Categoria: Tratamentos

  • Síndrome do ovário policístico x Cistos nos ovários: entenda as diferenças

    A síndrome do ovário policístico é uma condição que atinge cerca de 10% da população feminina em idade reprodutiva, e a doença dificulta, ou até mesmo impossibilita a gravidez.

    É importante destacar que ter ovário policístico não é o mesmo que sofrer com a síndrome do ovário policístico (SOP), e entender essa diferença é fundamental para o tipo de tratamento a ser realizado.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você entenda de uma vez por todas a distinção entre SOP e Cistos nos ovários.

    Boa leitura!

    O que é a Síndrome do ovário policístico?

    A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida como SOP, consiste num distúrbio hormonal que pode levar a formação de pequenos cistos nos ovários.

    Segundo os dados divulgados pela Diretriz Brasileira sobre a SOP, cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva são atingidas pela doença.

    Apesar de não haver uma causa definitiva, vários fatores estão envolvidos:

    • Fatores genéticos;
    • Fatores metabólicos;
    • Distúrbios endócrinos, como a resistência à insulina.

    O diagnóstico da SOP só é considerado definitivo na presença de pelo menos 2 dos três seguintes critérios:

    • Aumento da produção de hormônios masculinos;
    • Menstruação irregular;
    • Presença de ovário policístico.

    O exame de ultrassom pode indicar a presença de vários cistos no ovário, mas vale ressaltar que a síndrome em si só é diagnosticada quando os critérios mencionados acima são identificados.

    Sintomas da SOP

    A maioria das pacientes apresentam sinais de hiperandrogenismo (aumento de pelos, obesidade e acne), além de menstruação irregular ou inexistente e muitas apresentam dificuldade para engravidar.

    Existem outros sintomas que também podem ajudar a identificar a doença. Confira:

    • Ganho de peso;
    • Pele muito oleosa;
    • Acne;
    • Crescimento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen;
    • Queda de cabelo.

    O que é o Cisto de ovário?

    O Cisto no ovário é o acúmulo de líquidos, que se forma dentro ou ao redor do ovário, eles podem ser desde folículos ovulatórios até tumores ovarianos.

    Na maioria das vezes, o aparecimento de cistos nos ovários não provoca sintomas e não demanda tratamentos específicos, já que a tendência é que eles desapareçam naturalmente. 

    Apesar disso, em alguns casos, os cistos podem aumentar muito de tamanho, provocando sintomas como dor no abdômen.

    Existem vários tipos de cisto de ovário, eles são:

    • Cisto folicular;
    • Cisto de corpo lúteo;
    • Cisto de Teca-luteína;
    • Cisto hemorrágico;
    • Cisto dermoide;
    • Fibroma ovariano;
    • Endometrioma ovariano;
    • Cistoadenoma.

    Para saber mais sobre os diferentes tipos de cisto no ovário, aqui no blog temos um artigo mais detalhado sobre o assunto.

    Sintomas do Cisto de ovário

    Na maioria das vezes, os cistos no ovário não apresentam quaisquer sintomas, no entanto, em alguns casos podem apresentar:

    • Dor no ovário, do lado onde está o cisto;
    • Dor durante a ovulação;
    • Dor durante o contato íntimo;
    • Aumento da sensibilidade nas mamas;
    • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
    • Aumento de peso;
    • Dificuldade para engravidar.

    Diagnóstico do Cisto de ovário

    O diagnóstico é feito através do exame físico e de imagem. O exame de imagem é fundamental para identificar o tamanho e o tipo de cisto.

    Diferenças entre a Síndrome do ovário policístico e os Cistos nos ovários

    As diferenças entre a Síndrome do ovário policístico e os Cistos nos ovários podem ser detectadas com base nas características clínicas, laboratoriais e de imagem.

    Como mencionamos anteriormente, a presença de cistos nos ovários nem sempre indica a existência da síndrome do ovário policístico, e para distinguir o cisto no ovário da SOP, são avaliados o tamanho, o número dos cistos presentes e outras alterações endócrinas.

    Para relembrar

    Apesar de possuírem características semelhantes, a presença de cistos no ovário não representa um diagnóstico de Síndrome do ovário policístico.

    Para realizar um diagnóstico preciso, é necessário consultar um especialista, que irá solicitar alguns exames e identificar a possibilidade de ser SOP ou Cistos no ovário.

    Por fim, vale lembrar que, hoje em dia existem tratamentos tanto para os cistos no ovário como para a síndrome do ovário policístico, e que apenas um especialista poderá propor a melhor alternativa para o seu caso e após uma avaliação minuciosa.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais sobre as diferenças entre a síndrome do ovário policístico e cistos nos ovários, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Aborto de repetição: entenda o que é

    O aborto de repetição é definido como a ocorrência de três ou mais interrupções involuntárias da gravidez antes da 22ª semana, ou seja, até o quinto mês de gestação.

    O abortamento espontâneo é relativamente freqüente entre as mulheres. Aproximadamente 20% das gestações não evoluem e, na maioria dos casos, se deve a alguma alteração cromossômica do embrião que inviabiliza a vida.

    Entretanto, quando esta situação ocorre pelo menos três vezes de forma consecutiva é considerado aborto de repetição e deve ser investigado pelo casal para descobrir a origem do problema.

     Aborto de repetição: quais as principais causas?

    São várias as causas que podem originar o aborto de repetição. Neste sentido, uma investigação cautelosa de cada caso precisa ser realizada. 

    Dessa maneira, o especialista em reprodução humana deve solicitar uma série de exames ginecológicos, genéticos e imunológicos, além de fazer uma avaliação da história familiar e clínica do casal para tentar descobrir o motivo dos sucessivos abortos. Com diagnóstico preciso de cada paciente, os médicos e embriologistas podem, então, definir o melhor tratamento para evitar novas perdas.

    Causas mais frequentes de aborto de repetição:  

    Existem algumas causas de aborto de repetição que podem ser diagnosticadas através de exames. 

    Confira as situações mais frequentes: 

    Alterações genéticas 

    As anomalias cromossômicas fetais são a causa mais comum de aborto espontâneo antes das 10 semanas de gravidez. Nesse sentido, quanto maior a idade materna, mais chance de ocorrer abortos de repetição. Os erros mais comuns são a trissomia, poliploidia e monossomia do cromossoma X.

    O exame de análise citogenética deve ser realizado a partir da terceira perda consecutiva. Caso este exame revele anomalias, é indicado proceder à análise do cariótipo através do sangue periférico do casal. 

    Anomalias anatômicas

    As anomalias uterinas, como malformações müllerianas, miomas, pólipos e sinéquias uterinas, podem também estar associadas ao aborto de repetição. Desta forma, todas as mulheres que tiveram sucessivos abortos devem ser submetidas a um exame da cavidade uterina, através de ecografia pélvica com sonda transvaginal 2D ou 3D e histerossalpingografia, que podem ser complementadas com endoscopia.

