnica pode ajudar com os sintomas de enjoos, salivação excessiva, edema e ameaça de aborto. Da mesma forma, melhora o peso do feto, a ansiedade, o medo do parto e a tensão muscular auxiliando a circulação útero-placenta, sem afetar o feto.

    Além disso, durante o parto, acelera a saída do bebê e regulariza o tempo das contrações uterinas. Já no pós-parto, ela promove a expulsão da placenta e estimula a produção de leite materno.

    Porém é preciso ter cuidado. Em gestante não se pode usar eletroacupuntura em nenhum período. Assim, o indicado é realizar a acupuntura tradicional e a auriculoterapia, para alívio dos incômodos que surgem na gestação (enjoo, náusea, edema e etc). Desta forma, a acupuntura pode ser utilizada em qualquer período da gravidez, desde que feita por um profissional experiente, que tenha formação adequada e reconhecida.

    Quais são os pontos contraindicados de acupuntura na gravidez?

    Não há contraindicação em fazer acupuntura na gravidez. Porém, o profissional deve ter alguns cuidados especiais com a gestante, como não inserir agulhas diretamente na barriga, e ter atenção com pontos que auxiliam a virada do bebê no útero.

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  • Quem tem endométrio fino pode engravidar? Veja a resposta dessa e outras dúvidas

    Ter o endométrio fino pode dificultar a gravidez, pois o embrião irá se desenvolver a partir dos substratos desta camada interna do útero, considerada a mais importante para a reprodução. Nesse sentido, quanto mais fino for o endométrio, mais dificuldade a paciente vai ter para engravidar.

    No texto a seguir vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, além de mostrar os tratamentos possíveis para restaurar a fertilidade da mulher.

    O que significa endométrio fino?

    O endométrio é o tecido que reveste a parede interna do útero. Ele tem função primordial na implantação e nutrição do embrião nas primeiras semanas de gestação. Além disso, o endométrio também é importante para a formação da placenta que irá levar oxigênio e todos os nutrientes necessários para o bebê.

    Sendo assim, se o endométrio não se desenvolve adequadamente e sua espessura não aumenta o suficiente para receber o embrião (ou seja, menor do que 7 mm), é diagnosticado como endométrio fino. Nesse sentido, quanto mais fina for esta camada, mais comprometida fica implantação do embrião e a gravidez não consegue se sustentar provocando um aborto.

    Qual o tamanho normal do endométrio?

    Um endométrio com espessura adequada deve ter, no mínimo 7 milímetros e, no máximo, de 12 a 14 milímetros (durante a ovulação). Dessa forma, essas condições melhoram a receptividade do endométrio ao embrião, aumentando a capacidade de engravidar.

    É importante esclarecer que cerca de 4 dias após a ovulação o endométrio atinge sua maior espessura. Todavia, aproximadamente 6 dias depois da fecundação ele se encontra na condição ideal para receber o óvulo fecundado.

    Sendo assim, a única forma de descobrir se o endométrio é fino ou normal é através do ultrassom transvaginal, realizado durante o período fértil. Além disso, a histeroscopia também pode auxiliar nesta avaliação.

    Por que o endométrio afina?

    A alteração na espessura do endométrio pode ser causada por uma série de fatores. Entre eles estão problemas anatômicos, uso de medicamentos, cirurgias, radioterapia, curetagem, causas inflamatórias, entre outros. 

    Confira abaixo as principais situações que afinam o endométrio:

    Quem toma anticoncepcional tem endométrio fino?

    Muitas mulheres que utilizam anticoncepcionais orais ou injetáveis por longos períodos apresentam o endométrio fino logo após pararem com a contracepção.

    Isto ocorre pois os contraceptivos mantêm uma concentração contínua e baixa de hormônios. Sendo assim, os ovários “desacostumam” a gerar estímulos que regulam a espessura do endométrio.

    Desta forma, para que o endométrio se recupere, há um período mínimo de três meses. Por isso, antes de planejar uma gravidez, é importante que a mulher fique, pelo menos, 90 dias sem o uso deste tipo de anticoncepcional.

    Leia também: Tudo sobre a pílula anticoncepcional e a fertilidade da mulher 

    Quais os sintomas de endométrio fino?

    O endométrio fino pode apresentar sintomas inespecíficos comuns a diversas outras patologias, ou mesmo, completamente assintomático, o que pode atrasar o diagnóstico. 

    No entanto, as queixas mais comuns das pacientes são:

    • Problemas de fertilidade, com histórico de abortos espontâneos recorrentes;
    • Ciclo menstrual irregular ou anormal;
    • Fluxo sanguíneo reduzido ou ausente durante a menstruação;
    • Menstruações dolorosas.

    Quem tem endométrio fino não menstrua?

    Quem tem endométrio fino pode menstruar sim. Sabemos que quando não há fecundação ocorre a menstruação, que consiste na descamação do endométrio. Sendo assim, endométrios com menos de 7 mm de espessura, até mesmo de 6, 5 ou 4mm, também podem descamar. Isso vai depender de quão fina está a camada interna do útero.

    Além disso, os especialistas alertam que os principais fatores para não ocorrer a menstruação estão ligados às alterações hormonais e as demais causas que geram o endométrio fino.

    Quem tem endométrio fino pode engravidar?

    Esta é a grande preocupação dos médicos em relação ao endométrio fino. Nesse sentido, estudos científicos dizem que quanto mais fino é o endométrio, maior a dificuldade para engravidar.

    No entanto, em muitos casos, quem tem endométrio fino pode engravidar sim! Embora este seja um problema que interfira na fertilidade da mulher, ainda assim é possível que ela consiga ter um filho biológico. Mas para isso, é preciso fazer um tratamento para aumentar a espessura endometrial.

    Como engrossar o endométrio fino? 

    Existem várias formas de tratamento para engrossar o endométrio permitindo que a gestação ocorra de forma natural ou através da Reprodução Assistida. Tudo vai depender da causa do problema.

    Nesse sentido, na maioria das situações, o uso de medicamentos hormonais como estradiol e progesterona, ou remédios que aumentem o fluxo do sangue, são suficientes para induzir a proliferação endometrial. Dessa forma, é possível que a camada volte à sua espessura normal e se mantenha assim até a formação da placenta.

    Porém, nos últimos anos também vêm surgindo novas possibilidades dentro da Reprodução Assistida, como a utilização do plasma rico em plaquetas (PRP). Neste procedimento, é coletado o sangue da própria paciente, do qual se extrai este composto que é infundido dentro do útero. Assim, as plaquetas liberam fatores regenerativos que melhoram a vascularização e atraem células reparadoras do sistema imune.

    Mas, se a causa do problema for a Síndrome de Asherman, talvez seja necessário realizar pequenas intervenções cirúrgicas por histeroscopia para retirar as aderências do tecido.

    Formas alternativas para aumentar o endométrio

    Não existe comprovação científica de que formas alternativas possam aumentar o endométrio. No entanto, acredita-se que o consumo do chá de inhame tenha essa capacidade. Isso porque o alimento pode aumentar os níveis de progesterona no sangue, favorecendo não só a ovulação, mas também promovendo o aumento do endométrio.

    Além disso, a acupuntura também é indicada para o tratamento do endométrio fino. Para entender esta relação é preciso saber que um dos fatores mais estudados no processo de espessamento endometrial é o aumento do fluxo de sangue no útero. Nesse sentido, quanto maior o fluxo de sangue local, maior a chance de apresentar um endométrio mais receptivo.

    Além do mais, sabe-se que a acupuntura eleva o fluxo sanguíneo para a artéria uterina e ovariana. Isso aumenta o suporte de oxigênio, os agentes anti-oxidantes e os nutrientes para os órgãos da pelve.

    Engravidei com endométrio fino. E agora?

    Segundo os especialistas, a maior preocupação com o endométrio fino é antes de engravidar. Como já vimos, o endométrio fino pode dificultar a gravidez, pois é nesta camada que o embrião tenta se fixar para se desenvolver.

    Nesse sentido, depois que o embrião implanta e tem os substratos para se desenvolver, não há maiores problemas em relação ao endométrio fino. 

    No entanto, em raras situações existe maior risco para a implantação anormal da placenta. Se isto ocorrer, pode resultar na necessidade de extração manual da placenta após o parto, além de desencadear pré-eclâmpsia na paciente.

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  • Síndrome do hiperestímulo ovariano: o que é, sintomas e como evitar

    A Síndrome do Hiperestímulo Ovariano (SHO) é uma intercorrência decorrente da indução ovariana nos procedimentos de Reprodução Assistida. É uma resposta exagerada dos ovários à medicações utilizadas. 

    Mas afinal, o que é a SHO? Quais são suas causas? Quais os sintomas e tratamento? Para conhecer mais sobre essa síndrome, leia o texto abaixo.

    O que é uma hiperovulação?

    A hiperovulação, ou ovulação excessiva, é um fenômeno raro que ocorre geralmente em decorrência de uma maior produção hormonal que ocasiona um aumento da permeabilidade dos vasos. É mais comum que aconteça em pacientes jovens, com reserva ovariana aumentada, como em pacientes com síndrome dos ovários policísticos. 

    Nesse sentido, sabemos que a ovulação é um processo natural do ciclo menstrual e acontece quando se rompe o folículo ovariano[, liberando um óvulo. Desta forma, o gameta feminino pode encontrar o espermatozoide, e assim acontece a fecundação.

    Este processo de ovulação é controlado pela ação dos hormônios FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH (hormônio luteinizante), secretados pela glândula hipófise. Porém, em alguns casos, seja naturalmente ou por ação de medicamentos, o ovário acaba liberando mais óvulos no mesmo ciclo, caracterizando a hiperovulação.

    O que é Síndrome do Hiperestímulo Ovariano?

    A Síndrome do Hiperestímulo Ovariano (SHO) é uma complicação decorrente dos medicamentos (hormônios) usados para a estimulação dos ovários. Desta forma, os indutores de ovulação são utilizados para aumentar os números oócitos (óvulos) produzidos no ciclo. E assim, melhorar as chances de sucesso no tratamento da Fertilização In Vitro. 

    Nesse sentido, a Síndrome da Hiperestimulação Ovariana é uma resposta exacerbada dos ovários ao estímulo hormonal, resultando em um crescimento de óvulos maior do que o esperado. Além disso, o quadro está associado também à passagem de fluido dos vasos sanguíneos que se tornam mais permeáveis, o que ocasiona uma retenção de líquido no abdômen.

    Estas mudanças na permeabilidade capilar podem causar problemas como:

    O que causa Síndrome do Hiperestímulo Ovariano?

    Como vimos, a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano (SHO) ocorre por uma resposta dos ovários, acima do normal, aos hormônios usados para a indução da ovulação. Este procedimento normalmente acontece para alguns tratamentos de reprodução assistida como congelamento de óvulos e Fertilização in vitro (FIV).

    Nesse sentido, medicamentos como o hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), que atua nas células dos folículos, promove a produção da substância Fator de Crescimento Vascular Endotelial (VEGF), o que aumenta a permeabilidade vascular. Assim, quando o número de folículos é muito grande, a produção deste mediador fica aumentada, deixando os vasos sanguíneos extremamente permeáveis. Dessa forma, o líquido do interior dos vasos extravasa, podendo se acumular no abdômen, pulmões e outros órgãos

    Dependendo do momento em que a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano acontece, ela é caracterizada de precoce ou tardia.

    Forma precoce

    A forma precoce do SHO é induzida pelo hCG exógeno (que vem de fora do corpo), administrado para a maturação final dos óvulos. Nesse sentido, costuma ser percebida próximo à coleta dos gametas, geralmente dentro de 3-7 dias após uso do hCG. 

    Nesses casos, a síndrome costuma ser mais leve e durar cerca de uma semana, tempo de ação da medicação no organismo. Desta forma, normalmente o quadro melhora quando ocorre a menstruação após a coleta, com a redução dos níveis de hormônios.

    Forma tardia

    A forma tardia da SHO acontece pela gravidez. Nesse caso, os sintomas ocorrem em função do hCG endógeno, produzido pelo próprio corpo quando a mulher fica grávida. 

    Desta forma, o diagnóstico é feito já nas primeiras semanas de gestação, principalmente em gravidez múltipla. Nesse sentido, é importante ficar atento já que a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano tardia apresenta frequentemente formas mais graves. 

    Quais os sintomas da Síndrome do Hiperestímulo Ovariano?

    A Síndrome do Hiperestímulo Ovariano pode apresentar alguns sintomas comuns. Sendo assim, as mulheres que passam pelo processo de indução da ovulação devem ficar atentas, e procurar o médico caso sintam algumas das situações abaixo:

    • Distensão, desconforto ou dor abdominal;
    • Dor ou cólica leve;
    • Náusea, vômito e/ou diarreia;
    • Inchaço e ganho de peso.
    • Dificuldade respiratória, 
    • Diminuição da diurese, 
    • Alteração dos exames do sangue,
    • Alteração da função renal;
    • Aumento do tamanho dos ovários.

    Quais as classificações da Síndrome do Hiperestímulo Ovariano?

    A Síndrome do Hiperestímulo Ovariano pode se manifestar de forma leve, moderada ou grave. 

    Nesse sentido, a SHO acontece de forma leve em cerca de 12 a 20% dos ciclos de estimulação ovariana. Além disso, de 3% a 6% dos casos apresentam uma forma moderada da síndrome, enquanto de 0,5% a 2% são acometidos pela forma mais grave, que pode colocar a vida da mulher em risco.

    Conheça as diferentes classificações da Síndrome do Hiperestímulo Ovariano:

    • Leve: é a mais comum e representa aproximadamente 20% dos casos. Os principais sintomas são distensão e desconforto abdominal, náusea e vômitos, diarreia e ovários aumentados. O tratamento inclui ingestão hídrica  e suplementos à base de proteína;
    • Moderada: É semelhante à forma leve, mas também com presença de ascite. O tratamento geralmente inclui hidratação, albumina endovenosa e heparina profilática.
    • Grave: a paciente poderá apresentar náuseas, vômitos, diarreia, ascite intensa, ganho de peso, fortes dores abdominais, trombose e redução do volume urinário. É necessário tratamento das complicações, monitorização e em casos raros, suporte intensivo.

    Quais os fatores de risco da Síndrome do Hiperestímulo Ovariano?

    O desenvolvimento da síndrome depende da resposta de cada paciente ao estímulo do tratamento. Nesse sentido, os especialistas em medicina reprodutiva costumam monitorar, através de ultrassons e dosagens hormonais, a resposta de cada mulher, podendo modificar a quantidade e tipo de medicação, conforme a necessidade.

    Assim, não há como prever se alguém sofrerá de hiperestímulo, nem como vai responder aos indutores. No entanto, há um grupo com maior probabilidade de ter uma resposta exagerada:

    Veja alguns fatores de risco da Síndrome do Hiperestímulo Ovariano:

    Como a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano é diagnosticada?