    Alterações endócrinas ou metabólicas

    Trombofilias

    As trombofilias são doenças que provocam alterações na coagulação do sangue e que aumentam a chance de formar coágulos sanguíneos e causar tromboses, que podem impedir a implantação do embrião no útero ou provocar abortos. Geralmente, as trombofilias não são detectadas em exames de sangue comuns.

    Causas imunológicas

    Durante a gestação, o embrião é considerado um corpo estranho pelo organismo da mãe, geneticamente diferente. Para isso, o sistema imune materno tem que se adaptar para não rejeitar o embrião. No entanto, em alguns casos, isto não acontece, levando à ocorrência de abortos ou à dificuldade para engravidar.

    Existe um exame chamado de cross-match, que pesquisa a presença de anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe. Para realizar este exame, retiram-se amostras de sangue do casal e realiza-se uma prova cruzada entre os dois, para identificar a presença de anticorpos.

    Aborto de repetição e hábitos de vida

    Sabe-se que os hábitos de vida influenciam diretamente na gravidez, podendo causar aborto de repetição. Nesse sentido, o casal deve ser orientado a seguir um estilo de vida saudável: 

    • Não fumar;
    • Consumir pouco álcool e cafeína; 
    • Praticar exercício moderado;
    • Controlar o peso e cuidar da alimentação; 
    • O uso de drogas também está associado a um maior risco de aborto de repetição, uma vez que influencia negativamente na saúde do corpo humano.  

    Para as mulheres, é indicada a suplementação de ácido fólico e progesterona e, muitas vezes, é necessário suporte psicológico para que o casal, abalado pelas perdas prévias, não desista de tentar uma nova gravidez.

    Além disso, é importante ressaltar que, melhorando os hábitos de vida, a chance de se ter uma gestação normal é de 50 a 75%, dependendo da idade da mulher e do número de abortos prévios.

     Aborto de repetição e o fator masculino

    O aborto de repetição também pode estar ligado ao fator masculino. Em geral, os médicos concentram a atenção nas mulheres quando procuram as causas de abortos recorrentes, mas a saúde dos homens e de seus espermatozoides também devem ser analisados, pois podem influenciar na gravidez.

    A descoberta a esse respeito é de um novo estudo do Colégio Imprerial de Londres e publicada no jornal científico Clinical Chemistry. Na pesquisa, os cientistas avaliaram a qualidade do esperma de 50 homens com parceiras que haviam passado por três abortos consecutivos. A partir daí, descobriram que os espermatozoides deste grupo apresentavam um nível maior de DNA danificado do que os de homens com parceiras que não tiveram abortos espontâneos.

    O autor do estudo Channa Jayasena afirmou que a pesquisa é importante para mostrar que, muitas vezes, os dois parceiros estão envolvidos em casos de abortos de repetição.

    Aborto de repetição e infertilidade: há alguma relação?

    Na maior parte das vezes, a consulta de Reprodução Humana é para investigação de infertilidade, ou seja, dificuldade de engravidar. Entretanto, alguns casos são de pacientes que engravidam facilmente, mas a gestação não evolui, tendo abortos de repetição.

    Neste sentido, a ASRM (American Society for Reproductive Medicine) indica a realização de uma criteriosa investigação, pois, na maioria das vezes, é possível diagnosticar e tratar a causa sucessiva de abortamentos.

    Como já vimos aqui, a maioria dos abortos espontâneos, independentemente de se repetirem ou não, são devidos a anormalidades cromossômicas, e se deve a uma chance aleatória (no processo de desenvolvimento embrionário) ou idade materna avançada. Entretanto, quando isso acontece repetidas vezes, temos que investigar outras causas.

    Muitas doenças que causam infertilidade podem gerar aborto de repetição e, se forem tratadas, resultam em gestações bem sucedidas. Neste sentido, as estatísticas revelam que duas em cada três mulheres com acompanhamento adequado nestes casos terão uma gestação normal na próxima vez.

    Quais são os tratamentos para o aborto de repetição?

    A medicina reprodutiva evoluiu tanto que hoje contamos com tratamentos eficazes para quase todas as causas de aborto de repetição. Mesmo assim, em algumas situações, os especialistas encontram casos mais difíceis de resolver ou não acham explicações, apesar de todos os exames terem sido realizados.

    Nesses casos, uma possibilidade para se atingir o sucesso de uma gravidez saudável é a Fertilização in vitro acompanhada de biópsia embrionária, para diagnóstico de alterações cromossômicas do embrião (PGT-A – Teste Genético Pré-Implantacional para Aneuploides). Desta forma, só os embriões saudáveis serão transferidos para o útero, diminuindo as chances de aborto de repetição.

    Vale ressaltar que a melhor opção de tratamento deve ser proposta por um médico, após diagnóstico rigoroso de cada caso.  

    Então, se você passou ou está passando por aborto de repetição, lembre-se de que você pode ter esperança. Procure um especialista e faça uma investigação completa para descobrir a origem do seu problema. Nesse sentido, sua chance de ter uma gestação com sucesso na próxima vez pode chegar a 70%.

  • Ligadura de Trompas e Vasectomia: como funciona cada procedimento

    A Vasectomia e a Ligadura de trompas dizem respeito à esterilização definitiva do homem e da mulher, respectivamente.

    Os procedimentos de Esterilização, atualmente, são relativamente simples e não apresentam qualquer efeito colateral. No entanto, é importante lembrar que a legislação brasileira possui regras rígidas para a realização da esterilização.

    Por vezes, pode ser indispensável a realização dos procedimentos para salvar a saúde dos pacientes, como em casos de câncer do ovário ou dos testículos.

    Pensando nisso, elaboramos este post para que você conheça as diferenças entre os procedimentos de Vasectomia e Ligadura de trompas.

    Boa leitura.

    O que é Laqueadura?

    A Laqueadura consiste no bloqueio das trompas como método de anticoncepção definitivo. A obstrução das trompas impossibilita o encontro do óvulo com os espermatozóides, o que seria o processo chamado fecundação. 

    Atualmente, a técnica de Laqueadura mais usada é através da colocação de um “stent tubário”, parecido com uma mola. 

    A cirurgia pode  ser realizado em regime ambulatorial, sem o uso de qualquer anestesia. 

    O procedimento é indicado para a mulher que queira uma anticoncepção definitiva. Em outras palavras, é a esterilização feminina para pacientes que não querem ou, por algum motivo de saúde, não podem mais engravidar. 

    Por exemplo, em alguns casos de câncer nos ovários, pode ser necessário retirar as trompas, procedimento conhecido como Salpingectomia. A retirada das trompas também é indicada para prevenção contra infecções pélvicas.

    Como funciona?

    Existem diversas técnicas de Laqueadura Tubária, podendo ser realizadas através de incisão abdominal, vaginal ou histeroscopia.