    O diagnóstico da Síndrome do Hiperestímulo Ovariano pode ser feito precocemente através da análise do número e do tamanho dos folículos ovarianos. Nesse sentido, o controle do hiperestímulo é feito por meio de exames de ultrassonografia, através da dosagem de estradiol e da avaliação clínica da paciente.

    Como evitar a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano?

    A melhor forma de evitar a Síndrome do Hiperestímulo é saber quais mulheres têm maior risco de desenvolver este quadro, e assim, individualizar o protocolo de indução da ovulação. Dessa forma, a escolha dos medicamentos e dosagens utilizados para estimular os ovários pode diminuir as complicações.

    Nesse sentido, para prevenir a SHO, alguns médicos substituem o hormônio HCG por um análogo do GnRH para a maturação folicular. Isso diminui consideravelmente o desenvolvimento da Síndrome. Outra forma de evitar a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano é a administração de metformina em pacientes portadores de Síndrome dos Ovários Policísticos. 

    Além disso, nos casos de maior risco, a transferência do embrião não acontece no ciclo de estimulação. Dessa forma, os embriões são congelados (vitrificação), e transferidos nos ciclos seguintes.

    Vale ressaltar que para acompanhar de perto possíveis alterações é importante intensificar o controle ultrassonográfico bem como as dosagens de estradiol. 

    Como tratar a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano?

    A Síndrome da Hiperestimulação Ovariana é uma grande preocupação para as clínicas de reprodução assistida. Por isso, é necessário tentar evitar o problema por meio de diversas medidas preventivas. 

    Porém, uma vez confirmada a SHO, o tratamento consiste principalmente em minimizar os sintomas e prevenir possíveis complicações que podem variar conforme o grau da doença.

    Forma leve

    Nesses casos, os sintomas podem ser tratados com analgésicos, medicação antiemética (para náuseas) e que auxiliem a função gastrointestinal. Além disso, a paciente deve se manter hidratada, ingerindo pelo menos 2 litros de água por dia. Recomenda-se, também, repouso, inclusive sexual.

    Desta forma, quadros leves não necessitam de internação, porém, em alguns casos pode ser necessária punção para retirada do fluido abdominal. De maneira geral, é essencial manter contato constante com a equipe médica para evitar a evolução para formas mais severas.

    Forma moderada

    Na SHO moderada, é importante realizar um acompanhamento ambulatorial mais efetivo, com controle do peso, avaliação ultrassonográfica e exames como hemograma, avaliação da função renal e eletrólitos. Dependendo do caso da paciente também pode ser necessário aspirar o líquido abdominal.

    Além disso, os mesmos cuidados indicados para quem tem a forma leve, como repouso, hidratação, etc, também são recomendados para pacientes com a forma moderada.

    No caso de mulheres grávidas, os cuidados são ainda mais intensos. Isto é necessário pois as pacientes com hiperestímulo precoce (não gestantes) têm queda mais rápida dos níveis de hCG e consequentemente, uma melhora dos sintomas. Porém, as gestantes apresentam aumento constante deste hormônio, o que é típico da gravidez, o que eleva os riscos.

    Forma grave

    Nos casos graves, indica-se a internação hospitalar. Assim, são tratadas possíveis complicações com a correção de hiperpotassemia, uso de drogas vasoativas quando há falência renal e anticoagulação terapêutica em casos de trombose. Além disso, cuidados com hidratação e acompanhamento laboratorial devem ser frequentes. 

    Na forma grave, o ovário geralmente fica muito maior que o habitual, apresentando risco de torção anexial. Nesse sentido, se isto ocorrer, pode ser necessário procedimento cirúrgico par distorcer o ovário, ou em último caso, realizar sua retirada.

    Como falado anteriormente, para evitar hiperestímulo nos tratamentos de Reprodução Assistida, é necessário realizar um diagnóstico aprofundado do caso do paciente. Você pode conferir mais sobre a importância da investigação prévia para o sucesso dos tratamentos, através do nosso e-book “Técnicas de Reprodução Assistida: Um bom diagnóstico é o primeiro passo”.

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  • Folículos ovarianos: entenda o que são e a sua relação com a fertilidade

    Os folículos ovarianos consistem em bolsas de líquido onde os óvulos femininos se desenvolvem. Eles se formam ainda na vida intrauterina e são essenciais para que a mulher engravide.

    Nesse sentido, é preciso que o folículo ovariano esteja presente nos ovários da mulher e tenha um tamanho ideal para liberar o óvulo que poderá ser fecundado pelo espermatozoide.

    A partir de agora, vamos esclarecer todas as dúvidas sobre os folículos ovarianos: sua função, a importância para a gravidez e a relação com a fertilidade feminina.

    O que são folículos ovarianos?

    Os folículos ovarianos são pequenas vesículas (bolhas de líquido) dos ovários que armazenam os óvulos. Eles têm a capacidade de se desenvolver e liberar os gametas femininos durante a ovulação em cada ciclo menstrual.

    É importante esclarecer que todos os folículos que constituem a reserva ovariana de uma mulher são formados ainda durante o desenvolvimento fetal. Desta forma, após o nascimento, não existe mais a produção de óvulos.

    Assim, os folículos permanecem em repouso e, com a chegada da puberdade, passam por processos de crescimento durante os ciclos menstruais. Nesse sentido, o número estimado de folículos ovarianos na menina recém-nascida é de cerca de 1 a 2 milhões. Já com a chegada da puberdade esta reserva ovariana cai para 300 a 400 mil.

    A partir daí, em cada ciclo menstrual, ocorre a perda natural de centenas de folículos. A quantidade vai diminuindo até a chegada da menopausa, quando a fertilidade da mulher acaba.

    Folículos estimulantes e folículos antrais: quais a relação?

    Como já vimos, a mulher já nasce com todos os folículos que serão usados durante a sua vida reprodutiva. Nesse sentido, a cada mês, alguns folículos participam do processo de crescimento e amadurecimento. Porém, normalmente, apenas um é liberado na ovulação e pode ser fecundado pelo espermatozoide.

    Durante esse processo, temos a presença do FSH (hormônio folículo estimulante) que em funcionamento com o estradiol ajuda a produzir os folículos antrais. Confira abaixo os detalhes destes agentes tão importantes para que aconteça a gravidez:

    Folículos Antrais

    Os folículos antrais são as estruturas presentes em ambos os ovários que podem ser visualizadas por meio do ultrassom transvaginal em cada ciclo menstrual da mulher.

    Como vimos anteriormente, o folículo é o local onde o óvulo se desenvolve a cada mês. Os antrais são os folículos que cresceram através da ação do FSH e do LH e chegaram a um tamanho que varia de 2 a 10 milímetros. Nesse sentido, eles servem como um dos marcadores da reserva ovariana feminina.

    Além disso, são os folículos antrais que produzem o hormônio anti-mülleriano, outro marcador que mede a fertilidade feminina. Ou seja, quanto mais folículos antrais, maior o nível do hormônio anti-mülleriano.

    Hormônio Folículo Estimulante (FSH)

    O hormônio folículo estimulante, também chamado de FSH, é produzido pela hipófise e é responsável pela seleção e crescimento dos folículos antrais dos ovários.

    Dessa forma, o FSH é um hormônio ligado à fertilidade e a sua concentração no sangue ajuda a identificar se os ovários estão funcionando corretamente.

    Sendo assim, os valores de referência do exame FSH variam de acordo com a idade das mulheres e com a fase do ciclo menstrual. Além disso, o exame também pode ser útil para confirmar a perda da função ovariana e a entrada da menopausa.

    Qual a diferença entre folículos e ovários?

    Os ovários são os órgãos do sistema reprodutor feminino responsável por produzir os folículos e os óvulos. Além disso, produzem também os hormônios sexuais denominados de estrógeno e progesterona.