    De acordo com cada técnica, o procedimento é diferente e deve ser avaliado pelo cirurgião responsável. Pode ser necessário usar anestesia geral ou raquidiana com ou sem sedação, tudo vai depender da avaliação clínica. No caso da colocação do stent tubário, não existe a necessidade do uso de anestésicos.

    No caso de incisão abdominal, o procedimento pode ser realizado no pós-parto de tipo cesárea, quando houver risco à vida ou à saúde da mulher ou do bebê e os médicos devem assinar um testemunho sobre a decisão. 

    O procedimento deve ser autorizado e assinado por dois médicos. Em casos mais simples, o cirurgião pode optar por fazer pequenos cortes acima do púbis.

    No caso da laparoscopia, são realizados pequenos cortes a periumbilical, região da linha média do abdômen, deixando apenas pequenas cicatrizes.

    Já os procedimentos vaginais e por histeroscopia não deixam cicatrizes. Nesses casos, a exposição das trompas é realizada pela vagina e o stent é colocado por meio da técnica de histeroscopia, que consiste na introdução de uma haste flexível com uma luz e uma câmera acoplada na ponta, que projeta a imagem para que o médico possa visualizar as trompas e realizar o procedimento.

    Todas as especialidades médicas são habilitadas a fazer o procedimento. Caso seja por Laparoscopia ou  Histeroscopia, deve ser realizado apenas por um Ginecologista com especialização nesse procedimento.

    O que é a Vasectomia?

    Por outro lado, a Vesectomia é o procedimento cirúrgico que interrompe o fluxo de espermatozóides produzidos nos testículos.

    O procedimento também é conhecido como Laqueadura, Esterilização masculina ou Ligadura dos ductos deferentes.

    Vale salientar que a legislação federal impõe como condição para a realização da esterilização cirúrgica, o registro da expressa manifestação da vontade em documento escrito e firmado, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de sua reversão e opções de contracepção reversíveis existentes. 

    Além disso, as leis estabelecem que a esterilização depende do consentimento expresso dos dois membros do casal.

    Como funciona?

    A Vasectomia é uma cirurgia relativamente simples, realizada por um médico Urologista em um hospital ou clínica. 

    Os pequenos ductos deferentes que transportam o esperma ficam logo abaixo da pele, e por meio de uma pequena incisão de cada lado da bolsa escrotal, os ductos deferentes são cortados e bloqueados por fios de sutura. Dessa forma, os espermatozóides não serão mais ejaculados.

    Basicamente, existem dois tipos de Vasectomias: Método com incisão e Método sem incisão.

    Os métodos sem incisão reduzem o risco de infecção e outras complicações e o tempo de recuperação é bem menor.

    Os dois tipos de procedimentos são rápidos, duram cerca de 30 a 35 minutos e o paciente pode ir para casa no mesmo dia.

    Por fim, vale ressaltar que a Vasectomia é uma técnica permanente e só deve ser realizada se o homem e sua parceira estiverem 100% confiantes que não desejam filhos no futuro.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, a Vasectomia e a Laqueadura são os procedimentos de esterilização definitiva para homens e mulheres, respectivamente.

    Vale frisar que com os tratamentos de reprodução assistida existentes atualmente, é possível realizar o sonho de ter filhos através de inseminação artificial ou fertilização in vitro, mesmo para pacientes que tenha se submetido a tratamentos De esterilização definitiva.

    No caso de realizar o procedimento voluntariamente, é importante lembrar que a legislação brasileira possui regras que regulamentam a esterilização voluntária e que é fundamental estar totalmente convicto/a da decisão.

    No entanto, esses procedimentos podem ser realizados para preservar a saúde e a vida do paciente, não deixando como opção de escolha, mas de necessidade.
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  • Endometriose e infertilidade, qual a relação?

    A medicina ainda não desvendou totalmente quais são os fatores relacionados à endometriose e infertilidade. 

    No entanto, é sabido que a doença provoca um processo inflamatório, e a aderência do endométrio em outros órgãos (que não o útero) podem provocar problemas de infertilidade. 

    Mas, apesar de as causas da patologia não serem totalmente conhecidas, os avanços na medicina podem ajudar a eliminar a doença e reverter o quadro de infertilidade.

    Pensando nisso, elaborei este post para você conhecer qual a relação da endometriose e infertilidade feminina.

    Boa leitura!

    O que é a endometriose?

    Em primeiro lugar, para entender o que é a endometriose, é necessário saber o que é o endométrio. Ele é o tecido que reveste a parte interna do útero e, a cada 28 ou 30 dias, é eliminado através da menstruação. 

    Nesse sentido, quando esse tecido começa a crescer em outros órgãos fora da cavidade uterina, como ovários e pelve, ocorre a endometriose. Em alguns casos mais graves, ele pode se alojar na bexiga e no intestino. 

    A ciência, por sua vez, ainda não desvendou por completo o que causa a doença. No entanto, é possível apontar fatores genéticos e imunológicos como possíveis causas. 

    Além disso, existem estudos que apontam que o estresse e a ansiedade também podem agravar o quadro.

    Qual a relação entre endometriose e infertilidade?

    Principais motivos da endometriose afetar a fertilidade

    Diagnóstico da endometriose

    O diagnóstico da endometriose pode ser facilmente confundido, já que os sintomas são parecidos com as dores que ocorrem durante a menstruação. 

    Aliás, esse é um dos motivos pelos quais algumas mulheres só descobrem a doença quando tentam engravidar e não conseguem.

    Nesse sentido, a reversão do quadro também depende da mulher, que precisa ficar atenta aos sintomas, já que ainda não existe um exame específico para detectar a doença.

    Sendo assim, o diagnóstico é feito por um médico especialista, através da análise da combinação de exames de sangue, ultrassonografia transvaginal e ressonância pélvica.

    Quando esses exames apontam indícios do problema, uma laparoscopia deve ser realizada, de forma a detectar o local da doença e, se possível, tratá-la durante o mesmo procedimento.

    Quem tem endometriose pode engravidar?

    Embora seja possível, mulheres com endometriose têm mais dificuldade para engravidar, principalmente, quando os ovários e as tubas uterinas estão comprometidos. 

    Porém, há relatos de mulheres que conseguiram engravidar naturalmente, mesmo tendo sido diagnosticadas com endometriose profunda.

    Mas, se o funcionamento dos ovários ou das trompas estiver comprometido, a recomendação é consultar um médico para que ele possa retirar todo o tecido endometrial que esteja dificultando a gravidez.

    E, se após esse procedimento, a dificuldade de engravidar persistir, será necessário investigar outras possíveis causas de infertilidade, como a síndrome dos ovários policísticos.

    Você sabe qual é a relação entre a Síndrome dos Ovários Policísticos e a Fertilidade?

    Gravidez com endometriose

    Como mencionamos no tópico anterior, embora a endometriose dificulte a gravidez, ela não a impede, nem causa outros grandes problemas para a gestação.