    Já os folículos ovarianos são uma espécie de bolsa cheia de líquido, dentro das quais se encontram os óvulos – as células sexuais femininas. Ou seja, os folículos protegem os óvulos.

    Desta forma, quando a mulher atinge a maturidade sexual e começam os ciclos menstruais, os óvulos passam a se desenvolver. De maneira geral, a cada ciclo, um folículo ovariano se rompe e libera o óvulo que estava em seu interior, causando a ovulação e determinando o período fértil da mulher. Se o óvulo não for fecundado, ocorre o início de um novo ciclo menstrual.

    Desta forma, os ovários abrigam os folículos ovarianos, que protegem os óvulos femininos.

    Quantos folículos é preciso para ter uma boa reserva ovariana? 

    Para saber quantos folículos a mulher tem em cada ciclo, realiza-se a a contagem de folículos antrais por meio de ultrassonografia transvaginal. Desta forma, através de imagem é possível identificar, medir e contar os folículos presentes nos dois ovários. Avalia-se, assim, a fertilidade da mulher e também o acompanhamento do processo de estimulação ovariana, caso haja necessidade de realizar uma FIV.

    Consideram-se folículos antrais aqueles que tenham de 2 a 10 milímetros de diâmetro. Assim, com essas dimensões, os folículos ovarianos são “recrutáveis” e poderão gerar óvulos de boa qualidade.

    Sendo assim, a quantidade de folículos por ciclo considerada normal e com boas chances de gestação é de 6 ou mais folículos em cada ovário. Abaixo disso, entende-se a reserva ovariana como baixa e a mulher pode ter mais dificuldade para engravidar.

    Como estimular a produção de folículos?

    Muitas situações podem desregular os hormônios, interferir no desenvolvimento dos folículos e consequentemente na ovulação. Nesse sentido, para quem está tentando engravidar por métodos naturais existem recomendações práticas que ajudam a aumentar a fertilidade. 

    A seguir, veja dicas simples de mudanças de hábitos que podem ajudar a engravidar mais rápido.

    • Manter o peso saudável;
    • Evitar café e bebidas alcoólicas;
    • Ter uma alimentação saudável;
    • Não fumar;
    • Evitar o estresse;
    • Ter uma boa noite de sono;
    • Fazer atividade física regularmente.

    Já para quem for passar pela técnica de Fertilização in Vitro, ocorre a estimulação ovariana através de medicamentos hormonais que ajudam no crescimento de mais folículos e consequentemente na produção de mais óvulos.

    Nesse sentido, é importante esclarecer que os folículos ovarianos são responsivos a hormônios assim como o endométrio. Portanto, à medida que os folículos crescem o endométrio também cresce progressivamente, preparando um ambiente favorável à implantação do embrião no endométrio.

    Sabe-se que em um ciclo natural, devido a uma série de estímulos hormonais altamente regulados, somente um óvulo é liberado para ser captado pelas trompas de falópio. No entanto, no procedimento de estimulação ovariana não há dominância folicular. Desta maneira, outros folículos crescem simultaneamente e é possível aspirar uma quantidade maior de óvulos, dependendo da resposta da paciente.

    Folículo no ovário pode ser gravidez?

    Não, folículo no ovário não indica gravidez. No entanto, a sua presença é de vital importância para que uma gestação aconteça. Nesse sentido, vale lembrar que os óvulos, as células reprodutivas femininas, se desenvolvem dentro dos folículos.

    Folículo no ovário impede a gravidez?

    Como já vimos, o folículo ovariano é um excelente sinal da fertilidade feminina e em geral não traz maiores transtornos. No entanto, ele pode ocasionar problemas para a gravidez caso exista um folículo não roto. Ou seja, quando o folículo se desenvolve, mas não consegue fazer a ruptura de liberação do óvulo para a ovulação. Desta forma, este folículo pode se transformar em um cisto no ovário.

    O que é síndrome do folículo vazio?

    A síndrome do folículo vazio (SFV) é um evento raro que se caracteriza pela ausência de óvulos nos folículos de pacientes que fazem estimulação ovariana para ciclos de Fertilização in Vitro.

    Nesse sentido, para entender a síndrome é preciso esclarecer que a primeira fase do tratamento de Fertilização in Vitro é a estimulação ovariana com medicações hormonais. Essa etapa tem o objetivo de incentivar o crescimento dos folículos para o amadurecimento de mais óvulos em um mesmo ciclo.

    Desta forma, durante a estimulação, a mulher passa por alguns exames de ultrassom transvaginal para monitorar o crescimento dos folículos. Por meio desse acompanhamento, presume-se que esteja ocorrendo o devido amadurecimento dos óvulos para a coleta.

    Porém, como estas estruturas (os óvulos) não são visíveis ao ultrassom, não é possível ter certeza de quais folículos realmente contém óvulos em seu interior. Assim, quando é feita a coleta de óvulos, espera-se que estes estejam disponíveis no fluido folicular para a aspiração.

    Sendo assim, a síndrome do folículo vazio determina-se quando existe resposta ovariana à estimulação e crescimento de um ou mais folículos. Porém no momento da coleta estes folículos não fornecem óvulos, impossibilitando o prosseguimento do processo de fertilização.

    Quais são as causas da síndrome do folículo vazio?

    A síndrome do folículo vazio é uma incógnita no universo da reprodução humana. Ainda não se sabe com certeza as causas desta síndrome. No entanto, várias hipóteses são aventadas como:

    • Uso inadequado da medicação final da estimulação ovariana: geralmente, é necessário um prazo médio entre a administração da medicação final e a coleta dos óvulos. Caso a medicação aconteça de forma errada (com um intervalo menor de tempo), isso poderá afetar a disponibilidade dos óvulos para coleta;
    • Metabolização inadequada da medicação final da estimulação: estudos sugerem que algumas pacientes podem necessitar de um tempo maior entre a administração da medicação final e a coleta de óvulos, para que o processo de desprendimento do óvulo da parede folicular ocorra;
    • Alterações na foliculogênese: quando ocorre alteração na geração dos folículos, que podem levar a atresia (degeneração) precoce dos óvulos;
    • Alterações no lote das medicações utilizadas: alguns lotes podem vir alterados gerando efeito inadequado.

    Qual é o melhor tratamento para a síndrome do folículo vazio?

    O primeiro passo para avaliar o tratamento da síndrome do folículo vazio é checar se o uso da medicação final da estimulação ovariana foi correto. Isto porque, em grande parte das vezes em que não são obtidos óvulos no procedimento, se constata o uso inadequado da medicação final (trigger).

    Além disso, outra estratégia para tentar contornar a síndrome do folículo vazio é o duo trigger (duplo gatilho, em tradução livre). Esta conduta permite utilizar duas vias hormonais diferentes para a maturação final dos óvulos.

    Nesse sentido, nestes casos, a fase final de administração de medicamentos contará com dois aliados, o agonista do GnRH e a gonadotrofina coriônica humana (hCG). Essas substâncias servem para disparar a ovulação, daí o nome “duplo gatilho”. Em condições normais, geralmente apenas uma das substâncias é administrada.

    Vale lembrar, também, que o tratamento adequado será definido a partir de uma análise individual da paciente. Quando o assunto é Reprodução Assistida, não há uma única conduta que deva ser aplicada de forma geral.

    Folículos e FIV: qual a relação?

    Os folículos são elementos centrais para o procedimento de Fertilização in Vitro. Nesse sentido, o especialista em reprodução humana analisa a reserva ovariana da paciente utilizando a contagem de folículos antrais (CFA). Este exame é feito através de ultrassonografia transvaginal, aproximadamente, entre o 2ª e o 5ª dia de fluxo menstrual da paciente.

    Durante o exame são analisados todos os folículos encontrados nos dois ovários e os que têm medidas entre 2 e 10 mm de diâmetro são contabilizados. A partir da soma é possível classificar a reserva ovariana. 

    Se a conta resultar em um número menor a 12, indica uma baixa reserva ovariana e, consequentemente, um baixo potencial fértil. Esse resultado auxilia o especialista na orientação quanto ao melhor tratamento de reprodução humana para a paciente, de acordo com os reais interesses dela.

    Já se o número de folículos encontrados nos dois ovários for igual ou maior que 12 (dependendo da idade da mulher), significa que a reserva ovariana está normal. Sendo assim, o primeiro passo para o tratamento é a estimulação ovariana. Nesse sentido, o procedimento consiste em utilizar medicamentos hormonais com o objetivo de aumentar o número de óvulos disponíveis para se conseguir produzir melhores embriões para serem fertilizados.

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  • Histeroscopia: entenda como funciona o exame e para quem é indicado

    O exame de histeroscopia é um procedimento realizado na avaliação da saúde da mulher. Nesse sentido, além dos exames de rotina, em alguns casos é preciso também fazer uma investigação mais completa do útero da paciente através de um histeroscópio. 

    Mas afinal, o que é a histeroscopia? Para que serve? Como acontece o exame? Leia o texto abaixo e esclareça essas e outras dúvidas sobre este tema.

    O que é histeroscopia?

    A histeroscopia é um exame ginecológico que possibilita identificar eventuais alterações existentes no útero da mulher. Desta forma, através dele é possível visualizar a cavidade uterina e assim identificar diversas doenças. Além disso, o exame também é muito importante para indicar e controlar cirurgias uterinas.

    Nesse sentido, a histeroscopia é similar a uma endoscopia. O exame é relativamente simples e bastante solicitado pelos médicos e especialistas que cuidam da saúde feminina. 

    Para quem o exame de histeroscopia é recomendado?

    Indica-se o exame de histeroscopia para as mulheres com suspeita de infertilidade ou que apresentem pólipos, miomas, aderências uterinas, alterações no endométrio, sangramentos, adenocarcinomas , abortamentos de repetição, entre outros. Nesse sentido, além de diagnosticar doenças, o exame pode servir também no tratamento de alguns desses males.

    Desta forma, este exame ocorre sempre que o médico achar necessário investigar se alguma doença está atingindo o útero da mulher. Nesse sentido, normalmente se solicita a histeroscopia após um ultrassom da pelve, podendo ser feito em pacientes de qualquer idade. Além disso, como se utiliza um aparelho muito fino, pode acontecer inclusive em mulheres com hímen. 

    Como o exame de histeroscopia é feito?

    O exame de histeroscopia é feito com um aparelho chamado histeroscópio, que é introduzido pela vagina para acessar a cavidade uterina. Nesse sentido, para facilitar o exame e permitir que as imagens sejam transmitidas para um monitor, é usado gás (co2) ou soro fisiológico para distensão do útero. 

    Dependendo do tipo, o procedimento pode ser feito com ou sem anestesia, em nível ambulatorial ou hospitalar.

    Quais são os tipos de exame de histeroscopia?

    O médico indica o exame de histeroscopia quando há suspeita de alguma anomalia. Neste sentido, há dois tipos de exames para objetivos diferentes: a diagnóstica e a cirúrgica.

    Histeroscopia diagnóstica

    Como o próprio nome diz, a histeroscopia diagnóstica acontece para investigar e diagnosticar qualquer problema intrauterino. Nesse sentido, através de imagens do útero, do canal endocervical e da vagina é possível avaliar se existe algum problema nestas regiões do corpo feminino. 

    Além disso, quando necessário, durante a histeroscopia diagnóstica também é possível realizar biópsias. Vale esclarecer que o exame causa pouco desconforto à mulher, mas, para garantir a comodidade das pacientes pode ser feita uma sedação, caso solicitado.

    Para quem a histeroscopia diagnóstica é indicada?

    Há muitas situações para as quais indica-se o exame de histeroscopia diagnóstica, mas a principal razão ainda é o sangramento anormal. Isto porque o exame é capaz de mostrar pólipos, miomas, câncer do endométrio e malformações uterinas. 

    Além disso, a histeroscopia diagnóstica também serve para fazer laqueadura (esterilização definitiva) e auxiliar no diagnóstico e acompanhamento de lesões do colo uterino causadas pelo HPV (Papiloma Vírus Humano). 

    Outra indicação para esse tipo de exame é quando a mulher apresenta dificuldades para engravidar ou tem abortos de repetição. Nesse sentido, é um exame obrigatório antes de procedimentos como a Fertilização In Vitro, para que seja possível avaliar as chances de sucesso da técnica de reprodução.

    Qual a preparação para a histeroscopia diagnóstica?

    Para garantir um melhor resultado do exame, aumentando a capacidade de diagnóstico e evitando possíveis complicações, é importante seguir algumas orientações:

    • O exame não deve ocorrer durante o período menstrual;
    • Na mulher em idade fértil, a histeroscopia deve acontecer na primeira fase do ciclo menstrual, entre o 5º e o 14º dia, (fase proliferativa), quando as alterações da cavidade uterina são mais evidentes;
    • Evitar relações sexuais por pelo menos 72 horas antes do exame; e não passar creme na vagina neste mesmo período;
    • Tomar um comprimido de Feldene ou Buscopan, cerca de 30 minutos antes do exame, para prevenir a ocorrência de cólicas.

    Como a histeroscopia diagnóstica é feita?

    Com a paciente deitada em posição ginecológica, o procedimento consiste na introdução do histeroscópio pela vagina, que chega através do canal do colo uterino até a cavidade endometrial. Nesse sentido, o aparelho com aproximadamente 10 milímetros de diâmetro contém uma fibra óptica que transmite luz, permitindo a visualização da cavidade do útero. 

    Além disso, uma câmera acoplada ao equipamento leva imagens até um monitor de TV, o que permite ao médico e à paciente acompanhar o exame em tempo real. 

    A histeroscopia diagnóstica geralmente é feita com sedação, em nível ambulatorial. Durante o exame, é possível retirar pequenos pólipos para posterior envio para análise.

    Como é o pós exame de histeroscopia diagnóstica?

    A histeroscopia diagnóstica de forma geral é um procedimento rápido, e a recuperação da paciente é imediata e simples. Entretanto, após a realização do exame pode haver algum desconforto ou ligeira dor como uma cólica na região pélvica. 

    Nesse sentido, a intensidade varia de acordo com o limiar de dor de cada mulher. Em todo caso, normalmente em um curto período de tempo após a realização do exame, a paciente já pode ir para casa.

    Histeroscopia cirúrgica

    A histeroscopia cirúrgica tem como objetivo realizar procedimentos terapêuticos para corrigir algum problema que a causa já tenha sido identificada. Desta maneira, é possível remover pólipos uterinos, miomas submucosos, corrigir alterações da cavidade do útero, remover aderências e retirar o DIU, quando este não possui fios visíveis.

    Nesse sentido, como se trata de uma cirurgia, é necessário que seja feita com anestesia. No entanto, o tipo de sedação varia de acordo com a extensão do procedimento a se realizar.

    Para quem a histeroscopia cirúrgica é indicada?

    Indica-se a histeroscopia cirúrgica para mulheres que apresentam sangramento abundante, cujas causas já tem diagnóstico. Desta forma, o procedimento é feito para remover miomas e pólipos uterinos e retirar aderências no útero, bem como tratar alterações da cavidade uterina como útero bicorno, unicorno, didelfo e septado. Além disso, o exame também serve para realizar laqueadura das tubas uterinas.