    Aliás, na maioria das vezes, pode haver uma melhora nos sintomas da doença durante a gestação. 

    Dessa forma, os especialistas explicam esse fenômeno como um reflexo do aumento da progesterona no organismo feminino. 

    Esse hormônio é produzido em grande quantidade durante a gravidez e pode diminuir o avanço das lesões provocadas pelo acúmulo do endométrio. 

    Outra razão, por sua vez, para essa melhoria da doença durante a gravidez, é a ausência de menstruação.

    Já nos casos de endometriose profunda, os reflexos da doença podem ser um pouco mais graves. Nessas situações, a mulher está mais sujeita a desenvolver uma gravidez ectópica, ou seja, fora do útero.

    Também é importante ressaltar que, seja qual for o grau da doença e os riscos relacionados, é fundamental que a mulher faça um acompanhamento médico dedicado, para que o especialista possa monitorar qualquer tipo de alteração no corpo da mulher e intervir se for necessário.

    Nesse sentido, o tratamento para a endometriose durante a gravidez é, na maioria das vezes, considerado desnecessário.

    Tratamentos para endometriose

    Nos casos de endometriose leve ou moderada, o tratamento mais recomendado é o clínico. Ele pode ser feito através de medicamentos via oral, injeção ou a colocação de um dispositivo intrauterino. 

    Já nos casos em que a doença está mais avançada, a videolaparoscopia é o tratamento mais indicado.

    Em outras situações, o médico deve avaliar a situação das trompas, para verificar a possibilidade de engravidar por métodos naturais ou se será necessário realizar algum procedimento de reprodução assistida, como a fertilização in vitro.

    Considerações finais

    É sabido que a endometriose e a infertilidade são motivos de preocupação para mulheres que desejam engravidar.

    Vimos, também, que a doença pode dificultar bastante o processo de concepção natural. 

    A boa notícia, contudo, é que, nos dias de hoje, com a tecnologia, os meios de diagnóstico e tratamentos existentes, é possível eliminar a doença e reverter o quadro de infertilidade.

    Sendo assim, se você identificar alguns dos sintomas ou sinais mencionados, a principal recomendação é procurar um médico especialista, que é a pessoa mais capacitada para elaborar um diagnóstico preciso e planejar o tratamento mais adequado para o seu caso.

    Para ter acesso a informações mais detalhadas sobre a endometriose, recomendo a leitura do nosso ebook: ”Endometriose e a Gravidez: como realizar o sonho da maternidade”.

  • Reprodução Assistida – Os tratamentos que geram novas possibilidades para a vida

    A espera de um resultado positivo no teste de gravidez pode ser angustiante, principalmente, se o casal já está tentando conceber há algum tempo sem os resultados esperados.

    A ansiedade pode dificultar ainda mais a concepção, que já pode estar sendo dificultada por algum problema.

    Antes de mais nada, é preciso lembrar que existe um tempo de espera considerado normal para engravidar, esse prazo é de 12 meses. Se após esse tempo a gravidez não ocorrer naturalmente pode ser necessário procurar uma orientação especializada para obter um diagnóstico mais preciso e pensar nas melhores formas de tratamento.

    Felizmente, nos dias de hoje, a Medicina Reprodutiva já está consolidada em todos os países e as taxas de sucesso dos tratamentos de reprodução assistida têm aumentado a cada ano.

    Neste eBook vamos falar sobre reprodução assistida e os tratamentos que podem ajudar casais de inúmeras formas, facilitando o entendimento de suas principais técnicas e quem sabe, fazendo refletir sobre aderir a algum dos métodos.

    Boa leitura e não deixe de consultar um médico de sua confiança!

  • Qual a relação entre a síndrome do ovário policístico e a fertilidade?

    A Síndrome dos Ovários Policísticos é muito comum entre as mulheres. Trata-se de um distúrbio hormonal que pode causar diversos problemas de saúde e é uma das principais causas da infertilidade feminina.

    Os sintomas se apresentam de várias formas e por isso, é fundamental que o diagnóstico seja realizado por um especialista, principalmente se você está com dificuldades para engravidar.

    Pensando nisso, preparei este post para que você conheça qual a relação entre a síndrome dos ovários policísticos e a fertilidade, os principais sintomas e possíveis tratamentos.

    Boa leitura!

    O que são ovários policísticos?

    Como dissemos anteriormente, a síndrome do Ovário Policístico, ou SOP,  é um distúrbio gineco-endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, causando cistos nos ovários que podem aumentar de tamanho.

    Em geral, a SOP é identificada pela menstruação irregular, causada pela alta produção de testosterona (hormônio masculino) que provoca o aparecimento de cistos no ovário.

    Embora a ciência ainda não tenha decifrado totalmente as causas da síndrome dos ovários policísticos, existem estudos que apontam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação de insulina no organismo.

    Esse fenômeno provoca um aumento de testosterona na corrente sanguínea, provocando, assim, o desequilíbrio hormonal.

    Além disso, também é importante ressaltar que essa síndrome atinge cerca de 10% das mulheres em idade fértil, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

    Geralmente, a doença se manifesta  durante a puberdade, causando um desequilíbrio hormonal lento e progressivo e os sintomas variam entre as mulheres. Confira a seguir os sintomas mais comuns:

    Sintomas

    Como dissemos no tópico anterior, os sintomas se apresentam de formas distintas, no entanto, o sinais mais comuns são:

    • ciclos menstruais irregulares;
    • menor frequência de ovulação normal;
    • dificuldade para engravidar.

    Outro aspecto importante a ressaltar é que a SOP aumenta as chances de aparecimento de outras doenças, tais como: obesidade e diabetes do tipo 2.

    Já explicamos também que mulheres com SOP possuem níveis de testosterona elevados, que dificulta a gravidez, seja naturalmente ou através de reprodução assistida.

    Por isso, é importante estar atenta aos sinais do excesso de testosterona, como:

    • crescimento anormal de pêlos nas regiões do baixo ventre, queixo, seios e buço;
    • oleosidade da pele e aparecimento de cravos e espinhas;
    • queda de cabelos;
    • aumento de peso e obesidade;
    • manchas na pele, principalmente nas axilas e atrás do pescoço.

    Diagnóstico

    Embora as causas da Síndrome do Ovário Policístico ainda sejam desconhecidas pela medicina, hoje em dia existem diversas formas de amenizar os seus sintomas.

    Assim sendo, um diagnóstico preciso depende de uma avaliação clínica,  e realização de ultrassonografias e exames de sangue.

    Por esse motivo, se você está com dificuldades para engravidar e identifica alguns dos sintomas mencionados, a principal recomendação é consultar um médico especialista.

    Tratamento

    Antes de tudo, é necessário distinguir entre tratar a SOP e tratar a infertilidade.

    O tratamento da SOP ameniza os sintomas, com o objetivo de regularizar a menstruação e melhorar a qualidade de vida. Já o tratamento de infertilidade causada pela síndrome tem como objetivo final a mulher engravidar.

    Portanto, é importante ter em mente que o tratamento ginecológico da SOP é diferente do tratamento de infertilidade. Para fazer essa distinção, é necessário consultar um especialista em reprodução humana.

    Da mesma forma que os sintomas variam de caso para caso, o uso de medicamentos também varia de acordo com a paciente e as suas complicações.

    Um medicamento muito utilizado para esse tipo de tratamento é o anticoncepcional, pois ajuda na diminuição do hormônio masculino (testosterona).

    Uma das dicas para controlar os sintomas da SOP é manter uma dieta saudável e equilibrada, especialmente quando a paciente apresenta aumento significativo de peso.

    Além disso, também é importante praticar exercícios físicos. Mas lembre-se, antes de seguir essas dicas, consulte um médico especialista.

    A SOP e a infertilidade

    É muito comum entre as mulheres descobrir a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) quando tentam engravidar e não conseguem. Isso acontece porque nem sempre os sintomas são perceptíveis.

    Nos casos em que a SOP é o único motivo da infertilidade do casal, as chances de gravidez após correção do distúrbio ovulatório são grandes.

    Esse é mais um dos motivos pelo qual o tratamento de infertilidade em mulheres portadoras da Síndrome do Ovário Policístico deve ser individualizado, criterioso e realizado por um especialista em reprodução humana.

    No caso do tratamento da infertilidade causada por SOP, o médico poderá indicar a indução da ovulação por medicamentos e a boa notícia é que a grande maioria das mulheres portadoras da SOP respondem bem ao tratamento de infertilidade.

    Uma outra alternativa de tratamento é a cauterização ovariana laparoscópica (drilling ovariano), mas o melhor método de tratamento deve ser avaliado por um especialista.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do artigo, a síndrome dos ovários micropolicísticos é uma doença relativamente comum que dificulta a gravidez.

    Embora as suas causas ainda sejam desconhecidas pela ciência, existem diversas formas de amenizar os sintomas e reverter o quadro de infertilidade.

    Sendo assim, se você está com dificuldade para engravidar e se identificou com algum dos sintomas apresentados, procure o seu médico para realizar os exames necessários.

    Existem vários tratamentos possíveis para a síndrome dos ovários policísticos e quanto mais cedo ele for iniciado, menores serão as consequências para a sua saúde e maiores serão as chances de conseguir engravidar.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a saber mais sobre a relação dos ovários policísticos e a fertilidade, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Como o emocional pode influenciar no tratamento da infertilidade?

    De acordo com os especialistas da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, 10% dos casais apresentam infertilidade sem causa aparente.

    Como as causas, são diversas, é importante salientar que fatores como o estresse e ansiedade, podem contribuir de alguma forma para o insucesso do tratamento.

    Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça mais sobre a relação do estresse e ansiedade com o tratamento de infertilidade.

    Boa leitura!

    A relação do estresse com a infertilidade

    Estudos têm mostrado que o estresse e a ansiedade, fazem parte do processo do tratamento de infertilidade, e que o diagnóstico da infertilidade, marca um impacto emocional para o casal.

    Então, se você está com dificuldades para engravidar, a recomendação, além de consultar um especialista em reprodução humana, e é que procure um aconselhamento psicológico , onde você terá um espaço, para trazer suas angústias, medos e ansiedades, auxiliando para que passe  essa etapa tão importante da vida da melhor maneira possível.

    Quando acontece a infertilidade, os casais precisam rever, muitas vezes, seus projetos de vida, causando assim o prejuízo nos aspectos emocionais, se manifestando de diversas formas e com diferentes sintomas, entre eles a ansiedade, excitação, o estresse e até a depressão.

    Nos homens, o excesso de ansiedade pode causar falta de libído, já nas mulheres existe a possibilidade de causar amenorreia, ou seja, falta de menstruação, impedindo assim a gravidez.

    Nesse sentido, é muito importante que as pessoas possam trabalhar seus sentimentos, para amenizar  a ansiedade e não atrapalhar na tentativa de engravidar.

    Como controlar o estresse

    Por mais difícil que possa parecer, ou até um pouco óbvio de falar, mas é imprescindível que o estresse e ansiedade sejam controlados, principalmente se você deseja engravidar.

    Preparamos algumas dicas para ajudar nessa tarefa:

    Faça atividades relaxantes

    Crie uma lista de coisas que você gosta de fazer e que fazem você se sentir bem. Pode ser praticar algum esporte, um passatempo, uma viagem, um hobby, ou qualquer coisa que proporcione um bem-estar e que desvie o seu foco da ansiedade em engravidar.

    Implemente na sua rotina atividades simples e práticas, principalmente nos momentos em que você se sentir mais impaciente. Pode ser algo simples como fechar os olhos e manter o foco na sua respiração.

    Não se limite à “tabelinha”

    Às vezes, quando as tentativas de engravidar se estendem por vários meses, pode desgastar a vida sexual do casal. O que isso quer dizer? Pode acontecer de um ato de prazer e amor se tornar uma obrigação.

    Aliás, é normal fazer calendários, a chamada ”tabelinha”, com dias marcados para ter relações sexuais no período mais fértil, mas tente não enxergar esses momentos como uma ”obrigação” e tire o melhor proveito desses momentos. Relaxe e aproveite o momento ao lado da pessoa que ama.

    Parceria e apoio mútuo

    Uma das causas da ansiedade em casais que estão tentando engravidar são as divergências em relação ao momento certo para a concepção.

    Em alguns casos, um dos parceiros pode desejar muito ter um filho, enquanto o outro pode querer esperar um pouco mais. Isso pode gerar decepções e até mesmo motivar discussões.

    Por isso,, é fundamental que o casal esteja em sintonia e levar em consideração que engravidar é um processo e mesmo com tratamentos de infertilidade é necessário ter paciência e apoio mútuo.

    Também é bastante comum que a ansiedade em conseguir engravidar impeça o casal de relaxar e desfrutar de outros prazeres da vida.

    Acompanhamento psicológico

    A dificuldade de engravidar , muitas vezes é difícil de lidar e controlar as expectativas que envolvem cada fase do tratamento.

    Por vezes, uma longa espera para conseguir um resultado positivo, pode gerar frustração e dificultar  o sucesso do tratamento.

    Sabemos que a espera pela chegada de um filho pode ser demorada, mas pode ser vivida como um grande aprendizado.

    Então, se você está passando por momentos difíceis na espera por seufilho, um psicólogo pode ajudar a diminuir suas ansiedades, medos e estresse.

    Considerações finais

    Como vimos ao longo do post, o estresse ea ansiedade sem a ajuda de um apoio psicológico podem dificultar o processo do tratamento.

    Seja naturalmente ou através de tratamentos de infertilidade, é fundamental tentar manter a calma e procurar realizar atividades que façam você se sentir bem.