    Qual a preparação para a histeroscopia cirúrgica?

    Para a realização do exame de histeroscopia cirúrgica, não são necessários muitos preparativos. No entanto, como o procedimento acontece sob anestesia, solicita-se que a paciente fique em jejum por, pelo menos, 8h antes do exame. Além disso, em alguns casos, o médico pode indicar também um comprimido anti-inflamatório cerca de 1 hora antes da realização do exame em consultório.

    Assim como na histeroscopia diagnóstica, na cirúrgica a mulher também não deve estar menstruada ou ter perdas hemáticas (de sangue) muito abundantes, de forma a ser possível a visualização da cavidade uterina. 

    Como a histeroscopia cirúrgica é feita?

    A histeroscopia cirúrgica é realizada pelo ginecologista e deve ser feita sob anestesia geral ou raquidiana para que não haja dor. Nesse procedimento, introduz-se o histeroscópio pelo canal vaginal até o útero para que sejam visualizadas as estruturas. 

    Em seguida, para expandir o útero e possibilitar a realização do exame, coloca-se dióxido de carbono em forma de gás ou fluido. Uma câmera acoplada transmite as imagens do exame ao histeroscópio, permitindo maior visualização do médico. O procedimento dura entre 5 e 30 minutos, dependendo da extensão da cirurgia.

    Como é o pós exame de histeroscopia cirúrgica?

    O pós-exame da histeroscopia cirúrgica normalmente é simples, com recuperação geralmente imediata. Nesse sentido, depois de acordar da anestesia, a paciente fica em observação por cerca de 30 a 60 minutos e, se estiver bem, pode ir para casa. No entanto, em alguns casos, pode ser necessária a internação por 24 horas.

    Contudo, é possível que a mulher sinta dor, semelhante à cólica menstrual, nos primeiros dias. É normal também que tenha perdas de sangue pela vagina, por até três semanas ou até à menstruação seguinte. Nesse sentido, caso a paciente sinta febre, calafrios ou o sangramento for muito intenso, é importante voltar ao médico para que seja feita nova avaliação.

    Quais são as contraindicações do exame de histeroscopia?

    Como vimos aqui, o exame de histeroscopia é de extrema importância para detectar e tratar doenças que afetam a saúde da mulher. Entretanto, há situações em que as mulheres não devem realizar nenhuma variante do exame, por questões como:

    • Gravidez em curso;
    • Sangramento abundante;
    • Infecção recente ou ativa;
    • Menstruação;
    • Corrimento anormal.

    Principais dúvidas sobre exame de histeroscopia 

    O exame de histeroscopia tem um nome complicado, mas é um procedimento relativamente simples e comum nos consultórios de ginecologia. Porém, ainda existem diversas dúvidas a respeito desse assunto. 

    Veja os principais questionamentos sobre o procedimento:

    Quanto tempo dura a histeroscopia?

    O tempo da histeroscopia é muito variável. Nesse sentido, a demora depende da experiência do cirurgião, da indicação do exame, e da complexidade do procedimento. No entanto, habitualmente, o exame leva em média entre 30 minutos a 1 hora após a dilatação do útero.

    Quantos dias de repouso após a histeroscopia?

    Após a histeroscopia, quando o procedimento é mais simples, é recomendado apenas um repouso de 24 horas. Porém, nos casos mais complexos, como a remoção de miomas maiores, a recomendação é de repouso por mais dias, de acordo com orientação médica.

    O exame de histeroscopia dói?

    A histeroscopia pode causar certo desconforto durante a passagem do canal cervical, especialmente se este estiver mais estenosado (“apertado”), como acontece em mulheres na menopausa ou que não tiveram partos naturais. 

    Além disso, pode também ser doloroso o momento em que a cavidade uterina é distendida e no procedimento terapêutico, se houver contato com o miométrio (parede do útero).

    Por se tratar de um exame que gera um desconforto, na maioria dos casos, é realizada uma sedação endovenosa (geral) ele deve ser realizado em bloco operatório.

    A histeroscopia serve para retirar DIU? 

    Sim, é possível retirar o dispositivo intra-uterino (DIU) por histeroscopia quando os fios no colo do útero não são visíveis. Nesse casos, o procedimento é realizado em consultório médico, com ou sem anestesia, e a retirada ocorre de maneira simples e rápida.

    Qual a relação entre exame de histeroscopia e infertilidade?

    O exame de histeroscopia é muito importante para os resultados contra a infertilidade feminina, pois diagnostica e trata doenças uterinas, que podem estar interferindo no sucesso de uma gravidez. 

    Nesse sentido, anteriormente a histerossalpingografia era um dos exames mais importantes para avaliar a cavidade uterina e a permeabilidade das tubas. Porém, a histeroscopia melhorou o diagnóstico e o tratamento dessas pacientes possibilitando maiores taxas de gravidez.

    Onde fazer o exame de histeroscopia?

    O exame de histeroscopia pode ser feito em ambulatório ou centro cirúrgico, com ou sem anestesia. Desta forma, a indicação cabe ao médico, de acordo com o diagnóstico. 

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  • Reserva ovariana: qual o momento certo para investigar?

    A reserva ovariana é o principal marcador da fertilidade da mulher. Nesse sentido, ela representa a quantidade de folículos presentes nos ovários, que vai diminuindo progressivamente com o avanço da idade. 

    Mas por que a reserva ovariana muda ao longo da vida? Qual o momento certo para investigar? Quais os exames que avaliam o estoque de óvulos da mulher? A partir de agora vamos esclarecer estas e outras perguntas. Confira!

    O que é reserva ovariana?

    Denomina-se reserva ovariana a quantidade de folículos (estruturas que contêm os óvulos) armazenados nos ovários da mulher.

    Nesse sentido, é importante esclarecer que a mulher já nasce com um número pré-determinado de folículos, pois eles são produzidos ainda durante a vida intrauterina. Dessa forma, após o nascimento não há mais produção de óvulos, e os ovários vão perdendo progressivamente este estoque até chegar à menopausa.

    Assim, se a mulher tem planos de ser mãe ou não está conseguindo engravidar, é importante que ela tenha dados da sua reserva ovariana. Com estas informações, o médico pode avaliar como está a sua fertilidade. 

    Como a reserva ovariana muda ao longo da vida?

    Ao contrário dos homens que produzem espermatozoides durante toda a vida, as mulheres já nascem com uma reserva ovariana determinada. Nesse sentido, todos os óvulos que a mulher terá ao longo dos anos são produzidos enquanto ela ainda é um bebê, dentro do útero materno.

    Sendo assim, sabe-se que até a metade da gestação a menina tem de 6 a 7 milhões de óvulos. Já quando nasce, este número cai para 1 a 2 milhões e, deste momento em diante, não para mais de perdê-los.

    Dessa forma, na adolescência, por volta dos 12 ou 13 anos, quando costuma ocorrer a primeira menstruação, só restam em torno de 400 ou 500 mil óvulos. A partir daí, a reserva ovariana vai diminuindo progressivamente. 

    Isto porque a cada ciclo menstrual o corpo feminino disponibiliza cerca de mil óvulos, mas apenas um ovula de fato. Os outros são perdidos por atresia (morte celular), mesmo tomando anticoncepcional ou durante uma gestação.

    Por esta razão, o ovário vai se esvaziando até que, no fim dos 30 e início dos 40 anos, o estoque de óvulos no corpo feminino está praticamente zerado. Assim, com os passar dos anos a fertilidade feminina vai diminuindo até a mulher entrar na menopausa.