    Existem técnicas que podem proporcionar o bem-estar para as pessoas e benefícios ao tratamento, bem como um acompanhamento psicológico para partilhar os seus sentimentos e frustrações durante esta etapa da sua vida.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a saber mais sobre a relação do estresse e ansiedade com o tratamento de infertilidade, clique aqui e fique por dentro das melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • Para quem o método de Fertilização In vitro é indicado?

    A técnica de fertilização in vitro, ou FIV, tem se tornado cada vez mais popular devido à sua alta taxa de sucesso. A FIV também é conhecida popularmente como “bebê de proveta”.

    O método consiste na coleta de gametas para posterior fecundação em laboratório e no útero materno.

    Essa técnica de reprodução assistida é indicada para os mais variados casos e tem ajudado milhares de casais pelo mundo todo a realizarem o sonho de ter um filho.

    Pensando nisso, elaboramos este post para que você conheça quando e para quem a fertilização in vitro é indicada.

    Mas antes de ir direto ao ponto, precisamos ter em mente o que é a fertilização em vitro.

    Boa leitura!

    O que é a fertilização in vitro?

    A fertilização in vitro consiste na fecundação do óvulo com o espermatozóide em ambiente laboratorial.

    O processo in vitro requer o cultivo em laboratório para que os médicos acompanhem o desenvolvimento dos embriões e posterior transferência para o útero materno.

    Por outras palavras, podemos dizer que a FIV é uma técnica de reprodução assistida que consiste em introduzir espermatozoides saudáveis dentro do óvulo feminino e posteriormente dentro do útero.

    A fertilização in vitro é uma das técnicas de reprodução assistida mais utilizadas atualmente e pode ser realizada em clínicas especializadas. O tratamento pode ser feito com o sêmen do parceiro ou de um doador.

    Se você almeja saber ainda mais sobre como é o passo a passo da Fertilização in vitro, aqui no blog temos um post falando mais detalhadamente sobre o assunto.

    Para quem a Fertilização In Vitro é recomendada?

    Casais com infertilidade ou dificuldades para engravidar, que estejam passando por um tratamento que reverta a situação, a técnica de FIV pode ser utilizada para ajudá-los a realizar o sonho de conceber filhos, bem como em outras circunstâncias.

    A seguir, veja outros casos que a FIV é indicada:

    Casais com infertilidade ou dificuldades para engravidar

    Como citamos anteriormente, a infertilidade pode atingir homens e mulheres, e pode ser causada por diversos motivos.

    Entre as principais causas da infertilidade, estão: a endometriose, infecções pélvicas, obstrução das trompas, alterações na tireóide, falta de ovulação e a diminuição de espermatozoides no sêmen, no caso da infertilidade masculina.

    Nos casos em que o casal continua com dificuldades para engravidar após um ano de tentativas, a FIV é uma excelente alternativa para ajudar a realizar o sonho de ter filhos.

    Além disso, a FIV tem altas taxas de sucesso, se comparado a outros métodos de reprodução assistida, como por exemplo, a inseminação artificial ou coito programado.

    Casais homoafetivos

    Para os casais femininos, a técnica é realizada a partir da doação do sêmen de um banco de sêmen. A particularidade neste caso é que qualquer uma das parceiras poderá receber o embrião gerado em laboratório e seguir com a gravidez.

    Já para os casais masculinos, a situação pode ser um pouco mais complicada. Além da doação de sêmen de um dos parceiros e da obtenção do óvulo de doadoras anônimas, o casal deve possuir um útero de substituição, ou seja, uma mulher com até 50 anos precisa concordar em ceder o seu útero para a implantação do embrião. Vale ressaltar também que todo esse processo deve ser acompanhado por advogados, para resguardar e aconselhar o casal de todos os procedimentos legais.

    Pacientes oncológicos

    O tratamento para o câncer é bastante agressivo e por esse motivo, diminui significativamente a reserva de ovários e a produção de espermatozóides.

    Nos tratamentos com radioterapia ou quimioterapia por exemplo, o ideal é coletar e armazenar os gametas antes de iniciar algum dos tratamentos.

    Desta forma, os gametas poderão ser utilizados no futuro, para a concepção de uma gravidez, através do método de fertilização in vitro.

    Produção independente

    Nos casos de produção independente, ou seja, quando a mulher escolhe engravidar sem a participação de um parceiro, a FIV também é uma excelente opção.

    Nestas situações, é necessário recorrer à obtenção dos espermatozóides através de um banco de sêmen.

    Mulheres com idade superior a 35 anos de idade

    A fertilização in vitro é uma das principais alternativas para mulheres que decidem engravidar após os 35 anos de idade.

    Pois a partir dos 35 anos, a fertilidade feminina diminui drasticamente e por esse motivo, o recomendado é recorrer à criopreservação enquanto os óvulos ainda estão saudáveis.

    Assim, quando a mulher decidir que chegou a hora de ter filhos, os óvulos podem ser fecundados através da FIV e a gravidez pode ocorrer normalmente.

    Considerações finais

    A fertilização in vitro já ajudou milhares de casais com problemas de fertilidade a realizarem o sonho de conceber uma gravidez.

    Como vimos ao longo do artigo, a técnica de FIV foi desenvolvida com o intuito de ajudar casais com problemas de infertilidade ou com dificuldades de engravidar a realizar o sonho de ter filhos.

    Sendo que a sua indicação é feita tanto para casos de infertilidade masculina como para casos de infertilidade feminina, bem como para casais homoafetivos, entre outros.

    Atualmente, devido a sua alta taxa de sucesso, a fertilização in vitro já ajudou milhares de casais com problemas de fertilidade a realizarem o sonho de ter um filho.

    Se você achou que o nosso post ajudou você a conhecer mais acerca da fertilização in vitro, clique aqui e fique por dentro das melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

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  • 5 sintomas de Cisto no Ovário

    Um cisto no ovário se caracteriza, basicamente, por uma bolha coberta por uma membrana fina, que contém ar ou substâncias líquidas em seu interior.

    Os cistos também podem ocorrer nos rins, na pele, no fígado, no pâncreas, nas mamas, no cérebro, nas cordas vocais e diversas partes do organismo.

    O cisto, por sua vez, é considerado uma lesão benigna. No entanto, em alguns casos, tumores malignos podem ter um aspecto semelhante ao de um cisto. Por esse motivo, é fundamental fazer uma avaliação cuidadosa por um médico especialista.

    Dessa forma, cisto no ovário é um assunto que preocupa muitas mulheres, principalmente aquelas que planejam ou que estão com dificuldade de engravidar.

    Embora os cistos sejam considerados normais, a tendência é que desapareçam naturalmente. Por isso, é muito importante também conhecer os sintomas para que se possa identificar a possibilidade de desenvolver um cisto no ovário.

    Pensando nisso, elaboramos este post para que você conheça 5 dos principais sintomas da presença de cisto no ovário.