    Qual a importância da reserva ovariana?

    A reserva ovariana tem grande importância para quem pretende ser mãe pois as mulheres dependem dela para a realização do sonho da maternidade.

    Sabe-se que por volta dos 35 anos, a queda na reserva ovariana começa a ser significativa. Já nos 40 a diminuição é ainda maior, e os óvulos que são liberados têm mais chance de apresentar defeitos genéticos, o que pode causar abortos espontâneos.

    Sendo assim, ao se aproximar da faixa etária de risco, é importante que a mulher faça uma consulta com um especialista para avaliar a situação da sua fertilidade.

    Quando devo fazer um exame de reserva ovariana?

    Qualquer mulher que deseja ter filhos e possui receio em relação à sua fertilidade pode recorrer a exames que avaliam a reserva ovariana. Contudo, existem algumas situações que indicam uma maior necessidade de realização dos exames. São elas:

    • Mulheres de até 35 anos que não engravidaram depois um ano de tentativas;
    • Mulheres com mais de 35 anos que não engravidaram depois de 6 meses de tentativas;
    • Pacientes que passarão por tratamento de Reprodução Assistida;
    • Mulheres que querem postergar a maternidade realizando o congelamento de óvulos;
    • Pacientes que serão submetidas à cirurgia de retirada de cistos nos ovários,
    • Pacientes que farão alguma cirurgia de endometriose; 
    • Mulheres que passarão por tratamento de quimioterapia ou radioterapia. 

    Quais são as opções de exame de reserva ovariana

    A medicina possui três exames capazes de avaliar a reserva ovariana da mulher: a ultrassonografia transvaginal, o FSH Basal e o Hormônio antimülleriano. Desta forma, os resultados são importantes para a definição da abordagem terapêutica mais adequada para cada paciente.

    Confira abaixo os detalhes de cada exame:

    Ultrassonografia Transvaginal 

    A ultrassonografia transvaginal é feita entre o 2º e o 3º dia do ciclo menstrual. Nesse sentido, o exame permite que o médico observe imagens dos folículos antrais e conte quantos a mulher tem naquele mês específico. É bom lembrar que os folículos são as estruturas ovarianas nas quais os óvulos se desenvolvem. Dessa forma, quanto maior o número de folículos, maior a reserva ovariana.

    Vale salientar ainda que a contagem de folículos está muito relacionada à idade da mulher. De modo geral, com o passar dos anos, a quantidade deles diminui. Contudo, em casos excepcionais, há mulheres mais velhas que ainda possuem uma boa reserva ovariana, porém estes óvulos são de pior qualidade.

    FSH Basal 

    O FSH Basal é um exame de sangue realizado entre o 2º e o 5º dia do ciclo menstrual. Nesse sentido, ele serve para medir a quantidade do hormônio folículo-estimulante (FSH), indutor natural dos ovários.

    Dessa forma, os níveis de FSH aumentam conforme a mulher se aproxima da menopausa. Portanto, ele é um marcador efetivo da baixa reserva ovariana e, consequentemente, da baixa resposta à estimulação ovariana na Fertilização in Vitro. Sendo assim, quanto mais altos forem os níveis de FSH, menor será a possibilidade de sucesso de gravidez.

    Contudo, embora o FSH indique uma baixa reserva ovariana, ele não é um marcador da qualidade dos óvulos. Dessa forma, em alguns casos, mesmo que a reserva ovariana seja baixa, a gravidez é possível.

    Hormônio antimülleriano (AMH) 

    O exame que testa o hormônio antimülleriano é um exame de sangue mais moderno e eficaz na verificação da reserva ovariana. 

    O AMH é produzido pelas células dos ovários onde se desenvolvem os folículos antrais e pré-antrais. Sendo assim, quanto maior o número dos folículos no ovário, maior a reserva ovariana e a concentração sanguínea de AMH. Este hormônio, diferente do FSH, não sofre variação expressiva dentro do ciclo menstrual.

    No entanto, ele só pode acontecer a partir da puberdade, quando a capacidade reprodutiva da mulher está completa. Antes desta idade ele é indetectável.

    O que se considera uma baixa reserva ovariana?

    A partir dos exames realizados é possível verificar como está a reserva ovariana de cada mulher. Dessa forma, o médico pode fazer uma análise de todos os índices e orientar a melhor conduta para alcançar a gravidez.

    Sendo assim, considera-se uma baixa reserva ovariana quando os exames dão os seguintes resultados:

    •  FSH (hormônio do folículo estimulante): > (maior) 10 Ul/L;
    • CFA (contagem de folículos antrais): < (menor) 7 folículos nos dois ovários;
    • AMH (hormônio antimülleriano): < (menor) 1ng/ml.

    É possível engravidar com baixa reserva ovariana?

    Sim, a baixa reserva ovariana não é um fator impeditivo para uma gravidez. Dessa forma, enquanto a mulher estiver ovulando ainda existe a possibilidade de gerar um filho.

    Porém, o que vai dificultar mais a gestação é a idade da mulher. Sendo assim, uma paciente mais jovem, mesmo com a reserva ovariana baixa, tem mais condições de engravidar do que a mais velha. Isso ocorre porque além da diminuição dos folículos, a mulher com a idade mais avançada tem uma piora significativa na qualidade dos óvulos.

    Por esta razão, os especialistas alertam para que as mulheres com baixa reserva ovariana não demorem para tentar engravidar, pois o problema é evolutivo e com o tempo tende a piorar.

    Nesse sentido, a reprodução assistida pode ajudar na corrida contra o tempo. Desta maneira, com a Fertilização in Vitro é possível conduzir de forma mais rápida e eficaz todo o processo reprodutivo. Com a técnica pode se obter um número maior de embriões em blastocisto e selecionar o de melhor qualidade para ser implantado no útero. 

    Além disso, para as mulheres que querem adiar a maternidade existe ainda a possibilidade do congelamento de óvulos. O procedimento, que deve ser feito até os 35 anos, é uma grande alternativa para preservar a fertilidade feminina.

    Qual a quantidade ideal de folículos para engravidar?

    Como já vimos, com o exame de ultrassonografia transvaginal consegue-se saber a quantidade de folículos naquele ciclo menstrual.

    Dessa forma, o ideal é que a mulher tenha pelo menos 6 ou mais folículos em cada ovário para ter boas chances de engravidar.

    É possível engravidar com apenas um folículo?

    Para responder esta pergunta é importante lembrar que a presença de poucos óvulos, embora dificulte muito, não é um impedimento absoluto para a gravidez.

    Sendo assim, se a mulher tiver um único folículo que liberar um óvulo de boa qualidade, ele vai poder fertilizar, gerar um bom embrião e conseguir se fixar ao útero para dar início à gestação. 

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  • Implantação do embrião: como ajudar a realização do procedimento?

    A implantação do embrião é uma etapa fundamental para que a gravidez se concretize. Nesse sentido, trata-se do momento que o embrião chega até o útero e se fixa ao endométrio para dar início à gestação.

    Sendo assim, vamos conhecer um pouco mais sobre o assunto: como ocorre, quais os sintomas, o que prejudica este processo, e como as técnicas de reprodução assistida podem ajudar o embrião a se fixar na parede uterina.

    O que é implantação do embrião?

     A implantação do embrião, também conhecida pela medicina como nidação, é o momento em que o embrião se fixa no tecido que reveste a camada interna do útero. Nesse sentido, o endométrio, como é chamado, é preparado através dos hormônios femininos para abrigar o óvulo fecundado pelo espermatozoide, dando origem ao embrião, que chega ao útero em seus primeiros estágios de desenvolvimento e implanta no endométrio.

    A partir daí, o embrião tem a possibilidade de se desenvolver até que a placenta se forme. Portanto, é possível dizer que a implantação do embrião na parede uterina é o começo da gravidez.

    Quando e onde ocorre a implantação do embrião?

    Sabemos que a fecundação do óvulo pelo espermatozoide acontece nas trompas de falópio. Assim, neste momento, começa o processo de deslocamento do embrião até o útero, que ocorre em média de 5 a 6 dias.

    Dessa forma, a implantação do embrião dá-se na parede interna do útero, mais especificamente no endométrio. 

    Sintomas da implantação do embrião

    Nem todas as mulheres têm sintomas durante a implantação do embrião no endométrio. Sendo assim, vai depender da sensibilidade de cada organismo. No entanto, algumas podem perceber certos sinais, que geralmente aparecem entre 7 e 15 dias após o período fértil. 

    Desta forma, o sintoma mais comum da nidação é um pequeno sangramento. Isto ocorre pois o útero que foi preparado pelos hormônios femininos para receber o embrião está muito irrigado. Assim, quando o embrião se fixa no endométrio, alguns vasos sanguíneos podem se romper, gerando a perda de sangue.

    Contudo, esse sangramento acontece em pequena quantidade, se assemelhando a uma borra de café e com espessura mais rala do que o sangue menstrual. Porém, como ocorre normalmente até o 15º dia da fecundação e tem duração de 2 a 3 dias, pode gerar confusão entre as mulheres, se parecendo com uma menstruação desregulada.

    Além disso, outro sintoma da implantação do embrião é a cólica ou pontadas no baixo ventre. Isto se deve pelo fato do embrião estar penetrando cada vez mais fundo no endométrio. As tonturas, por sua vez, também podem vir a ocorrer devido à dilatação dos vasos sanguíneos, que resulta na queda da pressão arterial.

    Já a temperatura basal é o sintoma mais esperado e controlado pelas tentantes. Sabe-se que após a ovulação a temperatura tende a se elevar e só volta à normalidade quando ocorre a menstruação. Porém, quando há fecundação, a temperatura basal pode sofrer variações de 1 grau tanto para acima como para baixo da normalidade. Isso acontece porque o próprio corpo tenta manter o equilíbrio em prol da implantação do embrião.

    Como acontece a implantação do embrião?

    Como já vimos, a fecundação ocorre na trompa uterina, e a partir daí o zigoto vai se deslocar para a cavidade do útero, passando por divisões celulares (clivagem). Desta forma, depois de cinco dias de trajeto, já em fase de blastocisto, o embrião está pronto para se fixar ao endométrio. 

    Até este momento, o embrião ainda conserva a zona pelúcida. Esta camada herdada do óvulo mantém unidas as novas células embrionárias que estão surgindo como resultado das clivagens, impedindo sua dispersão no útero.

    Somente após o rompimento da zona pelúcida, chamado de hatching, é que as células embrionárias passam a ficar aderidas diretamente ao endométrio. Este é o acontecimento que marca a implantação embrionária de fato, e ocorre, em média, 3 dias após a chegada do embrião na cavidade uterina.

    É por esta razão que dizemos que a gestação tem início a partir da implantação do embrião.

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    O que acontece após a implantação do embrião?

    Após a implantação do embrião no endométrio as células embrionárias passam a se desenvolver de forma mais complexa, estruturando órgãos e sistemas.

    Para que isto ocorra, se iniciará o desenvolvimento das estruturas que acompanharão o crescimento do feto até o fim da gestação. Desta forma, placenta, saco amniótico e cordão umbilical se formarão.

    Somente após a 12º semana gestacional é que a produção de estrógeno e progesterona se iniciará pela placenta, a fim de manter o endométrio. A partir daí, o feto começa a se desenvolver em condições ideais até o momento do parto.

    O que impede a implantação do embrião no útero?

    Como já vimos, o embrião precisa se fixar ao útero materno para dar início à gravidez. No entanto, quando ele não consegue se implantar, ocorre o aborto, que deve ter investigação para saber suas causas. Desta forma, a partir de um diagnóstico preciso, é possível tentar um tratamento para aumentar a chance de uma futura gravidez.

    Sendo assim, sabe-se que existem alguns fatores que podem dificultar a implantação do embrião. Um dos principais é a baixa qualidade embrionária. Outro fator muito importante é a receptividade endometrial, ou seja, as condições do endométrio para receber o embrião.

    Confira abaixo os principais problemas que podem dificultar a receptividade endometrial:

    • Distúrbios hormonais;
    • Espessura endometrial inadequada;
    • Malformação do útero;
    • Miomas;
    • Pólipos endometriais;
    • Endometrite;
    • Trombofilias.

    Como ajudar na implantação do embrião?

    Para as mulheres que sofrem com abortos e gravidez de risco, felizmente, existem formas de ajudar na implantação do embrião e aumentar, assim, a chance de sucesso de uma gestação.

    De forma geral, é importante esclarecer que a melhora dos hábitos de vida do casal são fundamentais para que ocorra uma gravidez saudável. Nesse sentido, uma alimentação adequada e exercícios físicos podem melhorar consideravelmente a qualidade dos gametas, do embrião e do endométrio, favorecendo a implantação.

    Como complementação, os médicos ainda indicam vitaminas para auxiliar no fortalecimento dos óvulos. Assim, são recomendadas as vitaminas C, D, A, B6 e B12, além do ácido fólico, essencial para todas as mulheres tentantes. Já para os homens, são indicados Zinco e as vitaminas C, D e E.

    Além disso, estudos apontam que certos alimentos têm o poder benéfico de ajudar na fixação do embrião no útero, evitando abortos. Alguns deles são o abacaxi, a gelatina, a água de coco e a folha da framboesa vermelha.

    Fertilização in Vitro e implantação do embrião: entenda a relação

    Em algumas vezes, hábitos mais saudáveis não são suficientes para que o embrião consiga se implantar naturalmente. Desta forma, existe a técnica de Fertlilização in Vitro, da medicina reprodutiva, que pode auxiliar as mulheres nesta situação.

    Sendo assim, a FIV é indicada em dois casos:

    Falhas na receptividade endometrial

    Quando a mulher apresenta falhas na receptividade endometrial, a paciente pode recorrer à Fertilização in Vitro para ajudar na implantação do embrião.

    Desta forma, depois da estimulação ovariana, da coleta dos óvulos e espermatozoides e da fecundação dos gametas em laboratório, os embriões são congelados. Nesse sentido, a transferência embrionária ao útero, será realizada somente no momento em que o endométrio estiver perfeitamente preparado pelos médicos.

    Além disso, para as mulheres que já passaram por falhas de implantação após transferência de mais de três embriões nas Fertilizações in Vitro, ou tiveram vários abortos de repetição, é indicado, estes de análise endometrial. Exemplo disso é o Teste ERA. Este exame molecular avalia o estado do endométrio de cada paciente e identifica o melhor período (janela implantacional) para realizar a transferência do embrião. 

    Dificuldade de romper a zona pelúcida do embrião

    A Fertilização in Vitro também é indicada nas situações em que o embrião demonstra dificuldades em romper a zona pelúcida. Ou seja, quando não consegue rasgar a camada herdada do óvulo para que as células embrionárias se fixem diretamente no endométrio.

    Nestes casos, a FIV possibilita a realização do hatching assistido. Sendo assim, no procedimento, pequenas fissuras na região da zona pelúcida do embrião são abertas ainda em laboratório. Desta forma, o corte antecipado facilita o rompimento total desta camada no momento em que o embrião é colocado no interior da cavidade uterina.


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