    Tipos de Cisto no Ovário

    Existem vários tipos de cisto no ovário. Conheça a seguir os mais comuns:

    • Cisto folicular: ocorre quando não há ovulação ou quando o óvulos não sai do ovário durante o período fértil;
    • Cisto de corpo lúteo: pode ocorrer após a liberação do óvulo;
    • Cisto de teca-luteína: é um tipo mais raro, sendo mais comum nas mulheres que tomam remédios para engravidar;
    • Cisto hemorrágico: ocorre quando há sangramento na parede do cisto para o seu interior;
    • Cisto dermoide: conhecido também como teratoma cístico maduro, que pode ser encontrado contendo cabelo, dente ou fragmento ósseo;
    • Fibroma ovariano: é um tipo de cisto mais comum na menopausa;
    • Endometrioma ovariano: ocorre em casos de endometriose nos ovários;
    • Cisto adenoma: é um tipo de cisto ovariano benigno.

    Principais sintomas de Cisto no Ovário

    Normalmente, os cistos no ovário não apresentam sintomas e tendem a desaparecer naturalmente após algumas semanas.

    Desta forma, muitas mulheres podem ter tido cistos nos ovários e não souberam.

    Além disso, é importante ressaltar que os cistos no ovário não causam infertilidade nem provocam alterações menstruais, sendo a endometriose uma das exceções.

    No entanto, o cisto no ovário pode provocar sintomas quando, pelo menos, uma das seguintes situações está presente:

    Crescimento do cisto no ovário

    Quando o cisto cresce muito, a mulher pode sentir alguns sintomas, como, por exemplo:

    1. Dor ou sensação de peso na região pélvica ou abdominal;
    2. Dor durante o ato sexual;
    3. Distensão abdominal;
    4. Enjoos;
    5. Vontade frequente de urinar;
    6. Dificuldade ou vontade súbita de evacuar e ganho de peso.

    Ruptura do cisto no ovário

    Quando ocorre uma ruptura de cisto ovariano, a mulher pode sentir uma dor súbita e intensa na pelve. Essas rupturas, por sua vez, podem ocorrer devido a um grande esforço físico ou relação sexual.

    Em alguns casos, pode haver sangramento vaginal, embora a ruptura de cisto, geralmente, não provoque hemorragias graves.

    Torção do cisto no ovário

    Nos casos em que o cisto cresce demasiadamente, pode acontecer de ele girar ao redor do seu próprio eixo, causando uma torção.

    Nessas situações, a mulher pode sentir uma dor súbita e intensa na região pélvica ou abdominal. Essa dor pode ser tão intensa que causa náuseas e vômitos.

    Como já dissemos, na maioria das vezes, o cisto no ovário é assintomático. No entanto, caso seja percebida alguma alteração, é importante consultar um médico para que seja investigada se há presença de cisto.

    Nesse sentido, para tentar identificar presença de cisto no ovário, é necessário estar atenta aos seguintes sintomas:

    1. Dor abdominal ou pélvica constante;
    2. Sensação frequente de barriga inchada;
    3. Menstruação irregular;
    4. Dor constante nas costas ou flancos;
    5. Desconforto ou dor durante o contato íntimo.

    Além desses sintomas, existem outros fatores que você deve estar atenta, tais como:

    • Dor durante o período ovulatório;
    • Atraso na menstruação;
    • Aumento na sensibilidade das mamas;
    • Sangramento fora do período menstrual;
    • Dificuldade para engravidar;
    • Aumento de peso;
    • Náuseas e vômitos.

    Os sintomas também podem variar de acordo com o tipo de cisto. Por esse motivo, é fundamental consultar um especialista para que sejam feitos exames e se possa diagnosticar a presença, tamanho e gravidade do cisto no ovário.

    Outro ponto importante a salientar, por sua vez, é que a mulher diagnosticada com cisto no ovário deve ir ao hospital sempre que apresentar dor abdominal acompanhada de febre, vômitos, desmaios, sangramentos ou aumento da frequência respiratória, porque isso pode ser sinal de que o cisto está aumentando de tamanho ou que houve rompimento.

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    Cisto no ovário: qual o tratamento?

    Em mulheres jovens, em idade fértil, a maioria dos casos de cisto no ovário não necessita de nenhum tratamento. Isso porque, geralmente, não apresentam sintomas e tendem a desaparecer sozinhos (dentro de 1 a 2 meses).

    No entanto, é importante realizar uma avaliação ultrassonográfica para que o médico possa avaliar se o cisto sumiu ou aumentou de tamanho neste intervalo de tempo.

    Nesse sentido, quando o cisto tem mais de 5 centímetros, pode apresentar um crescimento contínuo, provocando sintomas intensos. E, caso tenha uma aparência duvidosa, pode ser recomendada uma cirurgia para remoção do cisto.

    Além disso, os cistos de ovário causados por endometriose também necessitam de tratamento cirúrgico para a sua remoção.

    Já no caso das mulheres no período pós-menopausa, a avaliação da aparência do cisto deve ser realizada através da ultrassonografia, e exames de sangue ajudam a definir a melhor forma de tratamento.

    Se o cisto tiver uma aparência benigna, e o CA 125 for baixo, o médico poderá acompanhar a evolução do cisto com exames de ultrassom a cada 3 ou 6 meses.

    Por outras palavras, se o cisto for pequeno, assintomático e claramente benigno, não é necessário nenhum tratamento, apenas um acompanhamento médico adequado e frequente.

    Além disso, também é importante ressaltar que, embora os cistos em mulheres com mais idade tendem a não desaparecer naturalmente, a remoção por cirurgia nem sempre é obrigatória.

    Por esse motivo, é necessário consultar um médico especializado para uma avaliação mais precisa do caso.

    Considerações finais

    Na maioria das vezes, os cistos no ovário não apresentam sintomas. No entanto, nos casos em que há aumento do tamanho do cisto, sangramento, ruptura do cisto, torção do cisto ou das tubas uterinas, podem surgir alguns sintomas que provocam dores intensas e súbitas.

    Além disso, vimos também que o cisto no ovário, normalmente, tem uma natureza benigna e tende a desaparecer naturalmente. Contudo, às vezes, pode ser necessária a remoção do cisto por meios cirúrgicos.

    Por fim, é importante ressaltar que, se você se identificar com algum dos sinais mencionados, é fundamental marcar uma consulta com um especialista para uma avaliação mais precisa.

  • Entenda como funciona o diagnóstico de infertilidade na Nilo Frantz

    A infertilidade é um assunto que preocupa muitas pessoas, principalmente, casais que estão planejando ter filhos.

    Então se você está com dificuldades para engravidar, é muito fundamental consultar um especialista para avaliar o seu caso e planejar a melhor forma de tratamento.

    Nesse sentido, preparamos este post para que você entenda como funciona o diagnóstico da investigação de infertilidade na Nilo Frantz.

    O que é fertilidade?

    Antes de passar para o tema do diagnóstico de infertilidade, é importante esclarecer alguns conceitos sobre o assunto.

    A fertilidade do ser humano em condições de saúde normais é relativamente baixa, sendo que as chances de engravidar são cerca de 20% ao mês.

    Desta forma, é importante aguardar um tempo entre o início das tentativas de engravidar e a gestação.

    Normalmente, em condições pós 12 meses de tentativas regulares e sem uso de métodos anticoncepcionais, é hora de começar a pensar em investigar os motivos que podem estar dificultando a gravidez.

    Passado esse tempo de espera, caso não tenha sucesso em engravidar, o casal deve procurar um médico especialista em reprodução humana para uma avaliação mais detalhada e procurar uma clínica especializada que possa realizar um diagnóstico preciso e começar a planejar a melhor forma de tratamento para o seu caso

    No entanto, é importante lembrar que em algumas situações, é recomendado procurar um especialista antes dos 12 meses de tentativas, como por exemplo, nos casos em que a mulher tenha 35 anos ou mais, ou quando há suspeitas de alterações iniciais, como presença de menstruações irregulares, Síndrome dos Ovários Policísticos, endometriose, infecção pélvica, histórico de gestação ectópica, laqueadura tubária ou vasectomia.

    Além disso, vale ressaltar que infertilidade não é um problema raro e atinge cerca de que 15% do total de casais.

    A seguir conheça como são realizados os diagnósticos de infertilidade na clínica Nilo Frantz – Medicina reprodutiva..

    Diagnóstico de infertilidade feminina

    Os problemas relacionados à fertilidade feminina são responsáveis por 40% dos casos de dificuldades para engravidar registrados nos consultórios médicos.

    As causas para a infertilidade feminina são variadas e dependem de diversos fatores, como por exemplo, idade, predisposições genéticas, disfunções hormonais e estilo de vida.

    Sendo assim, para obter um diagnóstico preciso, é fundamental consultar um especialista e realizar alguns exames.

    Entre os principais exames que podem ser solicitados para uma avaliação precisa da situação, estão:

    Dosagens hormonais

    O exame de dosagens hormonais é realizado através de um exame de sangue e serve para verificar os níveis de alguns hormônios importantes relacionados ao ciclo menstrual e à ovulação, como por exemplo, FSH, LH, estradiol, prolactina, função tireoidiana, testosterona, entre outros.

    Ultrassonografia transvaginal

    A Ultrassonografia Transvaginal serve para detectar doenças na região pélvica, tais como: endometriose, pólipos endometriais (dentro da cavidade do útero), miomas, gravidez nas trompas ou fora da cavidade do útero e tumores de ovários. O exame é realizado através da introdução de uma sonda na vagina.

    Histerossalpingografia

    A histerossalpingografia é um exame de radiografia (raio-x) que serve para verificar as condições anatômicas do útero e tubas. Além disso, o exame também pode ser feito para investigação de outros problemas ligados à anatomia do útero e das trompas.

    Hormônio Anti-Mülleriano

    Aqui no blog, já falamos sobre a influência do Hormônio Anti-Mülleriano na fertilidade feminina. O diagnóstico é realizado através de um exame de sangue, que deve ser feito durante o ciclo menstrual da mulher e serve para predizer qual é a quantidade da reserva ovariana existente.

    Ressonância magnética de pelve

    A Ressonância Magnética (RM) pélvica é um exame de diagnóstico por imagem que serve para avaliar os órgãos que se localizam no abdómen inferior, como por exemplo, o útero e ovários.

    Biópsia de endométrio

    A biópsia de endométrio é um exame ginecológico que serve para analisar possíveis alterações intra uterinas. O material é colhido dentro do útero e enviado para análise no laboratório.

    Videolaparoscopia

    A videolaparoscopia é uma cirurgia minimamente invasiva que serve para diagnosticar doenças que acometem a região abdominal e/ou pélvica.

    A cirurgia ocorre por meio da introdução de uma pequena câmera através da cicatriz umbilical que possibilita ao médico especialista uma visão detalhada da cavidade abdominal e pélvica, podendo avaliar em alta definição os órgãos e tecidos internos.

    Diagnóstico de infertilidade masculina

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a taxa de infertilidade é de cerca de 40% tanto para homens como para mulheres.

    No entanto, é importante lembrar que os dados também apontam que 90% dos casais com algum problema de infertilidade acabam tendo bebês depois de passarem por algum tipo de tratamento.

    A causa mais comum para infertilidade masculina é a varicocele, no entanto, para obter um diagnóstico preciso, é necessário realizar alguns exames.

    A seguir, conheça alguns dos principais exames de diagnóstico para a infertilidade masculina.

    Espermograma

    O espermograma tem como objetivo avaliar as características do sêmen, como viscosidade, pH e cor, além de quantidade de espermatozoides por ml de sêmen, forma dos espermatozoides, motilidade e concentração de espermatozoides vivos.

    A amostra do material é colhida no laboratório e é indicado que o homem não tenha relações sexuais de 2 a 5 dias antes da coleta.

    Dosagens hormonais

    Tal como nos diagnósticos da infertilidade feminina, os exames de sangue para a dosagem hormonal são também indicados para verificar a fertilidade masculina. No caso dos homens, o exame serve para verificar a dosagem de testosterona, hormônio que estimula a produção de espermatozoides.

    Teste pós-coito

    O exame é realizado através da coleta do muco cervical da mulher 2 a 12 horas após a relação sexual. Este teste serve para verificar a motilidade dos espermatozóides.

    Outros exames

    Além dos exames mencionamos, o médico pode solicitar alguns exames adicionais, como o exame de fragmentação do DNA e o exame de anticorpos contra os espermatozoides.

    Conclusão

    Como vimos ao longo do post, a fertilidade do ser humano nem sempre é tão alta e por esse motivo, antes de acreditar que tenha algum problema de fertilidade, é fundamental levar alguns pontos em consideração.

    Há um tempo de espera considerado normal para engravidar naturalmente. Mas, se após esse período você continuar com dificuldades para engravidar, a recomendação é procurar um especialista para que possa fazer uma avaliação mais precisa.

    Além disso, vimos também que em algumas situações, pode ser necessário procurar um médico antes desse tempo de espera.

    A boa notícia é que 90% dos casais com dificuldades para engravidar conseguem realizar o sonho de ter um filho após se submeter a algum tratamento de fertilidade.

    Sendo assim, se você está com dificuldades para engravidar, é fundamental consultar um especialista para obter o diagnóstico mais detalhado e iniciar o tratamento mais adequado para o seu caso.

    Na Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva realizamos os exames de diagnóstico mais modernos, de modo a obter os diagnósticos mais precisos e realizar os tratamentos mais adequado para cada caso.
    Se você achou que o nosso post ajudou você a compreender como funciona o diagnóstico da investigação da fertilidade, clique aqui e complemente seus conhecimentos sobre as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

    O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

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